Pertence ao Código Civil (DL n.º 47344/66, de 25 de Novembro)
Este artigo estabelece as regras sobre a forma válida para testamentos e outras disposições por morte (como revogações ou modificações). O princípio é flexível: um testamento é válido quanto à forma se cumprir os requisitos de qualquer uma de três leis diferentes: a do país onde foi feito, a lei pessoal do testador no momento em que o criou, ou a lei pessoal do testador no momento da sua morte. Isto significa que o testamento goza de grande proteção — tem múltiplas oportunidades de ser considerado válido. Contudo, há uma exceção importante: se a lei pessoal do testador no momento da declaração exigir uma forma específica sob pena de nulidade, essa exigência deve ser respeitada, mesmo que o testamento tenha sido feito no estrangeiro. Esta regra beneficia principalmente cidadãos que vivem ou trabalham fora do seu país de origem, garantindo que os seus testamentos não são invalidados por formalidades técnicas.
Um cidadão português a viver em Londres quer fazer testamento. O documento é válido se seguir as regras inglesas (local onde foi feito), as regras portuguesas (sua lei pessoal como português), ou ainda as regras de outro país que a lei local inglesa indicasse. Assim, o testamento está protegido por múltiplas legislações.
Uma pessoa fez testamento quando era cidadã de um país, mas depois adquiriu outra nacionalidade. O testamento pode ser válido pela lei do país onde foi feito, pela lei da nacionalidade anterior, ou pela lei da nacionalidade atual. Tem várias oportunidades de ser reconhecido como válido.
Se um cidadão de um país que exija forma notarial obrigatória para testamentos quer fazer um documento no estrangeiro, essa exigência de notariedade deve ser cumprida mesmo fora do país de origem. A lei pessoal dele prevalece nesta situação específica.
Faz a tua pergunta em linguagem natural. A IA pesquisa em legislação consolidada e jurisprudência portuguesa e devolve resposta fundamentada com referências.
Grátis para começar · sem cartão de crédito
Este conteúdo tem fins meramente informativos e não constitui aconselhamento jurídico. Para questões específicas do seu caso, consulte um advogado qualificado inscrito na Ordem dos Advogados. A TogaAI é uma ferramenta de apoio à prática jurídica e não substitui o julgamento profissional de um advogado.