Diário da República, 1.ª série
Decreto n.º 25/2018
- Data
- 2018-12-01
- Tipo
- Decreto
Texto integral (3227 palavras)
Decreto n.º 25/2018
Artigo 1.º
de 12 de dezembro
Objeto
O Acordo sobre as Condições de Exercício da Atividade
das Frotas Portuguesa e Espanhola nas Águas de Ambos os O presente Acordo tem caráter global e compreende as
Países entre a República Portuguesa e o Reino de Espanha atividades fronteiriças em torno das desembocaduras dos
foi assinado em Luxemburgo, em 18 de junho de 2018. rios Minho e Guadiana e as águas submetidas à soberania
O referido Acordo tem por objetivo a criação de condi- ou jurisdição portuguesa e espanhola do Oceano Atlântico
ções adequadas para o acesso recíproco das frotas de cada em torno da Península Ibérica.
um dos países às águas sob soberania ou jurisdição do
outro relativamente às atividades fronteiriças em torno das Artigo 2.º
desembocaduras dos rios Minho e Guadiana e às águas sub- Comunicação de listas nominativas
metidas à soberania ou jurisdição portuguesa e espanhola
do Oceano Atlântico em torno da Península Ibérica. 1 — As Autoridades portuguesas e espanholas procedem
Assim: à troca periódica das listas nominativas dos navios autori-
Nos termos da alínea c) do n.º 1 do artigo 197.º da Cons- zados ao abrigo do presente Acordo especificando as zonas
tituição, o Governo aprova o Acordo sobre as Condições de de pesca, as artes utilizadas e os períodos de pesca.
Exercício da Atividade das Frotas Portuguesa e Espanhola 2 — Os procedimentos previstos no número anterior
nas Águas de Ambos os Países entre a República Portuguesa aplicam-se igualmente aos palangreiros de superfície e
e o Reino de Espanha, assinado em Luxemburgo, em 18 aos atuneiros de corrico.
de junho de 2018, cujo texto, nas versões autenticadas
nas línguas portuguesa e castelhana, se publica em anexo. Artigo 3.º
Visto e aprovado em Conselho de Ministros de 15 de no- Águas continentais
vembro de 2018. — António Luís Santos da Costa — José 1 — As águas continentais são as compreendidas entre
Luís Pereira Carneiro — Ana Paula Mendes Vitorino. as 12 e as 200 milhas da costa de Portugal e Espanha no
Assinado em 30 de novembro de 2018. Oceano Atlântico em torno da Península Ibérica.
2 — Na zona referida no número anterior, as possibili-
Publique-se. dades de pesca para os navios de cada país nas águas sob
O Presidente da República, MARCELO REBELO DE SOUSA. a jurisdição do outro são as seguintes:
Referendado em 6 de dezembro de 2018. a) Cerco: 15 navios;
b) Arrasto: 30 navios;
O Primeiro-Ministro, António Luís Santos da Costa. c) Artes fixas: 0 navios.
ACORDO SOBRE AS CONDIÇÕES DE EXERCÍCIO DA ATIVIDADE 3 — São aplicáveis aos navios autorizados a pescar nas
DAS FROTAS PORTUGUESA E ESPANHOLA NAS ÁGUAS DE águas do outro país as medidas técnicas estabelecidas no
AMBOS OS PAÍSES ENTRE A REPÚBLICA PORTUGUESA E O anexo I ao presente Acordo do qual faz parte integrante.
REINO DE ESPANHA.
Artigo 4.º
Considerando a importância do relacionamento entre
Portugal e Espanha no desenvolvimento de atividades de Acordo fronteiriço do rio Minho
interesse mútuo e no fortalecimento da amizade fraterna 1 — O presente Acordo relativamente ao rio Minho
que os une; aplica-se dentro das 12 milhas, estendendo-se até às
Considerando as vantagens que advêm dos acordos 6 milhas para norte e sul da fronteira do rio Minho, salvo
que têm vindo a ser celebrados desde 1986 entre Portugal para os navios de cerco, para os quais se mantém a zona de
e Espanha com vista à criação de condições adequadas pesca de 10 milhas para norte e sul da dita fronteira.
para o acesso recíproco das frotas de cada um dos países 2 — As possibilidades de pesca para as zonas referidas
às águas sob soberania ou jurisdição do outro; no número anterior para os navios de cada país nas águas
Considerando que o presente Acordo tem em conta os sob a jurisdição do outro são as seguintes:
princípios gerais de acesso às águas e aos recursos pes-
queiros constantes do Regulamento (UE) n.º 1380/2013, a) Gamelas (embarcações com motor fora de borda):
do Parlamento Europeu e do Conselho, de 11 de dezembro sem limite;
de 2013, relativo à Política Comum das Pescas da União b) Artesanais: 26 navios;
Europeia, bem como quanto à gestão do esforço de pesca, c) Cerco: 18 navios.
conforme o Regulamento (CE) n.º 1954/2003, do Conse-
lho, de 4 de novembro de 2003; 3 — São aplicadas aos navios autorizados a pescar nas
A República Portuguesa e o Reino de Espanha, represen- águas do outro país as medidas técnicas do país em cujas
tados pela Ministra do Mar e pelo Ministro da Agricultura águas se realiza a atividade pesqueira.
e Pesca, Alimentação e Meio Ambiente, respetivamente,
empenhados na manutenção de relações estreitas e mutua- Artigo 5.º
mente benéficas, no respeito pelos princípios gerais da Acordo fronteiriço do rio Guadiana
legislação comunitária sobre a gestão do esforço de pesca,
bem como nos termos dos Acordos Fronteiriços do rio 1 — O presente Acordo relativamente ao rio Guadiana
Minho e do rio Guadiana, e com a intenção comum de aplica-se dentro das 12 milhas, 15 milhas a este e oeste
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da fronteira do rio Guadiana (ou seja, até ao meridiano dois anos, ou até à entrada em vigor de um Acordo com o
de Torre de Aires, em Portugal, e, em Espanha, até ao mesmo objeto que o revogue expressamente.
meridiano de Punta del Gato).
2 — No caso da pesca artesanal, o limite é de 7 milhas O presente Acordo é redigido em seis páginas e lavrado
para cada lado da fronteira, meridianos de Redondela, em em dois exemplares, nas línguas portuguesa e espanhola,
Espanha, e de Cacela a Velha, em Portugal. fazendo ambos os textos igualmente fé.
3 — As possibilidades de pesca nas zonas referidas nos
números anteriores para os navios de cada país nas águas Feito em Luxemburgo, no dia 18 de junho de 2018.
sob a jurisdição do outro são as seguintes: Pela República Portuguesa:
a) Para Espanha: Ana Paula Vitorino, Ministra do Mar.
i) Arrasto de bivalves: 25 licenças;
ii) Cerco: 7 licenças; Pelo Reino de Espanha:
iii) Tresmalho artesanal: 2 licenças; Luis Planas, Ministro da Agricultura.
iv) Conquilha artesanal (arrasto de cintura): 10 licenças;
ANEXO I
b) Para Portugal:
Medidas técnicas
i) Cerco: 8 licenças;
ii) Tresmalho: 11 licenças; 1 — Pesca de arrasto:
iii) Emalhar: 6 licenças;
iv) Alcatruzes: 7 licenças; a) Concessão de licenças para a pesca dirigida a peixe
v) Tresmalho artesanal: 10 licenças; com aplicação de um «by-catch» de 30 % de crustáceos;
vi) Anzol artesanal: 2 licenças. b) Concessão de um número máximo de 5 licenças
para a pesca dirigida a crustáceos, de entre as 30 licenças
4 — São aplicadas aos navios autorizados a pescar nas de arrasto;
águas do outro país as medidas técnicas do país em cujas c) Cumprimento recíproco dos defesos estabelecidos
águas se realiza a atividade pesqueira. para a pesca nas águas de cada um dos países, incluindo
a interdição da pesca por parte das embarcações a que se
Artigo 6.º refere a alínea b).
Comissão Mista 2 — Pesca de cerco:
É criada uma Comissão Mista que reúne anualmente É interdita a pesca com artes de cerco aos fins de se-
para acompanhamento da aplicação do presente Acordo. mana.
3 — Pesca de tunídeos:
Artigo 7.º As condições de acesso para a pesca de atum em águas
continentais são definidas por acordo entre os dois países
Troca de informação, cooperação e controlo no âmbito da Comissão Mista.
1 — As autoridades portuguesas e espanholas assegu- 4 — Limites e horários de descarga:
ram, no que se refere às respetivas frotas, o acompanha- a) A quantidade máxima de determinada espécie e para
mento da atividade e a colaboração no fornecimento de uma determinada arte a descarregar por cada embarcação
qualquer informação solicitada sobre a atividade realizada não pode ultrapassar o limite definido pela Organização de
em águas mútuas, nomeadamente no que diz respeito às Produtores reconhecida para a espécie em causa no porto
capturas efetuadas. onde ocorra a descarga. As descargas devem efetuar-se
2 — As entidades portuguesas e espanholas competentes dentro dos horários fixados pela legislação do país onde
em matéria de fiscalização das pescas colaboram na reali- se realizem. No caso da atividade pesqueira de arrasto aos
zação de ações conjuntas de fiscalização, tendo em vista fins de semana, as capturas só podem ser descarregadas
assegurar o cumprimento das normas legais vigentes no nos portos do outro país a partir das 00:00 horas de terça-
âmbito do presente Acordo. -feira;
3 — O presente Acordo não afeta as delimitações de b) Não obstante o disposto no ponto anterior, os horários
espaços marítimos e fluviais entre ambos os Estados, nem de descarga e os limites de descarga não se aplicam quando
as disposições mantidas por cada um relativamente às o pescado for descarregado por embarcações do outro país
referidas delimitações, nos termos da declaração conjunta de bandeira e se destine a uma primeira comercialização
constante do anexo II ao presente Acordo do qual faz parte no país de bandeira da embarcação que o capturou, no
integrante.
quadro do Regulamento (CE) n.º 1224/2009, de 20 de
novembro.
Artigo 8.º
Entrada em vigor e vigência ANEXO II
1 — O presente Acordo entra em vigor na data de rece- Declaração conjunta
ção, por via diplomática, da última notificação por escrito
entre as Partes na qual confirmam mutuamente o cumpri- Relativamente ao Acordo entre a República Portuguesa
mento dos seus requisitos legais internos necessários para e o Reino de Espanha sobre as condições para o exercício
a sua entrada em vigor. da atividade das frotas portuguesa e espanhola nas águas
2 — O Acordo permanece em vigor por um período de de ambos os países, a República Portuguesa e o Reino
cinco anos renovável automaticamente por um período de de Espanha consideram que nenhuma das disposições
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contidas no mesmo deverá afetar as delimitações de espa- Artículo 3
ços marítimos e fluviais entre ambos os Estados, nem as Aguas continentales
posições mantidas por cada um relativamente às referidas
delimitações. 1 — Las aguas continentales son las comprendidas entre
las 12 y las 200 millas de la costa de Portugal y España
en el Océano Atlántico alrededor de la Península Ibérica.
ACUERDO SOBRE CONDICIONES DE EJERCICIO DE LA ACTI- 2 — En la zona referida en el apartado anterior, las
VIDAD DE LAS FLOTAS PORTUGUESA Y ESPAÑOLA EN LAS posibilidades de pesca, para los buques de cada país en las
AGUAS DE AMBOS PAÍSES ENTRE LA REPÚBLICA PORTU- aguas bajo jurisdicción del otro son las siguientes:
GUESA Y EL REINO DE ESPAÑA.
a) Cerco: 15 buques;
Teniendo en cuenta la importancia de la relación entre b) Arrastre: 30 buques;
Portugal y España en el desarrollo de las actividades de c) Artes fijos: 0 buques.
interés común y en el fortalecimiento de la amistad fra-
ternal que los une; 3 — Serán de aplicación a los buques autorizados a
Teniendo en cuenta las ventajas derivadas de los acuer- faenar en aguas del otro país las medidas técnicas esta-
dos que se han celebrado desde 1986 entre Portugal y blecidas en el anexo I del presente acuerdo de que forma
parte integrante.
España con el fin de crear las condiciones adecuadas para
el acceso recíproco de las flotas de cada país a las aguas Artículo 4
bajo soberanía o jurisdicción del otro;
Acuerdo fronterizo del río Miño
Considerando que el presente Acuerdo tiene en cuenta
los principios generales de acceso a las aguas y recursos 1 — El presente acuerdo relativo al río Miño se aplica
pesqueros definido en el Reglamento (UE) n.º 1380/2013, dentro de las 12 millas, extendiéndose hasta las 6 millas
del Parlamento Europeo y del Consejo de 11 de diciembre al norte y al sur de la frontera del río Miño, salvo, para los
de 2013 relativo la Política Pesquera Común de la Unión buques de cerco, para los que se mantiene la zona de pesca
de 10 millas al norte y al sur de dicha frontera.
Europea, así como la gestión del esfuerzo pesquero en el
2 — Las posibilidades de pesca en las zonas mencio-
marco del Reglamento (CE) n.º 1954/2003 del Consejo, nadas en el apartado anterior, para los buques de cada
de 4 de noviembre de 2003; país en las aguas bajo la jurisdicción del otro serán las
La República Portuguesa y el Reino de España repre- siguientes:
sentados por la Ministra del Mar y por la Ministra de
a) Gamelas (embarcaciones con motor fueraborda):
Agricultura y Pesca, Alimentación y Medio Ambiente, sin límite;
respectivamente, comprometidos en el mantenimiento de b) Artesanales: 26 buques;
unas relaciones estrechas y mutuamente beneficiosas, den- c) Cerco: 18 buques.
tro del respeto a los principios generales de la legislación
comunitaria sobre gestión del esfuerzo de pesca, así como 3 — Serán de aplicación a los buques autorizados a
de acuerdo con los Acuerdos Fronterizos del río Miño y faenar en aguas del otro país las medidas técnicas del país
del río Guadiana y con la intención común de establecer en cuyas aguas se realice la actividad pesquera.
condiciones adecuadas para el acceso recíproco de las
flotas de una y otra parte a las aguas de la otra, deciden Artículo 5
concluir lo siguiente: Acuerdo fronterizo del río Guadiana
1 — El presente acuerdo relativo al río Guadiana se
Artículo 1 aplica dentro de las 12 millas, 15 millas al este y al oeste
Objeto de la frontera del Guadiana (es decir, hasta el meridiano
de Torre de Aires, en Portugal, y, en España, hasta el me-
El presente Acuerdo tiene carácter global y comprende ridiano Punta del Gato).
las actividades fronterizas en torno a las desembocaduras 2 — Para la pesca artesanal, el límite será de 7 millas
de los ríos Miño y Guadiana y las aguas sometidas a so- para cada lado de la frontera, meridiano de Redondela en
beranía o jurisdicción portuguesa y española del Océano España y de Cacela a Velha en Portugal.
Atlántico que rodean la Península Ibérica. 3 — Las posibilidades de pesca en las zonas mencio-
nadas en los apartados anteriores, para los buques de cada
país en las aguas bajo la jurisdicción del otro serán las
Artículo 2 siguientes:
Comunicación de listas nominativas
a) Para España:
1 — Las autoridades portuguesas y españolas intercam- i) Arrastre de bivalvos: 25 licencias;
biarán periódicamente las listas nominativas de los buques ii) Cerco: 7 licencias;
autorizados al amparo del presente Acuerdo especificando iii) Trasmallo artesanal: 2 licencias;
las zonas de pesca, las artes utilizadas y los periodos de iv) Coquina artesanal (arrastre de cintura): 10 licencias;
pesca.
2 — Los procedimientos previstos en el apartado ante- b) Para Portugal:
rior se aplicarán igualmente a los palangreros de superficie i) Cerco: 8 licencias;
y a los atuneros con curricán. ii) Trasmallo: 11 licencias;
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iii) Enmalle: 6 licencias; ANEXO I
iv) Alcatruces: 7 licencias;
v) Trasmallo artesanal: 10 licencias; Medidas técnicas
vi) Anzuelo artesanal: 2 licencias. 1 — Pesca de arrastre:
4 — Serán de aplicación a los buques autorizados a a) Concesión de licencias para pesca dirigida a peces
con aplicación de un «by-catch» de 30 % de crustáceos;
faenar en aguas del otro país las medidas técnicas del país b) Concesión de hasta 5 licencias para pesca dirigida a
en cuyas aguas se realice la actividad pesquera. crustáceos, dentro de las 30 licencias de arrastre;
c) Cumplimiento recíproco de las vedas establecidas
Artículo 6 para la pesca en las aguas de cada uno de los países, in-
Comisión Mixta cluida la prohibición de la pesca por parte de las embar-
caciones a que se refiere la letra b).
Se crea una Comisión Mixta que se reunirá anual-
mente para acompañamiento de la aplicación del presente 2 — Pesca de Cerco:
Acuerdo. Queda prohibida la pesca con artes de cerco los fines
de semana.
Artículo 7 3 — Pesca de túnidos:
Las condiciones de acceso para la pesca de atún en
Intercambio de información, cooperación y control
aguas continentales serán definidas por acuerdo entre los
1 — Las autoridades portuguesas y españolas asegu- dos países en la Comisión mixta.
rarán, en lo que se refiere a sus flotas respectivas, la su- 4 — Topes y horarios de desembarque:
pervisión de la actividad y la colaboración para asegurar a) La cantidad máxima de una especie determinada y
el suministro de cualquier información solicitada sobre la para un arte determinado a desembarcar por cada embar-
actividad realizada en aguas mutuas, en particular en lo cación no podrá sobrepasar el límite definido por la Orga-
que se refiere a las capturas efectuadas. nización de Productores reconocida para esta especie en
2 — Las entidades portuguesas y españolas competen- el puerto donde ocurra la descarga. Las descargas deberán
tes en materia de inspección de pesca colaborarán en la efectuarse dentro de los horarios fijados por la legislación
realización de acciones conjuntas de inspección teniendo del país en el que se realicen. En el caso de la actividad
en cuenta asegurar el cumplimiento de las normas legales pesquera de arrastre los fines de semana, las capturas sólo
vigentes en el ámbito de este Acuerdo. se pueden descargar en los puertos del otro país a partir de
3 — El presente Acuerdo no afectará a las delimitacio- las 00:00 horas del martes;
nes de espacios marítimos e fluviales entre ambos Estados b) No obstante lo dispuesto en el párrafo anterior, los
horarios de descarga y los topes de desembarque no se-
ni a las disposiciones mantenidas por cada uno relativas a rán de aplicación cuando el pescado sea descargado por
las referidas delimitaciones, en los términos de la decla- embarcaciones con pabellón del otro país y se destine a
ración conjunta en anexo II al presente Acuerdo y del que una primera comercialización en el país del pabellón de
forma parte integrante. la embarcación que realizó la captura, en el marco del
Reglamento (CE) n.º 1224/2009 de 20 de noviembre.
Artículo 8
ANEXO II
Entrada en vigor y duración
Declaración conjunta
1 — El presente Acuerdo entrará en vigor en la fecha
de la recepción, por vía diplomática, de la última comuni- En relación con el Acuerdo entre la República Portu-
cación por escrito entre las Partes por la que se confirmen guesa y el Reino de España sobre las condiciones para el
mutuamente el cumplimiento de los procedimientos legales ejercicio de la actividad de las flotas portuguesa y española
internos necesarios para su entrada en vigor. en las aguas de los dos países, a República Portuguesa y
2 — El Acuerdo permanecerá en vigor por un periodo el Reino de España consideran que ninguna de las dis-
de cinco años, que será renovable automáticamente por posiciones contenidas en el mismo deberán afectar a las
un periodo adicional de dos años, o hasta la entrada en delimitaciones de los espacios marítimos o fluviales entre
ambos Estados ni a las posiciones mantenidas por cada uno
vigor de un Acuerdo con el mismo objeto que lo revoque
respecto de las referidas delimitaciones.
expresamente. 111892829
Este Acuerdo, que se redactó en seis páginas, se publicó