Diário da República, 1.ª série
Resolução do Conselho de Ministros n.º 94/2021
- Data
- 2021-07-20
- Tipo
- Resolução do Conselho de Ministros
- Emitente
- PRESIDÊNCIA DO CONSELHO DE MINISTROS
Texto integral (775 palavras)
Resolução do Conselho de Ministros n.º 94/2021
Sumário: Autoriza a realização da despesa relativa aos apoios financeiros decorrentes da cele-
bração de contratos de associação.
O direito de todos os cidadãos ao acesso a uma rede de escolas gratuita e acessível, em
condições de igualdade, bem como a liberdade de aprender e de ensinar são pilares constitucio-
nalmente consagrados, nos termos previstos nos artigos 43.º e 74.º da Constituição da República
Portuguesa.
Neste âmbito, o Estado deve ter igualmente em consideração, no ajustamento da rede escolar,
as iniciativas e os estabelecimentos particulares e cooperativos, numa perspetiva de racionaliza-
ção de meios, de aproveitamento de recursos e de garantia de qualidade, conforme constante do
artigo 58.º da Lei de Bases do Sistema Educativo, aprovada pela Lei n.º 46/86, de 14 de outubro,
na sua redação atual.
De acordo com a Lei de Bases do Ensino Particular e Cooperativo, aprovada pela Lei n.º 9/79,
de 19 de março, na sua redação atual, é admitida a celebração de contratos com estabelecimen-
tos particulares e cooperativos que, integrando-se nos objetivos e planos do Sistema Nacional de
Educação, se localizem em áreas carenciadas da rede pública escolar, garantindo-se, no n.º 4 do
artigo 8.º da referida lei, a igualdade entre os alunos por aqueles abrangidos e os alunos do ensino
oficial no que se refere a despesas com propinas e matrículas.
Por seu turno, o regime dos contratos de associação, como modalidade de contrato prevista
na alínea a) do n.º 2 e no n.º 4 do artigo 8.º da Lei de Bases do Ensino Particular e Cooperativo,
aprovada pela Lei n.º 9/79, de 19 de março, na sua redação atual, é concretizado por via dos arti-
gos 10.º, 16.º e seguintes do Estatuto do Ensino Particular e Cooperativo (EEPC), aprovado pelo
Decreto-Lei n.º 152/2013, de 4 de novembro, na sua redação atual.
Na sequência da análise da rede escolar para o ano letivo de 2021-2022, foram identificadas
áreas geográficas carenciadas de oferta pública escolar, o que constitui uma falha de rede que urge
colmatar por via do recurso ao procedimento previsto na Portaria n.º 172-A/2015, de 5 de junho,
na sua redação atual, que, em cumprimento do disposto no n.º 6 do artigo 10.º e no artigo 17.º do
EEPC, define as regras a que deve sujeitar-se o procedimento administrativo para celebração dos
contratos de associação.
Neste contexto, a presente resolução autoriza a contratação para o ciclo de ensino compreen-
dido entre os anos letivos de 2021-2022 e 2023-2024, com uma despesa máxima de € 42 906 500.
Assim:
Nos termos da alínea c) do n.º 3 do artigo 17.º do Decreto-Lei n.º 197/99, de 8 de junho, na
sua redação atual, da alínea a) do n.º 1 do artigo 6.º da Lei n.º 8/2012, de 21 de fevereiro, na sua
redação atual, do n.º 1 do artigo 11.º do Decreto-Lei n.º 127/2012, de 21 de junho, na sua redação
atual, dos artigos 44.º e 46.º do Código do Procedimento Administrativo, aprovado em anexo ao
Decreto-Lei n.º 4/2015, de 7 de janeiro, na sua redação atual, e da alínea g) do artigo 199.º da
Constituição, o Conselho de Ministros resolve:
1 — Autorizar a realização da despesa relativa aos apoios decorrentes da celebração de
contratos de associação para o ciclo de ensino compreendido entre os anos letivos de 2021-2022
e 2023-2024, até ao montante global de € 42 906 500.
2 — Determinar que os encargos financeiros resultantes dos contratos referidos no número
anterior não podem exceder, em cada ano económico, os seguintes montantes:
a) 2021 — € 5 420 333,33;
b) 2022 — € 16 261 000;
c) 2023 — € 14 302 166,67;
d) 2024 — € 6 923 000.
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3 — Determinar que os encargos financeiros resultantes dos contratos referidos no n.º 1 são
satisfeitos pelas verbas adequadas inscritas e a inscrever no orçamento da Direção-Geral da Ad-
ministração Escolar.
4 — Estabelecer que o montante fixado no n.º 2 para cada ano económico pode ser acrescido
do saldo apurado no ano antecedente.
5 — Delegar, com a faculdade de subdelegação, no membro do Governo responsável pela
área da educação, a competência para a prática de todos os atos subsequentes a realizar no âm-
bito da presente resolução.
6 — Determinar que a presente resolução produz efeitos a partir da data da sua aprovação.
Presidência do Conselho de Ministros, 8 de julho de 2021. — O Primeiro-Ministro, António
Luís Santos da Costa.
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