Provedor de Justiça
Documento Livro_O%20Futuro%20dos%20Direitos%20e%cc%81%20Agora
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- RECOMENDAÇÃO
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- “O FUTURO DOS
Texto integral (11 208 palavras)
“O FUTURO DOS
DIREITOS É AGORA”
Concurso realizado no âmbito das
comemorações dos 50 anos da instituição do
Provedor de Justiça em Portugal, em parceria
com a Comissão Nacional da UNESCO e a
sua Rede de Escolas Associadas.
“O FUTURO DOS
DIREITOS É AGORA”
No âmbito das comemorações dos 50 anos da instituição do Provedor
de Justiça em Portugal, e assinalando o Dia Internacional da Educação,
a Provedoria de Justiça, em parceria com a Comissão Nacional da
UNESCO e a sua Rede de Escolas Associadas, lançou em 24 de janeiro
o concurso “O Futuro dos Direitos é Agora”.
Com esta ação pretendeu-se conhecer e acolher na Provedoria, numa
linguagem artística, exemplos da visão dos mais novos sobre os direitos
humanos, e ao mesmo tempo contribuir para a reafirmação da sua
importância, e da contínua atenção e reflexão que reclamam.
Num tempo em que os direitos humanos enfrentam desafios globais,
esta iniciativa procurou sublinhar a importância de valores como
a igualdade, a justiça e a solidariedade, promovendo o debate e a
criatividade nas escolas e nas suas comunidades.
Os participantes foram convidados a olhar para o presente e o futuro
dos direitos humanos, traduzindo as suas ideias em obras originais
e inéditas nos mais diversos formatos de expressão artística
– do desenho à pintura, da fotografia ao vídeo ou à escrita.
Saudamos com o maior apreço todas as crianças e jovens entre
os 6 e os 18 anos de idade que participaram neste concurso.
A qualidade dos trabalhos apresentados, a sensibilidade das mensagens
transmitidas e a visão crítica e construtiva que espelham são motivo
de júbilo e de esperança. Mais do que uma mostra artística, esta
exposição é um testemunho do olhar atento, crítico e esperançoso
das novas gerações sobre o mundo que partilhamos e sobre o futuro
mais justo, inclusivo e solidário a construir.
Com um total de 123 candidaturas recebidas, o conjunto das obras
submetidas a concurso é agora apresentado ao público na sede
do Provedor de Justiça, no Palácio de Vilalva.
Um especial agradecimento ao júri do concurso “O Futuro
dos Direitos é Agora”, Alexandre Farto – Vhils (Artista);
Fátima Claudino (Comissão Nacional da UNESCO);
Luísa Neto (Presidente do INA, I.P.); Miguel Feldmann
(Provedoria de Justiça – Mecanismo Nacional de Prevenção),
pela generosa dedicação, apoio, rigor e sensibilidade.
Escalão A
_1 Carta sobre os direitos
_2 Nas lágrimas e nos sorrisos
_3 O futuro dos direitos é agora
_4 Juntos somos mais fortes
_5 Direito à alimentação
_6 Direito à nacionalidade
_7 Direito ao nome
_8 Direito à religião
_9 A liberdade da igualdade
_10 Pelo mundo (e)migrando, (i)migrando
_11 A menina educada
_12 A menina Leyla
_13 O Direito à escola
_14 Ajudar, paz e amor
_15 Todos juntos somos iguais
_16 Sem título
_17 Somos todos iguais
_18 Todos somos Mundo!
_19 Igualdade na diferença
_20 Todos nós temos Direitos!
_21 Todas as crianças têm direito a ter um nome
_22 Juntos, pelos Direitos de todos
_23 O Direito ao Amor
_24 Direito à Família
_25 Um mundo melhor para cada criança
_26 Direitos das Crianças
_27 Todos iguais
6
_28 O futuro dos direitos é o Amor!
_29 Mais tolerância porque neste planeta
há espaço para todos!
_30 Juntos somos mais fortes!
_31 De mãos unidas pelos Direitos Universais
_32 Os direitos das crianças
_33 A Rita está a ler
_34 Medo…
_35 Os direitos de todos nós
_36 O super-herói dos Direitos Humanos
_37 O que pesa mais são os direitos universais
_38 Todos diferentes, tod7os iguais
_39 A Família
_40 Direito ao respeito
_41 Contra o Racismo
_42 Unidos pelos Direitos
_43 A arte de saber repousar
_44 A dança dos Direitos
_45 Os Direitos das crianças
_46 Somos livres
_47 O direito de poder ir à escola
_48 Todos os seres humanos têm direito
à instrução
_49 Somos iguais
_50 Todos juntos somos melhores
_51 Os direitos das crianças
_52 Liberdade
_53 Todos iguais
7
_54 O Sonho da Sofia
_55 Sem título
_56 Os direitos das crianças
_57 Vida: amor infinito
_58 Os direitos Humanos e a Paz
_59 O Direito de Brincar
_60 Liberdade, Paz, Justiça
_61 Todos os seres humanos nascem livres
_62 Família
_63 Direitos Humanos
_64 O Futuro dos Direitos é Agora
_65 As Árvores são como os Homens: um tronco,
muitos ramos, Um Homem muitos Direitos
8
Escalão B
_66 THE GIRL WHO TURNED PAIN INTO POWER
_67 Stronger together
_68 Desejo por um lar
_69 O que nem sempre se vê
_70 Liberdade, Igualdade e Dignidade
_71 Direito ao nível de vida adequado
_72 Direito à diversão
_73 Uma Família Unida
_74 Artigo n.º 19: Direito à leitura
_75 Artigo n.º 10: Direito ao julgamento
_76 Sonho
_77 Além das Regras
_78 Igualdade perante a lei
_79 Eu Quero Voar
_80 Artigo n.º 2: não discriminar
_81 Todos têm direito à educação
_82 Direito à diversão
_83 Somos todos iguais
_84 Eu quero ir para a Escola
_85 IGUALDADE
_86 A Chave para o Futuro
_87 Convenção sobre os Direitos da Criança
_88 Os Direitos estão nas Nossas Mãos
_89 Direitos Humanos
_90 O futuro começa hoje
_91 Culturas, Religiões e Direitos. Agora!
_92 A luta pela igualdade
9
_93 A casa de todos
_94 Vendido à censura
_95 Missão salvar o mundo
_96 Sê a luz na escuridão
_97 Os direitos na mão
_98 A paz do mundo
_99 O futuro dos direitos é agora?
_100 A balança da igualdade
_101 Direito à cidadania
_102 Direito à liberdade de expressão
_103 O Direito à Diversão
_104 Respeito e orgulho pela Humanidade
_105 We have a dream
_106 A Força dos Direitos
_107 Direito à Educação
_108 Direitos – Uma aventura
10
Escalão C
_109 Fios condutores da nossa vida
_110 A loucura da coragem
_111 O peso da (Des)humanidade
_112 A voz livre dos jovens
_113 O lazer também é importante
_114 Onde arde o grito
_115 A beleza está nos olhos de quem vê
_116 A dignidade é de todos
_117 Sombras da revolta
_118 Nem dor, nem silêncio
_119 Artigo 3 em ação
_120 Uma vida justa e sem medos
_121 Um só mundo, vários
_122 Direitos Educação é um Direito
_123 Silêncio de mil vozes: sem voz; sem paz
11
A
(dos 6 aos 10 anos)
13
“O Futuro dos Direitos é Agora”
Torres Novas, 13 de maio de 2025
Cara Directora Cristina,
como aluno do Jardim-escola João de Deus, venho desta forma
reenvindicar os meus direitos como criança.
1.º Tenho direito à vida, e que bela vida que eu tenho;
2.º Tenho direito a estar nesta sala de aula a aprender, e a cumprir
também o meu papel de estar atento;
3.º Tenho direito a ser alimentado, com as belas comidas das
cozinheiras;
4.º Tenho direito nos intervalos a brincar com os meus amigos,
sendo protegido pelas auxiliares para que tudo corra bem;
5.º Tenho direito a dar a minha opinião, e a ser ouvido, mesmo que
não concordem com ela, e sem ser discriminado;
6.º Tenho direito a ir ao médico, para cuidar da minha saúde,
mesmo que para isso, seja necessário faltar à escola;
7.º Tenho direito a depois de um dia de escola, ir para junto da
minha família, na nossa casa, porque todas as crianças deveriam ter
direito a ter um lar,
8.º E por fim tenho direito a ter um nome, que é a minha identidade
e a ter documentos que comprovem a minha nacionalidade.
Peço que cumpram a vossa parte que eu cumprirei a minha.
Despeço-me com saudade que vou ter.
14
Escalão etário A
1.º lugar
Carta sobre os direitos
José Guilherme Ruivo
JEJD Torres Novas, Santarém
(categoria escrita criativa)
15
“O Futuro dos Direitos é Agora”
2.º lugar
Nas lágrimas e nos sorrisos
Obra Coletiva (várias turmas)
JEJD Albarraque, Lisboa
(categoria desenho)
16
Escalão etário A
3.º lugar
O futuro dos direitos é agora
Margarida Rodrigues; Ísis Sofia Fonseca; Rebeca
Marques; Victor Santos ; Pedro Ramalho; Diana Azenha;
Benjamim Delgado ; Diego Mendes; Íris Fonseca;
Gonçalo Carraco
JEJD Figueira da Foz, Coimbra
(categoria pintura)
17
“O Futuro dos Direitos é Agora”
Juntos somos mais fortes
Obra Coletiva
JEJD Castelo Branco, Castelo
Branco (categoria escultura)
Direito à alimentação
Rafael Silvestre e Vasco Lopes
JEJD Braga, Braga
(categoria desenho)
18
Escalão etário A
Direito à nacionalidade
Tiago Rodrigues
e Miguel Carneiro
JEJD Braga, Braga
(categoria desenho)
Direito ao nome
Constança Mota e Matilde Pinto
JEJD Braga, Braga
(categoria desenho)
19
“O Futuro dos Direitos é Agora”
Direito à religião
Bruno Macau e Lara Moreira
JEJD Braga, Braga
(categoria desenho)
A liberdade da igualdade
Maria Francisca Pinto; Maria Inês
Lopes; Paulo Pacheco; Vasco
Henriques; Manuel Gonçalves;
Inês Martins; Francisco Luís;
Bernardo Minhota
JEJD Estrela, Lisboa
(categoria desenho)
20
Escalão etário A
Pelo mundo (e)migrando,
(i)migrando
Olívia Queirós; Miguel Teixeira;
Francisco Ribeiro; Henrique
Mariano; Jeanne Salvado;
Luma Ferreira; Eva Ferreira;
Edgar Generalow
JEJD Estrela, Lisboa
(categoria fotografia)
A menina educada
Ema Camarão
JEJD Torres Vedras, Lisboa
(categoria desenho)
21
“O Futuro dos Direitos é Agora”
No coração de África existia um pequeno orfanato, onde vivia a doce menina
Leyla. Esta menina era de pele negra, tinha olhos vibrantes e uns lindos caracóis!
A Leyla, com 7 anos, foi adotada por um casal jovem oriundo do Reino Unido,
que a levou para viver em Londres.
A adaptação não foi fácil - chorava todos os dias, com saudades dos amigos que
deixara no orfanato. A mãe reconfortava-a com um forte abraço sempre que a
Leyla se sentia triste.
Ao verem, dia após dia, que a menina estava cada vez mais cabisbaixa, os pais
decidiram organizar uma festa para que a Leyla conhecesse a restante família.
Numa conversa entre a tia e a prima mais velha, Leyla ouviu falar de algo
mágico: em breve haveria uma chuva de estrelas cadentes! A menina ficou
entusiasmada, pois nunca tinha assistido a um fenómeno assim.
No primeiro dia de aulas, a professora anunciou a nova aluna à turma.
– Meninos, esta é a vossa nova colega, a Leyla! Podes sentar-te ali, ao lado da
Megan! – disse com um sorriso.
No intervalo, porém, os colegas começaram a provocá-la com palavras muito
feias:
– Tu és angolana?! Não és da nossa terra!
– És negra?! Tens cabelo de esfregona?! Nem sabes falar inglês!
Leyla sentiu-se ainda mais triste e desapontada. Só o carinho dos pais adotivos,
ao chegar a casa, lhe dava algum consolo. Nessa noite, aconteceu finalmente a
tão esperada chuva de estrelas. Leyla, com os olhos brilhantes voltados para o
céu, fez um pedido em silêncio:
22
Escalão etário A
– Quem me dera ser como os meus colegas da escola... branca. Só assim vou
ganhar respeito e a amizade deles...
No dia seguinte, a professora, que já desconfiava do que se passava, levou um
espelho para a sala de aula e propôs uma atividade especial.
– Hoje, cada um vai dizer uma coisa bonita sobre si próprio... e depois algo bonito
sobre o colega do lado.
Quando chegou a vez da Leyla, ela disse, em voz baixa:
– Eu gosto dos meus olhos brilhantes... e gosto dos meus caracóis.
A Megan, que se sentava ao seu lado, olhou para ela e respondeu:
– Eu gosto do teu sorriso. E acho o teu cabelo super bonito, parece uma coroa de
rainha!
Todos os colegas começaram a rir com carinho e a olhar uns para os outros de
forma diferente. A professora aproveitou para falar sobre os direitos das crianças:
explicou que todas têm direito ao amor, ao respeito, e a serem aceites tal como
são independentemente da sua cor de pele, origem ou língua. Naquela noite,
Leyla voltou a olhar para o céu. As estrelas ainda brilhavam, mas dessa vez o seu
desejo foi outro:
– Quem me dera que todas as crianças do mundo soubessem o quão especiais
são... exatamente como são!
E, pela primeira vez desde que chegaram a Londres, Leyla adormeceu com um
sorriso tranquilo no rosto.
A menina Leyla
Carminho de Almeida Ribeiro
JEJD Torres Novas, Santarém
(categoria escrita criativa)
23
“O Futuro dos Direitos é Agora”
O Direito à escola
Vicente Figueira
JEJD Torres Vedras, Lisboa
(categoria desenho)
Ajudar, paz e amor
Luana Vinhas
JEJD Torres Vedras, Lisboa
(categoria desenho)
24
Escalão etário A
Todos juntos somos iguais
Mia Neto
JEJD Torres Vedras, Lisboa
(categoria desenho)
Sem título
Francisca Sérgio
JEJD Torres Vedras, Lisboa
(categoria pintura)
25
“O Futuro dos Direitos é Agora”
Somos todos iguais
Luís Brizida
JEJD Torres Vedras, Lisboa
(categoria desenho)
Todos somos Mundo!
Anita Henriques
JEJD Torres Vedras, Lisboa
(categoria desenho)
26
Escalão etário A
Igualdade na diferença
Alice Alves
JEJD Torres Vedras, Lisboa
(categoria desenho)
Todos nós temos Direitos!
Obra Coletiva (4.º Ano A)
JEJD Coimbra , Coimbra
(categoria desenho)
27
“O Futuro dos Direitos é Agora”
Era uma vez, um menino que não tinha nome porque nunca ninguém lhe tido
dado um nome, por isso todos lhe chamavam menino sem nome!
O menino sem nome não era muito feliz porque todos à sua volta tinham um
nome, até as flores e as árvores.
No seu primeiro dia de escola todos acharam muito estranho ele não ter um
nome, quando lhe perguntavam o seu nome o menino ficava ainda mais triste e
por vezes até lhe caía uma lágrima.
Uma menina da sua turma, a Matilde que não gostava de ver ninguém triste,
tentou de tudo para arrancar um sorriso ao menino: Contou anedotas, fez
palhaçadas e até cócegas, mas nada fazia o menino sorrir. Mas, a Matilde não
ia desistir assim tão facilmente, por isso foi falar com a professora. A professora
explicou à Matilde que todas as crianças têm direito a ter um nome, e talvez por
isso o menino fosse tão infeliz. A Matilde teve lofo uma grande ideia: Fazer um
votação na turma para escolher um nome para o menino, e a professora sugeriu
fazerem-lhe uma festa surpresa para lhe contarem a novidade.
A Matilde, a professora e os colegas da turma preparam tudo com muito amor e
carinho.
Assim, numa bela manhã, quando o menino sem nome chegou à escola, teve
uma grande surpresa, à entrada da sala havia uma faixa que tinha escrito: “BEM
VINDO MENINO ZÉ”. No início, o agora menino Zé ficou um pouco confuso, mas
depois de a Matilde lhe explicar tudo, o Zé esboçou um grande sorriso e caíram-
lhe lágrimas, agora de felicidade.
Todas as crianças têm
direito a ter um nome
Ema Faria
JEJD Torres Novas, Santarém
(categoria escrita criativa)
28
Escalão etário A
Juntos, pelos Direitos
de todos
Vicente Saavedra
JEJD Gaia, Porto
(categoria desenho)
O Direito ao Amor
Alice Simões
JEJD Gaia, Porto
(categoria desenho)
29
“O Futuro dos Direitos é Agora”
Direito à Família
Catarina Rocha
JEJD Gaia, Porto
(categoria desenho)
Um mundo melhor para
cada criança
Antonio Teixeira
JEJD Gaia, Porto
(categoria desenho)
30
Escalão etário A
Direitos das Crianças
Sofia Teixeira
JEJD Gaia, Porto
(categoria desenho)
Todos iguais
Manuel Campos
JEJD Gaia, Porto
(categoria desenho)
31
“O Futuro dos Direitos é Agora”
O futuro dos direitos
é o Amor!
Margarida Pinto
JEJD Gaia, Porto
(categoria desenho)
Mais tolerância porque
neste planeta há espaço
para todos!
Gabriela Cardoso
JEJD Gaia, Porto
(categoria desenho)
32
Escalão etário A
Juntos somos mais fortes!
Maria Carminho Godinho
JEJD Gaia, Porto
(categoria desenho)
De mãos unidas pelos
Direitos Universais
Maria Paulino; António Simões;
Marta Castro; Leonor Coelho;
Tiago Silva; João Pinto; Afonso
Campos; Santiago Rocha
JEJD Gaia, Porto
(categoria fotografia)
33
“O Futuro dos Direitos é Agora”
Os direitos das crianças
Martim Domingos
JEJD Torres Vedras, Lisboa
(categoria desenho)
A Rita está a ler
Tomás Gomes
JEJD Torres Vedras, Lisboa
(categoria desenho)
34
Escalão etário A
Tenho medo! Tenho medo...
Medo de não conseguir E gostava que, um dia,
ser capaz de agir a coragem me invadisse
e colocar o planeta e que bom que seria
de pés no chão poder gritar bem alto
porque o vejo na imensidão para que cada um sentisse
completamente ao contrário. que são as nossas diferenças
que nos fazem dar um salto,
Na escola aprendi tornando-nos únicos,
que o presente sendo especiais,
pode já nem estar aqui com todos os Direitos
e que o futuro a que chamamos Universais!
pode estar já ali
à distância de um segundo.
E aprendi que hoje de manhã
afinal já não é hoje
e que poderemos, no fundo,
ter perdido tempo
para salvaguardar no mundo
os direitos que nos assistem
porque a eles resistem
aqueles que através do vento
soltam palavras de ódio
e que se sentem
como vencedores
no topo de um pódio!
Medo…
Matilde Dias e Tomás Abreu
JEJD Gaia, Porto
(categoria escrita criativa)
35
“O Futuro dos Direitos é Agora”
Os direitos de todos nós
Obra Coletiva (2.º ano A)
JEJD Estrela, Lisboa
(categoria escrita criativa)
Toda a criança tem um direito, Todos têm o direito de falar,
A viver feliz, com muito respeito. De sonhar, de querer, de lutar.
A vida é um bem precioso, Cada um com a sua opinião,
E é por isso que é valioso. Vivemos juntos, de mão dada,
na mesma canção.
Direito à escola, a aprender,
A crescer e a se desenvolver. Então vamos cuidar, com muito amor,
Com livros e brincadeiras, Dos direitos de todos, de cada flor.
A infância é nossa bandeira! Pois um mundo feliz é aquele que nos ensina,
Que todos temos o direito de ser criança
Ninguém deve ser maltratado, e de brilhar, com a nossa luz interior.
O respeito deve ser espalhado.
Seja branco, negro ou amarelo,
O que importa é ser um bom modelo.
36
Escalão etário A
O super-herói
dos Direitos Humanos
Maria da Luz Cortes; Maria
Victória Correia; Maria do Carmo
Loureiro; Maria Leonor Frade;
Maria Rosa Cordeiro; Henrique
Sousa Dias; Sebastião Cardoso;
Maria Luísa Grilo; Maria Luísa
Bento; Maria Madalena Tinoco
JEJD Estrela, Lisboa
(categoria desenho)
O que pesa mais são
os direitos universais
Salvador Lima
JEJD Gaia, Porto
(categoria desenho)
37
“O Futuro dos Direitos é Agora”
Todos diferentes,
todos iguais
Sofia Sousa; Clara do Carmo;
Lourenço Cabrita; David
Pietrowski; Artur Caldare;
Lourenço Ferreira; Artur Alves;
Laura Henriques; Carolina
Guerreiro; Heidi Alves
JEJD São Bartolomeu
de Messines, Faro
(categoria desenho/colagem)
A Família
Caetana Marouço
JEJD Torres Novas, Santarém
(categoria desenho)
38
Escalão etário A
O respeito é um valor essencial para a convivência em sociedade.
Todas as pessoas, independentemente da sua nacionalidade, sexo, religião ou
condição social, têm o direito de serem respeitados.
Saber respeitar as diferenças é fundamental para conseguirmos ter um mundo
mais justo.
As pessoas não são todas iguais, não têm todas os mesmos gostos e aceitar
essas diferenças permite o nosso crescimento e fortalece as nossas relações.
Eu não sinto este direito a ser respeitado quando utilizam o meu nome e o de
um amigo meu para criarem histórias de namorados ou para gozarem connosco
a dizerem que somos namorados, só porque somos muito amigos e gostamos
muito da companhia um do outro. Este meu amigo, sabe-me respeitar e dá-me
o espaço que eu preciso.
Este direito é garantido pela Constituição e pelos princípios dos direitos
humanos, que reconhecem a dignidade de cada pessoa, mas infelizmente ainda
existe no mundo muita discriminação e intolerância para com as diferenças.
Respeitar as diferenças é um ato de responsabilidade e amor e valorizar as
diferenças é importante!
Direito ao respeito
Matilde Rodrigues
JEJD Torres Novas, Santarém
(categoria escrita criativa)
39
“O Futuro dos Direitos é Agora”
Contra o Racismo
Bernardo Neves
JEJD Gaia, Porto
(categoria desenho)
Unidos pelos Direitos
Francisco Ferreira; Mafalda
Limas; Teresa Fernandes;
Francisco Pisco; João Cristo;
Filipe Zhang; Camila Brandão;
Alice Reis; Carlota
Lopes; Guilherme Silva
JEJD Belas, Lisboa
(categoria desenho/escultura)
40
Escalão etário A
A arte de saber repousar
Raquel Pereira; Frederico
Nunes; Luísa Horta; Maria
Afeiteira; Vitória Carloto; Vicente
Nobre; Miguel Grilo
JEJD Ponte de Sor, Portalegre
(categoria desenho/colagem)
A dança dos Direitos
José Simões; Leonor Pinto;
Guilherme Serrano; Diogo
Tapadas; António Tomás
JEJD Ponte de Sor, Portalegre
(categoria desenho)
41
“O Futuro dos Direitos é Agora”
Os Direitos das crianças
Sofia Silva; Vicente Simão;
Francisco Cardoso; Gabriel
Carvalheiro; Bernardo Lemos;
Iris Rodrigues; Rafael Balsas;
Simão Vale; Afonso Varino
JEJD Alhadas, Coimbra
(categoria desenho)
Somos livres
Beatriz Bandeira
JEJD Penafiel, Braga
(categoria desenho)
42
Escalão etário A
Num dos pobres países existentes no mundo, havia uma menina chamada
Eva em que os pais tinham muitas dificuldades financeiras.
Não havendo assim a possibilidade de ir à escola e ter de ajudar a mãe
a cuidar dos irmãos mais novos, tornando-se assim analfabeta, mas depois
de alguns meses os pais esforçaram-se mais e tiveram melhores condições
financeiras podendo assim pôr a Eva na escola para ela aprender a ler
e a escrever e a estudar e ter amigos tornando-se assim uma criança muito
alegre.
O direito de ir à escola é muito importante.
O direito de poder ir à escola
Bianca Simões
JEJD Torres Novas, Santarém
(categoria escrita criativa)
43
“O Futuro dos Direitos é Agora”
Todos os seres humanos
têm direito à instrução
Clara Tato; Francisco Costa;
Maria Helena Moreira; Oliver
Gouveia
JEJD Estrela, Lisboa
(categoria desenho)
Somos iguais
Diana Menyaylenko
JEJD Penafiel, Braga
(categoria desenho)
44
Escalão etário A
Todos juntos somos
melhores
Maria João Preto
JEJD Penafiel, Braga
(categoria desenho)
Os direitos das crianças
Guilherme Martins
JEJD Torres Novas, Santarém
(categoria desenho)
45
“O Futuro dos Direitos é Agora”
Liberdade
Lourenço Sobreira Borges
Agrupamento de Escolas Frei
Gonçalo Azevedo EB 1, Lisboa
(categoria desenho/colagens)
Todos iguais
William Correia Monteiro
Agrupamento de Escolas Frei
Gonçalo Azevedo EB 1, Lisboa
(categoria desenho)
46
Escalão etário A
A Sofia e o Miguel eram melhores amigos e passavam a maior parte do tempo
juntos. Eles moravam numa aldeia simples, mas arranjavam sempre maneira de
se divertirem.
A Sofia tem 10 anos, adora desenhar, brincar às escondidas e contar histórias.
Mas, ao contrário do Miguel, ela não tinha tudo o que queria e, mais importante,
não tinha todos os direitos como as outras crianças.
Um dia, enquanto brincavam no parque, o Miguel reparou que a Sofia estava
mais quieta do que o normal:
– O que aconteceu, Sofia? Estás triste?
A Sofia respirou fundo e olhou para o chão:
– Não é que eu esteja triste, Miguel... Mas, sabes como é, eu não posso ir à escola
como tu... A minha mãe não tem dinheiro para comprar o material escolar e os
livros são muito caros. Às vezes, nem temos comida para jantar!
O Miguel ficou chocado:
– Mas, Sofia, isso não é justo! Tu tens todo o direito de estudar, de aprender como
eu. Nós temos direito à educação, à saúde, a ser bem tratados! Isso está escrito
nos direitos das crianças que a professora Filipa nos ensinou.
A Sofia abanou a cabeça, triste:
– Eu sei, Miguel... Mas a minha mãe diz que não consegue mesmo pagar.
E quando vou ao centro de saúde, a fila é tão longa que nunca consigo ser
atendida.
O Miguel pensou por um momento e teve uma ideia:
– Eu vou contar isso à professora Filipa. De certeza que podemos fazer alguma
coisa para te ajudar e também ajudar outras crianças que passam pelo mesmo
que tu!
No dia seguinte, o Miguel falou com a professora sobre a situação da Sofia. Ela
ficou muito preocupada e explicou que, apesar de o direito à educação e à
saúde serem garantidos por lei, muitas vezes, as condições de vida dificultam o
acesso desses direitos para algumas crianças.
Juntos, a professora e a turma do Miguel começaram a elaborar um projeto para
ajudar crianças como a Sofia. Eles organizaram uma doação de livros e roupas,
além de levarem também alimentos para as famílias que mais precisavam.
47
“O Futuro dos Direitos é Agora”
Mas o mais importante foi que começaram a conversar sobre os direitos das
crianças nas escolas e nas aldeias, explicando a toda a gente que cada criança
tem o direito de ser bem cuidada, de estudar e de viver com dignidade.
A Sofia, graças à atitude do Miguel e dos seus amigos, finalmente conseguiu ir
à escola com uma mochila nova, alguns livros para estudar, teve alimentos para
comer e conseguiu uma consulta no centro de saúde.
A partir daquele dia a Sofia passou a ter uma vida normal como todas as
crianças devem ter, graças à ajuda do Miguel e da sua turma.
O Sonho da Sofia
Inês Louro
JEJD Torres Novas, Santarém
(categoria escrita criativa)
48
Escalão etário A
Sem título
Maria da Luz Levy; Antero Silva;
Maria Queiros; Luísa Freitas;
Tomás Ricardo; Maria Clara
Santos
JEJD Estrela, Lisboa
(categoria vídeo)
Os direitos das crianças
António Junqueiro
JEJD Torres Novas, Santarém
(categoria desenho)
49
“O Futuro dos Direitos é Agora”
Vida: amor infinito
Simão Santos; Gabrielle
Bressan; Bianca Oliveira; Luan
Gonçalves; Margarida Esteves;
Gabriela Paixão
JEJD Ponte de Sor, Portalegre
(categoria desenho/colagem)
Os direitos Humanos
e a Paz
Alicia Celestino de Oliveira
Agrupamento de Escolas Frei
Gonçalo Azevedo EB 1, Lisboa
(categoria desenho)
50
Escalão etário A
Todas as crianças têm o direito de brincar. Este direito está escrito numa lei
muito importante que se chama Convenção dos Direitos da Criança.
Quando brincamos, trabalhamos o corpo e a mente.
É tão importante como comer e dormir bem. Por isso, é dever dos adultos
garantir que todas as crianças têm tempo e espaço para brincar em segurança.
Porém nem todas as crianças têm brinquedos ou um lugar seguro para brincar.
Algumas não conseguem brincar como gostariam. Por isso, devemos ser
solidários e ajudar essas crianças, para que todas possam ter momentos de
alegria e diversão.
Nunca se esqueçam: Brincar não é só diversão é também um Direito!!!
O Direito de Brincar
Camila Correia
JEJD Torres Novas, Santarém
(categoria escrita criativa)
51
“O Futuro dos Direitos é Agora”
Liberdade, Paz, Justiça
Simão Ferraz
JEJD Penafiel, Braga
(categoria desenho)
Todos os seres humanos
nascem livres
Carolina Maria Foz Mota
Agrupamento de Escolas Frei
Gonçalo Azevedo EB 1, Lisboa
(categoria desenho)
52
Escalão etário A
Família
Carlota Rodrigues
JEJD Torres Novas, Santarém
(categoria desenho)
Direitos Humanos
Tiago Miguel Ribeiro Campos
Agrupamento de Escolas Frei
Gonçalo Azevedo EB 1, Lisboa
(categoria jogo)
53
“O Futuro dos Direitos é Agora”
O Futuro dos Direitos
é Agora
Maria Helena Ferreira
Agrupamento de Escolas Frei
Gonçalo Azevedo EB 1, Lisboa
(categoria desenho)
As Árvores são como
os Homens: um tronco,
muitos ramos, Um Homem
muitos Direitos
Miguel M. Magalhães de Sousa
Bemposta
Agrupamento de Escolas Frei
Gonçalo Azevedo EB 1, Lisboa
(categoria desenho/colagens)
54
B
(dos 11 aos 15 anos)
58
Escalão etário B
1.º lugar
THE GIRL WHO TURNED
PAIN INTO POWER
Maria Julia Gonsalves Crecencio
Colégio da Polícia Militar
do Paraná Cel. PM. Felippe
de Sousa Miranda, Brasil
(categoria vídeo)
59
“O Futuro dos Direitos é Agora”
2.º lugar
Stronger together
Iris Campos e Madalena Rocha
CED D, Maria Pia, Casa Pia de Lisboa, Lisboa
(categoria desenho/pintura)
60
Escalão etário B
3.º lugar
Desejo por um lar
Joaquim Yglesias Andrade Rezette
Colégio João Paulo II, Braga
(categoria fotografia)
61
“O Futuro dos Direitos é Agora”
O que nem sempre se vê
Albine-Naly Jocelyne Liane
Vetsmany
ES São Sebastião e Silva, Lisboa
(categoria desenho)
Liberdade, Igualdade
e Dignidade
Leonor Henriques Barosa
Marques; Luisa Singh Angeloti;
Maria Carolina Geirinhas Pereira
de Infante; Maria Xará Costa
da Graça Reis; Evellyn Fraga
Pereira; Leonor Carvalheiro da
Silva Pratas; Valentina Franco
Iannicelli; Yago de Paiva Jardim
Brandão
JEJD Belas, Lisboa
(categoria desenho)
62
Escalão etário B
Direito ao nível de vida
adequado
Maria Marlene Lopes Morgado
e Daniel de Jesus Oliveira
Colégio João Paulo II, Braga
(categoria fotografia)
Direito à diversão
Mara Rafaela Fernandes Soares
e Victória Carvalho de Jesus
Colégio João Paulo II, Braga
(categoria fotografia)
63
“O Futuro dos Direitos é Agora”
Uma Família Unida
Mariana de Fátima Paulo
Godinho
EB e Integrada Francisco
Ferreira Drummond, Açores
(categoria desenho)
Artigo n.º 19: Direito
à leitura
Liam Zheng Li e Vinicius
Rodrigues da Silva
Colégio João Paulo II, Braga
(categoria fotografia)
64
Escalão etário B
Artigo n.º 10: Direito
ao julgamento
Gerardo Alessandri e Gonçalo
Sanches da Costa
Colégio João Paulo II, Braga
(categoria desenho)
Sonho
Luis Trindade e Santiago Ferro
CED D, Maria Pia, Casa Pia
de Lisboa, Lisboa
(categoria desenho/colagens)
65
“O Futuro dos Direitos é Agora”
Zahra já calçava as botas quando a mãe adentra pelo seu quarto. O cheiro era
insuportável, mas as suas narinas já estavam habituadas.
– Hoje não vais há escola, os talibãs proibiram.
Vejo Amina, Mariam e Sabira saírem para virem ter comigo. Como irmã mais
velha adoraria ensiná-las a ler e a escrever, saber pelo menos que elas terão
oportunidade…
– Por quanto tempo? – sinto os meus olhos marejados.
– Não sei, filha… – A minha mãe sai e as minhas irmãs abandonam o meu quarto.
A pequena Sabira corre até mim e abraça-me pela cintura fazendo-me chorar.
Ouço a mãe a chamá-las e abaixo-me sobre a minha cama. Escondo desde que
aprendi a ler o meu primeiro livro, um volume proibido que conta histórias de
mulheres livres de outros países.
Sonho desde pequena em ser médica. A minha mãe já me disse para desistir e
nunca mais tocar no assunto, mas não consigo afastar a possibilidade da minha
mente.
Não me posso permitir perder a esperança.
Vou até à cozinha e, sem ser vista, pego uma das tesouras de costureira da
minha mãe. Corto o meu cabelo. O mais curto possível! Avisto uns calções do
meu pai e visto-os com uma camisola que ele tinha perdida no seu enorme
roupeiro.
Saio de casa enquanto a minha mãe alimenta as minhas irmãs e dá-lhes lições
de como se podem tornar boas donas de casa. Eu, por outro, lado já tenho um
futuro reservado para mim mesma.
Foi incrível sair sem quase desmaiar de tanto calor. Já tinha apagado o meu
nome dos cadernos que levava para a escola e inventei um nome de rapaz:
Ahmad.
O caminho para a escola era cansativo, mas a sensação do vento a bater-me no
rosto era um alívio que não me era permitido ter todos os dias.
66
Escalão etário B
Sentei-me no meu lugar habitual e reparei com um grande aperto no coração,
que não havia mais nenhuma menina sentada nos outros lugares.
O professor fazia questões e eu respondia a todas com muito prazer. Os outros
alunos, pelo contrário, não respeitavam o que estava a ser dito e só sabiam
conversar. Vejo dois vultos a vir na minha direção. Toda a sala se cala e olham
para os dois talibãs a agarrarem-me pelos pulsos.
- Venha connosco, menina. Cometeu um crime grave e terá de ser punida.
Debato-me, não tenho outra maneira de sair dali. Lágrimas vinham-me mais
uma vez aos olhos e agora chorava descontroladamente. Todos os alunos da sala
olhavam para mim como se não estivesse já estado ali o tempo todo.
Quando ela apareceu, tão decidida e forte, algo dentro de mim estremeceu.
– Qual é o teu nome, querida?
– Zahra.
Ela estende-me a mão e eu percebo nesse momento que a minha vida iria
mudar, mas só se eu estivesse disposta a dar esse passo.
– Vem comigo, vais conhecer uma escola para meninas como tu. Não tens de te
preocupar com a tua educação nestas pequenas escolas limitadas. Prometo-te
que vamos tentar mudar o mundo e permitir que pessoas como nós consigam
ter vidas importantes. Aceno-lhe e vejo como o professor olha para mim com
esperança no olhar.
Levo a senhora até a minha casa e ela explica-me que irei para uma escola mais
longe, para meninas refugiadas do meu país. A minha mãe, eu e as minhas
irmãs fugimos juntas. Não seria mais uma menina sem nome, sem voz. É a
primeira vez na minha vida que realmente acredito que poderei ser alguém.
Além das Regras
Margarida de Albuquerque Lopes
Agrupamento de Escolas Frei
Gonçalo Azevedo, EB 1, Lisboa
(categoria escrita criativa)
67
“O Futuro dos Direitos é Agora”
Igualdade perante a lei
Manuel Machado de
Vasconcelos e Ricardo
Lourenço Afonseca
Colégio João Paulo II, Braga
(categoria fotografia)
Eu Quero Voar
Carolina Santana Toste
EB e Integrada Francisco
Ferreira Drummond, Açores
(categoria desenho)
68
Escalão etário B
Artigo n.º 2: não discriminar
Alexandre Afonseca
e Miguel Oliveira
Colégio João Paulo II, Braga
(categoria fotografia/desenho)
Todos têm direito
à educação
Santiago Teixeira Leiras
Colégio João Paulo II, Braga
(categoria fotografia)
69
“O Futuro dos Direitos é Agora”
Direito à diversão
Maria Carvalho Pereira
Colégio João Paulo II, Braga
(categoria desenho)
Somos todos iguais
Leonor Silveira Castro Toste
e Luana Gonçalves Machado
EB e Integrada Francisco
Ferreira Drummond, Açores
(categoria desenho)
70
Escalão etário B
Eu quero ir para a Escola
Bianca Gouveia de Meneses
EB e Integrada Francisco
Ferreira Drummond, Açores
(categoria desenho)
IGUALDADE
Lorenna Rosa dos Santos
Biazon e Mara Melo Toste
EB e Integrada Francisco
Ferreira Drummond, Açores
(categoria desenho)
71
“O Futuro dos Direitos é Agora”
A Chave para o Futuro
João Amaro Cardoso da Rocha
EB e Integrada Francisco
Ferreira Drummond, Açores
(categoria desenho)
Convenção sobre
os Direitos da Criança
Daessy Machado Ferreira
e Matilde Silva Pereira
EB e Integrada Francisco
Ferreira Drummond, Açores
(categoria desenho)
72
Escalão etário B
Os Direitos estão
nas Nossas Mãos
Maria Azevedo de Oliveira
EB e Integrada Francisco
Ferreira Drummond, Açores
(categoria desenho)
Direitos Humanos
Tiago Miguel Leal Toste
EB e Integrada Francisco
Ferreira Drummond, Açores
(categoria desenho)
73
“O Futuro dos Direitos é Agora”
O futuro começa hoje
Cíntia Patrício L. Bernardo
e Matilde Alexandra P. Martins
EB e Integrada Francisco
Ferreira Drummond, Açores
(categoria desenho)
Culturas, Religiões
e Direitos. Agora!
Catarina Gaspar
e Diogo Monteiro
CED D, Maria Pia,
Casa Pia de Lisboa, Lisboa
(categoria escultura)
74
Escalão etário B
A luta pela igualdade
Edmar Tavares
CED D, Maria Pia,
Casa Pia de Lisboa, Lisboa
(categoria desenho)
A casa de todos
David Vicente
CED D, Maria Pia,
Casa Pia de Lisboa, Lisboa
(categoria desenho)
75
“O Futuro dos Direitos é Agora”
Vendido à censura
Iasmin Hernández
CED D, Maria Pia, Casa
Pia de Lisboa, Lisboa
(instalação)
Missão salvar o mundo
Diego Silva e Tiago Lopes
CED D, Maria Pia,
Casa Pia de Lisboa, Lisboa
(categoria escultura)
76
Escalão etário B
Sê a luz na escuridão
Margarida Martins Carvalho
ES Aurélia de Sousa, Porto
(categoria escrita criativa)
77
“O Futuro dos Direitos é Agora”
Os direitos na mão
Iris Mel; Luisa Djaló; Rebeca
Simões
CED D, Maria Pia,
Casa Pia de Lisboa, Lisboa
(categoria desenho/pintura)
A paz do mundo
Maria Simões
CED D, Maria Pia,
Casa Pia de Lisboa, Lisboa
(instalação)
78
Escalão etário B
O futuro dos direitos
é agora?
Mihai Ostasuc
CED D, Maria Pia,
Casa Pia de Lisboa, Lisboa
(categoria desenho/pintura)
A balança da igualdade
Tomás Silva
CED D, Maria Pia,
Casa Pia de Lisboa, Lisboa
(categoria desenho/colagens)
79
“O Futuro dos Direitos é Agora”
Direito à cidadania
Rafael
EB Aristides de Sousa Mendes,
Viseu
(categoria desenho/pintura)
Direito à liberdade
de expressão
Rafaela
EB Aristides de Sousa Mendes,
Viseu
(categoria desenho/pintura)
80
Escalão etário B
Direito à diversão não é favor, é Lei.
Este concurso eu ganharei
Com este poema eu ultrapassarei
Qualquer pessoa que se ache o rei.
Direito à diversão para mim é dos melhores
Principalmente para trabalhos de menores
Pois a diversão é um ato de brincadeira
Não se deve fazer na sala de aula, na cadeira.
Eu escolhi este artigo
Pois devemos ter diversão
No recreio, no desporto…
Ou até mesmo com o irmão
A diversão é o sal da vida
Que não faz mal à saúde pois só a torna colorida
Faz tornar qualquer pessoa agradecida
E transforma o nosso dia a dia em rotina divertida.
Eu não sou uma IA, eu sou um Humano
Divirto-me de muitas formas, por exemplo: tocar piano
Gosto de um bom som! É hora de desfrutar
Com este poema tenho tudo para ganhar!
O Direito à Diversão
Lourenço Sargaço Leitão
Colégio João Paulo II, Braga
(categoria escrita criativa)
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“O Futuro dos Direitos é Agora”
Respeito e orgulho
pela Humanidade
Maria Beatriz Simões Peixoto
Carpinteiro
Agrupamento de Escolas Frei
Gonçalo Azevedo EB 1, Lisboa
(categoria desenho)
We have a dream
Luiz Fernando Vieira Dantas
Agrupamento de Escolas Frei
Gonçalo Azevedo EB 1, Lisboa
(categoria desenho)
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Escalão etário B
A Força dos Direitos
Samuel Esquível
Escola Europeia de Ensino
Profissional, Braga
(categoria desenho)
Direito à Educação
Bruna
EB Aristides de Sousa Mendes,
Viseu
(categoria desenho/pintura)
83
“O Futuro dos Direitos é Agora”
Acordo. Bocejo um pouco, espreguiço-me e sigo para a casa de banho. Lavo a
cara e vou para a cozinha. Lá estava o meu pai a comer um pão com chouriço
gigantesco, a olhar para a televisão. Não estava a prestar atenção, mas lembro-
-me de ouvir… qualquer coisa, qualquer coisa, direitos humanos. Não sei o que
significa, por isso, não liguei nenhuma. Preparei o pequeno-almoço, e devorei-o
rapidamente, ficando com a boca cheia de restos de comida. Era uma terça-feira
vulgar de escola, já era tudo uma rotina. Depois, lavei os dentes, troquei de roupa e
peguei na minha mochila. Já estava quase a fechar a porta, quando ouvi a minha
mãe e a minha irmã mais velha a discutir na casa de banho. Ainda tinha muito
tempo, por isso decidi aproximar-me e ouvir tudo o que estavam a dizer.
– Eu tenho direito a escovar o meu lindo cabelo assim!!! – exclamou a minha irmã.
Comecei a correr e fechei a porta de casa. Mal cheguei à rua, descontrolei-me,
atirei-me ao chão e desatei a rir como se estivesse maluco durante vários minutos.
Uma discussão só por causa de escovar cabelo. Esta era boa! Típico da minha
irmã. Mas recordei-me das suas palavras: “Eu tenho direito...”. Mais uma vez, não
percebi o que é que “direito” queria dizer. Talvez estivesse a tentar dizer direita
(do tipo “esquerda, direita”), mas assim a frase não faria sentido. Levantei-me e
pus-me a caminho.
Já na escola, fui ao cacifo e regressei à fila para entrar na sala de aula. A primeira
aula do dia era Matemática. A professora estava a entregar testes. Tive 100%, como
de costume. Na aula seguinte, tivemos Educação Física. Estatelei-me no chão
depois de ser obrigado a correr 100 km em cinco minutos.
Não sei se sabes, mas para isso é preciso correr constantemente a 1200 km/h (por
isto é que eu tirei 100% a Matemática)! Tive pena de um colega meu, que não
tinha conseguido aguentar os 100 km. Ouvi-o gritar:
– Não tem direito de nos tratar assim!
Lá estava novamente esta coisa dos direitos. Já era a terceira vez hoje. Voltei a
ignorar o assunto e corri para o refeitório depois de uma bela banhoca. Ouvi
alguém dizer:
- Não tens direito de passar à frente na fila!
84
Escalão etário B
Novamente. Uau, isto podia ser mesmo irritante. Finalmente, sentei-me numa
mesa sozinho e vomitei tudo o que tinha para vomitar por cima da batata cozida
com peixe. Assim, podia dizer que estava enjoado e escapar à tortura de comer
aquela mistela. A funcionária do refeitório disse-me:
– Tens direito a dizer que vomitaste. Não precisas de comer isso.
Fui pôr o tabuleiro da comida no sítio certo e saí da cantina da escola. No recreio,
ouvi um auxiliar a repreender um rapaz minorca, dizendo:
– Não tens direito a usar o telemóvel dentro do recinto escolar!
Direitos aqui, direitos ali, direitos em todo o lado. Mas afinal o que é que isto queria
dizer?! Ignorei a situação pela milésima vez hoje, enquanto ouvia a campainha a
tocar e toda a gente a empurrar-se para entrar no edifício.
A aula da tarde era Cidadania e Desenvolvimento. Quando a professora chegou
à sala e todos nos sentámos nos respetivos lugares, abri as lições: “Lição 57; dia
10/12/2024” e olhei para o quadro. Nesse momento, a professora começou a falar
incansavelmente sobre os direitos humanos. A maior parte da turma parecia
estar com a cabeça na Lua, focados apenas em descobrir quem é que conseguia
mascar pastilha elástica mais alto.
Mas eu estava atento, porque queria descobrir finalmente o que é que era
esta coisa dos direitos. Ao que parece, um direito é algo que temos desde que
nascemos, e que deve ser sempre respeitado, e também temos de respeitar os
direitos dos outros. É algo que podemos ter ou fazer, por exemplo, a liberdade, a
educação, o respeito, a votação e a alimentação. Mas comecei a estranhar: eu não
tinha todos os direitos.
Por exemplo, eu ainda não tinha direito a votar! Mas à medida que a professora ia
falando, percebi que as crianças tinham direitos super especiais. Tínhamos direito
a educação, ou seja, a ir à escola, e os adultos não tinham. Afinal, os adultos não
eram assim tão especiais!
De repente, a campainha tocou, e toda a turma entrou em alvoroço, mas a
professora disse, com prazer:
85
“O Futuro dos Direitos é Agora”
– A campainha é para mim, não é para vocês!
Que seca! Detesto quando um professor diz isso. Deu-nos uns papéis esquisitos
com informações sobre os direitos humanos. De seguida, deixou-nos sair.
Voltei para casa a pé.
Quando cheguei a casa, atirei a mochila pelo corredor e saltei para cima do sofá
da sala de estar, à procura do comando da televisão. Quando a liguei, estava a
dar notícias. Inicialmente, eu queria ver o meu programa favorito de desenhos
animados, mas desta vez, deixei nas notícias, porque estava a falar sobre os
direitos humanos. Enquanto ouvia o locutor a falar, percebi que hoje era o Dia
Internacional dos Direitos Humanos. Fiquei impressionado, porque, para terem
um dia internacional só para eles, então é porque os direitos deviam ser algo
mesmo importante.
Depois, a imagem mudou para um senhor de ar importante de gabardine
impecável, umas calças esquisitas e uns tamancos barulhentos nos pés, tal
como um homem de negócios. Por baixo, apareceu uma legenda onde se lia:
“Secretário-geral da ONU”. Não fazia ideia do que é que isso significava, mas não
dei muita importância a esse assunto. A seguir, começou a discursar com uma
voz tão monótona, que dois minutos depois, já estava a dormir profundamente
como um bebé.
Acordo. Olho para a televisão e vejo: 17:07. Parece que fiquei uma hora a dormir, mas
com a voz monótona do senhor de gabardine, podia muito bem ter ficado vários
dias. Desligo-a e vou para a cozinha preparar o meu lanche: 1 kg de chocolates.
Quando acabo, limpo a boca e vou para o meu quarto. No entanto, no corredor,
vejo algo que me deixa chocado: é um pássaro! Não, não parece um pássaro...
é... um avião! Espera lá. Os aviões não voam dentro das casas das pessoas. Estou
mesmo a precisar de óculos. É... uma fada! Mas... as fadas não existem.
Observo bem e confirmo: é mesmo uma fada. Tenho de marcar uma consulta com
o meu oftalmologista. Tinha asas esquisitas e um sorriso engraçado e assustador
ao mesmo tempo. Era azul com pintinhas brancas e estava a segurar uma varinha
de condão.
– AAAAAAAAAHHHHHHHHHHHHHHHHHHH!!!!! – grito eu.
86
Escalão etário B
Estou quase a desmaiar, quando ela me tenta acalmar.
– Não tens de ter medo – diz ela. Tinha uma voz doce. – Não estou aqui para te
fazer mal.
–Quem és tu? – pergunto eu, já mais calmo.
– Eu sou a Fada dos Direitos Humanos, e estou aqui para ajudar a protegê-los.
– As fadas existem?
– Sim. No Mundo das Fadas Enfadonhas.
Fiquei estupefacto.
Os direitos humanos já deviam ser algo muito importante, porque se falou sobre
isso na televisão. Mas agora, os meus olhos e ouvidos diziam-me que os direitos
têm uma fada e tudo. Uau, isto é fixe.
– Então, são todas aborrecidas?
– A maior parte é. – respondeu ela. – Mas eu sou invulgarmente divertida.
– Afinal, porque é que estás aqui?
– Eu estou aqui para proteger os direitos das pessoas. Vou entregar-te uma missão
importantíssima.
– A sério? -perguntei eu, desconfiado. – Em que é que consiste essa missão? E
mais importante ainda: porquê eu?
– Porque és o único que te preocupas verdadeiramente com os direitos. Lembras-
te da aula de Cidadania? Os teus colegas só queriam saber de pastilha elástica.
Mas tu estavas atento. E reparei num brilho de entusiasmo nos teus olhos. A partir
desse momento, percebi que tu eras o escolhido.
– Como é que me viste?
– Transformei-me em mosca.
– Ah...! Então eras tu! Lembro-me que o António atirou uma pastilha, acertou-te e
foste parar em cheio ao caixote do lixo!
– Eu sei. – respondeu ela. – Vou dizer à Fada dos Dentes para lhe dar pastilhas
elásticas ultra picantes quando a vir.
Voltando ao assunto. A tua missão consiste em arranjar uma solução para que
todas as leis sobre os direitos humanos sejam aplicadas em todos os países do
mundo.
– Mas não há direitos em todo o mundo? - perguntei.
– Infelizmente, não.
87
“O Futuro dos Direitos é Agora”
Fiquei a pensar naquilo que a Fada dos Direitos Humanos tinha dito sobre os
direitos em todo o mundo. Porque é que nem todas as pessoas tinham todos
os direitos que deviam ter? Talvez os maléficos líderes mundiais não ligassem
nenhuma às pessoas e só quisessem saber de negócios. Se calhar, aquele senhor
da televisão, o tal secretário-geral da ONU, fosse assim. Mas antes que o meu
cérebro enorme pudesse acabar de raciocinar o que tinha acabado de acontecer,
a Fada disse:
– Boa sorte! Tu consegues! Adeus!
Quando ela acabou de dizer isto, tudo ficou escuro, e, uma fração de segundo
depois, acordei. Tinha sido um sonho.
Estava a dormir desde que comecei a ouvir o senhor daquela coisa esquisita
da ONU a falar. Sentei-me no sofá e olhei para a televisão. Já estava apagada
para poupar energia. Olhei para o meu relógio de pulso e fiquei boquiaberto:
eram 17:53. Tinham passado quase duas horas desde que tinha adormecido
verdadeiramente. Subitamente, reparei num pequeno papel colado no sofá.
Peguei nele e li-o. Estava escrito: “Olá! Sou eu, a Fada dos Direitos Humanos. Eu
sou real, e tudo o que disse também é. Só para esclarecer as dúvidas. Vai lá salvar
o mundo. Eu confio em ti. Tchau! PS.: Fica descansado, aquilo que eu disse acerca
da pastilha elástica picante para o António também é verdade.”
Ok. Tinha sido um sonho, mas também tinha sido real. A maior parte das pessoas
teria ficado aterrorizada, mas eu não sou a maior parte das pessoas, por isso, saltei
do sofá e gritei:
– Brutal!!!
Mas depois comecei a ficar preocupado: como é que eu iria tratar da missão? A
Fada disse que eu tinha de encontrar uma solução. A grande questão é: qual?
Decidi que era algo que tinha de fazer a seu tempo, por isso, fui para o meu quarto
fazer os trabalhos de casa. Iria pensar nisso amanhã.
Acordo. Era uma quarta-feira vulgar. Quando fui para a escola, não conseguia
pensar noutra coisa senão na minha missão.
Se calhar foi por isso que o teste de Português me correu mal. Quando cheguei a
casa, atirei a mochila pelo corredor e fui lanchar: 1 kg de chocolates.
88
Escalão etário B
Depois, fechei-me no meu quarto e o meu cérebro gigante começou a pensar
na solução para o problema dos direitos humanos. Quanto tempo é que passou?
Uma hora? Duas? Um milhão? Já estava a deitar fumo pelas orelhas, quando,
de repente, a lâmpada das ideias iluminou-se na minha cabeça. Já sei! Como é
que eu não tinha pensado nisto antes? É claro que tinha de pedir uma coisinha
emprestada à Fada dos Direitos Humanos, mas eu ia conseguir; era certinho!
Aposto que estás a morrer de curiosidade para saber qual é a minha ideia,
mas eu só a vou revelar mais tarde. Tudo o que posso dizeré que vou precisar
da varinha de condão da Fada. Ainda tinha de esperar pela aula de Cidadania e
Desenvolvimento da próxima semana, mas eu não tinha pressa absolutamente
nenhuma.
Acordo. Estou cansado, porque esta noite não consegui pregar olho. Hoje é o
grande dia: vou pedir a varinha de condão à Fada dos Direitos Humanos e explicar-
lhe o meu brilhante plano.
Era uma terça-feira, uma semana depois de ser informado acerca da missão.
A primeira aula era Matemática. Tive 100% num teste, novamente. Depois, tive
Educação Física. Desta vez, não me estatelei no chão depois de correr a 1200
km/h. Depois de tomar uma bela banhoca para cuidar do meu lindo cabelo, fui
para a fila do refeitório. Vomitei por cima da comida e fui para o recreio. Queria
escrever a mensagem para a Fada num papel. Assim, ela era uma mosca que
andava pela sala de aula a voar, pousava na folha com o plano, lia-o e emprestava-
me a varinha de condão. Era simples!
Chegou a aula de Cidadania e Desenvolvimento. Pus o papel com as informações
sobre o meu plano visível para qualquer mosca que passasse.
Nele estava escrito: “Querida Fada dos Direitos Humanos, já arranjei uma solução
para que todas as pessoas do mundo tenham todos os direitos que devem ter.
Preciso que venhas a minha casa para esclarecer umas dúvidas, mas o plano já
está tratado. Até já! PS.: Traz a tua varinha de condão.”.
Achavas que eu te ia dizer o meu plano agora? Ah! Ainda não. Mas já não falta
muito. Voltando à história. Era a última aula de Cidadania antes das férias de
Natal, por isso a professora deixou-nos fazer aula livre. Dezenas de aviões de papel
89
“O Futuro dos Direitos é Agora”
voavam pelo ar, e só se ouvia o barulho de gente a mascar pastilha elástica muito
alto. E se a mosca em que a Fada dos Direitos Humanos se tinha transformado
não conseguisse chegar até mim por causa dos aviões de papel? De repente,
reparei numa mosca que estava a vir na minha direção. Estava quase a alcançar-
me, mas foi intercetada por um avião. Depois, vi uma mosca de ar inteligente a
andar pelo chão.
Os aviões tinham de cair ao chão, mas era muito menos arriscado do que voar
com tanto tráfego aéreo. A mosca subiu pela perna da mesa, parou junto ao meu
papel, observou-o e parece ter entendido tudo. De seguida, virou-se para mim. As
moscas são muito pequenas, mas acho que a vi piscar o olho antes de sair, por
isso tive a certeza que era a Fada. Muito bem. Uma parte já estava tratada, por isso
decidi ler um bom livro que tinha dentro da mochila, enquanto vários aviões de
papel chocavam uns com os outros à minha volta.
Nessa tarde, depois de comer 1 kg de chocolates para o lanche, em casa, vi algo
azul a brilhar enquanto avançava na minha direção. A Fada dos Direitos Humanos
chegou, e disse:
– Olá! Vamos lá ver qual é o teu plano.
Ótimo. Primeiro, preciso de esclarecer uma dúvida: o que é a ONU?
Tinha visto isso na televisão, e sabia que estava relacionado com os direitos
humanos.
– A ONU, ou Organização das Nações Unidas, é uma organização a nível mundial
que tem como objetivo definira paz entre todos os países do mundo, depois da
Segunda Guerra Mundial.
Fixe! Isto iria facilitar imenso o meu plano.
– O meu plano é o seguinte: com a tua varinha de condão, vou até ao líder da ONU
e faço magia para que ele pressione os senhores presidentes dos países em que
as pessoas não têm todos os direitos a dar-lhes esses direitos.
Vês? Estás satisfeito? Parece que já não estas a morrer de curiosidade por causa
do meu plano.
Olhei para os olhos da Fada. O cérebro dela parecia estar prestes a explodir.
– Isso é absolutamente genial!!! - exclamou ela. - Como é que eu nunca tinha
pensado nisso?!
90
Escalão etário B
De seguida, emprestou-me a sua varinha de condão e disse:
– Muito bem. Estás a fazer um excelente trabalho.
Depois disso, desapareceu em pó de fada. Observei a varinha. Estava a brilhar e
parecia muito interessante. A parte irracional do meu cérebro implorava-me que
usasse a varinha nalguma coisa, mas depois a parte racional disse que algo de
mal podia acontecer, e eu dei-lhe ouvidos. Decidi que iria iniciara “Operação Não
Tenho Paciência para Pensar num Bom Nome” no fim-de-semana. A seguir, fui
para o meu quarto fazer os trabalhos de casa. Uma parte da operação já estava.
Falta o resto.
Acordo. Hoje vai ser um dia gigantesco: vou até ao sítio onde mora o líder da ONU
tratar dos assuntos que tu cá sabes.
Depois de pôr tudo o que precisava numa mochila, toquei com a varinha de
condão na cabeça da minha mãe, do meu pai e da minha irmã. Imediatamente,
todos caíram num sono profundo. A “Operação Não Tenho Paciência para Pensar
num Bom Nome” estava em marcha. Depois de sair de casa, olhei para o relógio
de pulso: 9:47. Tinha muito tempo: os meus pais só acordavam quando eu quisesse
e não tinha escola para a semana, uma vez que estava de férias.
Hoje é dia 21/12/2024, e há luzes e decorações natalícias por toda a parte. Apanhei
um autocarro até uma zona próxima de um aeroporto.
Entrei. Havia uma data de pessoas no terminal, porque agora é a época alta.
Entrei sorrateiramente num avião prestes a descolar. Adivinha aonde é que eu fui.
A Nova Iorque, é claro, onde fica a sede dessa tal ONU. Quando o avião aterrou,
fingi ser neto de um casal idoso para os seguranças não desconfiarem.
Depois de sair do aeroporto, apanhei outro autocarro para perto da casa do líder
da ONU. O meu inglês estava um pouco enferrujado, por isso tentei falar pouco.
Quando estava perto da casa, já de noite, tirei um uniforme de uma empresa
esquisita, como se fosse um senhor das entregas. Depois de o vestir, avancei para
a porta da entrada e toquei à campainha. Atendeu um mordomo, que disse (em
inglês):
– Olá. O que deseja?
91
“O Futuro dos Direitos é Agora”
Entendi o que ele disse, porque, ao contrário da maioria dos meus colegas, que
passavam o tempo todo a mascar pastilha elástica, eu estive atento nas aulas de
Inglês.
– Sou o senhor das entregas. – disse eu, em inglês, tentando desesperadamente
soar mais velho do que realmente era.
Depois, os portões enormes abriram-se, e eu entrei. Demorei dez minutos a
percorrer a distância entre o portão e a casa propriamente dita. A seguir, chegou
um mordomo, que tinha um bigode engraçado, e pegou na caixa de cartão que
eu trazia (a suposta encomenda).
– Boa noite. Tudo bem? – perguntou o mordomo.
– Sim. Preciso que assine estes papéis. – respondi eu, estendendo uma folha de
papel que rabisquei e uma caneta.
– Ok. Está à vontade. É chato trabalhar à noite, não é? Os outros a dormirem
sossegados e nós aqui a trabalhar. Se há coisa que me dá gozo é ficar quentinho
na cama de manhã, enquanto os outros vão trabalhar.
Lá estava outro chato. Esta malta que trabalha à noite só quer conversa. Fiquei
novamente sem paciência e toquei-lhe com a varinha de condão, para ficar a
dormir.
Depois de sair daquela casa, apanhei um autocarro até ao aeroporto e apanhei
secretamente um voo até casa. Depois de sair do aeroporto, apanhei outro
autocarro para casa.
Quando lá cheguei, já de noite, dei com o ressonar muito alto dos meus pais
e da minha irmã. Toquei-lhes com a varinha de condão e eles acordaram, sem
estranhar nada, e retomaram as suas vidas. Olhei para o relógio: 20:39.
Hoje era dia 22/12/2024. Parece que esta aventura durou dois dias. Depois de
jantar, lavar os dentes e isso tudo, fui para a cama. “Missão cumprida!”, pensei eu.
Depois, adormeci como um bebé. Já não dormia há dois dias!
Acordo. Hoje é um dia muito especial: é Natal!!! Os meus pais vieram a correr
histéricos para a sala, esperando desesperadamente que não tivessem recebido
meias como presente de Natal.
92
Escalão etário B
Mas hoje é um dia ainda mais especial: está a dar algo muito importante na
televisão.
Quando fui para a cozinha, vi nas notícias que o tal secretário- geral da ONU
tinha feito pressão suficiente sobre os países em que as pessoas não tinham
todos os direitos que deviam ter para que os maléficos presidentes desses países
aceitassem dar esses direitos às pessoas.
Depois, a imagem mudou, reconheci-o e ele começou a fazer um discurso
entediante de Natal. Fiz uma enorme festa dentro da minha cabeça. Eu tinha
acabado de salvar o mundo! Isto era super fixe!
Depois, fui para a casa de banho lavar os dentes. Mas quando cheguei lá, vi alguém
familiar. A Fada dos Direitos Humanos!
– Olá! – exclamou ela. – Parabéns! A tua missão vai salvar milhões de pessoas
em todo o mundo! No Mundo das Fadas Enfadonhas, toda a gente está a bater
palmas.
Senti-me orgulhoso de mim mesmo. De seguida, lembrei-me que ainda tinha a
varinha de condão no bolso. Tirei-a e estendi-lha.
– Oh, obrigado. Estava a fazer-me falta.
Depois ela deu-me um abraço, despedi-me e ela despediu-se. A seguir, ela
desapareceu em pó de fada.
Talvez tenha sido a última vez que a vi, ou talvez não. Depois, retomo as celebrações
de Natal. E tudo tinha começado no estranho dia em que toda a gente começou
a falar de direitos.
Acordo. Hoje é dia 10/12/2025, e faz um ano desde que a minha grande aventura
começou. Depois da escola, voltei para casa a pé. Atirei a mochila pelo corredor e
fui para a cozinha preparar o meu lanche: 1 kg de chocolates.
A seguir, fui para o corredor, mas o que vi deixou-me chocado. É um pássaro? É
um avião? Desta vez, tinha óculos, por isso reconheci rapidamente que era… uma
fada! Mas não era a Fada dos Direitos Humanos.
93
“O Futuro dos Direitos é Agora”
– Olá. Eu sou a Fada dos Direitos Animais, e sou prima da Fada dos Direitos
Humanos -começou ela. – Ouvi falar do teu excelente desempenho com a missão
do ano passado, e vou aproveitar o facto de hoje ser o Dia Internacional dos
Direitos Animais. Tenho uma missão para ti.
Comecei a ver a minha vida inteira a andar para trás, e gritei:
– Outra vez, não!!!
Direitos – Uma aventura
Miguel Salvador Faria Duarte
Agrupamento de Escolas Frei
Gonçalo Azevedo, EB 1, Lisboa
(categoria escrita criativa)
94
C
(dos 16 aos 18 anos)
98
Escalão etário C
1.º lugar
Fios condutores da nossa vida
Matilde Beatriz Pinto
ES Filipa de Vilhena, Porto
(categoria escrita criativa)
99
“O Futuro dos Direitos é Agora”
Existem uns fios que são invisíveis, intocáveis, mas muito fortes. São como as
raízes que estão escondidas debaixo do chão que pisamos, como uma brisa que
passa por nós sem a sentirmos. Estes fios parecem insignificantes, porém são
uma das únicas que coisas que impedem a Humanidade de escorregar para
o lado sombrio da vida. Estes fios chamam-se direitos humanos, mas são na
verdade a ideia de dar valor à pessoa apenas por esta existir.
Quando te levantas de manhã e tens um teto por cima da tua cabeça, existe um
direito a dizer-te “Bom dia”. Quando vais à escola, mesmo sem vontade, e tens
uma cadeira à tua espera, aparece outro direito, pois alguém um dia escreveu
que todos têm o direito à educação. Quando expressas uma opinião, ou dizes
algo inoportuno e ninguém te prende por isso, aparece outro direito, o da
liberdade de expressão.
Mas como acontece com tudo o que é valioso, esquecemo- nos. Pois é algo que
está sempre presente, como o ar que respiramos, como a luz que entra pela
janela numa manhã de primavera. Só reparamos que existe quando desaparece;
quando um corpo é empurrado porque a sua cor de pele é diferente; quando
uma mulher é silenciada por expor a sua opinião; quando duas pessoas que
se amam são forçadas pela sociedade que as rodeia a esconderem-se, porque
ali o seu amor é crime. Quando ocorre esse corte brusco no tecido do nosso
quotidiano, é que realmente entendemos o verdadeiro significado dos direitos
humanos: São muros que nos protegem!
Os direitos humanos não vivem num discurso, num papel. Vivem nos gestos, na
mão dada para ajudar o outro a erguer- se; vivem na palavra dita na hora certa.
Vivem quando encaramos o outro como o nosso reflexo e não uma ameaça.
Ainda assim, muitos consideram os direitos humanos como algo desnecessário.
Pessoas que não conhecem realidades diferentes das suas, realidades em que a
única opção é agarrar uma mala e fugir rumo ao desconhecido, com o objetivo
de se proteger. Essas pessoas nunca tiveram o seu direito roubado, então não
compreendem o que é viver sem ele.
100
Escalão etário C
O país que habitamos. Um país lindo e cheio de promessas. Mas ainda há
crianças a serem esquecidas, bairros que são como jaulas, vozes que são caladas
pela vergonha. Há ainda quem olhe de lado, quem não respeite o próximo;
quem confunda vingança com justiça. Esta situação demonstra que esta luta
ainda não terminou, que ainda temos muito por que lutar, estamos apenas no
meio desta incessante batalha.
Mas ainda há esperança para o nosso mundo. Está no abraço que não exige uma
explicação; nos protestos; na escuta do próximo. Sempre que dizemos “Isto não
está certo”. Defender os direitos humanos é um ato de amor com nervos de
ferro!
No fim, tudo se resume a isto: que mundo é que escolhemos com os fios
invisíveis que nos rodeiam? Aquele onde cada um se esconde dentro da sua
bolha? Ou aquele onde reconhecemos o próximo como igual mesmo que este
seja tudo o que não somos?
Os direitos humanos não pedem por heróis. Pedem presença, pedem os olhos
abertos e os ouvidos atentos. Pedem que nos relembremos que existem,
mesmo que por um pequeno momento, e que existe beleza em proteger o que
é de todos.
Matilde Beatriz Pinto
101
“O Futuro dos Direitos é Agora”
2.º lugar
A loucura da coragem
Inês Ramos Pinto
ES Filipa de Vilhena, Porto
(categoria pintura)
102
Escalão etário C
3.º lugar
O peso da (Des)humanidade
Daniela Aline Nsingi
Escola Europeia de Ensino Profissional, Braga
(categoria desenho)
103
“O Futuro dos Direitos é Agora”
A voz livre dos jovens
Sofia Bessa Pinto
e Maria João de Sá Botelho
Escola de Comércio do Porto,
Porto
(categoria vídeo)
O lazer também
é importante
Diogo Henrique Vieira Leite
Martins
Escola de Comércio do Porto,
Porto
(categoria desenho/cartaz)
104
Escalão etário C
Onde arde o grito
Mariana Rebola dos Santos Martins
ES Luís de Freitas Branco, Lisboa
(categoria escultura/pintura)
A beleza está nos olhos
de quem vê
Oleksandra Romenska
ES Luís de Freitas Branco, Lisboa
(categoria pintura)
105
“O Futuro dos Direitos é Agora”
A dignidade é de todos
Leonardo Morais Barbosa;
Tiago Miguel Carneiro
Madureira; Rúben Daniel
Silva Faria
Escola de Comércio do Porto,
Porto
(categoria desenho/cartaz)
Sombras da revolta
Matheus Silva
ES Luís de Freitas Branco, Lisboa
(categoria pintura/escultura)
106
Escalão etário C
Nem dor, nem silêncio
Rúben Flávio Rodrigues Moura
e Daniel José Costa Neves
Escola de Comércio do Porto,
Porto
(categoria desenho/cartaz)
Artigo 3 em ação
Mafalda Teixeira Moura;
João Carlos Cardoso Leite;
Luana Alexandra Teixeira
Azevedo; Madalena Gonçalves
Coelho
Escola de Comércio do Porto,
Porto
(categoria desenho/cartaz)
107
“O Futuro dos Direitos é Agora”
Direitos Humanos, um tema tão falado ao longo dos anos, mas nunca falado
o suficiente. O direito à igualdade de género, à educação, à liberdade de
expressão, são alguns dos que ouvimos falar regularmente, mas desde quando é
este tema alvo da preocupação das pessoas?
Christine de Pizan, poetisa e filósofa italiana do século XIV, criticou a misoginia
no meio literário, que era predominantemente masculino. Malala Yousafzai,
ativista paquistanesa nascida no século XX, tem lutado pelo acesso à educação
na sua cidade natal, um local opressivo onde as jovens são impedidas de
frequentar a escola. Estas duas datas abrangem mais de seis séculos e diversos
direitos.
Quem luta por esta causa, sendo ou não reconhecido, está a fazê-lo num ato de
justiça, pois, infelizmente, vivemos num mundo injusto onde há quem tenha
de se preocupar com a sua educação ou com simples coisas que tomamos por
garantidas. Estas ações são também feitas por solidariedade, porque quando
lutamos por algo não o estamos a fazer apenas por nós, estamos a iniciar um
caminho para que as gerações futuras consigam usufruir daquilo a que têm
direito, mas nunca esquecendo que a luta é contínua. E, apesar de no momento,
provavelmente, não nos apercebermos disso, estamos a lutar por algo maior
que nós próprios. Estas pessoas que fizeram a diferença, no passado, são uma
inspiração para quem há-de fazer a diferença agora. Os jovens de hoje têm de
lutar pelos seus direitos, pelo que sabem estar errado no nosso planeta e por um
mundo com maior tolerância.
108
Escalão etário C
Quem luta por esta causa, sendo ou não reconhecido, está a fazê-lo num ato de
justiça, pois, infelizmente, vivemos num mundo injusto onde há quem tenha
de se preocupar com a sua educação ou com simples coisas que tomamos por
garantidas. Estas ações são também feitas por solidariedade, porque quando
lutamos por algo não o estamos a fazer apenas por nós, estamos a iniciar um
caminho para que as gerações futuras consigam usufruir daquilo a que têm
direito, mas nunca esquecendo que a luta é contínua. E, apesar de no momento,
provavelmente, não nos apercebermos disso, estamos a lutar por algo maior
que nós próprios. Estas pessoas que fizeram a diferença, no passado, são uma
inspiração para quem há-de fazer a diferença agora. Os jovens de hoje têm de
lutar pelos seus direitos, pelo que sabem estar errado no nosso planeta e por um
mundo com maior tolerância.
Ao refletir sobre este tema, percebemos que os direitos humanos devem estar
ao alcance de todos, devem ser uma garantia para a sociedade e não apenas um
sonho distante. Temos de continuar a lutar pela igualdade, tal como Christine de
Pizan e muitos outros o fizeram há tantos anos.
Independentemente do local de origem, do género, da idade ou de qualquer
outro fator que nos torna quem somos, apenas queremos todos ser tratados
como iguais e, acima de tudo, merecemos todos ter direito à vida, a uma vida
justa e sem medos.
Uma vida justa e sem medos
Marta Leonor Braz Morgado
Agrupamento de Escolas Frei
Gonçalo Azevedo, EB 1, Lisboa
(categoria escrita criativa)
109
“O Futuro dos Direitos é Agora”
Um só mundo,
vários Direitos
Pedrosa Mucandamavo
CED D, Maria Pia,
Casa Pia de Lisboa, Lisboa
(categoria desenho)
Educação é um Direito
Juan Diego Esquível
Escola Europeia de Ensino
Profissional, Braga
(categoria desenho)
110
Escalão etário C
Silêncio de mil vozes:
sem voz; sem paz
Gabriela Guedes Faria
da Silva de Jesus
ES Filipa de Vilhena, Porto
(categoria desenho)
111
Edição Provedoria de Justiça
Design Sofia Semedo
Produção Nastintas
Revisão Provedoria de Justiça
ISBN 978-972-8879-14-3
Depósito legal 553786/25
Tiragem 150 exemplares
Data setembro 2025
“O FUTURO DOS
DIREITOS É AGORA”
Concurso realizado no âmbito das
comemorações dos 50 anos da instituição do
Provedor de Justiça em Portugal, em parceria
com a Comissão Nacional da UNESCO e a
sua Rede de Escolas Associadas.