Diário da República, 1.ª série
Decreto n.º 17/2021
- Data
- 2021-06-11
- Tipo
- Decreto
- Emitente
- PRESIDÊNCIA DO CONSELHO DE MINISTROS
Texto integral (3029 palavras)
Decreto n.º 17/2021
de 11 de junho
Sumário: Aprova o Acordo entre a República Portuguesa e a República da Costa do Marfim sobre
o Exercício de Atividades Remuneradas de Membros da Família do Pessoal Diplomá-
tico e Consular, assinado em Lisboa em 12 de setembro de 2017.
Em 12 de setembro de 2017 foi assinado em Lisboa o Acordo entre a República Portuguesa
e a República da Costa do Marfim sobre o Exercício de Atividades Remuneradas de Membros da
Família do Pessoal Diplomático e Consular.
O Acordo vem permitir, com base na reciprocidade, o livre exercício de atividades remuneradas
aos membros da família de diplomatas e outros funcionários da Embaixada e Postos Consulares
de uma das Partes colocados em missão oficial no território da outra Parte.
O referido Acordo representa um contributo para o reforço das relações de amizade e de
cooperação entre ambos os Estados.
Assim:
Nos termos da alínea c) do n.º 1 do artigo 197.º da Constituição, o Governo aprova o Acordo entre a
República Portuguesa e a República da Costa do Marfim sobre o Exercício de Atividades Remuneradas
de Membros da Família do Pessoal Diplomático e Consular, assinado em Lisboa em 12 de setembro de
2017, cujo texto, nas versões autenticadas, nas línguas portuguesa e francesa, se publica em anexo.
Visto e aprovado em Conselho de Ministros de 6 de maio de 2021. — Pedro Gramaxo de
Carvalho Siza Vieira — Augusto Ernesto Santos Silva.
Assinado em 13 de maio de 2021.
Publique-se.
O Presidente da República, MARCELO REBELO DE SOUSA.
Referendado em 13 de maio de 2021.
O Primeiro-Ministro, António Luís Santos da Costa.
ACORDO ENTRE A REPÚBLICA PORTUGUESA E A REPÚBLICA DA CÔTE D’IVOIRE SOBRE AS ATIVIDADES
REMUNERADAS DE MEMBROS DA FAMÍLIA DO PESSOAL DIPLOMÁTICO E CONSULAR
A República Portuguesa, por um lado; e
A República da Côte d’Ivoire, por outro lado;
doravante referidas como «as Partes»;
Considerando as tendências e os requisitos atuais das relações diplomáticas e com o intuito
de garantir os direitos dos membros da família do pessoal das Missões Diplomáticas e Consulares
envolvidos numa atividade remunerada;
Desejosas de permitir, com base na reciprocidade, o livre exercício de atividades remuneradas
aos membros da família de diplomatas e outros funcionários da Embaixada e Postos Consulares
de uma das Partes colocados em missão oficial no território da outra Parte:
acordaram o seguinte:
Artigo 1.º
Definições gerais
Para os fins do presente Acordo:
1) «Membro de uma missão diplomática ou de um posto consular» designa qualquer funcionário
do Estado acreditante, que não é um nacional ou um residente permanente no Estado acreditador,
colocado numa missão diplomática ou posto consular no Estado acreditador;
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2) «Membro da família» designa uma pessoa que é aceite como tal pelo Estado acreditador e
faz parte do agregado familiar oficial de um membro de uma missão diplomática ou posto consular.
«Os membros da família» incluem:
a) Cônjuges ou indivíduos que beneficiem de estatuto legalmente equivalente no Estado
acreditante;
b) Filhos e filhas solteiros, dependentes, oficialmente acreditados em conformidade com a
legislação de cada Estado; e
c) Filhos dependentes, solteiros, que sofram de deficiência física ou mental, sem limite de idade;
3) «Convenções relevantes» designa a Convenção de Viena sobre as Relações Diplomáticas
de 18 de abril de 1961, a Convenção de Viena sobre as Relações Consulares de 24 de abril de
1963 ou qualquer outro instrumento aplicável sobre privilégios e imunidades.
Artigo 2.º
Objeto do Acordo
1 — Com base na reciprocidade, os membros da família que constituem o agregado familiar de
um membro de uma missão diplomática ou posto consular num ou noutro dos dois Estados serão
autorizados a exercer atividades remuneradas no Estado acreditador, nas mesmas condições que
os cidadãos do referido Estado após obtenção da autorização apropriada em conformidade com
as disposições do presente Acordo.
2 — Nas atividades onde são exigidas qualificações específicas, será necessário para os
membros da família satisfazer essas qualificações e cumprir as normas que regulam essas ativi-
dades no Estado acreditador.
3 — Poderá ser negada a autorização nos casos em que, por razões de segurança, exercício
de segurança pública ou para salvaguardar os interesses nacionais do Estado ou da Administração
Pública, apenas os nacionais do Estado acreditador podem ser contratados.
4 — O Estado acreditador pode, a qualquer momento, recusar ou retirar a autorização para
desempenhar uma atividade remunerada, se o dependente não cumprir com as leis do Estado
acreditador.
Artigo 3.º
Procedimentos
1 — O requerimento oficial de autorização para o exercício de atividade remunerada será en-
viado, em nome do membro da família, pela missão diplomática do Estado acreditante ao Ministério
dos Negócios Estrangeiros do Estado acreditador. O pedido tem de indicar a relação do membro
da família com o membro da missão diplomática ou posto consular de quem ele/ela é dependente,
bem como a atividade remunerada que ele/ela está a exercer.
2 — Os procedimentos seguidos serão aplicados de maneira a permitir ao membro da família
iniciar o exercício de uma atividade remunerada com a maior brevidade possível.
3 — O Ministério dos Negócios Estrangeiros do Estado acreditador informará, imediata e
oficialmente, a Embaixada de que a pessoa está autorizada a exercer uma atividade remunerada.
4 — Se o membro da família desejar encontrar outra atividade remunerada depois de ele/ela
ter recebido autorização para iniciar uma atividade remunerada nos termos deste Acordo, ele/ela
terá de solicitar novamente a autorização através da missão diplomática.
Artigo 4.º
Privilégios e imunidades civis e administrativos
1 — Os membros da família não gozarão de imunidade relativamente a todas as questões
decorrentes de atividades remuneradas e que recaiam no âmbito do direito civil ou administrativo
do Estado acreditador.
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2 — Nos casos mencionados no n.º 1 do presente artigo, o Estado acreditante levantará a
imunidade de execução relativa a qualquer sentença contra um membro da família, desde que
essa execução não interfira com a inviolabilidade da sua pessoa ou residência em conformidade
com as Convenções relevantes.
Artigo 5.º
Imunidade penal
1 — No caso de membros da família que gozem de imunidade de jurisdição penal do Estado
acreditador segundo as Convenções relevantes, o Estado acreditante levantará a imunidade do
membro da família em causa relativamente à jurisdição penal do Estado acreditador quanto a qual-
quer ato ou omissão decorrente de uma atividade remunerada, exceto em circunstâncias especiais
quando o Estado acreditante considera que tal levantamento é contrário aos seus interesses.
2 — Um levantamento da imunidade de jurisdição penal não será interpretado como se esten-
dendo à imunidade de execução da sentença, para o que é necessário um levantamento específico.
Nestes casos, o Estado acreditante considerará seriamente o levantamento dessa imunidade.
Artigo 6.º
Regimes fiscal e de segurança social
Em conformidade com as Convenções relevantes ou ao abrigo de qualquer outro instrumento
internacional aplicável, os membros da família que iniciem atividades remuneradas no Estado acre-
ditador, estarão sujeitos aos regimes fiscal e de segurança social do Estado acreditador para todos
os aspetos relacionados com o exercício da sua atividade remunerada no Estado acreditador.
Artigo 7.º
Validade da autorização
1 — O membro da família será autorizado a exercer a atividade remunerada a partir do mo-
mento de chegada do membro da missão diplomática ou posto consular no Estado acreditador
até ao momento de partida deste, ou por um período de seis meses após a partida definitiva do
membro da missão diplomática ou posto consular.
2 — As atividades remuneradas exercidas de acordo com os termos do presente Acordo não
conferem direito aos membros da família em causa de continuar a residir no Estado acreditador nem
conferem aos supramencionados membros da família o direito de exercer tais atividades ou de iniciar
quaisquer outras atividades remuneradas no Estado acreditador após a autorização ter cessado.
3 — A autorização para uma atividade remunerada terminará em caso de separação ou divórcio
ou fim da coabitação no caso de dependentes solteiros.
Artigo 8.º
Reconhecimento de graus
Este Acordo não implica o reconhecimento de graus, classificações ou estudos entre os dois
países.
Artigo 9.º
Resolução de conflitos
Qualquer conflito ou litígio relacionado com a interpretação e aplicação do presente Acordo
será resolvido através dos canais diplomáticos e por mútuo consentimento.
Artigo 10.º
Revisão
1 — O presente Acordo pode ser objeto de revisão com base no mútuo consentimento escrito
das Partes.
2 — As emendas entram em vigor nos termos do artigo 12.º
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Artigo 11.º
Vigência e denúncia
1 — O presente Acordo permanecerá em vigor por um período ilimitado de tempo.
2 — O presente Acordo pode ser denunciado por qualquer uma das Partes, a qualquer mo-
mento, mediante notificação escrita por via diplomática, da sua intenção de denunciar o Acordo.
3 — O presente Acordo cessará a sua vigência três meses após a data de receção da referida
notificação.
4 — As Partes aplicarão o presente Acordo de boa-fé e procederão à sua revisão de acordo
com as necessidades e interesses de ambas as Partes.
Artigo 12.º
Entrada em vigor
O Acordo entrará em vigor no 30.º dia após a receção da última notificação, por escrito e por
via diplomática, declarando que foram cumpridos todos os requisitos internos necessários de ambas
as Partes para a entrada em vigor.
Em boa-fé do que os signatários abaixo assinam o presente Acordo.
Feito em Lisboa, a 12 de setembro de 2017, em dois originais, nas línguas portuguesa e fran-
cesa, sendo todos os textos igualmente autênticos.
Pela República Portuguesa:
Augusto Santos Silva, Ministro dos Negócios Estrangeiros da República Portuguesa.
Pela República da Côte d’Ivoire:
Marcel Amon-Tanoh, Ministro dos Negócios Estrangeiros da República da Côte d’Ivoire.
ACCORD ENTRE LA RÉPUBLIQUE DE CÔTE D’IVOIRE ET LA RÉPUBLIQUE PORTUGAISE SUR LES ACTIVITÉS
RÉMUNÉRÉES DES MEMBRES DE LA FAMILLE DU PERSONNEL DIPLOMATIQUE ET CONSULAIRE
La République de Côte d’Ivoire, d’une part; et
La République Portugaise, d’autre part;
ci-après dénommés «les Parties»;
Considérant les tendances et les exigences actuelles des relations diplomatiques et en vue de
sauvegarder les droits des membres de la famille du personnel des missions diplomatiques et des
postes consulaires qui exercent une activité rémunérée;
Désireux de permettre, sur une base de réciprocité, aux membres de la famille des diplomates
et des autres fonctionnaires de l’ambassade ou des postes consulaires d’une des Parties envoyés
en mission officielle sur le territoire de l’autre Partie d’exercer librement des activités rémunérées:
sont convenus de ce qui suit:
ARTICLE 1
Définitions
Aux fins du présent Accord, on entend par:
1) «Membre d’une mission diplomatique ou d’un poste consulaire», tout fonctionnaire de l’État
accréditant qui n’est pas ressortissant de l’État accréditaire ou qui n’y a pas sa résidence permanente,
affecté dans une mission diplomatique ou un poste consulaire auprès de l’État accréditaire;
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2) «Membre de la famille», toute personne admise comme membre de la famille par l’État
accréditaire et faisant partie du ménage officiel d’un membre d’une mission diplomatique ou d’un
poste consulaire. «Les membres de la famille» comprennent:
a) Les conjoints ou les personnes bénéficiant d’un statut légalement équivalent dans l’État
accréditant;
b) Les enfants célibataires et dépendants, officiellement accrédités conformément à la légis-
lation de chaque État; et
c) Les enfants à charge, célibataires, handicapés physiques ou mentaux, sans condition d’âge;
3) «Conventions pertinentes», la Convention de Vienne sur les relations diplomatiques du 18
avril 1961, la Convention de Vienne sur les relations consulaires du 24 avril 1963, ou tout autre
instrument applicable en matière de privilèges et d’immunités.
ARTICLE 2
Objet
1 — Les membres de la famille qui composent le ménage d’un membre d’une mission diplo-
matique ou d’un poste consulaire dans l’un ou l’autre des deux États, sont autorisés, sur la base
de la réciprocité, à exercer des activités rémunérées dans l’État accréditaire, dans les mêmes con-
ditions que les ressortissants dudit État après obtention de l’autorisation adéquate conformément
aux dispositions du présent Accord.
2 — Dans le cas des activités exigeant des qualifications spécifiques, les membres de la famille
doivent posséder ces qualifications et se conformer aux règles régissant ces activités dans l’État
accréditaire.
3 — L’autorisation peut être refusée lorsque, pour des raisons d’ordre public ou de sécurité
nationale ou pour sauvegarder les intérêts nationaux de l’État ou de l’administration publique, seuls
les ressortissants de l’État’ accréditaire peuvent être engagés.
4 — L’État accréditaire peut à tout moment refuser ou retirer l’autorisation d’exercer une activité
rémunérée, si la personne à charge ne se conforme pas à ses lois.
ARTICLE 3
Procédures
1 — La demande officielle d’autorisation d’exercice d’une activité rémunérée doit être présentée,
au nom du membre de la famille, par la mission diplomatique de l’État accréditant au Ministère des
Affaires Étrangères de l’État accréditaire. La demande doit indiquer le lien familial entre le membre
de la famille et le membre de la mission diplomatique ou du poste consulaire dont il dépend, ainsi
que l’activité rémunérée qu’il/elle exerce.
2 — Les procédures suivies sont appliquées de manière à permettre au membre de la famille
d’exercer une activité rémunérée dans les plus brefs délais.
3 — Le Ministère des Affaires Étrangères de l’État accréditaire informe, immédiatement et
officiellement, l’ambassade que la personne est autorisée à exercer une activité rémunérée.
4 — Au cas où le membre de la famille souhaite trouver une autre activité rémunérée après
avoir obtenu l’autorisation d’exercer une activité rémunérée en vertu du présent Accord, il devra
présenter une nouvelle demande d’autorisation par l’intermédiaire de la mission diplomatique.
ARTICLE 4
Privilèges et immunités civils et administratifs
1 — En ce qui concerne toutes les questions ayant trait à des activités rémunérées et relevant
du droit civil ou du droit administratif de l’État accréditaire, les membres de la famille ne jouissent
pas d’immunité.
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2 — Dans les cas visés au paragraphe 1 du présent article, l’État accréditant renonce à
l’immunité d’exécution de toute sentence rendue contre un membre de la famille, pourvu que cette
exécution ne porte pas atteinte à l’inviolabilité de sa personne ou de sa résidence conformément
aux Conventions pertinentes.
ARTICLE 5
Immunité pénale
1 — En ce qui concerne les membres de la famille qui jouissent de l’immunité de la juridiction
pénale de l’État accréditaire conformément aux Conventions pertinentes, l’État accréditant renonce à
l’immunité de la juridiction pénale de l’État accréditaire pour tout acte ou omission commis par le mem-
bre de la famille concerné en relation avec une activité rémunérée, sauf circonstances particulières,
lorsque l’État accréditant juge que la levée de cette immunité serait contraire à ses intérêts.
2 — La levée de l’immunité de la juridiction pénale ne sera pas interprétée comme s’étendant à
l’immunité d’exécution de la sentence, pour laquelle une renonciation distincte est nécessaire. Dans
de tels cas, l’État accréditant prendra sérieusement en considération la levée de cette immunité.
ARTICLE 6
Régimes fiscal, droit du travail et sécurité sociale
Conformément aux Conventions pertinentes ou en vertu de tout autre instrument international
applicable, les membres de la famille qui commencent à exercer des activités rémunérées dans
l’État accréditaire sont soumis aux régimes fiscaux et de sécurité sociale de l’État accréditaire en
ce qui concerne tous les aspects liés à l’exercice de leur activité rémunérée dans l’État accréditaire.
ARTICLE 7
Validité de l’autorisation
1 — Le membre de la famille est autorisé à exercer l’activité rémunérée à compter de la date
d’arrivée du membre de la mission diplomatique, du poste consulaire ou de la mission d’une orga-
nisation internationale dans l’État accréditaire et jusqu’à la date du départ de celui-ci, ou pendant
une période de six (06) mois après le départ définitif du membre de la Mission diplomatique ou du
Poste consulaire.
2 — Les activités rémunérées exercées en vertu du présent Accord ne donnent pas le droit aux
membres de la famille concernés de continuer à résider dans l’État accréditaire, ni ne les autorise
à conserver ces activités ou à en commencer tout une autre dans l’État accréditaire, après que
l’autorisation ait expiré.
3 — Dans le cas des personnes à charge, l’autorisation pour exercer une activité rémunérée
prend fin en cas de séparation ou de divorce ou lorsqu’il est mis fin à la cohabitation.
ARTICLE 8
Reconnaissance des grades
Cet Accord n’entraîne pas la reconnaissance des grades, des qualifications ou des études
entre les deux pays.
ARTICLE 9
Règlement des différends
Tout conflit ou différend résultant de l’interprétation et de l’application du présent Accord sera
réglé par la voie diplomatique et par consentement mutuel.
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ARTICLE 10
Révision
1 — Le présent Accord peut être modifié ou amendé par consentement mutuel écrit des Parties.
2 — Les amendements entrent en vigueur conformément aux dispositions de l’article 12.
ARTICLE 11
Durée et dénonciation
1 — Le présent Accord est conclu pour une durée indéterminée.
2 — Le présent Accord peut être dénoncé à tout moment par chacune des Parties, par notifi-
cation écrite transmise par voie diplomatique de leur intention de le dénoncer.
3 — Le présent Accord cesse d’être en vigueur trois mois après la date de réception de cette
notification.
4 — Les Parties exécutent le présent Accord de bonne foi et procèdent à sa révision en fonction
de leurs besoins et intérêts.
ARTICLE 12
Entrée en vigueur
L’Accord entre en vigueur le trentième (30) jour après la date de réception de la dernière des no-
tifications écrites par lesquelles les Parties s’informent par la voie diplomatique de l’accomplissement
de toutes leurs procédures internes requises pour son entrée en vigueur.
En foi de quoi les soussignés ont signé le présent Accord.
Fait à Lisbonne, le 12 septembre 2017, en deux exemplaires en langues française et portugaise,
les deux textes faisant également foi.
Pour la République de Côte d’Ivoire:
Marcel Amon-Tanoh, Ministre des Affaires Étrangères.
Pour la République Portugaise:
Augusto Santos Silva, Ministre des Affaires Étrangères.
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www.dre.pt
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