Pertence ao Código de Processo Civil (Lei n.º 41/2013, de 26 de Junho)
Este artigo estabelece as regras sobre como os atos processuais devem ser feitos. Em primeiro lugar, define um princípio geral: os atos devem ter a forma mais simples que permita alcançar o seu objetivo, sem formalidades desnecessárias. O tribunal e outras entidades competentes podem criar modelos (formulários) para facilitar a realização desses atos, mas apenas os modelos da secretaria são obrigatórios. Quando um ato precisa de ser escrito, deve ser redigido com clareza total: a escrita tem de deixar evidente que o documento é autêntico, o conteúdo tem de ser compreensível e as abreviaturas utilizadas têm de ter significado claro e único. Quanto à forma de escrever números e datas, a lei permite usar algarismos, mas com uma exceção importante: quando o número define direitos ou obrigações das partes ou terceiros, deve ser escrito por extenso. Se houver rasuras ou emendas nestes números essenciais, têm obrigatoriamente de ser reescritos por extenso. Esta regra garante transparência e previne fraudes em documentos jurídicos.
Um advogado apresenta uma ação pedindo indemnização. O artigo exige que o valor reclamado (exemplo: 5.000 euros) seja escrito por extenso — «cinco mil euros» — e não apenas em algarismos, porque define um direito da parte. Se houver emenda ao número, deve reescrever-se completamente por extenso.
Um contrato apresentado como prova pode incluir datas em algarismos (15/3/2024), mas os valores contratuais que definem obrigações das partes devem estar escritos por extenso. Se houver rasura num montante, este tem de ser reescrito por extenso para garantir autenticidade.
A secretaria do tribunal disponibiliza um formulário modelo para petições. Este modelo é vinculativo para quem o utilizar. Contudo, outros atos processuais podem usar modelos sugeridos, mas as partes não são obrigadas a seguir formulários que não sejam da secretaria.
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Este conteúdo tem fins meramente informativos e não constitui aconselhamento jurídico. Para questões específicas do seu caso, consulte um advogado qualificado inscrito na Ordem dos Advogados. A TogaAI é uma ferramenta de apoio à prática jurídica e não substitui o julgamento profissional de um advogado.