Diário da República, 1.ª série
Portaria n.º 141/2025/1
- Data
- 2025-03-31
- Tipo
- Portaria
Sumário
Aprova o plano de gestão da Zona Especial de Conservação (ZEC) Arrábida/Espichel (PTCON0010). AGRICULTURA E PESCAS
Texto integral (7727 palavras)
Portaria n.º 141/2025/1
Âmbito
1 — O plano de gestão da ZEC Arrábida/Espichel identifica os tipos de habitat naturais e semina-
turais e as espécies da flora e fauna selvagens com presença significativa na ZEC Arrábida/Espichel
e adota medidas e ações complementares de conservação.
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2 — O plano de gestão da ZEC Arrábida/Espichel deve ser aplicado em conjunto e simultanea-
mente com o Decreto Regulamentar n.º 1/2020, de 16 de março, e com o Decreto-Lei n.º 29/2025, de
20 de março, que fixou os objetivos específicos para a sua conservação e estabeleceu as medidas de
conservação de natureza regulamentar necessárias para atingir esses objetivos.
Artigo 3.º
Entrada em vigor
A presente portaria entra em vigor no dia seguinte ao da sua publicação.
O Ministro Adjunto e da Coesão Territorial, Manuel Castro Almeida, em 25 de março de 2025. —A Minis-
tra do Ambiente e Energia, Maria da Graça Carvalho, em 21 de março de 2025. — O Ministro da Agricultura
e Pescas, José Manuel Fernandes, em 26 de março de 2025.
ANEXO
(a que se refere o artigo 1.º)
PLANO DE GESTÃO DA ZEC ARRÁBIDA/ESPICHEL (PTCON0010)
LOCALIZAÇÃO
A ZEC Arrábida/Espichel abrange uma área total aproximada de 20 430 ha, incluindo área terres-
tre e área marinha. A área marinha ocupa 53 km2, o que corresponde a 26 % do total da ZEC. A área
terrestre com cerca de 15 124 ha localiza-se nos concelhos de Sesimbra, Setúbal e Palmela, conforme
se apresenta no quadro 1. A sua localização encontra-se representada cartograficamente na figura 1,
estando os seus limites disponíveis no geocatálogo da Autoridade Nacional da Conservação da Natu-
reza e da Biodiversidade.
Quadro 1 — Unidades territoriais abrangidas pela ZEC Arrábida/Espichel
Área terrestre da ZEC na UT Proporção da UT ocupada Proporção da área
Unidade territorial (UT)
(ha) pela área terrestre da ZEC terrestre da ZEC na UT
Sesimbra 6 756 35 % 45 %
Setúbal 6 671 29 % 44 %
Palmela 1 697 4% 11 %
(Fonte: CAOP 2022)
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Figura 1 — Enquadramento territorial da ZEC Arrábida/Espichel.
(Fonte: CAOP 2022)
CARACTERIZAÇÃO
Na ZEC Arrábida/Espichel a área marinha da ZEC abrange todo o troço costeiro que se estende
desde a Praia da Foz até à foz do rio Sado, numa extensão de cerca de 33 km. A largura da faixa mari-
nha é bastante variável, oscilando entre os 800 m e os 3 km. Já no que respeita à geomorfologia, há
a assinalar a ocorrência de grandes declives submarinos, a oeste do Cabo Espichel, onde a batimetria
chega a superar os -100 m. Entre Sesimbra e o limite este da ZEC, a profundidade média apresenta
valores médios superiores a -50 m, com exceção da zona do Portinho da Arrábida, onde a profundidade
oscila entre os 0 e os -10 m. A geomorfologia marinha desta zona está, em grande medida, marcada
pela presença de dois canhões submarinos, que têm início a cerca de 10 km da linha de costa: o Canhão
de Lisboa e o Canhão de Setúbal. Num setor da costa portuguesa onde os fundos arenosos dominam,
os fundos rochosos da costa da Arrábida constituem uma particular exceção, já que resultam na sua
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maioria da fragmentação da própria arriba.
A área terrestre da ZEC Arrábida/Espichel está situada na sub-região da península de Setúbal
e inclui os alinhamentos montanhosos da cadeia da Arrábida (que atinge os 500 m de altitude e tem
orientação predominante no sentido nordeste/sudoeste) e o rebordo costeiro meridional, de Setúbal
ao Cabo Espichel.
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Neste território, com uma extraordinária diversidade ecológica e paisagística, associada à ocor-
rência de áreas de elevado valor natural, verifica-se uma dominância das áreas florestais (sobretudo de
pinheiro-manso e pinheiro-bravo, em áreas de encosta ou espaços associados ao mosaico agrícola)
e de matos e matagais (concentrados nas áreas topograficamente mais elevadas, como linhas de crista
e em vertentes), as quais ocupam, em conjunto, quase dois terços da área terrestre total da ZEC. As áreas
agrícolas, com uma representatividade de um quinto da área terrestre da ZEC, surgem predominante-
mente em veigas aplanadas e bases de vertentes, locais marcados pela existência de algumas linhas
de água permanentes. Os territórios artificializados ocupam cerca de um décimo da área terrestre total
da ZEC e incluem sobretudo áreas urbanizadas (na periferia da cidade de Setúbal e da vila de Sesimbra,
ou em aglomerados de origem rural ou de ocupação mais recente), pedreiras e áreas industriais.
Na área marinha da ZEC Arrábida/Espichel ocorrem três tipos de habitat protegidos pela Diretiva
Habitats: os bancos de areia (habitat 1110), aqui representados pelos subtipos com vegetação vascular
(Zostera marina) ou sem qualquer vegetação vascular, os recifes (habitat 1170) e as grutas marinhas
submersas ou semi-submersas (habitat 8330). Realça-se igualmente a presença do roaz (Tursiops
truncatus).
Na faixa costeira situada entre Setúbal e o Cabo Espichel exibem-se majestosas arribas e falésias,
onde se podem observar comunidades de plumbagináceas endémicas, géneros Limonium e Armeria
(habitat 1240) ou, sobre calcários, zimbrais-carrascais dominados por Juniperus turbinata subsp.
turbinata (habitat 5210).
Assume uma merecida relevância a vegetação de caráter reliquial, em bom estado de conserva-
ção, onde se incluem formações vegetais com elementos macaronésicos, de que são um magnífico
exemplo os matos dominados por Euphorbia pedroi (habitat 5320), no único local de ocorrência em
Portugal continental.
Destaca-se também a elevadíssima importância para inúmeras comunidades e espécies calcíco-
las, que se distribuem predominantemente por afloramentos rochosos ou «terra roça», sendo de referir
as lajes calcárias dispostas em plataformas percorridas por fendas (habitat 8240), os afloramentos
colonizados por comunidades casmofíticas (habitat 8210) e as cascalheiras calcárias (habitat 8130).
Uma boa cobertura é também assegurada pelos matagais densos dominados por carrasco (Quer-
cus coccifera subsp. coccifera) em cujas clareiras podem surgir tojais e tomilhais (habitat 5330). Muito
interessantes são os singulares bosques de zambujeiro (Olea europaea var. sylvestris) e alfarrobeira
(Ceratonia siliqua) (habitat 9320).
Realce para os prados rupícolas com plantas suculentas (6110) e os arrelvados vivazes frequen-
temente ricos em orquídeas (habitat 6210).
Sobre areias dunares podem ainda encontrar-se dunas com pinhal-bravo (Pinus pinaster subsp.
atlantica), com sobcoberto não perturbado recentemente (habitat 2270).
Em relação à flora, para além do notável endemismo arrabidense Convolvulus fernandesii, os elemen-
tos calcícolas são como expectável os mais importantes, destacando-se, entre outras espécies, os ende-
mismos lusitanos Iberis procumbens subsp. microcarpa, Arabis sadina e Pseudarrhenatherum pallens.
Esta ZEC inclui abrigos importantes para várias espécies de quirópteros, sendo alguns particu-
larmente relevantes como locais de criação e hibernação para o morcego-de-peluche (Miniopterus
schreibersii). É um dos sítios onde está registada a presença dos lepidópteros Euphydryas aurinia
e Euplagia quadripunctaria (sin. Callimorpha quadripunctaria).
As áreas da ZEC mais sujeitas à ação antrópica ocorrem, predominantemente, em espaços mais
afastados do litoral, ao longo de faixas com orientação nordeste-sudoeste, facto que atesta a forte
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influência atlântica e das características geomorfológicas na ocupação humana deste território: origi-
nalmente assentes em atividades do setor primário, tendo-se seguido o desenvolvimento de diversos
aglomerados urbanos e a posterior migração de parte da população para outros setores de atividade.
No que diz respeito à atividade agrícola, são predominantes as áreas de culturas temporá-
rias — que incluem espaços de horticultura intensiva ao ar livre — embora se destaquem os sistemas
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arbóreo-arbustivos, particularmente a cultura da vinha, como aquela que tem maior importância eco-
nómica, nomeadamente nos concelhos de Palmela e Setúbal. Neste âmbito, refira-se a sobreposição do
limite da ZEC com as áreas geográficas «DOC Setúbal», «DOC Palmela» e Vinho Regional «Terras do Sado».
Relativamente à pecuária, ocorre neste território uma predominância da exploração mista de
bovinos e ovinos, salientando-se o caso dos pequenos ruminantes, nomeadamente ovelhas leiteiras.
Embora se verifique uma grande relevância das áreas de matos e folhosas diversas, sobretudo na
zona rochosa da Arrábida, salienta-se a existência de significativas manchas de pinhal, acompanhadas
pontualmente por áreas de montado (cuja componente arbórea é dominada por sobreiro, por vezes
com a mistura de outras espécies); estas manchas ocupam predominantemente áreas mais interiores
da ZEC, em áreas de meia encosta e sopé da mesma.
O limite territorial da ZEC exclui, quase na totalidade, a cidade de Setúbal (abrange apenas uma
área de expansão mais recente — Casal das Figueiras) e a vila de Sesimbra (abrange apenas o Porto
de Sesimbra e algumas áreas de expansão mais recente). No entanto, são incluídos, de forma total
ou parcial, diversos núcleos populacionais mais antigos ou aglomerados de formação mais recente,
nomeadamente Casais da Azóia, Serra da Azóia, Aldeia Nova da Azóia e Fornos (freguesia de Sesim-
bra — Castelo), Casais da Serra, Aldeia da Piedade, Aldeia Rica e Vendas de Azeitão (UF de Azeitão),
Cabanas e Quinta do Anjo (freguesia de Quinta do Anjo) e Aldeia Grande, Rasca e Grelhal (UF de Setúbal).
Alguns destes aglomerados estão associados a fenómenos de expansão/dispersão urbana e de con-
versão de espaços naturais em áreas residenciais ou comerciais.
Por outro lado, a existência de diversas áreas afetas à indústria extrativa e transformadora
marca também de forma vincada este território: para além da extração de calcário e marga afetas
à SECIL — Companhia Geral de Cal e Cimento, S. A., e da ampla área industrial da Fábrica Secil-Outão,
salientam-se diversas outras áreas de extração de calcário para construção civil e obras públicas
(incluindo a produção de britas), bem como áreas de antigas pedreiras, na Serra de S. Luís, que cons-
tituem elementos marcadamente negativos do ponto de vista paisagístico, ecológico e ambiental.
Assinala-se, por último, a forte apetência para o setor turístico, tendo-se assistido a um forte
crescimento da procura neste setor ao longo dos últimos anos, alicerçado, entre outras, na beleza da
paisagem da região, na disponibilização de atividades de turismo de natureza e na existência de diversas
praias de características singulares (Portinho da Arrábida, Praia da Figueirinha, Praia de Galapinhos,
Praia da Ribeira do Cavalo, Praia do Meco, entre outras). O aumento da pressão turística e da visitação
deste território tem estado associado a aspetos como a proliferação de construções para segunda
habitação e projetos de turismo, ao aumento do volume e diversidade de resíduos ilegalmente depo-
sitados em áreas de elevado valor natural ou, no caso específico do acesso às praias, a abertura de
caminhos e a intensidade do tráfego automóvel e limitação ao estacionamento, face à grande procura,
sobretudo durante a época balnear.
VALORES NATURAIS
Na ZEC Arrábida/Espichel ocorrem com presença significativa 32 tipos de habitat (quadro 2), do
anexo i da Diretiva Habitats, e 16 espécies da flora (quadro 3) e 5 espécies da fauna (quadro 4), do
anexo ii da Diretiva Habitats.
Esta ZEC assume especial relevância para a conservação de 15 tipos de habitat, 10 espécies da flora
e 4 espécies da fauna, valores que constituem prioridades de conservação e para os quais se impõem
medidas de gestão mais urgentes (valores alvo assinalados com um # e a negrito nos quadros 2, 3 e 4).
Quadro 2 — Tipos de habitat do anexo i da Diretiva Habitats com presença significativa na ZEC
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Código Habitat
1110 # Bancos de areia permanentemente cobertos por água do mar pouco profunda
1170 # Recifes
1210 Vegetação anual das zonas de acumulação de detritos pela maré
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Código Habitat
1240 # Falésias com vegetação das costas mediterrânicas com Limonium spp. endémicas
2110 Dunas móveis embrionárias
2120 Dunas móveis do cordão litoral com Ammophila arenaria (dunas brancas)
2130 Dunas fixas com vegetação herbácea (dunas cinzentas)
2150 Dunas fixas descalcificadas atlânticas (Calluno-Ulicetea)
2230 Dunas com prados da Malcolmietalia
2250 Dunas litorais com Juniperus spp.
2260 Dunas com vegetação esclerófila da Cisto-Lavanduletalia
2270 # Dunas com florestas de Pinus pinea e ou Pinus pinaster
3280 Cursos de água mediterrânicos permanentes da Paspalo-Agrostidion com cortinas arbóreas ribeirinhas de Salix
e Populus alba
4030 Charnecas secas europeias
5210 # Matagais arborescentes de Juniperus spp.
5320 # Formações baixas de euforbiáceas junto a falésias
5330 # Matos termomediterrânicos pré-desérticos
6110 # Prados rupícolas calcários ou basófilos da Alysso-Sedion albi
6210 # Prados secos seminaturais e fácies arbustivas em substrato calcário (Festuco-Brometalia) (importantes habitats
de orquídeas)
6220 Subestepes de gramíneas e anuais da Thero-Brachypodietea
6310 Montados de Quercus spp. de folha perene
7140 Turfeiras de transição e turfeiras ondulantes
8130 # Depósitos mediterrânicos ocidentais e termófilos
8210 # Vertentes rochosas calcárias com vegetação casmofítica
8220 Vertentes rochosas siliciosas com vegetação casmofítica
8240 # Lajes calcárias
8310 # Grutas não exploradas pelo turismo
8330 # Grutas marinhas submersas ou semi-submersas
92A0 Florestas-galerias de Salix alba e Populus alba
9240 Carvalhais ibéricos de Quercus faginea e Quercus canariensis
9320 # Florestas de Olea e Ceratonia
9330 Florestas de Quercus suber
Quadro 3 — Espécies de flora do anexo ii da Diretiva Habitats com presença significativa na ZEC
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Código Espécie
1507 # Arabis sadina
1644 Armeria rouyana
1664 # Convolvulus fernandesii
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Código Espécie
4082 # Crepis pusilla
1573 Euphorbia transtagana
1462 # Herniaria maritima
1851 Hyacinthoides vicentina
1503 # Iberis procumbens subsp. microcarpa
1487 Jonopsidium acaule
1877 # Juncus valvatus
1863 # Narcissus calcicola
1395 # Petalophyllum ralfsii
1878 # Pseudarrhenatherum pallens
1457 # Silene longicilia
1695 Thymus camphoratus
1681 Thymus carnosus
Quadro 4 — Espécies de fauna do anexo ii da Diretiva Habitats com presença significativa na ZEC
Código Grupo Espécie
1065 I # Euphydryas aurinia
6199 I # Euplagia quadripunctaria (sin. Callimorpha quadripunctaria)
1310 M # Miniopterus schreibersii
1324 M Myotis myotis
1349 M # Tursiops truncatus
Grupo: I — Invertebrado; M — Mamífero.
OBJETIVOS DE CONSERVAÇÃO
Os objetivos de conservação para os valores alvo são identificados no quadro 5 e constituem
o quadro de referência das medidas de conservação definidas para a gestão da ZEC. São ainda iden-
tificadas as metas a atingir no período de vigência do plano e os respetivos indicadores de resultado.
Para os restantes valores naturais com presença significativa estabelece-se como objetivo de
conservação a manutenção da condição ecológica que estes valores apresentam atualmente na ZEC.
A integridade ecológica da ZEC fica, deste modo, enquadrada pelo conjunto dos objetivos de
conservação adiante definidos, cuja prossecução permitirá contribuir para os objetivos da Diretiva
Habitats, ou seja, assegurar a biodiversidade, através da manutenção ou restabelecimento do estado
de conservação favorável dos tipos de habitats e das espécies presentes nos sítios e para a coerência
da rede Natura 2000.
Quadro 5 — Objetivos de conservação para a gestão da ZEC
Tipos de habitat e espécies de flora de arribas
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Objetivos de conservação Indicadores Metas
1.1. Manter o grau de conservação do habitat • Área de habitat com estrutura bem con- • Manter a área de habitat com estru-
1240 — Falésias com vegetação das costas servada (ha) tura bem conservada
mediterrânicas com Limonium spp. endémicas
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Tipos de habitat e espécies de flora de arribas
Objetivos de conservação Indicadores Metas
1.2. Manter o grau de conservação do habitat • Área de habitat com estrutura bem con- • Manter a área de habitat com estru-
5210 — Matagais arborescentes de Juniperus servada (ha) tura bem conservada
spp.
1.3. Melhorar o grau de conservação do habitat • Área de habitat com estrutura bem con- • Aumentar a área de habitat com estru-
5320 — Formações baixas de euforbiáceas servada (ha) tura bem conservada
junto a falésias
1.4. Melhorar o grau de conservação do habitat • Área de habitat adequado para a espécie • Aumentar a área de habitat adequado
de Convolvulus fernandesii para a espécie
• Número de indivíduos • Aumentar o número de indivíduos
Tipos de habitat e espécies de flora dunares
Objetivos de conservação Indicadores Metas
2.1. Melhorar o grau de conservação do habi- • Área de habitat com estrutura bem con- • Aumentar a área de habitat com estru-
tat 2270 — Dunas com florestas de Pinus pinea servada (ha) tura bem conservada
e ou Pinus pinaster
2.2. Melhorar o grau de conservação do habitat • Área de habitat adequado para a espécie • Aumentar a área de habitat adequado
de Herniaria maritima para a espécie
• Número de indivíduos • Aumentar o número de indivíduos
Tipos de habitat e espécies de flora de afloramentos e solos derivados de calcários
Objetivos de conservação Indicadores Metas
3.1. Manter o grau de conservação do habitat • Área de habitat com estrutura bem con- • Manter a área de habitat com estru-
5330 — Matos termomediterrânicos pré-de- servada (ha) tura bem conservada
sérticos
3.2. Manter o grau de conservação do habitat • Área de habitat com estrutura bem con- • Manter a área de habitat com estru-
6110 — Prados rupícolas calcários ou basófi- servada (ha) tura bem conservada
los da Alysso-Sedion albi
3.3. Manter o grau de conservação do habitat • Área de habitat com estrutura bem con- • Manter a área de habitat com estru-
6210 — Prados secos seminaturais e fácies servada (ha) tura bem conservada
arbustivas em substrato calcário (Festuco-
-Brometalia)
3.4. Manter o grau de conservação do habitat • Área de habitat com estrutura bem con- • Manter a área de habitat com estru-
8130 — Depósitos mediterrânicos ocidentais servada (ha) tura bem conservada
e termófilos
3.5. Manter o grau de conservação do habi- • Área de habitat com estrutura bem con- • Manter a área de habitat com estru-
tat 8210 — Vertentes rochosas calcárias com servada (ha) tura bem conservada
vegetação casmofítica
3.6. Manter o grau de conservação do habitat • Área de habitat com estrutura bem con- • Manter a área de habitat com estru-
8240 — Lajes calcárias servada (ha) tura bem conservada
3.7. Manter o grau de conservação do habitat • Área de habitat com estrutura bem con- • Manter a área de habitat com estru-
8310 — Grutas não exploradas pelo turismo servada (ha) tura bem conservada
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3.8. Manter o grau de conservação do habitat • Área de habitat com estrutura bem con- • Manter a área de habitat com estru-
9320 — Florestas de Olea e Ceratonia servada (ha) tura bem conservada
3.9. Manter o grau de conservação do habitat • Área de habitat adequado para a espécie • Manter a área de habitat adequado
de Arabis sadina para a espécie
• Número de indivíduos • Manter o número de indivíduos
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Tipos de habitat e espécies de flora de afloramentos e solos derivados de calcários
Objetivos de conservação Indicadores Metas
3.10. Manter o grau de conservação do habitat • Área de habitat adequado para a espécie • Manter a área de habitat adequado
de Crepis pusilla para a espécie
• Número de indivíduos • Manter o número de indivíduos
3.11. Manter o grau de conservação do habitat • Área de habitat adequado para a espécie • Manter a área de habitat adequado
de Iberis procumbens subsp. microcarpa para a espécie
• Número de indivíduos • Manter o número de indivíduos
3.12. Melhorar o grau de conservação do habi- • Área de habitat adequado para a espécie • Aumentar a área de habitat adequado
tat de Juncus valvatus para a espécie
• Número de indivíduos • Aumentar o número de indivíduos
3.13. Manter o grau de conservação do habitat • Área de habitat adequado para a espécie • Manter a área de habitat adequado
de Narcissus calcicola para a espécie
• Número de indivíduos • Manter o número de indivíduos
3.14. Manter o grau de conservação do habitat • Área de habitat adequado para a espécie • Manter a área de habitat adequado
de Petalophyllum ralfsii para a espécie
• Número de indivíduos • Manter o número de indivíduos
3.15. Melhorar o grau de conservação do habi- • Área de habitat adequado para a espécie • Aumentar a área de habitat adequado
tat de Pseudarrhenatherum pallens para a espécie
• Número de indivíduos • Aumentar o número de indivíduos
3.16. Manter o grau de conservação do habitat • Área de habitat adequado para a espécie • Manter a área de habitat adequado
de Silene longicilia para a espécie
• Número de indivíduos • Manter o número de indivíduos
Espécies de fauna alvo
Objetivos de conservação Indicadores Metas
4.1. Melhorar o grau de conservação do habitat • Área de habitat adequado para a espé- • Aumentar a área de habitat adequado
de Euphydryas aurinia cie (ha) para a espécie
4.2. Melhorar o grau de conservação do habitat • Área de habitat adequado para a espé- • Aumentar a área de habitat adequado
de Euplagia quadripunctaria cie (ha) para a espécie
4.3. Manter o grau de conservação do habitat • Tendência populacional • Manter a tendência estável nas épo-
de Miniopterus schreibersii cas de maternidade e de hibernação
• Área de habitat de alimentação (ha) • Aumentar a área de habitat de ali-
mentação
• Percentagem de abrigos de importância • Manter 100 % dos abrigos de impor-
nacional com condições favoráveis tância nacional com condições favo-
ráveis
Tipos de habitat marinhos
Objetivos de conservação Indicadores Metas
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5.1. Melhorar o grau de conservação do habitat • Área de bancos de areia com estrutura • Manter a área de bancos de areia com
1110 — Bancos de areia permanentemente bem conservada (km2) estrutura bem conservada
cobertos por água do mar pouco profunda
• Área de bancos de areia com Zostera • Aumentar a área de bancos de areia
marina com estrutura bem conservada com Zostera marina com estrutura bem
(km2) conservada
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Tipos de habitat marinhos
Objetivos de conservação Indicadores Metas
5.2. Manter o grau de conservação do habitat • Área de recifes com estrutura bem con- • Manter a área de recifes com estrutura
1170 — Recifes servada (km2) bem conservada
5.3. Manter o grau de conservação do habi- • Número de grutas com estrutura bem • Manter o número de grutas com estru-
tat 8330 — Grutas marinhas submersas ou conservada tura bem conservada
semi-submersas
Roaz
Objetivos de conservação Indicadores Metas
6.1. Manter o grau de conservação do habitat • Proporção da população residente no • Manter a proporção da população
de Tursiops truncatus Estuário do Sado que utiliza a ZEC Arrá- residente no Estuário do Sado que uti-
bida/Espichel liza a ZEC Arrábida/Espichel
MEDIDAS DE CONSERVAÇÃO COMPLEMENTARES
O plano de gestão identifica as medidas de conservação complementares às previstas no Decre-
to-Lei n.º 29/2025, de 20 de março, que visam dar resposta às exigências ecológicas dos valores com
prioridade em termos de conservação (valores alvo), definidas em função da condição destes e dos
condicionamentos e contextos de ordem legal, social, organizacional, económica e financeira.
As medidas de conservação complementares estabelecidas para a gestão da ZEC Arrábida/Espi-
chel e respetivo quadro operacional estão identificados no quadro 6, com a definição dos indicadores
de realização, as respetivas metas, as entidades envolvidas na execução e a calendarização.
A informação relevante para a execução das medidas de conservação é apresentada de forma
detalhada nas «Fichas das Medidas de Conservação Complementares».
Quadro 6 — Quadro operacional das medidas de conservação complementares
Calendarização
Medida de conservação
Relevância* Indicador de realização Meta Entidade responsável Entidades envolvidas
complementar
Início Fim
MC1. Restaurar habitats 1 Proporção de área 50 % da área degra- ICNF Municípios Ano 1 Ano 10
adequados às popula- degradada restau- dada restaurada
ções de presas de mor- rada ONGA
cegos APA
MC2. Recuperar a envol- 1 Proporção das 100 % das pedreiras Entidades gestoras ICNF Ano 1 Ano 10
vente das pedreiras pedreiras avalia- avaliadas e priori- das pedreiras
das e priorizadas zadas Municípios
LNEG
Proporção de área 75 % da área degra-
degradada restau- dada restaurada DGEG
rada
CCDR-LVT
Proprietários
MC3. Executar interven- 1 Proporção dos 100 % dos abrigos ICNF Municípios Pro- Ano 1 Ano 10
ções de beneficiação em abrigos com veda- com importância prietários
abrigos de Miniopterus ção para o valor alvo
schreibersii com impor- identificados como
tância nacional necessitando de
vedação
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Proporção de abri- 100 % dos abrigos
gos restaurados com importância
para o valor alvo
identificados como
necessitando de
restauro
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Calendarização
Medida de conservação
Relevância* Indicador de realização Meta Entidade responsável Entidades envolvidas
complementar
Início Fim
MC4. Promover 3 Proporção de área 50 % da área com ICNF GPP Proprietários Ano 1 Ano 10
a gestão sustentável contratualizada ocorrência dos
dos sistemas agrícolas valores contratua- Agricultores
e pecuários, com vista lizada Municípios
a favorecer os prados
calcários semi-naturais CCDR/Agri
e os matos baixos medi-
terrâneos e a manuten-
ção das características
da paisagem agrícola
extensiva
MC5. Adaptar o planea- 1 Proporção de 100 % de planos/ ICNF CCDR-LVT Ano 1 Ano 10
mento e a operaciona- planos/progra- programas adap-
lização da gestão inte- mas adaptados tados e incluindo Comissões Regio- Proprietários
grada dos fogos rurais e incluindo diretri- diretrizes de salva- nais, Sub-Regionais
e Municipais de Organizações de
à salvaguarda dos valo- zes de salvaguarda guarda Produtores Flo-
res naturais protegidos Gestão Integrada de
Fogos Rurais restais
Proporção de pla- 100 % de planos
nos de recupera- de recuperação Entidades Gestoras Empresas
ção pós-incêndio pós-incêndio com de Áreas Integradas
com medidas medidas orienta- de Gestão da Pai-
orientadas para das para o restauro sagem
o restauro e salva- e salvaguarda dos
guarda dos valores valores naturais Comunidades Inter-
naturais protegi- protegidos municipais
dos
APA
MC6. Disponibilizar 2 Depósitos de Resí- 3 depósitos (1 Municípios Juntas de Fre- Ano 1 Ano 10
depósito gratuito de duos de Constru- depósito em cada guesia
Resíduos de Constru- ção e Demolição município)
ção e Demolição (RCD) implementados Associações
em vazadouro municipal locais
Número de ações 4 ações por ano Empresas Muni-
de informação cipais
e divulgação
MC7. Desencorajar 2 Data de entrada Sistema de registo ICNF Administração Ano 1 Ano 3
o abandono das artes em funcionamento de artes de pesca Portuária
de pesca em fim de vida operacional no ano DGRM
1 da implementa- Sociedade Ponto
ção do plano de Verde
gestão
Data de entrada Programa de incen-
em funcionamento tivo à recolha de
resíduos de pesca
operacional no ano
3 da implementa-
ção do plano de
gestão
MC8. Restaurar as áreas 1 Proporção de área 50 % de área degra- ICNF Centros de Inves- Ano 2 Ano 6
degradadas dos tipos de degradada restau- dada restaurada tigação
habitat alvo de arribas rada
litorais Municípios
ONGA
APA
MC9. Ordenar acessibi- 1 Estudos elaborado Estudo de identifi- ICNF APA Ano 1 Ano 10
lidades cação e caracteri-
CCDR-LVT Autoridade Marí-
Portaria n.º 141/2025/1
zação dos acessos
elaborado tima
Municípios
Federações e clu-
bes de monta-
nhismo
Proprietários
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Calendarização
Medida de conservação
Relevância* Indicador de realização Meta Entidade responsável Entidades envolvidas
complementar
Início Fim
Proporção dos 50 % dos acessos
acessos indevidos indevidos vedados
vedados
Proporção da rede 100 % da rede de
de passadiços passadiços inter-
intervencionada vencionada
Número de painéis 1 painel informativo
informativos em cada acesso ao
areal admitido;
2 painéis por sede
de freguesia
MC10. Controlo de 2 Plano de controlo Plano de controlo ICNF Centros de Inves- Ano 1 Ano 10
populações de espécies e erradicação das e erradicação das tigação
exóticas invasoras espécies exóticas espécies exóticas
CCDR/Agri
invasoras elabo- invasoras
rado Municípios
Proporção das 100 % das áreas Proprietários
áreas prioritárias prioritárias inter-
intervencionadas vencionadas
Proporção das 50 % das áreas não
áreas não priori- prioritárias inter-
tárias intervencio- vencionadas
nadas
Proporção da área 80 % da área pre-
restaurada viamente ocupada
por flora exótica
invasora restaurada
MC11. Ordenar as ati- 1 Data de elabora- Diagnóstico sobre ICNF Municípios Ano 1 Ano 10
vidades recreativas ou ção do diagnóstico atividades recrea-
Instituições do
desportivas, motoriza- tivas ou desportivas
Ensino Superior
das ou não, organizadas finalizado no ano 2
e Investigação
ou informais da implementação
do plano de gestão Federação de
Campismo
Proporção dos 100 % dos valores e Montanhismo
valores alvo anali- alvo em presença de Portugal
sados (em relação
à sua sensibili- Clube de Monta-
dade) nhismo da Arrá-
bida
Proporção das 100 % das áreas Empresas de ani-
áreas avaliadas avaliadas e dota- mação turística
para a prática das das de propostas
atividades de regulação para
a prática das ativi-
dades
MC12. Reforço da fisca- 2 Número de fiscali- 12 fiscalizações/ ICNF Municípios Ano 1 Ano 10
Portaria n.º 141/2025/1
lização zações ano
GNR/SEPNA APA
(1/mês) à deposi-
PSP/BRIPA
ção de resíduos
Polícia Marítima
DGRM
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1.ª série
N.º 63
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Calendarização
Medida de conservação
Relevância* Indicador de realização Meta Entidade responsável Entidades envolvidas
complementar
Início Fim
Número de ações 1 ação/ano de
de vigilância e fis- vigilância e fiscali-
calização zação de visitação
aos abrigos de
importância nacio-
nal para Miniopte-
rus schreibersii
Número de ações 24 ações/ano,
de vigilância e fis- abrangendo todas
calização as áreas de prote-
ção total marinhas
e terrestres
Número de ações 24 ações/ano, dire-
de fiscalização cionadas à verifi-
cação de recursos
colhidos ou cap-
turados em meio
marinho
Número de ações 12 ações/ano (1/
de fiscalização mês) do acesso
a pontos de pesca
de pé-posto
Número de ações 18 ações/ano em
de fiscalização áreas interditas
ou condicionadas
a atividades recrea-
tivas e desportivas
Número de ações 12 ações/ano (uma
de fiscalização por mês) em meio
marinho
MC13. Estabelecer um 2 Ano de conceção Desenhar o sis- ICNF Municípios Ano 1 Ano 10
sistema de informação do sistema e defi- tema de informação
digital sobre a ZEC nição das ferra- e definir quais as Empresas de ani-
mentas suas ferramentas mação turística
no ano 1 da imple- Associação de
mentação do plano proprietários flo-
de gestão restais
Ano de elabora- Elaborar as ferra- IFAP
ção das ferramen- mentas e preparar
tas e preparação e integrar os con-
e integração dos teúdos no ano 2 da
conteúdos implementação do
plano de gestão
MC14. Elaborar um 2 Data de publicação Publicação da pri- ICNF Autoridade de Ano 1 Ano 10
manual de boas práti- da primeira versão meira versão do Gestão do PEPAC
cas de gestão agrícola, manual no ano 1 GPP
pecuária e florestal, da implementação Municípios
orientadas para a con- do plano de gestão Associação de
servação dos valores proprietários flo-
alvo Periodicidade da Revisão do manual restais
revisão de três em três anos
CCDR/Agri
Número de notifi- Duas notificações
cações/ano aos utilizadores/ ADL
ano Associações de
Portaria n.º 141/2025/1
agricultores
Operadores de
máquinas
Juntas de Fre-
guesia
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1.ª série
N.º 63
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Calendarização
Medida de conservação
Relevância* Indicador de realização Meta Entidade responsável Entidades envolvidas
complementar
Início Fim
MC15. Desenvolver uma 2 Número de ses- 5 sessões/ano de ICNF Escolas Ano 2 Ano 10
campanha de informa- sões informação dirigi-
ção, divulgação e edu- das aos promotores Municípios
cação ambiental de atividades eco- Associação de
nómicas, adminis- proprietários
tração local e asso-
ciações sectoriais, Associações de
nomeadamente, pescadores
agricultores, sil-
vicultores, opera- Clubes e associa-
dores turísticos ções locais
e marítimo-turís- APECATE
ticos, pescadores
e armadores FOR-MAR
Número de ses- 4 sessões/ano de IPMA
sões educação ambien- DGRM
tal dirigidas às
escolas Centros de Inves-
tigação
Número de ações 2 ações/ano de
sensibilização ONG
à população em
geral
Número de ações 3 ações/ano de
sensibilização diri-
gidas a pratican-
tes de náutica de
recreio, mergulha-
dores e nadado-
res-salvadores
Número de ações 3 ações/ano de
sensibilização junto
dos utilizadores
dos portos e mari-
nas sobre espécies
exóticas invasoras
Número de ações 3 ações/ano de
sensibilização
e incentivo à reco-
lha de lixo marinho
Proporção de par- 100 % de partici-
ticipantes pantes nas ações
1, 2 e 3 com conhe-
cimento do sistema
de informação digi-
tal sobre a ZEC
Programa elabo- Conceção de um
rado programa de edu-
cação ambiental
sobre os valores
alvo da ZEC no ano
2 da implementação
do plano de gestão
MC16. Estabelecer 1 Quadro de densi- Quadros aprovados ICNF GPP Lisboa 2030 Ano 1 Ano 2
e consolidar os critérios ficação dos obje- pela(s) entidade(s)
e parâmetros de quan- tivos de conserva- responsável(eis)
tificação e avaliação ção, indicadores pelo plano de ges-
dos objetivos de con- e metas tão até ao final do
servação, e os recursos ano 2 de implemen-
necessários para a exe- Quadro de estima- tação do plano
Portaria n.º 141/2025/1
cução das medidas de tiva preliminar dos
conservação recursos finan-
ceiros, humanos
e técnicos para
os primeiros cinco
anos de execução
do plano
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1.ª série
N.º 63
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Calendarização
Medida de conservação
Relevância* Indicador de realização Meta Entidade responsável Entidades envolvidas
complementar
Início Fim
MC17. Recuperação de 2 Área intervencio- Restauro de 1 hec- ICNF Municípios Ano 1 Ano 7
pradarias marinhas nada tare de pradaria
marinha Centros de Investi- Associações de
gação pescadores
Empresa de
Aquacultura (Pis-
cicultura Vale da
Lama, L.da)
NECTON
APSS
IPMA
Escolas
ONGA
ANA — Aeropor-
tos de Portu-
gal, S. A.
Secil, S. A.
MC18. Colmatar as 2 Relatórios Relatórios interca- ICNF Centros de Inves- Ano 1 Ano 10
lacunas de conheci- lar e final apresen- tigação
mento de modo a deter- tados nos anos 5
minar a necessidade de e 10 Entidades capa-
medidas adicionais para citadas para mer-
o habitat 8330 Grutas gulho em gruta no
marinhas submersas mar
ou semi-submersas
MC19. Minimizar as 2 Relatórios 1 relatório com ICNF DGPM Ano 1 Ano 10
capturas acessórias de informação espe-
Tursiops truncatus cífica para a ZEC DGRM DGAM
em cada 5 anos de IPMA
vigência do plano
de ação nacional Centros de Inves-
tigação
MC20. Caracterizar 2 Aprovação do Ano 3 do plano de ICNF IPMA DGRM Ano 3 Ano 6
e avaliar o risco de programa de gestão
introdução de espécies monitorização de Centros de Inves-
exóticas sobre os valo- espécies exóticas tigação
res alvo marinhos marinhas na ZEC Escolas de Mer-
gulho
Identificação de Ano 6 do plano de
zonas de risco gestão DGAM
Relatórios de 1 relatório/ano ONGA
monitorização
MC21. Conceber 2 Data de criação do Ano 1 ICNF Municípios Esco- Ano 2 Ano 10
e implementar um pro- programa de cam- las
grama de campanhas de panhas de recolha IPMA
recolha de lixo marinho de lixo marinho Centros de Inves-
APA tigação
Número de cam- 4 ações/ano ONG
panhas de recolha
de lixo marinho Associações
locais
Relatórios 1 relatório/ano
Escolas de mer-
gulho
Portaria n.º 141/2025/1
Entidades capa-
citadas para mer-
gulho em gruta no
mar
Empresas maríti-
mo-turísticas
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Calendarização
Medida de conservação
Relevância* Indicador de realização Meta Entidade responsável Entidades envolvidas
complementar
Início Fim
MC22. Realizar ações de 2 Número de ações 1 ação de forma- ICNF Polícia marítima Ano 2 Ano 10
formação para a prote- ção/ano dirigida
ção do meio marinho a pescadores DGRM DGAM
e armadores DGPM IPMA
Número de ações 1 ação de forma- FOR-MAR
ção/ano dirigida
Associações de
a praticantes de
pescadores
náutica de recreio
e às empresas Instituto de
marítimo-turísticas Socorros a Náu-
fragos
Número de ações 1 ação de forma-
ção/ano dirigida ONGA
a nadadores-sal-
vadores
Número de ações 1 ação de forma-
ção/ano dirigida
às entidades com
competência na
fiscalização
MC23. Identificar 2 Data de elabora- Estabelecer a situa- ICNF APA DGAM Ano 2 Ano 10
e monitorizar as princi- ção do relatório ção de referência no
pais fontes de poluição da situação de ano 2 da implemen- IPMA
da área marinha da ZEC referência tação do plano de Centros de Inves-
gestão tigação
Percentagem de 100 % das fontes de Municípios
fontes de polui- poluição caracteri-
ONGA
ção caracteriza- zadas e pontos de
das e pontos de entrada de poluen-
entrada de poluen- tes cartografados
tes cartografados
Data da elabora- Elaboração de um
ção de um pro- programa de moni-
grama de monito- torização dos pon-
rização tos de entrada de
poluentes no ano 5
da implementação
do plano de gestão
Data da opera- Operacionalização
cionalização de de um programa de
um programa de monitorização dos
monitorização pontos de entrada
de poluentes no
ano 6 da imple-
mentação do plano
de gestão
MC24. Avaliar e monito- Relatórios 1 relatório/a cada ICNF IPMA Ano 1 Ano 10
rizar o estado da popu- 3 anos
lação das florestas de Centros de Inves-
macroalgas castanhas tigação
(habitat 1170) na ZEC ONGA
* O campo relevância representa a importância relativa de cada uma das medidas de conservação e encontra-se classificado da seguinte forma:
Portaria n.º 141/2025/1
1 — Muito elevada; 2 — Elevada; 3-Média.
MEDIDAS DE CONSERVAÇÃO REGULAMENTARES
O plano de gestão aplica-se complementarmente a um conjunto de medidas de natureza regu-
lamentar e preventiva, identificadas e operacionalizadas no Decreto-Lei n.º 29/2025, de 20 de março.
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VIGÊNCIA DO PLANO DE GESTÃO
O plano de gestão terá uma vigência de 10 anos.
ACOMPANHAMENTO
A execução do plano de gestão é objeto de acompanhamento continuado ao longo do seu período
de vigência.
O acompanhamento é coordenado pelo ICNF com a participação das autoridades corresponsáveis
em razão da matéria, das administrações central e local, das entidades representativas dos agentes
e operadores dos setores económico, social, da sociedade civil e dos proprietários, relevantes para
a prossecução dos objetivos do plano.
Será efetuada uma avaliação intercalar ao quinto ano de vigência do plano, a qual incluirá o ponto
de situação intermédio da execução das medidas, um balanço das medidas concluídas, das medidas
em curso e das medidas não iniciadas. Da análise da realização intermédia atingida face às metas
estabelecidas para a medida, a entidade responsável pelo acompanhamento do plano de gestão deverá
decidir sobre as alterações necessárias no plano de gestão, num quadro de articulação institucional,
a propor às respetivas tutelas. Caso seja necessário, deverá ser elaborada uma versão revista das
fichas das medidas de conservação.
No final do seu período de vigência, a eficácia do plano de gestão deve ser avaliada num exercício
de análise cruzada entre o grau de execução das medidas de conservação e a evolução da condição
dos valores alvo. Para esta avaliação relacionam-se os resultados finais da execução das medidas
(através dos indicadores de realização) e do cumprimento dos objetivos de conservação (através dos
indicadores de resultado). O relatório desta avaliação final deverá também incluir a análise da evolução
dos fatores externos com eventual impacto na gestão da ZEC (por exemplo, das pressões e atividades
mais relevantes, das condicionantes legais e dos instrumentos de financiamento das medidas de con-
servação), a descrição da análise efetuada no período em causa para a evolução dos indicadores de
realização, a descrição das alterações intercalares efetuadas e respetiva fundamentação, e as propostas
de alteração do plano de gestão.
A aferição dos indicadores de resultado decorrerá dos procedimentos correntes de monitorização
da rede Natura 2000 a que o Estado português está obrigado no âmbito da implementação da Diretiva
Habitats.
O quadro 7 estabelece a correspondência entre as medidas de conservação complementares e os
objetivos de conservação para os quais concorrem, cuja avaliação final permite decidir sobre a neces-
sidade de manutenção/exclusão/alteração da medida no ciclo de programação seguinte. No referido
quadro são assinalados (a cinza) os campos a preencher em sede de avaliação final da implementação
do plano de gestão.
Quadro 7 — Modelo de matriz de avaliação final da implementação do plano de gestão
1. Tipos de habitat e espécies de flora de arribas
Objetivo de conservação [Indi- Meta Meta Medida de conservação Indicador Realização Grau de execução Revisão Obs.
cador de resultado] alcançada complementa r de realização atingida/meta
(não iniciada/ (Manter/Não
em curso/concluída) manter/Altera)
2. Tipos de habitat e espécies de flora dunares
Portaria n.º 141/2025/1
Objetivo de conservação Meta Meta Medida de conservação Indicador Realização Grau de execução Revisão Obs.
alcançada complementa r de realização atingida/meta
[Indicador de resultado] (não iniciada/ (Manter/Não
em curso/concluída) manter/Altera)
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3. Tipos de habitat e espécies de flora alvo de afloramentos e solos derivados de calcários
Grau de execução Revisão
Objetivo de conservação Meta Medida de conservação Indicador Realização
Meta (não iniciada/ (Manter/Não Obs.
[Indicador de resultado] alcançada complementa r de realização atingida/meta
em curso/concluída) manter/Altera)
4. Espécies de fauna alvo
Grau de execução Revisão
Objetivo de conservação [Indi- Meta Medida de conservação Indicador Realização
Meta (não iniciada/ (Manter/Não Obs.
cador de resultado] alcançada complementa r de realização atingida/meta
em curso/concluída) manter/Altera)
5. Tipos de habitat marinhos
Grau de execução Revisão
Objetivo de Conservação Meta Medida de Conservação- Indicador Realização
Meta (não iniciada/ (Manter/Não Obs.
[Indicador de Resultado] alcançada Complementa r de Realização atingida/meta
em curso/concluída) manter/Altera)
6. Roaz
Grau de execução Revisão
Objetivo de Conservação Meta alcan- Medida de Conservação Indicador Realização
Meta (não iniciada/ (Manter/Não Obs.
[Indicador de resultado] çada Complementa r de Realização atingida/meta
em curso/concluída) manter/Altera)
FICHAS DE MEDIDAS DE CONSERVAÇÃO COMPLEMENTARES
Fontes de financiamento e entidades — Glossário:
ADL — Associações de Desenvolvimento Local
APA — Agência Portuguesa do Ambiente
APECATE — Associação Portuguesa de Empresas de Congressos, Animação Turística e Eventos
APSS — Administração dos Portos de Setúbal e Sesimbra, S. A.
CCDR-LVT — Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional de Lisboa e Vale do Tejo
CCDR/Agri — Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional componente Agricultura
DGAM — Direção-Geral da Autoridade Marítima
DGEG — Direção-Geral de Energia e Geologia
DGPM — Direção-Geral de Política do Mar
DGRM — Direção-Geral de Recursos Naturais, Segurança e Serviços Marítimos
EEA Grants — Mecanismo Financeiro plurianual do Espaço Económico Europeu
FOR-MAR — Centro de Formação Profissional das Pescas e do Mar
Portaria n.º 141/2025/1
GNR/SEPNA — Guarda Nacional Republicana/Serviço de Proteção da Natureza e do Ambiente
Horizonte Europa — Programa financeiro da União Europeia para a investigação e a inovação
ICNF — Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas, I. P.
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I&D — Investigação e Desenvolvimento
IFAP — Instituto de Financiamento da Agricultura e Pescas, I. P.
IPMA — Instituto Português do Mar e da Atmosfera, I. P.
LIFE — Instrumento de financiamento da União Europeia para o ambiente e a ação climática
Lisboa 2030 — Programa Operacional Regional do Centro (FEDER)
LNEG — Laboratório Nacional de Energia e Geologia
MAR 2030 — Programa Operacional do FEAMPA (Fundo Europeu dos Assuntos Marítimos, das
Pescas e da Aquicultura)
OE — Orçamento de Estado
OM — Orçamento Municipal
ONG — Organizações não-governamentais
ONGA — Organizações não-governamentais de Ambiente
PEPAC — Plano Estratégico da Política Agrícola Comum para Portugal 2023-2027
PNA-PNGIFR — Programa Nacional de Ação do Plano Nacional de Gestão Integrada de Fogos Rurais
PRR — Plano de Recuperação e Resiliência
PSP/BRIPA — Polícia de Segurança Pública/Brigadas de Proteção Ambiental
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AGRICULTURA E PESCAS
Portaria n.º 142/2025/1, de 31 de março
Sumário: Estabelece o regime de aplicação do apoio às atividades e ações desenvolvidas no âmbito do
eixo transversal «Assistência técnica» do Plano Estratégico da Política Agrícola Comum para
Portugal (PEPAC Portugal).
A reforma da Política Agrícola Comum (PAC), em 2021, estabeleceu um novo quadro regulamentar
que introduz alterações nos seus objetivos, instrumentos e mecanismos de avaliação, os quais passam
a estar integrados num plano único, a nível nacional, o Plano Estratégico da Política Agrícola Comum
(PEPAC).
O PEPAC inclui os dois fundos agrícolas da PAC, o Fundo Europeu Agrícola de Garantia (FEAGA)
e o Fundo Europeu Agrícola de Desenvolvimento Rural (FEADER), e tem como enquadramento legislativo
os Regulamentos (UE) 2021/2115 e 2021/2116, ambos do Parlamento Europeu e do Conselho.
Nos termos do n.º 3 do artigo 52.º do Decreto-Lei n.º 5/2023, de 24 de fevereiro, as despesas
decorrentes da instalação e do funcionamento dos órgãos de governação do PEPAC Portugal, desig-
nadamente o financiamento dos recursos e das atividades necessárias à prossecução da missão e ao
correspondente exercício de competências, são asseguradas pelo eixo transversal «Assistência técnica»,
de acordo com o artigo 125.º do Regulamento (UE) 2021/2115, do Parlamento Europeu e do Conselho,
exceto quando o financiamento é expressamente abrangido por intervenções.
O eixo transversal «Assistência técnica» visa, assim, financiar atividades relacionadas com a gestão
e implementação de intervenções no âmbito do primeiro e segundo pilares da PAC, bem como o esta-
belecimento e funcionamento da Rede Nacional da PAC.
Este eixo integra as atividades elegíveis das entidades que desempenham funções necessárias
à gestão e execução do PEPAC, no âmbito do primeiro e segundo pilares da PAC, e visa o reforço da
capacidade administrativa e técnica das entidades responsáveis pela execução do programa, por forma
a garantir condições para uma eficaz e competente gestão e operacionalização do mesmo.
Assim:
Manda o Governo, pelo Ministro da Agricultura e Pescas, ao abrigo da alínea b) do n.º 3 do artigo 3.º
do Decreto-Lei n.º 12/2023, de 24 de fevereiro, o seguinte:
CAPÍTULO I
Disposições Gerais
Artigo 1.º
Objeto
A presente portaria estabelece o regime de aplicação do apoio às atividades e ações desenvolvidas
no âmbito do eixo transversal «Assistência técnica» do Plano Estratégico da Política Agrícola Comum
para Portugal (PEPAC Portugal).
Artigo 2.º