Pertence ao Código Civil (DL n.º 47344/66, de 25 de Novembro)
Este artigo regula o que acontece quando um credor tem um penhor (uma garantia) sobre um crédito que outra pessoa lhe deve. Estabelece que o credor pignoratício (aquele que tem a garantia) deve cobrar esse crédito assim que fique exigível. O artigo cria regras especiais consoante o tipo de prestação: se for dinheiro ou algo fungível, o devedor não pode pagar apenas a um credor sem acordo prévio, podendo recorrer ao depósito em tribunal. Quando existem vários penhores sobre o mesmo crédito, apenas o credor com direito preferente pode cobrar, mas os outros podem exigir que o pagamento seja feito a quem tem prioridade. Por fim, o titular original do crédito só recebe o pagamento se o credor pignoratício concordar, extinguindo-se assim a garantia.
Uma empresa (João) deve 10 000 € a um banco. O banco penhorou esse direito de crédito como garantia do seu próprio empréstimo. Se João deve ainda a outro credor, este pode exigir que a dívida seja paga ao banco (credor preferente) em vez de a João, assegurando que a garantia funciona.
Um cliente deve 5 000 € a uma loja. A loja penhorou esse direito. Se o cliente precisar pagar, não pode entregar o dinheiro só à loja sem o consentimento de quem tem o penhor. Se não há acordo, pode depositar a quantia no tribunal até se resolverem as questões com os credores.
Uma empresa A tem um crédito penhorado por um banco. Se o credor original (empresa A) quiser receber o pagamento, o banco pode consentir. Nesse caso, o penhor extingue-se e a garantia desaparece, liberando o crédito.
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