Pertence ao Código Civil (DL n.º 47344/66, de 25 de Novembro)
Este artigo estabelece que o tutor de um menor (a pessoa responsável pela sua educação e administração do património) não pode sozinho tomar várias decisões importantes sobre os bens e direitos da criança. Precisa de autorização do tribunal em situações como: vender ou hipotecar propriedades, aplicar o dinheiro do menor em investimentos, aceitar heranças ou doações, contrair empréstimos, iniciar processos judiciais e continuar negócios que o menor herdou. Há excepções para actos urgentes (como pagamento de alimentos) ou ações judiciais rápidas. Antes de autorizar, o tribunal deve consultar o conselho de família. O objectivo é proteger o menor, evitando que o tutor abuse do seu poder e prejudique o património da criança.
Uma criança herda uma casa do avó. O tutor não pode vender essa casa sozinho para pagar dívidas ou cobrir despesas. Tem de pedir autorização ao tribunal, apresentando justificação. O tribunal ouve o conselho de família antes de decidir se a venda é realmente necessária.
Um tio oferece à sobrinha menora uma casa em testamento. O tutor não pode simplesmente aceitar por ela. Precisa de ordem do tribunal, após consulta ao conselho de família, para garantir que a aceitação é vantajosa para a menor.
Um adolescente herdou uma loja de um parente. O tutor quer manter o negócio aberto e continuar a exploração. Necessita de autorização judicial prévia, pois há risco comercial e financeiro envolvido para o menor.
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