Diário da República, 1.ª série
Resolução da Assembleia da República n.º 80/2020
- Data
- 2020-10-16
- Tipo
- Resolução da Assembleia da República
- Emitente
- ASSEMBLEIA DA REPÚBLICA
Texto integral (15 368 palavras)
Resolução da Assembleia da República n.º 80/2020
Sumário: Aprova o Acordo sobre Serviços Aéreos entre a República Portuguesa e a República da
Maurícia, assinado em Port Louis, em 14 de setembro de 2017.
Aprova o Acordo sobre Serviços Aéreos entre a República Portuguesa e a República da Maurícia,
assinado em Port Louis, em 14 de setembro de 2017
A Assembleia da República resolve, nos termos da alínea i) do artigo 161.º e do n.º 5 do ar-
tigo 166.º da Constituição, aprovar o Acordo sobre Serviços Aéreos entre a República Portuguesa
e a República da Maurícia, assinado em Port Louis, em 14 de setembro de 2017, cujo texto, nas
versões autenticadas nas línguas portuguesa e inglesa, se publica em anexo.
Aprovada em 26 de outubro de 2018.
O Presidente da Assembleia da República, Eduardo Ferro Rodrigues.
ACORDO SOBRE SERVIÇOS AÉREOS ENTRE A REPÚBLICA PORTUGUESA
E A REPÚBLICA DA MAURÍCIA
A República Portuguesa e a República da Maurícia doravante designadas as «Partes» e, no
singular, a «Parte»:
Reconhecendo a importância do transporte aéreo como um meio de criar e preservar a amizade,
entendimento e cooperação entre os povos dos dois países;
Desejando facilitar a expansão das oportunidades no transporte aéreo internacional, de forma
a promover o comércio e o turismo entre os dois países e também a nível global;
Desejando concluir um Acordo, com o objetivo de estabelecer serviços aéreos entre e para
além dos seus territórios;
Desejando assegurar o mais elevado grau de segurança aérea e de segurança da aviação civil
nos serviços aéreos internacionais e reafirmando a sua preocupação com atos e ameaças contra
a segurança das aeronaves, que põem em causa a segurança de pessoas e bens; e
Sendo Partes da Convenção sobre Aviação Civil Internacional, aberta à assinatura em Chicago,
a 7 de dezembro de 1944;
acordam o seguinte:
Artigo 1.º
Definições
1 — Para efeitos do presente Acordo, salvo se o contexto exigir que seja de outra forma:
a) O termo «autoridades aeronáuticas» significa, no caso da República da Maurícia, o Ministro
responsável pela aviação civil ou qualquer pessoa ou entidade autorizada a exercer determinadas
funções relacionadas com este Acordo e, no caso da República Portuguesa, a Autoridade Nacional
de Aviação Civil ou, em ambos os casos, qualquer pessoa ou organismo autorizado a desempenhar
funções, relacionadas com este Acordo, atualmente exercidas pelas referidas autoridades;
b) O termo «serviços acordados» significa serviços aéreos internacionais regulares nas rotas
especificadas no Anexo a este Acordo, destinados ao transporte de passageiros, bagagem, carga
e correio, em conformidade com a capacidade acordada;
c) O termo «Acordo» significa este Acordo, o seu Anexo, e quaisquer emendas aos mesmos;
d) Os termos «serviço aéreo», «serviço aéreo internacional», «empresa de transporte aéreo» e
«escala para fins não comerciais» têm o significado que lhes é atribuído no artigo 96.º da Convenção;
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e) O termo «capacidade» significa a quantidade de serviços oferecidos, ao abrigo deste Acordo,
normalmente avaliado em número de voos (frequências) ou número de lugares ou toneladas de
carga oferecidos num mercado (par de cidades ou de país a país) ou numa rota, durante um de-
terminado período de tempo, seja diário, semanal, sazonal ou anual;
f) O termo «Convenção» significa a Convenção sobre Aviação Civil Internacional, aberta à
assinatura em Chicago aos 7 dias de dezembro de 1944, e inclui qualquer Anexo adotado ao abrigo
do artigo 90.º da referida Convenção e qualquer emenda aos Anexos ou à Convenção, adotada
ao abrigo dos seus artigos 90.º e 94.º, na medida em que esses Anexos e emendas tenham sido
adotados por ambas as Partes;
g) O termo «empresa(s) de transporte aéreo designada(s)» significa uma ou mais empresas
de transporte aéreo designadas e autorizadas em conformidade com o artigo 4.º deste Acordo;
h) O termo «transporte aéreo intermodal» significa transporte público efetuado por aeronaves
e por um ou mais meios de transporte de superfície de passageiros, bagagem, carga e correio,
separadamente ou em combinação, efetuado mediante remuneração ou em regime de fretamento;
i) O termo «tarifa» significa os preços a pagar pelo transporte de passageiros e carga, bem
como as condições que regem a aplicação desses preços, incluindo os preços e condições refe-
rentes aos serviços de agência e outros serviços auxiliares, mas excluindo preços ou condições
para o transporte de correio;
j) O termo «território» tem o significado que lhe é atribuído no artigo 2.º da Convenção;
k) O termo «taxas de utilização» significa as taxas aplicadas às empresas de transporte aé-
reo pelas autoridades competentes, ou por estas autorizadas, para a utilização de propriedade ou
instalações aeroportuárias, ou de instalações de navegação aérea, ou instalações ou serviços de
segurança da aviação civil, incluindo os serviços e instalações conexas, destinados a aeronaves,
sua tripulação, passageiros e carga;
l) O termo «Tratados UE» significa o Tratado da União Europeia e o Tratado sobre o Funcio-
namento da União Europeia;
2 — O Anexo a este Acordo é considerado parte integrante do mesmo e todas as referências
ao Acordo ser-lhe-ão aplicáveis, salvo se for expressamente previsto de outro modo.
Artigo 2.º
Aplicabilidade da Convenção
As disposições deste Acordo estão sujeitas às disposições da Convenção, na medida em que
essas disposições sejam aplicáveis aos serviços aéreos internacionais.
Artigo 3.º
Concessão de direitos
1 — Cada Parte concede à outra Parte os seguintes direitos, de forma a permitir a exploração
de serviços aéreos internacionais regulares pelas empresas de transporte aéreo designadas da
outra Parte:
a) O direito de sobrevoar o seu território sem aterrar;
b) O direito de fazer escalas, para fins não comerciais, no seu território; e
c) O direito de aterrar no território da outra Parte, em pontos especificados das rotas acordadas
no Anexo a este Acordo, com a finalidade de embarcar e desembarcar passageiros e/ou carga,
incluindo correio, sujeito às condições especificadas no referido Anexo.
2 — Nenhuma disposição deste Artigo deverá ser interpretada como conferindo às empresas
de transporte aéreo designadas de uma Parte o direito de proceder, no território da outra Parte, ao
embarque de passageiros e/ou carga, incluindo correio, transportado contra remuneração, destinado
a outro ponto no território dessa outra Parte.
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3 — Os direitos especificados nas alíneas a) e b) do n.º 1 deste artigo, devem ser concedidos
por cada Parte a uma empresa de transporte aéreo da outra Parte, mesmo que não seja uma
empresa de transporte aéreo designada.
4 — Se por motivo de conflito armado, perturbações ou acontecimentos de ordem política, ou
circunstâncias especiais e extraordinárias, as empresas de transporte aéreo designadas de uma
Parte não puderem operar serviços nas suas rotas normais, a outra Parte deverá esforçar-se por
facilitar a continuidade desse serviço através de adequados reajustamentos das rotas, incluindo
a concessão de direitos, como mutuamente decidido pelas Partes, pelo período de tempo que for
necessário, por forma a propiciar a viabilidade das operações. Esta norma deverá ser aplicada sem
discriminação entre as empresas de transporte aéreo designadas das Partes.
Artigo 4.º
Designação e autorização de exploração das empresas
1 — Cada Parte tem o direito de designar, por escrito e através de canais diplomáticos, uma ou
mais empresas de transporte aéreo, com o propósito de explorar os serviços aéreos acordados nas
rotas especificadas no Anexo a este Acordo, e a alterar ou substituir ou revogar tais designações,
também por escrito e através de canais diplomáticos.
2 — Após a receção da designação e das solicitações da empresa de transporte aéreo desig-
nada, no formato estabelecido para as autorizações operacionais e permissões técnicas, as auto-
ridades aeronáuticas da outra Parte deverão, no prazo procedimental mínimo, sujeito ao disposto
no n.º 3 deste artigo, conceder à empresa de transporte aéreo designada, em conformidade com
o n.º 1 deste artigo, a apropriada autorização de exploração, desde que:
a) No caso de uma empresa de transporte aéreo designada pela República Portuguesa:
i) Esta se encontre estabelecida no território da República Portuguesa, nos termos dos Tra-
tados UE e seja titular de uma Licença de Exploração válida em conformidade com o direito da
União Europeia; e
ii) O controlo efetivo de regulação da empresa de transporte aéreo designada seja exercido
e mantido pelo Estado-Membro da UE responsável pela emissão do seu Certificado de Operador
Aéreo e a autoridade aeronáutica competente esteja claramente identificada na designação; e
iii) A empresa de transporte aéreo seja detida, diretamente ou através de participação maio-
ritária, e seja efetivamente controlada pelos Estados-Membros da UE ou da Associação Europeia
de Livre Comércio e/ou por nacionais desses Estados;
b) No caso de uma empresa de transporte aéreo designada pela República da Maurícia:
i) A empresa de transporte aéreo se encontre constituída no território da República da Maurícia
e a sua propriedade substancial e controlo efetivo sejam detidos pela República da Maurícia ou
pelos seus nacionais;
ii) A empresa de transporte aéreo seja titular de uma Licença de Serviços Aéreos e de um
Certificado de Operador Aéreo emitidos pela autoridade competente da República da Maurícia; e
iii) O controlo efetivo de regulação da empresa de transporte aéreo designada seja exercido
e mantido pela República da Maurícia, responsável pela emissão do seu Certificado de Operador
Aéreo;
c) A empresa de transporte aéreo designada se encontre habilitada a satisfazer as condições
estabelecidas na legislação normalmente aplicável à exploração dos serviços aéreos internacionais,
pela Parte que aprecia a ou as candidaturas.
3 — Quando uma empresa de transporte aéreo tiver sido designada e autorizada, em confor-
midade com este artigo, poderá operar os serviços aéreos acordados para os quais foi designada,
desde que cumpra com todas as disposições aplicáveis deste Acordo.
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Artigo 5.º
Recusa, revogação, suspensão e limitação de direitos
1 — Cada Parte tem o direito de recusar, revogar, suspender ou de limitar as autorizações
de exploração ou permissões técnicas de uma empresa de transporte aéreo designada pela outra
Parte quanto aos direitos especificados no artigo 3.º deste Acordo, ou de sujeitar o exercício desses
direitos às condições que julgar necessárias, quando:
a) No caso de uma empresa de transporte aéreo designada pela República Portuguesa:
i) Esta não se encontre estabelecida no território da República Portuguesa nos termos dos
Tratados da UE ou não for titular de uma Licença de Exploração válida, em conformidade com o
direito da União Europeia; ou
ii) O controlo efetivo de regulação da empresa designada não seja exercido ou mantido pelo
Estado-Membro da UE responsável pela emissão do seu Certificado de Operador Aéreo, ou a au-
toridade aeronáutica competente não esteja claramente identificada na designação; ou
iii) A empresa de transporte aéreo não seja detida, diretamente ou através de posse maioritária,
ou não seja efetivamente controlada por Estados-Membros da UE ou por Estados da Associação
Europeia de Livre Comércio e/ou por nacionais desses Estados;
b) No caso de uma empresa de transporte aéreo designada pela República da Maurícia:
i) A empresa de transporte aéreo não se encontre constituída no território da República da
Maurícia e a sua propriedade substancial e controlo efetivo não sejam detidos pela República da
Maurícia ou pelos seus nacionais; ou
ii) A empresa de transporte aéreo não seja titular de uma Licença de Serviços Aéreos e de um
Certificado de Operador Aéreo emitidos pela autoridade competente da República da Maurícia; e
iii) O controlo efetivo de regulação da empresa de transporte aéreo designada não seja exercido e
mantido pela República da Maurícia, responsável pela emissão do seu Certificado de Operador Aéreo;
c) No caso da empresa de transporte aéreo designada não se encontrar habilitada a satisfazer
as condições estabelecidas na legislação normalmente aplicada à operação de serviços aéreos
internacionais, pela Parte que aprecia a ou as candidaturas; ou
d) No caso dessa empresa de transporte aéreo designada não cumprir com a legislação da
Parte que concede a autorização ou permissão; ou
e) No caso da empresa de transporte aéreo designada deixar de operar os serviços acordados
de acordo com as condições estabelecidas neste Acordo e no seu Anexo.
2 — A menos que a imediata revogação, suspensão ou imposição das condições menciona-
das no n.º 1 deste artigo seja essencial para evitar novas infrações às leis ou disposições deste
Acordo, esse direito apenas deverá ser exercido após a realização de consultas com as autoridades
aeronáuticas da outra Parte, em conformidade com o artigo 21.º
Artigo 6.º
Aplicação de legislação e procedimentos
1 — A legislação e os procedimentos de uma Parte relativos à entrada, permanência ou saída
do seu território de aeronaves utilizadas em serviços aéreos internacionais, ou relativos à operação e
navegação de tais aeronaves no seu território, deverão aplicar-se às aeronaves de ambas as Partes,
tanto à chegada como à partida ou enquanto permanecerem no território da primeira Parte.
2 — A legislação e os procedimentos de uma Parte relativos à entrada, permanência, em trânsito
ou à partida do seu território de passageiros, tripulações, bagagem, carga e correio transportados
a bordo de uma aeronave, tais como as formalidades de entrada, saída, imigração, passaportes,
alfândegas e controlo sanitário, serão cumpridos pela empresa de transporte aéreo designada da
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outra Parte, por ou em nome desses passageiros, tripulações, ou dos titulares da bagagem, carga
e correio aquando da entrada, saída ou permanência no território dessa Parte.
3 — A legislação e procedimentos referidos neste artigo deverão ser os mesmos que os apli-
cáveis às aeronaves das suas próprias empresas de transporte aéreo, que operem serviços aéreos
internacionais semelhantes.
Artigo 7.º
Trânsito direto
Passageiros, bagagem e carga em trânsito direto através do território de uma Parte e que não
abandonem a área do aeroporto reservada a esse fim serão sujeitos apenas a um controlo simpli-
ficado, exceto no que diz respeito a medidas de segurança destinada a fazer face a uma ameaça
de interferência ilícita, tal como violência, pirataria aérea e a medidas ocasionais de combate ao
tráfico ilícito de drogas. A bagagem e a carga em trânsito direto deverão estar isentas de direitos
aduaneiros, taxas e de outros impostos similares.
Artigo 8.º
Reconhecimento de certificados e licenças
1 — Os certificados de aeronavegabilidade, os certificados de competência e as licenças emi-
tidas, ou validadas, em conformidade com as regras e os procedimentos de uma Parte, incluindo,
no caso da República Portuguesa, a legislação e regulamentos da UE, e dentro do seu prazo de
validade, deverão ser reconhecidos como válidos pela outra Parte, para efeitos de operação dos
serviços acordados, sempre que os requisitos a que obedeceram a sua emissão ou validação sejam
equivalentes ou superiores aos padrões mínimos estabelecidos em conformidade com a Convenção.
2 — O n.º 1 também se aplica com respeito a uma empresa de transporte aéreo designada
pela República Portuguesa cujo controlo de regulação seja exercido e mantido por outro Estado-
-Membro da UE.
3 — No que respeita a voos sobre o seu próprio território, cada Parte reserva-se o direito de
não reconhecer os certificados de competência e as licenças concedidos aos seus nacionais pela
outra Parte, ou por eles validados.
Artigo 9.º
Segurança aérea
1 — Cada Parte pode solicitar, a qualquer momento, consultas sobre os padrões de segurança
adotados em quaisquer áreas relacionadas com a tripulação, aeronave ou com as condições da sua
operação adotadas pela outra Parte. Tais consultas deverão realizar-se no prazo de trinta (30) dias
a contar desse pedido.
2 — Se, em consequência dessas consultas, uma Parte concluir que a outra Parte não mantém
nem aplica efetivamente padrões de segurança, pelo menos, iguais aos padrões mínimos estabe-
lecidos de acordo com a Convenção, em qualquer destas áreas, a primeira Parte deve notificar a
outra Parte dessas conclusões e das medidas consideradas necessárias para a adequação aos
padrões mínimos mencionados, devendo a outra Parte tomar as necessárias medidas corretivas.
A não aplicação pela outra Parte das medidas adequadas, no prazo de quinze (15) dias ou num
período superior se este for acordado, constitui fundamento para aplicação do artigo 5.º («Recusa,
revogação, suspensão e limitação de direitos») deste Acordo.
3 — Sem prejuízo das obrigações referidas no artigo 33.º da Convenção, fica acordado que
qualquer aeronave operada pelas empresas de transporte aéreo designadas de uma Parte, em
serviços de ou para o território da outra Parte pode, enquanto permanecer no território da outra
Parte, ser objeto de um exame realizado pelos representantes autorizados da outra Parte, a bordo e
no exterior da aeronave, a fim de verificar não só a validade dos documentos da aeronave e da sua
tripulação, mas também o estado aparente da aeronave e do seu equipamento (chamada «inspeção
na plataforma de estacionamento»), desde que tal não implique atrasos desnecessários.
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4 — Se, em consequência desta inspeção na plataforma de estacionamento ou de uma série
de inspeções na plataforma de estacionamento surgirem:
a) Sérias suspeitas de que uma aeronave, ou de que as condições de operação de uma
aeronave, não cumpre os padrões mínimos estabelecidos pela Convenção; ou
b) Sérias suspeitas sobre falhas de manutenção e aplicação efetiva dos padrões de segurança
aérea estabelecidos pela Convenção;
a Parte que efetuou a inspeção é livre de concluir, para os efeitos do artigo 33.º da Convenção, que
os requisitos sob os quais os certificados ou as licenças são emitidos ou validados para a aeronave
em questão ou para a sua tripulação, ou que os requisitos de operação da aeronave, não são iguais
ou superiores aos padrões mínimos estabelecidos pela Convenção.
5 — Nos casos em que o acesso a uma aeronave operada por uma empresa de transporte
aéreo designada por uma Parte, para efeitos de uma inspeção na plataforma de estacionamento,
nos termos do n.º 3 deste artigo, seja negado pelos representantes dessa empresa, a outra Parte
pode inferir que existem sérias suspeitas do tipo mencionado no n.º 4 deste artigo e de tirar as
conclusões nele referidas.
6 — Cada Parte, reserva-se o direito de suspender ou alterar, de imediato, a autorização
de exploração da empresa de transporte aéreo designada da outra Parte, caso a primeira Parte
conclua, quer em consequência de uma inspeção na plataforma de estacionamento, de uma série
de inspeções na plataforma de estacionamento, de recusa de acesso para efeitos de inspeção na
plataforma de estacionamento, na sequência de consultas, quer ainda de qualquer outro modo, que
uma ação imediata é essencial à segurança da operação da empresa de transporte aéreo.
7 — Qualquer ação empreendida por uma Parte de acordo com os n.os 1, 2 e 6 deste artigo,
deverá ser interrompida assim que o fundamento para essa ação deixe de existir.
8 — Caso a República Portuguesa tenha designado uma empresa de transporte aéreo cujo
controlo de regulação seja exercido e mantido por outro Estado-Membro da UE, os direitos da outra
Parte, previstos neste artigo, aplicam-se igualmente no que respeita à adoção, ao exercício ou à
manutenção dos requisitos de segurança por esse outro Estado-Membro da UE, bem como no que
respeita à autorização de exploração dessa empresa de transporte aéreo.
Artigo 10.º
Segurança da aviação civil
1 — Em conformidade com os seus direitos e obrigações decorrentes do direito internacional,
as Partes reafirmam que a sua obrigação mútua de protegerem a segurança da aviação civil contra
atos de interferência ilícita constitui parte integrante do presente Acordo.
2 — Sem limitar ou derrogar a generalidade dos seus direitos e obrigações decorrentes do
direito internacional, as Partes deverão, em especial, agir em conformidade com o disposto:
a) Na Convenção relativa às Infrações e a Certos Outros Atos Cometidos a Bordo de Aeronaves,
assinada em Tóquio em 14 de setembro de 1963;
b) Na Convenção para a Repressão da Captura Ilícita de Aeronaves, assinada na Haia, em
16 de dezembro de 1970;
c) Na Convenção para a Repressão de Atos Ilícitos contra a Segurança da Aviação Civil, assi-
nada em Montreal, em 23 de setembro de 1971, e no seu Protocolo Suplementar para a Repressão
de Atos Ilícitos de Violência nos Aeroportos servindo a Aviação Civil Internacional;
d) E na Convenção relativa à Marcação dos Explosivos Plásticos para fins de Deteção, adotada
em Montreal, em 1 de março de 1991.
3 — As Partes deverão, a pedido, prestar-se toda a assistência necessária com vista a impedir
atos de captura ilícita de aeronaves civis e outros atos de interferência ilícita contra a segurança
dessas aeronaves, respetivos passageiros e tripulações, de aeroportos, instalações de navegação
aérea, bem como qualquer outra ameaça à segurança da aviação civil.
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4 — Nas suas relações mútuas, as Partes deverão agir em conformidade com as disposições
sobre segurança da aviação estabelecidas pela Organização da Aviação Civil Internacional denomi-
nadas Anexos à Convenção sobre Aviação Civil Internacional, na medida em que estas disposições
sobre segurança da aviação se apliquem a ambas as Partes. Estas deverão exigir que os operadores
de aeronaves matriculadas no seu território ou os operadores de aeronaves que nele tenham o seu
estabelecimento principal ou a sua residência permanente ou, no caso da República Portuguesa,
que os operadores de aeronaves estabelecidos no seu território nos termos dos Tratados da União
Europeia e detentores de Licenças de Exploração válidas em conformidade com o direito da UE, e
que os operadores de aeroportos situados no seu território ajam em conformidade com as referidas
disposições relativas à segurança da aviação aplicáveis a ambas as Partes.
5 — Cada Parte concorda que se exija a esses operadores de aeronaves que cumpram as
disposições relativas à segurança da aviação, referidas no n.º 4 deste artigo, impostas pela outra
Parte para a entrada, permanência ou saída do território dessa outra Parte. Para a partida de, bem
como permanência, no território da República Portuguesa, exige-se que os operadores de aero-
naves cumpram as disposições relativas à segurança da aviação em conformidade com o direito
da UE. Cada Parte deverá assegurar, no seu território, a aplicação efetiva de medidas adequadas
para proteger as aeronaves e inspecionar passageiros, tripulações, bagagem de mão, bagagem,
carga e aprovisionamentos, antes ou durante o embarque ou carregamento. Cada Parte também
deverá considerar favoravelmente qualquer pedido da outra Parte relativo à adoção de medidas
especiais de segurança razoáveis para fazer face a uma ameaça concreta.
6 — Em caso de incidente ou ameaça de incidente de captura ilícita de aeronaves civis ou
de outros atos ilícitos contra a segurança de tais aeronaves, seus passageiros e tripulações, de
aeroportos ou de instalações de navegação aérea, as Partes deverão ajudar-se mutuamente, fa-
cilitando as comunicações e outras medidas apropriadas, tendentes a pôr termo, de forma rápida
e segura, a esse incidente ou ameaça de incidente.
7 — Se uma Parte tiver problemas ocasionais, no âmbito das disposições deste artigo relati-
vas à segurança da aviação civil, as autoridades aeronáuticas de ambas as Partes podem solicitar
consultas imediatas com as autoridades aeronáuticas da outra Parte.
Artigo 11.º
Isenção de direitos aduaneiros e outros encargos
1 — As aeronaves utilizadas em serviços aéreos internacionais pela empresa designada
por uma das Partes, bem como o seu equipamento normal, peças sobressalentes, reservas de
combustíveis e lubrificantes, outros consumíveis técnicos e provisões (incluindo alimentos, bebi-
das e tabaco), que se encontrem a bordo de tais aeronaves, serão isentos de todos os direitos
aduaneiros, emolumentos de inspeção e outros direitos ou encargos semelhantes, à chegada ao
território da outra Parte, desde que esse equipamento, reservas e provisões permaneçam a bordo
das aeronaves até ao momento de serem reexportados ou utilizados na parte da viagem efetuada
sobre esse território.
2 — Deverão ser igualmente isentos dos mesmos direitos, emolumentos e impostos, com
exceção dos encargos relativos aos serviços prestados:
a) As provisões de bordo embarcadas no território de uma Parte, dentro dos limites fixados
pelas autoridades dessa Parte, e para utilização nos voos à partida de aeronaves utilizadas em
serviços aéreos internacionais pelas empresas de transporte aéreo designadas da outra Parte;
b) As peças sobressalentes e o equipamento normal de bordo introduzidos no território de uma
das Partes destinados à manutenção ou reparação das aeronaves utilizadas em serviços aéreos
internacionais pelas empresas de transporte aéreo designadas da outra Parte;
c) O combustível, lubrificantes e outros consumíveis técnicos destinados ao abastecimento à
partida das aeronaves, utilizadas em serviços aéreos internacionais pelas empresas designadas
da outra Parte, mesmo quando estes aprovisionamentos se destinem a ser consumidos na parte
da viagem efetuada sobre o território da Parte em que são embarcados.
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3 — Pode ser requerido que todos os artigos referidos no n.º 2 deste artigo sejam mantidos
sob vigilância ou controlo aduaneiro.
4 — O equipamento normal de bordo, bem como os materiais e provisões existentes a bordo
das aeronaves das empresas de transporte aéreo designadas de qualquer das Partes só podem
ser descarregados no território da outra Parte com a autorização das autoridades aduaneiras dessa
Parte. Nesses casos, podem ser colocados sob vigilância das referidas autoridades até ao momento
de serem reexportados ou de lhes ser dado outro destino, de acordo com a legislação aduaneira.
5 — As isenções previstas neste artigo deverão também ser possíveis nos casos em que as
empresas de transporte aéreo designadas de qualquer das Partes tenham estabelecido arranjos
com outra empresa ou empresas de transporte aéreo para o empréstimo ou a transferência, no
território da outra Parte, dos produtos especificados nos n.os 1 e 2 deste artigo, desde que essa
outra ou essas outras empresas beneficiem igualmente das mesmas isenções dessa outra Parte.
6 — Nada neste Acordo deverá impedir a República Portuguesa de aplicar, numa base não
discriminatória, impostos, taxas, direitos, custas ou encargos ao combustível fornecido no seu terri-
tório para utilização em aeronaves de uma empresa de transporte aéreo designada pela República
da Maurícia que opere entre um ponto situado no território da República Portuguesa e outro ponto
situado no território da República Portuguesa ou no território de outro Estado-Membro da UE.
Artigo 12.º
Taxas de utilização
1 — Cada Parte pode impor ou permitir que sejam impostas, pelas suas autoridades compe-
tentes, à empresa de transporte aéreo designada da outra Parte, taxas justas e adequadas. Tais
taxas deverão ser baseadas em princípios económicos sãos.
2 — Nenhuma Parte deverá impor ou permitir que sejam impostas à empresa de transporte
aéreo designada da outra Parte taxas mais elevadas que aquelas que são impostas à sua própria
empresa de transporte aéreo designada que explorem serviços aéreos internacionais semelhantes,
utilizando o mesmo tipo de aeronaves e serviços e instalações conexas.
3 — Cada Parte incentivará consultas entre as suas autoridades de cobrança competentes e
as empresas de transporte aéreo designadas que usam os serviços e instalações. Quando possível,
essas consultas deverão ser realizadas através das organizações que representam as empresas
de transporte aéreo.
4 — Cada Parte deve encorajar as autoridades ou entidades de cobrança competentes e as
empresas de transporte aéreo a trocar informações necessárias à realização de uma correta ava-
liação sobre a razoabilidade das taxas, em conformidade com os princípios enunciados nos n.os 1
e 2 deste artigo. Cada Parte deve encorajar as autoridades de cobrança competentes a avisar os
utilizadores, com razoável antecedência, sobre qualquer proposta de alteração das taxas de utili-
zação, de modo a que estes possam emitir a sua opinião antes que as alterações sejam efetuadas.
Artigo 13.º
Conversão e transferência de receitas
1 — Cada Parte concede às empresas de transporte aéreo designadas da outra Parte o direito
de transferir livremente, à taxa de câmbio oficial, as receitas isentas de impostos e o excedente
das receitas sobre as despesas localmente realizadas com o transporte de passageiros, bagagem,
carga e correio nos serviços aéreos acordados no seu território e em conformidade com a legislação
interna aplicável no território da Parte a partir do qual a transferência é efetuada.
2 — Para os efeitos deste artigo, a legislação interna aplicável na República Portuguesa inclui
todas as medidas adotadas pela UE.
Artigo 14.º
Princípios que regem a operação dos serviços aéreos acordados
1 — A capacidade a oferecer pelas empresas de transporte aéreo designadas de cada Parte deve
ter em conta as necessidades de transporte do público nas rotas acordadas e deve ter como principal
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objetivo, com um nível razoável de ocupação, a oferta de capacidade adequada às necessidades cor-
rentes e razoavelmente previsíveis para o transporte de passageiros, bagagem, carga e correio, embar-
cado ou desembarcado no território da Parte que tenha designado as empresas de transporte aéreo.
2 — Qualquer decisão a adotar pelas empresas de transporte aéreo designadas para procede-
rem ao transporte de tráfego a ser embarcado ou desembarcado em pontos das rotas especificadas
em territórios de Estados terceiros, será tomada tendo em conta os princípios gerais aos quais a
capacidade se deve adaptar:
a) Exigências do tráfego embarcado ou desembarcado no território da Parte que designou as
empresas de transporte aéreo;
b) Exigências do tráfego da área que a empresa de transporte aéreo atravessa, tendo em
consideração os outros serviços de transporte aéreo estabelecidos pelas empresas de transporte
aéreo dos Estados compreendidos nessa área; e
c) Exigências da operação de serviços aéreos.
3 — A capacidade e a frequência de serviços a oferecer pelas empresas de transporte aéreo
designadas de cada Parte serão previamente determinados conjuntamente entre as autoridades
aeronáuticas de ambas as Partes, com base nos princípios consagrados neste artigo.
4 — A fim de satisfazer as variações sazonais ou a procura inesperada de transporte, de natu-
reza temporária, a(s) empresa(s) de transporte aéreo designadas de uma Parte deverão submeter
a necessária candidatura à aprovação das autoridades aeronáuticas da outra Parte.
Artigo 15.º
Concorrência leal
1 — Cada Parte assegurará, em conformidade com a sua legislação e procedimentos, opor-
tunidades justas e iguais para que as empresas de transporte aéreo designadas possam competir
na exploração de serviços aéreos internacionais, ao abrigo deste Acordo.
2 — Cada Parte tomará, quando necessário e dentro dos limites da sua jurisdição, as medidas apro-
priadas para eliminar todas as formas de discriminação ou práticas concorrenciais desleais que afetam
negativamente a posição concorrencial da(s) empresa(s) de transporte aéreo designada(s) da outra Parte.
3 — Nenhuma das Partes permitirá à sua empresa ou empresas de transporte aéreo designa-
das, quer separadamente, quer em conjunto com qualquer outra empresa ou empresas de transporte
aéreo, abusar de posição dominante, e que daí resulte ou que seja provável que resulte ou cuja
intenção seja enfraquecer severamente um concorrente ou excluí-lo de uma rota.
4 — Se uma das Partes suspeitar, de forma consubstanciada, que as suas empresas de trans-
porte aéreo designadas estão a ser alvo de discriminação ou de práticas desleais, ou que o subsídio
ou auxílio, concedido pela outra Parte poderá afetar, ou efetivamente afeta, desfavoravelmente a
igualdade de oportunidades na oferta de serviços de transporte aéreo internacional, das empresas
de transporte aéreo da primeira Parte, esta pode requerer consultas e notificar a outra Parte das
razões da sua insatisfação. Essas consultas deverão ter lugar no prazo de trinta (30) dias, a contar
da data da receção da notificação. Se a situação não for resolvida, a Parte que solicitou as consultas
tomará as medidas adequadas, incluindo as referidas no artigo 5.º
Artigo 16.º
Aprovação de programas
1 — A empresa de transporte aéreo designada de uma Parte deve, com trinta (30) dias de
antecedência, submeter para aprovação das autoridades aeronáuticas da outra Parte, os progra-
mas propostos, especificando os pontos a servir, a frequência, o tipo de aeronave, configuração e
número de lugares a oferecer ao público.
2 — Quaisquer alterações subsequentes aos programas aprovados de uma empresa de
transporte aéreo designada devem ser submetidas para aprovação das autoridades aeronáuticas
da outra Parte.
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3 — Se uma empresa de transporte aéreo designada desejar explorar voos suplementares aos
previstos nos programas aprovados, deverá obter autorização prévia das autoridades aeronáuticas
da Parte em causa.
4 — A aprovação dos programas ou alterações aos mesmos, submetidos por uma empresa
de transporte aéreo designada, ou a autorização para explorar voos suplementares não devem ser
recusados por uma Parte, sem motivos válidos.
Artigo 17.º
Tarifas
1 — As tarifas a serem cobradas pelas empresas de transporte aéreo designadas de cada
Parte nos serviços de transporte aéreo explorados ao abrigo deste Acordo, serão livremente esta-
belecidas a níveis razoáveis, tendo em devida conta todos os fatores relevantes, incluindo o custo
de exploração, as características do serviço, o interesse dos utilizadores, um lucro razoável e outras
considerações de mercado.
2 — Cada Parte poderá exigir a notificação ou apresentação, às suas autoridades aeronáuti-
cas, das tarifas a serem cobradas, de e para o seu território, pelas empresas de transporte aéreo
designadas da outra Parte. A notificação ou a apresentação, pelas empresas de transporte aéreo
designadas, pode ser exigida num prazo não superior a trinta (30) dias antes da data proposta para
sua aplicação. Em casos isolados, poderá ser autorizada uma antecedência inferior à normalmente
exigida, para a notificação ou apresentação. Nenhuma das Partes exigirá a notificação ou apresen-
tação, pelas empresas de transporte aéreo da outra Parte, das tarifas cobradas ao público, pelos
fretadores, exceto quando exigido, numa base não discriminatória, para fins informativos.
3 — Sem prejuízo das leis aplicáveis, em cada Parte, sobre concorrência e proteção dos
consumidores, nenhuma Parte tomará uma ação unilateral para prevenir a entrada em vigor ou a
continuação de uma tarifa proposta para aplicação ou aplicada pelas empresas de transporte aéreo
designadas da outra Parte para operar serviços aéreos internacionais de transporte previstos neste
Acordo. Essa intervenção ficará limitada à:
a) Prevenção de preços e práticas injustificadamente discriminatórios;
b) Proteção dos consumidores face a tarifas excessivamente altas ou restritivas, devido a
abuso de posição dominante;
c) Proteção das empresas de transporte aéreo face a tarifas artificialmente baixas, devido a
subsídios ou ajudas diretas ou indiretas; e
d) Proteção das empresas de transporte aéreo face a tarifas artificialmente baixas, sempre
que existam evidências quanto à intenção de eliminar a concorrência.
4 — Sem prejuízo do previsto no n.º 3 deste artigo, as autoridades aeronáuticas de cada Parte
podem aprovar expressamente as tarifas submetidas pelas empresas de transporte aéreo desig-
nadas. Sempre que essas autoridades aeronáuticas considerarem que uma tarifa se enquadra nas
categorias previstas nas alíneas a), b), c) e d) do n.º 3 deste artigo, devem enviar uma notificação
às autoridades aeronáuticas da outra Parte e às empresas de transporte aéreo em causa, funda-
mentando as razões da sua insatisfação, no prazo mais curto possível e em caso algum num prazo
superior a trinta (30) dias úteis após a data de apresentação da tarifa em questão e poderão solicitar
consultas. Se a outra Parte/empresa de transporte aéreo aceitar a argumentação, a tarifa deve ser
retirada imediatamente. Caso contrário, as consultas solicitadas pela primeira Parte deverão realizar-
-se no prazo de trinta (30) dias úteis após o pedido e ambas as Partes envidarão esforços para
chegar a uma resolução satisfatória. A menos que ambas as autoridades aeronáuticas concordem em
desaprovar a tarifa, esta deve ser considerada como tendo sido aprovada e deve continuar em vigor.
Artigo 18.º
Estatísticas
Pode ser exigido às autoridades aeronáuticas de qualquer das Partes, ou às respetivas em-
presas de transporte aéreo designadas que forneçam às autoridades aeronáuticas da outra Parte,
informações e dados estatísticos, razoavelmente exigíveis, para fins informativos.
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Artigo 19.º
Representação e pessoal/atividades comerciais
1 — A empresa ou empresas de transporte aéreo designadas de cada Parte terão o direito,
numa base de reciprocidade, a estabelecer escritórios no território da outra Parte destinados à
promoção do transporte aéreo e venda de bilhetes de avião, bem como outras instalações ineren-
tes à exploração do transporte aéreo, em conformidade com a legislação em vigor na outra Parte.
2 — A empresa ou empresas de transporte aéreo designadas de cada uma das Partes serão
autorizadas, numa base de reciprocidade, a trazer e manter no território da outra Parte pessoal
executivo, técnico, operacional e outro pessoal especializado necessário à exploração do transporte
aéreo. Será concedido, ao pessoal necessário da empresas ou empresas de transporte aéreo de-
signadas, numa base de reciprocidade, autorização para aceder ao(s) aeroporto(s) onde os serviços
são operados e a áreas conexas às aeronaves, tripulação, passageiros e carga.
3 — Sujeito às leis, regulamentos e políticas de cada Parte, incluindo no caso da República
Portuguesa, o direito da UE, cada empresa de transporte aéreo designada terá, no território da
outra Parte, o direito a realizar a sua própria assistência em escala (self-handling) ou o direito a
escolher, ao seu critério, entre os fornecedores concorrentes que prestam serviços de assistência
em escala, no todo ou em parte. Sempre que essas leis e regulamentos limitem ou impeçam a auto
assistência e sempre que não haja concorrência efetiva entre os fornecedores que prestam serviços
de assistência em escala, cada empresa de transporte aéreo designada deve ser tratada numa
base não discriminatória em relação ao seu acesso a serviços de autoassistência e assistência em
escala prestados por um ou mais fornecedores.
4 — Cada Parte deverá garantir, à(s) empresa(s) de transporte aéreo da outra Parte, o direito
de proceder à venda dos seus documentos de transporte aéreo no seu território, à sua escolha,
diretamente ou através de agentes. Cada empresa de transporte aéreo designada deverá ter o direito
de vender o referido transporte na moeda local ou em moedas estrangeiras livremente convertíveis.
Qualquer empresa de transporte aéreo designada de uma Parte terá o direito de pagar as despe-
sas, realizadas localmente no território da outra Parte, em moeda local ou em moeda estrangeira
livremente convertível, caso tal seja permitido pelos regulamentos locais a nível monetário.
Artigo 20.º
Serviços intermodais
1 — Sem prejuízo de qualquer outra disposição deste Acordo, as empresas de transporte aéreo
e fornecedores indiretos de serviços de transporte de passageiros de cada Parte são autorizados,
sem restrições, a contratar quaisquer serviços de transporte de superfície para os passageiros, em
ligação com o transporte aéreo internacional, de ou para quaisquer pontos situados nos territórios
das Partes ou em países terceiros, nomeadamente o transporte de e para todos os aeroportos que
disponham de serviços alfandegários. As empresas de transporte aéreo podem optar por realizar
o seu próprio transporte de superfície ou, ao seu critério, prestar esse serviço através de acordos
com outros transportadores de superfície, incluindo o transporte de superfície realizado por outras
empresas de transporte aéreo e fornecedores indiretos de transporte aéreo de passageiros. Tais
serviços de transporte intermodal de passageiros podem ser oferecidos a um preço único, combi-
nando o transporte aéreo e o transporte de superfície, desde que os passageiros sejam informados
sobre as características deste tipo de transporte.
2 — Sem prejuízo de qualquer outra disposição deste Acordo, as empresas de transporte aéreo
e fornecedores indiretos de serviços de transporte de carga de cada Parte são autorizados, sem
restrições, a contratar quaisquer serviços de transporte de carga de superfície, em ligação com o
transporte aéreo internacional, de ou para quaisquer pontos situados nos territórios das Partes ou
em países terceiros, nomeadamente o transporte de e para todos os aeroportos que disponham
de serviços alfandegários, incluindo, quando aplicável, o direito de transportar carga sob controlo
aduaneiro, nos termos da legislação nacional aplicável. Independentemente de ser transportada
à superfície ou por via aérea, essa carga tem acesso às instalações e aos serviços aduaneiros do
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aeroporto. As empresas de transporte aéreo podem optar por realizar o seu próprio transporte de
superfície ou, ao seu critério, prestar esse serviço através de arranjos com outros transportadores de
superfície, incluindo o transporte de superfície realizado por outras empresas de transporte aéreo e
fornecedores indiretos de transporte aéreo de carga. Tais serviços de transporte intermodal de carga
podem ser oferecidos a um preço único, combinando o transporte aéreo e o transporte de superfí-
cie, desde que os expedidores sejam informados sobre as características deste tipo de transporte.
Artigo 21.º
Consultas
1 — As Partes podem, a qualquer momento, requerer consultas sobre a implementação,
interpretação, aplicação ou emenda, ou conformidade com este Acordo.
2 — Sujeito às disposições dos artigos 5.º («Recusa, revogação, suspensão e limitação de
direitos»), 9.º («Segurança aérea») e 10.º («Segurança da aviação civil»), tais consultas, que
poderão ser realizadas através de discussão ou por correspondência, deverão ter início no prazo
de sessenta (60) dias a contar da data de receção do respetivo pedido, a menos que as Partes
acordem de outro modo.
Artigo 22.º
Emenda ao Acordo
1 — Se qualquer das Partes considerar conveniente emendar qualquer disposição deste Acordo,
tal emenda deverá ser acordada, em conformidade com as disposições do artigo 21.º
2 — As emendas resultantes de negociações, referidas no número anterior, entrarão em vigor
em conformidade com o estabelecido no artigo 26.º
3 — Se, em conformidade com a legislação nacional, uma convenção multilateral sobre
transporte aéreo entrar em vigor para ambas as Partes, este Acordo considerar-se-á emendado,
de forma a conformá-lo com as disposições dessa convenção.
Artigo 23.º
Resolução de diferendos
1 — Qualquer diferendo entre as Partes relativo à interpretação ou aplicação/implementação
deste Acordo, à exceção de diferendos relacionados com tarifas, que não podem ser resolvidos
através de consultas ou negociações, ou sempre que acordado, deve, mediante pedido de qualquer
uma das Partes, ser submetido a um tribunal arbitral.
2 — No período de trinta (30) dias a contar da data de receção, por qualquer das Partes, por
via diplomática, de uma nota da outra Parte, solicitando a arbitragem do diferendo por um tribunal,
cada Parte nomeará um árbitro. No período de trinta (30) dias a partir da designação do último
árbitro nomeado, os dois árbitros designarão um presidente que deverá ser nacional de um Estado
terceiro. Se, nos trinta (30) dias após uma das Partes ter nomeado o seu árbitro, a outra Parte não
tiver nomeado o seu próprio ou, se no prazo de trinta (30) dias após a nomeação do segundo árbitro,
os dois árbitros não tiverem chegado a acordo sobre a nomeação do presidente, qualquer uma das
Partes pode solicitar, ao Presidente do Conselho da Organização da Aviação Civil Internacional,
para designar um ou mais árbitros, conforme for necessário. Se o Presidente do Conselho for da
mesma nacionalidade de uma das Partes, o Vice-Presidente mais antigo, que não esteja impedido
pelo mesmo motivo, procederá à nomeação.
3 — Salvo disposições em contrário determinadas pelas Partes ou pelo tribunal, cada Parte
deve apresentar um memorando no prazo de trinta (30) dias após o tribunal estar totalmente
constituído. As respostas devem ser dadas no prazo de trinta (30) dias. O tribunal realizará uma
audiência a pedido de qualquer uma das Partes, ou ao seu critério, no prazo de trinta (30) dias
após receção das respostas.
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4 — A decisão arbitral será proferida, por escrito, no prazo de trinta (30) dias após a conclusão
da audiência, ou se a audiência não tiver sido realizada, após a data de apresentação de ambas
as respostas. A decisão será tomada por maioria.
5 — As Partes podem requerer a clarificação da decisão, no prazo de quinze (15) dias após
a sua receção e essa clarificação deve ser emitida no prazo de quinze (15) dias a partir da solici-
tação.
6 — A decisão do tribunal arbitral será definitiva e vinculativa para as Partes.
7 — Cada Parte deverá suportar os custos do árbitro por si nomeado. Outras despesas do
tribunal, ao abrigo deste artigo, serão divididas em partes iguais pelas Partes.
8 — Se e enquanto uma das Partes não cumprir uma decisão nos termos do n.º 6 deste artigo,
a outra Parte poderá limitar, suspender ou revogar quaisquer direitos ou privilégios que tenham
sido concedidos por força deste Acordo à Parte em falta.
Artigo 24.º
Vigência e denúncia
1 — Este Acordo permanecerá em vigor por período indeterminado.
2 — Cada uma das Partes pode, a qualquer momento, denunciar este Acordo.
3 — A denúncia tem de ser notificada à outra Parte e, simultaneamente, à Organização da
Aviação Civil Internacional, produzindo efeitos doze (12) meses após a data de receção da notifi-
cação pela outra Parte.
4 — Caso a outra Parte não acuse a receção da notificação, esta deverá considerar-se efetuada
catorze (14) dias após a sua receção pela Organização da Aviação Civil Internacional.
Artigo 25.º
Registo na OACI
Este Acordo e qualquer emenda ao mesmo deverão ser registados junto da Organização da
Aviação Civil Internacional.
Artigo 26.º
Entrada em vigor
Este Acordo entrará em vigor trinta (30) dias após a data da receção da última notificação, por
via diplomática, de que foram cumpridos os requisitos legais internos necessários para o efeito.
Em fé do que os signatários, devidamente autorizados para o efeito pelos respetivos Governos,
assinaram este Acordo.
Feito em Port Louis no dia 14 de setembro de 2017, em dois originais, nas línguas portuguesa
e inglesa, sendo ambos os textos igualmente autênticos. Em caso de divergência de interpretação,
prevalece a versão em língua inglesa.
Pela República Portuguesa:
Maria Amélia Paiva, Embaixadora de Portugal.
Pela República da Maurícia:
Nayen Koomar Ballah, Secretário do Governo e Chefe da Função Pública.
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ANEXO
Quadro de rotas
A(s) empresa(s) de transporte aéreo designada(s) de cada Parte têm o direito de realizar
serviços de transporte aéreo internacional, nas respetivas rotas, como se segue:
Rota das empresa(s) de transporte aéreo designada(s) da República Portuguesa
Pontos em Portugal Pontos Intermédios Pontos na Maurícia Pontos Além
Qualquer um ou mais. Qualquer um ou mais. Qualquer um ou mais. Qualquer um ou mais.
Rota das empresa(s) de transporte aéreo designada(s) da República da Maurícia
Pontos na Maurícia Pontos Intermédios Pontos em Portugal Pontos Além
Qualquer um ou mais. Qualquer um ou mais. Qualquer um ou mais. Qualquer um ou mais.
Notas
1 — Os pontos referidos na rota acima, serão escolhidos livremente pelas empresas de trans-
porte aéreo de cada Parte e serão notificados às autoridades aeronáuticas de ambas as Partes
trinta (30) dias antes do início dos serviços.
2 — A(s) empresa(s) de transporte aéreo designada(s) de cada Parte podem explorar os
seus serviços aéreos numa ou em ambas as direções, e podem, à sua escolha, alterar a ordem
ou omitir um ou mais pontos, em qualquer das rotas acima mencionadas, no todo ou em parte dos
seus serviços (incluindo pontos intermédios, além e pontos nos territórios das Partes), desde que
os serviços comecem ou terminem num ponto do território da Parte que designa a empresa de
transporte aéreo.
3 — O exercício de direitos de tráfego de quinta liberdade em pontos intermédios e/ou além
especificados fica sujeito a acordo entre as autoridades aeronáuticas de ambas as Partes.
4 — A empresa de transporte aéreo designada de cada Parte pode servir pontos no território
da outra Parte, em qualquer combinação, como parte de uma viagem internacional e sem direitos
de tráfego domésticos (cabotagem).
AIR SERVICES AGREEMENT BETWEEN THE PORTUGUESE REPUBLIC
AND THE REPUBLIC OF MAURITIUS
The Portuguese Republic and the Republic of Mauritius hereinafter referred to as the Parties;
and in singular as a “Party”:
Acknowledging the importance of air transportation as a means of creating and preserving
friendship, understanding and co-operation between the peoples of the two countries;
Desiring to facilitate the expansion of international air transport opportunities in order to promote
trade and tourism between the two countries and also globally;
Desiring to conclude an Agreement for the purpose of establishing air services between and
beyond their respective territories;
Desiring to ensure the highest degree of safety and security in international air transportation
and reaffirming their grave concern about acts of threats against the security of aircraft, which jeo-
pardize the safety of persons or property; and
Being parties to the Convention on International Civil Aviation opened for signature at Chicago
on December 7, 1944,
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have agreed as follows:
Article 1
Definitions
1 — For the purpose of this Agreement, unless the context otherwise requires:
a) The term “Aeronautical authorities” means, in the case of the Republic of Mauritius, the Mi-
nister charged with the responsibility for civil aviation or any person or body authorized to exercise a
particular function relating to this Agreement, and in the case of the of the Portuguese Republic the
Civil Aviation Authority or in either case, any person or body duly authorized to perform any function
related to this Agreement exercised by the said Authorities;
b) The term “agreed services” means scheduled international air services on the routes spe-
cified in the Annex to this Agreement for the transport of passengers, baggage, cargo and mail in
accordance with agreed capacity entitlements;
c) The term “Agreement” means this agreement, the Annex thereto and any amendments to
the Agreement or to this Annex;
d) The terms “air service”, “international air service”, “airline” and “stop for non-traffic purposes”
have the meanings respectively assigned to them in Article 96 of the Convention;
e) The term “Capacity” means the amount(s) of services provided under the agreement, usually
measured in the number of flights(frequencies) or seats or tons of cargo offered in a market (city
pair, or country-to country) or on a route during a specific period, such as daily, weekly, seasonally
or annually.
f) The term “Convention” means the Convention on International Civil Aviation, opened for
signature at Chicago on 7 December 1944, and includes any Annex adopted under Article 90 of
that Convention and any amendments of the Annexes or the Convention adopted under Articles 90
and 94 thereof, insofar as such Annexes and amendments have been adopted by both Parties;
g) The term “designated airline(s)” means one or more airlines which has been designated and
authorized in accordance with Article 4 of this Agreement;
h) The term “intermodal air transportation” means the public carriage by aircraft and by one or
more surface modes of transport of passengers, baggage, cargo and mail, separately or in combi-
nation, for remuneration or hire;
i) The term “tariff” means the prices to be paid for the carriage of passengers and cargo and
the conditions under which those prices apply, including prices and conditions for agency and other
ancillary services, but excluding prices and conditions for the carriage of mail;
j) The term “territory” has the meaning assigned to it under Article 2 of the Convention; and
k) The term “user charge” means a charge made to airlines by the competent authorities, or
permitted by them to be made, for the provision of airport property or facilities or of air navigation
facilities, or aviation security facilities or services, including related services and facilities, for aircraft,
their crews, passengers and cargo; and
l) The term “EU Treaties” shall mean the Treaty on European Union and the Treaty on the
Functioning of the European Union.
2 — The Annex to this Agreement shall form an integral part of the Agreement and all references
to the Agreement, unless expressly provided otherwise, shall apply to the said Annex.
Article 2
Applicability of the Convention
The provisions of this Agreement shall be subject to the provisions of the Convention insofar
as those provisions are applicable to international air services.
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Article 3
Grant of rights
1 — Each Party grants to the other Party the following rights for the purpose of operation of
scheduled international air services by the designated airlines of the other Party:
a) The right to fly across its territory without landing;
b) The right to make stops in its territory for non-traffic purposes; and
c) The right to land in the territory of the other Party at the points specified on the route agreed
in the Annex to this Agreement for the purpose of taking on board and discharging passengers and/or
cargo including mail, subject to the conditions specified in the said Annex.
2 — Nothing in this Article shall be deemed to confer on the designated airlines of one Party
the right of taking on board, in the territory of the other Party, passengers and/or cargo including
mail, for remuneration, destined for another point in the territory of that other Party.
3 — The rights specified at paragraph 1a) and b) above shall be granted by each Party to an
airline of the other Party even if that airline is not a designated airline.
4 — If the designated airlines of one Party are unable to operate services on its normal routing
because of armed conflict, political disturbances, or special and unusual circumstances the other
Party shall make its best efforts to facilitate the continued operation of such service through appro-
priate rearrangements of such routes, including the grant of rights for such time as may be necessary
to facilitate viable operations. The provisions of this norm shall be applied without discrimination
between the designated airlines of the Parties.
Article 4
Designation of Airlines and Authorization
1 — Each Party shall have the right to designate in writing through the diplomatic channel, to
the other Party one or more airlines for the purpose of operating the agreed services on the routes
specified in the Annex to this Agreement, and to alter or substitute or revoke such a designation in
writing through diplomatic channel.
2 — On receipt of such a designation and of applications from a designated airline, in the form
and manner prescribed for operating authorizations and technical permissions, the Aeronautical
Authorities of the other Party shall, with minimum of procedural delay, subject to the provisions of
paragraph 3 of this Article, grant to the airline designated in accordance with paragraph 1 of this
Article the appropriate operating authorization provided that:
a) In the case of an airline designated by the Portuguese Republic:
i) It is established in the territory of the Portuguese Republic under the EU Treaties and has a
valid Operating License in accordance with the law of the European Union; and
ii) Effective regulatory control of the designated airline is exercised and maintained by the
EU Member State responsible for issuing its Air Operator’s Certificate, and the relevant aeronautical
authority is clearly identified in the designation; and
iii) The airline is owned, directly or through majority ownership, and it is effectively controlled
by Member States of the EU or the European Free Trade Association and/or by nationals of such
States;
b) In the case of an airline designated by the Republic of Mauritius:
i) The airline is incorporated in the territory of the Republic of Mauritius and its substantial ow-
nership and effective control are in the hands of the Republic of Mauritius or its nationals;
ii) The airline holds a valid Air Services License and an Air Operator Certificate issued by the
competent authority of the Republic of Mauritius; and
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iii) Effective regulatory control of the designated airline is exercised and maintained by the
Republic of Mauritius responsible for issuing its Air Operator’s Certificate;
c) The designated airline is qualified to meet the conditions prescribed under the legislation
normally applied to the operation of international air services by the Party considering the application
or applications.
3 — When an airline has been designated and authorized in accordance with this Article, it may
operate the agreed services for which it has been designated, provided that the airline complies with
the applicable provisions of this Agreement.
Article 5
Refusal, revocation, suspension and limitation of rights
1 — Each Party shall have the right to refuse, revoke, suspend or limit the operating authori-
zations or technical permissions of an airline designated by the other Party of the rights specified
in Article 3 of the present Agreement, or to submit the exercise of those rights to the conditions
considered necessary, where:
a) In the case of an airline designated by the Portuguese Republic:
i) It is not established in the territory of the Portuguese Republic under the EU Treaties or does
not have a valid Operating License in accordance with the law of the European Union; or
ii) Effective regulatory control of the designated airline is not exercised or not maintained by the
EU Member State responsible for issuing its Air Operator’s Certificate, or the relevant aeronautical
authority is not clearly identified in the designation; or
iii) The airline is not owned, directly or through majority ownership, or it is not effectively con-
trolled by Member States of the EU or the European Free Trade Association and/or by nationals of
such States;
b) In the case of an airline designated by the Republic of Mauritius:
i) The airline is not incorporated in the territory of the Republic of Mauritius and its substantial
ownership or effective control is not in the hands of the Republic of Mauritius or its nationals, or
ii) The airline does not hold a valid Air Services License or an Air Operator Certificate issued
by the competent authority of the Republic of Mauritius; and
iii) Effective regulatory control of the designated airline is exercised and maintained by the
Republic of Mauritius responsible for issuing its Air Operator’s Certificate;
c) In the case the designated airline fails to meet the conditions prescribed under the legislation
normally applied to the operation of international air services by the Party considering the application
or applications; or
d) In the case of failure by such designated airline to comply with the legislation of the Party
granting the authorization or permission; or
e) In the case the designated airline fails to operate the agreed services in accordance with
the conditions prescribed under this Agreement and the Annex attached hereto.
2 — Unless immediate revocation, suspension or imposition of the conditions mentioned in
paragraph 1 of this Article is essential to prevent further infringement of the laws or the provisions
of this agreement, such right shall be exercised only after consultation in accordance with Article 22
with the Aeronautical Authorities of the other Party.
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Article 6
Application of legislation and procedures
1 — The legislation and procedures of one Party relating to the admission to, sojourn in, or
departure from its territory of aircraft engaged in international air services, or to the operation and
navigation of such aircraft while within its territory, shall be applied to the aircraft of both Parties
upon entering into or departing from or while within the territory of the first Party.
2 — The legislation and procedures of one Party relating to the admission to, sojourn in, tran-
sit and departure from its territory of passengers, crew, baggage, cargo and mail transported on
board the aircraft, such as legislation relating to entry, clearance, immigration, passports, customs
and sanitary control, shall be complied with by the airline of the other Party, or on behalf of such
passengers, crew, entity entitled of baggage, cargo and mail upon entrance into or departure from
or while within the territory of this Party.
3 — The above said legislation and procedures of a Party shall be the same as are applicable
to the aircraft of its own airlines engaged in similar international air services.
Article 7
Direct transit
Passengers, baggage and cargo in direct transit across the territory of one Party, and not lea-
ving the area of the airport reserved for such purpose shall, except in respect of security measures
against the threat of unlawful interference, such as violence and air piracy and occasional measures
for the combat of illicit drug traffic, be subjected to a very simplified control. Baggage and cargo in
direct transit shall be exempt from custom duties charges and other similar taxes.
Article 8
Recognition of certificates and licenses
1 — Each Party shall recognize as valid for the purpose of air transport operations provided
for in this Agreement, certificates of airworthiness, certificates of competency and licenses issued
or rendered valid, in accordance with the rules and procedures of one Party, including, in the case
of the Portuguese Republic, European Union laws and regulations, and unexpired, provided always
that the requirements for issue or validation of such certificates or licenses are equal to or above
the minimum standards established pursuant to the Convention.
2 — Paragraph 1 also applies with respect to an airline designated by the Portuguese Republic
whose regulatory control is exercised and maintained by another European Union Member State.
3 — Each Party, however, reserves the right to refuse to recognize for the purpose of flights
above its territory, certificates of competency and licenses granted or validated to its own nationals
by the other Party.
Article 9
Aviation safety
1 — Each Party may request consultations at any time concerning safety standards in any area
relating to air crew, aircraft or their operation adopted by the other Party. Such consultations shall
take place within thirty (30) days of that request.
2 — If, following such consultations, one Party finds that the other Party does not effectively
maintain and administer safety standards in any area that are at least equal to the minimum stan-
dards established at that time pursuant to the Convention, the first Party shall notify the other Party
of those findings and the steps considered necessary to conform with those minimum standards,
and that other Party shall take appropriate corrective action. Failure by the other Party to take ap-
propriate action within fifteen (15) days or such longer period as may be agreed, shall be a ground
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for the application of Article 5 (“Refusal, revocation, suspension and limitation of rights”) of this
Agreement.
3 — Notwithstanding the obligations mentioned in Article 33 of the Convention, it is agreed that
any aircraft operated by a designated airline of one Party on services to or from the territory of the
other Party may, while within the territory of the other Party, be made the subject of an examination
by the authorized representatives of the other Party, on board and around the aircraft to check both
the validity of the aircraft documents and those of its crew and the apparent condition of the aircraft
and its equipment (ramp inspection), provided this does not lead to unreasonable delay.
4 — If any such ramp inspection or series of ramp inspections gives rise to:
a) Serious concerns that an aircraft or the operation of an aircraft does not comply with the
minimum standards established at that time pursuant to the Convention; or
b) Serious concerns that there is lack of effective maintenance and administration of safety
standards established at that time pursuant to the Convention,
the Party carrying out the inspection shall, for the purposes of Article 33 of the Convention, be free
to conclude that the requirements under which the certificates or licenses in respect of that aircraft
or in respect of the crew of that aircraft had been issued or rendered valid, or that the requirements
under which that aircraft is operated, are not equal to or above the minimum standards established
pursuant to the Convention.
5 — In the event that access for the purpose of undertaking a ramp inspection of an aircraft
operated by a designated airline of one Party in accordance with paragraph 3 is denied, by the
representative of that designated airline, the other Party shall be free to infer that serious con-
cerns of the type referred to in paragraph 4 arise and draw the conclusions referred to in that
paragraph.
6 — Each Party reserves the right to immediately suspend or vary the authorization to conduct
international air transportation of an airline of the other Party in the event that the first Party conclu-
des, whether as a result of a ramp inspection, a series of ramp inspections, a denial of access for
ramp inspection, consultation or otherwise, that immediate action is essential to ensure the safety
of an airline operation.
7 — Any action by one Party in accordance with paragraph 1, 2 or 6 above shall be discontinued
once the basis for the taking of that action ceases to exist.
8 — Where the Portuguese Republic has designated an airline whose regulatory control is
exercised and maintained by another European Union Member State, the rights of the other Party
under this Article shall apply equally in respect of the adoption, exercise or maintenance of safety
standards by that other European Union Member State and in respect of the operating authorization
of that airline.
Article 10
Aviation security
1 — Consistent with their rights and obligations under international law, each Party reaffirms
that its obligation to the other Party to protect the security of civil aviation against acts of unlawful
interference forms an integral part of this Agreement.
2 — Without limiting or derogating the generality of its rights and obligations in terms of inter-
national law, each Party shall in particular act in conformity with the provisions of:
a) The Convention on Offences and Certain Other Acts Committed on Board Aircraft, signed
at Tokyo on 14 September 1963;
b) The Convention for the Suppression of Unlawful Seizure of Aircraft, signed at the Hague on
16 December 1970;
c) The Convention for the Suppression of Unlawful Acts against the Safety of Civil Aviation,
signed at Montreal on 23 September 1971, and its Suplementary Protocol for the Suppression of
Unlawful Acts of Violence at Airports Serving International Civil Aviation;
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d) And the Convention on Marking of Plastic Explosives for the purpose of detection, signed
at Montreal on March 1, 1991.
3 — The Parties shall provide upon request all necessary assistance to each other to prevent
acts of unlawful seizure of civil aircraft and other acts of unlawful interference against the safety of
such aircraft, their passengers and crew, airports and air navigation facilities, and any other threat
to the security of civil aviation.
4 — The Parties shall, in their mutual relations, act in conformity with the aviation security provi-
sions established by the International Civil Aviation Organization and designated as Annexes to the
Convention on International Civil Aviation to the extent that such security provisions are applicable
to both Parties. They shall require that operators of aircraft of their registry or operators of aircraft
who have their principal place of business or permanent residence in their respective territories,
or in the case of the Portuguese Republic operators of aircraft which are established in its territory
under the European Union Treaties and have received valid Operating Licenses in accordance with
European Union Law, and the operators of airports in their respective territories, act in conformity
with such aviation security provisions as are applicable to both Parties.
5 — Each Party agrees that its operators of aircraft shall be required to observe the aviation
security provisions referred to in paragraph 4 applied by the other Party for entry into, sojourn in or
departure from the territory of that other Party. For departure from, or while within, the territory of the
Portuguese Republic, operators of aircraft shall be required to observe aviation security provisions
in conformity with European Union law. Each Party shall ensure that adequate measures are effec-
tively applied within its territory to protect the aircraft and to apply security controls to passengers,
crew, carry-on items, baggage, cargo and aircraft stores prior to and during boarding and loading.
Each Party shall also give positive consideration to any request from the other Party for reasonable
special security measures in its territory to meet a particular threat.
6 — When an incident or threat of an incident of unlawful seizure of civil aircraft or other unlawful
acts against the safety of such aircraft, their passengers and crew, airports or air navigation facilities
occurs, the Parties shall assist each other by facilitating communications and other appropriate
measures intended to terminate rapidly and safely such incident or threat thereof.
7 — If a Party has occasional problems in the context of the present Article on security of civil
aviation, the aeronautical authorities of both Parties may request immediate consultations with the
aeronautical authorities of the other Party.
Article 11
Exemption from customs duties and other charges
1 — Aircraft operating on international services by the designated airline of either Party, as
well as their regular equipment, spare parts, supplies of fuels and lubricants, other consumable
technical supplies and aircraft stores (including food, beverages and tobacco) on board such air-
craft shall be exempt from all customs duties, inspection fees and other similar charges on arriving
in the territory of the other Party, provided such equipment, supplies and aircraft stores remain on
board the aircraft up to such time as they are re-exported, or are used on the part of the journey
performed over that territory.
2 — There shall also be exempt from the same duties, fees and taxes, with the exception of
charges corresponding to the services performed for:
a) Aircraft stores taken on board in the territory of a Party, within limits fixed by the authorities
of the said Party, and for use on board outbound aircraft engaged in an international air service by
the designated airlines of the other Party;
b) Spare parts and regular equipment brought into the territory of either Party for the maintenance
or repairs of aircraft used on international air services by the designated airlines of the other Party;
c) Fuel, lubricants and other consumable technical supplies destined to the supply outbound
aircraft operated on international air services by the designated airlines of the other Party, even
when these supplies are to be used on the part of the journey performed over the territory of the
Party in which they are taken aboard.
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3 — All materials referred to in paragraph 2 of this Article may be required to be kept under
customs supervision or control.
4 — The regular airborne equipment, as well as the materials and supplies retained on board
the aircraft operated by the designated airline of either Party, may be unloaded in the territory of
the other Party only with the approval of the Customs authorities of that Party. In such cases, they
may be placed under the supervision of the said Customs authorities up to such time as they are
re-exported or otherwise disposed of in accordance with Customs regulations.
5 — The exemptions provided for by this Article shall also be available in situations where the
designated airlines of either Party have entered into arrangements with another airline or airlines for
the loan or transfer in the territory of the other Party of the items specified in paragraphs 1 and 2 of
this Article, provided such other airline or airlines similarly enjoy such exemptions from such other
Party.
6 — Nothing in this Agreement shall prevent the Portuguese Republic from imposing, on a non-
-discriminatory basis, taxes, levies, duties, fees or charges on fuel supplied in its territory for use in
an aircraft of a designated airline of the Republic of Mauritius that operates between a point in the
territory of the Portuguese Republic and another point in the territory of the Portuguese Republic or
in the territory of another European Union Member State.
Article 12
User charges
1 — Each Party shall endeavour to ensure that user charges imposed or permitted to be impo-
sed by its competent authorities on a designated airline of the other Party are just and reasonable.
These charges shall be based on sound economic principles.
2 — Neither Party shall impose or permit to be imposed on a designated airline of the other
Party user charges higher than those imposed on its own designated airline conducting similar
international air transportation using similar aircraft and associated facilities and services.
3 — Each Party shall encourage consultations between its responsible charging bodies and the
designated airlines using the facilities and services. Where practicable, such consultations should
be through the appropriate representative airline organization.
4 — Each Party shall encourage the competent charging authorities or bodies and the airlines to
exchange such information as may be necessary to permit an accurate review of the reasonableness
of the charges in accordance with the principles enunciated in paragraphs 1 and 2 of this Article.
Each Party shall encourage the competent charging authorities to provide users with reasonable
notice of any proposal for changes in user charges to enable users to express their views before
changes are made.
Article 13
Conversion and transfer of revenues
1 — Each Party grants to the designated airlines of the other Party the right of free transfer at
the official rate of currency exchange, of revenues tax exempted and of the excess of receipts over
expenditures achieved in connection with the carriage of passengers, baggage, cargo and mail on
the agreed services in its territory, and in accordance with the applicable domestic law in the territory
of the Party from which the transfer is made.
2 — For the purpose of this Article, the applicable domestic law of the Portuguese Republic
includes all measures taken by the European Union.
Article 14
Principles governing operation of agreed services
1 — The capacity to be provided by the designated airlines of each Contracting Party shall bear a
relationship to the requirements of the public for transportation on the agreed routes and shall have as
its primary objective the provision, at a reasonable load factor, of capacity adequate to meet the cur-
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rent and reasonably anticipated requirements for the carriage of passengers baggage, cargo and mail
originating from or destined for the territory of the Contracting Party which has designated the airlines.
2 — Any provision by the designated airlines for the carriage of traffic to be uplifted from or
discharged at points on the specified routes in the territories of third States, shall be made in accor-
dance with the general principles that capacity shall be related to:
a) Traffic requirements to and from the territory of the Contracting Party which has designated
the airlines;
b) Traffic requirements of the area through which the agreed services pass, after taking account
of other transport services established by the airlines of the States comprising the area; and
c) The requirements of through airline operation.
3 — The capacity and frequency of services to be operated by the designated airlines of each
Contracting Party shall be subject to predetermination jointly done by the Aeronautical Authorities
of both Contracting Parties on the basis of the principles enshrined in this Article.
4 — In order to meet seasonal fluctuations or unexpected traffic demands of a temporary na-
ture, the designated airline(s) of one Contracting Party shall submit the necessary application to the
Aeronautical Authority of the other Contracting Party for approval.
Article 15
Fair competition
1 — Each Party shall, in conformity with its legislation and procedures, allow a fair and equal
opportunity for the designated airlines of the other Party to compete in providing the international
air transportation governed by this Agreement.
2 — Each Party shall, where necessary, take all appropriate action within its jurisdiction to eli-
minate all forms of discrimination or unfair competitive practices adversely affecting the competitive
position of the designated airlines of the other Contracting Party.
3 — Neither Party shall allow its designated airline or airlines, either in conjunction with any other
airline or airlines or separately, to abuse market power in a way which has or is likely or intended to
have the effect of severely weakening a competitor or excluding a competitor from a route.
4 — If one Party has substantiated concerns that its designated airlines are being subjected
to discrimination or unfair practices, or that support being considered or provided by the other Party
would adversely affect or is adversely affecting the fair and equal opportunity of the airlines of the
first Party to compete in providing international air transportation, it may request consultations and
notify the other Party of the reasons for its dissatisfaction. These consultations shall be held not
later than 30 days after receipt of the request. If the situation is not resolved the Party that requested
consultations will take appropriate action including those referred to in Article 5.
Article 16
Approval of timetables
1 — A designated airline of a Party shall submit to the Aeronautical Authorities of the other
Party for its approval, thirty (30) days in advance the timetable of its intended services, specifying
the points to be served, the frequency, the type of aircraft, configuration and number of seats to be
made available to the public.
2 — Any subsequent changes to the approved timetables of a designated airline shall be
submitted to the Aeronautical Authorities of the other Party for its approval.
3 — If a designated airline wishes to operate flights supplementary to those covered in the
approved timetables, it shall obtain prior permission of the Aeronautical Authorities concerned.
4 — The approval of timetables or changes thereto submitted by a designated airline, or au-
thorization for supplementary flights, shall not be refused by a Party without a valid reason.
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Article 17
Tariffs
1 — The tariffs to be charged by the designated airlines of each Party for the international car-
riage in the services provided under this Agreement shall be freely established at reasonable levels,
due regard being paid to all relevant factors, including the cost of operations, the characteristics of
the service, the interest of users, a reasonable profit and other market consideration.
2 — Each Party may require notification to or filing with its Aeronautical Authorities of tariffs
to be charged to or from its territory by designated airlines of the other Party. Notification of filing
by the designated airlines of either Parties may be required no more than thirty (30) working days
before the proposed date of effectiveness. In individual cases, notification or filing may be permitted
on shorter notice than normally required. Neither Party shall require the notification nor filing by
airlines of the other Party of tariffs charged by charterers to the public, except as be required in a
non-discriminatory basis for information purposes.
3 — Without prejudice of the applicable competition and consumer protection law prevailing in
each Party, neither Party shall take unilateral action to prevent the inauguration or continuation of
an effective tariff proposed to be charged or charged by a designated airline of the other Party for
international air transportation in the services provided under this Agreement. Intervention by the
Parties shall be limited to:
a) Prevention of unreasonably discriminatory prices or practices;
b) Protection of consumers from prices that are unreasonably high or restrictive due to abuse
of a dominant position;
c) Protection of airlines from prices that are artificially low due to direct or indirect subsidy or
support; and
d) Protection of airlines from prices that are artificially low, where evidence exists as to an intent
to eliminate competition.
4 — Without prejudice to the previous paragraph 3 of this Article, the Aeronautical Authorities
of either Party may expressly approve the tariffs filed by the designated airlines. Where such aero-
nautical authorities find that a certain tariff falls within the categories set forth in paragraph 3a), 3b),
3c) and 3d), they shall send reasoned notification of its dissatisfaction to the aeronautical authorities
of the other Party and to the concerned airline as soon as possible, and in no event later than thirty
(30) working days after the date of filing of the tariff in question and may request consultations. If
the other Party/airline accepts the contention, the tariff shall be withdrawn forthwith. Otherwise the
consultation requested by the first Party shall be within thirty (30) working days of the request and
both Parties shall endeavour to reach a satisfactory resolution. Unless both Aeronautical Authorities
have agreed to disapprove a tariff, the tariff shall be treated as having been approved and shall
continue to be in effect.
Article 18
Statistics
The Aeronautical Authorities of either Party, or their designated airlines, may be required to
supply to the Aeronautical Authorities of the other Party, the information and statistics as may be
reasonably required for information purposes.
Article 19
Representation and personnel/commercial activities
1 — The designated airlines or airlines of each Party shall have the right, on the basis of re-
ciprocity, to establish offices in the territory of the other Party, for the purpose of promotion of air
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transportation and sale of air tickets as well as, in accordance with the legislation of such other Party,
other facilities required for the provision of air transportation.
2 — The designated airline or airlines of each Party shall be authorized, on a reciprocal basis,
to bring in and maintain in the territory of the other Party managerial, operational, sale, technical
and other specialist staff required for the operation of the agreed services. The required personnel
of the designated airline or airlines shall be granted, on a reciprocal basis, the authorization for
access to the airport(s) where services are operated and to areas connected with the aircraft, the
crew, the passengers and the cargo.
3 — Subject to the laws, regulations and procedures of each Party including, in the case of the
Portuguese Republic, European Union law, each designated airline shall have in the territory of the
other Party the right to perform its own ground handling (“self-handling”) or, at its option, the right to
select among competing suppliers that provide ground handling services in whole or in part. Where
such laws and regulations limit or preclude self-handling and where there is no effective competition
between suppliers that provide ground handling services, each designated airline shall be treated
on a non-discriminatory basis as regards their access to self-handling and ground handling services
provided by a supplier or suppliers.
4 — Each Party shall grant to the designated airline(s) of the other Party the right to engage in
the sale of their documents for air transportation in its territory directly or at the airlines’ discretion,
through its agents. Each designated airline shall have the right to sell such transportation in the
local currency or in freely convertible foreign currency. Any designated airline of a Party shall have
the right to pay for local expenses in the territory of the other Party in local currency, or in freely
convertible foreign currency, provided it complies with local currency regulations.
Article 20
Intermodal Services
1 — Notwithstanding any other provision of this Agreement, airlines and indirect providers of
passenger transportation of each Party shall be permitted, without restriction, to employ in connection
with international air transportation any surface transportation for passengers to or from any points
in the territories of the Parties or in third countries, including transport to and from all airports with
customs facilities. Airlines may elect to perform their own surface transportation or, at their discre-
tion, to provide it through arrangements with other surface carriers, including surface transportation
operated by other airlines and indirect providers of passenger air transportation. Such intermodal
passenger services may be offered at a single, through price for the air and surface transportation
combined, provided that passengers are informed as to the facts of this transportation.
2 — Notwithstanding any other provision of this Agreement, airlines and indirect providers of
cargo transportation of the Parties shall be permitted, without restriction, to employ in connection with
international air transportation any surface transport for cargo to or from any points in the territories
of the Parties or third countries, including transport to and from all airports with customs facilities,
and including, where applicable, the right to transport cargo in bond under applicable domestic
law. Access to airport customs processing and facilities shall be provided for such cargo, whether
moving by surface or by air. Airlines may elect to perform their own surface transport or to provide
it through arrangements with other surface carriers, including surface transport operated by other
airlines and indirect providers of cargo air transportation. Such intermodal cargo services may be
offered at a single, through price for the air and surface transport combined, provided that shippers
are informed as to the facts concerning such transport.
Article 21
Consultation
1 — Either Party may at any time request consultations on the implementation, interpretation,
application or amendment, or compliance with this Agreement.
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2 — Subject to Articles 5 (“Refusal, revocation, suspension and limitation of rights”) , 9 (“Avia-
tion safety”) and 10 (“Aviation security”), such consultations, which may be through discussion or
correspondence, shall begin within a period of sixty (60) days of the date of receipt of such a request,
unless otherwise mutually decided.
Article 22
Amendment of Agreement
1 — If either of the Parties considers it desirable to amend any provision of this Agreement,
such amendment shall be agreed upon in accordance with the provisions of Article 22.
2 — The amendments resulting from the negotiations referred to in the previous number shall
enter into force according to what is established in Article 26.
3 — If, in conformity with domestic law, a multilateral convention concerning air transportation
comes into force in respect of both Parties, this Agreement shall be deemed to be amended so far
as is necessary to conform with the provisions of that convention.
Article 23
Settlement of disputes
1 — Any dispute between the Parties concerning the interpretation or application/implementa-
tion of this Agreement, with the exception of any dispute concerning tariffs, which cannot be settled
by consultations or negotiations, or, where agreed, shall at the request of either Party be submitted
to an arbitral tribunal.
2 — Within a period of thirty (30) days from the date of receipt by either Party from the other Party
of a note through the diplomatic channel requesting arbitration of the disputes by a tribunal, each Party
shall nominate an arbitrator. Within a period of thirty (30) days from the appointment of the arbitrator
last appointed, the two arbitrators shall appoint a president who shall be a national of a third state. If
within thirty (30) days after one of the Parties has nominated its arbitrators, the other Party has not
nominated its own or, if within thirty (30) days following the nomination of the second arbitrator, both
arbitrators have not agreed on the appointment of the president, either Party may request the Presi-
dent of the Council of the International Civil Aviation Organization to appoint an arbitrator or arbitrators
as the case requires. If the President of the Council is of the same nationality as one of the Parties,
the most senior Vice President who is not disqualified on that ground shall make the appointment.
3 — Except as otherwise determined by the Parties or prescribed by the tribunal, each Party
shall submit a memorandum within thirty (30) days after the tribunal is fully constituted. Replies shall
be due within thirty (30) days. The tribunal shall hold a hearing at the request of either Party, or at
its discretion, within thirty (30) days after replies are due.
4 — The tribunal shall attempt to give a written award within thirty (30) days after completion
of the hearing, or, if no hearing is held, after the date both replies are submitted. The award shall
be taken by a majority vote.
5 — The Parties may submit requests for clarification of the award within fifteen (15) days after
it is received and such clarification shall be issued within fifteen (15) days of such request.
6 — The award of the arbitral tribunal shall be final and binding upon the Parties.
7 — Each Party shall bear the costs of the arbitrator appointed by it. The other costs of the
tribunal under this Article shall be shared equally between the Parties.
8 — If and for so long as either Party fails to comply with an award under paragraph 6 of this
Article, the other Party may limit, suspend or revoke any rights or privileges which it has granted by
virtue of this Agreement to the Party in default.
Article 24
Duration and Termination
1 — This Agreement shall remain in force for an undetermined period.
2 — Each Party may, at any time, terminate this Agreement.
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3 — The termination must be notified to the other Party and, simultaneously, to the Interna-
tional Civil Aviation Organisation, producing its effects twelve (12) months after the receipt of the
notification by the other Party.
4 — In case of failure of information to the other Party of the receipt of the notification, notice
shall be deemed to have been received fourteen (14) days after the receipt of the notice by the
International Civil Aviation Organization.
Article 25
Registration with ICAO
This Agreement and any amendment thereto shall be registered with the International Civil
Aviation Organization.
Article 26
Entry into Force
The present Agreement shall enter into force thirty (30) days after the date of the receipt of the
last notification, through diplomatic channels, indicating that all the internal procedures required for
the purpose have been fulfilled.
In witness whereof, the undersigned, being duly authorized thereto by their respective Gover-
nment have signed this Agreement.
Done in Port Louis on the 14th of September of 2017, in duplicate in the English and Portuguese
languages, both texts being equally authentic. In case of divergence of interpretation, the English
version shall prevail.
For the Portuguese Republic:
Maria Amélia Paiva, Ambassador of Portugal.
For the Republic of Mauritius:
Nayen Koomar Ballah, Secretary to the Cabinet and Head of the Civil Service.
ANNEX
Route Schedule
The designated airline(s) of each Party shall be entitled to perform international air transpor-
tation on their respective routes as given below:
Route for the designated airline(s) of the Republic of Mauritius
Points in Mauritius Intermediate Points Points in Portugal Beyond Points
Any one or more. Any one or more. Any one or more. Any one or more.
Route for the designated airline(s) of the Portuguese Republic
Points in Portugal Intermediate Points Points in Mauritius Beyond Points
Any one or more. Any one or more. Any one or more. Any one or more.
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Notes
1 — The points on the above route shall be freely selected by the designated airlines of each
Party and will be notified to the Aeronautical Authorities of both Parties thirty (30) days before the
start of the services.
2 — The designated airline(s) of each Party may perform their services in either or both di-
rections, and may at their option change the order or omit one or more points on any of the above
routes, in whole or part of its services (including intermediate, beyond points and points in the ter-
ritories of the Parties), provided that the services commence or terminate at a point in the territory
of the Party designating the airline.
3 — The exercise of the fifth freedom traffic rights on the specified intermediate and/or beyond
points shall be subject to agreement between the aeronautical authorities of both Parties.
4 — The designated airline(s) of each Party may serve points in the territory of the other Party
in any combination, as part of a through international journey and without domestic traffic rights
(cabotage).
113610076
www.dre.pt
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PRESIDÊNCIA DO CONSELHO DE MINISTROS