Diário da República, 1.ª série
Portaria n.º 293/2026/1
- Data
- 2026-07-08
- Tipo
- Portaria
Sumário
Portaria de extensão das alterações do contrato coletivo entre a Associação Portuguesa de Empresas Cine- matográficas e o Sindicato Nacional dos Trabalhadores das Telecomunicações e Audiovisual ― SINTTAV
Texto integral (1194 palavras)
Portaria n.º 293/2026/1
Considerando que a convenção tem por âmbito geográfico de aplicação todo o território nacional
e que a extensão de convenção coletiva nas Regiões Autónomas compete aos respetivos Governos
Regionais, a presente portaria apenas é aplicável no território do continente.
Considerando ainda que a convenção coletiva regula diversas condições de trabalho, procede-
-se à ressalva do âmbito de aplicação da extensão de cláusulas contrárias a normas legais impe-
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rativas, nomeadamente das retribuições mínimas mensais inferiores à Retribuição Mínima Mensal
Garantida (RMMG) de 2026.
Nos termos da alínea c) do n.º 1 do artigo 478.º do Código do Trabalho e dos n.os 2 e 4 da referida
RCM, na fixação da eficácia das cláusulas de natureza pecuniária foi tido em conta a data do pedido
de emissão de portaria de extensão, o qual é posterior à data do depósito da última alteração da con-
venção, e o termo do prazo para a emissão da portaria de extensão, com produção de efeitos a partir
do primeiro dia do mês em causa.
Foi publicado o aviso relativo ao projeto da presente extensão no Boletim do Trabalho e Emprego
(BTE), separata, n.º 14, de 8 de junho de 2026, ao qual não foi deduzida oposição por parte dos inte-
ressados.
Assim:
Manda o Governo, pelo Secretário de Estado Adjunto e do Trabalho, no uso da competência delegada
pelo Despacho n.º 9158/2025, de 30 de julho, da Ministra do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social,
publicado no Diário da República, 2.ª série, n.º 148, de 4 de agosto de 2025, ao abrigo do artigo 514.º
e do n.º 1 do artigo 516.º do Código do Trabalho e da Resolução do Conselho de Ministros n.º 82/2017,
publicada no Diário da República, 1.ª série, n.º 112, de 9 de junho de 2017, o seguinte:
Artigo 1.º
1 — As condições de trabalho em vigor, constantes das alterações do contrato coletivo entre
a Associação Portuguesa de Empresas Cinematográficas e o Sindicato Nacional dos Trabalhadores
das Telecomunicações e Audiovisual — SINTTAV, publicadas no Boletim do Trabalho e Emprego (BTE),
n.º 2, de 15 de janeiro de 2024, n.º 1, de 8 de janeiro de 2025, e n.º 32, de 29 de agosto de 2025, são
estendidas no território do continente:
a) Às relações de trabalho entre empregadores não filiados na associação de empregadores outor-
gante que exerçam a atividade de importação, distribuição, exibição e laboratórios cinematográficos
e trabalhadores ao seu serviço das profissões e categorias profissionais previstas na convenção;
b) Às relações de trabalho entre empregadores filiados na associação de empregadores outor-
gante que exerçam a atividade económica referida na alínea anterior e trabalhadores ao seu serviço,
das profissões e categorias profissionais previstas na convenção, não representados pela associação
sindical outorgante.
2 — Não são objeto de extensão as cláusulas contrárias a normas legais imperativas, nomeada-
mente as retribuições mínimas mensais inferiores à Retribuição Mínima Mensal Garantida em vigor.
Artigo 2.º
1 — A presente portaria entra em vigor no quinto dia após a sua publicação no Diário da República.
2 — As tabelas salariais e as cláusulas de natureza pecuniária em vigor, previstas na convenção,
produzem efeitos a partir de 1 de março de 2026.
O Secretário de Estado Adjunto e do Trabalho, Adriano Rafael Sousa Moreira, em 2 de julho de 2026.
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TRABALHO, SOLIDARIEDADE E SEGURANÇA SOCIAL
Portaria n.º 294/2026/1, de 8 de julho
Sumário: Portaria de extensão das alterações do contrato coletivo entre a Associação Portuguesa
das Indústrias de Cerâmica e de Cristalaria ― APICER e o Sindicato Nacional dos Trabalha-
dores das Indústrias de Cerâmica, Cimentos, Abrasivos, Vidros e Similares, Construção Civil
e Obras Públicas (SINTICAVS) ― (indústria da cerâmica ― pessoal fabril).
Portaria de extensão das alterações do contrato coletivo entre a Associação Portuguesa das Indústrias
de Cerâmica e de Cristalaria — APICER e o Sindicato Nacional dos Trabalhadores das Indústrias
de Cerâmica, Cimentos, Abrasivos, Vidros e Similares, Construção Civil e Obras Públicas (SINTI-
CAVS) — (indústria da cerâmica — pessoal fabril).
As alterações do contrato coletivo entre a Associação Portuguesa das Indústrias de Cerâmica e de
Cristalaria — APICER e o Sindicato Nacional dos Trabalhadores das Indústrias de Cerâmica, Cimentos,
Abrasivos, Vidros e Similares, Construção Civil e Obras Públicas (SINTICAVS) — (indústria de cerâ-
mica — pessoal fabril), publicadas no Boletim do Trabalho e Emprego (BTE), n.º 7, de 22 de fevereiro
de 2026, abrangem, no território nacional, as relações de trabalho entre empregadores que exerçam
a atividade da cerâmica estrutural (telhas, tijolos, abobadilhas, tubos de grés e tijoleiras rústicas), da
cerâmica de acabamentos (pavimentos e revestimentos), da cerâmica de louça sanitária, da cerâmica
utilitária e decorativa e das cerâmicas especiais (produtos refratários, eletrotécnicos e outros) e traba-
lhadores ao seu serviço, uns e outros representados pelas associações que as outorgaram.
As partes outorgantes requereram a extensão das alterações do contrato coletivo a todas as
empresas do mesmo setor de atividade e trabalhadores ao seu serviço, não representados pelas asso-
ciações outorgantes, com exceção do n.º 7 da cláusula 23.ª, relativa ao valor do subsídio de refeição.
Contudo, quanto à requerida exclusão, verifica-se que a disposição convencional invocada não consta
entre as alterações em apreço na presente extensão.
De acordo com o n.º 1 do artigo 514.º do Código do Trabalho, a convenção coletiva pode ser apli-
cada, no todo ou em parte, por portaria de extensão a empregadores e a trabalhadores integrados no
âmbito do setor de atividade e profissional definido naquele instrumento. O n.º 2 do referido normativo
legal determina ainda que a extensão é possível mediante a ponderação de circunstâncias sociais
e económicas que a justifiquem, nomeadamente a identidade ou semelhança económica e social das
situações no âmbito da extensão e no instrumento a que se refere. Existindo identidade económica
e social entre as situações que se pretende abranger com a extensão e as previstas na convenção em
apreço, foi promovida a realização do estudo de avaliação dos indicadores previstos nas alíneas a)
a e) do n.º 1 da Resolução do Conselho de Ministros (RCM) n.º 82/2017, de 9 de junho, através dos
elementos disponíveis no apuramento do relatório único/quadros de pessoal de 2024. De acordo com
o estudo, estavam abrangidos pelo instrumento de regulamentação coletiva de trabalho, direta e indi-
retamente, 8734 trabalhadores por conta de outrem a tempo completo (TCO), excluindo os praticantes
e aprendizes e o residual, dos quais 50,3 % são mulheres e 49,7 % são homens. Segundo os dados da
amostra, o estudo indica que, para 6619 TCO (75,8 % do total), as remunerações devidas são iguais ou
superiores às remunerações convencionais, enquanto, para 2115 TCO (24,2 % do total), as remunerações
devidas são inferiores às convencionais, dos quais 58,3 % são homens e 41,7 % são mulheres. Quanto
ao impacto salarial da extensão, a atualização das remunerações representa um acréscimo de 0,6 %
na massa salarial para o total dos trabalhadores e de 2,7 % para os trabalhadores cujas remunerações
devidas serão alteradas. Na perspetiva da promoção de melhores níveis de coesão e igualdade social,
o estudo indica que há redução no leque salarial e diminuição dos rácios de desigualdade calculados.