Pertence ao Código do Trabalho (Lei n.º 7/2009, de 12 de Fevereiro)
Este artigo estabelece as regras que as empresas de trabalho temporário e as empresas utilizadoras devem cumprir ao celebrar contratos de utilização de trabalho temporário. O contrato tem de ser obrigatoriamente escrito, em dois exemplares, e deve conter informações essenciais: identificação das partes, motivo da necessidade de trabalho temporário, descrição do posto de trabalho e dos riscos envolvidos, local e período de trabalho, salários comparáveis aos da empresa utilizadora, custos a pagar, duração e data. O utilizador tem também de anexar a apólice de seguro de acidentes de trabalho que cubra o trabalhador temporário. Se o contrato não cumprir estes requisitos, considera-se nulo e o trabalhador passa automaticamente a ter contrato sem termo (permanente) com a empresa utilizadora. Violações de certos requisitos são punidas como contra-ordenações leves.
Uma empresa de transportes recorre a uma empresa de trabalho temporário para contratar motoristas durante o verão, mas o contrato não menciona os riscos profissionais nem a duração da relação. Segundo o artigo, o contrato é nulo e os motoristas passam automaticamente a ser considerados funcionários permanentes da empresa de transportes, não da agência temporária.
Uma empresa de construção contrata um trabalhador temporário através de uma agência, mas a documentação do contrato não inclui a cópia da apólice de seguro de acidentes. Se o trabalhador sofrer um acidente, a empresa utilizadora é responsável solidária pelos danos, não podendo reclamar apenas à agência temporária.
Uma loja de retalho celebra contrato escrito com agência temporária para cobrir ausências de férias. O documento identifica as partes, justifica o recurso temporário, descreve o posto de caixa, o período (três semanas), o salário equivalente ao dos funcionários, custos e inclui cópia do seguro. Este contrato cumpre todos os requisitos legais.
Faz a tua pergunta em linguagem natural. A IA pesquisa em legislação consolidada e jurisprudência portuguesa e devolve resposta fundamentada com referências.
Grátis para começar · sem cartão de crédito
Este conteúdo tem fins meramente informativos e não constitui aconselhamento jurídico. Para questões específicas do seu caso, consulte um advogado qualificado inscrito na Ordem dos Advogados. A TogaAI é uma ferramenta de apoio à prática jurídica e não substitui o julgamento profissional de um advogado.