Pertence ao Código de Processo Civil (Lei n.º 41/2013, de 26 de Junho)
Este artigo estabelece como se executam as notificações avulsas, que são comunicações oficiais entregues a uma pessoa fora do contexto de um processo judicial em curso. Estas notificações exigem sempre uma ordem prévia (despacho) de um juiz. A entrega é feita por um agente de execução ou funcionário de justiça diretamente à pessoa visada, que recebe uma cópia dos documentos. O profissional que faz a entrega redige um documento comprovativo (certidão) que a pessoa notificada assina. Este documento e o pedido inicial são depois devolvidos a quem solicitou a notificação. Se o requerimento for apresentado em papel (e não digitalmente), têm de ser entregues cópias em duplicado, e se várias pessoas forem notificadas, são necessárias tantas cópias quantas as pessoas a notificar.
Um credor quer notificar oficialmente um devedor sobre uma dívida antes de iniciar ações legais. Apresenta um requerimento a um tribunal pedindo a notificação. O juiz autoriza. Um agente de execução dirige-se pessoalmente ao devedor, entrega-lhe cópia dos documentos, o devedor assina o comprovante, e este documento volta ao credor com prova da entrega.
Um proprietário pretende notificar oficialmente o inquilino sobre a rescisão do contrato. Requer a notificação ao tribunal com duplicados dos documentos. Um funcionário de justiça entrega pessoalmente ao inquilino a cópia, obtém assinatura no comprovante, e envia tudo de volta ao proprietário como prova formal da comunicação.
Uma empresa necessita notificar cinco sócios sobre uma decisão importante. Apresenta o requerimento e seis cópias dos documentos ao tribunal (uma para cada sócio mais um duplicado). A secretaria organiza a entrega a cada um, e cada comprovante de entrega é devolvido à empresa como registo de cumprimento.
Faz a tua pergunta em linguagem natural. A IA pesquisa em legislação consolidada e jurisprudência portuguesa e devolve resposta fundamentada com referências.
Grátis para começar · sem cartão de crédito
Este conteúdo tem fins meramente informativos e não constitui aconselhamento jurídico. Para questões específicas do seu caso, consulte um advogado qualificado inscrito na Ordem dos Advogados. A TogaAI é uma ferramenta de apoio à prática jurídica e não substitui o julgamento profissional de um advogado.