Diário da República, 1.ª série
Diário da República n.º 48
- Data
- 2023-03-08
Texto integral (21 361 palavras)
I SÉRIE
Quarta-feira, 8 de março de 2023 Número 48
ÍNDICE
Gabinete do Representante da República para a Região Autónoma
dos Açores
Decreto do Representante da República para a Região Autónoma dos Açores
n.º 1/2023:
Exonera, sob proposta do Presidente do Governo Regional dos Açores, o
Secretário Regional da Saúde e Desporto, Clélio Ribeiro Parreira Toste de
Menezes . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 2
Decreto do Representante da República para a Região Autónoma dos Açores
n.º 2/2023:
Nomeia, sob proposta do Presidente do Governo Regional dos Açores, Mónica
Reis Simões Seidi Secretária Regional da Saúde e Desporto. . . . . . . . . . . . . 3
Região Autónoma dos Açores
Decreto Legislativo Regional n.º 9/2023/A:
Aprova a alteração do Programa Regional da Água dos Açores . . . . . . . . . . . 4
Diário da República, 1.ª série
N.º 48 8 de março de 2023 Pág. 2
GABINETE DO REPRESENTANTE DA REPÚBLICA PARA A REGIÃO
AUTÓNOMA DOS AÇORES
Decreto do Representante da República para a Região Autónoma dos Açores n.º 1/2023
de 8 de março
Sumário: Exonera, sob proposta do Presidente do Governo Regional dos Açores, o Secretário
Regional da Saúde e Desporto, Clélio Ribeiro Parreira Toste de Menezes.
Ao abrigo do n.º 4 do artigo 231.º da Constituição da República Portuguesa e do n.º 2 do
artigo 81.º e da alínea b) do n.º 1 do artigo 107.º do Estatuto Político-Administrativo da Região
Autónoma dos Açores, sob proposta do Presidente do Governo Regional dos Açores, José Manuel
Cabral Dias Bolieiro, e nos termos do n.º 1 do artigo 9.º da Lei n.º 30/2008, de 10 de julho, exonero
o seguinte membro do XIII Governo Regional:
Secretário Regional da Saúde e Desporto — Clélio Ribeiro Parreira Toste de Menezes.
Assinado em Angra do Heroísmo em 6 de março de 2023.
Publique-se.
O Representante da República para a Região Autónoma dos Açores, Pedro Manuel dos Reis
Alves Catarino.
116241572
www.dre.pt
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GABINETE DO REPRESENTANTE DA REPÚBLICA PARA A REGIÃO
AUTÓNOMA DOS AÇORES
Decreto do Representante da República para a Região Autónoma dos Açores n.º 2/2023
de 8 de março
Sumário: Nomeia, sob proposta do Presidente do Governo Regional dos Açores, Mónica Reis
Simões Seidi Secretária Regional da Saúde e Desporto.
Ao abrigo do n.º 4 do artigo 231.º da Constituição da República Portuguesa e do n.º 2 do
artigo 81.º e da alínea b) do n.º 1 do artigo 107.º do Estatuto Político-Administrativo da Região
Autónoma dos Açores, sob proposta do Presidente do Governo Regional dos Açores, José Manuel
Cabral Dias Bolieiro, e nos termos do n.º 1 do artigo 9.º da Lei n.º 30/2008, de 10 de julho, nomeio
o seguinte membro do XIII Governo Regional:
Secretária Regional da Saúde e Desporto — Mónica Reis Simões Seidi.
Assinado em Angra do Heroísmo em 6 de março de 2023.
Publique-se.
O Representante da República para a Região Autónoma dos Açores, Pedro Manuel dos Reis
Alves Catarino.
116241612
www.dre.pt
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REGIÃO AUTÓNOMA DOS AÇORES
Assembleia Legislativa
Decreto Legislativo Regional n.º 9/2023/A
Sumário: Aprova a alteração do Programa Regional da Água dos Açores.
Aprova a alteração do Programa Regional da Água dos Açores
A água é um recurso extremamente importante, quer como base da atividade biológica, fun-
damental no desenvolvimento e equilíbrio dos ecossistemas, quer como elemento essencial ao
desenvolvimento social e económico e bem imprescindível à vida.
Os recursos hídricos são, por isso, um bem natural de importância estratégica, reclamando
um planeamento e gestão sustentáveis, assente em princípios, orientações estratégicas, regras
e procedimentos que promovam a sua preservação qualitativa e quantitativa, a boa utilização dos
recursos e a proteção do ambiente.
O Plano Regional da Água, aprovado pelo Decreto Legislativo Regional n.º 19/2003/A, de
23 de abril, é o instrumento de planeamento de natureza estratégica há mais tempo em vigor na
Região Autónoma dos Açores (RAA), constituindo o plano setorial primordial, em matéria de gestão
da qualidade e da quantidade dos recursos hídricos nos Açores. O disposto no artigo 7.º do citado
diploma determina a vinculação jurídica, nomeadamente das entidades públicas, ao Plano Regional
da Água, assim como a alteração obrigatória dos instrumentos de gestão do território municipais e
especiais que com ele se não compatibilizem.
Já no decurso da vigência do Plano Regional da Água, foi aprovada a Lei n.º 58/2005, de 29 de
dezembro (Lei da Água), transpondo para a ordem jurídica nacional a Diretiva n.º 2000/60/CE, do
Parlamento Europeu e do Conselho, de 23 de outubro, que estabelece um quadro de ação comuni-
tária no domínio da política da água, doravante designada por Diretiva Quadro da Água, introduzindo
algumas alterações nos conceitos, processos e referenciais de planeamento de recursos hídricos.
Posteriormente, com a publicação do Decreto Legislativo Regional n.º 35/2012/A, de 16 de agosto,
que estabelece o regime jurídico dos instrumentos de gestão territorial nos Açores, doravante designado
por RJIGT.A, o Plano Regional da Água passou a constituir-se como um plano setorial na aceção desse
diploma, que se mantém em vigor, nos termos do disposto no artigo 186.º daquele diploma.
Ainda no âmbito do RJIGT.A, designadamente nos termos do disposto nos n.os 1, 2 e 3 do
artigo 123.º, os instrumentos de gestão territorial podem ser objeto de alteração, de correção
material, de retificação, de revisão e de suspensão. Uma alteração pode, assim, ser fundamentada
por um contexto em que se verifique uma evolução das condições económicas, sociais, culturais e
ambientais que lhes estão subjacentes e que fundamentam as opções definidas no plano, desde
que revista caráter parcial, designadamente, se restrinja a uma parte delimitada da respetiva área
de intervenção, da ratificação ou aprovação de planos municipais ou de planos especiais de orde-
namento do território que com eles não se compatibilizem ou conformem, ou da entrada em vigor
de leis ou regulamentos que colidam com as respetivas disposições, ou que estabeleçam servidões
administrativas ou restrições de utilidade pública que afetem as mesmas.
Adicionalmente, foi realizado o respetivo acompanhamento e avaliação que antecedeu e tam-
bém fundamentou a presente alteração, em conformidade com o n.º 1 do artigo 50.º da lei de bases
gerais da política pública de solos, de ordenamento do território e de urbanismo (LBGPPSOTU),
aprovada pela Lei n.º 31/2014, de 30 de maio, na sua redação atual.
Assim, no caso do Plano Regional da Água, a manterem-se as linhas de orientação estratégica,
e considerando as atualizações em termos de legislação nacional no domínio da gestão da água,
nomeadamente a publicação da Lei da Água, bem como as mais recentes orientações da Comissão
Europeia nesta matéria, tornou-se necessária uma atualização deste plano. Nesta perspetiva, o
Plano Regional da Água foi objeto de alteração na aceção do regime dos instrumentos de gestão
territorial (IGT).
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Por outro lado, aquando da elaboração do Plano Regional da Água, em 2000, foi entendimento
incorporar neste instrumento de orientação da política da água duas componentes, uma estratégica e
outra operacional. A componente estratégica era assumida pelos Princípios e Linhas de Orientação,
que se pretendia que fossem seguidas nas políticas de recursos hídricos regionais, enquanto no
que respeita à componente, à então data, operacional, verifica-se que, presentemente, no domínio
dos recursos hídricos, a RAA dispõe de planos setoriais de caráter operacional específicos. Neste
contexto, o Programa Regional da Água deve agora assumir um caráter eminentemente estratégico,
que emane as correspondentes orientações para a atuação dos diversos intervenientes e agentes,
no domínio dos recursos hídricos, a nível da Região.
Assim, a Resolução do Conselho de Governo n.º 86/2018, de 30 de julho, veio determinar
a adequação do anterior Plano Regional da Água, aprovado pelo Decreto Legislativo Regional
n.º 19/2003/A, de 23 de abril, no que concerne às atuais condições económicas, sociais, culturais
e ambientais, e conformação com o atual quadro normativo, no domínio do planeamento e gestão
dos recursos hídricos. Importa referir que, de acordo com o artigo 80.º da LBGPPSOTU, o presente
referencial passa a designar-se de Programa Regional da Água, o qual se reveste na forma de
programa setorial.
O Plano Regional da Água, publicado em 2003, definiu como linhas de orientação estratégica
melhorar a oferta e gerir a procura de água para as populações e atividades económicas, proteger
a qualidade da água, proteger os recursos naturais, com destaque para os ecossistemas com
especial interesse, prevenir e minorar riscos associados a fenómenos hidrológicos extremos e a
acidentes de poluição, articular o ordenamento do domínio hídrico com o ordenamento do território,
ajustar o quadro institucional e adequar o quadro normativo regional, promover a sustentabilidade
económica e financeira, promover a informação e participação do cidadão e aprofundar o conhe-
cimento. Esta componente estratégica foi estruturada em dois tipos de objetivos, nomeadamente
com os Objetivos de Estado e os Objetivos de Resposta. Os primeiros representam as principais
metas que se pretendem atingir, em termos de recursos hídricos na RAA, enquanto os segundos
representam os compromissos de resposta da sociedade.
A alteração do Programa Regional da Água contempla, assim, um ajuste dos seus conteúdos
e abordagem ao atual quadro, metas, objetivos, instrumentos e ferramentas existentes a nível inter-
nacional, nacional e regional, no domínio da gestão dos recursos hídricos, estabelecendo Objetivos
de Estado e Objetivos de Resposta, de forma quantificável e verificável, bem como uma adequação
ao atual regime do RJIGT.A. Por seu turno, a programação para o alcance desses objetivos será
concretizada ao nível dos planos setoriais em vigor, nomeadamente o Plano de Gestão da Região
Hidrográfica dos Açores (PGRH-Açores) e o Plano de Gestão de Risco de Inundações (PGRIA).
Por sua vez, a alteração do Programa Regional da Água bem como as suas Linhas de Orienta-
ção Estratégica e Objetivos desenvolveram-se também sobre o marco concetual dos 17 Objetivos do
Desenvolvimento Sustentável (ODS) da Agenda 2030 das Nações Unidas, que abordam temáticas
tão diversas como enfrentar os desafios da pobreza e da fome, a educação, as desigualdades, a
prosperidade, a proteção do planeta, a luta contra as alterações climáticas, as cidades, a energia,
o consumo e a produção sustentável e governança.
Em suma, a alteração do Programa Regional da Água assume como missão que este se cons-
titua como o instrumento que visa contribuir para enfrentar os desafios paradigmáticos que, neste
início do século xxi, se colocam à RAA, definindo uma rigorosa linha política de curto e médio prazo,
proativa na gestão de recursos hídricos, por forma a assegurar a integração das disponibilidades
e articular, adequada e atempadamente, as diferentes utilizações da água e a proteção dos ecos-
sistemas, consolidando o conceito de desenvolvimento ambientalmente sustentado. Uma política
ambiental preventiva, a concretização dos princípios do utilizador-pagador, uma orientação para o
controlo das emissões, encorajando, também, a adoção de medidas de redução na fonte, a gestão
da água com base em soluções integradas, a aplicação das melhores tecnologias disponíveis, a
internalização de custos e o fomento da cidadania são as traves mestras da alteração do Programa
Regional da Água para equilibrar as atuais pressões sobre os recursos hídricos e, dessa forma,
suportar a sustentabilidade das atividades económicas e favorecer a equidade e subsidiariedade
social na Região.
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A alteração do Programa Regional da Água integra comandos de orientação para a atuação dos
diversos intervenientes no processo de planeamento e gestão da utilização dos recursos hídricos
regionais, em especial para os órgãos legislativos e para a administração pública regional.
Adicionalmente, e tal como preconizado no RJIGT.A, a elaboração dos programas setoriais
obriga a identificar e a ponderar, nos diversos âmbitos, os planos, programas e projetos, designa-
damente os que sejam da iniciativa da administração regional autónoma, com incidência na área a
que respeitam, considerando os que já existam e os que se encontrem em preparação, de forma a
assegurar as necessárias compatibilizações. Como tal, essa compatibilização foi assegurada, sendo
que a alteração do Programa Regional da Água encontra-se em conformidade com o disposto no
Plano Regional de Ordenamento do Território dos Açores (PROTA), aprovado pelo Decreto Legis-
lativo Regional n.º 26/2010/A, de 12 de agosto, e com os planos e programas setoriais em vigor
na RAA, uma vez que não se verificaram incompatibilidades e, ao invés, este permite dar conti-
nuidade aos pressupostos, objetivos e medidas já constantes desses planos e programas. No que
respeita aos planos especiais de ordenamento do território (PEOT) em vigor, à data de aprovação
da alteração do Programa Regional da Água, estes foram analisados ao nível das suas disposições
regulamentares e dos respetivos elementos gráficos, não se verificando qualquer incompatibilidade,
uma vez que a própria natureza da alteração do Programa Regional da Água tem como objetivo a
gestão, a proteção e a valorização ambiental, social e económica dos recursos hídricos também
em áreas consideradas sensíveis ao nível de condicionantes e de elementos que os PEOT têm
como objetivo salvaguardar.
Assim, no âmbito do atual RJIGT.A, o Programa Regional da Água reveste a forma de pro-
grama setorial e constitui um instrumento de natureza estratégica, consagrando os fundamentos e
as grandes opções da política dos recursos hídricos para a RAA, através dos princípios e orienta-
ções estratégicas plasmados nos artigos 3.º e 5.º do Decreto Legislativo Regional n.º 19/2003/A,
de 23 de abril.
Na moldura legal em vigor, nomeadamente no artigo 24.º da Lei da Água, o planeamento das
águas é concretizado através do Plano Nacional da Água (PNA), de âmbito territorial, que abrange
todo o território nacional, dos planos de gestão de bacia hidrográfica, de âmbito territorial, que
abrangem as bacias hidrográficas integradas numa região hidrográfica e incluem os respetivos
programas de medidas, e dos planos específicos de gestão de águas, que são complementares dos
planos de gestão de bacia hidrográfica e que podem ser de âmbito territorial, abrangendo uma sub-
-bacia ou uma área geográfica específica, ou de âmbito setorial, abrangendo um problema, tipo de
água, aspeto específico ou setor de atividade económica com interação significativa com as águas.
As relações entre o PNA e a alteração do Programa Regional da Água devem reger-se pelo
princípio da articulação, também em conformidade com o artigo 25.º do RJIGT.A, atendendo que
constituem instrumentos programáticos de idêntica natureza, que estabelecem as grandes linhas
de orientação a serem integradas pelos instrumentos de desenvolvimento. Isto significa que não
podem conter disposições contraditórias, devendo traduzir um compromisso de integração e com-
patibilização das respetivas opções. Assim, é assegurada a devida compatibilização com os três
objetivos fundamentais que o PNA definiu para a gestão das águas, nomeadamente a proteção e a
requalificação do estado dos ecossistemas aquáticos e dos ecossistemas terrestres, bem como das
zonas húmidas que deles dependem, no que respeita às suas necessidades de água, a promoção
do uso sustentável, equilibrado e equitativo de água de boa qualidade, com a afetação aos vários
tipos de usos, tendo em conta o seu valor económico, baseada numa proteção a longo prazo dos
recursos hídricos disponíveis, e o aumento da resiliência relativamente aos efeitos das inundações
e das secas e outros fenómenos meteorológicos extremos decorrentes das alterações climáticas.
A alteração do Programa Regional da Água materializa, assim, a par do PGRH-Açores e
do PGRIA, nos seus diversos ciclos, a participação da RAA no processo de planeamento de
recursos hídricos nacional, conformando-se com os princípios estratégicos e programáticos
do PNA. Esta integração favorece as reconhecidas especificidades e idiossincrasias da RAA,
acautelando-as de uma forma rigorosa e atempada. Em complemento, assegura-se, por esta
via, a posição regional e a coerência nacional perante os compromissos estratégicos europeus
na área do ambiente. Esta consistência é duplamente relevante, no sentido de assegurar a pos-
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sibilidade institucional de cooperação técnica e financeira com as instituições comunitárias e de,
simultaneamente, enquadrar o integral cumprimento do normativo comunitário.
No quadro do Estatuto Político-Administrativo da Região Autónoma dos Açores e do Decreto
Regulamentar n.º 6/2022/A, de 29 de abril, retificado pela Declaração de Retificação n.º 3/2022/A,
de 28 de junho, o planeamento e gestão dos recursos hídricos materializa-se através da Secretaria
Regional do Ambiente e Alterações Climáticas (SRAAC), reportando-se, em concreto, à Direção
Regional do Ordenamento do Território e dos Recursos Hídricos (DROTRH).
Atento o exposto, e tendo por base os instrumentos de gestão de recursos hídricos em vigor na RAA,
nomeadamente o PGRIA, o PGRH-Açores, o Programa Regional para as Alterações Climáticas (PRAC),
os planos de ordenamento de orla costeira (POOC), os planos de ordenamento de bacias hidrográficas de
lagoas (POBHL), para além de outros planos, programas e instrumentos setoriais, em vigor ou a aguardar
publicação, com os quais os mesmos devem ser articulados, a alteração do Programa Regional da Água
assentou num ajuste à própria natureza e conteúdos/funções dos instrumentos atualmente existentes,
às metas e ao atual modelo de governação e atuação das entidades da administração pública regional.
Conceptualmente, o Programa Regional da Água passa a assumir um foco estratégico que
define as linhas de orientação e os objetivos estruturantes a alcançar a nível regional, cuja concre-
tização ficará a cargo dos instrumentos com foco operacional, conferindo-se, neste caso, destaque
ao PGRH-Açores e ao PGRIA.
Esta abordagem integrada permitiu dotar o processo de planeamento de um instrumento com
um ciclo de vida mais alargado que assegura a macroestratégia regional. De igual modo, reflete e
monitoriza a sua evolução e tradução no contexto social, económico e ambiental da Região, garan-
tindo a sua coerência com o quadro normativo nacional e internacional e com atenção à articulação
intersectorial, emanando orientações e assegurando um fio condutor entre ciclos de planeamento,
que são concretizados por instrumentos de ciclo de vida mais curto, designadamente seis anos,
focados na sua tradução, em cada uma das unidades hidrográficas, ou seja, em cada uma das
ilhas que constituem a RAA.
Tal como definido pela Resolução do Conselho de Governo n.º 86/2018, de 30 de julho, que
determina a alteração do Programa Regional da Água, o presente processo de alteração foi acom-
panhado por uma Comissão Consultiva.
Atento o parecer final da referida Comissão Consultiva, e ponderados os resultados da discussão
pública, que decorreu entre 28 de junho a 30 de julho de 2021, através do Aviso n.º 48/2021, de 16 de
junho, tendo o prazo sido prorrogado até 11 de novembro de 2021, foi concluída a versão final do programa.
Assim, a Assembleia Legislativa da Região Autónoma dos Açores decreta, nos termos da
alínea a) do n.º 1 do artigo 227.º da Constituição e do n.º 1 do artigo 37.º e do n.º 1 do artigo 57.º
do Estatuto Político-Administrativo da Região Autónoma dos Açores, o seguinte:
Artigo 1.º
Âmbito setorial e objeto
Pelo presente diploma é aprovada a alteração do Programa Regional da Água dos Açores,
abreviadamente designada por alteração do PRA, o qual reveste a forma de programa setorial, no
âmbito da lei de bases gerais da política pública de solos, de ordenamento do território e de urba-
nismo, doravante designada por LBGPPSOTU, aprovada pela Lei n.º 31/2014, de 30 de maio, na sua
redação atual, conjugada com o regime jurídico dos instrumentos de gestão territorial dos Açores,
doravante designado por RJIGT.A, aprovado pelo Decreto Legislativo Regional n.º 35/2012/A, de
16 de agosto, cujo Relatório Técnico Resumido consta do anexo ao presente diploma e dele faz
parte integrante.
Artigo 2.º
Âmbito territorial
O âmbito territorial da alteração do PRA compreende todas as bacias hidrográficas das 9 ilhas
do arquipélago dos Açores, incluindo as respetivas águas subterrâneas e as águas costeiras adja-
centes, abrangendo os 19 concelhos da RAA.
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Artigo 3.º
Definições
Para efeitos do presente diploma, entende-se por:
a) «Águas costeiras», as águas de superfície que se encontram entre terra e uma linha cujos
pontos se encontram a uma distância de uma milha náutica, na direção do mar, a partir do ponto
mais próximo da linha de base de delimitação das águas territoriais, estendendo-se, quando apli-
cável, até ao limite exterior das águas de transição;
b) «Águas interiores», todas as águas superficiais lênticas ou lóticas (correntes) e todas as
águas subterrâneas que se encontram do lado terrestre da linha de base a partir da qual são mar-
cadas as águas territoriais;
c) «Águas subterrâneas», todas as águas que se encontram abaixo da superfície do solo, na
zona saturada, e em contacto direto com o solo ou com o subsolo;
d) «Águas superficiais», as águas interiores, com exceção das águas subterrâneas, as águas
de transição e as águas costeiras, incluindo-se nesta categoria, no que se refere ao estado químico,
as águas territoriais;
e) «Águas de transição», massas de água de superfície na proximidade da foz dos rios, que
têm um caráter parcialmente salgado em resultado da proximidade de águas costeiras, mas que
são significativamente influenciadas por cursos de água doce;
f) «Áreas classificadas», as áreas que integram a Rede de Áreas Protegidas dos Açores e as
áreas de proteção e preservação dos habitats naturais, fauna e flora selvagens e conservação de
aves selvagens, definidas em legislação específica;
g) «Bacia hidrográfica», a área terrestre a partir da qual todas as águas fluem para o mar,
através de uma sequência de rios, ribeiros ou eventualmente lagos, desaguando numa única foz,
estuário ou delta;
h) «Bom estado das águas subterrâneas», o estado global em que se encontra uma massa
de águas subterrâneas quando os seus estados quantitativo e químico são considerados, pelo
menos, «bons»;
i) «Bom estado das águas superficiais», o estado global em que se encontra uma massa de
águas superficiais quando os seus estados ecológico e químico são considerados, pelo menos,
«bons»;
j) «Lago ou Lagoa», massa de água lêntica superficial interior;
k) «Massa de água artificial», massa de água criada pela atividade humana;
l) «Massa de água fortemente modificada», massa de água superficial que, em resultado de
alterações físicas derivadas da atividade humana, adquiriu um caráter substancialmente diferente;
m) «Massa de águas subterrâneas», um meio de águas subterrâneas delimitado que faz parte
de um ou mais aquíferos;
n) «Massa de águas superficiais», uma massa distinta e significativa de águas superficiais,
designadamente uma albufeira, um ribeiro, rio ou canal, um troço de ribeiro, rio ou canal, águas de
transição ou uma faixa de águas costeiras;
o) «Monitorização», o processo de recolha e processamento de informação sobre as várias
componentes do ciclo hidrológico e elementos de qualidade para a classificação do estado das
águas, de forma sistemática, visando acompanhar o comportamento do sistema ou um objetivo
específico;
p) «Recursos hídricos», os recursos que compreendem:
i) As massas de água, abrangendo ainda os respetivos leitos e margens, zonas adjacentes,
zonas de infiltração máxima e zonas protegidas, em conformidade com as definições constantes na
Lei da Água e assim referenciados no n.º 1 do artigo 1.º da Lei n.º 54/2005, de 15 de novembro, na
sua redação atual, que estabelece a titularidade dos recursos hídricos, incluindo as faixas terrestres
de proteção da água designadas em planos especiais de ordenamento do território;
ii) Em função da titularidade, os recursos dominiais, ou pertencentes ao domínio público, e os
recursos patrimoniais, pertencentes a entidades públicas ou particulares;
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q) «Região Hidrográfica», a área de terra e de mar constituída por uma ou mais bacias hidrográ-
ficas contíguas e pelas águas subterrâneas e costeiras que lhes estão associadas, constituindo-se
como a principal unidade para a gestão das bacias hidrográficas;
r) «Ribeira», massa de água interior que corre, na maior parte da sua extensão, à superfície,
mas que pode também escoar no subsolo numa parte do seu curso;
s) «Sub-bacia hidrográfica», a área terrestre a partir da qual todas as águas se escoam, atra-
vés de uma sequência de ribeiros, rios e eventualmente lagos, para um determinado ponto de um
curso de água, normalmente uma confluência ou uma lagoa;
t) «Zona adjacente», zona contígua à margem que como tal seja classificada por um ato regula-
mentar por se encontrar ameaçada pelo mar ou pelas cheias.
Artigo 4.º
Missão, linhas de orientação estratégica e objetivos
1 — Na elaboração da alteração do PRA esteve subjacente a adequação do anterior Plano
Regional da Água, aprovado pelo Decreto Legislativo Regional n.º 19/2003/A, de 23 de abril, às
atuais condições económicas, sociais, culturais e ambientais e conformação com o atual quadro
normativo, no domínio do planeamento e gestão dos recursos hídricos.
2 — O PRA constitui um instrumento de natureza estratégica que define os princípios e linhas
de orientação, bem como os objetivos a atingir, que devem ser seguidos nas políticas de recursos
hídricos da RAA.
3 — A operacionalização do PRA materializa-se através de outros instrumentos de planeamento
ou programação dedicados, designadamente o PGRH-Açores e o PGRIA.
4 — As linhas de orientação estratégica são associadas às seguintes Áreas Temáticas (AT),
sobre as quais o PRA se estrutura:
a) AT1 — Quantidade da Água, que visa a gestão da procura de água para as populações
e atividades económicas, assegurando a sustentabilidade do recurso numa gestão articulada e
integrada perante as necessidades, as disponibilidades acessíveis e a gestão dos efeitos das
alterações climáticas, bem como continuar a melhorar o serviço, numa perspetiva de melhoria
do funcionamento dos sistemas de abastecimento de água, quer ao nível da redução de perdas,
quer, eventualmente, ao nível do aumento da capacidade de armazenamento e de origens água
alternativas adequadas;
b) AT2 — Qualidade da Água, que visa a melhoria e proteção da qualidade da água;
c) AT3 — Gestão de Riscos e Valorização dos Recursos Hídricos, que visa a prevenção e
mitigação de riscos, em especial associados a fenómenos hidrológicos extremos e a atividades
antropogénicas, bem como implementar um modelo de gestão integrada com outros instrumentos
de proteção dos recursos naturais, com destaque para os ecossistemas e espécies terrestres e
aquáticas associadas aos recursos hídricos;
d) AT4 — Quadro Institucional e Normativo, que visa a otimização da implementação e aplicação
do atual quadro institucional e normativo e articulá-lo, de forma tangível, com referenciais ao nível
da conservação da natureza, da gestão do mar, e outros instrumentos de gestão territorial;
e) AT5 — Regime Económico e Financeiro, que visa a promoção da sustentabilidade económica
e financeira dos serviços de abastecimento, saneamento e de gestão dos recursos hídricos;
f) AT6 — Informação e Participação do Cidadão, que visa a promoção e otimização dos modelos
de informação e de participação do cidadão;
g) AT7 — Conhecimento, que visa o aprofundamento do conhecimento dos recursos hídricos
de modo a colmatar lacunas de conhecimento e otimizar a sua gestão.
5 — Numa abordagem de continuidade, são considerados os seguintes tipos de objetivos na
alteração do PRA, associados às Áreas Temáticas (AT) sobre as quais o PRA se estrutura:
a) Objetivos de Estado;
b) Objetivos de Resposta.
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Artigo 5.º
Objetivos de Estado
1 — Os Objetivos de Estado representam as metas de qualidade ambiental que se pretendem
atingir, em 2025 e em 2030, para a RAA, sendo necessário recorrer, para os atingir, a um conjunto
de respostas da sociedade.
2 — Constituem Objetivos de Estado:
a) AT1 — Quantidade da Água:
Objetivo Objetivo
Objetivos de Estado
2025 2030
Água Segura. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . > 98,5 % > 99,0 %
b) AT2 — Qualidade da Água:
Objetivo Objetivo
Objetivos de Estado
2025 2030
Massas de água superficiais interiores com Estado igual ou superior a Bom 51,5 % 100 %
Massas de água superficiais costeiras com Estado igual ou superior a Bom 100 % 100 %
Massas de água superficiais de transição com Estado igual ou superior a 66,6 % 100 %
Bom.
Massas de água subterrâneas com Estado igual ou superior a Bom . . . . . 89,3 % 100 %
Qualidade trófica das lagoas . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . E passar a M (*) E passar a M
M manter M M manter M
O manter O O manter O
Qualidade das Águas Balneares . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 100 % Excelente 100 % Excelente
Massas de água associadas a áreas protegidas no âmbito da RN2000 com 87,5 % 100 %
Estado igual ou superior a Bom.
Massas de água associadas a Zonas Vulneráveis com Estado igual ou 38,5 % 100 %
superior a Bom.
Terrenos agrícolas afetos à agricultura biológica . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 10 % 25 %
(*) Com exceção da Lagoa Funda e da Lagoa Negra (Flores) e da Lagoa do Congro, da Lagoa Verde, da Lagoa de Santiago e da Lagoa das Furnas
(São Miguel).
Legenda
E — Eutrófica.
M — Mesotrófica.
O — Oligotrófica.
c) AT3 — Gestão de Riscos e Valorização dos Recursos Hídricos:
Objetivo Objetivo
Objetivos de Estado
2025 2030
Bacias hidrográficas com zonas críticas à ocorrência de cheias fluviais . . . 5 0
Zonas críticas à ocorrência de inundações costeiras. . . . . . . . . . . . . . . . . . 0 0
Grau de artificialização da costa . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Artificial: 12,0 % Artificial: 12,0 %
Semiartificial: 30,0 % Semiartificial: 25,0 %
Seminatural: 55,0 % Seminatural: 55,0 %
Natural: 3,0 % Natural: 8,0 %
Artigo 6.º
Objetivos de Resposta
1 — Os Objetivos de Resposta representam compromissos de resposta da sociedade, estabe-
lecidos no sentido da prossecução dos Objetivos de Estado desejados e, consequentemente, estão
diretamente ligados a medidas, projetos e ações resultantes de outros instrumentos de planeamento
e programação de recursos hídricos.
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N.º 48 8 de março de 2023 Pág. 11
2 — Constituem Objetivos de Resposta:
a) AT1 — Quantidade da Água:
Objetivo Objetivo
Objetivos de Resposta
2025 2030
Origens de água com perímetros de proteção implementados . . . . . . . . . . 50 % 100 %
População servida por sistemas de abastecimento de água . . . . . . . . . . . . 100 % 100 %
Perdas nos sistemas de abastecimento de água. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . <40 % e >25 % <25 % e >20 %
Avaliação satisfatória na ocorrência de falhas no abastecimento . . . . . . . . 80 % 100 %
Consumo urbano: atingir uma eficiência de utilização da água . . . . . . . . . 40 % 80 %
Consumo turístico: atingir uma eficiência de utilização da água . . . . . . . . . 40 % 80 %
Consumo agrícola/agropecuário: atingir uma eficiência de utilização da 30 % 65 %
água.
Consumo de água na agropecuária por rede separativa . . . . . . . . . . . . . . . 50 % 75 %
Reutilização de águas residuais tratadas. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 5% 15 %
Reutilização de águas pluviais na indústria e agricultura/pecuária . . . . . . . 40 % 60 %
Redução dos custos ambientais e de escassez . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 40 % 60 %
Planos de Gestão de Secas e Escassez regionais e setoriais (agricultura 1 regional; 1 setorial 1 regional; 1 setorial
e pecuária).
Planos de Segurança da Água . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 19 19
b) AT2 — Qualidade da Água:
Objetivo Objetivo
Objetivos de Resposta
2025 2030
População servida por sistemas de drenagem de águas residuais . . . . . . . 75 % (*) 85 % (*)
População servida por sistemas de tratamento adequado de águas residuais 75 % 85 %
Redefinição das metas de atendimento dos serviços de drenagem e trata-
mento de águas residuais urbanas . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 1 (**) 1 (**)
Zonas sensíveis e vulneráveis definidas . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 1 (***) 1 (***)
(*) Os objetivos para 2025 e 2030 poderão ser revistos em função do resultado do estudo de redefinição das metas de atendimento associado ao tipo
de tratamento adequado para aglomerados com população inferior a 2000 pessoas equivalentes.
(**) O valor «1» definido como objetivo refere-se à elaboração do estudo de «Avaliação e redefinição das metas de atendimento do serviço de sanea-
mento de águas residuais urbanas» — medida RH9_S_057 prevista no PGRH-Açores 2016-2021.
(***) O valor «1» definido como objetivo refere-se à publicação da listagem das zonas sensíveis por Resolução do Conselho de Governo Regional.
c) AT3 — Gestão de Riscos e Valorização dos Recursos Hídricos:
Objetivo Objetivo
Objetivos de Resposta
2025 2030
Bacias hidrográficas com sistemas de monitorização e alerta de cheias . . . 11 11
POOC com medidas de reabilitação/renaturalização e proteção costeira
definidas/implementadas . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 9 9
Diminuição do grau de artificialização da costa . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 5% 15 %
Concelhos com cadastro de infraestruturas hidráulicas georreferenciado . . . 100 % 100 %
d) AT4 — Quadro Institucional e Normativo:
Objetivo Objetivo
Objetivos de Resposta
2025 2030
Instrumentos de planeamento setoriais articulados com as Linhas de Orien-
tação Estratégica e objetivos do PRA . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 40 % 100 %
Diminuição dos processos de contraordenação ambiental levantados asso-
ciados a recursos hídricos . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 30 % 50 %
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e) AT5 — Regime Económico e Financeiro:
Objetivo Objetivo
Objetivos de Resposta
2025 2030
Internalização dos custos totais no sistema tarifário . . . . . . . . . . . . . . . . . . 70 % 75 %
Nível de recuperação de custos nos serviços de saneamento de águas
residuais . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 60 % 75 %
Implementação da Taxa de Recursos Hídricos . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 0% 100 %
Aplicação da recuperação dos custos ambientais e de escassez pelas Enti-
dades Gestoras. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 50 % 100 %
Aplicação de tarifários familiares para agregados familiares numerosos pelas
Entidades Gestoras . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 70 % 100 %
Aplicação de tarifários especiais para situações de carência económica pelas
Entidades Gestoras . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 70 % 100 %
f) AT6 — Informação e Participação do Cidadão:
Objetivo Objetivo
Objetivos de Resposta
2025 2030
Acessos ao Portal dos Recursos Hídricos . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 100/dia 150/dia
Reforço das ações de sensibilização/educação e formação sobre recursos
hídricos . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . > 150/ano > 150/ano
g) AT7 — Conhecimento:
Objetivo Objetivo
Objetivos de Resposta
2025 2030
Representatividade da rede de monitorização Superficiais interiores: 100 %. Superficiais interiores: 100 %.
das massas de água superficiais e subter- Superficiais costeiras e de transição: Superficiais costeiras e de transição:
râneas. 45 %. 70 %.
Subterrâneas: 75 % Subterrâneas: 100 %.
Adequabilidade da rede de monitorização Superficiais interiores: 65 %. Superficiais interiores: 80 %.
das massas de água superficiais e sub- Superficiais costeiras e de transição: Superficiais costeiras e de transição:
terrâneas. 50 %. 100 %.
Subterrâneas: 60 %. Subterrâneas: 80 %.
Artigo 7.º
Conteúdo documental
1 — A alteração do PRA, enquanto programa setorial, e atento o disposto no artigo 42.º
do RJIGT.A, aprovado pelo Decreto Legislativo Regional n.º 35/2012/A, de 16 de agosto, na sua
redação atual, e no n.º 2 do artigo 29.º da Lei n.º 58/2005, de 29 de dezembro, na sua redação
atual, é constituída pelos seguintes documentos:
a) Relatório Técnico de Alteração do PRA;
b) Resumo Não Técnico de Alteração do PRA;
c) Anexo Cartográfico.
2 — Os documentos referidos no número anterior encontram-se disponíveis para consulta no depar-
tamento do Governo Regional com competência em matéria de gestão de recursos hídricos e estão
disponíveis no sítio da Internet do Governo Regional.
Artigo 8.º
Relatório Técnico de Alteração do PRA
1 — O Relatório Técnico de Alteração do PRA constitui um documento de alteração do PRA
e apresenta os conteúdos seguintes:
a) Volume 1 — Introdução, que inclui uma revisão do enquadramento legal e do modelo ins-
titucional em que se insere atualmente o PRA;
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b) Volume 2 — Caraterização e diagnóstico, que apresenta a atualização da caraterização e
diagnóstico da Região e do setor da água, nos seguintes domínios:
i) Enquadramento físico e socioeconómico;
ii) Uso e Ordenamento do Território;
iii) Recursos Hídricos;
iv) Usos e necessidade da Água e Sistemas de Abastecimento de Água e Drenagem e Trata-
mento de Águas Residuais;
v) Conservação da Natureza;
vi) Situações de Risco;
vii) Análise económica das utilizações da água;
viii) Especificidades do Planeamento dos recursos hídricos na RAA;
c) Volume 3 — Análise prospetiva, que apresenta as evoluções e paralelismo, desde os hori-
zontes analisados no anterior Plano Regional da Água, e tem como horizonte prospetivo o ano de
2030 — período de vigência da alteração do PRA — com o objetivo de fornecer bases e funda-
mentação para apoiar a tomada de decisão nas opções estratégicas, objetivos e metas a definir
no domínio dos recursos hídricos;
d) Volume 4 — Princípios de planeamento de recursos hídricos, onde são reestruturados os
princípios do PRA em vigor, de acordo com o artigo 25.º da Lei da Água;
e) Volume 5 — Linha de orientação estratégica e objetivos, que integra:
i) A avaliação do cumprimento das metas do PRA e adequação das mesmas aos objetivos
definidos a nível europeu, nacional e regional;
ii) A análise e recomendações sobre o estado de implementação e articulação das políticas da
água (Diretiva Quadro da Água) com outras políticas setoriais (Diretiva Quadro Marinha, Diretiva
Aves, Diretiva Habitats, entre outras) na RAA e;
iii) Uma reflexão conclusiva sobre a evolução do processo regional de planeamento e gestão
de recursos hídricos, incluindo linhas de orientação, objetivos estratégicos e recomendações para
os próximos ciclos;
f) Volume 6 — Avaliação e acompanhamento, onde é desenvolvida uma atualização do modelo
de avaliação e acompanhamento do PRA;
g) Volume 7 — Consulta pública, que apresenta uma descrição do processo de consulta pública
que foi implementado ao longo da elaboração da alteração do PRA, bem como dos respetivos
resultados.
Artigo 9.º
Resumo Não Técnico de Alteração do PRA
O Resumo Não Técnico de Alteração do PRA constitui um documento de alteração do PRA e
inclui um resumo não técnico de todos os volumes referidos no número anterior.
Artigo 10.º
Anexo Cartográfico
O Anexo Cartográfico constitui um documento de alteração do PRA onde são atualizadas as
18 peças cartográficas apresentadas no Plano Regional da Água, publicado em 2003, aprovado
pelo Decreto Legislativo Regional n.º 19/2003/A, de 23 de abril, organizadas nos seguintes temas,
para todas as ilhas da RAA:
a) Recursos Hídricos;
b) Sistemas de Abastecimento de Água e de Drenagem e Tratamento de Águas Residuais.
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Artigo 11.º
Compatibilização e adaptação
1 — Nos termos do RJIGT.A, os programas setoriais a elaborar, alterar ou rever devem identi-
ficar e ponderar as Linhas de Orientação Estratégica e os Objetivos da alteração do PRA, de forma
a assegurar a necessária compatibilização com este instrumento.
2 — Atento o disposto no artigo 128.º do RJIGT.A, para efeitos de adaptação ao previsto na
alteração do PRA, aprovada pelo presente diploma, os planos especiais de ordenamento do território
e os planos municipais de ordenamento do território, que se encontrem em elaboração ou revisão à
data da entrada em vigor da alteração do PRA, devem salvaguardar a necessária compatibilização
e adaptação com as Linhas de Orientação Estratégica e os objetivos da alteração do PRA, não
devendo conter orientações ou intervenções que conflituem com a mesma.
3 — No âmbito do acompanhamento da elaboração, revisão e alteração dos programas seto-
riais, dos planos especiais de ordenamento do território e dos planos municipais de ordenamento
do território, o departamento do Governo Regional com competência em matéria de ordenamento
do território e dos recursos hídricos assegura a verificação da necessária compatibilização com as
Linhas de Orientação Estratégica e os objetivos da alteração do PRA.
Artigo 12.º
Monitorização e avaliação
1 — A alteração do PRA é objeto de um acompanhamento sistemático e monitorização,
conforme previsto no artigo 176.º do RJIGT.A, designadamente através do sistema de avaliação
e acompanhamento definido, com o objetivo de aferir a evolução do cumprimento das metas e
objetivos propostos, que permite detetar desvios relativamente aos objetivos previstos.
2 — O sistema de avaliação e acompanhamento da alteração do PRA concretiza-se através
de uma estrutura de coordenação e acompanhamento, bem como por um sistema organizacional
que garanta a coerência e consistência da monitorização das metas e objetivos, orientar a revisão
do processo, a sua articulação com outros planos e programas com incidência sobre a gestão e
planeamento dos recursos hídricos, quer sejam setoriais ao nível de determinadas atividades, ao
nível territorial, ou de gestão de recursos, quer de escala regional ou local, ou outra.
3 — A aplicação do sistema referido no número anterior é da responsabilidade do departamento
do Governo Regional com competência em matéria de recursos hídricos, em articulação com as
autarquias locais territorialmente competentes.
4 — Considerando o caráter dinâmico dos processos de programação, que se vão ajustando
à implementação e concretização de outros planos e programas, cujos programas de medidas,
planos de intervenção e projetos vão contribuindo para o cumprimento das metas e objetivos
do PRA, o sistema de indicadores para avaliação e acompanhamento da alteração do PRA bem
como os procedimentos de atualização e divulgação de informação permitem monitorizar de forma
contínua a evolução do cumprimento, possibilitando uma resposta eficaz e atempada das entidades
competentes a eventuais ajustes e atualizações necessárias.
5 — Com uma periodicidade quadrienal, a contar da data da entrada em vigor do presente
diploma, deve ser apresentado um relatório de avaliação do desempenho, divulgando a informação
referente à evolução da aplicação do PRA e aos resultados atingidos.
6 — A periodicidade referida no número anterior possibilita inserir correções ao processo de
implementação da estratégia, objetivos e metas do PRA, adequando-se aos condicionalismos
temporais e aos objetivos específicos deste processo.
7 — O Governo Regional envia, anualmente, à Assembleia Legislativa da Região Autónoma
dos Açores, um relatório com grau de execução e implementação das linhas de orientação e obje-
tivos do PRA.
8 — Em 2030, deve proceder-se a uma nova avaliação da execução e resultados da imple-
mentação do programa e ser iniciado o processo de revisão do PRA, tendo em vista o novo ciclo
de programação estratégica para a gestão de recursos hídricos, que deve ser concluído em 2030.
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Artigo 13.º
Vinculação jurídica
A alteração do PRA, enquanto instrumento de política setorial, vincula as entidades públicas,
cabendo aos planos especiais de ordenamento do território e aos planos intermunicipais e muni-
cipais de ordenamento do território acautelar a programação e a concretização das políticas e
objetivos definidos.
Artigo 14.º
Vigência
A alteração do PRA entra em vigor no dia seguinte ao da sua publicação e vigora enquanto se
mantiverem os pressupostos e objetivos subjacentes à sua elaboração, sem prejuízo da respetiva
revisão periódica nos termos da legislação vigente.
Aprovado pela Assembleia Legislativa da Região Autónoma dos Açores, na Horta, em 17 de
janeiro de 2023.
O Presidente da Assembleia Legislativa, Luís Carlos Correia Garcia.
Assinado em Angra do Heroísmo em 1 de março de 2023.
Publique-se.
O Representante da República para a Região Autónoma dos Açores, Pedro Manuel dos Reis
Alves Catarino.
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ANEXO
(a que se refere o artigo 1.º)
Relatório Técnico Resumido
1 — Caraterização e diagnóstico
A caraterização e diagnóstico pretende apresentar o estado atual da RAA relativamente ao
planeamento, gestão e estado dos recursos hídricos e contribuir para definir a situação de refe-
rência do Programa Regional da Água (PRA), servindo de base para a definição dos elementos
estratégicos do PRA.
A informação apresentada resulta da recolha e análise de dados disponíveis, com data de
referência aos anos de 2018 e 2019, sempre que possível, ou outras datas mais recentes dispo-
níveis, quer em outros instrumentos de gestão e planeamento de recursos hídricos da Região,
em dados estatísticos provenientes de fontes oficiais, quer em inquéritos a entidades públicas
(administração regional e local) com intervenção no setor.
A caraterização e diagnóstico foram estruturados nas seguintes temáticas:
Enquadramento físico;
Enquadramento socioeconómico;
Usos e ordenamento do território;
Recursos hídricos;
Usos e necessidades de água;
Conservação da natureza;
Situações de risco;
Análise económica das utilizações da água;
Especificidades do planeamento dos recursos hídricos na Região.
O presente resumo apresenta apenas a síntese da caraterização e diagnóstico desenvolvido,
sendo que para maior detalhe deve ser consultado o volume 2 do Relatório Técnico da alteração
do PRA. Esta síntese assenta num conjunto de indicadores ambientais e de gestão e planeamento
associados aos recursos hídricos.
Os indicadores de seguida apresentados resultam de uma atualização ao sistema de indica-
dores Pressão-Estado-Resposta anterior baseada nas mais recentes abordagens e indicadores a
nível ambiental e de gestão da água, bem como dos sistemas de indicadores existentes em outros
instrumentos de gestão de recursos hídricos, de forma a aferir a comparabilidade e mais recentes
orientações e boas práticas nestas matérias.
Tal como no anterior Plano Regional da Água, os problemas que afetam a gestão da água
bem como as respetivas causas no atual quadro da RAA são, atendendo à natureza transversal
do recurso, de índole diversa e multivariada. A identificação, tão clara e objetiva quanto possível,
dos principais problemas é, por conseguinte, fundamental para a definição dos objetivos e metas
a acolher para se atingirem os desideratos do PRA.
Os principais constrangimentos identificados devem servir para reforçar metas e objetivos que
devem ser concretizados e materializados em opções, projetos, medidas em sede de instrumentos
específicos para a operacionalização do PRA, como é, por exemplo, o caso do PGRH-Açores
(atualmente em revisão do seu 3.º ciclo) ou do PGRIA (atualmente em curso o desenvolvimento
do seu 2.º ciclo), ou de outros instrumentos de gestão da água de escala e âmbito mais restritos,
como os planos de segurança da água, ou outros de índole também regional, como de gestão
de secas e escassez ou mesmo planos de gestão da água setoriais (por exemplo, ao nível da
agricultura e pecuária).
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Área Temática 1 — Quantidade da Água
QUADRO 1
Síntese de diagnóstico dos indicadores para a Área Temática 1 — Quantidade da Água
Referência Indicador Resultado Observações
Indicadores de Pressão
A1.P1 Balanço hídrico (%) . . . 1,57 % Balanço entre as necessidades de água dos usos consuntivos e disponi-
bilidades hídricas totais (superficiais e subterrâneas). Verifica-se que as
disponibilidades são significativamente superiores às necessidades.
A1.P2 Índice de seca e escas- N.D. É necessário aferir o Índice Palmer ou PDSI (Palmer Drought Severity
sez (% classe). Index) e do índice SPI (Standardized Precipitation Index).
O índice PDSI baseia-se no conceito do balanço da água, tendo em conta
dados de quantidade de precipitação, temperatura do ar e capacidade de
água disponível. A aplicação deste índice permite detetar a ocorrência
de períodos de seca e classifica-os em termos de intensidade (fraca,
moderada, severa e extrema).
O índice SPI quantifica o défice ou o excesso de precipitação em diferentes
escalas temporais, que refletem o impacte da seca nas disponibilidades
de água. As menores escalas, até seis meses, remetem à seca meteo-
rológica e agrícola (défice de precipitação e de humidade no solo, res-
petivamente) e (entre 9 e 12 meses) à seca hidrológica com escassez
de água refletida no escoamento superficial e nas albufeiras.
A1.P3 Captação de água por 3 % Superficial. Resultados globais obtidos por inquérito para 14 dos 19 sistemas existen-
origem (% subterrâ- 97 % Subterrânea. tes na Região Hidrográfica dos Açores (RH9). Apenas os sistemas da
nea). Ribeira Grande (43 %) e São Roque do Pico (11 %) dispõem de captação
superficial de água para abastecimento público.
A1.P4 Consumo de água por 18 626 835 Resultados globais obtidos por inquérito para 15 dos 19 sistemas exis-
tipologia de uso (m3/ tentes na RH9. Na tipologia «Outros», de acordo com o especificado
ano). em inquérito, referem-se consumos provisórios ou sazonais, de obras,
navegação, a instituições sem fins lucrativos, consumos isentos de
Doméstico. . . . . . . . . . 11 230 916 faturação, consumos próprios e outros não especificados.
Comércio/Serviços . . . 965 267
Agricultura e Pecuária 1 736 970
Industrial. . . . . . . . . . . 1 913 672
Hotelaria . . . . . . . . . . . 70 571
Público . . . . . . . . . . . . 1 442 643
Outros. . . . . . . . . . . . . 1 266 796
A1.P5 Uso de água na pro- 71 907 989 Volume líquido de água turbinada considerando os sistemas de turbinação em
dução hidroelétrica (4 %) cascata existentes em São Miguel, que promove a turbinação sucessiva
(m3/ano). do mesmo volume de água. A ilha da Terceira não apresenta produção de
energia hidroelétrica desde 2015. Atualmente, apenas São Miguel (três
centrais), Faial (uma) e Flores (uma) apresentam produção de energia
hidroelétrica. São Miguel turbina 73 % do volume total de água utilizada
na RH9 para produção de energia hidroelétrica. Os restantes 27 % são
essencialmente utilizados pela central de Além Fazenda nas Flores, já que
a central do Faial (Varadouro) demonstra um funcionamento intermitente
e bastante variável ao longo dos últimos anos, não sendo significativa a
sua produção de energia em termos regionais. O uso de água na produ-
ção hidroelétrica corresponde a 4 % das disponibilidades hídricas totais.
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Referência Indicador Resultado Observações
Indicadores de Estado
A1.E1 Água segura (%). . . . . 98.22 % Resultado global obtido diretamente da Entidade Reguladora dos Serviços
de Águas e Resíduos dos Açores (ERSARA) relativo a 2018, ligeiramente
inferiores à meta estratégica de 99 % prevista pelo Plano Estratégico
de Abastecimento de Água e Saneamento de Águas Residuais 2020
(PENSAAR 2020) e Diretiva (UE) 2020/2184 do Parlamento Europeu e
do Conselho, de 16 de dezembro de 2020.
Dos 19 concelhos existentes nos Açores, 8 apresentam um bom desem-
penho de qualidade (indicador de Água Segura com valor superior a
99 %), nomeadamente, Angra do Heroísmo, Horta, Lagoa, Lajes das
Flores, Nordeste, Ponta Delgada, Velas e Vila Franca do Campo. Apenas
o concelho de Santa Cruz das Flores apresentou 100 % para o indicador
Água Segura em 2018.
Em contraponto, Santa Cruz da Graciosa e Corvo registam-se valores de
desempenho inferiores a 95 %.
Em termos tendenciais, praticamente todas as ilhas registaram um decrés-
cimo de qualidade relativamente ao ano anterior, com exceção de Vila
Franca do Campo, Velas e Lajes do Pico, que melhoraram o índice de
qualidade da água abastecida face a 2017.
Indicadores de Resposta
A1.R1 Origens de água com pe- 21 % Segundo a Divisão de Serviços dos Recursos Hídricos e Ordenamento do
rímetros de proteção Território (DSRHOT), todas as origens de água têm zona de proteção
implementados (%). delimitada — zonas de proteção publicadas pelas Portarias n.os 61/2012,
de 31 de maio, e 43/2014, de 4 de julho. Contudo, segundo os resul-
tados obtidos a efetiva implementação dos perímetros de proteção no
terreno poderá não estar totalmente concretizada. Segundo os dados
da ERSARA relativos a 2017, apenas 21 % das origens de água sujeitas
a captação para consumo humano tinham os perímetros efetivamente
implementados.
A1.R2 População servida por 100 % Resultado global para a RH9, sendo superior à meta operacional definida
sistemas de abaste- pela ERSARA de atingir um mínimo de 80 % de atendimento em meios
cimento (%). rurais e 90 % em meios urbanos. A adesão ao serviço é de 94 %, próximo
da meta estabelecida (95 %).
A1.R3 Dimensão dos siste- 3 160 Resultado global proveniente da ERSARA e inquérito, e contempla as
mas de abasteci- condutas de adução e distribuição.
mento (km).
A1.R4 Perdas nos sistemas 40 % De acordo com as informações recolhidas em fase de inquérito e infor-
de abastecimento de mação estatística complementar da ERSARA, a taxa média de perdas
água (%). na RH9 é de aproximadamente 40 %, considerando toda a informação
disponível relativa a perdas reais e aparentes, incluindo fugas do sistema
e extravasamentos, tal como as normas do balanço hídrico exigem.
Este resultado global foi obtido com base em informação recolhida para
10 sistemas dos 19 existentes na Região. Os sistemas apresentam
forte variabilidade, apresentando índices de perdas de água entre 7 %
e 63 % por sistema.
A1.R5 Falhas no abastecimento 43 Entre os 19 sistemas existentes na RH9, apenas 4 reportaram à ERSARA
de água (n.º/ano). falhas no abastecimento de água, designadamente, Serviços Muni-
cipalizados de Água e Saneamento de Ponta Delgada (1), Serviços
Municipalizados de Angra do Heroísmo (22), Praia Ambiente (18) e
Câmara Municipal das Lajes das Flores (2), totalizando 43 falhas com
duração superior a 6 horas na totalidade dos sistemas em 2018. Com-
plementarmente, registam-se 6 sistemas que reportaram nenhuma falha
no sistema, e 9 sistemas sem dados disponíveis.
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Referência Indicador Resultado Observações
A1.R6 Água abastecida su- 79 145 Nos Açores, existe um total de 295 infraestruturas de tratamento de água
jeita a tratamento na RH9, tendo-se identificado 171 postos de cloragem e 35 estações de
(m3/dia). tratamento de água (ETA), de acordo com a informação recolhida junto
das entidades gestoras e relatórios ERSARA. Estas infraestruturas são
responsáveis pelo tratamento de aproximadamente 79 145 m3 de água
por dia, correspondendo ao valor máximo de água tratada. Contudo, este
valor deve ser considerado conservativo uma vez que não foi possível
obter informação detalhada para 3 das 19 entidades gestoras.
A1.R7 Consumo de água na N.D. A rede de água para abastecimento agrícola da IROA não possui sistema
agropecuária por de controlo e monitorização de caudais.
rede separativa (m3/
ano).
A1.R8 Reutilização de águas 0 Não existiu referência a dados para este indicador por parte das entidades
residuais tratadas gestoras.
(m3/ano).
A1.R9 Reutilização de águas 0 Não existiu referência a dados para este indicador por parte das entidades
pluviais na indústria gestoras.
(m3/ano).
Área Temática 2 — Qualidade da Água
QUADRO 2
Síntese de diagnóstico dos indicadores para a Área Temática 2 — Qualidade da Água
Referência Indicador Resultado Observações
Indicadores de Pressão
A2.P1 Densidade Populacional 103,3 Quociente entre a população existente ou prevista para uma dada
porção do território e a área de solo a que respeita. O dado repor-
tado corresponde ao dos Censos 2011.
A2.P2 Produção de águas resi- 255 064 Considerando o efetivo residente e flutuante.
duais urbanas (e.p.).
A2.P3 Estabelecimentos in- 18 Os dados reportam-se a 2016, não se prevendo uma variação
dustriais Tipo 1 (n.º). significativa desde então. Estes estabelecimentos estão
associados às seguintes atividades: avicultura: cinco; suini-
cultura: dois; produção de energia: dois; gestão de resíduos:
três; matadouro: um; laticínios: quatro; rações: um.
Desde 2007 até 2016, foram emitidas 22 licenças ambientais.
A2.P4 Produção e tratamento 75 884 343 Volume total de águas residuais industriais licenciado para os 60 es-
de águas residuais in- (100 %) tabelecimentos que produzem este tipo de efluente, de acordo
dustriais (m3/ano; %). com os títulos de utilização de recursos hídricos (TURH) emitidos.
Tipicamente estas águas residuais industriais apresentam na sua
composição óleos, hidrocarbonetos, gorduras, efluentes pecuários
e outros efluentes com elevada carga orgânica e química, podendo
haver em alguns estabelecimentos a ocorrência de mistura com
frações de águas residuais domésticas (ARD). Todos os estabe-
lecimentos possuem sistemas de pré-tratamento.
A2.P5 Encabeçamento pecuá- 1,71 Corresponde ao valor do Recenseamento Agrícola 2009. Valor muito
rio (CN.ha-1). superior relativamente ao registado a nível nacional (0,6 CN.ha-1).
Lagoa, Ponta Delgada e Ribeira Grande são os concelhos com
maior expressão a este nível.
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Referência Indicador Resultado Observações
A2.P6 Aplicação de fertilizan- N.D. Não foi disponibilizada informação.
tes por tipo.
Indicadores de Estado
A2.E1 Estado das massas de Superficiais interiores: O estado reportado refere-se à avaliação do PGRH-Açores 2016-2021,
água superficiais (de em que não existem massas de água superficiais em estado Mau,
Excelente: 1 Massas de
acordo com a Lei cerca de 19 % estão em estado Razoável, 29 % em estado Bom
água (MA) (2,9 %);
da Água: Excelente; e 41 % em estado Excelente.
Bom: 13 MA (40 %);
Bom; Razoável; Me- De notar que existem resultados (preliminares) mais recentes dos
Razoável: 12 MA (37,1 %);
díocre; Mau). estados que foram reportados no Relatório de Avaliação Intercalar,
Medíocre: 7 MA (20 %).
2018, onde foram apresentados os resultados preliminares para
Superficiais costeiras: o triénio 2015-2018:
Superficiais interiores: Excelente: 1 MA (2,9 %); Bom: 12 MA (37,1 %);
Excelente: 24 MA (88,9 %); Razoável: 11 MA (33,3 %); Medíocre: 8 MA (24,2 %); Mau: 1 MA
Bom: 3 MA (11,1 %). (3,0 %);
Superficiais costeiras: Excelente: 27 MA (100 %);
Superficiais de transição:
Superficiais de transição: Excelente: 1 MA (33,3 %) (estado previsional
Excelente: 2 MA (66,7 %); para 2021); Bom: 1 MA (33,3 %); Razoável: 1 MA (33,4 %).
Bom: 1 MA (33,3 %). Destes resultados, destaca-se o facto de que na avaliação intercalar
do triénio 2015-2018 a Lagoa Funda das Flores passou do Estado
Medíocre para Mau.
A2.E2 Estado das massas de Bom: 25 MA (89,3 %). Apenas uma massa de água na ilha Graciosa e duas na ilha do Pico é
água subterrâneas Medíocre: 3 MA (10,7 %). que se encontram em estado Medíocre. Esse estado está associado
(de acordo com a Lei a questões de salinização dessas massas de água.
da Água: Bom; Medío-
cre).
A2.E3 Qualidade trófica das 4,4 % oligotróficas (1 la- O estado trófico das lagoas sofreu ligeiras melhorias em relação à
lagoas (oligotrófica; goa); situação no anterior Plano Regional da Água. Existe uma variabili-
mesotrófica; eutró- 56,5 % mesotróficas (13 la- dade acentuada no estado trófico das lagoas da RAA, manifestando-
fica). goas); -se mesmo de ano para ano. Desagregando esta realidade pelo
39,1 % eutróficas (9 la- contexto de ilha, conclui-se que, genericamente, cerca de 60 %
goas). das lagoas se encontram no estado mesotrófico e 40 % no estado
eutrófico. Apenas em São Miguel cerca de 10 % se encontra no
estado oligotrófico (Lagoa Rasa das Sete Cidades).
A2.E4 Qualidade das Águas Excelente: 68. Tem-se verificado, ao longo dos últimos nove anos, não só um au-
Balneares (Exce- Boa: 1. mento no número de águas balneares identificadas, mas também
lente; Boa; Razoável; na qualidade das mesmas e no número de águas balneares com
Má). galardão da Bandeira Azul.
Indicadores de Resposta
A2.R1 População servida por 44 % Os municípios de Povoação, Nordeste, Calheta, Velas, São Roque
sistemas públicos de do Pico, Lajes do Pico, Madalena, Horta e Lajes das Flores não
drenagem de águas apresentam sistemas públicos de drenagem de águas residuais
residuais. urbanas.
A2.R2 População servida por 44 % Toda a população servida por sistemas públicos de drenagem possui
sistemas de trata- sistemas de tratamento associados.
mento de águas re-
siduais.
A2.R3 Aglomerados urbanos N.D. Para aferir este indicador será necessário atualizar o recenseamento
superiores a 2000 ha- populacional e respetiva população servida por sistemas de tra-
bitantes com trata- tamento por tipo ou grau de tratamento por lugar (Base geográ-
mento adequado. fica de referenciação de informação. BGRI — Censos, INE), bem
como o cadastro georreferenciado de redes e infraestruturas de
tratamento.
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Referência Indicador Resultado Observações
A2.R4 Cumprimento dos parâ- 83 % Consideram-se cumpridos os estabelecimentos industriais com
metros de descarga TURH que entregaram os respetivos boletins, assumindo que
industriais. estes cumpriram 100 % dos parâmetros, tendo-se estimado uma
taxa global de cumprimento dos valores-limite de exposição (VLE)
de aproximadamente 83 %.
Área Temática 3 — Gestão de Riscos e Valorização dos Recursos Hídricos
QUADRO 3
Síntese de diagnóstico dos indicadores para a Área Temática 3 — Gestão de Riscos
e Valorização dos Recursos Hídricos
Referência Indicador Resultado Observações
Indicadores de Pressão
A3.P1 Linhas de água inter- 2013 — 18 As intervenções realizadas correspondem a um investimento total
vencionadas sujeitas 2014 — 17 superior a 28 milhões de euros em sete anos.
a regimes de caudais 2015 — 11 Este indicador passou a substituir e integrar os anteriores indicadores
ambientais entre 2016 — 17 do PRA relativos a «Linhas de água intervencionadas com alteração
2013 e 2019 (n.º). 2017 — 18 do regime de caudais»; «Intervenções em conservação da rede
2018 — 10 hidrográfica»; «Linhas de água intervencionadas sujeitas a regimes
2019 — 7 de caudais ambientais».
A3.P2 Energia Hidroelétrica 3,7 Apesar do investimento em fontes renováveis alternativas para a
(% do total de ener- produção de energia elétrica na RAA, no período decorrido en-
gia produzida). tre 2008 e 2016, esta continua a ser fortemente dependente da
componente térmica. Em 2016, cerca de 67 % da energia elétrica
produzida foi de origem térmica e 33 % de origem renovável. Este
valor tem diminuído desde o anterior Plano Regional da Água (4 %)
e respetivo relatório de acompanhamento (7 %), uma vez que tem
aumentado o contributo de outras fontes de energia renováveis
desde então, designadamente provenientes da geotérmica e eólica.
Efetivamente, a produção de energia elétrica renovável, no período
de 2008 a 2016, apresentou um aumento de 21,8 %, no entanto
verificou-se um decréscimo de 7,4 % nos últimos três anos. É de
salientar a evolução da produção da energia elétrica de origem
hídrica, tendo sido verificado um crescimento de 22,7 % entre 2014
e 2016, e da produção de outras fontes renováveis, nomeadamente
Unidades de Produção para Autoconsumo (UPAC), Unidades de
Produção (UP) e produção independente.
A3.P3 Ocorrências de cheias, 2014 — 84 —
inundações, desliza-
mentos ou galgamen-
tos (2013 a 2018).
A3.P4 Recuo da linha de costa 0,21 —
(m·ano-1).
A3.P5 Redução da deposição 61,8 % De acordo com o artigo 238.º do Decreto Legislativo Regional
de RUB em aterro n.º 29/2011/A, de 16 de novembro, os resíduos urbanos biodegra-
(% relativamente à dáveis (RUB) destinados a aterro devem ser reduzidos, até 31 de
deposição em 1995). julho de 2020, para 35 % da quantidade total, em peso, dos RUB
produzidos em 1995. No PEPGRA foi estipulada uma quantidade
máxima de 16 216 toneladas de RUB eliminados em aterro na RAA,
correspondente a 35 % da quantidade de referência. No entanto, o
Plano Estratégico para os Resíduos Urbanos 2020 (PERSU 2020)
aponta para que, na RAA, apenas 32 % desses resíduos sejam
depositados em aterro, isto é, 14 826 toneladas.
Diário da República, 1.ª série
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Referência Indicador Resultado Observações
Desde 2016, regista-se uma diminuição bastante significativa das
quantidades de RUB eliminados em aterro, coincidente com a
entrada em pleno funcionamento dos CPR nas ilhas com menor
população e da central de valorização energética (CVE) da Ter-
ceira.
Verifica-se que, em 2019, a redução de deposição de RUB em aterro,
face a 1995, foi de 61,8 %. Contudo, esta redução tinha sido su-
perior em 2018 (rondando os 64,7 %).
De notar que atualmente são apenas depositados RUB em aterro nas
ilhas de São Miguel e Pico (o aterro da ilha Terceira serve apenas
de apoio ao funcionamento da incineradora).
A3.P6 Descargas acidentais N.D. Informação não disponibilizada.
de hidrocarbonetos.
Indicadores de Estado
A3.E1 Espécies de fauna e Espécies terrestres: Os dados têm por base o último relatório no âmbito do artigo 17.º da
flora ameaçadas (n.º). Diretiva 92/43/CEE do Conselho, de 21 de maio de 1992 (Diretiva
32 espécies de flora;
Habitats) (período 2007-2012) e o Relatório de Estado do Ambiente
3 espécies de fauna.
dos Açores 2016.
Espécies marinhas:
29 espécies de fauna mari-
nha (pinípedes, répteis e
cetáceos);
7 espécies de avifauna
marinha.
Indicadores de Resposta
A3.R1 Espécies de fauna e 162 espécies de fauna. Anexo II — Espécies protegidas que ocorrem no estado selvagem no
flora protegidas (n.º). 78 espécies de flora. território terrestre e marinho da RAA [às quais se refere a alínea c)
do n.º 4 do artigo 2.º] do Decreto Legislativo Regional n.º 15/2012/A,
de 2 de abril.
A3.R2 Áreas protegidas e 24 % (aproximadamente) Os nove Parques Naturais de Ilha já criados (que integram as áreas
classificadas (% do (15 zonas de proteção classificadas da Rede Natura 2000 bem como áreas classificadas
território terrestre especial (ZPE); 23 zonas ao abrigo de convenções internacionais), assim como o Parque
abrangido). especiais de conserva- Marinho dos Açores, constituem a unidade de gestão de base da
ção (ZEC); 3 sítios de Rede de Áreas Protegidas da RAA.
importância comunitária No âmbito da criação dos Parques Naturais de Ilha, são protegi-
SIC; 13 Sítios RAM- das 123 áreas (19 Reservas Naturais, 10 Monumentos Naturais,
SAR). 48 Áreas Protegidas para a Gestão de Habitats ou Espécies,
16 Áreas de Paisagem Protegida e 30 Áreas Protegidas para a
Gestão de Recursos), que no seu conjunto totalizam 180 247 ha,
sendo 56 066 ha área terrestre e 124 181 ha área marinha. Com
o Decreto Legislativo Regional n.º 13/2016/A, de 19 de julho, o
Parque Marinho dos Açores foi aumentado substancialmente com
a criação e classificação de quatro novas áreas protegidas. Assim,
desde 2016 que no âmbito do Parque Marinho dos Açores são
protegidas 15 áreas marinhas que totalizam 24 627 256 ha, mais
do dobro da área protegida em 2011.
A3.R3 Áreas protegidas mari- 24 685 970,62
nhas (ha).
A3.R4 Zonas sensíveis e vul- 8 Atualmente, estão designadas, a nível regional, oito lagoas como
neráveis (n.º). «zonas vulneráveis» associadas a massas de água superficiais,
devido à sua suscetibilidade à poluição de origem agrícola, não
se encontrando classificadas «zonas sensíveis» na Região. Cor-
respondem a um total de 3659,50 ha.
Diário da República, 1.ª série
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Referência Indicador Resultado Observações
A3.R5 Bacias hidrográficas 0 —
com sistemas de
alerta de cheias (n.º).
A3.R6 Aterros sanitários com 100 % aterros com recolha Aterros das ilhas de São Miguel, Terceira e Pico.
sistema de recolha e de lixiviados.
tratamento de lixivia-
dos (%).
A3.R7 Lamas de depuração de N.D. Sem informação disponível.
ETAR encaminhadas
para destino ade-
quado (% das lamas
recolhidas).
A3.R8 Destino final dos resí- Valorização material: A RAA tem progredido significativamente no tratamento dos respetivos
duos sólidos urbanos 32 907 t/ano. resíduos urbanos (RU) e na aplicação do princípio da hierarquia
(t/ano). Valorização orgânica: da gestão de resíduos, nomeadamente por via do aumento da
22 518 t/ano. valorização em detrimento da eliminação. Essa tendência tem-se
Valorização energética: vindo a acentuar, sobretudo desde 2016, em linha com a estraté-
24 998 t/ano. gia regional plasmada no PEPGRA. A instalação dos centros de
Eliminação (aterro): processamento de resíduos (CPR) e a selagem e requalificação
65 298 t/ano. ambiental e paisagística das lixeiras e aterros nas ilhas com menor
população foram fundamentais para a mudança de paradigma na
gestão dos RU na RAA.
Os valores reportados referem-se a 2019, sendo possível observar
uma contínua diminuição, desde 2012, da eliminação (aterro) e um
aumento da valorização material e orgânica.
A3.R9 Planos Municipais de 19 Na RAA, o primeiro Plano Municipal de Emergência foi aprovado
Emergência de Pro- a 4 de maio de 1998, pertencente ao município de Santa Cruz
teção Civil. da Graciosa. Nos nove anos subsequentes, foram elaborados e
aprovados os planos pertencentes a outros municípios da Região,
elaborados na sua maioria com a colaboração da Universidade dos
Açores. Em novembro de 2006, era aprovado o Plano Municipal
de Emergência do concelho da Calheta, totalizando 18 Planos
em 19 concelhos da RAA. Desde então, todos os municípios têm
procedido à respetiva revisão.
A3.R10 Intervenções de manu- 2013: 2 203 791 € —
tenção e requalifica- 2014: 1 245 868,67 €
ção da rede hidrográ- 2015: 1 259 792 €
fica (n.º; €). 2016: 1 436 038 €
2017: 1 525 705 €
2018: 1 525 705 €
A3.R11 Títulos de Utilização de 81 21 TURH para captação de água e 60 TURH para rejeição de águas
Recursos Hídricos residuais industriais no meio natural.
(TURH) emitidos.
A3.R12 Entidades gestoras com 0 As entidades gestoras de Ponta Delgada, Ribeira Grande e Vila Franca
sistemas de teleges- do Campo referem que estão a ser implementados equipamentos
tão. de telegestão.
A Câmara Municipal de Vila do Porto tem a intenção de iniciar a
implementação de sistemas de telegestão durante os próximos
cinco anos.
As entidades gestoras de Povoação, Praia da Vitória, Santa Cruz da
Graciosa, Lajes do Pico, Madalena, Lajes das Flores e Santa Cruz
das Flores apresentam a intenção (ou está em curso) a instalação
de caudalímetros nas captações e reservatórios.
Diário da República, 1.ª série
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Referência Indicador Resultado Observações
A3.R13 Execução do PGRH- 15 % executadas. De acordo com o Relatório de Avaliação Intercalar 2018 do PGRH-
-Açores (% do pro- 45 % em execução. -Açores 2016-2021, do total de 47 medidas constantes do programa,
gramado). 40 % não executadas. 40 estavam previstas ser iniciadas até 2017. Verifica-se que, dessas
40 medidas, cerca de 45 % (18 medidas) já foram iniciadas e estão
em execução, 15 % (6 medidas) foram implementadas e totalmente
executadas, sendo que 40 % (16 medidas) não foram ainda iniciadas.
Apurou-se, ainda, junto das respetivas entidades responsáveis pelas
medidas que o não cumprimento do cronograma proposto para as
que não foram iniciadas está associado a constrangimentos no finan-
ciamento das mesmas (todas as medidas são da responsabilidade
de entidades públicas), sendo que em alguns casos foram iniciadas
apenas em 2018, e outras foram reprogramadas para 2019. Todas
as medidas cuja implementação se iniciou no período 2016-2017
dependem, exclusivamente, de recursos financeiros públicos.
Área Temática 4 — Quadro Institucional e Normativo
QUADRO 4
Síntese de diagnóstico dos indicadores para a Área Temática 4
Quadro Institucional e Normativo
Referência Indicador Resultado Observações
Indicadores de Pressão
–
Indicadores de Estado
–
Indicadores de Resposta
A4.R1 Técnicos ao serviço na 11 técnicos (+ 23 assisten- —
administração pública tes operacionais).
regional na área dos
recursos hídricos
(n.º).
A4.R2 Processos de contraor- 2017 — 514 Foram registadas 514 contraordenações relativas aos 359 autos re-
denação ambiental gistados em 2017. Relativamente ao enquadramento das infrações,
levantados (n.º/ano). à semelhança dos anos anteriores, a maioria é relativa à área dos
resíduos (398 infrações em matéria de resíduos, representando
78 % das contraordenações). As principais infrações registadas
na área dos resíduos foram relativas a não encaminhamento de
veículos em fim de vida (96), incumprimento das normas de ges-
tão e armazenagem de óleos minerais usados (53), abandono de
resíduos (41), incumprimento das normas de gestão de pneus
usados (38), queima de resíduos (23), incumprimento das normas
de gestão de resíduos de equipamentos elétricos e eletrónicos (22),
realização de operações de gestão de resíduos sem título (21). Os
incumprimentos das normas legais em matéria de recursos hídricos
surgem de seguida (49) — essencialmente infrações relativas a
utilização de recursos hídricos (descarga de águas residuais e
intervenções em áreas de leitos e margens de linhas de água ou
de mar) sem licença, lançamento ou deposição de substâncias
ou produtos potencialmente poluentes, descarga de águas re-
siduais sem tratamento. As infrações relativas a incumprimento
das normas estipuladas para as áreas protegidas ou relativas
a espécies protegidas representam cerca de 5 % e o incumpri-
mento de normas relativas a espécies exóticas cerca de 3 %.
Diário da República, 1.ª série
N.º 48 8 de março de 2023 Pág. 25
Referência Indicador Resultado Observações
Relativamente à classificação das contraordenações, a maioria (353,
correspondendo a cerca de 69 %) foram contraordenações am-
bientais graves ou muito graves e as contraordenações ambientais
classificadas como leves representam cerca de ¼.
A4.R3 Coimas aplicadas (n.º; €) 14 Em 2017, foram decididos 86 processos de contraordenação (sendo
95 200 € 39 decisões relativas a processos instaurados em anos anterio-
res e 47 relativas a processos instaurados no próprio ano) e foi
concluída a instrução, com elaboração de proposta de decisão,
em 114 processos (83 instaurados em 2017 e 31 instaurados em
anos anteriores). 8 das decisões foram relativas a processos cuja
instrução foi concluída em 2016. No que concerne às decisões,
10 processos foram arquivados, em 3 foi proferida decisão de
admoestação e nos restantes 73, decisão de condenação. Rela-
tivamente às decisões de condenação dos processos de contraor-
denação, foram aplicadas coimas no valor de 977 700 €, tendo
sido suspensa a sua execução em 59 processos [correspondendo
a cerca de 81 % dos processos de contraordenação (PCO)] e efeti-
vamente aplicada coima em 14. O valor das coimas suspensas na
sua execução foi de 702 500 € (88 % do valor total das coimas) e
as coimas efetivamente aplicadas foram de 95 200 €.
De notar que dos 73 processos que deram origem a condenação com
sanção, em 61 (correspondendo praticamente aos processos com
coima suspensa na sua execução) foi aplicada sanção acessória
ou condição de suspensão da execução da coima, que incluem,
entre outras medidas, reposição da situação anterior à infração,
obtenção dos devidos licenciamentos, remoção e encaminhamento
de resíduos para operador licenciado, condição de não praticar
contraordenações ambientais no período de suspensão.
A4.R4 Denúncias ambientais 2017 — 144 Nos últimos anos, tem-se verificado um aumento significativo no
(n.º/ano). número de denúncias, resultado, também, da criação e disponibi-
lização de algumas ferramentas que facilitam e otimizam este tipo
de procedimento. Destacam-se nesse âmbito as plataformas «Na
minha ilha» (https://naminhailha.azores.gov.pt/), onde os cidadãos
podem registar qualquer ocorrência ambiental, ou consultar ocor-
rências registadas, com dados bastante detalhados da localização
e até registo fotográfico, e a «Linha SOS Ambiente» (serviço de
atendimento telefónico permanente do Governo Regional, que
funciona através do n.º 800 292 800, em funcionamento desde 1 de
janeiro de 2018). Este tipo de ferramentas aumenta a proximidade
e interação com o cidadão.
Área Temática 5 — Regime Económico e Financeiro
QUADRO 5
Síntese de diagnóstico dos indicadores para a Área Temática 5
Regime Económico e Financeiro
Referência Indicador Resultado Observações
Indicadores de Pressão
A5.P1 Preço dos serviços de 0,62 Ausência de implementação do regime económico e financeiro dos
abastecimento de recursos hídricos na Região, conforme estabelecido no Decreto-Lei
água (€.m-3 de água n.º 97/2008, de 11 de junho, alterado e republicado pelo Decreto-Lei
abastecida). n.º 46/2017, de 3 de maio, com exceção dos sistemas tarifários.
Diário da República, 1.ª série
N.º 48 8 de março de 2023 Pág. 26
Referência Indicador Resultado Observações
Continuam também a não ser avaliados e considerados de forma
explícita os custos ambientais e os custos de escassez na avaliação
dos usos dos recursos hídricos.
A5.P2 Preço dos serviços 0,15 Ausência de implementação do regime económico e financeiro dos
de saneamento de recursos hídricos na Região, conforme estabelecido no Decreto-Lei
águas residuais n.º 97/2008, de 11 de junho, alterado e republicado pelo Decreto-Lei
(€.m-3 de água resi- n.º 46/2017, de 3 de maio, com exceção dos sistemas tarifários.
dual drenada). A maior parte das entidades gestoras não reporta tarifas para o serviço
de saneamento de águas residuais.
A5.P3 Receitas obtidas atra- 0 A TRH não foi implementada na RAA.
vés da taxa de recur-
sos hídricos (TRH)
(€. ano-1).
A5.P4 Contratos-programa 0 Não se conhecem contratos-programa estabelecidos na RAA.
relativos a atividades
de gestão de recursos
hídricos (n.º ano-1).
A5.P5 Entidades gestoras com 37 % Cerca de 60 % das entidades gestoras não incluem nos seus siste-
tarifários especiais mas tarifários condições especiais para agregados familiares em
para situações de situação de carência económica, não cumprindo as recomendações
carência económica da ERSARA sobre essa matéria.
(%).
A5.P6 Entidades gestoras com 47 % Cerca de metade das entidades gestoras incluem nos seus sistemas
tarifários familiares tarifários tarifas específicas para garantir a equidade do acesso ao
para agregados fa- serviço por famílias numerosas, sendo uma das regiões do país
miliares numerosos com melhor desempenho nesta matéria.
(%).
A5.P7 Sistemas tarifários com 58 % Cerca de 40 % das entidades gestoras não têm os seus sistemas
componentes fixa e tarifários alinhados com a recomendação da ERSARA para incluir
variável (%). componentes fixas e variáveis.
A5.P8 Nível de recuperação de 184 A qualidade dos serviços de abastecimento de água é considerada
custos dos serviços «insatisfatória» no que diz respeito à recuperação dos seus cus-
de abastecimento de tos, uma vez que parece desproporcionada segundo os critérios
água (%). da ERSARA. Considera-se haver oportunidades de melhoria,
nomeadamente através da aplicação dos princípios gerais, re-
gras gerais e regras específicas, constantes na Recomendação
ERSARA 01/2015 — Recomendação Tarifária.
A5.P9 Nível de recuperação de 51 A qualidade dos serviços de saneamento de águas residuais é consi-
custos dos serviços derada «insatisfatória» no que diz respeito à recuperação dos seus
de saneamento de custos, uma vez que está distante do princípio da recuperação
águas residuais (%). integral desses custos.
Considera-se haver oportunidades de melhoria, nomeadamente
através da aplicação dos princípios gerais, regras gerais e
regras específicas, constantes na Recomendação ERSARA
01/2015 — Recomendação Tarifária.
A5.P10 Acessibilidade económica 0,39 A qualidade dos serviços de abastecimento de água é considerada
dos serviços de abas- «boa» no que diz respeito à sua acessibilidade económica por parte
tecimento de água (% dos agregados familiares, sendo semelhante à média verificada
do rendimento médio em Portugal Continental (0,37).
disponível por agre-
gado familiar).
Diário da República, 1.ª série
N.º 48 8 de março de 2023 Pág. 27
Referência Indicador Resultado Observações
A5.P11 Acessibilidade econó- 0,08 A qualidade dos serviços de saneamento de águas residuais é consi-
mica dos serviços derada «boa» no que diz respeito à sua acessibilidade económica
de saneamento de por parte dos agregados familiares, sendo inferior à média verificada
águas residuais (% em Portugal Continental (0,29).
do rendimento médio
disponível por agre-
gado familiar).
Indicadores de Estado
–
Indicadores de Resposta
A5.R1 Preço médio da água 0,62 Existe uma significativa heterogeneidade de tarifas aprovadas (en-
(€/m3). tre os 0,780 €/10 m3 das Lajes das Flores e os 9,750 €/10 m3 da
Praia da Vitória), com uma média regional superior à média ob-
servada em Portugal Continental. Note-se que esta média regional
(6,159 €/10 m3, ou seja, 0,62 €/m3) é significativamente superior ao
valor apurado no Plano Regional da Água (1999), que se situava
então nos 0,48 €/m3.
A5.R2 Internalização dos cus- 64 Está associado à eficiência de exploração e inclui a cobertura dos
tos totais no sistema gastos totais dos serviços de gestão de abastecimento, de sanea-
tarifário (%). mento e de gestão de resíduos.
A5.R3 Despesa regional em 2013 — 20 966 897 € Os valores apresentados correspondem à execução do investimento,
ambiente (€/ano; %, 2014 — 13 459 152 € sendo que correspondem a taxas de execução da dotação global
entre 2013 e 2018). 2015 — 16 685 935 € anual que variam entre os 41,8 % (2016) e os 86,3 % (2018).
2016 — 12 483 997 €
2017 — 15 836 521 €
2018 — 19 110 068 €
A5.R4 Despesa da adminis- N.D. —
tração local em am-
biente (€/ano; %, en-
tre 2013 e 2018).
A5.R5 Investimento em recur- 2013 — 3 237 733 € Os valores apresentados correspondem à execução do investimento,
sos hídricos (inves- 2014 — 4 755 124 € sendo que correspondem a taxas de execução da dotação global
timento executado 2015 — 5 009 843 € anual que variam entre os 46,77 % (2016) e os 88,6 % (2013) e
(€/ano) em proteção 2016 — 6 917 937 € 87,57 % (2018).
e valorização dos re- 2017 — 9 584 234 €
cursos hídricos entre 2018 — 5 518 800 €
2013 e 2018).
Área Temática 6 — Informação e Participação do Cidadão
QUADRO 6
Síntese de diagnóstico dos indicadores para a Área Temática 6 — Informação
e Participação do Cidadão
Referência Indicador Resultado Observações
Indicadores de Pressão
–
Diário da República, 1.ª série
N.º 48 8 de março de 2023 Pág. 28
Referência Indicador Resultado Observações
Indicadores de Estado
–
Indicadores de Resposta
A6.R1 Acessos ao Portal dos 19 058 (2018) —
Recursos Hídricos
(n.º).
A6.R2 Ações de sensibilização/ Recursos hídricos + Sensi- Ações desenvolvidas pela Direção Regional do Ambiente (DRA) —
educação e formação bilização ambiental: DSRHOT e pelos Serviços de Ambiente de ilha/Parque Natural
sobre recursos hídri- de Ilha (PNI).
2013 — 3 + 69;
cos (n.º entre 2013 e
2014 — 1 + 99;
2018).
2015 — 2 + 120;
2016 — 3 + 118;
2017 — 1 + 147;
2018 — 0 + 174;
2019 — 181.
A6.R3 Organizações Não 15 Apesar de existirem algumas ONGA locais (ao nível de ilha), a signi-
Governamentais de ficativa maioria é de âmbito regional.
Ambiente ou equipa-
radas (n.º).
Área Temática 7 — Conhecimento
QUADRO 7
Síntese de diagnóstico dos indicadores para a Área Temática 7 — Conhecimento
Referência Indicador Resultado Observações
Indicadores de Pressão
–
Indicadores de Estado
–
Indicadores de Resposta
A7.R1 Investimento em inves- 2013 — 374 515 € —
tigação e desenvol- 2014 — 141 521 €
vimento (I&D) sobre 2015 — 350 669 €
recursos hídricos 2016 — 338 529 €
(€/ano). 2017 — 443 614 €
2018 — 167 933 €
A7.R2 Projetos de doutora- N.D. —
mento em recursos
hídricos.
A7.R3 Estações de monitori- 2013 — 9 lagoas. —
zação por categoria 2014 — 9 lagoas.
de massas de água 2015 — 22 ribeiras; 23 la-
(n.º). goas; 100 águas subter-
râneas.
Diário da República, 1.ª série
N.º 48 8 de março de 2023 Pág. 29
Referência Indicador Resultado Observações
2016 — 22 ribeiras; 23 la-
goas; 100 águas subter-
râneas.
2017 — 22 ribeiras; 23 la-
goas; 100 águas subter-
râneas.
2018 — 22 ribeiras; 23 la-
goas; 100 águas subter-
râneas.
A7.R4 Gestão e manutenção 2013 — 280 807 € —
da rede hidrometeo- 2014 — 232 954 €
rológica (€/ano). 2015 — 392 220 €
2016 — 263 987 €
2017 — 55 015 €
2018 — 1106 255 €
A7.R5 Análises obrigatórias 2014 — 96,98 % Todos os concelhos da RAA efetuam um número considerável de aná-
efetuadas (%). 2015 — 98,78 % lises à água para consumo humano, cumprindo na generalidade,
2016 — 97,34 % no ano de 2016, praticamente todas as análises regulamentares
obrigatórias. Durante o período do presente relatório, houve pon-
tualmente alguns concelhos com análises em falta, totalizando 61
no ano de 2014, 24 no ano de 2015 e 11 no ano de 2016, num
universo superior a 20 000 análises obrigatórias.
Face aos dados apresentados, verifica-se que a qualidade da água
para consumo humano, nos últimos anos, tem registado uma mo-
nitorização e acompanhamento muito positivo.
2 — Análise Prospetiva
A análise prospetiva desenvolvida incide, no âmbito da alteração do PRA, sobre variáveis,
fatores e domínios específicos diretamente ligados aos recursos hídricos. Procurou-se, sempre
que possível, apresentar evoluções e paralelismo desde os horizontes analisados no anterior
Plano Regional da Água e ter como horizonte prospetivo o ano de 2030, considerando o período
de vigência da alteração do PRA.
O desenvolvimento deste exercício prospetivo destina-se a fornecer bases e fundamentação
para apoiar a tomada de decisão nas opções estratégicas, objetivos e metas a definir no âmbito
do presente PRA, não pretendendo constituir-se como suporte de um modelo de desenvolvimento
para a RAA. Contudo, importa referir que este exercício foi desenvolvido numa fase anterior à do
atual contexto pandémico que se iniciou em março de 2020, mas que se considera que perante
o horizonte de cenarização de 2030 as alterações que se poderão verificar em alguns setores,
no próximo um a dois anos, serão depois repostas, afigurando-se como válidas as estimativas e
perspetivas apresentadas para o resto do horizonte de vigência do PRA.
A metodologia aplicada baseou-se no desenvolvimento de três cenários contrastados, também
assumidos no âmbito do PGRH — Açores 2016-2021 (e 2022-2027):
Cenário Central (corresponde ao Tendencial do PGRH-Açores 2016-2021) — que corporiza
genericamente a manutenção das macrotendências históricas regionais, representando um cres-
cimento moderado da riqueza produzida na Região a partir de 2016;
Cenário Baixo (corresponde ao Regressivo do PGRH-Açores 2016-2021) — marcado por
uma diminuição da dinâmica socioeconómica na Região, refletindo uma acentuada permeabilidade
regional a crises e a fracas dinâmicas na conjuntura nacional e europeia; a este cenário associam-
-se maiores dificuldades de investimento e de cumprimento temporal de metas ambientais;
Cenário Alto (corresponde ao Expansivo do PGRH-Açores 2016-2021) — de aumento acen-
tuado da dinâmica socioeconómica regional, por efeito da capacidade de valorização dos ativos
e especificidades regionais face a fatores estruturais e conjunturais externos determinados pela
Diário da República, 1.ª série
N.º 48 8 de março de 2023 Pág. 30
economia global, criando condições propícias à ocorrência de um contraciclo socioeconómico na
Região; a este cenário associa-se uma situação de maior exigência em termos de cumprimento
temporal de metas ambientais e de qualidade de vida, motivada, por um lado, pela maior disponi-
bilidade de investimento e, por outro, pelo aumento dos padrões de exigência da procura.
Refira-se que os três cenários são considerados como de ocorrência possível (com maior ou
menor grau de probabilidade, em função da evolução conjuntural dos determinantes de gestão e
das variáveis explicativas), permitindo assim internalizar no exercício de planeamento uma signi-
ficativa amplitude de situações possíveis que maximizam a probabilidade de o cumprimento dos
objetivos estabelecidos ser acautelado com maiores graus de confiança.
Neste contexto, a análise das tendências de evolução das utilizações da água, recorrendo à
cenarização de um conjunto de indicadores socioeconómicos e ambientais, com especial relevância
para a evolução socioeconómica, os consumos e necessidades de água, os níveis de atendimento
em abastecimento de água e saneamento de águas residuais, a produção de águas residuais e de
cargas poluentes geradas permitiu a identificação e análise das tendências de evolução socioeco-
nómica relacionadas com as pressões e impactes gerados pelas utilizações da água.
O exercício desenvolvido contempla igualmente uma análise sintética das principais forças
motrizes geradoras de pressões nas massas de água, como por exemplo as políticas setoriais
(agricultura, indústria, energia, turismo, transportes, entre outros), variáveis exógenas relevantes
(crescimento populacional, desenvolvimento económico, alterações climáticas, entre outros) e
investimentos e políticas previstas no setor da água.
Os resultados pormenorizados dos diferentes cenários para os setores urbano, indústria,
agricultura e pecuária, turismo e energia, nas dimensões acima referidas, podem ser consultados
em pormenor no volume 3 do Relatório Técnico.
2.1 — Síntese das Necessidades de Água
Tendo em consideração as perspetivas de evolução definidas pela componente socioeconó-
mica, são expectáveis as seguintes tendências setoriais relativamente às necessidades hídricas:
Redução provável das necessidades hídricas afetas ao setor urbano devido à tendência de
decrescimento da população residente para o cenário «Central» e «Baixo» e um ligeiro crescimento
para o cenário «Alto», e investimentos previstos de reforço das redes ou infraestruturas de abas-
tecimento de água calculados por cada entidade gestora. Contudo, não se preveem alterações
significativas ao nível da cobertura da população servida;
Crescimento provável das necessidades hídricas do setor turístico para os três cenários, em
consequência do crescimento expectável da população flutuante na RAA;
Crescimento generalizado das necessidades hídricas destinadas à pecuária para os três
cenários, em virtude de um generalizado aumento do número de efetivos analisados (bovinos de
carne e leite, suínos e aves) para a maioria das ilhas;
Diminuição das necessidades hídricas do setor industrial para o cenário «Baixo» e crescimento
provável das necessidades hídricas caso ocorra um quadro de desenvolvimento mais próximo
dos cenários «Central» ou «Alto».
Em termos globais, é expectável que em qualquer dos cenários considerados as Necessidade
Hídricas Totais (NHT) regionais se fixem entre 25 e 30 hm3 de água para satisfazer as necessi-
dades dos usos consuntivos. As variações registadas entre os cenários são principalmente ao
nível da evolução dos efetivos populacionais, pecuários e população flutuante relacionada com
o turismo.
2.2 — Balanço das Necessidades/Disponibilidades de Água
Os balanços necessidades/disponibilidades constituem um importante ponto de análise para
suportar as decisões estratégicas no âmbito da gestão dos recursos hídricos, em particular na
racionalização das utilizações dos usos da água. Em termos de situação quantitativa dos recursos
hídricos nos Açores, é expectável que as NHT do arquipélago, em 2030, atinjam entre 30 e 32 hm3
Diário da República, 1.ª série
N.º 48 8 de março de 2023 Pág. 31
de água para satisfazer as necessidades dos usos consuntivos inerentes às atividades humanas
do efetivo residente e flutuante (turismo), e atividade pecuária.
Relativamente aos usos não consuntivos, não é possível estimar com exatidão o volume
de água a ser turbinado pelas centrais hidroelétricas, na próxima década, em consequência da
baixa previsibilidade associada aos valores de precipitação. Contudo, julga-se aceitável assumir
que, na próxima década, os valores de precipitação não sofrerão alterações significativas face
ao histórico recente. Assim, as necessidades hídricas do setor hidroelétrico foram estimadas
entre 52,8 e 81,9 hm3, tendo em consideração o período histórico entre 2000 e 2018, assumindo
e apresentando uma necessidade hídrica média neste período de 69,3 hm3. Considerando que,
atualmente, apenas as ilhas de São Miguel, Faial e Flores apresentam produção hidroelétrica, e
que cerca de 75 % da água é turbinada em São Miguel, não se prevê a ocorrência de situações
de sobre-exploração dos aquíferos em nenhuma das ilhas da RAA, sendo a ilha de São Miguel
aquela que apresenta maior pressão sobre os recursos hídricos, podendo atingir no máximo os
17 % de exploração, considerando os valores máximos expectáveis para os usos consuntivos
(20,5 hm3 no cenário alto) e não consuntivos (produção hidroelétrica representando cerca de 75 %
de 81,9 hm3). A produção hidroelétrica na ilha das Flores pode incrementar até 11 % a exploração
dos recursos hídricos disponíveis. Estes valores assumem a manutenção da representatividade
relativa atual de caudal turbinado entre ilhas, não sendo possível prever ou cenarizar a entrada
em funcionamento de novas instalações hidroelétricas no arquipélago.
Perante os resultados obtidos da comparação das NHT projetadas para os diferentes cená-
rios, por ilha, em 2030, face às respetivas disponibilidades hídricas, que se assumem constantes
desde a situação de referência, não se preveem alterações significativas face à situação atual evi-
denciada na fase de caraterização da situação de referência, prevendo-se, em termos gerais, que
não existam problemas ao nível da exploração dos recursos aquíferos a longo prazo e até 2030.
No entanto, o desconhecimento da evolução de muitos setores de atividade e respetivos usos de
água, bem como a variabilidade climática que afeta a disponibilidade dos recursos hídricos, obriga,
necessariamente, a um olhar prudente sobre os valores apontados para o futuro.
2.3 — Análise Prospetiva das Pressões e seus Impactes no Estado das Massas de Água
Para que as alterações de carga previstas para 2027/2030 possam ser avaliadas, por ilha, em
contraponto ao que se verificava aquando da elaboração do PGRH — Açores 2016-2021, é empre-
gue a metodologia já seguida no mesmo referencial (Borja et al., 2005), de acordo com a qual as
cargas de azoto total não devem ultrapassar o limiar dos 100 kg N/dia km2. Efetivamente, verifica-
-se que em nenhuma das ilhas se antevê ultrapassar o limiar dos 100 kg N/dia km2 até 2027/2030,
sendo que o aumento ao nível da Região é até pouco expressivo, da ordem dos 8 %.
Todavia, a realidade da Região oculta a realidade individual de ilhas como São Miguel, Terceira
e Graciosa, onde os aumentos de carga, por unidade de área, foram consideráveis, particularmente
em São Miguel, onde esse aumento é superior a 50 %.
Como resulta evidente da contraposição entre a análise prospetiva de cargas feita no atu-
al PRA e a realizada aquando dos trabalhos do PGRH-Açores 2016-2021, este aumento de carga
fica fundamentalmente a dever-se à evolução do setor da pecuária. Se este aumento persistir ao
ritmo que se vem verificando, tanto São Miguel como a Terceira incorrem na possibilidade de se
aproximar do referido limiar de carga.
A forma como a pecuária se pratica na RAA, de forma extensiva, representa um desafio
adicional, pois a carga gerada por este setor assume natureza difusa. Ou seja, não passível de
ser recolhida e tratada.
De salientar que os setores que foram alvo de cenarização de cargas — Doméstico, Turismo e
Pecuária — são destacadamente aqueles que constituem as principais pressões sobre as massas
de água do arquipélago, sejam elas superficiais, costeiras ou interiores, ou subterrâneas.
Diário da República, 1.ª série
N.º 48 8 de março de 2023 Pág. 32
3 — Princípios de Planeamento de Recursos Hídricos
A natureza estratégica que a alteração do PRA assume no contexto do planeamento e gestão
de recursos hídricos na RAA, e que se mantém desde o anterior Plano Regional da Água, deve
continuar a assentar num conjunto de princípios basilares essenciais para uma política de gestão
de recursos hídricos sustentável.
A definição desses princípios, à data, teve por base o pressuposto de que a gestão de recursos
hídricos deveria responder à crescente pressão que é exercida sobre os mesmos e que, cada vez
mais, a água era encarada como um recurso finito e tendencialmente mais escasso. Pressupostos
estes que estão, nos nossos dias, mais válidos e atuais do que nunca.
O planeamento de recursos hídricos no âmbito do PRA foi assumido, desde logo, como o
procedimento organizado com vista à definição das melhores soluções para os problemas pre-
sentes e futuros do recurso água, devendo, assim, conciliar-se, por um lado, a satisfação das
necessidades de água para os diferentes usos e, por outro, a preservação do ambiente e dos
recursos naturais.
Ora, desde a publicação do Plano Regional da Água, em 2003, o domínio do planeamento ao
nível dos recursos hídricos tem, como já referido anteriormente, sido alvo de uma aposta concer-
tada e bastante exigente a nível mundial, mas particularmente a nível europeu e de uma evolução
significativa. Sendo interessante verificar que no caminho percorrido desde então, quando o Plano
Regional da Água já assumia e concretizava no seu modelo a articulação dos seus princípios
orientadores das políticas a implementar conceitos e estratégias definidas em outros instrumentos
(como a Lei de Bases do Ambiente, o Plano Nacional de Política do Ambiente, a Diretiva Quadro
da Água (DQA), a Carta Europeia da Água, o Relatório Brundtland, a Declaração do Rio e a Con-
ferência Internacional sobre a Água e o Meio Ambiente, entre outros), o atual modelo de princípios
de planeamento determinado e concretizado, desde a transposição da DQA, através da Lei da
Água, para os planos de gestão de região hidrográfica, e mais concretamente para os Planos de
Gestão da Região Hidrográfica dos Açores (1.º e 2.º ciclos), assumiu essa mesma abordagem.
Ou seja, assenta na visão de que a utilização e eficácia dos instrumentos de planeamento depende
do grau de coerência com os outros instrumentos de planeamento setoriais e/ou desenvolvimento
regional, bem como da sua adequação à realidade e às especificidades territoriais.
Assim, a DQA destaca a importância do processo de planeamento participado, consagrado
no artigo 26.º da Lei da Água, resultando daí a necessidade de assegurar uma boa coerência,
pertinência e aplicabilidade dos instrumentos de planeamento e gestão de recursos hídricos,
através da integração de informação e envolvimento das partes interessadas.
Neste sentido, são reestruturados os princípios anteriormente assumidos pelo Plano Regio-
nal da Água, verificando-se que estes encontram-se, atualmente, totalmente concretizados nos
princípios do planeamento das águas consagrados no artigo 25.º da Lei da Água, passando-se a
adotar os mesmos no âmbito do PRA, designadamente:
Da integração — a atividade de planeamento das águas deve ser integrada horizontalmente
com outros instrumentos de planeamento da administração, de nível ambiental, territorial ou eco-
nómico;
Da ponderação global — devem ser considerados os aspetos económicos, ambientais, técnicos
e institucionais com relevância para a gestão da água, garantindo a sua preservação quantitativa
e qualitativa e a sua utilização eficiente, sustentável e ecologicamente equilibrada;
Da adaptação funcional — os instrumentos de planeamento das águas devem diversificar a
sua intervenção na gestão de recursos hídricos em função de problemas, necessidades e interesses
públicos específicos, sem prejuízo da necessária unidade e coerência do seu conteúdo planificador
no âmbito de cada região hidrográfica;
Da durabilidade — o planeamento da água deve atender à continuidade e estabilidade do
recurso em causa, protegendo a sua qualidade ecológica e capacidade regenerativa;
Da participação — quaisquer particulares, utilizadores dos recursos hídricos e suas asso-
ciações podem intervir no planeamento das águas e, especificamente, nos procedimentos de
elaboração, execução e alteração dos seus instrumentos;
Diário da República, 1.ª série
N.º 48 8 de março de 2023 Pág. 33
Da informação — os instrumentos de planeamento de águas constituem um meio de gestão
de informação acerca da atividade administrativa de gestão dos recursos hídricos em cada região
hidrográfica.
4 — Linhas de Orientação Estratégica e Objetivos
A atualização da fase de caraterização e diagnóstico e a análise prospetiva permitiram identi-
ficar quais os principais constrangimentos, oportunidades e especificidades existentes na Região
ao nível do estado, planeamento e gestão dos recursos hídricos.
Assim, a definição de linhas de orientação estratégica teve em conta essas especificidades e,
face à evolução prevista, indicou quais os mecanismos para a resolução dos mesmos, bem como
estabeleceu metas e objetivos que permitam concretizar uma estratégia clara e orientar outros
instrumentos e referenciais para assegurarem, no âmbito das suas estratégias, medidas, projetos
e intervenções, a resolução desses constrangimentos, aplicação e concretização dos princípios de
gestão de recursos hídricos e da missão e desafio do PRA: «assegurar a integração das disponi-
bilidades e articular, adequada e atempadamente, as diferentes utilizações da água e a proteção
dos ecossistemas, consolidando o conceito de desenvolvimento ambientalmente sustentado».
4.1 — Linhas de Orientação Estratégica
O cumprimento da missão definida para o PRA requer o estabelecimento de um conjunto de
linhas de orientação estratégica, que constituem, no fundo, os seus objetivos gerais.
As políticas setoriais que integram o processo de programação e planeamento de gestão dos
recursos hídricos constituem a base legal que define, através dos seus objetivos, os eixos sobre
os quais se deve reger a política regional no que respeita aos recursos hídricos. Assim, estes
referenciais (estratégias, planos e programas) e os respetivos objetivos, setoriais e específicos,
constituem-se como ferramentas que permitem obter uma visão estratégica com foco no âmbito
a que se aplicam.
Deste modo, e considerando a natureza e caráter estratégico do PRA, foram considerados
como de âmbito fulcral a articulação das suas Linhas de Orientação Estratégica e Objetivos com
os objetivos e metas constantes nos seguintes referenciais:
Diretiva Quadro da Água (DQA)/Lei da Água;
Diretiva Quadro Estratégia Marinha (DQEM);
Plano de Ação da UE para o desenvolvimento da produção biológica;
Estratégia Regional de Adaptação às Alterações Climáticas (ERAAC);
Estratégia Nacional de Gestão Integrada da Zona Costeira (ENGIZC) (em vigor até 2029);
Estratégia Nacional para a Conservação da Natureza e Biodiversidade (ENCNB);
Estratégia Nacional para o Mar 2013-2020 (ENM 2013-2020);
PENSAAR 2020 — Uma nova Estratégia para o Setor de Abastecimento de Água e Sanea-
mento de Águas Residuais (em vigor);
Programa Nacional para o Uso Eficiente da Água (PNUEA) (em vigor até 2020);
Estratégia Nacional para os Efluentes Agropecuários e Agroindustriais (ENEAPAI) (estratégia
para 2007-2013);
Plano Regional de Ordenamento do Território dos Açores (PROTA) (em vigor);
Plano de Gestão da Região Hidrográfica dos Açores (PGRH — Açores) 2016-2021 (revisto);
Plano de Gestão dos Riscos de Inundações dos Açores (em revisão);
Plano Regional de Gestão de Secas e Escassez (em elaboração);
Programa Regional para as Alterações Climáticas (em vigor).
Importa referir que foi ainda considerado como referencial estratégico a Estratégia Nacional
para os Efluentes Agropecuários e Agroindustriais (ENEAPAI) que, apesar de não se estender
legalmente à RAA e de já ter ultrapassado o seu horizonte de vigência, e existir nesta Região o
Decreto Legislativo Regional n.º 16/2007/A, de 9 de julho, que apenas estabelece algumas orien-
Diário da República, 1.ª série
N.º 48 8 de março de 2023 Pág. 34
tações de boas práticas relativamente aos efluentes da agropecuária resultantes das explorações
de bovinos, considera-se como sendo relevante neste setor, pelo caráter que assume.
Assim, esta estratégia e os seus objetivos foram tidos em consideração como uma referên-
cia estratégica em representação do setor dos efluentes agropecuários e agroindustriais neste
Programa.
De salientar que estes referenciais constituem elementos dinâmicos, o que reforça a impor-
tância da programação e estratégia ao nível dos recursos hídricos corresponder a um processo
cíclico, dinâmico e contínuo, com sucessivas interações.
Por sua vez, é também fundamental que o PRA (e as suas Linhas de Orientação Estratégica
e Objetivos) se desenvolva sobre o marco concetual dos 17 ODS da Agenda 2030 das Nações
Unidas (1), que abordam temáticas tão diversas como enfrentar os desafios da pobreza e da fome,
a educação, as desigualdades, a prosperidade, a proteção do planeta, a luta contra as alterações
climáticas, as cidades, a energia, o consumo e a produção sustentável e governança.
No âmbito do PRA, dá-se particular destaque ao Objetivo 6 — Água Potável e Saneamento,
mas é também fundamental considerar e internalizar o previsto para: o Objetivo 1 — Erradicar a
Pobreza, o Objetivo 3 — Saúde de Qualidade, o Objetivo 9 — Indústria, Inovação e Infraestruturas,
o Objetivo 11 — Cidades e Comunidades Sustentáveis, o Objetivo 12 — Produção e Consumo
Sustentáveis, o Objetivo 13 — Ação Climática, o Objetivo 14 — Proteger a Vida Marinha e o
Objetivo 15 — Proteger a Vida Terrestre.
De referir que as Linhas de Orientação Estratégica, de caráter genérico, devem ser conside-
radas na definição dos objetivos estratégicos do PGRH-Açores, bem como do PGRIA e de outros
instrumentos de planeamento/programação que se afigurem adequados e com incidência sobre os
recursos hídricos, como por exemplo o plano regional de gestão de secas e escassez. De desta-
car este último, cuja elaboração, atualmente ainda em curso, resulta da medida do PGRH-Açores
2016-2021 — RH9_S_053.A — Elaboração de um plano de gestão de secas e escassez (2).
Assim, e como resultado da articulação dos diversos elementos e referenciais anteriormente
referidos, para cada Área Temática do PRA foi definida uma linha de orientação estratégica (qua-
dro 8), materializando os princípios, estratégias e formas de atuação que se pretendem ter em
conta na gestão dos recursos hídricos da Região. Podem ser consultadas em maior detalhe, no
volume 5 do Relatório Técnico do PRA, as descrições e enquadramentos das Linhas de Orienta-
ção Estratégicas.
QUADRO 8
Linhas de Orientação Estratégica definidas por Área Temática
Área Temática Linhas de Orientação Estratégica
1 — Quantidade da Água . . . . . . . . . . Gerir a procura de água para as populações e atividades económicas, asse-
gurando a sustentabilidade do recurso numa gestão articulada e integrada
perante as necessidades, as disponibilidades (acessíveis) e a gestão dos
efeitos das Alterações Climáticas, bem como continuar a melhorar o serviço,
numa perspetiva de melhoria do funcionamento dos sistemas de abastecimento
de água (AA), quer ao nível da redução de perdas, quer, eventualmente, ao
nível do aumento da capacidade de armazenamento e de origens de água
alternativas adequadas.
2 — Qualidade da Água . . . . . . . . . . . Melhorar e proteger a qualidade da água.
3 — Gestão de Riscos e Valorização Prevenir e mitigar riscos, em especial associados a fenómenos hidrológicos
dos Recursos Hídricos. extremos e a atividades antropogénicas, bem como implementar um modelo
de gestão integrada com outros instrumentos de proteção dos recursos na-
turais, com destaque para os ecossistemas e espécies terrestres e aquáticas
associadas aos recursos hídricos.
4 — Quadro Institucional e Normativo Otimizar a implementação e aplicação do atual quadro institucional e normativo
e articulá-lo, de forma tangível, com referenciais ao nível da conservação da
natureza, da gestão do mar, e outros instrumentos de gestão territorial.
5 — Regime Económico e Financeiro Promover a sustentabilidade económica e financeira dos serviços de abasteci-
mento, saneamento e de gestão dos recursos hídricos.
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Área Temática Linhas de Orientação Estratégica
6 — Informação e Participação do Ci- Promover e otimizar os modelos de informação e de participação do cidadão.
dadão.
7 — Conhecimento. . . . . . . . . . . . . . . Aprofundar o conhecimento dos recursos hídricos de modo a colmatar lacunas
de conhecimento e otimizar a sua gestão.
4.2 — Objetivos
No seguimento da atualização do diagnóstico e com a atualização das Linhas de Orientação
Estratégica para atingir a Missão, procedeu-se a uma revisão e atualização dos objetivos do PRA.
Estes objetivos assumem um caráter essencialmente de gestão e governança (de natureza mais
operacional), refletindo abordagens instrumentais que visam contribuir para promover o cumpri-
mento e concretização das Linhas de Orientação Estratégicas.
Esta atualização assentou não apenas na revisão de metas, mas também na introdução de
novos objetivos temáticos, considerando toda a evolução ocorrida na RAA desde a elaboração do
Plano Regional da Água e dos próprios referenciais estratégicos e setoriais, não só ao nível dos
recursos hídricos, mas também de outros setores que se cruzam e estão fortemente associados/
dependentes dos recursos hídricos da Região.
Numa abordagem de continuidade, são considerados dois tipos de objetivos no PRA: Obje-
tivos de Estado e Objetivos de Resposta:
Os Objetivos de Estado, que representam as metas de qualidade ambiental que se preten-
dem atingir para a Região. Para se atingirem os Objetivos de Estado é necessário recorrer a um
conjunto de «respostas» da sociedade.
Os Objetivos de Resposta, que representam compromissos de resposta da sociedade, es-
tabelecidos no sentido da prossecução dos Objetivos de Estado desejados. Consequentemente,
os Objetivos de Resposta estão diretamente ligados a medidas, projetos e ações resultantes de
outros instrumentos de planeamento de recursos hídricos.
Para a definição dos objetivos recorreu-se, novamente, ao modelo de indicadores Pressão-
-Estado-Resposta (PER) do PRA (consultar volume 6 do Relatório Técnico do PRA). Foram
utilizados os indicadores de Estado e de Resposta que melhor se adequam ao estabelecimento
de metas, sendo que para alguns tal não é possível. Recorrendo aos indicadores de Estado e
Resposta do modelo PER do PRA, podem estabelecer-se os objetivos do PRA e monitorizá-los
regularmente no sentido de averiguar a correta intervenção e aplicação das medidas, projetos
e ações resultantes de outros instrumentos de planeamento de recursos hídricos, no sentido de
alcançar os objetivos propostos.
Os Objetivos de Estado e de Resposta assumidos pelo PRA são os definidos no artigo 3.º do
presente diploma. Podem ser consultados em pormenor no volume 5 do Relatório Técnico do PRA
os seguintes conteúdos específicos sobre os mesmos: o nível de cumprimento dos objetivos re-
portados no anterior Plano Regional da Água; os resultados de cumprimento avaliados no âmbito
do Relatório de Acompanhamento do Plano Regional da Água (cujo ano de referência é 2005);
as metas/objetivos a atingir em 2011; estado atual (referente a 2018/2019 ou ano mais recente
disponível conforme a caraterização apresentada no volume 2 do Relatório Técnico do PRA); as
metas propostas a atingir em 2025 (aquando da avaliação de desempenho e intercalar do PRA
(consultar volume 6 do Relatório Técnico do PRA); as metas propostas a atingir em 2025. É ainda
considerada uma análise adicional ao nível do potencial contributo para os ODS, sendo que em
diversos casos o objetivo 2030 assumido é também o definido pelos ODS.
Podem ser consultadas as fichas sistematizadas com as caraterísticas e critérios utilizados
para os diversos objetivos no anexo do volume 5 do Relatório Técnico do PRA.
Tal como referido anteriormente, entende-se que conceptualmente o PRA deve assumir um
foco estratégico ao nível da programação e planeamento da gestão dos recursos hídricos na RAA,
através da definição das linhas de orientação estratégicas e objetivos estruturantes a alcançar a
nível regional (apresentados nos capítulos anteriores) e cuja «materialização» deverá concretizar-
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-se em instrumentos de planeamento com foco operacional — neste caso o PGRH-Açores e
o PGRIA, ou outros, como o plano regional de gestão de secas e escassez, que venham a surgir
a nível setorial ou de gestão territorial local.
5 — Avaliação e Acompanhamento
A implementação da alteração do PRA será acompanhada de um processo de avaliação e
acompanhamento com o objetivo de se aferir a evolução do cumprimento das metas e objetivos
propostos.
O modelo de Avaliação e Acompanhamento deverá concretizar-se através de uma estrutura
de coordenação e acompanhamento e por um sistema organizacional que garanta a coerência e
consistência da monitorização das metas e objetivos, orientar a revisão do processo, bem como
a sua articulação com outros Planos e Programas com incidência sobre a gestão e planeamento
dos recursos hídricos, quer sejam setoriais ao nível de determinadas atividades, ao nível territorial,
ou de gestão de recursos, quer de escala regional ou local, ou outra.
Considerando o caráter dinâmico destes processos, que se vão ajustando à implementação e
concretização de outros planos e programas, cujos programas de medidas/planos de intervenção/
projetos vão contribuindo para o cumprimentos das metas e objetivos do PRA, o sistema de indi-
cadores para avaliação e acompanhamento proposto bem como os procedimentos de atualização
e divulgação de informação permitem monitorizar de forma contínua a evolução do cumprimento,
possibilitando uma resposta eficaz e atempada das entidades competentes a eventuais ajustes e
atualizações necessárias.
Neste sentido, o modelo de avaliação e acompanhamento do PRA constitui uma ferramenta
de uso contínuo para gestão da estratégia de planeamento dos recursos hídricos na RAA, de
forma a garantir a concretização dos objetivos metas previstos, tratando-se de uma ferramenta
de gestão de informação de apoio à decisão.
5.1 — Principais atores e responsabilidades
A DROTRH tem um papel primordial na elaboração e implementação do PRA, particularmente
na promoção, acompanhamento e avaliação do cumprimento das linhas de orientação estratégicas
e dos objetivos e metas. Considera-se ainda fundamental que a DROTRH promova e divulgue a
informação relevante referente à implementação do PRA e da sua avaliação e acompanhamento.
Não obstante a responsabilidade de promover de forma geral seja da DROTRH, existe também
um conjunto de outras entidades que deverão ser parceiras e contribuir para a concretização da
estratégia assumida pelo PRA no âmbito de outros referenciais e instrumentos de planeamento
que venham a surgir (ou a ser revistos/adaptados) em outros setores e domínios que interagem
com os recursos hídricos, como é o caso de entidades da administração pública regional com
competência em matéria de ambiente, de alterações climáticas, de inspeção do ambiente, de
ordenamento do território, de assuntos do mar, de recursos florestais, de agricultura, de turismo
e de energia; ERSARA; entidades gestoras dos serviços de abastecimento de água e drenagem
e tratamento de águas residuais (das nove ilhas); entre outras.
5.2 — Âmbito da avaliação e acompanhamento
O modelo de avaliação e acompanhamento atua na dinamização e articulação do PRA com
outros instrumentos, na monitorização do processo de cumprimentos das metas e objetivos e na
produção, divulgação e discussão de informação. Neste sentido, a DROTRH deverá dinamizar a
articulação e contributo de medidas em outros instrumentos de planeamento e programação com
incidência sobre os recursos hídricos da Região, também junto de outras entidades, devendo ser
feito o devido acompanhamento da implementação dessas medidas.
Esse acompanhamento deverá ser também feito pelas entidades que constituíram a Comissão
Consultiva da alteração do PRA, (constituída pela Resolução do Conselho de Governo Regional
n.º 86/2018, de 30 de julho). Importa realçar que, apesar da Comissão Consultiva apenas possuir
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competências para o acompanhamento da elaboração, considera-se pertinente no âmbito deste
instrumento que esta passe a acompanhar também as diversas etapas do seu processo de im-
plementação.
No que se refere à divulgação e à análise do progresso de implementação, a DROTRH
deve proceder à produção quadrienal de relatórios de informação que permitam avaliar o grau de
implementação do PRA. A informação a produzir deve ser sintética e versar a comparação dos
objetivos e metas previstas.
O processo de implementação deve ser monitorizado pela DROTRH, através da aplicação e
atualização dos indicadores de avaliação constantes no presente capítulo (e que devem ser consul-
tados em pormenor no volume 6 do Relatório Técnico do PRA). O modelo de indicadores constitui-
-se, assim, como uma ferramenta fundamental no processo de Avaliação e Acompanhamento.
5.3 — Prazos
No que se refere à representatividade do sistema de avaliação, considera-se que devem
existir três momentos de monitorização:
Anterior à implementação da alteração do PRA, de modo a caraterizar a situação de refe-
rência;
Durante a sua vigência, permitindo realizar alterações e adaptações a objetivos e metas, em
função de alterações de contexto significativas ou de outros instrumentos com influência signifi-
cativa, consideradas fundamentais à prossecução da estratégia e missão do PRA;
No final da sua vigência, permitindo comparar os resultados obtidos com os dados de base
e com as metas e objetivos inicialmente definidos.
Assim, tendo em conta o período de vigência da alteração do PRA (2030), considera-se fun-
damental a publicação de um relatório de avaliação do desempenho com periodicidade quadrienal,
divulgando assim a informação referente à evolução da aplicação do Programa e aos resultados
atingidos, de acordo com o cronograma apresentado na figura 1.
Figura 1 — Calendário para a Avaliação e Acompanhamento da alteração do PRA
Esta avaliação e acompanhamento intercalar é da responsabilidade da DROTRH e deverá
decorrer durante 2026 (possivelmente nos últimos trimestres). Em 2030, deverá proceder-se a
uma nova avaliação da execução e resultados da implementação do programa e ser iniciado o
processo de revisão do PRA, tendo em vista o novo ciclo de programação estratégica para a
gestão de recursos hídricos (e que deve ser concluído em 2030).
5.4 — Produtos
Os diversos produtos resultantes do processo de avaliação e acompanhamento (figura 2) terão
como finalidade genérica contribuir para analisar o cumprimento das metas e objetivos propostos
no PRA e promover a divulgação pública em matéria de informação ambiental.
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Para além do Relatório de Acompanhamento do PRA, propõe-se a elaboração de um Re-
latório de Divulgação, com o objetivo de apresentar de forma eminentemente não técnica os as-
petos mais importantes do relatório de acompanhamento. Para além destes dois relatórios, será
promovida a divulgação da informação online, que ambiciona conseguir uma maior participação
da sociedade civil na implementação do Programa, através da apresentação de novos conteúdos
e funcionalidades.
Figura 2 — Fases e produtos do processo de avaliação e acompanhamento do PRA
5.5 — Modelo de indicadores do Programa Regional da Água
Os indicadores ambientais são parâmetros ou valores derivados de parâmetros que descre-
vem ou dão informação acerca de um fenómeno. Estes visam, por um lado, reduzir o número de
«medições» que normalmente seria necessário efetuar para caraterizar de forma exata uma dada
situação e, por outro, simplificar o processo de comunicação, em que os resultados são fornecidos
ao utilizador.
Para a elaboração do modelo de indicadores ambientais do PRA recorreu-se ao modelo de
Pressão-Estado-Resposta (PSR) definido pela OCDE, com o propósito de dotar este processo de
um caráter de comparabilidade (desde a situação de referência) e, como tal, permitir monitorizar
a evolução da RAA.
O modelo PSR proposto assenta em três grandes grupos de indicadores:
Os Indicadores de Pressão descrevem pressões das atividades humanas sobre o meio am-
biente e que se traduzem por alterações na qualidade do ambiente e qualidade e quantidade dos
recursos naturais;
Os Indicadores de Estado caraterizam a qualidade do ambiente e a qualidade e quantidade
dos recursos naturais, permitindo obter uma visão global e imediata do seu estado;
Os Indicadores de Resposta evidenciam os esforços efetuados pela sociedade, em resposta
a alterações no estado do ambiente.
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Assim, o sistema de indicadores integra, na sua base, os indicadores do anterior Plano Regional
da Água com as devidas atualizações e ajustes resultantes da evolução dos requisitos e modelos
de gestão e planeamento de recursos hídricos aos níveis comunitário, nacional e regional, bem
como nos de novos referenciais estratégicos, normativos e de planeamento nas diversas áreas
temáticas, sendo que, quando não indicado em contrário, apresentam uma base anual (para o ano
de referência mais atual disponível) e referem-se a um valor médio para a RAA, mas podendo ir
a outras escalas, como de ilha ou município.
Em seguida, apresentam-se os indicadores, organizados por área temática de atuação
do PRA. De referir que apesar dos indicadores estarem agrupados pelas sete áreas temáticas,
todos deverão ser analisados no seu contexto, não devendo, contudo, ser apenas interpretados
no âmbito da área temática em que estão incluídos, uma vez que em alguns casos podem ser
válidos/enquadrados em mais do que uma área.
Área Temática 1 — Quantidade da Água
QUADRO 9
Indicadores Ambientais para a Área Temática 1 — Quantidade da Água
Pressão Estado Resposta
A1.P1 — Balanço hídrico (%). . . . . . . . . A1.E1 — Água segura (%) . . . . A1.R1 — Origens de água com perímetros de proteção
implementados (%).
A1.P2 — Índice de seca e escassez A1.R2 — População servida por sistemas de abasteci-
(% classe). mento (%).
A1.P3 — Captação de água por origem — A1.R3 — Dimensão dos sistemas de abastecimento
(% subterrânea). (km).
A1.P4 — Consumo de água por tipologia A1.R4 — Perdas nos sistemas de abastecimento de água
de uso (m3/ano). (%).
A1.P5 — Uso de água na produção hidro- A1.R5 — Falhas no abastecimento de água (n.º/ano).
elétrica (m3/ano).
A1.R6 — Água abastecida sujeita a tratamento (m3/
dia).
A1.R7 — Consumo de água na agropecuária por rede
separativa (m3/ano).
— A1.R8 — Reutilização de águas residuais tratadas (m3/
ano).
A1.R9 — Reutilização de águas pluviais na indústria
(m3/ano).
A11.R10 — Água não faturada (%).
Área Temática 2 — Qualidade da Água
QUADRO 10
Indicadores Ambientais para a Área Temática 2 — Qualidade da Água
Pressão Estado Resposta
A2.P1 — Produção de águas residuais A2.E1 — Estado das massas de A2.R1 — População servida por sistemas públicos de
urbanas (e.p.). água superficiais (de acordo drenagem de águas residuais (%).
com a Lei da Água: Excelente;
Bom; Razoável; Medíocre;
Mau).
A2.P2 — Estabelecimentos industriais A2.E2 — Estado das massas A2.R2 — População servida por sistemas de tratamento
Tipo1 (n.º). de água subterrâneas (de de águas residuais (%).
acordo com a Lei da Água:
Bom; Mau).
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Pressão Estado Resposta
A2.P3 — Produção e tratamento de águas A2.E3 — Qualidade trófica das A2.R3 — Aglomerados urbanos superiores a 2000 ha-
residuais industriais (m3/ano; %). lagoas (oligotrófica; mesotró- bitantes com tratamento adequado (n.º; %; localiza-
fica; eutrófica). ção).
A2.P4 — Encabeçamento pecuário (CN. A2.E4 — Qualidade das Águas A2.R4 — Cumprimento dos parâmetros de descarga
ha-1). Balneares (Excelente; Boa; industriais (%).
Razoável; Má).
A2.P5 — Aplicação de fertilizantes por — —
tipo.
Área Temática 3 — Gestão de Riscos e Valorização dos Recursos Hídricos
QUADRO 11
Indicadores Ambientais para a Área Temática 3 — Gestão de Riscos
e Valorização dos Recursos Hídricos
Pressão Estado Resposta
A3.P1 — Linhas de água intervencionadas A3.E1 — Espécies de fauna e A3.R1 — Espécies de fauna e flora protegidas (n.º).
sujeitas a regimes de caudais ambien- flora ameaçadas (n.º).
tais (n.º).
A3.P2 — Energia Hidroelétrica (% do total A3.R2 — Áreas protegidas e classificadas (% do território
de energia produzida). terrestre abrangido).
A3.P3 — Ocorrências de eventos cheias, — A3.R3 — Áreas protegidas marinhas (ha).
inundações, deslizamentos ou galga-
mentos (n.º).
A3.P4 — Recuo da linha de costa A3.R4 — Zonas sensíveis e vulneráveis (n.º).
(m·ano-1).
A3.P5 — Redução da deposição de RUB A3.R5 — Bacias hidrográficas com sistemas de alerta
em aterro (% relativamente à deposição de cheias (n.º).
em 2016).
A3.P6 — Descargas acidentais de hidro- A3.R6 — Aterros sanitários com sistema de recolha e
carbonetos (n.º). tratamento de lixiviados (%).
— A3.R7 — Lamas de depuração de ETAR encaminhadas
para destino adequado (% das lamas recolhidas).
A3.R8 — Destino final dos resíduos sólidos urbanos
(t/ano).
A3.R9 — Destino final de lamas proveniente de fossas
séticas (t/ano).
A3.R10 — Planos Municipais de Emergência de Proteção
Civil (n.º).
A3.R11 — Intervenções de manutenção e requalificação
do domínio hídrico (n.º; €).
A3.R12 — Títulos de Utilização de Recursos Hídricos
emitidos (n.º).
A3.R13 — Entidades gestoras com sistemas de teleges-
tão (n.º).
A3.R14 — Área de pastagem reconvertida e renaturali-
zada/recuperada inserida em bacias hidrográficas de
lagoas (% relativamente à área por recuperar).
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Área Temática 4 — Quadro Institucional e Normativo
QUADRO 12
Indicadores Ambientais para a Área Temática 4 — Quadro Institucional e Normativo
Pressão Estado Resposta
— — A4.R1 — Técnicos ao serviço na administração pública
regional na área dos recursos hídricos (n.º).
A4.R2 — Processos de contraordenação ambiental le-
vantados (n.º/ano).
A4.R3 — Coimas aplicadas (n.º; €).
A4.R4 — Denúncias ambientais (n.º/ano).
Área Temática 5 — Regime Económico e Financeiro
QUADRO 13
Indicadores Ambientais para a Área Temática 5 — Regime Económico e Financeiro
Pressão Estado Resposta
A5.P1 — Preço dos serviços de abaste- — A5.R1 — Preço médio da água (€/m3).
cimento de água (€.m-3 de água abas-
tecida).
A5.P2 — Preço dos serviços de sanea- A5.R2 — Internalização dos custos totais no sistema
mento de águas residuais (€.m-3 de tarifário (%).
água residual drenada).
A5.P3 — Receitas obtidas através da TRH A5.R3 — Despesa regional em ambiente (€/ano; %).
(€.ano-1).
A5.P4 — Contratos-programa relativos a A5.R4 — Despesa da administração local em ambiente
atividades de gestão de recursos hídri- (€/ano).
cos (n.º.ano-1).
A5.P5 — Entidades gestoras com tarifá- A5.R5 — Investimento em recursos hídricos (investimento
rios especiais para situações de carên- executado (€/ano) em proteção e valorização dos re-
cia económica (%). cursos hídricos).
A5.P6 — Entidades gestoras com tarifá-
rios familiares para agregados familia-
res numerosos (%).
A5.P7 — Sistemas tarifários com compo-
nentes fixa e variável (%).
A5.P8 — Nível de recuperação de cus-
tos dos serviços de abastecimento de
água (%).
A5.P9 — Nível de recuperação de custos
dos serviços de saneamento de águas
residuais (%).
A5.P10 — Acessibilidade económica dos
serviços de abastecimento de água
(% do rendimento médio disponível
por agregado familiar).
A5.P11 — Acessibilidade económica dos
serviços de saneamento de águas re-
siduais (% do rendimento médio dispo-
nível por agregado familiar).
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Área Temática 6 — Informação e Participação do Cidadão
QUADRO 14
Indicadores Ambientais para a Área Temática 6 — Informação e Participação do Cidadão
Pressão Estado Resposta
— — A6.R1 — Acessos ao Portal dos Recursos Hídricos
(n.º).
A6.R2 — Ações de sensibilização/educação e formação
sobre recursos hídricos (n.º /ano).
Área Temática 7 — Conhecimento
QUADRO 15
Indicadores Ambientais para a Área Temática 7 — Conhecimento
Pressão Estado Resposta
— — A7.R1 — Investimento em I&D sobre recursos hídricos
(€/ano).
A7.R2 — Projetos de doutoramento em recursos hídricos.
A7.R3 — Estações de monitorização por categoria de
massas de água (n.º).
A7.R4 — Gestão e manutenção da rede hidrometeoro-
lógica (€/ano).
A7.R5 — Análises obrigatórias efetuadas (%).
(1) Trata-se da nova agenda de ação até 2030, que se baseia nos progressos e lições aprendidas com os 8 Objetivos
de Desenvolvimento do Milénio, entre 2000 e 2015. Esta agenda é fruto do trabalho conjunto de governos e cidadãos
de todo o mundo que pretende criar um novo modelo global para acabar com a pobreza, promover a prosperidade e o
bem-estar de todos, proteger o meio ambiente e combater as alterações climáticas.
(2) Desenvolvimento de estudo(s) para a identificação de problemas de escassez em todas as ilhas e elaboração
de um plano de gestão de secas nas ilhas mais afetadas, que permita minimizar os efeitos dos períodos de escassez,
definindo medidas de regularização, de repartição e de priorização adequadas e, em simultâneo, consubstancie uma
estratégia a longo prazo, preventiva numa perspetiva de adaptação às alterações climáticas. Este(s) estudo(s) deve(m)
ser desenvolvido(s) numa perspetiva multissetorial no contexto do uso de recursos hídricos à unidade de ilha (no sentido
de promover a gestão integrada da água), e incluir a identificação das origens de água que podem ser estratégicas ao
nível da resposta e adaptação às alterações climáticas.
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