Diário da República, 1.ª série
Portaria n.º 101/2025/1
- Data
- 2025-03-12
- Tipo
- Portaria
Sumário
Portaria de extensão das alterações do contrato coletivo entre a GROQUIFAR ― Associação de Gros- sistas de Produtos Químicos e Farmacêuticos e o Sindicato dos Trabalhadores do Setor de Serviços ― SITESE (produtos farmacêuticos)
Texto integral (1231 palavras)
Portaria n.º 101/2025/1
Considerando que a convenção tem por âmbito geográfico de aplicação todo o território nacional
e que a extensão de convenção coletiva nas Regiões Autónomas compete aos respetivos Governos
Regionais, a presente portaria apenas é aplicável no território de Portugal continental.
Considerando que no mesmo setor de atividade e área geográfica de aplicação da convenção existe
regulamentação coletiva própria celebrada entre a mesma associação de empregadores e a Federação
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1.ª série
N.º 50
12-03-2025
Intersindical das Indústrias Metalúrgicas, Químicas, Eléctricas, Farmacêutica, Celulose, Papel, Gráfica,
Imprensa, Energia e Minas — FIEQUIMETAL, e, ainda, por outra associação de empregadores, a NOR-
QUIFAR — Associação Nacional dos Importadores/Armazenistas e Retalhistas de Produtos Químicos
e Farmacêuticos, a presente extensão, à semelhança das anteriores extensões da convenção, não
abrange os trabalhadores filiados em sindicatos representados pela FIEQUIMETAL, nem os emprega-
dores filiados na NORQUIFAR.
Nos termos da alínea c) do n.º 1 do artigo 478.º do Código do Trabalho e dos n.os 2 e 4 da referida
RCM, na fixação da eficácia das cláusulas de natureza pecuniária foi tido em conta a data do depósito
da convenção e o termo do prazo para a emissão da portaria de extensão, com produção de efeitos
a partir do primeiro dia do mês em causa.
Foi publicado o aviso relativo ao projeto da presente extensão no Boletim do Trabalho e Emprego,
separata, n.º 19, de 23 de setembro de 2024, ao qual não foi deduzida oposição por parte dos interessados.
Assim:
Manda o Governo, pelo Secretário de Estado do Trabalho, no uso da competência delegada por
Despacho n.º 2577/2025, de 19 de fevereiro, da Ministra do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social,
publicado no Diário da República, 2.ª série, n.º 39, de 25 de fevereiro de 2025, ao abrigo do artigo 514.º
e do n.º 1 do artigo 516.º do Código do Trabalho e da Resolução do Conselho de Ministros n.º 82/2017,
publicada no Diário da República, 1.ª série, n.º 112, de 9 de junho de 2017, o seguinte:
Artigo 1.º
1 — As condições de trabalho constantes das alterações do contrato coletivo entre a GROQUI-
FAR — Associação de Grossistas de Produtos Químicos e Farmacêuticos e o Sindicato dos Trabalha-
dores do Setor de Serviços — SITESE (produtos farmacêuticos), com publicação no Boletim do Trabalho
e Emprego, n.º 17, de 8 de maio de 2024, são estendidas no território do continente:
a) Às relações de trabalho entre empregadores não filiados na associação de empregadores outor-
gante que se dediquem à atividade de comércio por grosso de produtos farmacêuticos e ou veterinários
e trabalhadores ao seu serviço, das profissões e categorias profissionais previstas na convenção;
b) Às relações de trabalho entre empregadores filiados na associação de empregadores outorgante
que exerçam a atividade económica referida na alínea anterior e trabalhadores ao seu serviço, das pro-
fissões e categorias profissionais prevista na convenção, não filiados na associação sindical outorgante.
2 — A presente extensão não é aplicável às relações de trabalho em que sejam parte empregado-
res filiados na NORQUIFAR — Associação Nacional dos Importadores/Armazenistas e Retalhistas de
Produtos Químicos e Farmacêuticos, nem a trabalhadores filiados em sindicatos inscritos na Federação
Intersindical das Indústrias Metalúrgicas, Químicas, Eléctricas, Farmacêutica, Celulose, Papel, Gráfica,
Imprensa, Energia e Minas — FIEQUIMETAL.
Artigo 2.º
1 — A presente portaria entra em vigor no quinto dia após a sua publicação no Diário da República.
2 — A tabela salarial e as cláusulas de natureza pecuniária previstas na convenção produzem
efeitos a partir de 1 de junho de 2024.
O Secretário de Estado do Trabalho, Adriano Rafael Sousa Moreira, em 7 de março de 2025.
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12-03-2025
TRABALHO, SOLIDARIEDADE E SEGURANÇA SOCIAL
Portaria n.º 102/2025/1, de 12 de março
Sumário: Portaria de extensão das alterações do contrato coletivo entre a Associação do Comér-
cio e Serviços da Região do Algarve — ACRAL e o CESP — Sindicato dos Trabalhadores do
Comércio, Escritórios e Serviços de Portugal e outros.
Portaria de extensão das alterações do contrato coletivo entre a Associação do Comércio
e Serviços da Região do Algarve — ACRAL e o CESP — Sindicato
dos Trabalhadores do Comércio, Escritórios e Serviços de Portugal e outros
As alterações do contrato coletivo entre a Associação do Comércio e Serviços da Região do
Algarve — ACRAL e o CESP — Sindicato dos Trabalhadores do Comércio, Escritórios e Serviços de
Portugal e outros, publicadas no Boletim do Trabalho e Emprego (BTE), n.º 20, de 29 de maio de 2024,
abrangem, no distrito de Faro, as relações de trabalho entre empregadores que se dediquem às ativi-
dades de comércio retalhista e serviços previstas na convenção e trabalhadores ao seu serviço, uns
e outros representados pelas associações que a outorgaram.
As partes outorgantes requereram a extensão das alterações do contrato coletivo às relações de
trabalho entre empregadores e trabalhadores não representados pelas associações outorgantes que
na respetiva área e âmbito exerçam a mesma atividade.
De acordo com o n.º 1 do artigo 514.º do Código do Trabalho, a convenção coletiva pode ser apli-
cada, no todo ou em parte, por portaria de extensão a empregadores e a trabalhadores integrados no
âmbito do setor de atividade e profissional definido naquele instrumento. O n.º 2 do referido normativo
legal determina ainda que a extensão é possível mediante a ponderação de circunstâncias sociais
e económicas que a justifiquem, nomeadamente a identidade ou semelhança económica e social das
situações no âmbito da extensão e no instrumento a que se refere.
Existindo identidade económica e social entre as situações que se pretende abranger com a exten-
são e as previstas na convenção em apreço, foi promovida a realização do estudo de avaliação dos indi-
cadores previstos nas alíneas a) a e) do n.º 1 da Resolução do Conselho de Ministros (RCM) n.º 82/2017,
de 9 de junho, através dos elementos disponíveis no apuramento do Relatório Único/Quadros de Pessoal
do ano 2022. De acordo com o estudo estavam abrangidos pelo instrumento de regulamentação coletiva
de trabalho, direta e indiretamente, 2744 trabalhadores por conta de outrem a tempo completo (TCO),
excluindo os praticantes e aprendizes e o residual, dos quais 69,2 % são mulheres e 30,8 % são homens.
Segundo os dados da amostra, o estudo indica que para 461 TCO (46,8 % do total) as remunerações
devidas são iguais ou superiores às remunerações convencionais, enquanto para 2283 TCO (83,2 % do
total) as remunerações devidas são inferiores às convencionais, dos quais 73,1 % são mulheres e 26,9 %
são homens. Quanto ao impacto salarial da extensão, a atualização das remunerações representa
um acréscimo de 5,4 % na massa salarial do total dos trabalhadores e de 7,0 % para os trabalhadores
cujas remunerações devidas serão alteradas. Na perspetiva da promoção de melhores níveis de coesão
e igualdade social o estudo indica que há redução no leque salarial.
Neste contexto, ponderadas as circunstâncias sociais e económicas justificativas da extensão
de acordo com o disposto no n.º 2 do artigo 514.º do Código do Trabalho, promove-se o alargamento
do âmbito de aplicação das alterações do contrato coletivo às relações de trabalho não abrangidas
por regulamentação coletiva negocial porquanto tem, no plano social, o efeito de uniformizar as con-
dições mínimas de trabalho dos trabalhadores e, no plano económico, o de aproximar as condições de
concorrência entre empresas do mesmo sector.
Considerando que a convenção coletiva regula diversas condições de trabalho, procede-se à res-