Pertence ao Código do Trabalho (Lei n.º 7/2009, de 12 de Fevereiro)
Este artigo estabelece como as autoridades devem determinar o valor das multas (coimas) aplicadas por violações do Código do Trabalho. Para além das regras gerais, os inspectores e tribunais devem considerar factores específicos: se a empresa ignorou avisos anteriores, se usou fraude ou falsificação para disfarçar infrações, e no caso de segurança e saúde, também avaliam quantos trabalhadores foram colocados em risco, se o problema era permanente ou ocasional, e que medidas preventivas a empresa havia implementado. O artigo inclui ainda uma redução de multa importante: se uma empresa cumprir obrigações laborais pendentes e pagar voluntariamente a multa após término do contrato de trabalho, em certos casos de trabalho não registado ou remuneração ilícita, a multa é reduzida para o valor mínimo.
Uma fábrica recebeu advertência por falta de equipamento de protecção. Meses depois, um inspector encontra a mesma violação. A coima será maior porque a empresa ignorou o aviso anterior. Se o acidente potencial afectasse 20 trabalhadores, a multa considerará esse risco agravado.
Uma empresa falsifica horários para pagar menos horas extras. A coima por manipulação fraudulenta será mais elevada do que se simplesmente tivesse deixado de pagar. A intenção deliberada de enganar agrava a infracção.
Uma empresa cessa actividade com trabalhadores não registados. Se regularizar voluntariamente esses contratos e pagar a multa antes do processo terminar, a coima reduz-se ao valor mínimo, incentivando a conformidade espontânea.
Faz a tua pergunta em linguagem natural. A IA pesquisa em legislação consolidada e jurisprudência portuguesa e devolve resposta fundamentada com referências.
Grátis para começar · sem cartão de crédito
Este conteúdo tem fins meramente informativos e não constitui aconselhamento jurídico. Para questões específicas do seu caso, consulte um advogado qualificado inscrito na Ordem dos Advogados. A TogaAI é uma ferramenta de apoio à prática jurídica e não substitui o julgamento profissional de um advogado.