Diário da República, 1.ª série
Resolução do Conselho de Ministros n.º 64-B/2026
- Data
- 2026-03-31
- Tipo
- Resolução do Conselho de Ministros
- Emitente
- PRESIDÊNCIA DO CONSELHO DE MINISTROS
Sumário
Aprova os Planos de Ação da Estratégia para os Direitos das Pessoas com Deficiência 2026-2030. Depósito legal n.º 8814/85 • ISSN 0870-9963 SUPLEMENTO 1.ª série N.º 63 31-03-2026 PRESIDÊNCIA DO CONSELHO DE MINISTROS
Texto integral (27 092 palavras)
Resolução do Conselho de Ministros n.º 64-B/2026
Sumário: Aprova os Planos de Ação da Estratégia para os Direitos das Pessoas com Deficiência 2026-
-2030.
A Estratégia para os Direitos das Pessoas com Deficiência 2026-2030 (EDPD 2026-2030), apro-
vada pela Resolução do Conselho de Ministros n.º 64-A/2026, prevê a elaboração de planos de ação
destinados a operacionalizar os respetivos objetivos estratégicos, mediante a definição de linhas de
ação, medidas, metas, indicadores, entidades responsáveis e parceiras, bem como das respetivas
fontes de financiamento.
A EDPD 2026-2030 estrutura-se em torno de cinco áreas-chave e de um eixo transversal de
governação, a saber:
a) Territórios — Territórios, Habitação e Mobilidade Inclusivos;
b) Cidadania — Participação Plena e Vida Independente;
c) Educação — Educação Inclusiva e Aprendizagem ao Longo da Vida;
d) Emprego e Formação — Igualdade no Trabalho e Empoderamento Económico;
e) Saúde — Saúde, Reabilitação e Bem-Estar;
f) Governação, Dados e Participação Social — eixo transversal.
Para cada uma destas áreas-chave e para o eixo transversal foram elaborados Planos de Ação
específicos, resultantes de um processo de trabalho colaborativo que envolveu as diversas áreas
governativas, bem como os organismos por si tutelados, com responsabilidade direta na execução das
medidas de política constantes da Estratégia.
Os grupos de trabalho constituídos para o efeito definiram os objetivos e as medidas prioritárias
a constar em cada Plano de Ação, tendo em vista a concretização dos direitos das pessoas com defi-
ciência em conformidade com a Convenção das Nações Unidas sobre os Direitos das Pessoas com
Deficiência, a Estratégia Europeia para os Direitos das Pessoas com Deficiência 2021-2030 e o Pilar
Europeu dos Direitos Sociais.
Importa, assim, proceder à aprovação dos Planos de Ação da EDPD 2026-2030.
Assim:
Nos termos da alínea g) do artigo 199.º da Constituição, o Conselho de Ministros resolve:
Resolução do Conselho de Ministros n.º 64-B/2026
1 — Aprovar os Planos de Ação da Estratégia para os Direitos das Pessoas com Deficiência 2026
‑2030 (EDPD 2026-2030), constantes do anexo à presente resolução e da qual faz parte integrante.
2 — Determinar que os Planos de Ação têm como âmbito temporal o período de 2026-2030.
3 — Determinar que, anualmente, são elaborados relatórios de execução relativos a cada Plano de
Ação pelo Instituto para os Direitos das Pessoas com Deficiência, I. P., enquanto entidade coordenadora
da Estratégia, em articulação com a Comissão Técnica de Acompanhamento, até ao dia 31 de dezembro
de cada ano, nos termos da alínea c) do n.º 5 da Resolução do Conselho de Ministros n.º 64-A/2026.
4 — Sem prejuízo do previsto no n.º 8 da Resolução do Conselho de Ministros n.º 64-A/2026, esta-
belecer que cada área governativa assegura os recursos materiais, humanos e financeiros necessários
à execução das medidas inscritas nos Planos de Ação e que são da sua responsabilidade.
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5 — Estabelecer que, caso seja atribuído financiamento a algum investimento com origem em fun-
dos europeus adicionais aos previstos para a execução da EDPD 2026-2030, o financiamento nacional
é reduzido na proporção correspondente.
6 — Determinar que a presente resolução produz efeitos a 1 de abril de 2026.
Presidência do Conselho de Ministros, 27 de março de 2026. — O Primeiro-Ministro, Luís Montenegro.
ANEXO
(a que se refere o n.º 1)
PLANOS DE AÇÃO DA ESTRATÉGIA PARA OS DIREITOS DAS PESSOAS COM DEFICIÊNCIA 2026-2030
ÁREA-CHAVE — TERRITÓRIOS
Eixo de Impacto 1 — Territórios, Habitação e Mobilidade Inclusivos
Em 2030, as pessoas com deficiência vivem de forma autónoma e participam plenamente na comu-
nidade, apoiadas por serviços acessíveis, habitação adaptada e transportes inclusivos que garantem
mobilidade, segurança e autodeterminação.
Linhas de Ação prioritárias:
1 — Acessibilidade universal como motor de competitividade territorial
2 — Mobilidade e energia sustentáveis ao serviço da inclusão
3 — Turismo acessível como vetor de desenvolvimento económico e social
4 — Cooperação Estado-Municípios na implementação das medidas
A qualidade de vida das pessoas com deficiência depende significativamente da inclusão nos
territórios, designadamente nos espaços físicos, na habitação e nos transportes. Persistem desigual-
dades entre regiões e municípios, agravadas pela ausência de planos municipais integrados de aces-
sibilidade. A habitação acessível, a mobilidade sustentável e a reabilitação inclusiva são determinantes
para a autonomia e a vida independente. Problemas como a pobreza energética, o envelhecimento do
edificado e a escassez de transportes adaptados afetam de forma desproporcional as pessoas com
deficiência, comprometendo a coesão social e territorial.
A Área-Chave “Territórios” visa promover ambientes físicos e digitais acessíveis, habitação adap-
tada e segura e sistemas de transporte inclusivos, garantindo autonomia, segurança e participação
plena em todo território nacional.
As ações previstas promovem a integração da perspetiva da deficiência nas estratégias de desen-
volvimento local e nos planos de coesão territorial, garantindo que as decisões municipais possam
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considerar as necessidades das pessoas com deficiência desde a fase de planeamento.
A aplicação generalizada de normas de acessibilidade em espaços e edifícios públicos, transportes
e serviços digitais assegura maior autonomia, segurança e igualdade no acesso a serviços essenciais.
A inclusão de medidas específicas de redução de riscos de catástrofes nos planos municipais,
com participação ativa das pessoas com deficiência, reforça a proteção, a capacidade de resposta
e a resiliência das comunidades, reduzindo vulnerabilidades em situações de emergência, como as
que vivemos recentemente.
Paralelamente, a adaptação de habitações com soluções de acessibilidade e eficiência energé-
tica permite melhorar significativamente a qualidade de vida, o conforto e a independência, reduzindo
simultaneamente custos energéticos.
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O cumprimento dos princípios de desenho universal em novos empreendimentos de habitação
pública, projetos de requalificação urbana e espaços públicos, bem como a garantia de acessibilidade
universal nos transportes públicos, cria ambientes inclusivos que beneficiam toda a população.
Por fim, a certificação de entidades e centros históricos segundo a Norma Portuguesa ISO
21902:2022, com itinerários turísticos acessíveis, promove a inclusão no turismo, dinamiza a economia
local e reforça a imagem de territórios mais justos, acolhedores e preparados para todos.
ÁREA-CHAVE — CIDADANIA
Eixo de Impacto 2 — Participação Plena e Vida Independente
Em 2030, as pessoas com deficiência exercem a sua cidadania, participando na vida política,
cívica e cultural em igualdade de condições. Têm acesso a processos eleitorais, sistemas de justiça
e mecanismos de proteção inclusivos, bem como a oportunidades iguais na cultura, no desporto, no
lazer e no turismo, contribuindo para uma sociedade mais justa, participativa e livre de barreiras.
Linhas de Ação prioritárias:
1 — Vida independente e autonomia
2 — Inclusão na justiça e comunicação acessível
3 — Participação cívica e cidadania ativa
4 — Acessibilidade digital e tecnológica
Apesar dos progressos legislativos, as pessoas com deficiência continuam a enfrentar obstáculos
à participação cívica e política. Persistem falhas na acessibilidade das mesas de voto, na disponibi-
lização de informação eleitoral em formatos acessíveis e na representação efetiva das pessoas com
deficiência, em toda a sua diversidade, em espaços de decisão pública. No sistema de justiça, a escassez
de intérpretes e de formação especializada limita o acesso equitativo. A igualdade no acesso à cultura,
ao desporto, ao lazer e ao turismo também permanece condicionada por barreiras físicas, digitais
e comunicacionais.
A Área-Chave “Cidadania” propõe consolidar políticas que assegurem o exercício pleno da cidadania,
o apoio às famílias e aos cuidadores informais, e a promoção de serviços de proximidade. O objetivo
é garantir igualdade de oportunidades, e inclusão ativa e não discriminação em todas as dimensões da
vida social e comunitária, assegurando o reconhecimento e a valorização da diversidade.
A elaboração de um Plano de Desinstitucionalização e o alargamento do Modelo de Apoio à Vida
Independente a todo o território nacional representam uma transformação profunda na vida das pessoas
com deficiência, ao permitir que deixem contextos institucionais e passem a viver na comunidade, com
autonomia e controlo sobre as suas próprias escolhas. Estas medidas promovem a autodeterminação,
o direito à vida independente e relações sociais mais significativas. Ao mesmo tempo, a prevenção da
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institucionalização, através da criação de oportunidades de inclusão nas comunidades, reduz o isola-
mento, fortalece redes de apoio locais e garante que cada pessoa possa desenvolver o seu projeto de
vida em igualdade de oportunidades.
O reforço do Sistema Nacional de Intervenção Precoce na Infância, assegura respostas adequadas
em todo o território, com impacto decisivo no desenvolvimento das crianças com deficiência, melho-
rando competências, autonomia futura e inclusão escolar e social.
A revisão da Lei de Bases da Prevenção, Reabilitação e Integração das Pessoas com Deficiência
permite atualizar direitos e políticas à luz dos padrões internacionais de direitos humanos, tornando
as respostas mais eficazes e alinhadas com uma abordagem centrada na pessoa. Em conjunto, estas
medidas contribuem para quebrar ciclos de exclusão desde a infância e promover trajetórias de vida
mais inclusivas.
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A inclusão de medidas específicas de proteção contra a violência e discriminação, com especial
enfoque nas mulheres e raparigas com deficiência, reforça a segurança, a dignidade e a proteção de
direitos fundamentais.
A formação específica dos trabalhadores da administração pública em acessibilidade, comunica-
ção inclusiva e direitos humanos melhora a qualidade do atendimento e reduz barreiras institucionais.
A garantia de acesso equitativo à justiça assegura que as pessoas com deficiência possam defender
os seus direitos em condições de igualdade, fortalecendo a confiança nas instituições e promovendo
uma cidadania plena.
Por fim, a integração da dimensão da deficiência na política externa e nos fóruns multilaterais
reforça o compromisso do país com os direitos humanos a nível global. A acessibilidade universal nas
mesas de voto e na informação eleitoral garante a participação política efetiva e a igualdade democrática.
A promoção da acessibilidade em equipamentos culturais e desportivos públicos, bem como
a implementação do Programa Nacional de Desporto para Todos, amplia o acesso ao lazer, à cultura
e à atividade física, melhorando o bem-estar, a saúde e a participação social das pessoas com defi-
ciência em todas as dimensões da vida.
Por fim, a implementação do novo regime jurídico das acessibilidades constitui uma das prin-
cipais metas desta Estratégia, visando impulsionar uma transformação estrutural nas atitudes e nos
comportamentos das comunidades.
ÁREA-CHAVE — EDUCAÇÃO
Eixo de Impacto 3 — Educação Inclusiva e Aprendizagem ao Longo da Vida
Em 2030, as pessoas com deficiência têm acesso a uma educação inclusiva e oportunidades
de aprendizagem contínua, que lhes permitem desenvolver competências, alcançar o seu potencial
e participar ativamente na sociedade e na economia do conhecimento.
Linhas de Ação prioritárias:
1 — Acesso equitativo a uma educação inclusiva até ao final da escolaridade obrigatória
2 — Formação contínua dos profissionais da educação com vista a ação educativa inclusiva
3 — Melhoria das condições e mecanismos de transição para a vida pós-escolaridade obrigatória
4 — Acesso equitativo a uma educação inclusiva no Ensino Superior
A educação é um dos fatores mais determinantes para o emprego, o rendimento e a participação
social. Em Portugal, os jovens com deficiência continuam a apresentar uma maior taxa de abandono
escolar.
A Área-Chave “Educação” reforça o compromisso com práticas pedagógicas inclusivas, com
a acessibilidade universal e digital no ensino superior e com a criação de oportunidades de requalifi-
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cação para quem adquire deficiência ao longo da vida. A educação é, assim, afirmada como um direito
ao longo da vida, e não como um privilégio condicionado pelas circunstâncias.
A implementação de planos de acessibilidade e inclusão em todas as escolas do ensino básico
e secundário garante que os alunos com deficiência tenham acesso a ambientes físicos seguros,
materiais adaptados e estratégias pedagógicas ajustadas às suas necessidades. A articulação com
as famílias e com os serviços sociais reforça o acompanhamento individual e cria uma rede de apoio
mais consistente. Estas medidas promovem igualdade de oportunidades, maior participação nas ativi-
dades escolares e um sentimento de pertença, contribuindo para percursos educativos mais estáveis
e positivos.
A redução da taxa de abandono escolar precoce entre estudantes com deficiência, de 21 % para
10 %, representa um avanço significativo na inclusão educativa. Permanecer na escola aumenta as
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qualificações, melhora as perspetivas de emprego e reduz o risco de exclusão social e económica. Ao
mesmo tempo, o alinhamento das plataformas digitais e dos portais académicos com princípios de
acessibilidade e literacia em tecnologias de apoio assegura que os alunos possam aceder a conteúdos,
avaliações e recursos formativos de forma autónoma, reforçando competências digitais essenciais
para a vida académica e profissional.
A inclusão de módulos obrigatórios sobre inclusão e deficiência na formação inicial e contínua
de professores e de outros profissionais da educação melhora a capacidade de resposta das escolas
à diversidade. Docentes mais preparados conseguem identificar necessidades específicas, aplicar
metodologias inclusivas e criar ambientes de aprendizagem mais equitativos. Esta mudança cultural
no sistema educativo reduz barreiras, combate preconceitos e promove expectativas mais elevadas
em relação ao potencial dos alunos com deficiência.
Por fim, a implementação de planos individuais de transição antes da conclusão da escolaridade
obrigatória apoia os alunos na preparação para o ensino superior, formação profissional ou mercado
de trabalho, tornando a passagem para a vida adulta mais estruturada e segura.
A aplicação dos princípios de Desenho Universal da Aprendizagem e a garantia de plataformas
digitais acessíveis no ensino superior asseguram que estudantes com deficiência possam participar
plenamente na vida académica, desenvolver autonomia e alcançar qualificações que ampliam oportu-
nidades de emprego, independência financeira e realização pessoal.
ÁREA-CHAVE — EMPREGO E FORMAÇÃO
Eixo de Impacto 4 — Igualdade no trabalho e Empoderamento Económico
Em 2030, as pessoas com deficiência participam em condições de igualdade no mercado de
trabalho, contribuindo para o crescimento económico e beneficiando de rendimentos, estabilidade
e reconhecimento justos.
Linhas de Ação prioritárias:
1 — Criação de condições promotoras da empregabilidade das pessoas com deficiência
2 — Reforço da formação e sensibilização de técnicos e empregadores
3 — Desenvolvimento de plataformas transversais de dados e indicadores sobre emprego inclusivo
4 — Promoção de campanhas de informação e planos de mentoria
5 — Empreendedorismo e emprego inclusivo no turismo acessível
6 — Trabalho interinstitucional e coerência técnica e uniformização terminológica
As desigualdades socioeconómicas entre pessoas com e sem deficiência mantêm-se significa-
tivas. As pessoas com deficiência continuam mais expostas à pobreza e à exclusão do mercado de
trabalho, revelando que a proteção social, embora essencial, não é, por si só, suficiente para garantir
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igualdade real de oportunidades.
É necessário reduzir estas desigualdades, promovendo o emprego inclusivo, o empreendedorismo
acessível, a adaptação dos locais de trabalho e a contratação pública inclusiva. O emprego é tratado
não apenas como fonte de rendimento, mas como fator estruturante de dignidade, autonomia e inclu-
são social.
A revisão do Decreto-Lei n.º 290/2009, de 12 de outubro, alargando o seu alcance a 207.000 pessoas
com deficiência, pode reforçar significativamente o acesso a medidas de apoio ao emprego e à qua-
lificação. Paralelamente, o reforço das condições de acessibilidade na oferta formativa, abrangendo
61.000 pessoas na formação profissional, garante que mais cidadãos possam adquirir competências
ajustadas às exigências do mercado de trabalho. Estas medidas aumentam a empregabilidade, redu-
zem barreiras no acesso à qualificação e criam oportunidades mais justas de integração profissional.
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A implementação de um projeto-piloto de resposta especializada e personalizada na área da
reabilitação profissional e empregabilidade, ainda que direcionado a 400 pessoas numa fase inicial,
permite desenvolver modelos inovadores e centrados na pessoa, com acompanhamento individualizado.
A promoção do empreendedorismo inclusivo amplia alternativas ao emprego tradicional, incentivando
a criação de negócios próprios e a autonomia económica. Em simultâneo, a garantia de adaptações no
posto de trabalho e de medidas de flexibilidade laboral assegura condições adequadas ao desempenho
profissional, aumentando a produtividade, o bem-estar e a permanência no emprego.
A revisão da legislação sobre a contratação de pessoas com deficiência nos setores público e pri-
vado, contribui para percursos de carreira mais justos e sustentáveis. Estas mudanças combatem dis-
criminações estruturais e valorizam o mérito e as competências. Por fim, a realização de 55 campanhas
de informação e sensibilização sobre emprego, formação e recrutamento inclusivo ajuda a transformar
mentalidades, reduzir preconceitos e incentivar entidades empregadoras a adotarem práticas mais
inclusivas, promovendo uma sociedade mais equitativa e aberta à diversidade.
A promoção do emprego é fundamental para a vida autónoma e independente das pessoas com
deficiência, pois assegura rendimento próprio, estabilidade financeira e maior controlo sobre as decisões
quotidianas, permitindo escolher onde e como viver e reduzir a dependência económica de terceiros ou
de prestações sociais. Para além da dimensão económica, o trabalho reforça a autoestima, o reconhe-
cimento social e o sentimento de utilidade, valorizando competências e capacidades. Em ambientes
laborais inclusivos, com adaptações razoáveis, flexibilidade e oportunidades de progressão, o emprego
promove também participação social, alarga redes de relacionamento e fortalece a emancipação,
tornando-se um instrumento essencial para que cada pessoa desenvolva o seu projeto de vida com
liberdade, segurança e autodeterminação.
ÁREA-CHAVE — SAÚDE
Eixo de Impacto 5 — Saúde, Reabilitação e Bem-Estar
Em 2030, as pessoas com deficiência têm acesso equitativo a cuidados de saúde de qualidade,
a serviços de reabilitação adequados e a tecnologias de apoio, permitindo-lhes uma vida mais saudável,
ativa e autónoma em todo o território nacional.
Linhas de Ação prioritárias:
1 — Comunicação acessível e sistemas de informação inclusivos
2 — Formação e capacitação dos profissionais de saúde para uma resposta inclusiva
3 — Melhoria dos processos de avaliação de incapacidade e do funcionamento das juntas médicas
4 — Cuidados integrados e de continuidade ao longo do ciclo de vida
5 — Promoção da saúde e prevenção da doença
6 — Desenvolvimento de parcerias estratégicas com universidades e centros de investigação
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O acesso equitativo a cuidados de saúde e reabilitação é condição essencial para a vida indepen-
dente e para o exercício pleno dos direitos das pessoas com deficiência.
Contudo, persistem desigualdades significativas: nem todas as unidades locais de saúde (ULS) e os
hospitais cumprem integralmente os padrões de acessibilidade física e comunicacional. O Programa
Modelo de Apoio à Vida Independente (2017) foi um marco importante, mas a sua cobertura permanece
limitada, persistindo tempos de espera elevados para dispositivos de apoio e uma rede desigual de
serviços de reabilitação comunitária.
A Área-Chave “Saúde” propõe reforçar a acessibilidade no ambiente construído, expandir progra-
mas orientados para a autonomia, a segurança e a continuidade dos cuidados no domicílio e integrar
a reabilitação nos cuidados de saúde locais, garantindo acesso equitativo e qualidade nos serviços
prestados.
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A desagregação dos dados nos registos eletrónicos de saúde por tipo de deficiência, sexo e idade
permite conhecer melhor as necessidades específicas da população e planear respostas mais ade-
quadas, eficazes e equitativas. Com informação mais precisa, é possível reduzir desigualdades no
acesso a cuidados e direcionar recursos onde são mais necessários. O cumprimento das normas de
acessibilidade na telemedicina e na telereabilitação do SNS amplia o acesso a consultas e terapias,
especialmente para quem tem mobilidade reduzida ou vive em zonas mais afastadas, promovendo
continuidade de cuidados com maior comodidade e autonomia.
O reforço da qualidade do atendimento, através de formação contínua dos profissionais de saúde
em práticas inclusivas, comunicação acessível e direitos das pessoas com deficiência, contribui para
serviços mais respeitadores e centrados na pessoa. A revisão da Tabela Nacional de Incapacidades
e a digitalização dos processos das juntas médicas tornam os procedimentos mais transparentes,
rápidos e justos, reduzindo burocracias e tempos de espera. Estas melhorias garantem reconheci-
mento adequado das necessidades e facilitam o acesso a apoios e prestações, diminuindo situações
de desgaste físico e emocional.
A garantia de trajetórias de apoio e cuidados integrados ao longo de todo o ciclo de vida assegura
acompanhamento consistente desde a infância até à idade adulta e envelhecimento, evitando ruturas
nos serviços. A criação e implementação de Bancos de Produtos de Apoio em todo o território facilita
o acesso a equipamentos essenciais para a autonomia, como cadeiras de rodas ou tecnologias de
apoio, reduzindo custos para as famílias. Por fim, a reabilitação de base comunitária e a acessibilidade
da informação em saúde nos programas de literacia capacitam as pessoas com deficiência para tomar
decisões informadas sobre a sua saúde, reforçando a independência, a participação ativa e a qualidade
de vida.
EIXO TRANSVERSAL — GOVERNAÇÃO, DADOS E PARTICIPAÇÃO SOCIAL
Eixo Transversal de Impacto 6 — Governação, Dados e Participação Social
Em 2030, Portugal dispõe de uma governação participativa, transparente e baseada em dados
fiáveis, assegurando a corresponsabilidade das pessoas com deficiência na formulação, execução
e monitorização das políticas públicas.
Linhas de Ação prioritárias:
1 — Harmonização, atualização e interoperabilidade de dados estatísticos desagregados
2 — Monitorização contínua e avaliação sistemática, baseadas em evidência
3 — Participação sistemática das pessoas com deficiência e das suas organizações representa-
tivas na conceção, implementação e avaliação das políticas públicas
A política de deficiência em Portugal continua condicionada pela fragmentação e pela escassez
de dados desagregados por sexo, idade, tipo de deficiência e território. Esta limitação impede avalia-
ções consistentes e sistemáticas, dificulta a aprendizagem institucional e compromete a formulação
de políticas públicas baseadas em evidência.
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O Eixo Transversal de Impacto 6 — “Governação, Dados e Participação Social” prevê o reforço da
atividade do Observatório da Deficiência e Direitos Humanos, como mecanismo permanente e inde-
pendente, destinado a consolidar, analisar e publicar dados fiáveis.
A publicação de relatórios e dados do Observatório num portal de dados abertos acessível, garante
transparência e comparabilidade da informação. Este acesso aberto permite que investigadores, deci-
sores políticos, organizações da sociedade civil e as próprias pessoas com deficiência possam analisar
dados fiáveis e atualizados, contribuindo para diagnósticos mais rigorosos.
O reforço das atribuições do Observatório da Deficiência e Direitos Humanos, enquanto organismo
independente responsável pela publicação anual de indicadores, assegura continuidade, credibilidade
e monitorização sistemática da evolução das políticas públicas.
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A integração de avaliações de impacto na deficiência nas principais políticas públicas e instru-
mentos orçamentais nacionais introduz uma análise preventiva dos efeitos das decisões governativas,
permitindo corrigir desigualdades antes da sua consolidação.
A criação de um Fórum Nacional anual da Deficiência e o reforço de mecanismos municipais de
participação em articulação com os municípios robustece a participação direta das pessoas com defi-
ciência na identificação de prioridades e na validação de dados qualitativos, enriquecendo a informação
estatística com experiências concretas.
Por fim, a implementação de um sistema de monitorização alinhado com o quadro europeu asse-
gura coerência com metas internacionais e facilita a comparação de resultados, promovendo políticas
mais eficazes, baseadas em evidência e orientadas para resultados mensuráveis.
ÁREA-CHAVE — TERRITÓRIOS
Eixo de Impacto 1 — Territórios, Habitação e Mobilidade Inclusivos
Em 2030, as pessoas com deficiência vivem de forma autónoma e participam plenamente na comu-
nidade, apoiadas por serviços acessíveis, habitação adaptada e transportes inclusivos que garantem
mobilidade, segurança e autodeterminação.
Linhas de Ação prioritárias:
1 — Acessibilidade universal como motor de competitividade territorial
2 — Mobilidade e energia sustentáveis ao serviço da inclusão
3 — Turismo acessível como vetor de desenvolvimento económico e social
4 — Cooperação Estado-Municípios na implementação das medidas
A qualidade de vida das pessoas com deficiência depende significativamente da inclusão nos
territórios, designadamente nos espaços físicos, na habitação e nos transportes. Persistem desigual-
dades entre regiões e municípios, agravadas pela ausência de planos municipais integrados de aces-
sibilidade. A habitação acessível, a mobilidade sustentável e a reabilitação inclusiva são determinantes
para a autonomia e a vida independente. Problemas como a pobreza energética, o envelhecimento do
edificado e a escassez de transportes adaptados afetam de forma desproporcional as pessoas com
deficiência, comprometendo a coesão social e territorial.
A Área-Chave “Territórios” visa promover ambientes físicos e digitais acessíveis, habitação adap-
tada e segura e sistemas de transporte inclusivos, garantindo autonomia, segurança e participação
plena em todo território nacional.
As ações previstas promovem a integração da perspetiva da deficiência nas estratégias de desen-
volvimento local e nos planos de coesão territorial, garantindo que as decisões municipais possam
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considerar as necessidades das pessoas com deficiência desde a fase de planeamento.
A aplicação generalizada de normas de acessibilidade em espaços e edifícios públicos, transportes
e serviços digitais assegura maior autonomia, segurança e igualdade no acesso a serviços essenciais.
A inclusão de medidas específicas de redução de riscos de catástrofes nos planos municipais,
com participação ativa das pessoas com deficiência, reforça a proteção, a capacidade de resposta
e a resiliência das comunidades, reduzindo vulnerabilidades em situações de emergência, como as
que vivemos recentemente.
Paralelamente, a adaptação de habitações com soluções de acessibilidade e eficiência energé-
tica permite melhorar significativamente a qualidade de vida, o conforto e a independência, reduzindo
simultaneamente custos energéticos.
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O cumprimento dos princípios de desenho universal em novos empreendimentos de habitação
pública, projetos de requalificação urbana e espaços públicos, bem como a garantia de acessibilidade
universal nos transportes públicos, cria ambientes inclusivos que beneficiam toda a população.
Por fim, a certificação de entidades e centros históricos segundo a Norma Portuguesa ISO
21902:2022, com itinerários turísticos acessíveis, promove a inclusão no turismo, dinamiza a economia
local e reforça a imagem de territórios mais justos, acolhedores e preparados para todos.
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Objetivos, Medidas e Entidades
Áreas Áreas
ODS/ Linha de Ação Resultado Esperado da Estratégia Entidades Entidades
Objetivo Geral Objetivo Operacional Medidas Governativas Governativas
Agenda 2030 Prioritária (2030) Responsáveis Envolvidas
Responsáveis Envolvidas
3, 4, 10, 11, 16 1. Acessibilidade 1. Promover territó- 1. Apoiar a habitação 1. Sensibilização e capa- Bairros inclusivos, sus- MIH IHRU IHRU
universal como rios inclusivos e com- acessível, sustentável citação dos municípios tentáveis e com qualidade
Municípios
motor de competi- petitivos através da e de qualidade, para portugueses, para parti- na habitação pública, que
tividade territorial integração transver- bairros mais inclusi- ciparem em projetos do respondam às necessi-
sal da acessibilidade vos, justos e acessí- New European Bauhaus, dades das pessoas com
universal no planea- veis. para transformar bairros deficiência
mento urbano, na e espaços urbanos em
habitação, nos ser- locais mais sustentáveis,
viços públicos e nos inclusivos e de qualidade
sistemas de trans- (sessões de informação,
porte webinares, comunica-
ção direta com município
e associações regionais,
workshops temáticos,
sessões de mentoria com
especialistas NEB euro-
peus)
2. Disponibilização de MIH IHRU IHRU
apoio financeiro para
Municípios
adaptação de habitações
no âmbito do Programa
1.º Direito (DL 37/2018)
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3. Sensibilizar os municí- MIH IHRU IHRU
pios para a inserção nos
Municípios
seus Regulamentos Muni-
cipais de Habitação de cri-
térios de majoração para
atribuição a pessoas com
deficiência
4. Estudo sobre casas MIH IHRU IHRU
adaptadas para pessoas
Municípios
com deficiência existen-
tes no parque habitacional
e no dos municípios
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Áreas Áreas
ODS/ Linha de Ação Resultado Esperado da Estratégia Entidades Entidades
Objetivo Geral Objetivo Operacional Medidas Governativas Governativas
Agenda 2030 Prioritária (2030) Responsáveis Envolvidas
Responsáveis Envolvidas
3, 4, 10, 11, 16 1. Acessibilidade 1. Promover territó- 2. Garantir o aumento 5. Elaboração de manual Cumprimento dos critérios MTSSS MIH IDiPD Ordem dos
universal como rios inclusivos e com- do número de habi- técnico de aplicação rela- de acessibilidade em todos Arquitetos
motor de competi- petitivos através da tações acessíveis, tivo ao regime jurídico da os novos empreendimen- e Ordem dos
tividade territorial integração transver- através da aplicação acessibilidade (revisão do tos de habitação pública Engenheiros
sal da acessibilidade uniforme do regime DL 163/2006) e projetos de requalifi-
universal no planea- jurídico da acessibi- cação urbana e espaço
mento urbano, na lidade público, bem como garan-
habitação, nos ser- tia de acessibilidade uni-
viços públicos e nos versal dos transportes
sistemas de trans- públicos
porte
3, 4, 10, 11, 16 1. Acessibilidade 1. Promover territó- 3. Garantir acessibi- 6. Criação de ferramenta Aplicação, em todos os MTSSS IDiPD II
universal como rios inclusivos e com- lidade universal nos digital de autoavaliação da Municípios, de normas de
motor de competi- petitivos através da serviços públicos, acessibilidade em edifícios acessibilidade nos espa-
tividade territorial integração transver- promovendo simulta- públicos ços e edifícios públicos,
sal da acessibilidade neamente a inclusão transportes e serviços
universal no planea- digital e inovação ter- 7. Criação do Guia Nacio- digitais, em articulação MTSSS MARE IDiPD ARTE
mento urbano, na ritorial nal de Comunicação Aces- com as entidades da ONGPD
habitação, nos ser- sível (linguagem clara, lei- Administração Central,
viços públicos e nos tura fácil, acessibilidade autoridades de transporte
sistemas de trans- digital) e operadores públicos
porte e privados
4. Garantir sistemas 8. Eliminação de obstá MIH IMT Em avaliação
de transporte inclu- culos físicos em paragens,
sivos cais, estações e interfaces
Resolução do Conselho de Ministros n.º 64-B/2026
dos transportes públicos
9. Informação Universal MIH IMT Em avaliação
(disponível a todos) nos
interfaces e aplicações
digitais nas redes de trans-
portes dos nós urbanos
TEN—T
10. Capacitação de traba- MIH IMT Em avaliação
lhadores dos transportes
públicos, em acessibi-
lidade e comunicação
inclusiva
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Áreas Áreas
ODS/ Linha de Ação Resultado Esperado da Estratégia Entidades Entidades
Objetivo Geral Objetivo Operacional Medidas Governativas Governativas
Agenda 2030 Prioritária (2030) Responsáveis Envolvidas
Responsáveis Envolvidas
3, 4, 10, 11, 16 1. Acessibilidade 1. Promover territó- 4. Garantir sistemas 11. Implementação de Sistema de transporte MAEN MIH ApC IMT
universal como rios inclusivos e com- de transporte inclu- Serviços de Transporte a pedido, suportado por
AD&C
motor de competi- petitivos através da sivos a Pedido/Flexível uma plataforma informá-
tividade territorial integração transver- tica funcional
sal da acessibilidade
universal no planea- 12. Aquisição de veículos Aquisição de 417 veículos MAEN MIH ApC IMT
mento urbano, na 100 % elétricos por parte elétricos de 9 lugares por
AD&C
habitação, nos ser- de IPSS e Entidades Pri- parte de IPSS e Entidades
viços públicos e nos vadas sem fins lucrativos Privadas sem fins lucrati-
sistemas de trans- vos
porte
10, 11 2. Mobilidade 2. Assegurar siste- 5. Modernizar e inte- 13. Atualização da Bdr- Integração da perspetiva MTSSS IDiPD II
e energia susten- mas de mobilidade grar os sistemas de SAPA/ 2.ª fase da Bdr- da deficiência nas estra-
táveis ao serviço e energia sustentá- informação na área SAPA/interoperabilidade tégias de desenvolvimento
da inclusão veis e acessíveis, que da deficiência, atra- com a PEM/possibilidade local e planos de coesão
reduzam desigual- vés da atualização de consulta de processos territorial de acordo com
dades e promovam da BdrSAPA, assegu- por particulares as orientações nacionais
a autonomia das pes- rando a interoperabi- comuns e as especifici-
soas com deficiência lidade e a disponibili- dades territoriais de cada
em todo o território zação de consulta do município
estado dos processos
10, 11 2. Mobilidade 2. Assegurar siste- 6. Melhorar a infor- 14. Capacitação dos Integração da perspetiva MAEN MIH ADENE ADENE
e energia susten- mas de mobilidade mação sobre os pro- 112 “Espaços Energia” da deficiência nas estra-
táveis ao serviço e energia sustentá- gramas existentes de (ADENE), com recursos tégias de desenvolvimento
Resolução do Conselho de Ministros n.º 64-B/2026
da inclusão veis e acessíveis, que combate à pobreza informativos e pedagó- local e planos de coesão
reduzam desigual- energética, ultrapas- gicos, permitindo maior territorial de acordo com
dades e promovam sando dificuldades na acesso a conteúdos rela- as orientações nacionais
a autonomia das pes- burocracia associada cionados com a transição comuns e as especifici-
soas com deficiência e o desconhecimento energética e as medidas dades territoriais de cada
em todo o território das ajudas existentes de política em vigor com município
efeitos práticos na melho-
ria das condições de vida
das pessoas com deficiên-
cia — riscos ambientais,
ação climática, transição
energética, descarboni-
zação, energias limpas,
mobilidade suave, trans-
portes de “emissões zero”
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Áreas Áreas
ODS/ Linha de Ação Resultado Esperado da Estratégia Entidades Entidades
Objetivo Geral Objetivo Operacional Medidas Governativas Governativas
Agenda 2030 Prioritária (2030) Responsáveis Envolvidas
Responsáveis Envolvidas
10, 11 3. Turismo aces- 3. Consolidar 7. Desenvolver ter- 15. Certificação pela Certificação nos termos MECT Turismo Empresas de
sível como vetor o turismo acessível ritórios turísticos Norma Portuguesa ISO da Norma Portuguesa ISO de Portu- Certificação,
de desenvolvi- como eixo estraté- acessíveis e inclu- 21902:2022 de entidades 21902:2022 de 25 entida- gal, IP IPQ, IPAC
mento económico gico de desenvolvi- sivos, promovendo públicas e privadas gesto- des públicas e privadas
e social mento económico a acessibilidade física ras de recursos turísticos e de 30 centros históricos
sustentável, promo- e comunicacional com itinerários turísticos
vendo a inclusão, como fator de com- 16. Valorização de 30 cen- acessíveis MECT MJCD Turismo Museus
a inovação e a valo- petitividade territorial tros históricos através da de Portu- e Monumen-
rização territorial implementação de itinerá- gal, IP tos de
rios turísticos acessíveis Portugal, EP
10, 11, 16 4. Cooperação 4. Reforçar a gover- 8. Integrar a perspe- 17. Garantir a participação Integração de medidas de MAI MTSSS Municípios IDiPD
Estado-Municí- nação colabora- tiva da deficiência efetiva na comissão muni- redução do risco de catás- ANEPC
MECT ONGPD
pios na implemen- tiva entre o Estado nas políticas locais cipal de proteção civil de trofes sensíveis à defi-
tação das medidas e a Administração de proteção civil, pessoas com deficiência ciência, nos instrumentos
Local, para garantir reforçando a resiliên- e/organizações represen- municipais de proteção
a implementação efi- cia das comunidades tativas de pessoas com civil, que assegurem a par-
caz, articulada e ter- e a redução do risco deficiência presentes no ticipação das pessoas com
ritorialmente equili- de catástrofes território deficiência
brada das políticas
de inclusão das PD 18. Garantir a incorpo- MAI Municípios ANEPC
ração, no Sistema de IDiPD
MTSSS ONGPD
Informação Geográfica
Municipal, de dados ano-
nimizados sobre pessoas
com deficiência, exclusiva-
mente para fins de planea-
Resolução do Conselho de Ministros n.º 64-B/2026
mento e redução do risco
de catástrofes, em confor-
midade com a legislação
de proteção de dados
10, 11, 14 4. Cooperação 4. Reforçar a gover- 8. Integrar a perspe- 19. Desenvolver referencial
Integração de medidas de MAI IDiPD ONGPD
Estado-Municí- nação colabora- tiva da deficiência de formação para a inclu- redução do risco de catás- ANEPC
MTSSS
pios na implemen- tiva entre o Estado nas políticas locais são das pessoas com defi- trofes sensíveis à defi-
tação das medidas e a Administração de proteção civil, ciência na redução do risco
ciência, nos instrumentos
Local, para garantir reforçando a resiliên- de catástrofes municipais de proteção
a implementação efi- cia das comunidades civil, que assegurem a par-
caz, articulada e ter- e a redução do risco 20. Criar documento sobre ticipação das pessoas com MAI IDiPD ONGPD
ritorialmente equili- de catástrofes medidas de autoproteção deficiência ANEPC
MTSSS
brada das políticas dirigido às pessoas com
de inclusão das PD deficiência
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Indicadores, Metas e Orçamentação
Valor de Partida/ Fonte de Dotação
Medidas Indicadores Meta 2026 Meta 2027 Meta 2028 Meta 2029 Meta 2030
Ano (2025) Financiamento Orçamental
1.1. Sensibilização e capacitação dos N.º de municípios envol- 50 % do total 80 % do total Financiamento 1.000.000 €
municípios portugueses, para participarem vidos de municípios de municípios nacional
em projetos do New European Bauhaus, envolvidos envolvidos
para transformar bairros e espaços urba-
nos em locais mais sustentáveis, inclu-
sivos e de qualidade (sessões de infor-
mação, webinares, comunicação direta
com município e associações regionais,
workshops temáticos, sessões de mento-
ria com especialistas NEB europeus)
2. Disponibilização de apoio financeiro N.º de projetos aprovados/ ≥90 % de proje- Financiamento 5.000.000 €
para adaptação de habitações no âmbito ano tos submetidos nacional
do Programa 1.º Direito (DL 37/2018) aprovados
N.º de adaptações con-
cluídas ≥90 % das
adaptações
concluídas
3. Sensibilizar os municípios para a inser- N.º de regulamentos com > 80 % do total N/A N/A
ção nos seus Regulamentos Municipais critérios de majoração para
de Habitação de critérios de majoração pessoas com deficiência
para atribuição a pessoas com deficiência
4. Estudo sobre casas adaptadas para pes- Relatório dezembro N/A N/A
soas com deficiência existentes no parque
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habitacional e no dos municípios
5. Elaboração de manual técnico de aplica- Publicação de manual dezembro Financiamento 200.000 €
ção relativo ao regime jurídico da acessi- técnico de aplicação rela- nacional
bilidade (revisão do DL 163/2006) tivo ao regime jurídico da
acessibilidade (revisão do
DL 163/2006)
6. Criação de ferramenta digital de autoa- Criação de módulo, na pla- dezembro Financiamento 250.000 €
valiação da acessibilidade em edifícios taforma de serviços, para nacional
públicos as entidades públicas
registarem informação
sobre a acessibilidade dos
edifícios que gerem e sua
disponibilização pública
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Valor de Partida/ Fonte de Dotação
Medidas Indicadores Meta 2026 Meta 2027 Meta 2028 Meta 2029 Meta 2030
Ano (2025) Financiamento Orçamental
7. Criação do Guia Nacional de Comuni- Publicação de Guia Nacio- dezembro Financiamento 200.000 €
cação Acessível (linguagem clara, leitura nal de Comunicação Aces- nacional
fácil, acessibilidade digital) sível
8. Eliminação de obstáculos físicos em % de paragens/cais/ Criação de ≥80 % de para- Em avaliação Em avaliação
paragens, cais, estações e interfaces dos avisos do gens/cais/esta-
estações/interfaces com
transportes públicos Fundo para ções/
percurso acessível porta-
a Mobilidade
-a-plataforma interfaces con-
e Transpor-
formes
% de execução financeira tes
dos avisos do Fundo para ≥90 % de execu-
a Mobilidade e Transportes ção financeira
N.º de interfaces com piso/ 90 % de interfa-
táteis de alerta e orientação ces com piso/
instalados (com norma téc- taéis de alerta
nica aplicável) e orientação
instalados
9. Informação Universal (disponível % de interfaces e aplica- Criação de 95 % de infor- Em avaliação Em avaliação
a todos) nos interfaces e aplicações digi- ções digitais com informa- avisos do mação acessí-
tais nas redes de transportes dos nós ção acessível nas redes de Fundo para vel nas inter-
urbanos TEN—T transportes dos nós urba- a Mobilidade faces e nas
nos TEN—T e Transpor- aplicações digi-
tes tais
Resolução do Conselho de Ministros n.º 64-B/2026
10. Capacitação de trabalhadores dos % de motoristas de trans- Criação de >80 % dos N/A N/A
transportes públicos, em acessibilidade portes públicos com for- avisos do motoristas de
e comunicação inclusiva mação em acessibilidade Fundo para transportes pú-
a Mobilidade blicos formados
% de trabalhadores/as com
e Transpor- (mínimo 7h de
funções de atendimento
tes formação)
com formação em aces-
sibilidade e comunicação >90 % das
inclusiva pessoas com
funções de
atendimento ao
público forma-
das (mínimo
14h de forma-
ção)
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Valor de Partida/ Fonte de Dotação
Medidas Indicadores Meta 2026 Meta 2027 Meta 2028 Meta 2029 Meta 2030
Ano (2025) Financiamento Orçamental
11. Implementação de Serviços de Trans- N.º de projetos financiados 16 41 (previstos Plano Social 31.637.759€
porte a Pedido/Flexível para 2032) para o Clima
2026-2032
12. Aquisição de veículos 100 % elétricos N.º de veículos elétricos 417 Plano Social 35.305.569 €
por parte de IPSS e Entidades Privadas para o Clima
(714 em 2032)
sem fins lucrativos 2026-2032
13. Atualização da BdrSAPA/ 2.ª fase da Atualização BdRSAPA dezembro Financiamento 300.000 €
BdrSAPA/interoperabilidade com a PEM/ nacional
possibilidade de consulta de processos
por particulares
14. Capacitação dos 112 “Espaços Ener- N.º de “Espaços Energia” 22 espaços 112 espaços Plano Social 17.700.000€
gia” (ADENE), com recursos informativos com recursos e prepa- (previstos para para o Clima
e pedagógicos, permitindo maior acesso ração dos trabalhadores 2032) 2026-2032
a conteúdos relacionados com a transi- para a comunicação de
ção energética e as medidas de política assuntos relacionados
em vigor com efeitos práticos na melhoria com a transição energé-
das condições de vida das pessoas com tica, descarbonização,
deficiência — riscos ambientais, ação cli- apoios à melhoria do con-
mática, transição energética, descarboni- forto térmico/reabilitação
zação, energias limpas, mobilidade suave, energética das habitações,
transportes de “emissões zero” mobilidade elétrica
15. Certificação pela Norma Portuguesa N.º Entidades Certificadas 8 8 9 25 Receitas pró- 1.000.000 €
ISO 21902:2022 de entidades públicas prias
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e privadas gestoras de recursos turísticos
16. Valorização de 30 centros históricos N.º Centros Históricos com 10 10 10 30 Receitas pró- 2.500.000 €
através da implementação de itinerários itinerários turísticos aces- prias
turísticos acessíveis síveis
17. Garantir a participação efetiva na % de comissões municipais > 10 % > 20 % > 40 % > 60 % > 80 % N/A N/A
comissão municipal de proteção civil de de proteção civil que inte-
pessoas com deficiência e/organizações grem pessoas com defi-
representativas de pessoas com deficiên- ciência e/ou organizações
cia presentes no território representativas de pessoas
com deficiência
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Valor de Partida/ Fonte de Dotação
Medidas Indicadores Meta 2026 Meta 2027 Meta 2028 Meta 2029 Meta 2030
Ano (2025) Financiamento Orçamental
18. Garantir a incorporação, no Sistema % de municípios que >5% > 15 % > 35 % > 50 % N/A N/A
de Informação Geográfica Municipal, de incorporaram no Sistema
dados anonimizados sobre pessoas com de Informação Geográfica
deficiência, exclusivamente para fins de Municipal, dados anonimi-
planeamento e redução do risco de catás- zados sobre pessoas com
trofes, em conformidade com a legislação deficiência, exclusivamente
de proteção de dados para fins de planeamento
e redução do risco de
catástrofes, em conformi-
dade com a legislação de
proteção de dados
19. Desenvolver referencial de formação Referencial elaborado dezembro N/A N/A
para a inclusão das pessoas com defi-
ciência na redução do risco de catástrofes
20. Criar documento sobre medidas de Documento elaborado dezembro N/A N/A
autoproteção dirigido às pessoas com
deficiência
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ÁREA-CHAVE — CIDADANIA
Eixo de Impacto 2 — Participação Plena e Vida Independente
Em 2030, as pessoas com deficiência exercem a sua cidadania, participando na vida política,
cívica e cultural em igualdade de condições. Têm acesso a processos eleitorais, sistemas de justiça
e mecanismos de proteção inclusivos, bem como a oportunidades iguais na cultura, no desporto, no
lazer e no turismo, contribuindo para uma sociedade mais justa, participativa e livre de barreiras.
Linhas de Ação prioritárias:
1 — Vida independente e autonomia
2 — Inclusão na justiça e comunicação acessível
3 — Participação cívica e cidadania ativa
4 — Acessibilidade digital e tecnológica
Apesar dos progressos legislativos, as pessoas com deficiência continuam a enfrentar obstáculos
à participação cívica e política. Persistem falhas na acessibilidade das mesas de voto, na disponibi-
lização de informação eleitoral em formatos acessíveis e na representação efetiva das pessoas com
deficiência, em toda a sua diversidade, em espaços de decisão pública. No sistema de justiça, a escassez
de intérpretes e de formação especializada limita o acesso equitativo. A igualdade no acesso à cultura,
ao desporto, ao lazer e ao turismo também permanece condicionada por barreiras físicas, digitais
e comunicacionais.
A Área-Chave “Cidadania” propõe consolidar políticas que assegurem o exercício pleno da cidadania,
o apoio às famílias e aos cuidadores informais, e a promoção de serviços de proximidade. O objetivo
é garantir igualdade de oportunidades, e inclusão ativa e não discriminação em todas as dimensões
da vida social e comunitária, assegurando o reconhecimento e a valorização da diversidade.
A elaboração de um Plano de Desinstitucionalização e o alargamento do Modelo de Apoio à Vida
Independente a todo o território nacional representam uma transformação profunda na vida das pessoas
com deficiência, ao permitir que deixem contextos institucionais e passem a viver na comunidade, com
autonomia e controlo sobre as suas próprias escolhas. Estas medidas promovem a autodeterminação,
o direito à vida independente e relações sociais mais significativas. Ao mesmo tempo, a prevenção da
institucionalização, através da criação de oportunidades de inclusão nas comunidades, reduz o isola-
mento, fortalece redes de apoio locais e garante que cada pessoa possa desenvolver o seu projeto de
vida em igualdade de oportunidades.
O reforço do Sistema Nacional de Intervenção Precoce na Infância, assegura respostas adequadas
em todo o território, com impacto decisivo no desenvolvimento das crianças com deficiência, melho-
rando competências, autonomia futura e inclusão escolar e social.
A revisão da Lei de Bases da Prevenção, Reabilitação e Integração das Pessoas com Deficiência
permite atualizar direitos e políticas à luz dos padrões internacionais de direitos humanos, tornando
Resolução do Conselho de Ministros n.º 64-B/2026
as respostas mais eficazes e alinhadas com uma abordagem centrada na pessoa. Em conjunto, estas
medidas contribuem para quebrar ciclos de exclusão desde a infância e promover trajetórias de vida
mais inclusivas.
A inclusão de medidas específicas de proteção contra a violência e discriminação, com especial
enfoque nas mulheres e raparigas com deficiência, reforça a segurança, a dignidade e a proteção de
direitos fundamentais.
A formação específica dos trabalhadores da administração pública em acessibilidade, comunica-
ção inclusiva e direitos humanos melhora a qualidade do atendimento e reduz barreiras institucionais.
A garantia de acesso equitativo à justiça assegura que as pessoas com deficiência possam defender
os seus direitos em condições de igualdade, fortalecendo a confiança nas instituições e promovendo
uma cidadania plena.
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Por fim, a integração da dimensão da deficiência na política externa e nos fóruns multilaterais
reforça o compromisso do país com os direitos humanos a nível global. A acessibilidade universal nas
mesas de voto e na informação eleitoral garante a participação política efetiva e a igualdade democrática.
A promoção da acessibilidade em equipamentos culturais e desportivos públicos, bem como
a implementação do Programa Nacional de Desporto para Todos, amplia o acesso ao lazer, à cultura
e à atividade física, melhorando o bem-estar, a saúde e a participação social das pessoas com defi-
ciência em todas as dimensões da vida.
Por fim, a implementação do novo regime jurídico das acessibilidades constitui uma das prin-
cipais metas desta Estratégia, visando impulsionar uma transformação estrutural nas atitudes e nos
comportamentos das comunidades.
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Objetivos, Medidas e Entidades
Áreas Áreas
ODS/Agenda Linha de Ação Resultado Esperado da Estratégia Entidades Entidades
Objetivo geral2 Objetivo Operacional Medidas Governativas Governativas
2030 Prioritária (2030) Responsáveis Envolvidas
Responsáveis Envolvidas
3, 8, 10, 11 1. Vida indepen- 1. Assegurar con- 1. Promover a vida 1.Realização de estudo de Plano de Desinstitucio- MTSSS IDiPD IDiPD
dente e autonomia dições estruturais, independente, asse- caracterização das pes- nalização que assegure
territoriais e finan- gurando a transição soas com deficiência resi- a transição progressiva das ISS ISS
ceiras que permitam progressiva das pes- dentes em instituições, que pessoas para contextos na II
às pessoas com soas com deficiên- suporte o Plano de Desins- comunidade, promotores da
deficiência viver de cia para contextos titucionalização das pes- vida independente Academia
forma autónoma, comunitários, tendo soas com deficiência
com respostas como referência
sociais modernas, o Plano de Desins-
apoios personaliza- titucionalização
dos e intervenção
precoce eficaz 2. Desenvolvimento MTSSS IDiPD IDiPD
de um sistema de
recolha de dados ISS ISS
sobre as pessoas II
com deficiência resi-
dentes em institui- Academia
ções, construído de
forma a assegurar
a monitorização da
implementação do
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Plano de Desinstitu-
cionalização e acom-
panhar as transições
para contextos comu-
nitários
3. Elaboração sis- MTSSS IDiPD ISS
temática de planos
de transição indivi- ISS IPSS
dualizados (PTI) de
contextos institucio-
nais para contextos
comunitários das
pessoas com defi-
ciência residentes em
instituições
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Áreas Áreas
ODS/Agenda Linha de Ação Resultado Esperado da Estratégia Entidades Entidades
Objetivo geral2 Objetivo Operacional Medidas Governativas Governativas
2030 Prioritária (2030) Responsáveis Envolvidas
Responsáveis Envolvidas
3, 8, 10, 11 1. Vida indepen- 1. Assegurar con- 1. Promover a vida 4. Elaboração do Plano Plano de Desinstitucio- MTSSS IDiPD IDiPD; ISS;
dente e autonomia dições estruturais, independente, asse- de Desinstitucionaliza- nalização que assegure CONFE-
territoriais e finan- gurando a transição ção que responda às a transição progressiva das ISS COOP; CNIS;
ceiras que permitam progressiva das pes- perspetivas das pessoas pessoas para contextos na UMP; UMuP;
às pessoas com soas com deficiência com deficiência e as suas comunidade, promotores da Academia;
deficiência viver de para contextos comu- escolhas, com calendário vida independente DGSSS
forma autónoma, nitários, tendo como e metas claras, orçamen-
com respostas referência o Plano de tos e redefinição das res-
sociais modernas, Desinstitucionaliza- postas de apoio existentes
apoios personaliza- ção
dos e intervenção 5. Implementação do Plano MTSSS IDiPD IDiPD; ISS;
precoce eficaz de Desinstitucionalização CONFE-
das pessoas com defi- ISS COOP; CNIS;
ciência UMP; UMuP;
Academia;
DGSSS
6. Divulgação nacional MTSSS IDiPD IDiPD
e acompanhamento do
Plano Nacional para a Pro- ISS Academia
moção da Desinstituciona-
lização
3, 8, 10, 11 1. Vida indepen- 1. Assegurar con- 2. Garantir respos- 7. Aumento da qualificação Garantia de que o Sistema MTSSS MS ISS DGE
dente e autonomia dições estruturais, tas de Intervenção da intervenção no âmbito Nacional de Intervenção
territoriais e finan- Precoce na Infância do SNIPI Precoce na Infância res- MECI DGS
ceiras que permitam que sejam atem- ponde às necessidades IDiPD
às pessoas com padas, integradas, identificadas como priori-
deficiência viver de centradas na família 8. Aumento da capacidade tárias em todo o território MTSSS MS ISS DGE
Resolução do Conselho de Ministros n.º 64-B/2026
forma autónoma, e equitativas em todo de resposta do SNIPI nacional
com respostas o território, promo- MECI DGS
sociais modernas, vendo o desenvolvi- IDiPD
apoios personaliza- mento, a participação
dos e intervenção e a autonomia das MTSSS MS ISS DGE
precoce eficaz crianças com defi-
ciência ou com risco MECI DGS
de atraso no desen-
IDiPD
volvimento
9. Reforço da colabora- MTSSS MS ULS DE-SNS
ção e articulação entre
as áreas governativas da MECI DGE
segurança social, saúde DGS
e educação no âmbito do
SNIPI ACSS
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Áreas Áreas
ODS/Agenda Linha de Ação Resultado Esperado da Estratégia Entidades Entidades
Objetivo geral2 Objetivo Operacional Medidas Governativas Governativas
2030 Prioritária (2030) Responsáveis Envolvidas
Responsáveis Envolvidas
3, 8, 10, 11 1. Vida indepen- 1. Assegurar con- 3. Garantir a exis- 10. Aumento das opor- Garantia da prevenção MTSSS ISS ISS
dente e autonomia dições estruturais, tência de respostas tunidades de descanso da institucionalização
territoriais e finan- na comunidade para do cuidador, apoiando as mediante a criação de opor- IDiPD
ceiras que permitam as pessoas com famílias no processo de tunidades de inclusão nas IPSS
às pessoas com deficiência, em todo inclusão das pessoas com comunidades
deficiência viver de o território nacional, deficiência
forma autónoma, promotoras da sua
com respostas autonomia e poten- 11. Aumento dos serviços MTSSS ISS ISS
sociais modernas, cialidades, que previ- de apoio domiciliário para
apoios personaliza- nam a institucionali- pessoas com deficiência IDiPD
dos e intervenção zação nas comunidades, atra- IPSS
precoce eficaz vés da requalificação da
resposta SAD (Projetos
piloto SAD+Saúde que
integra cuidados domici-
liários e cuidados de saúde
e reabilitação)
12. Revisão da legislação MTSSS MTSSS MTSSS
relativa ao CACI
13. Aumento o n.º de vagas MTSSS ISS ISS
em CACI, introduzindo uma
metodologia mais flexível IPSSS
e centrada na pessoa,
visando a sua progressiva
inclusão em serviços e ati-
vidades na comunidade
3, 8, 10, 11 1. Vida indepen- 1. Assegurar con- 3. Garantir a exis- 14. Desenvolvimento de Garantia da prevenção MTSSS IDiPD IDiPD
dente e autonomia dições estruturais, tência de respostas ações de formação dos da institucionalização
ISS ISS
Resolução do Conselho de Ministros n.º 64-B/2026
territoriais e finan- na comunidade para trabalhadores, dirigentes, mediante a criação de opor-
ceiras que permitam as pessoas com e voluntários das institui- tunidades de inclusão nas IPSS
às pessoas com deficiência, em todo ções, visando a dissemi- comunidades
deficiência viver de o território nacional, nação da metodologia de Academia
forma autónoma, promotoras da sua intervenção centrada na
com respostas autonomia e poten- pessoa e nos seus direitos,
sociais modernas, cialidades, que previ- participação e autonomia
apoios personaliza- nam a institucionali-
dos e intervenção zação 15. Reforço da capacita- MTSSS CASES CPV
precoce eficaz ção das entidades pro-
motoras de voluntariado, IDiPD ONGPD
assegurando condições
para a participação das
pessoas com deficiência
em programas de volun-
tariado em igualdade de
oportunidades
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SUPLEMENTO 1.ª série
N.º 63
31-03-2026
Áreas Áreas
ODS/Agenda Linha de Ação Resultado Esperado da Estratégia Entidades Entidades
Objetivo geral2 Objetivo Operacional Medidas Governativas Governativas
2030 Prioritária (2030) Responsáveis Envolvidas
Responsáveis Envolvidas
16. Implementação de MTSSS CASES ERC
campanha nacional de
sensibilização, com foco IDiPD ONGPD
na valorização das pes-
soas com deficiência
enquanto agentes ativos
de transformação social
17. Promoção programas MTSSS IDiPD IPSS
de voluntariado para pes-
soas com deficiência CASES CASES
3, 8, 10, 11 1. Vida indepen- 1. Assegurar con- 3. Garantir a exis- 18. Garantia da manu- Alargamento do Modelo de MTSSS ISS ISS
dente e autonomia dições estruturais, tência de respostas tenção e continuidade do Vida Independente a todo
territoriais e finan- na comunidade para financiamento dos CAVI o território nacional, supor- IDiPD IDiPD
ceiras que permitam as pessoas com existentes, reforçando tando os CAVI existentes CAVI
às pessoas com deficiência, em todo a estabilidade e sustenta- e promovendo o aumento
deficiência viver de o território nacional, bilidade do seu funciona- das pessoas apoiadas,
forma autónoma, promotoras da sua mento em todo o território a formação de assistentes
com respostas autonomia e poten- nacional pessoais e o acompanha-
sociais modernas, cialidades, que previ- mento técnico local
apoios personaliza- nam a institucionali- 19. Abrangência de 40 % MTSSS ISS ISS
dos e intervenção zação das pessoas com defi-
ciência em lista de espera IDiPD IDiPD
precoce eficaz
em CAVI/SAVI, garantindo CAVI
apoio na comunidade
e evitando a sua institu-
cionalização
Resolução do Conselho de Ministros n.º 64-B/2026
20. Revisão do enquadra- MTSSS DGSSS IDiPD
mento legal do MAVI com
vista ao alargamento da IDiPD
natureza jurídica das enti-
dades que podem desen-
volver CAVI
21. Formação de Assis- MTSSS IEFP ISS
tentes Pessoais, assente
no Sistema Nacional de outras IDiPD
Qualificações, através da entidades
formado- CAVI
celebração de acordos de
cooperação com entidades ras
formadoras
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ODS/Agenda Linha de Ação Resultado Esperado da Estratégia Entidades Entidades
Objetivo geral2 Objetivo Operacional Medidas Governativas Governativas
2030 Prioritária (2030) Responsáveis Envolvidas
Responsáveis Envolvidas
22. Monitorização do grau MTSSS ISS ISS
de satisfação dos desti-
IDiPD IDiPD
natários do MAVI, visando
a produção de orientações CAVI
que melhorem os serviços
prestados
3, 8, 10, 11 1. Vida indepen- 1. Assegurar con- 3. Garantir a exis- 23. Reforço do acompa- Alargamento do Modelo de MTSSS ISS ISS
dente e autonomia dições estruturais, tência de respostas nhamento técnico e ope- Vida Independente a todo
IDiPD IDiPD
territoriais e finan- na comunidade para racional dos CAVI o território nacional, supor-
ceiras que permitam as pessoas com tando os CAVI existentes CAVI
às pessoas com deficiência, em todo e promovendo o aumento
deficiência viver de o território nacional, das pessoas apoiadas,
forma autónoma, promotoras da sua a formação de assistentes
24. Promoção de formação MTSSS ISS, IDiPD ISS, IDiPD
com respostas autonomia e poten- pessoais e o acompanha-
e investigação aplicada ao Academia
sociais modernas, cialidades, que previ- mento técnico local CAVI
MAVI
apoios personaliza- nam a institucionali-
dos e intervenção zação Academia
precoce eficaz
25. Criação de mecanis- MTSSS ISS, IDiPD ISS, IDiPD
mos formais de avaliação Academia
CAVI
e monitorização do MAVI
Academia
Resolução do Conselho de Ministros n.º 64-B/2026
10, 16 2. Inclusão na 2. Garantir o acesso 4. Atualizar e refor- 26. Alteração à Lei de Revisão da Lei de Bases MTSSS MS IDiPD ISS
justiça e comuni- equitativo à justiça çar o quadro legal de Bases da Prevenção, Rea- da Prevenção, Reabilitação
MECI IDiPD
cação acessível e à proteção jurídica, promoção e prote- bilitação e Integração das e Integração das Pessoas
reforçando quadros ção dos direitos das Pessoas com deficiência com Deficiência MJ DGSSS Aca-
legais, prevenção pessoas com defi- demia
da violência, comu- ciência, assegurando
nicação inclusiva a sua coerência com
e formação dos pro- a CDPD e com a legis-
fissionais da admi- lação europeia
nistração pública
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ODS/Agenda Linha de Ação Resultado Esperado da Estratégia Entidades Entidades
Objetivo geral2 Objetivo Operacional Medidas Governativas Governativas
2030 Prioritária (2030) Responsáveis Envolvidas
Responsáveis Envolvidas
10, 16 2. Inclusão na 2. Garantir o acesso 5. Sensibilizar e capa- 27. Realização de ações Inclusão, em todos os pla- MTSSS MCJD IDiPD IPDJ
justiça e comuni- equitativo à justiça citar públicos estraté- de sensibilização/forma- nos de prevenção e resposta
cação acessível e à proteção jurídica, gicos — capacitação ção dirigidas a técnicos à violência e discriminação,
reforçando quadros de técnicos de juven- de juventude e movimento de medidas específicas na
legais, prevenção tude e movimento associativo juvenil e estu- proteção das pessoas com
da violência, comu- associativo juvenil dantil para as condições deficiência com enfoque
nicação inclusiva e estudantil para as de exercício de direitos das nas mulheres e raparigas
e formação dos pro- condições de exer- pessoas com deficiência, com deficiência
fissionais da admi- cício de direitos das eliminação de fatores de
nistração pública pessoas com defi- discriminação e promoção
ciência, eliminação de medidas de diferencia-
de fatores de discri- ção positiva
minação e promoção
de medidas de dife-
renciação positiva
10, 16 2. Inclusão na 2. Garantir o acesso 6. Desenvolver 28. Garantia das acessibi-
Inclusão, em todos os pla- MTSSS MS IDiPD PSP; GNR;
justiça e comuni- equitativo à justiça e implementar medi- lidades físicas e de comu-
nos de prevenção e resposta DGS; PJ,
cação acessível e à proteção jurídica, das específicas para nicação na rede de Casasà violência e discriminação, MJ PCM CIG ONGPD,
reforçando quadros prevenir e combater Abrigo e nos Gabinetes de
de medidas específicas na MAI MARE DGPJ DGS; PGR;
legais, prevenção todas as formas de Apoio à Vítima proteção das pessoas com DGAJ;
da violência, comu- violência, discrimina- deficiência com enfoque MCJD SGMAI DGRSP
nicação inclusiva ção contra pessoas nas mulheres e raparigas
e formação dos pro- com deficiência, com 29. Conceção e dispo- com deficiência MTSSS MS IDiPD PSP; GNR;
fissionais da admi- especial atenção às nibilização de Caderno DGS; PJ,
nistração pública meninas e mulheres, de denúncias/queixas MJ PCM CIG ONGPD,
incluindo a reco- de violência em formato MAI MARE DGPJ DGS; PGR;
lha e monitorização acessível DGAJ;
de dados acerca do MCJD SGMAI DGRSP
fenómeno
30. Publicação de Guia MTSSS MS IDiPD PSP; GNR;
Resolução do Conselho de Ministros n.º 64-B/2026
de recomendações para DGS; PJ,
a prevenção e intervenção MJ PCM CIG ONGPD,
na violência contra pes- MAI MARE DGPJ DGS; PGR;
soas com deficiência DGAJ;
MCJD SGMAI DGRSP
31. Desenvolvimento de MTSSS MS IDiPD PSP; GNR;
referenciais de formação DGS; PJ,
para públicos estratégi- MJ PCM CIG ONGPD,
cos, co construídos com MAI MARE DGPJ DGS; PGR;
profissionais de referên- DGAJ;
cia e ONGPD, e orientados MCJD SGMAI DGRSP
para a resposta em con-
texto de violência (preven-
ção e intervenção)
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ODS/Agenda Linha de Ação Resultado Esperado da Estratégia Entidades Entidades
Objetivo geral2 Objetivo Operacional Medidas Governativas Governativas
2030 Prioritária (2030) Responsáveis Envolvidas
Responsáveis Envolvidas
32. Estabelecimento de MTSSS MS IDiPD PSP; GNR;
metodologia de reco- DGS; PJ,
MAI PCM CIG
lha e reporte de dados ONGPD,
desagregados por género MCJD MARE DGPJ DGS; DGAJ;
e deficiência (e outras DGRSP
variáveis relevantes), MJ SGMAI
garantindo confidencia-
lidade e comparabilidade
entre serviços
10, 16 2. Inclusão na 2. Garantir o acesso 6. Desenvolver 33. Reforço dos direitos Inclusão, em todos os pla- MS MJ IDiPD Ordem dos
justiça e comuni- equitativo à justiça e implementar medi- sexuais e saúde repro- nos de prevenção e resposta Médicos
MTSSS
cação acessível e à proteção jurídica, das específicas para dutiva das pessoas com à violência e discriminação,
reforçando quadros prevenir e combater deficiência, através de um de medidas específicas na
legais, prevenção todas as formas de consentimento informado proteção das pessoas com
da violência, comu- violência, discrimina- e acessível, nomeada- deficiência com enfoque
nicação inclusiva ção contra pessoas mente na matéria da este- nas mulheres e raparigas
e formação dos pro- com deficiência, com rilização com deficiência
fissionais da admi- especial atenção às
nistração pública meninas e mulheres,
incluindo a reco-
lha e monitorização
de dados acerca do
fenómeno
7. Reforçar as com- 34. Desenvolvimento de Garantia de formação espe- MEF MARE IDiPD ARTE
petências da Admi- referenciais de forma- cífica em acessibilidade,
MTSSS INA
Resolução do Conselho de Ministros n.º 64-B/2026
nistração Pública em ção e sensibilização para comunicação inclusiva
acessibilidade, comu- dirigentes e técnicos da e direitos humanos dos
nicação inclusiva Administração Pública trabalhadores AP
e direitos humanos com vista à promoção dos
direitos humanos e inclu-
são das pessoas com defi-
ciência
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ODS/Agenda Linha de Ação Resultado Esperado da Estratégia Entidades Entidades
Objetivo geral2 Objetivo Operacional Medidas Governativas Governativas
2030 Prioritária (2030) Responsáveis Envolvidas
Responsáveis Envolvidas
10, 16 2. Inclusão na 2. Garantir o acesso 7. Reforçar as com- 35. Realização de ações Garantia de formação espe- MECT MTSSS DGC Municípios
justiça e comuni- equitativo à justiça petências da Admi- de capacitação presencial cífica em acessibilidade, com pro-
cação acessível e à proteção jurídica, nistração Pública em para técnicos do aten- comunicação inclusiva tocolo com
reforçando quadros acessibilidade, comu- dimento ao consumidor e direitos humanos dos a DGC
legais, prevenção nicação inclusiva da DGC e dos Centros de trabalhadores AP
da violência, comu- e direitos humanos Informação Autárquicos ao
nicação inclusiva Consumidor
e formação dos pro-
fissionais da admi- 36. Realização de ações MCJD MMP
nistração pública de formação específica
EPE
em Acessibilidade, Inclu-
são e Direitos Humanos
para os trabalhadores dos
equipamentos culturais
37. Implementação e/ou MCJD MMP
reforço do voluntariado
EPE
inclusivo nos equipamen-
tos culturais públicos
8. Assegurar o acesso 38. Introdução no ordena- Garantia de acesso equita- MJ DGPJ
pleno, acessível mento jurídico português tivo à justiça
MTSSS IDiPD
e equitativo das pes- a figura do “facilitador dos
soas com deficiência serviços públicos”, um fun-
ao sistema de justiça cionário especialmente
formado para acompanhar
a pessoa com deficiência
Resolução do Conselho de Ministros n.º 64-B/2026
no acesso aos serviços da
justiça, através da criação
de um grupo de trabalho
com esse objetivo
39. Revisão do regime MJ MTSSS DGPJ IDiPD
jurídico do maior acom-
CSM Ordem dos
panhado e criação de uma
Advogados
rede pública de acompa- PGR
nhantes, com revisão das
normas legais e adminis- IDiPD
trativas
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ODS/Agenda Linha de Ação Resultado Esperado da Estratégia Entidades Entidades
Objetivo geral2 Objetivo Operacional Medidas Governativas Governativas
2030 Prioritária (2030) Responsáveis Envolvidas
Responsáveis Envolvidas
10, 16 3. Participação 3. Assegurar que, 9. Promover a inte- 40. Acompanhamento Garantia da integração da MNE MTSSS DGPE Missões
cívica e cidadania até 2030, todas as gração sistemática da das iniciativas e debates dimensão da deficiência na Permanen-
PCM IDiPD
ativa pessoas com defi- dimensão dos direi- internacionais pertinen- política externa e fora mul- tes junto da
ciência participam tos das pessoas com tes (ONU, UE e Conselho tilaterais relevantes ONU e da UE
plenamente na vida deficiência, designa- da Europa) em matéria de
política, cultural, damente no que res- direitos das pessoas com
desportiva e social, peita à participação deficiência
através de processos cívica e política, nas
eleitorais acessíveis posições nacionais 41. Articulação com MNE MTSSS DGPE Missões
e de equipamentos e na representação o IDiPD e demais áreas Permanen-
PCM IDiPD
culturais e desporti- externa de Portugal governativas competentes tes junto da
vos inclusivos em fora multilaterais para apoio à definição de ONU e da UE
relevantes. posições nacionais rela-
cionadas com a CDPD
42. Elaboração de contri- MNE MTSSS DGPE Missões
butos técnicos para res- Permanen-
PCM IDiPD
postas a recomendações tes junto da
e mecanismos internacio- ONU e da UE
nais de acompanhamento
10. Garantir a parti- 43. Estudo e proposta de Garantia de que a totalidade MTSSS MAI IDiPD IDiPD
cipação política das soluções que visem a par- das mesas de voto é aces-
MNE SGMAI SGMAI
pessoas com defi- ticipação eleitoral das pes- sível a todas as pessoas
ciência, assegurando soas com deficiência de assegurando a disponibili- ONGPD
Resolução do Conselho de Ministros n.º 64-B/2026
processos eleitorais forma acessível, através zação de informação eleito-
CNE
acessíveis da criação de um GT para ral em formatos acessíveis
esse fim e alternativos ANMP
ARTE
ANAFRE
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ODS/Agenda Linha de Ação Resultado Esperado da Estratégia Entidades Entidades
Objetivo geral2 Objetivo Operacional Medidas Governativas Governativas
2030 Prioritária (2030) Responsáveis Envolvidas
Responsáveis Envolvidas
10, 16 3. Participação 3. Assegurar que, 10. Garantir a parti- 44. Produção de docu- Garantia de que a totalidade MAI MTSSS SGMAI GT Eleições
cívica e cidadania até 2030, todas as cipação política das mento com checklist de das mesas de voto é aces- Acessíveis
IDiPD
ativa pessoas com defi- pessoas com defi- validação de requisitos de
sível a todas as pessoas
ciência participam ciência, assegurando acessibilidade dos locaisassegurando a disponibili-
plenamente na vida processos eleitorais de voto zação de informação eleito-
política, cultural, acessíveis ral em formatos acessíveis
desportiva e social, 45. Produção de material e alternativos MAI MTSSS SGMAI GT Eleições
através de processos de votação acessível Acessíveis
IDiPD
eleitorais acessíveis
e de equipamentos 46. Produção de plata- MAI MTSSS SGMAI GT Eleições
culturais e desporti- forma eletrónica de inqué- Acessíveis
vos inclusivos IDiPD
rito on-line, de avaliação
de acessibilidade do local
de instalação da mesa de
voto
47. Promoção da utiliza- MAI MTSSS SGMAI GT Eleições
ção de linguagem sim- Acessíveis
IDiPD
ples e acessível, adaptada
a pessoas com deficiência,
no âmbito eleitoral para
todas as eleições
48. Utilização da LGP nos MAI MTSSS SGMAI GT Eleições
vídeos de divulgação do Acessíveis
IDiPD
ato eleitoral e das moda-
lidades de voto
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ODS/Agenda Linha de Ação Resultado Esperado da Estratégia Entidades Entidades
Objetivo geral2 Objetivo Operacional Medidas Governativas Governativas
2030 Prioritária (2030) Responsáveis Envolvidas
Responsáveis Envolvidas
10, 16 3. Participação 3. Assegurar que, 10. Garantir a parti- 49. Tornar a Rede Consu- MNE SGMNE SGMNE
cívica e cidadania até 2030, todas as cipação política das lar portuguesa na UE pro-
ativa pessoas com defi- pessoas com defi- gressivamente acessível
ciência participam ciência, assegurando quanto ao atendimento
plenamente na vida processos eleitorais e à disponibilização de
política, cultural, acessíveis mesas de voto, através
desportiva e social, da realização de um diag-
através de processos nóstico, a elaboração de
eleitorais acessíveis um Plano de Ação para os
e de equipamentos Postos com necessidades
culturais e desporti- associadas ao número de
vos inclusivos eleitores, e sua implemen-
tação
11. Assegurar 50. Desenvolver medidas Desenvolvimento de medi- MCJD MMP
o acesso inclusivo para a promoção da aces- das para a promoção de
EPE
das pessoas com sibilidade nos equipamen- acessibilidade nos equipa-
deficiência à cultura, tos culturais e desportivos mentos culturais e despor- IPDJ
ao desporto e ao lazer públicos e realizar even- tivos públicos
tos culturais certificados
como “Eventos acessíveis”
de acordo com as normas
europeias e boas práticas
internacionais
10, 16 3. Participação 3. Assegurar que, 12. Fomentar o acesso 51. Apoiar iniciativas Implementação do Pro- MCJD MTSSS IPDJ Clubes
cívica e cidadania até 2030, todas as qualificado e inclusivo que promovam a prá- grama Nacional de Des- e associa-
IDiPD
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ativa pessoas com defi- ao desporto para pes- tica desportiva inclusiva porto para Todos, assegu- ções pro-
ciência participam soas com deficiência, e a participação de pes- rando a inclusão plena das motoras de
plenamente na vida assegurando condi- soas com deficiência pessoas com deficiência desporto
política, cultural, ções que promovam no âmbito do Programa
desportiva e social, a participação plena Nacional de Desporto para
através de processos e o desenvolvimento Todos — projetos na área
eleitorais acessíveis desportivo da deficiência
e de equipamentos
culturais e desporti- 52. Apoiar clubes e asso- MCJD IPDJ Clubes
vos inclusivos ciações desportivas com e associa-
Comité
projetos de inclusão de ções des-
Paralím-
pessoas com deficiên- portivas
pico de
cia na prática desportiva
Portugal
qualificada
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Áreas Áreas
ODS/Agenda Linha de Ação Resultado Esperado da Estratégia Entidades Entidades
Objetivo geral2 Objetivo Operacional Medidas Governativas Governativas
2030 Prioritária (2030) Responsáveis Envolvidas
Responsáveis Envolvidas
9, 10,16 4. Acessibilidade 4. Garantir, até 2030, 13. Garantir a aplica- 53. Desenvolver formulá- Implementação do regime MTSSS ISS
digital e tecnoló- serviços digitais, ção efetiva e moni- rios utilizados no âmbito jurídico das acessibilidades
gica tecnológicos e infor- torizada do regime da segurança social, aces-
mativos plenamente jurídico das acessi- síveis
acessíveis, promo- bilidades nos espa-
vendo igualdade no ços físicos, digitais 54. Reavaliação da aces- MNE SGMNE SGMNE
acesso à comunica- e tecnológicos, asse- sibilidade de todos os
ção e à informação gurando igualdade de websites geridos pela
pública acesso a bens e ser- SGMNE incluindo revisão
viços. do template/modelo, e rea-
lização de nova avaliação
após implementação de
melhorias
55. Melhorar a usabilidade MNE CIEJD CIEJD
e a acessibilidade do Portal
Eurocid
14. Promover a capa- 56. Desenvolver, em arti- MARE MTSSS ARTE IDiPD
citação em com- culação com o Pacto de
IDiPD INA
petências digitais, Competências Digitais
visando reforçar (PdCD) e entidades sec- IEFP
a autonomia, a inclu- toriais competentes, um
são e a participação referencial pedagógico IES
cívica orientador e respetivo ONGPD
plano de ação para a capa-
citação e reforço das
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competências digitais de
pessoas com deficiência,
alinhado com as priorida-
des nacionais de inclusão
digital e participação plena
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ODS/Agenda Linha de Ação Resultado Esperado da Estratégia Entidades Entidades
Objetivo geral2 Objetivo Operacional Medidas Governativas Governativas
2030 Prioritária (2030) Responsáveis Envolvidas
Responsáveis Envolvidas
9, 10,16 4. Acessibilidade 4. Garantir, até 2030, 15. Garantir a aplica- 57. Alargamento da dispo- Implementação do regime MARE ARTE ARTE
digital e tecnoló- serviços digitais, ção efetiva e moni- nibilização de informação jurídico das acessibilidades
gica tecnológicos e infor- torizada das aces- online relativa à acessibili-
mativos plenamente sibilidades digitais dade dos sítios web a enti-
acessíveis, promo- e tecnológicas, asse- dades do setor privado, no
vendo igualdade no gurando igualdade de âmbito do Observatório
acesso à comunica- acesso a bens e ser- Português da Acessibili-
ção e à informação viços dade Web
pública
58. Desenvolvimento de MARE ARTE ARTE
um observatório para Apli-
cações Móveis da Admi-
nistração Pública e do
setor privado
59. Disponibilização dos MARE ARTE ARTE
rankings de usabilidade
e acessibilidade dos sítios
web e das Aplicações
Móveis no Portal de Dados
Abertos
60. Disponibilização de um MARE ARTE ARTE
curso online alinhado com
os requisitos exigidos pela
Lei Europeia da Acessibi-
lidade
Resolução do Conselho de Ministros n.º 64-B/2026
Indicadores, Metas e Orçamentação
Valor de Partida/ Fonte de Dotação
Medidas Indicadores Meta 2026 Meta 2027 Meta 2028 Meta 2029 Meta 2030
Ano (2025) Financiamento Orçamental
1. Realização de estudo de caracteri- Estudo dezembro Financiamento 30.000 €
zação das pessoas com deficiência nacional
residentes em instituições, que suporte
o Plano de Desinstitucionalização das
pessoas com deficiência
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Valor de Partida/ Fonte de Dotação
Medidas Indicadores Meta 2026 Meta 2027 Meta 2028 Meta 2029 Meta 2030
Ano (2025) Financiamento Orçamental
2. Desenvolvimento de um sistema de Sistema de recolha de dezembro Financiamento 30.000 €
recolha de dados sobre as pessoas com informação nacional
deficiência residentes em instituições,
construído de forma a assegurar a moni-
torização da implementação do Plano de
Desinstitucionalização e acompanhar as
transições para contextos comunitários
3. Elaboração sistemática de planos % de pessoas residentes 100 % das N/A N/A
de transição individualizados (PTI) de nas instituições com PTI pessoas resi-
contextos institucionais para contextos dentes em
comunitários das pessoas com deficiên- instituições
cia residentes em instituições com PTI ela-
borado
4. Elaboração do Plano de Desinstitucio- Plano de desinstitucionali- dezembro Financiamento 50.000 €
nalização que responda às perspetivas zação concluído nacional
das pessoas com deficiência e as suas
escolhas, com calendário e metas claras,
orçamentos e redefinição das respostas
de apoio existentes
5. Implementação do Plano de Desins- % de institucionalização Abranger Abranger Abranger 75 % Financiamento Orçamentos
titucionalização das pessoas com defi- evitada 25 % das 50 % das das PcD insti- nacional associados
ciência PcD institu- PcD institu- tucionalizadas aos CAVI +
N.º de pessoas em risco de
cionalizadas cionalizadas SAD + CACI
institucionalização
% de pessoas cuja insti-
Resolução do Conselho de Ministros n.º 64-B/2026
tucionalização foi evitada
entre 2028 e 2030
6. Divulgação nacional e acompanha- N.º de Ações de divulgação 1 2 3 N/A N/A
mento do Plano Nacional para a Promo- do Plano Nacional
ção da Desinstitucionalização
7. Aumento da qualificação da interven- % de profissionais abran- 45 % 45 % 20 % 20 % 20 % PT2030 800.000 €
ção no âmbito do SNIPI gidos na formação inicial,
continua e especializada
N.º de ações de sensibili- 2 4 6 10 10 N/A N/A
zação (saúde, educação,
segurança social e famí-
lias)
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Valor de Partida/ Fonte de Dotação
Medidas Indicadores Meta 2026 Meta 2027 Meta 2028 Meta 2029 Meta 2030
Ano (2025) Financiamento Orçamental
8. Aumento da capacidade de resposta N.º de novos acordos 143 3 3 3 3 155 acordos Orçamento do 7.200.000 €
do SNIPI (+ 12 novos ISS
acordos)
e PT 2030
Diminuição do rácio de 26 crianças/téc- 22 crianças/
afetação n.º de criança/ nico
técnico técnico
9. Reforço da colaboração e articula- N.º de ULS com afetação 100 % de ULS Financiamento N/A
ção entre as áreas governativas da horária de 35 horas sema- com afetação nacional
segurança social, saúde e educação no nais para os membros das horária de 35
âmbito do SNIPI ELI (Despacho 12866/2023 horas sema-
de 15 de dezembro) nais para os
membros das
ELI
10. Aumento das oportunidades de des- N.º de vagas para descanso 100 100 100 100 100 Financiamento 465.000 €
canso do cuidador, apoiando as famílias do cuidador em respostas nacional
no processo de inclusão das pessoas sociais não residenciais (total: 500)
com deficiência
11. Aumento dos serviços de apoio N.º de pessoas abrangidas 100 100 100 100 100 Financiamento 200.000 €
domiciliário para pessoas com defi- nacional
ciência nas comunidades, através da (total: 500)
requalificação da resposta SAD (Projetos
piloto SAD+Saúde que integra cuidados
domiciliários e cuidados de saúde e rea-
bilitação)
Resolução do Conselho de Ministros n.º 64-B/2026
12. Revisão da legislação relativa ao Proposta de alteração Proposta de N/A N/A
CACI alteração
13. Aumento o n.º de vagas em CACI, N.º de pessoas abrangidas 14500 400 400 500 400 300 Financiamento 1.500.000 €
introduzindo uma metodologia mais nacional
flexível e centrada na pessoa, visando (total: 16500 =
a sua progressiva inclusão em serviços +2000)
e atividades na comunidade
14. Desenvolvimento de ações de for- N.º de pessoas abrangidas 1000 1000 1000 1000 1000 PT2030 Em nego-
mação dos trabalhadores, dirigentes, ciação
e voluntários das instituições, visando (total: 5000)
a disseminação da metodologia de inter-
venção centrada na pessoa e nos seus
direitos, participação e autonomia
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SUPLEMENTO 1.ª série
N.º 63
31-03-2026
Valor de Partida/ Fonte de Dotação
Medidas Indicadores Meta 2026 Meta 2027 Meta 2028 Meta 2029 Meta 2030
Ano (2025) Financiamento Orçamental
15. Reforço da capacitação das entida- Referencial de formação Apresenta- N/A N/A
des promotoras de voluntariado, asse- elaborado ção de pro-
gurando condições para a participação posta
das pessoas com deficiência em pro-
gramas de voluntariado em igualdade
de oportunidades
16. Implementação de campanha nacio- Campanha de sensibiliza- Realização Financiamento Em avalia-
nal de sensibilização, com foco na valo- ção implementada de campa- nacional ção
rização das pessoas com deficiência nha
enquanto agentes ativos de transfor-
mação social
17. Promoção programas de volunta- N.º de pessoas abrangidas 20 20 20 20 20 N/A N/A
riado para pessoas com deficiência por programas
(total: 100)
18. Garantia da manutenção e continui- N.º de pessoas abrangidas 1182 1259 1336 1413 1490 1568 Financiamento 80.000.000
dade do financiamento dos CAVI exis- nacional + PT €
tentes, reforçando a estabilidade e sus- 2030
tentabilidade do seu funcionamento em
todo o território nacional
19. Abrangência de 40 % das pessoas N.º de destinatários abran- 77 77 77 77 78
com deficiência em lista de espera em gidos em lista de espera
CAVI/SAVI, garantindo apoio na comu- (total: 386)
nidade e evitando a sua instituciona-
lização
Resolução do Conselho de Ministros n.º 64-B/2026
20. Revisão do enquadramento legal do Proposta de alteração Criação de GT 1 proposta N/A N/A
MAVI com vista ao alargamento da natu- legislativa de revisão
reza jurídica das entidades que podem
desenvolver CAVI
21. Formação de Assistentes Pessoais, % de AP abrangidos na for- 20 % 20 % 45 % 45 % 45 % N/A N/A
assente no Sistema Nacional de Qua- mação inicial e continua
lificações, através da celebração de 4 entidades 4 entidades 4 entidades 4 entidades
acordos de cooperação com entidades N.º entidades formadoras formadoras formadoras formadoras formadoras
formadoras de AP
22. Monitorização do grau de satisfa- Taxa de satisfação dos 80 % de grau N/A N/A
ção dos destinatários do MAVI, visando destinatários de satisfação
a produção de orientações que melho-
rem os serviços prestados N.º de orientações para 5 OT produzi-
melhorar os serviços das
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Valor de Partida/ Fonte de Dotação
Medidas Indicadores Meta 2026 Meta 2027 Meta 2028 Meta 2029 Meta 2030
Ano (2025) Financiamento Orçamental
23. Reforço do acompanhamento téc- N.º de visitas/ações de 3 32 ≥35 ≥35 ≥35 ≥35 N/A N/A
nico e operacional dos CAVI acompanhamento técnico
realizadas
24. Promoção de formação e investiga- N.º de ações de formação 1 Protocolo 1 Protocolo 1 Protocolo 1 Protocolo 1 Protocolo N/A N/A
ção aplicada ao MAVI e n.º de protocolos com
2 ações 2 ações 2 ações 2 ações 2 ações
Instituições do Ensino
Superior
25. Criação de mecanismos formais de N.º de instrumentos ope- 1 ≥1 ≥1 ≥1 ≥1 ≥1 N/A N/A
avaliação e monitorização do MAVI racionais de avaliação
e monitorização
26. Alteração à Lei de Bases da Pre- Proposta de alteração Criação de Apresenta- N/A N/A
venção, Reabilitação e Integração das legislativa GT ção de pro-
Pessoas com deficiência posta
27. Realização de ações de sensibili- N.º de ações de sensibiliza- 1 1 1 N/A N/A
zação/formação dirigidas a técnicos ção e formação realizadas
de juventude e movimento associativo
juvenil e estudantil para as condições
de exercício de direitos das pessoas com
deficiência, eliminação de fatores de dis-
criminação e promoção de medidas de
diferenciação positiva
28. Garantia das acessibilidades físicas % de casas abrigo e GAV 50 % dos 75 % dos 100 % dos N/A N/A
e de comunicação na rede de Casas com avaliação de aces- serviços serviços serviços ava-
Resolução do Conselho de Ministros n.º 64-B/2026
Abrigo e nos Gabinetes de Apoio à Vítima sibilidade realizada, com avaliados avaliados liados
base em lista de verificação
adaptada ao contexto
29. Conceção e disponibilização de N.º de instrumentos de Caderno de 100 % divul- N/A N/A
Caderno de denúncias/queixas de vio- denúncia acessível pro- denúncias gados em for-
lência em formato acessível duzidos e disponibilizados concebido matos acessí-
(caderno de denúncias e disponibili- veis
acessível; lista de verifi- zado
cação)
30. Publicação de Guia de recomenda- Guia concluído Guia publi- N/A N/A
ções para a prevenção e intervenção cado e divul-
na violência contra pessoas com defi- gado
ciência
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Valor de Partida/ Fonte de Dotação
Medidas Indicadores Meta 2026 Meta 2027 Meta 2028 Meta 2029 Meta 2030
Ano (2025) Financiamento Orçamental
31. Desenvolvimento de referenciais de N.º de referenciais cons- Quatro a seis N/A N/A
formação para públicos estratégicos, truídos em conjunto com referenciais
co construídos com profissionais de profissionais de referência construídos
referência e ONGPD, e orientados para e ONGPD
a resposta em contexto de violência
(prevenção e intervenção)
32. Estabelecimento de metodologia de N.º de orientações técnicas Uma orienta- N/A N/A
recolha e reporte de dados desagrega- contruídas ção técnica
dos por género e deficiência (e outras construída
variáveis relevantes), garantindo con- e disponibili-
fidencialidade e comparabilidade entre zada
serviços
33. Reforço dos direitos sexuais e saúde Publicação do diploma 1 proposta N/A N/A
reprodutiva das pessoas com deficiên- legislativo de diploma
cia, através de um consentimento infor-
mado e acessível, nomeadamente na
matéria da esterilização
34. Desenvolvimento de referenciais de N.º de referenciais de for- ≥4 referen- 2. 4 a 8 2. 4 a 8 N/A N/A
formação e sensibilização para dirigen- mação e sensibilização ciais concluí-
tes e técnicos da Administração Pública (programa + conteúdos + dos e valida-
com vista à promoção dos direitos guias de implementação) dos (p.ex.:
humanos e inclusão das pessoas com desenvolvidos, validados dirigentes,
deficiência e disponibilizados em for- técnicos/as,
matos acessíveis atendimento
ao público,
Resolução do Conselho de Ministros n.º 64-B/2026
N.º de cursos disponibiliza-
comunicação
das anualmente na oferta
institucional),
formativa do INA, IP
100 % dispo-
nibilizados
em formatos
acessíveis
35. Realização de ações de capacitação N.º de ações de capacita- 1 ação de 1 ação de 1 ação de 1 ação de 1 ação de 5.000 €
presencial para técnicos do atendimento ção presencial capacita- capacitação capacitação capacitação capacitação
ao consumidor da DGC e dos Centros de ção à DGC a 20 municí- a 20 municí- a 20 municí- a 20 municí-
Informação Autárquicos ao Consumidor e a pelo pios envolvi- pios envolvi- pios envolvi- pios envolvi-
menos 20 dos dos dos dos
municípios
envolvidos
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Valor de Partida/ Fonte de Dotação
Medidas Indicadores Meta 2026 Meta 2027 Meta 2028 Meta 2029 Meta 2030
Ano (2025) Financiamento Orçamental
36. Realização de ações de formação N.º de ações de formação 2 4 6 6 6 N/A N/A
específica em Acessibilidade, Inclusão realizadas
e Direitos Humanos para os trabalhado-
res dos equipamentos culturais
37. Implementação e/ou reforço do N.º de voluntários parti- 30 2 2 2 2 2 N/A N/A
voluntariado inclusivo nos equipamen- cipantes em projetos de
tos culturais públicos inclusão
N.º de voluntários com 15 1 2 2 2 2 N/A N/A
deficiência nos equipa-
mentos culturais
38. Introdução no ordenamento jurídico Proposta legislativa 0 Estudo Relatório Consulta Anteprojeto Aprovação do N/A N/A
português a figura do “facilitador dos Direito Com- pública legislativo Anteprojeto
Documentos com definição
serviços públicos”, um funcionário espe- parado e a entida- Legislativo
de conteúdos formativos
cialmente formado para acompanhar des de relevo
na área da deficiência
a pessoa com deficiência no acesso aos
serviços da justiça, através da criação de
um grupo de trabalho com esse objetivo
39. Revisão do regime jurídico do maior Proposta legislativa Elaboração Consulta Anteprojeto Aprovação do N/A N/A
acompanhado e criação de uma rede de proposta pública legislativo Anteprojeto
pública de acompanhantes, com revi- (dezembro) e a entida- (dezembro) Legislativo
são das normas legais e administrativas des de relevo (dezembro)
(dezembro)
40. Acompanhamento das iniciativas N.º anual de intervenções, 15 15 15 15 15 N/A N/A
Resolução do Conselho de Ministros n.º 64-B/2026
e debates internacionais pertinentes contributos ou tomadas
(ONU, UE e Conselho da Europa) em de posição com referência
matéria de direitos das pessoas com expressa à temática
deficiência
41. Articulação com o IDiPD e demais N.º contributos técnicos 5 5 5 5 5 N/A N/A
áreas governativas competentes para elaborados pela DGPE para
apoio à definição de posições nacionais fins de reporte/monitoriza-
relacionadas com a CDPD ção internacional
42. Elaboração de contributos técni- N.º de participações em 4 4 4 4 4 N/A N/A
cos para respostas a recomendações reuniões técnicas interna-
e mecanismos internacionais de acom- cionais relevantes
panhamento
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Valor de Partida/ Fonte de Dotação
Medidas Indicadores Meta 2026 Meta 2027 Meta 2028 Meta 2029 Meta 2030
Ano (2025) Financiamento Orçamental
43. Estudo e proposta de soluções que Estudo elaborado Apresenta- Início de N/A N/A
visem a participação eleitoral das pes- ção de pro- projetos
soas com deficiência de forma acessí- posta piloto
vel, através da criação de um GT para
esse fim
44. Produção de documento com check- Elaboração de proposta Proposta Divulgação Elaboração SGMAI 20.000 €
list de validação de requisitos de aces- ferramenta
sibilidade dos locais de voto de avaliação
45. Produção de material de votação Elaboração de documento Documento Documento SGMAI 5.000 €
acessível técnico de suporte à pro- sobre cabine sobre urna
dução da cabine e urna de acessível acessível
voto acessíveis
46. Produção de plataforma eletrónica Elaboração de normas téc- Definição de Definição de Implemen SGMAI 35.000 €
de inquérito on-line, de avaliação de nicas e plataforma para normas plataforma
acessibilidade do local de instalação recolha de informação de recolha de tação
da mesa de voto informação
47. Promoção da utilização de lingua- Revisão da documentação Revisão da Revisão da Implemen SGMAI 5.000 €
gem simples e acessível, adaptada no âmbito eleitoral, por ato legislação legislação tação de
a pessoas com deficiência, no âmbito eleitoral geral por ato elei- linguagem
eleitoral para todas as eleições toral clara e sim-
ples
48. Utilização da LGP nos vídeos de Produção de documento Produção de Implemen- SGMAI 5.000 €
divulgação do ato eleitoral e das moda- de especificações técnicas normas téc- tação
lidades de voto nicas
Resolução do Conselho de Ministros n.º 64-B/2026
49. Tornar a Rede Consular portuguesa % de Postos da UE com Por apurar (Elei- Diagnóstico Plano de 33 % 66 % 100 % da Financiamento 260.000 €
na UE progressivamente acessível mesas de votos acessíveis, tores na Europa Ação Rede Con- nacional + Fun-
quanto ao atendimento e à disponibiliza- face ao total dos existen- +/- 1.050.396 sular na UE dos europeus
ção de mesas de voto, através da realiza- tes. (data referência com circuito
ção de um diagnóstico, a elaboração de 03/01/2026) acessível para
um Plano de Ação para os Postos com Eleitores na Europa +/- atendimento
necessidades associadas ao número de 1.050.396 (data referência e mesas de
eleitores, e sua implementação 03/01/2026) votos
50. Desenvolver medidas para a promo- N.º de Planos de Acessibili- 2 4 6 6 6 N/A N/A
ção da acessibilidade nos equipamentos dade implementados
culturais e desportivos públicos e reali-
zar eventos culturais certificados como N.º de eventos acessíveis
“Eventos acessíveis” de acordo com as realizados
normas europeias e boas práticas inter-
nacionais
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Valor de Partida/ Fonte de Dotação
Medidas Indicadores Meta 2026 Meta 2027 Meta 2028 Meta 2029 Meta 2030
Ano (2025) Financiamento Orçamental
51. Apoiar iniciativas que promovam N.º de projetos apoiados 33 25 25 25 25 30 IPDJ 1.750 000 €
a prática desportiva inclusiva e a parti-
cipação de pessoas com deficiência no e IDiPD
âmbito do Programa Nacional de Des-
porto para Todos — projetos na área da
deficiência
52. Apoiar clubes e associações des- N.º de projetos apoiados 400 Contrato 5.000.000 €
portivas com projetos de inclusão de Programa
pessoas com deficiência na prática 893/2024,
desportiva qualificada celebrado entre
o IPDJ e COP
e CPP
53. Desenvolver formulários utilizados Taxa de execução = N.º 20 % 20 % 30 % 30 % N/A N/A
no âmbito da segurança social, aces- de formulário em formato
síveis acessível/N.º de formulá-
rios propostos para for-
mato acessível*100
54. Reavaliação da acessibilidade de (i) N.º de websites reava- 144 144 N/A N/A
todos os websites geridos pela SGMNE liados e
incluindo revisão do template/modelo,
e realização de nova avaliação após (ii) N.º de websites reava-
implementação de melhorias liados com novo modelo
de melhorias de acessibi-
lidade implementado
55. Melhorar a usabilidade e a acessibi- N.º de Declarações de 1 DA Testes de 1 Selo N/A N/A
Resolução do Conselho de Ministros n.º 64-B/2026
lidade do Portal Eurocid Acessibilidade renovadas Usabilidade Bronze UA
Obter o Selo Bronze de
Usabilidade e Acessibili-
dade (realização de testes
de usabilidade)
56. Desenvolver, em articulação com Elaboração do referencial dezembro N/A N/A
o Pacto de Competências Digitais (PdCD) pedagógico orientador;
e entidades sectoriais competentes, um
referencial pedagógico orientador e res- Definição do plano de
petivo plano de ação para a capacitação capacitação e parcerias
e reforço das competências digitais de estruturantes
pessoas com deficiência, alinhado com
as prioridades nacionais de inclusão
digital e participação plena
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N.º 63
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Valor de Partida/ Fonte de Dotação
Medidas Indicadores Meta 2026 Meta 2027 Meta 2028 Meta 2029 Meta 2030
Ano (2025) Financiamento Orçamental
57. Alargamento da disponibilização de Desenvolvimento da res- dezembro N/A N/A
informação online relativa à acessibili- petiva área dedicada aos
dade dos sítios web a entidades do setor rankings de usabilidade
privado, no âmbito do Observatório Por- e acessibilidade de sítios
tuguês da Acessibilidade Web web, do setor privado
58. Desenvolvimento de um observatório Desenvolvimento do respe- dezembro N/A N/A
para Aplicações Móveis da Administra- tivo observatório dedicado
ção Pública e do setor privado a aplicações móveis
59. Disponibilização dos rankings de Partilha anual e atualizada 1.º Trimes- 1.º Trimes- 1.º Trimes- 1.º Trimes- N/A N/A
usabilidade e acessibilidade dos sítios dos rakings de usabilidade tre de 2027 tre de 2028 tre de 2029 tre de 2030
web e das Aplicações Móveis no Portal e acessibilidade (datasets) (atualização (atualização (atualização (atualização
de Dados Abertos no Portal de Dados Abertos dos datasets dos datasets dos datasets dos datasets
(do Governo Português) relativos ao relativos ao relativos ao relativos ao
ano anterior) ano anterior) ano anterior) ano anterior)
60. Disponibilização de um curso online Desenvolvimento e dispo- março de N/A N/A
alinhado com os requisitos exigidos pela nibilização de um curso 2027
Lei Europeia da Acessibilidade online alinhado com os
requisitos exigidos pela Lei
Europeia da Acessibilidade,
direcionado à temática dos
sítios web
Resolução do Conselho de Ministros n.º 64-B/2026
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ÁREA-CHAVE — EDUCAÇÃO
Eixo de Impacto 3 — Educação Inclusiva e Aprendizagem ao Longo da Vida
Em 2030, as pessoas com deficiência têm acesso a uma educação inclusiva e oportunidades
de aprendizagem contínua, que lhes permitem desenvolver competências, alcançar o seu potencial
e participar ativamente na sociedade e na economia do conhecimento.
Linhas de Ação prioritárias:
1 — Acesso equitativo a uma educação inclusiva até ao final da escolaridade obrigatória
2 — Formação contínua dos profissionais da educação com vista a ação educativa inclusiva
3 — Melhoria das condições e mecanismos de transição para a vida pós-escolaridade obrigatória
4 — Acesso equitativo a uma educação inclusiva no Ensino Superior
A educação é um dos fatores mais determinantes para o emprego, o rendimento e a participação
social. Em Portugal, os jovens com deficiência continuam a apresentar uma maior taxa de abandono
escolar.
A Área-Chave “Educação” reforça o compromisso com práticas pedagógicas inclusivas, com
a acessibilidade universal e digital no ensino superior e com a criação de oportunidades de requalifi-
cação para quem adquire deficiência ao longo da vida. A educação é, assim, afirmada como um direito
ao longo da vida, e não como um privilégio condicionado pelas circunstâncias.
A implementação de planos de acessibilidade e inclusão em todas as escolas do ensino básico
e secundário garante que os alunos com deficiência tenham acesso a ambientes físicos seguros,
materiais adaptados e estratégias pedagógicas ajustadas às suas necessidades. A articulação com
as famílias e com os serviços sociais reforça o acompanhamento individual e cria uma rede de apoio
mais consistente. Estas medidas promovem igualdade de oportunidades, maior participação nas ativi-
dades escolares e um sentimento de pertença, contribuindo para percursos educativos mais estáveis
e positivos.
A redução da taxa de abandono escolar precoce entre estudantes com deficiência, de 21 % para
10 %, representa um avanço significativo na inclusão educativa. Permanecer na escola aumenta as
qualificações, melhora as perspetivas de emprego e reduz o risco de exclusão social e económica. Ao
mesmo tempo, o alinhamento das plataformas digitais e dos portais académicos com princípios de
acessibilidade e literacia em tecnologias de apoio assegura que os alunos possam aceder a conteúdos,
avaliações e recursos formativos de forma autónoma, reforçando competências digitais essenciais
para a vida académica e profissional.
A inclusão de módulos obrigatórios sobre inclusão e deficiência na formação inicial e contínua
de professores e de outros profissionais da educação melhora a capacidade de resposta das escolas
Resolução do Conselho de Ministros n.º 64-B/2026
à diversidade. Docentes mais preparados conseguem identificar necessidades específicas, aplicar
metodologias inclusivas e criar ambientes de aprendizagem mais equitativos. Esta mudança cultural
no sistema educativo reduz barreiras, combate preconceitos e promove expectativas mais elevadas
em relação ao potencial dos alunos com deficiência.
Por fim, a implementação de planos individuais de transição antes da conclusão da escolaridade
obrigatória apoia os alunos na preparação para o ensino superior, formação profissional ou mercado
de trabalho, tornando a passagem para a vida adulta mais estruturada e segura.
A aplicação dos princípios de Desenho Universal da Aprendizagem e a garantia de plataformas
digitais acessíveis no ensino superior asseguram que estudantes com deficiência possam participar
plenamente na vida académica, desenvolver autonomia e alcançar qualificações que ampliam oportu-
nidades de emprego, independência financeira e realização pessoal.
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Objetivos, Medidas e Entidades
Áreas Áreas
ODS/Agenda Linha de Ação Resultado Esperado da Estratégia Entidades Entidades
Objetivo geral Objetivo Operacional Medidas Governativas Governativas
2030 Prioritária (2030) Responsáveis Envolvidas
Responsáveis Envolvidas
4, 10, 16 1. Acesso equita- 1. Garantir um sis- 1. Reforçar as con- 1. Garantia da inclusão nos Implementação de planos MECI EduQA DGEEC
tivo a uma educa- tema educativo dições organizativas, documentos orientadores de acessibilidade e inclu-
ção inclusiva até inclusivo, equitativo pedagógicas e físicas e de gestão dos AE/EnA são em todos os estabele-
ao final da escola- e de qualidade ao das escolas garan- de mecanismos de aces- cimentos de ensino básico
ridade obrigatória longo da escolari- tindo ambientes de sibilidade já instituídos e secundário incluindo
dade obrigatória, aprendizagem inclu- e a instituir, nos estabele- adaptações curriculares,
assegurando condi- sivos cimentos de ensino básico pedagógicas e físicas, em
ções organizativas, e secundário, garantindo articulação com famílias
pedagógicas, físicas coerência entre medidas e serviços sociais compe-
e digitais que pro- curriculares, pedagógicas tentes
movam o sucesso e físicas e promovendo
de todos os alunos articulação estruturada
com as famílias e os ser-
viços sociais e de saúde
2. Revisão do regime jurí- MECI EduQA AGSE
dico da Educação Inclusiva,
Decreto-Lei n.º 54/2018, IGEC
de 6 de julho — clarificação DGEPA
de conceitos e do papel
dos vários intervenientes, DGEEC
e melhoria dos processos de
decisão e implementação
4, 10, 16 1. Acesso equita- 1. Garantir um sis- 1. Reforçar as con- 3. Promoção da prática Implementação de planos MECI MCJD AGSE Municípios,
tivo a uma educa- tema educativo dições organizativas, do desporto adaptado no de acessibilidade e inclu- Federações
ção inclusiva até inclusivo, equitativo pedagógicas e físicas âmbito da implementação são em todos os estabele-
ao final da escola- e de qualidade ao das escolas garan- do Plano Estratégico do cimentos de ensino básico CPP
ridade obrigatória longo da escolari- tindo ambientes de Desporto Escolar — pro- e secundário incluindo
dade obrigatória, aprendizagem inclu- mover junto de todos os adaptações curriculares,
assegurando condi- sivos alunos a prática de moda- pedagógicas e físicas, em
Resolução do Conselho de Ministros n.º 64-B/2026
ções organizativas, lidades de desporto adap- articulação com famílias
pedagógicas, físicas tado, independentemente e serviços sociais compe-
e digitais que pro- das suas circunstâncias tentes
movam o sucesso
de todos os alunos 2. Atualizar, conso- 4. Revisão e atualização MECI MTSSS EduQA IGEC
lidar e disseminar do instrumento de apoio
os instrumentos de à implementação do MS DGEPA
orientação da Educa- regime jurídico da Educa- IDiPD
ção Inclusiva, asse- ção Inclusiva, o “Manual de
gurando coerência Apoio à Prática” DGS
e aplicação consis-
tente nas escolas CRI
5. Revisão e atualização do MECI EduQA AGSE, IGEC
sistema de acompanha- e DGEPA
mento e monitorização da
implementação do regime
jurídico da Educação Inclusiva
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SUPLEMENTO 1.ª série
N.º 63
31-03-2026
Áreas Áreas
ODS/Agenda Linha de Ação Resultado Esperado da Estratégia Entidades Entidades
Objetivo geral Objetivo Operacional Medidas Governativas Governativas
2030 Prioritária (2030) Responsáveis Envolvidas
Responsáveis Envolvidas
3. Clarificar funções 6. Revisão e clarificação doImplementação de planos MECI EduQA
e reforçar a atuação papel do psicólogo escolar de acessibilidade e inclu- e AGSE
dos profissionais no âmbito da implementa- são em todos os estabele-
nos Agrupamentos ção do regime jurídico da cimentos de ensino básico
de Escolas, incluindo Educação Inclusiva e secundário incluindo
papéis, processos, adaptações curriculares,
articulação e níveis pedagógicas e físicas, em
de responsabilidade articulação com famílias
e serviços sociais compe-
4, 10, 16 1. Acesso equita- 1. Garantir um sis- 4. Assegurar a dispo- 7.Revisão das redes de tentes MECI EduQA
tivo a uma educa- tema educativo nibilização atempada Escolas de Referência para e AGSE
ção inclusiva até inclusivo, equitativo de recursos huma- a Educação Bilingue e no
ao final da escola- e de qualidade ao nos especializados, domínio da visão, incluindo
ridade obrigatória longo da escolari- garantindo cobertura os processos de defini-
dade obrigatória, adequada de técni- ção, alocação de recursos
assegurando condi- cos, psicólogos, tera- humanos e acolhimento de
ções organizativas, peutas, intérpretes alunos
pedagógicas, físicas e outros profissionais
e digitais que pro- essenciais
movam o sucesso
de todos os alunos
4, 10, 16 1. Acesso equita- 1. Garantir um sis- 5. Prevenir o 8. Melhoria da articulação Redução da taxa de aban- MECI MTSSS EduQA,
tivo a uma educa- tema educativo abandono escolar entre as equipas locais dono escolar precoce entre AGSE, ISS
ção inclusiva até inclusivo, equitativo e promover o sucesso, responsáveis pela inter- estudantes com deficiência MS e DGS
ao final da escola- e de qualidade ao através de interven- venção precoce na pri- de 21 % para 10 % Autarquias
ridade obrigatória longo da escolari- ção precoce, acom- meira infância e as equi-
dade obrigatória, panhamento contínuo pas multidisciplinares de
assegurando condi- e medidas de suporte apoio à educação inclusiva
ções organizativas, integradas ao longo (EMAEI) dos agrupamen-
pedagógicas, físicas do percurso dos alu- tos de escolas e escolas
e digitais que pro- nos não agrupadas
movam o sucesso
Resolução do Conselho de Ministros n.º 64-B/2026
de todos os alunos 6. Reduzir dispari- 9. Revisão do enquadra- MECI MTSSS EduQA ISS Coopera-
dades territoriais no mento das escolas de tivas e Asso-
acesso a recursos Educação Especial e das IGEC ciações
especializados e res- cooperativas e associa- AGSE
postas de apoio, pro- ções de ensino especial,
movendo equidade sem fins lucrativos, que
independentemente prestam serviços de edu-
da região cação especial ao abrigo
da Portaria n.º 1102/97, no
âmbito da implementação
do regime jurídico da Edu-
cação Inclusiva, incluindo
dos processos de acredita-
ção, financiamento e enca-
minhamento de crianças
e jovens, bem como dos
respetivos critérios
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SUPLEMENTO 1.ª série
N.º 63
31-03-2026
Áreas Áreas
ODS/Agenda Linha de Ação Resultado Esperado da Estratégia Entidades Entidades
Objetivo geral Objetivo Operacional Medidas Governativas Governativas
2030 Prioritária (2030) Responsáveis Envolvidas
Responsáveis Envolvidas
4, 10, 16 1. Acesso equita- 1. Garantir um sis- 6. Reduzir dispari- 10. Reengenharia do pro- MECI MTSSS EduQA IDiPD
tivo a uma educa- tema educativo dades territoriais no cesso para melhoria da
ção inclusiva até inclusivo, equitativo acesso a recursos gestão do Sistema de MS ISS IEFP
ao final da escola- e de qualidade ao especializados e res- Atribuição de Produtos de DGS
ridade obrigatória longo da escolari- postas de apoio, pro- Apoio na área da Educação
dade obrigatória, movendo equidade
assegurando condi- independentemente 11. Clarificação da partici- MECI MTSSS AGSE
ções organizativas, da região pação da área da Educação
no processo de atribuição MS ISS
pedagógicas, físicas
e digitais que pro- do subsídio da educação DGS
movam o sucesso especial
de todos os alunos
12. Disseminar e promo- MECI MTSSS IDiPD IPSS
ver a implementação do
Manual de CATL Inclusivo ISS ANMP
junto das entidades com ONGPD
resposta CATL, finan-
ciando projetos-piloto Escolas
e criando evidência técnica
que sustente a integração
formal da vertente inclu-
siva na regulamentação da
resposta social
4, 10, 16 1. Acesso equita- 1. Garantir um sis- 7. Garantir acessibi- 13. Alinhamento dos LMS, Alinhamento das plata- MECI AGSE
tivo a uma educa- tema educativo lidade digital e lite- portais académicos e cam- formas digitais e portais
ção inclusiva até inclusivo, equitativo racia em tecnologias pus online com os princí- académicos (LMS/campus
ao final da escola- e de qualidade ao de apoio, fortalecendo pios de acessibilidade digi-
online) com o INCoDe.2030
Resolução do Conselho de Ministros n.º 64-B/2026
ridade obrigatória longo da escolari- competências inclusi- tal (WCAG) e com os eixos (Eixos Inclusão e Educação),
dade obrigatória, vas em toda a comu- Inclusão e Educação do assegurando que a acessi-
assegurando condi- nidade educativa INCoDe.2030 bilidade digital e a literacia
ções organizativas, em tecnologias de apoio
pedagógicas, físicas 14. Inclusão sistemática são parte integrante das MECI EduQA
e digitais que pro- de conteúdos e práticas de ofertas formativas
movam o sucesso utilização de tecnologias
de todos os alunos de apoio na formação de
docentes e na organização
pedagógica das escolas
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SUPLEMENTO 1.ª série
N.º 63
31-03-2026
Áreas Áreas
ODS/Agenda Linha de Ação Resultado Esperado da Estratégia Entidades Entidades
Objetivo geral Objetivo Operacional Medidas Governativas Governativas
2030 Prioritária (2030) Responsáveis Envolvidas
Responsáveis Envolvidas
4 2. Formação contí- 2. Desenvolver com- 8. Capacitar docentes, 15. Reforço de formação Inclusão de módulos obri- MECI EduQA CFAE
nua dos profissio- petências técnicas, técnicos e assisten- especializada para mem- gatórios dedicados à inclu-
nais da educação pedagógicas e cola- tes para uma educa- bros das Equipas em con- são e à deficiência em todos AGSE IES
com vista a ação borativas dos profis- ção e ação educativa texto real: Multidisciplina-
os programas de formação
educativa inclu- sionais da educação, inclusiva res de Apoio à Educação de professores e de todos
siva promovendo uma Inclusiva e do SNIPI os profissionais do sistema
cultura institucional educativo
de inclusão susten- 16. Formação contínua MECI EduQA CFAE
tada em formação específica/especializada,
em contexto real, para AGSE IES
contínua e prática
reflexiva Docentes de Educação
Especial
17. Desenvolvimento de MECI EduQA CFAE
ações acreditadas, em
contexto real, centradas AGSE IES
em práticas pedagógicas
inclusivas, diferenciação
pedagógica e desenho
universal para a aprendi-
zagem
18. Criação e implementa- MECI AGSE CFAE
ção de formação prática,
em contexto real, certi- IES
ficada para Assistentes Autarquias
Operacionais e para Téc-
nicos Especializados para
Resolução do Conselho de Ministros n.º 64-B/2026
Outras Funções (TEOF)
para intervenção em con-
texto inclusivo
4, 8, 10 3. Melhoria das 3. Assegurar transi- 9. Garantir conti- 19. Melhoria dos proces- Implementação de planos MECI MTSSS EduQA Autarquias
condições e meca- ções planeadas, arti- nuidade educativa sos de apoio à transição individuais de transição e Instituições
nismos de tran- culadas e individua- e preparação para para a vida pós-escolari- antes da conclusão da AGSE do Ensino
sição para a vida lizadas para a vida autonomia, emprego, dade obrigatória de jovens escolaridade obrigatória, IEFP Superior
pós-escolaridade pós-escolar, promo- educação e formação com deficiência para todos alunos com
obrigatória vendo autonomia, deficiência IES
inserção profissional ISS
e participação social
IDiPD
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SUPLEMENTO 1.ª série
N.º 63
31-03-2026
Áreas Áreas
ODS/Agenda Linha de Ação Resultado Esperado da Estratégia Entidades Entidades
Objetivo geral Objetivo Operacional Medidas Governativas Governativas
2030 Prioritária (2030) Responsáveis Envolvidas
Responsáveis Envolvidas
4, 8, 10 4. Acesso equita- 4. Promover um 10. Fomentar a eli- 20. Criar Comunidades de Aplicação de princípios MECI MECI Insti- Conselho
tivo a uma educa- Ensino Superior minação progressiva Prática Interuniversitá- de Desenho Universal da tuto para Nacional para
ção inclusiva no inclusivo e acessível, de barreiras pedagó- rias em DUA e materiais Aprendizagem e garantia de o Ensino a Inovação
Ensino Superior eliminando barreiras gicas e digitais nas adaptados, promovendo plataformas digitais acessí- Supe- Pedagógica
pedagógicas, digitais Instituições de Ensino aprendizagem entre veis em todas as universi- rior, I. P. no Ensino
e organizacionais Superior pares, partilha de práticas dades e politécnicos (IES, IP) Superior
e garantindo igual- e co-criação pedagógica (CNIPES)
dade de oportunida-
des no acesso e per-
manência no mesmo
Indicadores, Metas e Orçamentação
Valor de Partida/ Fonte de Dotação
Medidas Indicadores Meta 2026 Meta 2027 Meta 2028 Meta 2029 Meta 2030
Ano (2025) Financiamento Orçamental
1. Garantia da inclusão nos documentos % de AE/EnA com meca- 50 % 75 % 100 % 100 % 100 % N/A N/A
orientadores e de gestão dos AE/EnA de nismos de acessibilidade
mecanismos de acessibilidade já instituí- formalmente integrados
dos e a instituir, nos estabelecimentos de e articulados nos seus
ensino básico e secundário, garantindo documentos de gestão
coerência entre medidas curriculares,
pedagógicas e físicas e promovendo arti-
culação estruturada com as famílias e os
serviços sociais e de saúde
Resolução do Conselho de Ministros n.º 64-B/2026
2. Revisão do regime jurídico da Educação Publicação do diploma dezembro dezembro N/A N/A
Inclusiva, Decreto-Lei n.º 54/2018, de 6 revisto
de julho — clarificação de conceitos e do
papel dos vários intervenientes, e melhoria
dos processos de decisão e implemen-
tação
3. Promoção da prática do desporto % de escolas com modali- 25 % dos 35 % dos 45 % dos > 50 % dos > 50 % dos N/A N/A
adaptado no âmbito da implementação dades de desporto adap- agrupa- agrupa- agrupa- agrupamentos agrupamentos
do Plano Estratégico do Desporto Esco- tado; mentos de mentos de mentos de de escolas de escolas
lar — promover junto de todos os alunos escolas escolas escolas e escolas não e escolas não
a prática de modalidades de desporto N.º alunos participantes e escolas e escolas e escolas agrupadas; > agrupadas; > 2
adaptado, independentemente das suas não agrupa- não agrupa- não agrupa- 2 500 prati- 500 praticantes
circunstâncias das; 1 000 das; 1 500 das; 2 000 cantes
praticantes praticantes praticantes
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Valor de Partida/ Fonte de Dotação
Medidas Indicadores Meta 2026 Meta 2027 Meta 2028 Meta 2029 Meta 2030
Ano (2025) Financiamento Orçamental
4. Revisão e atualização do instrumento de Manual revisto dezembro dezembro N/A N/A
apoio à implementação do regime jurídico
da Educação Inclusiva, o “Manual de Apoio
à Prática”
5. Revisão e atualização do sistema de Sistema digital operacio- Implemen- Elaboração Elaboração Elaboração de Elaboração de Financia- 716.625,00 €
acompanhamento e monitorização da nal; tação de de relató- de relató- relatórios tri- relatórios tri- mento nacio-
implementação do regime jurídico da Edu- plataforma rios semes- rios trimes- mestrais mestrais nal
Periodicidade dos relató-
cação Inclusiva única trais trais
rios
(dezembro)
6. Revisão e clarificação do papel do psicó- Orientações publicadas dezembro Financia-
logo escolar no âmbito da implementação mento nacio-
do regime jurídico da Educação Inclusiva nal
7.Revisão das redes de Escolas de Refe- Critérios atualizados para definição 90 % de 100 % de 100 % de 100 % de esco- N/A N/A
rência para a Educação Bilingue e no domí- as escolas de referência; de novos escolas de escolas de escolas de las de referência
nio da visão, incluindo os processos de critérios referência referência referência ali- alinhadas com
% de Escolas de Referência
definição, alocação de recursos humanos (dezembro) alinhadas alinhadas nhadas com os critérios de
cuja organização, afetação
e acolhimento de alunos com os cri- com os cri- os critérios de referência
de recursos humanos e cri-
térios de térios de referência
térios de acolhimento estão
referência referência
alinhados com os referen-
ciais definidos na revisão
da rede
Resolução do Conselho de Ministros n.º 64-B/2026
8. Melhoria da articulação entre as equi- N.º de reuniões conjuntas/ média de 1 pelo menos pelo menos pelo menos pelo menos 1 N/A N/A
pas locais responsáveis pela intervenção ano por agru- 1 por agru- 1 por agru- 1 por agru- por escola;
precoce na primeira infância e as equipas pamento de pamento de pamento de pamento de
multidisciplinares de apoio à educação % de processos por transi- escolas; escolas; escolas; escolas; 0 % de proces-
inclusiva (EMAEI) dos agrupamentos de tar no início do ano letivo sos por transitar
escolas e escolas não agrupadas < 2 % de < 2 % de < 1 % de 0 % de pro-
processos processos processos cessos por
por transitar por transitar por transitar transitar
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Valor de Partida/ Fonte de Dotação
Medidas Indicadores Meta 2026 Meta 2027 Meta 2028 Meta 2029 Meta 2030
Ano (2025) Financiamento Orçamental
9. Revisão do enquadramento das escolas Revisão concluída Revisão Enqua- Novo enqua- Financia- 716.625 €
de Educação Especial e das cooperativas concluída dramento dramento mento nacio-
e associações de ensino especial, sem (dezembro) publicado publicado (até nal
fins lucrativos, que prestam serviços de (até dezem- dezembro)
educação especial ao abrigo da Portaria bro)
n.º 1102/97, no âmbito da implementação
do regime jurídico da Educação Inclusiva,
incluindo dos processos de acreditação,
financiamento e encaminhamento de
crianças e jovens, bem como dos respe-
tivos critérios
10. Reengenharia do processo para melho- Tempo de atribuição desde 60 dias 30 dias 20 dias 20 dias 20 dias N/A N/A
ria da gestão do Sistema de Atribuição de o momento em que é soli-
Produtos de Apoio na área da Educação citado
11. Clarificação da participação da área Normas publicadas; normas; 70 % deci- 90 % deci- > 90 % deci- > 90 % decisões Financia- 716.625 €
da Educação no processo de atribuição do 50 % deci- sões con- sões con- sões conjun- conjuntas mento nacio-
subsídio da educação especial % decisões articuladas sões con- juntas juntas tas nal
MECI-MTSSS juntas
12. Disseminar e promover a implemen- Número de projetos piloto 1 1 projeto Programa Em avaliação
tação do Manual de CATL Inclusivo junto financiados (CATL Inclu- piloto de Financia-
das entidades com resposta CATL, finan- sivo) mento a Pro-
ciando projetos-piloto e criando evidência jetos 2027 do
técnica que sustente a integração formal IDiPD
da vertente inclusiva na regulamentação
da resposta social
Resolução do Conselho de Ministros n.º 64-B/2026
13. Alinhamento dos LMS, portais acadé- % de plataformas digitais 33 % 67 % >90 % >90 % > 90 % Financia- 716.625 €
micos e campus online com os princípios educativas conformes com mento nacio-
de acessibilidade digital (WCAG) e com os normas de acessibilidade nal
eixos Inclusão e Educação do INCoDe.2030 digital (WCAG)
14. Inclusão sistemática de conteúdos % de agrupamentos que 10 % 15 % >20 % >25 % > 25 % N/A N/A
e práticas de utilização de tecnologias de integram formação em tec-
apoio na formação de docentes e na orga- nologias de apoio nas suas
nização pedagógica das escolas ofertas formativas
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Valor de Partida/ Fonte de Dotação
Medidas Indicadores Meta 2026 Meta 2027 Meta 2028 Meta 2029 Meta 2030
Ano (2025) Financiamento Orçamental
15. Reforço de formação especializada % de membros das equipas 25 % 50 % 75 % 100 % Financia- 716.625 €
para membros das Equipas em contexto com formação especiali- mento nacio-
real: Multidisciplinares de Apoio à Educa- zada certificada nal + Fundos
ção Inclusiva e do SNIPI
16. Formação contínua específica/espe- % de docentes de Educação 25 % 50 % 75 % 100 % Financia-
cializada, em contexto real, para Docentes Especial formados em prá- mento nacio-
de Educação Especial ticas inclusivas nal + Fundos
17. Desenvolvimento de ações acreditadas, Aumento da oferta de 10 % 20 % 20 % Financia-
em contexto real, centradas em práticas formação contínua para mento nacio-
pedagógicas inclusivas, diferenciação a educação inclusiva nal + Fundos
pedagógica e desenho universal para
a aprendizagem
18. Criação e implementação de formação % de Assistentes Operacio- 10 % 20 % 30 % 40 % 50 % Financia-
prática, em contexto real, certificada para nais e TEOF com formação mento nacio-
Assistentes Operacionais e para Técni- certificada em contexto nal + Fundos
cos Especializados para Outras Funções inclusivo
(TEOF) para intervenção em contexto
inclusivo
19. Melhoria dos processos de apoio Plataforma única; 50 % com 65 % com 75 % com 90 % com > 90 % com N/A N/A
à transição para a vida pós-escolaridade plano; 30 % plano; 40 % plano; 50 % plano; 60 % plano; > 75 %
obrigatória de jovens com deficiência Tempo médio de resposta integrados integrados integrados integrados integrados
20. Criar Comunidades de Prática Interu- N.º de IES com unidades 15 18 23 28 33 40 N/A N/A
niversitárias em DUA e materiais adap- de produção de materiais
Resolução do Conselho de Ministros n.º 64-B/2026
tados, promovendo aprendizagem entre adaptados
pares, partilha de práticas e co-criação
pedagógica
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ÁREA-CHAVE — EMPREGO E FORMAÇÃO
Eixo de Impacto 4 — Igualdade no trabalho e Empoderamento Económico
Em 2030, as pessoas com deficiência participam em condições de igualdade no mercado de
trabalho, contribuindo para o crescimento económico e beneficiando de rendimentos, estabilidade
e reconhecimento justos.
Linhas de Ação prioritárias:
1 — Criação de condições promotoras da empregabilidade das pessoas com deficiência
2 — Reforço da formação e sensibilização de técnicos e empregadores
3 — Desenvolvimento de plataformas transversais de dados e indicadores sobre emprego inclusivo
4 — Promoção de campanhas de informação e planos de mentoria
5 — Empreendedorismo e emprego inclusivo no turismo acessível
6 — Trabalho interinstitucional e coerência técnica e uniformização terminológica
As desigualdades socioeconómicas entre pessoas com e sem deficiência mantêm-se significa-
tivas. As pessoas com deficiência continuam mais expostas à pobreza e à exclusão do mercado de
trabalho, revelando que a proteção social, embora essencial, não é, por si só, suficiente para garantir
igualdade real de oportunidades.
É necessário reduzir estas desigualdades, promovendo o emprego inclusivo, o empreendedorismo
acessível, a adaptação dos locais de trabalho e a contratação pública inclusiva. O emprego é tratado não
apenas como fonte de rendimento, mas como fator estruturante de dignidade, autonomia e inclusão social.
A revisão do Decreto-Lei n.º 290/2009, de 12 de outubro, alargando o seu alcance a 207.000 pessoas
com deficiência, pode reforçar significativamente o acesso a medidas de apoio ao emprego e à qua-
lificação. Paralelamente, o reforço das condições de acessibilidade na oferta formativa, abrangendo
61.000 pessoas na formação profissional, garante que mais cidadãos possam adquirir competências
ajustadas às exigências do mercado de trabalho. Estas medidas aumentam a empregabilidade, redu-
zem barreiras no acesso à qualificação e criam oportunidades mais justas de integração profissional.
A implementação de um projeto-piloto de resposta especializada e personalizada na área da
reabilitação profissional e empregabilidade, ainda que direcionado a 400 pessoas numa fase inicial,
permite desenvolver modelos inovadores e centrados na pessoa, com acompanhamento individualizado.
A promoção do empreendedorismo inclusivo amplia alternativas ao emprego tradicional, incentivando
a criação de negócios próprios e a autonomia económica. Em simultâneo, a garantia de adaptações no
posto de trabalho e de medidas de flexibilidade laboral assegura condições adequadas ao desempenho
profissional, aumentando a produtividade, o bem-estar e a permanência no emprego.
A revisão da legislação sobre a contratação de pessoas com deficiência nos setores público e pri-
vado contribui para percursos de carreira mais justos e sustentáveis. Estas mudanças combatem dis-
criminações estruturais e valorizam o mérito e as competências. Por fim, a realização de 55 campanhas
Resolução do Conselho de Ministros n.º 64-B/2026
de informação e sensibilização sobre emprego, formação e recrutamento inclusivo ajuda a transformar
mentalidades, reduzir preconceitos e incentivar entidades empregadoras a adotarem práticas mais
inclusivas, promovendo uma sociedade mais equitativa e aberta à diversidade.
A promoção do emprego é fundamental para a vida autónoma e independente das pessoas com
deficiência, pois assegura rendimento próprio, estabilidade financeira e maior controlo sobre as decisões
quotidianas, permitindo escolher onde e como viver e reduzir a dependência económica de terceiros ou
de prestações sociais. Para além da dimensão económica, o trabalho reforça a autoestima, o reconhe-
cimento social e o sentimento de utilidade, valorizando competências e capacidades. Em ambientes
laborais inclusivos, com adaptações razoáveis, flexibilidade e oportunidades de progressão, o emprego
promove também participação social, alarga redes de relacionamento e fortalece a emancipação,
tornando-se um instrumento essencial para que cada pessoa desenvolva o seu projeto de vida com
liberdade, segurança e autodeterminação.
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Objetivos, Medidas e Entidades
Áreas Áreas
ODS/Agenda Linha de Ação Resultado Esperado da Estratégia Entidades Entidades
Objetivo geral Objetivo Operacional Medidas Governativas Governativas
2030 Prioritária (2030) Responsáveis Envolvidas
Responsáveis Envolvidas
4, 8, 10, 11 1. Criação de con- 1. Promover um mer- 1. Potenciar a mobi- 1. Revisão do Decreto-Lei Revisão do Decreto-Lei MTSSS IEFP
dições promotoras cado de trabalho lização dos pro- n.º 290/2009, de 12 de n.º 290/2009, de 12 de
da empregabili- inclusivo e acessível, gramas e medidas outubro — Programa de outubro, permitindo abran-
dade das pessoas assegurando condi- gerais e específicos Emprego e Apoio à Quali- ger 207 000 pessoas com
com deficiência ções estruturais, qua- e promover projetos ficação das Pessoas com deficiência
lificações adequadas inovadores com vista Deficiência e Incapacidade
e mecanismos de a melhorar as condi- e Anexo I ao Despacho
apoio que garantam ções de acesso das n.º 9251/2016, de 20 de
igualdade de opor- pessoas com defi- julho
tunidades no acesso, ciência ao emprego
permanência e pro- e formação 2. Mobilizar as diferen- MTSSS IEFP
gressão profissional tes medidas gerais de
emprego (estágios, apoios
à contratação e inserção)
3. Dinamizar as medidas MTSSS IEFP
especificas de emprego:
Apoios à integração,
manutenção e reintegra-
ção no mercado de tra-
balho e acompanhamento
pós colocação
4. Dinamizar a atividade MTSSS IEFP
de colocação em ofertas
de emprego
Resolução do Conselho de Ministros n.º 64-B/2026
5. Medidas específicas de MTSSS IEFP
formação
6. Projetos inovadores na MTSSS IEFP ONGPD
área da formação
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N.º 63
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Áreas Áreas
ODS/Agenda Linha de Ação Resultado Esperado da Estratégia Entidades Entidades
Objetivo geral Objetivo Operacional Medidas Governativas Governativas
2030 Prioritária (2030) Responsáveis Envolvidas
Responsáveis Envolvidas
4, 8, 10, 11 1. Criação de con- 1. Promover um mer- 1. Potenciar a mobi- 7. Implementação de uma Revisão do Decreto-Lei MTSSS IEFP
dições promotoras cado de trabalho lização dos pro- metodologia de apoio no n.º 290/2009, de 12 de
da empregabili- inclusivo e acessível, gramas e medidas retorno ao trabalho das outubro, permitindo abran-
dade das pessoas assegurando condi- gerais e específicos pessoas que adquirem ger 207 000 pessoas com
com deficiência ções estruturais, qua- e promover projetos deficiência na vida adulta deficiência
lificações adequadas inovadores com vista
e mecanismos de a melhorar as condi- 8. Medida de apoio à tran- MTSSS MECI IEFP
apoio que garantam ções de acesso das sição de jovens com defi-
igualdade de opor- pessoas com defi- ciência para a vida ativa
tunidades no acesso, ciência ao emprego
permanência e pro- e formação 9. Operacionalização de MTSSS IEFP
gressão profissional um novo modelo do centro
de recursos para a qualifi-
cação e emprego
4, 8, 10, 11 1. Criação de con- 1. Promover um mer- 10. Avaliação do funciona- MTSSS IEFP
dições promotoras cado de trabalho mento da rede de centro de
da empregabili- inclusivo e acessível, recursos para a qualifica-
dade das pessoas assegurando condi- ção e emprego
com deficiência ções estruturais, qua-
lificações adequadas
e mecanismos de
apoio que garantam
igualdade de opor-
tunidades no acesso,
permanência e pro-
gressão profissional
2. Promover o acesso 11. Promover uma oferta Reforço das condições de MTSSS IEFP
Resolução do Conselho de Ministros n.º 64-B/2026
das pessoas com formativa acessível acessibilidade à oferta for-
deficiência às qua- e inclusiva mativa abrangendo 61 000
lificações disponí- pessoas com deficiência
veis no CNQ, per- na formação profissional
mitindo o acesso
a uma qualificação
em igualdade de cir-
cunstâncias com os
restantes cidadãos
(níveis 2, 4 e 5), ainda
que, se necessário,
com recurso a pro-
dutos de apoio e ou
a metodologias for-
mativas adaptadas
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N.º 63
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Áreas Áreas
ODS/Agenda Linha de Ação Resultado Esperado da Estratégia Entidades Entidades
Objetivo geral Objetivo Operacional Medidas Governativas Governativas
2030 Prioritária (2030) Responsáveis Envolvidas
Responsáveis Envolvidas
4, 8, 10, 11 1. Criação de con- 1. Promover um 3. Reforçar cumpri- 12. Avaliar a implemen- Revisão da legislação MTSSS IEFP
dições promotoras mercado de trabalho mento do sistema de tação da Lei n.º 4/2019, sobre contratação de
da empregabili- inclusivo e acessível, quotas de 10 de janeiro (Lei da pessoas com deficiên-
dade das pessoas assegurando condi- Quota), tendo como obje- cia no setor privado e no
com deficiência ções estruturais, qua- tivo identificar pontos de setor público (Decreto-Lei
lificações adequadas melhoria n.º 29/2001, de 3 de feve-
e mecanismos de reiro, e Lei n.º 4/2019, de
apoio que garantam 10 de janeiro)
igualdade de opor-
tunidades no acesso,
permanência e pro-
gressão profissional
13. Alteração do DL MEF MTSSS DGAEP IDiPD
29/2001, de 3 de fevereiro,
com vista à implemen-
tação de mecanismos
eficazes de garantia do
cumprimento do sistema
de quotas de emprego para
pessoas com deficiência
14. Proposta de alteração MTSSS IDiPD
de legislação relativa à Lei
n.º 4/2019, com vista a sua
clarificação e operaciona-
lização. Possível introdu-
ção no diploma da exis-
Resolução do Conselho de Ministros n.º 64-B/2026
tência de uma entidade de
recurso técnico específico
à semelhança da consa-
grada no DL 29/2001, de
3 de fevereiro
15. Implementação da Lei MTSSS ACT
n.º 4/2019, de 10 de janeiro
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N.º 63
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Áreas Áreas
ODS/Agenda Linha de Ação Resultado Esperado da Estratégia Entidades Entidades
Objetivo geral Objetivo Operacional Medidas Governativas Governativas
2030 Prioritária (2030) Responsáveis Envolvidas
Responsáveis Envolvidas
4, 8, 10, 11 2. Reforço da for- 2. Capacitar técni- 4. Tornar obrigatória 16. Operacionalização Revisão da legislação MTSSS IDiPD IEFP
mação e sensibili- cos, empregadores a adaptação razoável da transição do posto de sobre contratação de
zação de técnicos e organizações para no emprego público trabalho adaptado entre pessoas com deficiên-
e empregadores a promoção ativa e privado entidades da adminis- cia no setor privado e no
da inclusão laboral, tração pública (quando setor público (Decreto-Lei
fomentando mudança houver transição do tra- n.º 29/2001, de 3 de feve-
cultural e eliminação balhador com deficiên- reiro, e Lei n.º 4/2019, de
de práticas discrimi- cia para outra entidade 10 de janeiro)
natórias empregadora dentro do
Estado, o posto de traba-
lho adaptado “acompanha”
o trabalhador)
3 — Desenvol- 3. Reforçar os meca- 5. Melhorar a reco- 17. Uniformizar a tipo- MEF MTSSS DGAEP IDiPD
vimento de pla- nismos de monitori- lha de dados relati- logia de dados relativos
taformas trans- zação, transparên- vamente às pessoas à caracterização dos RH
versais de dados cia e produção de com deficiência no com Deficiência da AP
e indicadores conhecimento sobre emprego público
sobre emprego emprego inclusivo,
inclusivo garantindo a quali-
dade dos dados que
sustentem as políti-
cas públicas
4, 8, 10 4. Promoção de 4. Promover o empo- 6. Incentivar o cres- 18. Implementar estraté- Implementação de um MTSSS IEFP
campanhas de deramento profissio- cimento e mobilizar gias de procura ativa de projeto piloto de resposta
informação e pla- nal das pessoas com para a mudança num emprego através de um especializada e personali-
nos de mentoria deficiência através de processo de criação projeto-piloto de coope- zada na área da reabilita-
informação acessível, de um projeto profis- ração interpares, entre ção profissional e empre-
Resolução do Conselho de Ministros n.º 64-B/2026
redes de mentoria sional sustentado na jovens com e sem defi- gabilidade que abranja 400
e modelos de coope- relação de coopera- ciência pessoas com deficiência
ração que reforcem ção recíproca (inter-
a autonomia e traje- pares)
tórias sustentadas de
carreira
7. Implementar 19. Criação da figura do MTSSS MTSSS IDiPD IDiPD
modelo de acompa- “Facilitador no Emprego”
nhamento personali- um técnico especializado
zado para emprega- que acompanha a pes-
bilidade soa com deficiência ao
longo de todo o processo
de seleção, recrutamento,
contratação e formação
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Áreas Áreas
ODS/Agenda Linha de Ação Resultado Esperado da Estratégia Entidades Entidades
Objetivo geral Objetivo Operacional Medidas Governativas Governativas
2030 Prioritária (2030) Responsáveis Envolvidas
Responsáveis Envolvidas
4, 8, 10 4. Promoção de 4. Promover o empo- 8. Promover a adoção 20. Realizar o concurso Realização de 55 campa- MTSSS IEFP
campanhas de deramento profissio- de práticas de recru- Marca Entidade Emprega- nhas de informação e sen-
informação e pla- nal das pessoas com tamento baseadas dora Inclusiva, destinado sibilização sobre a temá-
nos de mentoria deficiência através de em competências a dar visibilidade e desta- tica do emprego, formação
informação acessível, que promovam diver- que às melhores práticas e recrutamento inclusivo
redes de mentoria sidade nas contra-
e modelos de coope- tações, assegurem
ração que reforcem igualdade de oportu-
a autonomia e traje- nidades e posicionem
tórias sustentadas de a organização como
carreira referência na promo-
ção de inclusão no
setor
21. Desenvolver ações MTSSS IEFP
de formação para melhor
capacitar os interlocu-
tores do IEFP, I. P., para
a deficiência e reabilitação,
tendo em vista a atualiza-
ção de conhecimentos
e a melhoria contínua dos
serviços prestados
22. Desenvolver e imple- MTSSS IEFP
mentar um plano de for-
mação dos profissionais
e formadores dos Centros
de Emprego e Formação
Resolução do Conselho de Ministros n.º 64-B/2026
Profissional do IEFP tendo
como objetivo promo-
ver a adoção de práticas
inclusivas
23. Desenvolver ações de MTSSS IEFP
recrutamento inclusivo,
com o objetivo de pro-
mover atitudes inclusivas
e desconstruir estigmas
e preconceitos sobre
o conceito de deficiência.
Sensibilizar para a diver-
sidade organizacional
e o bem-estar dos cola-
boradores
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Áreas Áreas
ODS/Agenda Linha de Ação Resultado Esperado da Estratégia Entidades Entidades
Objetivo geral Objetivo Operacional Medidas Governativas Governativas
2030 Prioritária (2030) Responsáveis Envolvidas
Responsáveis Envolvidas
4, 8, 10 4. Promoção de 4. Promover o empo- 8. Promover a adoção 24. Promover ações de Realização de 55 campa- MTSSS IEFP
campanhas de deramento profissio- de práticas de recru- sensibilização para enti- nhas de informação e sen-
informação e pla- nal das pessoas com tamento baseadas dades empregadoras sibilização sobre a temá-
nos de mentoria deficiência através de em competências e outras instituições rele- tica do emprego, formação
informação acessível, que promovam diver- vantes sobre a implemen- e recrutamento inclusivo
redes de mentoria sidade nas contra- tação de modelos de ges-
e modelos de coope- tações, assegurem tão inclusivos
ração que reforcem igualdade de oportu-
a autonomia e traje- nidades e posicionem
tórias sustentadas de a organização como
carreira referência na promo-
ção de inclusão no
setor 25. Campanhas informa- MTSSS IEFP
tivas periódicas dirigidas
à população, em geral,
e empregadores em par-
ticular, relativamente
à necessidade de integra-
ção nos planos de recru-
tamento de pessoas com
deficiência, como uma
medida de inclusão na vida
ativa e não discriminatória
no trabalho e no emprego
9. Mudar cultura 26. Campanhas de infor- MTSSS ACT
organizacional e do mação/sensibilização
mercado sobre direitos e deveres
Resolução do Conselho de Ministros n.º 64-B/2026
junto de trabalhadores,
entidades empregadoras
e seus representantes
8, 10, 11 5. Empreendedo- 5. Promover o empre 10. Aumentar 27. Promoção da empre- Promoção do empreende- MECT Turismo Ensino
rismo e emprego endedorismo e a cria- o emprego de Pes- gabilidade de pessoas dorismo e emprego inclu- de Portu- Superior;
inclusivo no ção de emprego inclu- soas com Deficiência com deficiência no setor sivo no turismo gal, IP Associações
turismo acessível sivo no setor do no setor do turismo do turismo Empresariais
turismo acessível, do Turismo;
promovendo inovação profissionais
social e crescimento do turismo
económico susten-
tável
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Áreas Áreas
ODS/Agenda Linha de Ação Resultado Esperado da Estratégia Entidades Entidades
Objetivo geral Objetivo Operacional Medidas Governativas Governativas
2030 Prioritária (2030) Responsáveis Envolvidas
Responsáveis Envolvidas
16 6. Trabalho inte- 6. Assegurar coerên- 11. Eliminar discrimi- 28. Promoção e divulgação Garantia do acesso equi- MEF DGAEP
rinstitucional cia técnica, articula- nações nos sistemas de boas práticas SIADAP 3 tativo a oportunidades de
e coerência téc- ção interinstitucio- de avaliação progressão profissional
nica e terminoló- nal e uniformização a todos os trabalhadores
gica terminológica na com deficiência
implementação das
políticas de emprego
inclusivo, promo-
vendo eficácia,
clareza normativa
e segurança jurídica
Metas, Indicadores e Orçamentação
Valor de Partida/ Fonte Dotação
Medidas Indicadores Meta 2026 Meta 2027 Meta 2028 Meta 2029 Meta 2030
Ano (2025) de Financiamento Orçamental
1. Revisão do Decreto-Lei n.º 290/2009, Revisão e publicação do dezembro N/A N/A
de 12 de outubro — Programa de Emprego diploma
e Apoio à Qualificação das Pessoas com dezembro
Deficiência e Incapacidade e Anexo I ao Revisão e publicação do Guia
Despacho n.º 9251/2016, de 20 de julho Organizativo da Formação Pro-
fissional
2. Mobilizar as diferentes medidas gerais N.º de pessoas abrangidas 1 043 1 350 1 500 1 600 1 700 1 800 IEFP + FSE 41.396.363 €
de emprego (estágios, apoios à contrata-
Resolução do Conselho de Ministros n.º 64-B/2026
ção e inserção)
3. Dinamizar as medidas especificas de N.º de pessoas abrangidas 26 977 27 500 28 000 28 750 29 600 30 500 IEFP 374.765 091 €
emprego: Apoios à integração, manuten-
ção e reintegração no mercado de traba-
lho e acompanhamento pós colocação
4. Dinamizar a atividade de colocação em N.º de colocações 1 523 1 550 1 600 1 700 1 850 2 040 N/A N/A
ofertas de emprego
5. Medidas específicas de formação N.º de pessoas abrangidas 8 891 8 900 8 900 8 900 8 900 8 900 IEFP + FSE 55.000 000 €
6. Projetos inovadores na área da for- N.º de pessoas abrangidas 30 40 40 40 50 IEFP 5.000.000 €
mação
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Valor de Partida/ Fonte Dotação
Medidas Indicadores Meta 2026 Meta 2027 Meta 2028 Meta 2029 Meta 2030
Ano (2025) de Financiamento Orçamental
7. Implementação de uma metodologia de N.º de pessoas abrangidas 120 130 150 160 170 IEFP 2.580.000 €
apoio no retorno ao trabalho das pessoas
que adquirem deficiência na vida adulta
8. Medida de apoio à transição de jovens N.º de pessoas abrangidas 120 130 150 160 170 IEFP 645.000 €
com deficiência para a vida ativa
9. Operacionalização de um novo modelo N.º de CRQE em funciona- 61 66 66 66 66 66 IEFP 1.170.000 €
do centro de recursos para a qualificação mento
e emprego
10. Avaliação do funcionamento da rede Relatório de Avaliação dezembro dezembro IEFP 100.000 €
de centro de recursos para a qualificação
e emprego
11. Promover uma oferta formativa aces- N.º de pessoas integradas nas 9923 10000 11000 12100 13300 14600 IEFP 60.000.000 €
sível e inclusiva medidas gerais de formação
profissional (modalidades de
dupla certificação ou em ações
constituídas por módulos de
desenho específico não enqua-
drados no Catálogo Nacional
de Qualificações)
Desenvolver e implementar um 2 2 2 2 2 N/A N/A
plano de formação dos profis-
sionais e formadores dos Cen-
tros de Emprego e Formação
Profissional do IEFP, I. P., e de
Resolução do Conselho de Ministros n.º 64-B/2026
outras entidades formadoras
12. Avaliar a implementação da Lei Relatório de Avaliação dezembro dezembro IEFP 50.000,00 €
n.º 4/2019, de 10 de janeiro (Lei da Quota),
tendo como objetivo identificar pontos
de melhoria
13. Alteração do DL 29/2001, de 3 de Publicação do diploma revisto Projeto de Revisão Publicação N/A N/A
fevereiro, com vista à implementação Diploma do diploma do Diploma
de mecanismos eficazes de garantia do (dezembro)
cumprimento do sistema de quotas de (dezembro)
emprego para pessoas com deficiência
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Valor de Partida/ Fonte Dotação
Medidas Indicadores Meta 2026 Meta 2027 Meta 2028 Meta 2029 Meta 2030
Ano (2025) de Financiamento Orçamental
14. Proposta de alteração de legislação Proposta legislativa dezembro N/A N/A
relativa à Lei n.º 4/2019, com vista a sua
clarificação e operacionalização. Possível
introdução no diploma da existência de
uma entidade de recurso técnico espe-
cífico à semelhança da consagrada no
DL 29/2001 de 3 de fevereiro
15. Implementação da Lei n.º 4/2019, de Intervenção em empresas com dezembro N/A N/A
10 de janeiro + de 75 trabalhadores
16. Operacionalização da transição do Proposta legislativa dezembro N/A N/A
posto de trabalho adaptado entre enti-
dades da administração pública (quando
houver transição do trabalhador com defi-
ciência para outra entidade empregadora
dentro do Estado, o posto de trabalho
adaptado “acompanha” o trabalhador)
17. Uniformizar a tipologia de dados Relatório anual relativo ao dezembro dezembro dezembro dezembro Financiamento 380.000 €
relativos à caracterização dos RH com cumprimento da quota fixada dezembro dezembro dezembro dezembro nacional
Deficiência da AP pelo DL29/2001
Relatório anual de caracteri-
zação dos RH com Deficiência
da AP
18. Implementar estratégias de procura N.º de pessoas abrangidas 60 70 80 90 100 IEFP 330.000 €
ativa de emprego através de um projeto- e entidades envolvidas
Resolução do Conselho de Ministros n.º 64-B/2026
-piloto de cooperação interpares, entre
jovens com e sem deficiência
19. Criação da figura do “Facilitador no 1) Proposta legislativa dezembro N/A N/A
Emprego” um técnico especializado que
acompanha a pessoa com deficiência 2) Definição de conteúdos for-
ao longo de todo o processo de seleção, mativos na área da deficiência
recrutamento, contratação e formação
20. Realizar o concurso Marca Entidade N.º de concursos dezembro dezembro IEFP 120.000,00 €
Empregadora Inclusiva, destinado a dar
visibilidade e destaque às melhores prá-
ticas
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Valor de Partida/ Fonte Dotação
Medidas Indicadores Meta 2026 Meta 2027 Meta 2028 Meta 2029 Meta 2030
Ano (2025) de Financiamento Orçamental
21. Desenvolver ações de formação N.º de ações de formação 1 1 1 1 1 N/A N/A
para melhor capacitar os interlocutores
do IEFP, I. P., para a deficiência e reabi-
litação, tendo em vista a atualização de
conhecimentos e a melhoria contínua dos
serviços prestados
22. Desenvolver e implementar um plano Plano de Formação 2 2 2 2 2 N/A N/A
de formação dos profissionais e forma-
dores dos Centros de Emprego e Forma-
ção Profissional do IEFP, I. P., tendo como
objetivo promover a adoção de práticas
inclusivas
23. Desenvolver ações de recrutamento N.º de ações de recrutamento 5 5 5 5 5 IEFP 50.000,00 €
inclusivo, com o objetivo de promover
atitudes inclusivas e desconstruir estig-
mas e preconceitos sobre o conceito de
deficiência. Sensibilizar para a diversi-
dade organizacional e o bem-estar dos
colaboradores
24. Promover ações de sensibilização N.º de ações de sensibilização 1 1 1 1 1 N/A N/A
para entidades empregadoras e outras
instituições relevantes sobre a implemen-
tação de modelos de gestão inclusivos
25. Campanhas informativas periódicas N.º de webinares 1 1 2 2 2 IEFP 230.000,00 €
dirigidas à população, em geral, e empre-
Resolução do Conselho de Ministros n.º 64-B/2026
gadores em particular, relativamente N.º de campanhas
à necessidade de integração nos planos
de recrutamento de pessoas com defi-
ciência, como uma medida de inclusão
na vida ativa e não discriminatória no
trabalho e no emprego
26. Campanhas de informação/sensibi- N.º de ações de informação/ 2 2 2 2 8 ACT N/A
lização sobre direitos e deveres junto de sensibilização realizadas
trabalhadores, entidades empregadoras
e seus representantes
27. Promoção da empregabilidade de N.º Projetos implementados 1 1 2 4 Receitas pró- 20.000,00 €
pessoas com deficiência no setor do prias
turismo
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Valor de Partida/ Fonte Dotação
Medidas Indicadores Meta 2026 Meta 2027 Meta 2028 Meta 2029 Meta 2030
Ano (2025) de Financiamento Orçamental
28. Promoção e divulgação de boas prá- Realização de 2 campanhas de 2 2 2 2 2 N/A N/A
ticas SIADAP 3 sensibilização anuais e Mate-
riais de divulgação on-line no
site da DGAEP
ÁREA-CHAVE — SAÚDE
Eixo de Impacto 5 — Saúde, Reabilitação e Bem-Estar
Em 2030, as pessoas com deficiência têm acesso equitativo a cuidados de saúde de qualidade, a serviços de reabilitação adequados e a tecnologias
de apoio, permitindo-lhes uma vida mais saudável, ativa e autónoma em todo o território nacional.
Linhas de Ação prioritárias:
1 — Comunicação acessível e sistemas de informação inclusivos
2 — Formação e capacitação dos profissionais de saúde para uma resposta inclusiva
3 — Melhoria dos processos de avaliação de incapacidade e do funcionamento das juntas médicas
4 — Cuidados integrados e de continuidade ao longo do ciclo de vida
5 — Promoção da saúde e prevenção da doença
6 — Desenvolvimento de parcerias estratégicas com universidades e centros de investigação
Resolução do Conselho de Ministros n.º 64-B/2026
O acesso equitativo a cuidados de saúde e reabilitação é condição essencial para a vida independente e para o exercício pleno dos direitos das
pessoas com deficiência.
Contudo, persistem desigualdades significativas: nem todas as unidades locais de saúde (ULS) e os hospitais cumprem integralmente os padrões
de acessibilidade física e comunicacional. O Programa Modelo de Apoio à Vida Independente (2017) foi um marco importante, mas a sua cobertura per-
manece limitada, persistindo tempos de espera elevados para dispositivos de apoio e uma rede desigual de serviços de reabilitação comunitária.
A Área-Chave “Saúde” propõe reforçar a acessibilidade no ambiente construído, expandir programas orientados para a autonomia, a segurança
e a continuidade dos cuidados no domicílio e integrar a reabilitação nos cuidados de saúde locais, garantindo acesso equitativo e qualidade nos serviços
prestados.
A desagregação dos dados nos registos eletrónicos de saúde por tipo de deficiência, sexo e idade permite conhecer melhor as necessidades especí-
ficas da população e planear respostas mais adequadas, eficazes e equitativas. Com informação mais precisa, é possível reduzir desigualdades no acesso
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a cuidados e direcionar recursos onde são mais necessários. O cumprimento das normas de acessibilidade na telemedicina e na telereabilitação do SNS
amplia o acesso a consultas e terapias, especialmente para quem tem mobilidade reduzida ou vive em zonas mais afastadas, promovendo continuidade
de cuidados com maior comodidade e autonomia.
O reforço da qualidade do atendimento, através de formação contínua dos profissionais de saúde em práticas inclusivas, comunicação acessível
e direitos das pessoas com deficiência, contribui para serviços mais respeitadores e centrados na pessoa. A revisão da Tabela Nacional de Incapacida-
des e a digitalização dos processos das juntas médicas tornam os procedimentos mais transparentes, rápidos e justos, reduzindo burocracias e tempos
de espera. Estas melhorias garantem reconhecimento adequado das necessidades e facilitam o acesso a apoios e prestações, diminuindo situações de
desgaste físico e emocional.
A garantia de trajetórias de apoio e cuidados integrados ao longo de todo o ciclo de vida assegura acompanhamento consistente desde a infância
até à idade adulta e envelhecimento, evitando ruturas nos serviços. A criação e implementação de Bancos de Produtos de Apoio em todo o território faci-
lita o acesso a equipamentos essenciais para a autonomia, como cadeiras de rodas ou tecnologias de apoio, reduzindo custos para as famílias. Por fim,
a reabilitação de base comunitária e a acessibilidade da informação em saúde nos programas de literacia capacitam as pessoas com deficiência para
tomar decisões informadas sobre a sua saúde, reforçando a independência, a participação ativa e a qualidade de vida.
Objetivos, Medidas e Entidades
ODS/ Áreas Áreas
Resultado Esperado Entidades Entidades
Agenda Linha de Ação Prioritária Objetivo geral Objetivo Operacional Medidas Governativas Governativas
da Estratégia (2030) Responsáveis Envolvidas
2030 Responsáveis Envolvidas
3 1. Comunicação aces- 1. Garantir siste- 1. Assegurar que o Sis- 1. Desenvolver mecanismos estruturados de Desagregação dos dados MS MTSSS SPMS DGS
sível e sistemas de mas de informação tema de Emissão de Ates- recolha, análise e reporte de informação esta- integrados nos registos
informação inclusivos acessíveis, interope- tados Médicos de Inca- tística no Sistema de Emissão de Atestados eletrónicos de saúde por DE-SNS
ráveis e orientados pacidade Multiúso Médicos de Incapacidade Multiúso tipo de deficiência, sexo ISS
para a produção de produz e disponibiliza e idade
conhecimento, asse- informação estatística IDiPD
Resolução do Conselho de Ministros n.º 64-B/2026
gurando uma comu- desagregada por tipo
nicação eficaz de incapacidade, sexo,
idade e região, de forma
padronizada e adequada
ao planeamento, moni-
torização e avaliação de
políticas públicas
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ODS/ Áreas Áreas
Resultado Esperado Entidades Entidades
Agenda Linha de Ação Prioritária Objetivo geral Objetivo Operacional Medidas Governativas Governativas
da Estratégia (2030) Responsáveis Envolvidas
2030 Responsáveis Envolvidas
3 1. Comunicação aces- 1. Garantir siste- 2. Garantir que os servi- 2. Assegurar a conformidade das plataformas Cumprimento das nor- MS SPMS DE-SNS
sível e sistemas de mas de informação ços digitais e de presta- digitais de prestação remota de cuidados do SNS mas de acessibilidade
informação inclusivos acessíveis, interope- ção remota de cuidados com normas de acessibilidade aplicáveis dos serviços de teleme- DGS
ráveis e orientados do SNS são acessíveis dicina e telereabilitação
para a produção de e utilizáveis por pessoas do SNS
conhecimento, asse- com deficiência, tendo
gurando uma comu- em conta a sua necessi-
nicação eficaz dade específica, assegu-
rando comunicação clí-
nica eficaz, identificação
de necessidades espe-
cíficas e adaptação dos
formatos de interação
3 2. Formação e capaci- 2. Capacitar os pro- 3. Assegurar que os 3. Implementar um programa contínuo de capaci- Incremento da qualidade MS MTSSS ULS DE-SNS
tação dos profissionais fissionais de saúde profissionais do SNS tação dos profissionais do SNS em práticas clíni- do atendimento através
de saúde para uma res- para uma prática integram práticas de cas inclusivas, acompanhado da disponibilização da formação contínua de SPMS DGS
posta inclusiva clínica inclusiva, comunicação acessível, de ferramentas digitais de apoio à comunicação todos os profissionais IDiPD
centrada na pessoa ajustamentos razoáveis clínica com pessoas com deficiência. de saúde em práticas
e baseada no respeito e respeito pelos direitos inclusivas, comunicação
pelos direitos huma- das pessoas com defi- acessível e direitos das
nos, promovendo ciência na prestação de pessoas com deficiência
ajustamentos razoá- cuidados, promovendo
veis e comunicação uma interação clínica
acessível inclusiva, informada
e centrada na pessoa
3 3. Melhoria dos pro- 3. Rever e modernizar 4. Atualizar e moderni- 4. Revisão da Tabela Nacional de Incapacidades Revisão da Tabela Nacio- MS MTSSS DGS
Resolução do Conselho de Ministros n.º 64-B/2026
cessos de avaliação o sistema de avalia- zar a Tabela Nacional de nal de Incapacidades,
de incapacidade e do ção da incapacidade, Incapacidades, revendo bem como a digitalização MJ ISS
funcionamento das assegurando maior os critérios clínicos e desmaterialização dos INMLCF
juntas médicas equidade, celeridade, e metodológicos à luz da processos das Juntas
transparência e coe- evidência científica mais Médicas
rência técnica na atri- recente e da abordagem
buição de direitos biopsicossocial da defi-
e benefícios ciência e da incapaci-
dade, assegurando a har-
monização interpretativa
através de orientações
técnicas complementa-
res e promovendo maior
equidade e consistência
na avaliação
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SUPLEMENTO 1.ª série
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ODS/ Áreas Áreas
Resultado Esperado Entidades Entidades
Agenda Linha de Ação Prioritária Objetivo geral Objetivo Operacional Medidas Governativas Governativas
da Estratégia (2030) Responsáveis Envolvidas
2030 Responsáveis Envolvidas
3 3. Melhoria dos pro- 3. Rever e modernizar 5. Reformar o regime 5. Revisão do Regime Jurídico do Atestado Revisão da Tabela Nacio- MS MTSSS ISS
cessos de avaliação de o sistema de avalia- jurídico do AMIM, asse- Médico de Incapacidade Multiúso (AMIM) nal de Incapacidades,
incapacidade e do fun- ção da incapacidade, gurando um sistema de bem como a digitalização DE-SNS
cionamento das juntas assegurando maior avaliação mais célere, e desmaterialização dos DGS
médicas equidade, celeridade, transparente, digitalizado processos das Juntas
transparência e coe- e interoperável, com pra- Médicas SPMS
rência técnica na atri- zos definidos e monito-
buição de direitos rização do desempenho,
e benefícios e reforçando a articula-
ção entre o MTSSS e MS
3 3. Melhoria dos pro- 3. Rever e modernizar 6. Assegurar uma res- 6. Elaborar, atualizar e disseminar normas Garantia de trajetórias MS DGS DE-SNS
cessos de avaliação de o sistema de avalia- posta de saúde coor- e orientações de atuação clínica para condições de apoio e cuidados
incapacidade e do fun- ção da incapacidade, denada, personalizada e necessidades prevalentes nas pessoas com integrados ao longo de
cionamento das juntas assegurando maior e contínua às pessoas deficiência, promovendo a implementação de todo o ciclo de vida para
médicas equidade, celeridade, com deficiência ao percursos de cuidados integrados e contínuos todas as pessoas com
transparência e coe- longo do ciclo de vida, ao longo do ciclo de vida, com especial enfoque deficiência
rência técnica na atri- promovendo qualidade na articulação entre níveis de cuidados e nas
buição de direitos e equidade no acesso, transições estruturadas entre fases da vida
e benefícios articulação entre níveis
de cuidados e transições
estruturadas entre fases
da vida
3, 10 4. Cuidados integrados 4. Assegurar uma 7. Assegurar o acesso 7. Criar e implementar o sistema nacional de Definição do enquadra- MTSSS MS IDiPD ISS; IEFP;
e de continuidade ao resposta integrada, equitativo a produtos de Bancos de Produtos de Apoio, com enquadra- mento legal dos Bancos ACSS;
longo do ciclo de vida personalizada e ter- apoio ao longo do ciclo mento legal e articulação com os serviços de de Produtos de Apoio MECI DE-SNS;
ritorialmente equi- de vida, através de um saúde e reabilitação e implementação do res- DGS; DGE;
librada em saúde sistema nacional estru- petivo modelo em todo ONGPD;
e reabilitação, promo- turado, com critérios o território nacional Associações
Resolução do Conselho de Ministros n.º 64-B/2026
vendo continuidade uniformes e cobertura empresariais
de cuidados e auto- territorial adequada.
nomia ao longo do
ciclo de vida
3, 10 4. Cuidados integrados 4. Assegurar uma 8. Assegurar a disponi- 8. Desenvolver modelos de reabilitação de base Implementação de MTSSS MS ISS ULS
e de continuidade ao resposta integrada, bilização de reabilitação comunitária, planeadas no âmbito dos Conse- modelos de reabilitação
longo do ciclo de vida personalizada e ter- de base comunitária lhos Locais de Ação Social e desenvolvidas em de base comunitária Autarquias DE-SNS
ritorialmente equi- a nível nacional, asse- articulação com os serviços de saúde a nível nacional e juntas de
freguesia DGS
librada em saúde gurando intervenções de
e reabilitação, promo- proximidade integradas,
vendo continuidade orientadas para a auto-
de cuidados e auto- nomia funcional, partici-
nomia ao longo do pação e permanência na
ciclo de vida comunidade das pessoas
com deficiência
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ODS/ Áreas Áreas
Resultado Esperado Entidades Entidades
Agenda Linha de Ação Prioritária Objetivo geral Objetivo Operacional Medidas Governativas Governativas
da Estratégia (2030) Responsáveis Envolvidas
2030 Responsáveis Envolvidas
3, 10 5. Promoção da saúde 5. Promover a inclu- 9. Assegurar a inclusão 9. Adaptar os programas nacionais de promo- Garantia da acessibili- MS DGS CNPSM
e prevenção da doença são das pessoas com efetiva das pessoas com ção da saúde e prevenção da doença, garantindo dade à informação em
deficiência nas polí- deficiência nos progra- acessibilidade, adequação das mensagens e das saúde por parte das pes- DE-SNS
ticas de saúde e pre- mas de promoção da intervenções às pessoas com deficiência. soas com deficiência em CNSMCA
venção da doença, saúde e prevenção da todos os programas de
reduzindo desigual- doença, através da adap- literacia da saúde
dades e reforçando tação das intervenções,
a literacia e a auto- materiais e estratégias
nomia em saúde de comunicação às suas
necessidades específi-
cas, contribuindo para
a redução de desigual-
dades
3, 10 5. Promoção da saúde 5. Promover a inclu- 10. Reforçar a literacia 10. Desenvolver recursos acessíveis de literacia Garantia da acessibili- MS DGS CNPSM
e prevenção da doença são das pessoas com em saúde, a autonomia em saúde e promover a participação de pessoas dade à informação em
deficiência nas polí- na gestão da saúde com deficiência como agentes e embaixadores saúde por parte das pes- DE-SNS
ticas de saúde e pre- e a participação ativa das de saúde junto das suas comunidades, famílias soas com deficiência em CNSMCA
venção da doença, pessoas com deficiência e cuidadores. todos os programas de
reduzindo desigual- nos processos de comu- literacia da saúde
dades e reforçando nicação e planeamento
a literacia e a auto- em saúde
nomia em saúde
3 6. Desenvolvimento de 6. Reforçar a produ- 11. Promover a integra- 11. Estabelecer parcerias com instituições de Garantia da acessibili- MTSSS MS IDiPD DGS
parcerias estratégicas ção e transferência de ção de conhecimento ensino superior para o desenvolvimento de dade à informação em
com universidades conhecimento cien- científico, conteúdos investigação aplicada e integração de conteúdos saúde por parte das pes-
e centros de investi- tífico em deficiência formativos e investiga- sobre deficiência, acessibilidade, comunicação soas com deficiência em
Resolução do Conselho de Ministros n.º 64-B/2026
gação e saúde, promovendo ção aplicada em defi- inclusiva e direitos das pessoas com deficiência todos os programas de
inovação, formação ciência, através de par- nos currículos das áreas da saúde, ação social literacia da saúde
e políticas públicas cerias estruturadas com e ciências sociais.
sustentadas instituições de Ens.Sup.
nas áreas da saúde, ação
social e ciências sociais
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Indicadores, Metas e Orçamentação
Valor de Partida/Ano Fonte Dotação
Medidas Indicadores Meta 2026 Meta 2027 Meta 2028 Meta 2029 Meta 2030
(2025) de Financiamento Orçamental
1. Desenvolver mecanismos estruturados de Disponibilização de ferramenta dezembro Contrato- N/A
recolha, análise e reporte de informação esta- de business intelligence no -Programa
tística no Sistema de Emissão de Atestados Sistema de Emissão de Atesta- SPMS
Médicos de Incapacidade Multiúso dos Médicos de Incapacidade
Multiuso
2. Assegurar a conformidade das plataformas Proporção de plataformas de 100 % Contrato- N/A
digitais de prestação remota de cuidados do prestação remota de cuidados -Programa
SNS com normas de acessibilidade aplicáveis do SNS (telemedicina e tele- SPMS
reabilitação) conformes com
normas de acessibilidade digi-
tal aplicáveis
3. Implementar um programa contínuo de capa- Proporção de ULS cujo plano ≥ 80 % N/A N/A
citação dos profissionais do SNS em práticas anual de formação inclui pro-
clínicas inclusivas, acompanhado da disponibili- grama de capacitação em prá-
zação de ferramentas digitais de apoio à comu- ticas clínicas inclusivas
nicação clínica com pessoas com deficiência
4. Revisão da Tabela Nacional de Incapacidades Publicação do diploma que Regime em vigor apro- dezembro N/A N/A
aprova a nova Tabela Nacional vado pelo Decreto‑Lei
de Incapacidades n.º 352/2007
5. Revisão do Regime Jurídico do Atestado Publicação do diploma que Regime em vigor apro- dezembro N/A N/A
Médico de Incapacidade Multiúso (AMIM) atualiza regime jurídico do vado pelo Decreto‑Lei
Resolução do Conselho de Ministros n.º 64-B/2026
Atestado Médico de Incapaci- n.º 202/96, na sua
dade Multiúso redação atual
6. Elaborar, atualizar e disseminar normas Número de normas ou orien- ≥8 N/A N/A
e orientações de atuação clínica para condições tações clínicas publicadas
e necessidades prevalentes nas pessoas com dedicadas ou com capítulo ou
deficiência, promovendo a implementação de menção específica dedicada
percursos de cuidados integrados e contínuos a cuidados de saúde de pes-
ao longo do ciclo de vida, com especial enfoque soas com deficiência
na articulação entre níveis de cuidados e nas
transições estruturadas entre fases da vida
7. Criar e implementar o sistema nacional de N.º de territórios definidos no 15 N/A N/A
Bancos de Produtos de Apoio, com enquadra- modelo nacional com Banco de
mento legal e articulação com os serviços de Produtos de Apoio em funcio-
saúde e reabilitação namento
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Valor de Partida/Ano Fonte Dotação
Medidas Indicadores Meta 2026 Meta 2027 Meta 2028 Meta 2029 Meta 2030
(2025) de Financiamento Orçamental
8. Desenvolver modelos de reabilitação de base Proporção de territórios com ≥ 50 % N/A N/A
comunitária, planeadas no âmbito dos Conse- resposta de reabilitação de
lhos Locais de Ação Social e desenvolvidas em base comunitária formalmente
articulação com os serviços de saúde prevista no Plano de Desenvol-
vimento Social
9. Adaptar os programas nacionais de promoção Proporção de programas ≥ 80 % N/A N/A
da saúde e prevenção da doença, garantindo nacionais de saúde que
acessibilidade, adequação das mensagens e das incluem adaptações especí-
intervenções às pessoas com deficiência. ficas para pessoas com defi-
ciência nos respetivos planos
operacionais
10. Desenvolver recursos acessíveis de literacia Existência de programa estru- dezembro N/A N/A
em saúde e promover a participação de pessoas turado de literacia inclusiva
com deficiência como agentes e embaixadores com participação de pessoas
de saúde junto das suas comunidades, famílias com deficiência
e cuidadores.
11. Estabelecer parcerias com instituições de N.º de parcerias formalizadas ≥3 N/A N/A
ensino superior para o desenvolvimento de com instituições de ensino
investigação aplicada e integração de conteúdos superior para ensino e inves-
sobre deficiência, acessibilidade, comunicação tigação em deficiência nas
inclusiva e direitos das pessoas com deficiência áreas da saúde, ação social
nos currículos das áreas da saúde, ação social e ciências sociais
e ciências sociais.
EIXO TRANSVERSAL — GOVERNAÇÃO, DADOS E PARTICIPAÇÃO SOCIAL
Resolução do Conselho de Ministros n.º 64-B/2026
Eixo Transversal de Impacto 6 — Governação, Dados e Participação Social
Em 2030, Portugal dispõe de uma governação participativa, transparente e baseada em dados fiáveis, assegurando a corresponsabilidade das pes-
soas com deficiência na formulação, execução e monitorização das políticas públicas.
Linhas de Ação prioritárias:
1 — Harmonização, atualização e interoperabilidade de dados estatísticos desagregados
2 — Monitorização contínua e avaliação sistemática, baseadas em evidência
3 — Participação sistemática das pessoas com deficiência e das suas organizações representativas na conceção, implementação e avaliação das
políticas públicas
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A política de deficiência em Portugal continua condicionada pela fragmentação e pela escassez de dados desagregados por sexo, idade, tipo de
deficiência e território. Esta limitação impede avaliações consistentes e sistemáticas, dificulta a aprendizagem institucional e compromete a formulação
de políticas públicas baseadas em evidência.
O Eixo Transversal de Impacto 6 — “Governação, Dados e Participação Social” prevê o reforço da atividade do Observatório da Deficiência e Direitos
Humanos, como mecanismo permanente e independente, destinado a consolidar, analisar e publicar dados fiáveis.
A publicação de relatórios e dados do Observatório num portal de dados abertos acessível, garante transparência e comparabilidade da informação.
Este acesso aberto permite que investigadores, decisores políticos, organizações da sociedade civil e as próprias pessoas com deficiência possam ana-
lisar dados fiáveis e atualizados, contribuindo para diagnósticos mais rigorosos.
O reforço das atribuições do Observatório da Deficiência e Direitos Humanos, enquanto organismo independente responsável pela publicação anual
de indicadores, assegura continuidade, credibilidade e monitorização sistemática da evolução das políticas públicas.
A integração de avaliações de impacto na deficiência nas principais políticas públicas e instrumentos orçamentais nacionais introduz uma análise
preventiva dos efeitos das decisões governativas, permitindo corrigir desigualdades antes da sua consolidação.
A criação de um Fórum Nacional anual da Deficiência e o reforço de mecanismos municipais de participação em articulação com os municípios
robustece a participação direta das pessoas com deficiência na identificação de prioridades e na validação de dados qualitativos, enriquecendo a infor-
mação estatística com experiências concretas.
Por fim, a implementação de um sistema de monitorização alinhado com o quadro europeu assegura coerência com metas internacionais e facilita
a comparação de resultados, promovendo políticas mais eficazes, baseadas em evidência e orientadas para resultados mensuráveis.
Resolução do Conselho de Ministros n.º 64-B/2026
Objetivos, Medidas e Entidades
ODS/ Áreas Áreas
Resultado Esperado da Estratégia Entidades Entidades
Agenda Linha de Ação Prioritária Objetivo Geral Objetivo Operacional Medidas Governativas Governativas
(2030) Responsáveis Envolvidas
2030 Responsáveis Envolvidas
16 1. Harmonização e atua- 1. Desenvolver um 1. Disponibilizar infor- 1. Desenvolvimento de Portal Nacio- Publicação dos relatórios MTSSS IDiPD
lização de dados esta- sistema integrado de mação pública, acessí- nal de Dados sobre deficiência com e dados através de um portal
tísticos desagregados dados sobre deficiên- vel e interoperável sobre interoperabilidade de dados setoriais de dados abertos acessível
cia, garantindo a qua- deficiência, em confor- e versões de leitura fácil
lidade e acessibili- midade com normas
dade da informação europeias
de suporte à decisão
pública
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ODS/ Áreas Áreas
Resultado Esperado da Estratégia Entidades Entidades
Agenda Linha de Ação Prioritária Objetivo Geral Objetivo Operacional Medidas Governativas Governativas
(2030) Responsáveis Envolvidas
2030 Responsáveis Envolvidas
16 2. Monitorização contí- 2. Promover uma 2. Consolidar o Obser- 2.Produção sistemática de dados rele- Integração das Avaliações de MTSSS IDiPD Aca- INE
nua e avaliação baseada cultura de monito- vatório da Deficiência vantes para as questões da deficiên- Impacto na Deficiência nas demia
em evidência rização, avaliação e Direitos Humanos cia e direitos humanos tendo em conta principais políticas públicas Academia
e reporte, assegu- (ODDH) como entidade o indicador GALI e instrumentos orçamentos
rando a integração nacional de referência nacionais
sistemática da pers- para produção, moni-
petiva da deficiência torização e divulgação
nas políticas públicas de indicadores sobre
deficiência e direitos
humanos
16 2. Monitorização contí- 2. Promover uma 3. Implementar um sis- 3. Criar modelo de monitorização com Integração das Avaliações de MTSSS IDiPD
nua e avaliação baseada cultura de monito- tema estruturado de KPIs (Indicador-Chave de Desempe- Impacto na Deficiência nas
em evidência rização, avaliação monitorização da estra- nho) definidos por eixo estratégico principais políticas públicas
e reporte, assegu- tégia e instrumentos orçamentos
rando a integração nacionais
sistemática da pers-
petiva da deficiência
nas políticas públicas
4.Implementar inquérito anual de MTSSS IDiPD
acompanhamento (ex: SurveyMonkey)
5.Criar dashboard de acompanha- MTSSS IDiPD
mento
6.Realizar relatório de avaliação inter- MTSSS IDiPD
média
Resolução do Conselho de Ministros n.º 64-B/2026
7.Realizar relatório de avaliação final MTSSS IDiPD
8.Mapear as iniciativas no âmbito da MECI DGEPA FCT/AI2;
Ciência, por tipologia de atividade, por Ciência Viva;
forma a apoiar o sistema de monitori- AICIB
zação, com base na evidência
4. Instituir a Avaliação 9. Estudo de diagnóstico quantitativo MTSSS IEFP
de Impacto na Deficiên- e qualitativo da empregabilidade das
cia (AID) como requisito pessoas com deficiência em Portugal
obrigatório nos proces-
sos legislativos e orça-
mentais
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ODS/ Áreas Áreas
Resultado Esperado da Estratégia Entidades Entidades
Agenda Linha de Ação Prioritária Objetivo Geral Objetivo Operacional Medidas Governativas Governativas
(2030) Responsáveis Envolvidas
2030 Responsáveis Envolvidas
16 2. Monitorização contí- 2. Promover uma 5. Realizar estudos de 10. Realizar estudo regular sobre a par- MTSSS DGCP INE
nua e avaliação baseada cultura de monito- caracterização sobre as ticipação das pessoas com deficiência
em evidência rização, avaliação pessoas com deficiência no mercado de trabalho, nomeada- IDiPD
e reporte, assegu- em diferentes áreas, para mente recorrendo a inquéritos
rando a integração apoio à conceção de polí-
sistemática da pers- ticas públicas 11. Realizar um estudo de nível nacio- MTSSS DGCP INE
petiva da deficiência nal, de caracterização das condições
de vida das pessoas com deficiência IDiPD ONGPD
nas políticas públicas
16 3. Participação siste- 3. Garantir a parti- 6. Garantir a partici- 12. Dinamização do Fórum para a Inte- Criação de um Fórum Nacio- MTSSS IEFP
mática das pessoas cipação efetiva das pação estruturada das gração Profissional nal anual e reforço de meca-
com deficiência e suas pessoas com defi- pessoas com deficiência nismos municipais de parti-
organizações repre- ciência e das suas e suas organizações na cipação
sentativas na conce- organizações repre- governação das políticas
ção, implementação sentativas na for- públicas
e avaliação das políticas mulação, execução
públicas e avaliação das polí-
ticas públicas
16 3. Participação siste- 3. Garantir a parti- 7. Garantir a partici- 13. Participar no Programa Ibero-ame- Implementação de um MTSSS PID
mática das pessoas cipação efetiva das pação estruturada das ricano para a Deficiência (PID) modelo de governação inclu-
com deficiência e suas pessoas com defi- pessoas com deficiência siva com participação efetiva IDiPD
organizações repre- ciência e das suas e suas organizações na das pessoas com deficiên-
sentativas na conce- organizações repre- governação das políticas cia, apoiado por uma forte
ção, implementação sentativas na for- públicas mobilização e sensibilização
e avaliação das políticas mulação, execução nacional para a inclusão
públicas e avaliação das polí- 8. Desenvolver uma 14. Desenvolver a Campanha Nacional MTSSS MTSSS IDiPD ONGPD
ticas públicas estratégia de comuni- de Sensibilização “Ser Inclusão”
MS
Resolução do Conselho de Ministros n.º 64-B/2026
cação que envolva par-
ceiros públicos, do setor MECI
social e solidário, priva-
dos e da sociedade civil,
reforçando a visibilidade
da Estratégia e promo-
vendo um compromisso
coletivo com os seus
objetivos
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Indicadores, Metas e Orçamentação
Valor de Partida/ Fonte Dotação
Medidas Indicadores Meta 2026 Meta 2027 Meta 2028 Meta 2029 Meta 2030
Ano (2025) de Financiamento Orçamental
1. Desenvolvimento de Portal Nacional de Portal operacional Construção do Construção do Validação do Por- Dados publica- N/A N/A
Dados sobre deficiência com interopera- Portal Portal tal dos em portal
bilidade de dados setoriais e versões de aberto e aces-
leitura fácil sível dezembro
2.Produção sistemática de dados relevantes Levantamento junto do INE dos Conclusão do Conclusão de Plano de integra- Implementação do Financiamento 30.000 €
para as questões da deficiência e direitos inquéritos nacionais com o indi- levantamento listagem de ção dos GALI em Plano de integra- nacional
humanos tendo em conta o indicador GALI cador GALI junto do INE indicadores novos inquéritos ção dos GALI em
(dezembro) novos inquéritos
Listagem de indicadores a explo- (dezembro) (dezembro)
rar com base nos inquéritos com (dezembro)
GALI
Plano de integração dos GALI em
novos inquéritos
3. Criar modelo de monitorização com KPIs Modelo aprovado Modelo apro- Revisão anual Revisão anual Revisão anual Revisão final Financiamento 20.000 €
(Indicador-Chave de Desempenho) definidos vado e vali- ciclo nacional
(dezembro) (dezembro) (dezembro)
por eixo estratégico dado
(dezembro)
(dezembro)
4.Implementar inquérito anual de acompa- N.º de inquéritos realizados por 1 1 1 1 1
nhamento (ex: SurveyMonkey) ano
5.Criar dashboard de acompanhamento Dashboard implementado Criado Atualizado Atualizado Atualizado Consolidado
Resolução do Conselho de Ministros n.º 64-B/2026
(dezembro) (dezembro) (dezembro) (dezembro) (dezembro)
6.Realizar relatório de avaliação intermédia Relatório de avaliação intermé- dezembro N/A N/A
dia
7.Realizar relatório de avaliação final Relatório de avaliação final dezembro N/A N/A
8.Mapear as iniciativas no âmbito da Ciência, N.º de iniciativas por tipologia/ Definição do Reporte anual Reporte anual Reporte anual Revisão do mo N/A N/A
por tipologia de atividade, por forma a apoiar ano; Tx de participação/inicia- modelo estru- delo de reco-
o sistema de monitorização, com base na tiva (quando aplicável) turado de lha de dados
evidência dados e reporte
9. Estudo de diagnóstico quantitativo e qua- Relatório final do estudo dezembro IEFP 80.000 €
litativo da empregabilidade das pessoas
com deficiência em Portugal
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Valor de Partida/ Fonte Dotação
Medidas Indicadores Meta 2026 Meta 2027 Meta 2028 Meta 2029 Meta 2030
Ano (2025) de Financiamento Orçamental
10. Realizar estudo regular sobre a partici- Estudo realizado dezembro N/A N/A
pação das pessoas com deficiência no mer-
cado de trabalho, nomeadamente recorrendo
a inquéritos
11. Realizar um estudo de nível nacional, de Estudo publicado dezembro N/A N/A
caracterização das condições de vida das
pessoas com deficiência
12. Dinamização do Fórum para a Integração Número de reuniões realizadas 2 3 3 3 3 3 N/A N/A
Profissional
13. Participar no Programa Ibero-americano Número de atividades executa- 85 % 85 % 90 % 90 % 100 % Financiamento 25.000 €
para a Deficiência (PID) das no âmbito do plano anual nacional
do PID
14. Desenvolver a Campanha Nacional de N.º de ações de Campanha 7 7 7 13 13 Pessoas 2030 246.000 €
Sensibilização “Ser Inclusão” Nacional de Sensibilização “Ser
Inclusão”
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