Pertence ao Código Civil (DL n.º 47344/66, de 25 de Novembro)
Este artigo estabelece consequências jurídicas quando um tutor (pessoa responsável por um menor) viola deveres legais. Se o tutor realiza atos proibidos, como transações financeiras não autorizadas, o tribunal pode anular esses atos mesmo sem que ninguém peça — durante a menoridade do pupilo ou até cinco anos depois de maioridade. O próprio jovem, familiares ou membros do conselho de família podem também pedir a anulação. Se o tutor usa negócios comerciais do menor sem permissão, é legalmente responsável por todos os danos causados, mesmo acidentes. Quando o tutor tenta agir judicialmente em violação dos seus deveres, o tribunal pausa o processo até conseguir autorização necessária. Estas regras protegem menores contra aproveitamento pelos tutores.
Um tutor vende a casa do menor sem consentimento do conselho de família, como exigido. Aos 23 anos, o jovem descobre e pede ao tribunal que anule a venda. Pode fazer isto até cinco anos após maioridade. O tribunal pode anular oficiosamente mesmo antes do pedido.
Um tutor gere uma loja do pupilo sem autorização. Um cliente fica ferido por negligência no estabelecimento. O tutor é pessoalmente responsável pelos danos, incluindo custos médicos e compensação, mesmo sendo um acidente.
Um tutor tenta processar alguém em nome do menor, violando regras legais sobre seus poderes. O tribunal pausa imediatamente o processo e exige que o tutor obtenha autorização do conselho de família antes de prosseguir.
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Este conteúdo tem fins meramente informativos e não constitui aconselhamento jurídico. Para questões específicas do seu caso, consulte um advogado qualificado inscrito na Ordem dos Advogados. A TogaAI é uma ferramenta de apoio à prática jurídica e não substitui o julgamento profissional de um advogado.