Pertence ao Código das Sociedades Comerciais (DL n.º 262/86, de 02 de Setembro)
Este artigo estabelece regras de transição para empresas que existiam antes da entrada em vigor do Código das Sociedades Comerciais. Se uma empresa tinha um capital social inferior aos mínimos exigidos pela nova lei, foi obrigada a aumentá-lo até esses montantes num prazo de três anos. Para fazer esse aumento, a empresa poderia incorporar as suas reservas (lucros acumulados) sem necessidade de novos contributos dos sócios. Se o aumento envolvesse entradas novas de dinheiro, tinha até cinco anos para libertar completamente esse capital. As empresas que não cumpriram esta obrigação dentro do prazo deveriam ser dissolvidas. O artigo também permite manter os valores nominais antigos das quotas ou acções, mas apenas até ao momento em que o capital fosse aumentado, após o qual passam a vigorar os novos valores mínimos.
Uma empresa constituída em 1985 tinha capital de 50 mil euros, mas a nova lei exigia 100 mil. A administração deliberou incorporar 50 mil euros das suas reservas, atingindo o mínimo em 1989. Não precisou de novos investimentos dos sócios, apenas reorganizou internamente o capital disponível.
Uma loja precisava passar de 25 mil para 100 mil euros de capital. Incorporou 40 mil de reservas e os sócios comprometeram-se a entrar com 35 mil em dinheiro. Tiveram cinco anos para completar esses pagamentos sem incumprimento, enquanto o capital aumentado estava registado.
Uma pequena fábrica não aumentou o seu capital conforme exigido nos três anos de transição. Após vencimento do prazo, a entidade reguladora procedeu à dissolução compulsória da empresa, encerrando-a legalmente e liquidando os seus bens.
Faz a tua pergunta em linguagem natural. A IA pesquisa em legislação consolidada e jurisprudência portuguesa e devolve resposta fundamentada com referências.
Grátis para começar · sem cartão de crédito
Este conteúdo tem fins meramente informativos e não constitui aconselhamento jurídico. Para questões específicas do seu caso, consulte um advogado qualificado inscrito na Ordem dos Advogados. A TogaAI é uma ferramenta de apoio à prática jurídica e não substitui o julgamento profissional de um advogado.