Livro II · Do processo em geralTítulo I · Dos atos processuaisCapítulo II · Atos especiaisSecção II · Citação e notificaçõesSubsecção II · Citação de pessoas singulares

Artigo 226.º(art.º 234.º CPC 1961) Regra da oficiosidade das diligências destinadas à citação

Pertence ao Código de Processo Civil (Lei n.º 41/2013, de 26 de Junho)

Resumo em linguagem claraGerado por IA · revisto contra texto oficial

Este artigo estabelece como funciona a citação do réu (a pessoa que é processada). Normalmente, a secretaria do tribunal trata de entregar a citação de forma automática, sem precisar de autorização prévia do juiz, e faz diligências para conseguir encontrar o réu. Se passarem 30 dias sem conseguir citar, informa o autor (quem processou). Se passarem mais 30 dias e ainda não conseguir, o processo vai ao juiz para ele decidir o que fazer. Existem exceções: em certos casos, o juiz tem de autorizar a citação antes, nomeadamente nos processos cautelares, urgentes, ou quando estão em causa terceiros. O objetivo é agilizar o processo de citação, evitando burocracia desnecessária, mas mantendo controlo judicial onde é realmente importante.

Quando se aplica — exemplos práticos

Citação comum num processo cível ordinário

Um cidadão processa outro pelo pagamento de uma dívida. A secretaria do tribunal, automaticamente, trata de entregar a citação ao réu sem precisar de despacho. Se o réu se mudar ou não for encontrado, a secretaria tenta novas diligências (correio registado, contacto com a polícia). Aos 30 dias, informa o autor do que fez.

Citação que requer autorização prévia do juiz

Um banco pretende uma medida cautelar urgente (congelar conta bancária) para garantir o cumprimento de uma sentença futura. Aqui, o juiz deve autorizar por despacho antes de qualquer citação, porque é um procedimento cautelar onde o réu tem direito a ser ouvido primeiro em certas circunstâncias.

Atraso na citação e intervenção do juiz

Passaram 60 dias (30+30) e a secretaria ainda não conseguiu citar o réu porque ele desapareceu. O processo vai concluso ao juiz com relatório das tentativas. O juiz analisa se deve continuar com a ação, se procura por outros meios ou se arquiva o processo por impossibilidade de citação.

Texto oficial

Ver no PGDL ↗
1 - Incumbe à secretaria promover oficiosamente, sem necessidade de despacho prévio, as diligências que se mostrem adequadas à efetivação da regular citação pessoal do réu e à rápida remoção das dificuldades que obstem à realização do ato, sem prejuízo do disposto no n.º 4 e da citação por agente de execução ou promovida por mandatário judicial. 2 - Passados 30 dias sem que a citação se mostre efetuada, é o autor informado das diligências efetuadas e dos motivos da não realização do ato. 3 - Decorridos 30 dias sobre o termo do prazo a que alude o número anterior sem que a citação se mostre efetuada, é o processo imediatamente concluso ao juiz, com informação das diligências efetuadas e das razões da não realização atempada do ato. 4 - A citação depende, porém, de prévio despacho judicial: a) Nos casos especialmente previstos na lei; b) Nos procedimentos cautelares e em todos os casos em que incumba ao juiz decidir da prévia audiência do requerido; c) Nos casos em que a propositura da ação deva ser anunciada, nos termos da lei; d) Quando se trate de citar terceiros chamados a intervir em causa pendente; e) No processo executivo, nos termos dos n.os 6 e 7 do artigo 726.º; f) Quando se trate de citação urgente. 5 - Não cabe recurso do despacho que mande citar os réus ou requeridos, não se considerando precludidas as questões que podiam ter sido motivo de indeferimento liminar. 6 - Não tendo o autor designado o agente de execução que deva efetuar a citação nem feito a declaração prevista no n.º 8 do artigo 231.º, ou ficando a designação sem efeito, aplica-se o disposto no n.º 2 do artigo 720.º.
285 palavras · ID 1959A0226

Artigos referenciados

Assistente jurídico TOGA

Ainda com dúvidas sobre Artigo 226.º ((art.º 234.º CPC 1961) Regra da oficiosidade das diligências destinadas à citação)?

Faz a tua pergunta em linguagem natural. A IA pesquisa em legislação consolidada e jurisprudência portuguesa e devolve resposta fundamentada com referências.

Grátis para começar · sem cartão de crédito

Aviso Legal

Este conteúdo tem fins meramente informativos e não constitui aconselhamento jurídico. Para questões específicas do seu caso, consulte um advogado qualificado inscrito na Ordem dos Advogados. A TogaAI é uma ferramenta de apoio à prática jurídica e não substitui o julgamento profissional de um advogado.