Pertence ao Código de Processo Civil (Lei n.º 41/2013, de 26 de Junho)
Este artigo estabelece em que circunstâncias uma venda de bens realizada durante um processo de execução (penhora) pode ser anulada ou desfeita. A venda é uma ação praticamente irreversível, mas existem exceções: quando a sentença que originou a execução é revogada, quando a própria venda contém vícios legais, ou quando se prova que o bem não pertencia realmente ao devedor. O artigo protege também direitos de terceiros: se alguém tiver preferência legal ou direito de remissão sobre o bem, pode substituir-se ao comprador pagando o preço. Importante é o prazo de 30 dias — quem pretenda recuperar um bem vendido em execução tem apenas este tempo após decisão judicial para o fazer. Passado esse prazo, o devedor perde o direito ao bem, ficando apenas com direito ao preço da venda.
Um tribunal executa uma sentença de condenação em pagamento, penhorando e vendendo a casa do devedor. Depois, em recurso, a sentença é anulada. O proprietário tem 30 dias para pedir a devolução da casa ao comprador, que será reembolsado do preço pago. Se não pedir dentro desse prazo, perde o direito ao imóvel.
Durante execução contra o Sr. Silva, penhoram-se móveis de uma sala julgados como seus. Depois descobre-se que o sofá era da sua esposa, que o havia comprado com seu dinheiro. A esposa pode reivindicar o bem, impedindo que a venda tenha efeito permanente e recuperando-o.
Vende-se em hasta pública um apartamento que era propriedade conjunta de dois irmãos. Um deles, com direito legal de remição, manifesta vontade de ficar com o bem e paga o preço ao comprador, substituindo-se a este. O comprador recebe o seu dinheiro de volta.
Faz a tua pergunta em linguagem natural. A IA pesquisa em legislação consolidada e jurisprudência portuguesa e devolve resposta fundamentada com referências.
Grátis para começar · sem cartão de crédito
Este conteúdo tem fins meramente informativos e não constitui aconselhamento jurídico. Para questões específicas do seu caso, consulte um advogado qualificado inscrito na Ordem dos Advogados. A TogaAI é uma ferramenta de apoio à prática jurídica e não substitui o julgamento profissional de um advogado.