Diário da República, 1.ª série
Resolução do Conselho de Ministros n.º 111/2024
- Data
- 2024-08-22
- Tipo
- Resolução do Conselho de Ministros
- Emitente
- PRESIDÊNCIA DO CONSELHO DE MINISTROS
Sumário
Designa o presidente e um vogal do órgão de gestão da Comissão para o Acompanhamento dos Auxi- liares da Justiça. Depósito legal n.º 8814/85 • ISSN 0870-9963 1.ª série N.º 162 22-08-2024 PRESIDÊNCIA DO CONSELHO DE MINISTROS
Texto integral (1109 palavras)
Resolução do Conselho de Ministros n.º 111/2024
Sumário: Designa o presidente e um vogal do órgão de gestão da Comissão para o Acompanhamento
dos Auxiliares da Justiça.
A Comissão para o Acompanhamento dos Auxiliares da Justiça (CAAJ) criada pela Lei n.º 77/2013,
de 21 de novembro, é responsável pelo acompanhamento, fiscalização e disciplina dos auxiliares da
justiça.
Nos termos do disposto no n.º 4 do artigo 1.º da referida lei, um dos órgãos da CAAJ é o órgão de
gestão, o qual é composto, nos termos do artigo 9.º do mesmo diploma, por um presidente e dois vogais,
designados por resolução do Conselho de Ministros, sob proposta do membro do Governo responsável
pela área da justiça, acompanhada de parecer da Comissão de Recrutamento e Seleção da Administração
Pública, por um período de cinco anos, renovável por uma vez e por igual período, de entre pessoas com
reconhecida idoneidade, independência e competência na área das atribuições da CAAJ.
O mandato do atual órgão de gestão já cessou, afigurando-se, por isso, necessário, proceder
à designação do presidente e de, pelo menos, um vogal.
Foi previamente obtido parecer da Comissão de Recrutamento e Seleção da Administração Pública
relativo à adequação do perfil dos designados, incluindo o cumprimento das regras de incompatibilidade
aplicáveis ao abrigo da presente lei.
Assim:
Nos termos do n.º 1 do artigo 9.º da Lei n.º 77/2013, de 21 de novembro, na sua redação atual, e da
alínea e) do artigo 199.º da Constituição, o Conselho de Ministros resolve:
1 — Designar, como presidente do órgão de gestão da Comissão para o Acompanhamento dos
Auxiliares da Justiça (CAAJ), por um período de cinco anos, renovável por uma vez e por igual período,
Renato Jorge dos Santos Carvalho Gonçalves.
2 — Designar, ainda, como vogal do órgão de gestão da CAAJ, por um período de cinco anos, reno-
vável por uma vez e por igual período, Emanuel de Castro Lameiras Vieira.
3 — A reconhecida idoneidade, independência e competência dos designados na área das atribui-
ções da CAAJ são evidenciadas nas respetivas notas curriculares, que constam do anexo à presente
resolução e da qual faz parte integrante.
Presidência do Conselho de Ministros, 8 de agosto de 2024. — O Primeiro-Ministro, Luís Montenegro.
ANEXO
(a que se refere o n.º 3)
Resolução do Conselho de Ministros n.º 111/2024
Notas curriculares
Renato Jorge dos Santos Carvalho Gonçalves
Licenciado em Direito pela Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa, tendo inscrição como
advogado desde 2001, ano em que iniciou o seu percurso ao serviço da administração pública como
colaborador da Comissão do Mercado de Valores Mobiliários. Em 2008, assumiu as funções de consultor
de política legislativa na Direção-Geral da Política de Justiça do Ministério da Justiça, onde interveio na
reforma legislativa e regulamentar do processo de insolvência e de reestruturação de empresas, que
se encontrou na origem da criação da CAAJ. Participou, também, na revisão do Código de Processo
Civil, em especial no que respeita à instituição prática de um regime de penhoras eletrónicas de saldos
bancários, para o bom funcionamento dos mecanismos de recuperação de créditos. Entre 2012 e 2022,
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assumiu funções diretivas na Direção-Geral da Política de Justiça, desempenhando, respetivamente, os
cargos de subdiretor-geral e de diretor-geral da Política de Justiça, tendo continuado a intervir nas alte-
rações legislativas e regulamentares operadas no domínio das insolvências. No exercício das referidas
funções, proferiu inúmeras intervenções públicas sobre as temáticas relativas a insolvência, ao sistema
de execução de dívidas, e ao exercício de funções por administradores judiciais e agentes de execução.
Emanuel de Castro Lameiras Vieira
Pós-graduação em Contabilidade e Gestão Pública pelo Instituto Superior de Ciências Sociais
e Políticas da Universidade de Lisboa (2022). Programa de Formação em Gestão Pública, FORGEP, pelo
ISCTE — Instituto Universitário de Lisboa (2021). Curso de Estudos Avançados em Gestão Pública pelo
INA — Instituto Nacional de Administração (2011). Curso de pós-graduação em Direito do Desporto
Profissional pela Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra (2007). Licenciatura em Direito pela
Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa (2005).
Experiência profissional:
Desde setembro de 2021 exerce as funções de diretor de serviços de Gestão de Recursos
da Direção-Geral da Política de Justiça, assegurando o desenvolvimento das atribuições desta
Direção-Geral nas áreas da gestão de recursos humanos, patrimoniais e financeiros. Tem res-
ponsabilidades em vários projetos de transformação digital e, em especial, nos projetos de trans-
formação digital do PRR. É responsável pela coordenação dos procedimentos pré-contratuais
necessários à execução dos referidos projetos, assim como pelo acompanhamento da execução
dos contratos celebrados, bem como pelos reportes à Estrutura de Missão Recuperar Portugal em
matéria de contratação pública e de execução orçamental. De outubro de 2016 a agosto de 2021,
exerceu as funções de chefe de divisão de Resolução Alternativa de Litígios da Direção-Geral da
Política de Justiça, prestando apoio à Direção e coadjuvando a Diretora de Serviços do Gabinete
para a Resolução Alternativa de Litígios. Neste âmbito, foi designado perito internacional junto
do Conselho da Europa para integrar o grupo de trabalho responsável pela definição de orien-
tações sobre a resolução de conflitos nos meios digitais. De julho de 2011 a setembro de 2016,
exerceu as funções de técnico superior no Gabinete para a Resolução Alternativa de Litígios da
Direção-Geral da Política de Justiça, prestando apoio técnico-jurídico. Neste âmbito, participou,
designadamente, em projetos de avaliação de impacto de regimes como os da arbitragem, dos
julgados de paz, e atinentes ao direito do consumo, bem como na elaboração do anteprojeto de
diploma de transposição da Diretiva 2013/11/UE, em matéria de meios de resolução alternativa
de litígios na área do consumo, e na elaboração de vários anteprojetos de regulamentação de
diversos aspetos relativos ao funcionamento e organização dos meios de resolução alternativa
de litígios. No plano internacional, representou Portugal no Comité Preparatório responsável pela
instalação do Tribunal Unificado de Patentes e do Centro de Mediação e Arbitragem de Patentes.
Ainda no âmbito deste Comité Preparatório, integrou o grupo de peritos que elaborou as regras
de mediação e de arbitragem do Centro de Mediação e Arbitragem de Patentes. De abril de 2009
a janeiro de 2010, foi advogado. De abril de 2008 a dezembro de 2009, exerceu as funções de jurista
na Direção-Geral da Política de Justiça, com responsabilidades na monitorização do Regime Pro-
cessual Civil Experimental e do Projeto de Desmaterialização dos Processos Judiciais (CITIUS).
Neste contexto, realizou diversas sessões de esclarecimento a magistrados sobre o Projeto CITIUS
e coordenou duas equipas de apoio às secretarias judiciais e aos magistrados nas regiões Norte
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e Centro. De janeiro de 2006 a abril de 2009, foi advogado estagiário.
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