Pertence ao Código de Processo Civil (Lei n.º 41/2013, de 26 de Junho)
Este artigo estabelece o procedimento quando um juiz tem impedimento para julgar um caso. O impedimento ocorre quando existem situações que comprometem a imparcialidade do juiz, como interesses pessoais, relações familiares ou profissionais com as partes envolvidas. Quando isso acontece, o juiz tem obrigação de se declarar impedido. As partes também podem requerer essa declaração, mesmo até ao momento da sentença. Após a declaração do impedimento, o processo passa para um juiz substituto. Se a decisão sobre o impedimento for indeferida (rejeitada), qualquer das partes pode recorrer para o tribunal superior. Em tribunais de grau mais elevado, como a Relação ou o Supremo Tribunal de Justiça, a conferência de juízes decide sobre o impedimento, excluindo o juiz questionado. Este mecanismo garante que apenas juízes verdadeiramente imparciais decidem os casos.
Um juiz é designado para julgar um caso de execução de dívida. Reconhece que é vizinho e amigo próximo do réu há muitos anos. O juiz declara-se impedido. O processo passa imediatamente para outro juiz substituto. A decisão é tomada sem qualquer demora processual adicional.
Durante o julgamento, a defesa apresenta prova de que o juiz é familiar próximo do advogado da outra parte. A defesa requer formalmente o impedimento. O juiz e as partes discutem a matéria, e o impedimento é declarado. O processo prossegue com novo juiz.
Uma das partes requer impedimento, mas o juiz indeferiu o pedido. A parte agravada recorre para o tribunal superior. O tribunal superior revê a decisão e pode confirmar ou revogar a recusa de impedimento, garantindo proteção da imparcialidade.
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Este conteúdo tem fins meramente informativos e não constitui aconselhamento jurídico. Para questões específicas do seu caso, consulte um advogado qualificado inscrito na Ordem dos Advogados. A TogaAI é uma ferramenta de apoio à prática jurídica e não substitui o julgamento profissional de um advogado.