Diário da República, 1.ª série
Decreto n.º 4/2025
- Data
- 2025-02-21
- Tipo
- Decreto
- Emitente
- PRESIDÊNCIA DO CONSELHO DE MINISTROS
Sumário
Aprova o Acordo entre a República Portuguesa e o Reino de Espanha para a construção de uma ponte internacional sobre o rio Guadiana, entre as localidades de Alcoutim (Portugal) e Sanlúcar de Guadiana (Espanha), assinado em Faro, a 23 de outubro de 2024. NEGÓCIOS ESTRANGEIROS, FINANÇAS, DEFESA NACIONAL, EDUCAÇÃO, CIÊNCIA E INOVAÇÃO E ECONOMIA
Texto integral (3744 palavras)
Decreto n.º 4/2025
Sumário: Aprova o Acordo entre a República Portuguesa e o Reino de Espanha para a construção de
uma ponte internacional sobre o rio Guadiana, entre as localidades de Alcoutim (Portugal)
e Sanlúcar de Guadiana (Espanha), assinado em Faro, a 23 de outubro de 2024.
O Acordo entre a República Portuguesa e o Reino de Espanha para a construção de uma ponte
internacional sobre o rio Guadiana, entre as localidades de Alcoutim (Portugal) e Sanlúcar de Guadiana
(Espanha), foi assinado em Faro, a 23 de outubro de 2024.
Com o referido Acordo, a República Portuguesa e o Reino de Espanha estabelecem as bases para
a construção da Ponte Internacional entre Alcoutim e Sanlúcar de Guadiana.
Considerando as excelentes relações entre a República Portuguesa e o Reino de Espanha, bem
como os fortes laços que unem os dois povos, materializados num vasto leque de interesses políticos,
económicos, culturais e sociais que partilham de forma estreita, a assinatura do Acordo visa facilitar
e desenvolver as relações bilaterais existentes entre os dois Estados, a fim de melhorar a mobilidade
e as acessibilidades entre os dois territórios, em especial nas regiões transfronteiriças.
Assim:
Nos termos da alínea c) do n.º 1 do artigo 197.º da Constituição, o Governo aprova o Acordo entre
a República Portuguesa e o Reino de Espanha para a construção de uma ponte internacional sobre o rio
Guadiana, entre as localidades de Alcoutim (Portugal) e Sanlúcar de Guadiana (Espanha), assinado em
Faro, a 23 de outubro de 2024, cujo texto, nas versões autênticas, nas línguas portuguesa e espanhola,
se publica em anexo.
Visto e aprovado em Conselho de Ministros de 9 de janeiro de 2025. — Luís Montenegro — Paulo
Artur dos Santos de Castro de Campos Rangel — Manuel Castro Almeida.
Assinado em 22 de janeiro de 2025.
Publique-se.
O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa.
Referendado em 23 de janeiro de 2025.
O Primeiro-Ministro, Luís Montenegro.
ACORDO ENTRE A REPÚBLICA PORTUGUESA E O REINO DE ESPANHA PARA A CONSTRUÇÃO
DE UMA PONTE INTERNACIONAL SOBRE O RIO GUADIANA,
ENTRE AS LOCALIDADES DE ALCOUTIM (PORTUGAL) E SANLÚCAR DE GUADIANA (ESPANHA)
A República Portuguesa e o Reino de Espanha, doravante designados por «Partes»:
Com o fim de melhorar as condições de circulação de veículos e pessoas entre os dois Estados;
Decreto n.º 4/2025
Inspirados pelo espírito da amistosa cooperação que preside às suas relações mútuas;
Decididos a cooperar no desenvolvimento da região do Algarve, em Portugal, e da Comunidade
Autónoma da Andaluzia, em Espanha;
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Considerando o disposto na Convenção Quadro entre a República Portuguesa e o Reino de Espa-
nha Relativa à Melhoria das Acessibilidades entre os Dois Países, assinada em Albufeira, em 30 de
novembro de 1998, em vigor desde 3 de agosto de 2001, doravante designada por «Convenção Quadro»,
designadamente nos seus artigos 1.º, 2.º, 3.º e 5.º:
Acordam o seguinte:
Artigo 1.º
Objeto
O presente Acordo tem por objeto regular a construção de uma ponte internacional sobre o rio
Guadiana, entre as localidades de Alcoutim (Portugal) e Sanlúcar de Guadiana (Espanha).
Artigo 2.º
Finalidade e características técnicas da Ponte
1 — A Ponte destinar-se-á ao tráfego rodoviário, pedonal e de bicicletas.
2 — A Comissão Técnica Mista Luso-Espanhola, constituída ao abrigo do artigo 5.º do presente
Acordo, apreciará e aprovará a solução arquitetónica apresentada pela Parte Portuguesa.
Artigo 3.º
Elaboração do projeto e demais aspetos relativos à execução das obras
1 — Compete à Parte Portuguesa elaborar o projeto da Ponte, bem como a adjudicação, execução
e direção das obras, em coordenação com a Parte Espanhola.
2 — Compete à Parte Portuguesa suportar os gastos correspondentes à elaboração do projeto,
bem como aqueles que sejam inerentes à execução das obras de construção da Ponte.
Artigo 4.º
Facilidades necessárias para as obras
Cada Parte concederá as facilidades necessárias à elaboração do projeto e à execução das obras
no seu território respetivo e promoverá, pela forma e em tempo oportunos, as diligências adequadas
à emissão das licenças e autorizações necessárias à construção da Ponte e à ocupação dos terrenos
necessários à execução dos correspondentes trabalhos.
Artigo 5.º
Comissão Técnica Mista Luso-Espanhola relativa à Ponte Internacional sobre o Rio Guadiana,
entre as localidades de Alcoutim (Portugal) e Sanlúcar de Guadiana (Espanha)
1 — Para exercer as funções que no presente Acordo se lhe atribuem, será constituída uma comissão
técnica mista luso-espanhola relativa à Ponte Internacional sobre o Rio Guadiana, entre as localidades
de Alcoutim (Portugal) e Sanlúcar de Guadiana (Espanha), doravante designada por Comissão Técnica.
2 — A Comissão Técnica é composta por um número igual de representantes espanhóis e portu-
gueses, a decidir e a designar pelas Partes, por via diplomática.
3 — Presidirá à Comissão Técnica, alternadamente e por períodos de seis meses, o presidente de
cada delegação, a designar por cada uma das Partes.
4 — As decisões da Comissão Técnica são tomadas por comum acordo.
5 — Os presidentes de ambas as delegações podem delegar todas ou algumas das suas funções
em quem considerem oportuno.
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6 — A Comissão Técnica reúne sempre que se considere necessário, a pedido de qualquer das Partes.
7 — A Comissão Técnica reunirá pela primeira vez no prazo de 15 dias a contar da data da entrada
em vigor do presente Acordo.
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Artigo 6.º
Aprovação do projeto e dever de informação
1 — Uma vez concluído o projeto a que se refere o artigo 3.º, o mesmo será examinado pela Comis-
são Técnica e, após o parecer favorável desta, será submetido a ambas as Partes para a sua posterior
aprovação e início da fase de execução das obras.
2 — A Parte Portuguesa manterá a Parte Espanhola permanentemente informada do conteúdo das
peças dos procedimentos pré-contratuais para a construção da Ponte, do curso desses procedimentos,
incluindo da adjudicação, bem como do decurso dos trabalhos de construção da Ponte, através da
Comissão Técnica, que elaborará e apresentará a ambas as Partes os relatórios respetivos.
Artigo 7.º
Conservação e exploração da Ponte
1 — A conservação futura da Ponte, incluindo as inspeções de rotina e principais, a manutenção
e reabilitação, incluindo o respetivo projeto e eventual monitorização estrutural, caberá na totalidade
à Parte Portuguesa, em concertação com a Parte Espanhola, sendo os respetivos custos suportados
em partes iguais pelas Partes.
2 — Sem prejuízo do disposto no número anterior, as Partes podem, em qualquer momento, acordar
num regime diferente para a conservação e exploração da Ponte Internacional, para o que será redigido
e aprovado o correspondente Protocolo.
Artigo 8.º
Condições de trabalho e segurança
Na execução das obras da Ponte, incluindo quanto às condições de trabalho e segurança, é apli-
cável o Direito Interno Português.
Artigo 9.º
Tributação
1 — Cada Parte tem o direito a exigir e cobrar os impostos que, de acordo com o seu Direito Interno,
onerem as operações de elaboração do projeto e de execução das obras ou que estejam relacionados
com tais operações.
2 — Aos casos de dupla tributação será aplicado o disposto na Convenção entre a República Por-
tuguesa e o Reino de Espanha para Evitar a Dupla Tributação e Prevenir a Evasão Fiscal em Matéria de
Impostos sobre o Rendimento, assinada em Madrid, em 26 de outubro de 1993.
3 — Nos casos não previstos na Convenção entre a República Portuguesa e o Reino de Espanha
para Evitar a Dupla Tributação e Prevenir a Evasão Fiscal em Matéria de Impostos sobre o Rendimento,
as Partes comprometem-se a resolver, de comum acordo, os problemas fiscais que possam surgir.
Artigo 10.º
Receção das obras e entrega da Ponte
1 — Terminadas as obras, e com o parecer favorável da Comissão Técnica, estas serão objeto de
receção provisória pela Parte Portuguesa, a qual, pelo mesmo procedimento, procederá à sua receção
definitiva no prazo aplicável.
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2 — Após a receção definitiva, a Parte Portuguesa faz a entrega à Parte Espanhola da parte da
Ponte situada em território espanhol.
3 — Após a entrega definitiva, cada Parte assume, à luz do respetivo Direito Interno, a conservação
da parte da Ponte situada no seu território, nos termos do disposto no artigo 7.º do presente Acordo.
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Artigo 11.º
Legislação aplicável aos contratos
1 — Os contratos relativos à elaboração do projeto e à execução das obras de construção da Ponte
obedecem às normas de Direito Público vigentes na Parte Portuguesa.
2 — A resolução das divergências que possam surgir entre as entidades adjudicantes portugue-
sas e as empresas adjudicatárias dos trabalhos é da exclusiva competência das autoridades da Parte
Portuguesa.
Artigo 12.º
Propriedade da Ponte e dos acessos correspondentes
Cada Parte será proprietária da parte da Ponte situada no respetivo território, sendo a titularidade
deste direito regulada pelo respetivo Direito Interno, sem prejuízo das obrigações internacionais cor-
respondentes.
Artigo 13.º
Linha de delimitação da fronteira
A linha de delimitação da fronteira entre os dois Estados é traçada, sobre a Ponte, pela Comissão
Internacional de Limites entre Portugal e Espanha, nos termos das convenções internacionais vigentes
entre ambas as Partes.
Artigo 14.º
Interpretação
Qualquer controvérsia relativa à interpretação ou à aplicação do presente Acordo será solucionada
através de negociação entre as Partes, por via diplomática.
Artigo 15.º
Revisão
1 — O presente Acordo pode ser objeto de revisão a pedido de qualquer das Partes.
2 — As emendas entrarão em vigor nos termos previstos no artigo 17.º do presente Acordo.
Artigo 16.º
Vigência e denúncia
1 — O presente Acordo permanecerá em vigor por um período de tempo indefinido.
2 — Qualquer das Partes poderá denunciar, a qualquer momento, o presente Acordo mediante
notificação prévia, por escrito e por via diplomática, à outra Parte.
3 — Em caso de denúncia, o presente Acordo cessará a sua vigência 180 dias após a data da
receção da respetiva notificação.
Artigo 17.º
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Entrada em vigor
O presente Acordo entrará em vigor 10 dias após a receção da última notificação, por escrito e por
via diplomática, do cumprimento dos requisitos necessários para tal efeito previstos no Direito Interno
das Partes.
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Artigo 18.º
Registo
A Parte em cujo território o presente Acordo for assinado submetê-lo-á para registo junto do Secre-
tariado das Nações Unidas imediatamente após a sua entrada em vigor, nos termos do artigo 102.º da
Carta das Nações Unidas, devendo, igualmente, notificar a outra Parte da conclusão deste procedimento
e indicar-lhe o número de registo atribuído.
Feito em Faro, em 23 de outubro de 2024, em dois originais, nas línguas portuguesa e castelhana,
sendo ambos igualmente autênticos.
Pela República Portuguesa:
Manuel Castro Almeida, Ministro Adjunto e da Coesão Territorial.
Pelo Reino de Espanha:
Óscar Puente Santiago, Ministro dos Transportes e da Mobilidade Sustentável.
ACUERDO ENTRE LA REPÚBLICA PORTUGUESA Y EL REINO DE ESPAÑA PARA LA CONSTRUCCIÓN
DE UN PUENTE INTERNACIONAL SOBRE EL RÍO GUADIANA,
ENTRE LAS LOCALIDADES DE ALCOUTIM (PORTUGAL) Y SANLÚCAR DE GUADIANA (ESPAÑA)
La República Portuguesa y el Reino de España, en adelante denominados las “Partes”:
Con objeto de mejorar las condiciones para la circulación de vehículos y personas entre los dos
Estados;
Inspirados por el espíritu de cooperación amistosa que preside sus relaciones recíprocas;
Decididos a cooperar en el desarrollo de la Región del Algarve en Portugal y la Comunidad Autó-
noma de Andalucía en España;
Considerando las disposiciones del Convenio Marco entre la República Portuguesa y el Reino de
España relativo a la mejora de los accesos entre los dos Países, firmado en Albufeira el 30 de noviem-
bre de 1998 y vigente desde el 3 de agosto de 2001, en lo sucesivo denominado el “Convenio marco”,
particularmente en sus artículos 1, 2, 3 y 5:
Acuerdan lo siguiente:
Artículo 1
Objeto
El presente Acuerdo tiene por objeto regular la construcción de un Puente Internacional sobre el
río Guadiana, entre las localidades de Alcoutim (Portugal) y Sanlúcar de Guadiana (España).
Artículo 2
Finalidad y características técnicas del Puente
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1 — El Puente estará destinado al tráfico de vehículos, peatones y bicicletas.
2 — La Comisión Técnica Mixta Luso-Española constituida al amparo del artículo 5 de este Acuerdo,
valorará y aprobará la solución arquitectónica presentada por la Parte portuguesa.
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Artículo 3
Elaboración del Proyecto y otros aspectos relacionados con la ejecución de las obras
1 — Corresponde a la Parte portuguesa elaborar el proyecto del Puente, así como la adjudicación,
ejecución y dirección de las obras, en coordinación con la Parte española.
2 — Corresponde a la Parte portuguesa sufragar los gastos relativos a la elaboración del proyecto,
así como los que conlleve la ejecución de las obras de construcción del Puente.
Artículo 4
Facilidades necesarias para las obras
Cada Parte concederá las facilidades necesarias para la redacción del proyecto y la ejecución de
las obras en su territorio respectivo y tramitará, en forma y tiempo oportunos, las diligencias pertinentes
para la emisión de las licencias y autorizaciones necesarias para la construcción del Puente y para la
ocupación de los terrenos necesarios a fin de llevar a cabo los trabajos correspondientes.
Artículo 5
Comisión Técnica Mixta Luso-Española relativa al Puente Internacional sobre el Río Guadiana,
entre las localidades de Alcoutim (Portugal) y Sanlúcar de Guadiana (España)
1 — Para ejercer las funciones que se le atribuyen en el presente Acuerdo, se constituirá una
Comisión Técnica Mixta Luso-Española relativa al Puente Internacional sobre el río Guadiana, entre
las localidades de Alcoutim (Portugal) y Sanlúcar de Guadiana (España), en lo sucesivo denominada
Comisión Técnica.
2 — La Comisión Técnica estará integrada por un número igual de representantes españoles
y portugueses, a decidir y a designar por las Partes por vía diplomática.
3 — Presidirá la Comisión Técnica, de manera alterna y por periodos de seis (6) meses, el Presidente
de cada delegación, a designar por cada una de las Partes.
4 — Las decisiones de la Comisión Técnica se tomarán de común acuerdo.
5 — Los Presidentes de ambas delegaciones pueden delegar en quien consideren oportuno todas
o algunas de sus funciones.
6 — La Comisión Técnica se reunirá siempre que se considere necesario, a petición de cualquiera
de las Partes.
7 — La Comisión Técnica se reunirá por primera vez en el plazo de quince (15) días a contar desde
la fecha de entrada en vigor del presente Acuerdo.
Artículo 6
Aprobación del proyecto y deber de información
1 — Una vez finalizado el proyecto a que se refiere el artículo 3, el mismo será examinado por la
Comisión Técnica y, tras su informe favorable, se someterá a ambas Partes para su posterior aprobación
e inicio de la fase de ejecución de las obras.
2 — La Parte portuguesa mantendrá permanentemente informada a la Parte española del conte-
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nido de las piezas de los procedimientos precontractuales para la construcción del Puente, del curso
de dichos procedimientos, incluida la adjudicación, al igual que de la marcha de los trabajos de cons-
trucción del Puente, a través de la Comisión Técnica, que elaborará y presentará a ambas las Partes
los correspondientes informes.
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Artículo 7
Conservación y explotación del Puente
1 — La futura conservación del Puente, incluidas las inspecciones rutinarias y principales, su man-
tenimiento y rehabilitación, incluido el proyecto correspondiente y, en su caso, la inspección estructural,
competerá en su totalidad a la Parte portuguesa, en coordinación con la Parte española, y los costes
que se generen serán sufragados a partes iguales entre las Partes.
2 — Sin perjuicio de lo dispuesto en el apartado precedente, se podrá acordar en cualquier momento
un régimen diferente para la conservación y explotación del Puente Internacional, para lo cual se redac-
tará y aprobará el correspondiente Protocolo.
Artículo 8
Condiciones de trabajo y seguridad
En la ejecución de las obras del Puente, incluidas las condiciones de trabajo y seguridad, será de
aplicación el Derecho Interno portugués.
Artículo 9
Tributación
1 — Cada Parte tiene derecho a exigir y recaudar los impuestos que, de conformidad con su Dere-
cho Interno, graven las operaciones de elaboración del proyecto y ejecución de las obras, o que estén
relacionados con dichas operaciones.
2 — En los casos de doble imposición se aplicarán las disposiciones del Convenio entre el la
República Portuguesa y Reino de España para evitar la doble imposición y prevenir la evasión fiscal en
materia del Impuesto sobre la Renta, firmado en Madrid el 26 de octubre de 1993.
3 — En los casos no previstos en el Convenio entre la República Portuguesa y el Reino de España
para evitar la doble imposición y prevenir la evasión fiscal en materia del Impuesto sobre la Renta, las
Partes se comprometen a resolver, de mutuo acuerdo, los problemas fiscales que puedan surgir.
Artículo 10
Recepción de las obras y entrega del Puente
1 — Terminadas las obras, y con el informe favorable de la Comisión Técnica, serán objeto de
recepción provisional por Parte portuguesa, quien, mediante el mismo procedimiento, procederá a su
recepción definitiva en el plazo aplicable.
2 — Tras la recepción definitiva, la Parte portuguesa hará entrega a la Parte española de la parte
del Puente situada en territorio español.
3 — Tras la entrega definitiva, cada Parte, según su respectivo Derecho Interno, se encargará de la
conservación del tramo del Puente situado en su territorio, en los términos dispuestos en el artículo 7
del presente Acuerdo.
Artículo 11
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Legislación aplicable a los contratos
1 — Los contratos relativos a la elaboración del proyecto y a la ejecución de las obras de cons-
trucción del Puente se ajustarán a las normas de Derecho Público vigentes en la Parte portuguesa.
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2 — La resolución de las divergencias que puedan surgir entre las entidades contratantes portu-
guesas y las empresas adjudicatarias de la obra es responsabilidad exclusiva de las autoridades de la
Parte portuguesa.
Artículo 12
Propiedad del Puente y de los accesos correspondientes
Cada Parte será propietaria del tramo del Puente situado en el territorio respectivo, y la titularidad
de ese derecho se regirá por su Derecho Interno, sin perjuicio de las obligaciones internacionales que
le incumban.
Artigo 13
Línea de delimitación de la frontera
La línea de delimitación de la frontera entre los dos Estados será trazada sobre el Puente por la
Comisión Internacional de Límites entre Portugal y España, de conformidad con los convenios inter-
nacionales vigentes entre ambas Partes.
Artículo 14
Interpretación
Cualquier disputa relacionada con la interpretación o aplicación de este Acuerdo se resolverá
mediante negociación entre las Partes por vía diplomática.
Artículo 15
Revisión
1 — El presente Acuerdo puede ser objeto de revisión a petición de cualquiera de las Partes.
2 — Las enmiendas entrarán en vigor en los términos previstos en el artículo 17 del presente Acuerdo.
Artículo 16
Vigencia y denuncia
1 — El presente Acuerdo permanecerá en vigor por un tiempo indefinido.
2 — Cualquiera de las Partes podrá denunciar el presente Acuerdo en cualquier momento mediante
notificación previa por escrito y por conducto diplomático a la otra Parte.
3 — En caso de denuncia, el presente Acuerdo dejará de estar en vigor ciento ochenta (180) días
después de recibirse la correspondiente notificación.
Artículo 17
Entrada en vigor
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El presente Acuerdo entrará en vigor diez (10) días después de la recepción de la última notifica-
ción, por escrito y por vía diplomática, del cumplimiento de los requisitos necesarios para tal efecto
previstos en el Derecho Interno de las Partes.
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Artículo 18
Registro
La Parte en cuyo territorio se firme el presente Acuerdo lo someterá para su registro a la Secre-
taría General de la Naciones Unidas, inmediatamente después de su entrada en vigor, conforme a lo
dispuesto en el artículo 102 de la Carta de las Naciones Unidas, asimismo, deberá notificar a la otra
Parte la finalización de tal procedimiento e indicarle el número de registro asignado.
Hecho en Faro, el 23 de octubre de 2024, en dos originales, en las lenguas portuguesa y castellana,
siendo ambos igualmente auténticos.
Por la República Portuguesa:
Manuel Castro Almeida, Ministro Adjunto e da Coesão Territorial.
Por el Reino de España:
Óscar Puente Santiago, Ministro de Transportes y Movilidad Sostenible.
118705593
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NEGÓCIOS ESTRANGEIROS, FINANÇAS, DEFESA NACIONAL, EDUCAÇÃO, CIÊNCIA
E INOVAÇÃO E ECONOMIA
Portaria n.º 51/2025/1, de 21 de fevereiro
Sumário: Aprova as percentagens do mecanismo de correção cambial criado pelo Decreto-Lei
n.º 35-B/2016, de 30 de junho, na sua redação atual, para o 1.º semestre de 2025.
O Decreto-Lei n.º 35-B/2016, de 30 de junho, alterado pelo Decreto-Lei n.º 32/2023, de 5 de maio,
aprovou um mecanismo de correção cambial das remunerações e abonos fixados em euros dos tra-
balhadores das diferentes carreiras do Ministério dos Negócios Estrangeiros em funções nos serviços
periféricos externos, incluindo os coordenadores, os adjuntos de coordenação, os trabalhadores dos cen-
tros portugueses de cooperação, os docentes integrados na rede de ensino de português no estrangeiro
e o pessoal dos centros culturais portugueses do Camões — Instituto da Cooperação e da Língua, I. P.,
bem como dos trabalhadores da Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal, E. P. E.,
e do Turismo de Portugal, I. P., e pessoal militar e civil das Forças Armadas em funções fora do território
nacional. Este mecanismo de correção cambial consiste na aplicação de um fator de correção, definido
em percentagem, sobre os valores das remunerações e abonos, sendo essas percentagens definidas
em tabela constante de portaria.
Assim:
Ao abrigo do disposto no n.º 6 do artigo 2.º do Decreto-Lei n.º 35-B/2016, de 30 de junho, na sua
redação atual, manda o Governo, pelo Ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros, pelo Ministro de
Estado e das Finanças, pelo Ministro da Defesa Nacional, pelo Ministro da Educação, Ciência e Inovação
e pelo Ministro da Economia, o seguinte:
Artigo 1.º
Objeto
A presente portaria aprova as percentagens do mecanismo de correção cambial criado pelo
Decreto-Lei n.º 35-B/2016, de 30 de junho, na sua redação atual, para o 1.º semestre de 2025.
Artigo 2.º
Tabela de percentagens
As percentagens do mecanismo de correção cambial são as fixadas na tabela anexa à presente
portaria, que dela faz parte integrante.
Artigo 3.º
Produção de efeitos
A presente portaria produz efeitos a 1 de janeiro de 2025.
Artigo 4.º
Entrada em vigor
A presente portaria entra em vigor no dia seguinte ao da sua publicação.