Diário da República, 1.ª série
Decreto do Presidente da República n.º 43/2014
- Data
- 2014-06-01
- Tipo
- Decreto do Presidente da República
Texto integral (51 680 palavras)
Decreto do Presidente da República n.º 43/2014
de 19 de junho Segunda alteração à Lei n.º 54/2005, de 15 de novembro,
que estabelece a titularidade dos recursos hídricos
O Presidente da República decreta, nos termos do ar-
A Assembleia da República decreta, nos termos da
tigo 135.º, alínea a) da Constituição, o seguinte:
alínea c) do artigo 161.º da Constituição, o seguinte:
É exonerado, sob proposta do Governo, o ministro ple-
nipotenciário de 1.ª classe Rui Alberto Manuppella Tereno Artigo 1.º
do cargo de Embaixador de Portugal em Dakar, com efeitos
a partir de 27 de agosto de 2014. Objeto
Assinado em 3 de junho de 2014. A presente lei procede à segunda alteração à Lei
n.º 54/2005, de 15 de novembro, que estabelece a titulari-
Publique-se. dade dos recursos hídricos, atualizando as suas disposições
e concretizando o disposto no artigo 2.º da Lei n.º 78/2013,
O Presidente da República, ANÍBAL CAVACO SILVA. de 21 de novembro, no que respeita à definição dos requi-
Referendado em 12 de junho de 2014. sitos e prazos necessários para a obtenção do reconheci-
mento de propriedade sobre parcelas de leitos ou margens
O Primeiro-Ministro, Pedro Passos Coelho. — O Mi- das águas de mar ou de quaisquer águas navegáveis ou
nistro de Estado e dos Negócios Estrangeiros, Rui Manuel flutuáveis.
Parente Chancerelle de Machete.
Artigo 2.º
Alteração à Lei n.º 54/2005, de 15 de novembro
Decreto do Presidente da República n.º 44/2014 Os artigos 5.º, 9.º, 11.º, 12.º, 15.º, 17.º, 20.º, 22.º e 23.º
de 19 de junho da Lei n.º 54/2005, de 15 de novembro, alterada pela Lei
n.º 78/2013, de 21 de novembro passam a ter a seguinte
O Presidente da República decreta, nos termos do ar- redação:
tigo 135.º, alínea b) da Constituição, o seguinte:
É ratificada a Convenção Relativa à Proteção Internacio- «Artigo 5.º
nal de Adultos, adotada na Haia, em 13 de janeiro de 2000, [...]
aprovada, para adesão, pela Resolução da Assembleia da
República n.º 52/2014, em 2 de maio de 2014. .........................................
a) Cursos de água navegáveis ou flutuáveis, com os
Assinado em 3 de junho de 2014. respetivos leitos, e ainda as margens pertencentes a entes
Publique-se. públicos, nos termos do artigo seguinte;
b) Lagos e lagoas navegáveis ou flutuáveis, com os
O Presidente da República, ANÍBAL CAVACO SILVA. respetivos leitos, e ainda as margens pertencentes a entes
Referendado em 12 de junho de 2014. públicos, nos termos do artigo seguinte;
c) . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
O Primeiro-Ministro, Pedro Passos Coelho. d) . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
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e) . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Artigo 15.º
f) . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . [...]
g) . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
h) Cursos de água não navegáveis nem flutuáveis 1 — Compete aos tribunais comuns decidir sobre a
nascidos em prédios privados, logo que as suas águas propriedade ou posse de parcelas de leitos ou margens
transponham, abandonadas, os limites dos terrenos ou das águas do mar ou de quaisquer águas navegáveis ou
prédios onde nasceram ou para onde foram conduzidas flutuáveis, cabendo ao Ministério Público, quando esteja
pelo seu dono, se no final forem lançar-se no mar ou em causa a defesa de interesses coletivos públicos sub-
em outras águas públicas. jacentes à titularidade dos recursos dominiais, contestar
as respetivas ações, agindo em nome próprio.
2 — Quem pretenda obter o reconhecimento da sua
Artigo 9.º propriedade sobre parcelas de leitos ou margens das
[...] águas do mar ou de quaisquer águas navegáveis ou
flutuáveis deve provar documentalmente que tais ter-
1— .................................... renos eram, por título legítimo, objeto de propriedade
2— .................................... particular ou comum antes de 31 de dezembro de 1864
3 — Até 1 de janeiro de 2016, a autoridade nacional ou, se se tratar de arribas alcantiladas, antes de 22 de
da água identifica, torna acessíveis e públicas as faixas março de 1868.
do território que, de acordo com a legislação em vigor, 3 — Na falta de documentos suscetíveis de compro-
correspondem aos leitos ou margens das águas do mar var a propriedade nos termos do número anterior, deve
ou de quaisquer águas navegáveis ou flutuáveis que ser provado que, antes das datas ali referidas, os terrenos
integram a sua jurisdição, procedendo igualmente à sua estavam na posse em nome próprio de particulares ou
permanente atualização. na fruição conjunta de indivíduos compreendidos em
4 — A forma e os critérios técnicos a observar na certa circunscrição administrativa.
identificação da área de jurisdição da autoridade nacio- 4 — Quando se mostre que os documentos anterio-
nal da água são definidos em portaria do membro do res a 1864 ou a 1868, conforme os casos, se tornaram
Governo responsável pela área do ambiente. ilegíveis ou foram destruídos, por incêndio ou facto de
efeito equivalente ocorrido na conservatória ou registo
Artigo 11.º competente, presumir-se-ão particulares, sem prejuízo
dos direitos de terceiros, os terrenos em relação aos
[...] quais se prove que, antes de 1 de dezembro de 1892,
1— ..................................... eram objeto de propriedade ou posse privadas.
5 — O reconhecimento da propriedade privada sobre
2 — A margem das águas do mar, bem como a das
parcelas de leitos ou margens das águas do mar ou de
águas navegáveis ou flutuáveis sujeitas à jurisdição dos águas navegáveis ou flutuáveis pode ser obtido sem
órgãos locais da Direção-Geral da Autoridade Marítima sujeição ao regime de prova estabelecido nos números
ou das autoridades portuárias, tem a largura de 50 m. anteriores nos casos de terrenos que:
3 — A margem das restantes águas navegáveis ou
flutuáveis, bem como das albufeiras públicas de serviço a) Hajam sido objeto de um ato de desafetação do
público, tem a largura de 30 m. domínio público hídrico, nos termos da lei;
4— .................................... b) Ocupem as margens dos cursos de água previstos
5— ..................................... na alínea a) do n.º 1 do artigo 5.º, não sujeitas à jurisdi-
6— .................................... ção dos órgãos locais da Direção-Geral da Autoridade
Marítima ou das autoridades portuárias;
7— .................................... c) Estejam integrados em zona urbana consolidada
como tal definida no Regime Jurídico da Urbanização
Artigo 12.º e da Edificação, fora da zona de risco de erosão ou de
[...] invasão do mar, e se encontrem ocupados por construção
anterior a 1951, documentalmente comprovado.
1 — São particulares, sujeitos a servidões adminis-
trativas: Artigo 17.º
a) Os leitos e margens de águas do mar e de águas [...]
navegáveis e flutuáveis que forem objeto de desafetação
e ulterior alienação, ou que tenham sido, ou venham a 1 — A delimitação do domínio público hídrico é o
procedimento administrativo pelo qual são fixados os
ser, reconhecidos como privados por força de direitos
limites dos leitos e das margens dominiais confinantes
adquiridos anteriormente, ao abrigo de disposições ex- com terrenos de outra natureza.
pressas desta lei, presumindo-se públicos em todos os 2 — A delimitação a que se refere o número anterior
demais casos; compete ao Estado, que a ela procede oficiosamente,
b) As margens das albufeiras públicas de serviço quando necessário, ou a requerimento dos interessa-
público, com exceção das parcelas que tenham sido dos.
objeto de expropriação ou que pertençam ao Estado 3 — As comissões de delimitação são constituídas
por qualquer outra via. por iniciativa dos membros do Governo responsáveis
pelas áreas do ambiente, da agricultura e do mar, no
2— ..................................... âmbito das respetivas competências, e integram repre-
3— ..................................... sentantes dos ministérios com atribuições em matéria
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de defesa nacional, agricultura e, no caso do domínio c) O Instituto da Conservação da Natureza e
público marítimo, mar, bem como representantes das Florestas, I. P., nas áreas classificadas e nos terrenos
administrações portuárias e dos municípios afetados submetidos ao regime florestal por ele administrados;
e, ainda, representantes dos proprietários dos terrenos d) . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
confinantes com os leitos ou margens dominiais a de-
limitar. 3 — A classificação de uma área como zona adjacente
4 — (Anterior n.º 3.) é feita por portaria do membro do Governo responsável
5 — O procedimento de delimitação do domínio pú- pelas áreas do ambiente e da conservação da natureza,
blico hídrico, bem como a composição e funcionamento ouvidas as autoridades marítimas e, quando aplicável as
das comissões de delimitação são estabelecidos em autoridades portuárias, em relação aos trechos sujeitos
diploma próprio. à sua jurisdição e as entidades referidas no número
6 — (Anterior n.º 4.) anterior, quando a iniciativa não lhes couber.
7 — (Anterior n.º 5.) 4— .....................................
8 — (Anterior n.º 6.) 5— ....................................
6 — (Revogado.)»
Artigo 20.º
[...]
Artigo 3.º
Norma revogatória
1 — Compete ao Estado, através da Agência Portu-
guesa do Ambiente, I. P., na qualidade de autoridade É revogado o n.º 6 do artigo 23.º da Lei n.º 54/2005,
nacional da água, organizar e manter atualizado o re- de 15 de novembro, alterada pela Lei n.º 78/2013, de 21
gisto das águas do domínio público, procedendo às de novembro.
classificações necessárias para o efeito, nomeadamente
da navegabilidade e flutuabilidade dos cursos de água, Artigo 4.º
lagos e lagoas, as quais devem ser publicadas no Diário
Produção de efeitos
da República.
2— .................................... A presente lei produz efeitos a partir de 1 de julho de
3 — Os organismos que dispuserem de documentos 2014.
ou dados relevantes para o registo referido no n.º 1 de-
vem informar de imediato desse facto a Agência Portu- Aprovada em 14 de maio de 2014.
guesa do Ambiente, I. P., coadjuvando-se na realização A Presidente da Assembleia da República, Maria da
ou correção do registo. Assunção A. Esteves.
Promulgada em 11 de junho de 2014.
Artigo 22.º
[...]
Publique-se.
1 — Sempre que se preveja tecnicamente o avanço O Presidente da República, ANÍBAL CAVACO SILVA.
das águas do mar sobre terrenos particulares situados Referendada em 12 de junho de 2014.
além da margem, pode o Governo, por iniciativa da
autoridade nacional da água, ou do Instituto da Con- O Primeiro-Ministro, Pedro Passos Coelho.
servação da Natureza e Florestas, I. P., no caso de áreas
classificadas ou sujeitas ao regime florestal, classificar Resolução da Assembleia da República n.º 52/2014
a área em causa como zona adjacente.
2 — A classificação de uma área ameaçada pelo mar
Aprova, para adesão, a Convenção Relativa
como zona adjacente é feita por portaria do membro à Proteção Internacional de Adultos,
do Governo responsável pelas áreas do ambiente e da adotada na Haia, em 13 de janeiro de 2000
conservação da natureza, ouvidos os órgãos locais da
Direção-Geral da Autoridade Marítima em relação aos A Assembleia da República resolve, nos termos da alí-
espaços dominiais sujeitos à sua jurisdição e, quando nea i) do artigo 161.º e do n.º 5 do artigo 166.º da Cons-
aplicável as autoridades portuárias, em relação aos tituição, aprovar, para adesão, a Convenção Relativa à
trechos sujeitos à sua jurisdição, devendo o referido Proteção Internacional de Adultos, adotada na Haia, em
diploma conter a planta com a delimitação da área clas- 13 de janeiro de 2000, cujo texto, nas versões autentica-
sificada e definindo dentro desta as áreas de ocupação das nas línguas francesa e inglesa, bem como a respetiva
edificada proibida e ou as áreas de ocupação edificada tradução para língua portuguesa, se publicam em anexo.
condicionada. Aprovada em 2 de maio de 2014.
3— .....................................
A Presidente da Assembleia da República, Maria da
Artigo 23.º Assunção A. Esteves.
[...]
CONVENTION SUR LA PROTECTION INTERNATIONALE
1— .................................... DES ADULTES
2— ....................................
Les Etats signataires de la présente Convention:
a) . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
b) A Agência Portuguesa do Ambiente, I. P., como Considérant qu’il convient d’assurer dans les situations
autoridade nacional da água; à caractère international la protection des adultes qui, en
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raison d’une altération ou d’une insuffisance de leurs facultés Article 4
personnelles, ne sont pas en état de pourvoir à leurs intérêts;
1 — Sont exclus du domaine de la Convention:
Désirant éviter des conflits entre leurs systèmes juri-
diques en matière de compétence, loi applicable, recon- a) les obligations alimentaires;
naissance et exécution des mesures de protection des b) la formation, l’annulation et la dissolution du ma-
adultes; riage ou d’une relation analogue ainsi que la séparation
Rappelant l’importance de la coopération internationale de corps;
pour la protection des adultes, c) les régimes matrimoniaux et les régimes de même
Affirmant que l’intérêt de l’adulte ainsi que le respect de nature applicables aux relations analogues au mariage;
sa dignité et de sa volonté doivent être des considérations d) les trusts et successions;
primordiales; e) la sécurité sociale;
f) les mesures publiques de caractère général en matière
sont convenus des dispositions suivantes: de santé;
g) les mesures prises à l’égard d’une personne en consé-
quence d’infractions pénales commises par cette personne;
CHAPITRE I h) les décisions sur le droit d’asile et en matière
Champ d’application de la Convention d’immigration;
i) les mesures ayant pour seul objet de sauvegarder la
Article premier sécurité publique.
1 — La présente Convention s’applique, dans les situ- 2 — Le paragraphe premier n’affecte pas, dans les ma-
ations à caractère international, à la protection des adultes tières qui y sont mentionnées, la qualité d’une personne à
qui, en raison d’une altération ou d’une insuffisance de leurs agir comme représentant de l’adulte.
facultés personnelles, ne sont pas en état de pourvoir à leurs
intérêts.
2 — Elle a pour objet: CHAPITRE II
a) de déterminer l’Etat dont les autorités ont compétence Compétence
pour prendre des mesures tendant à la protection de la
personne ou des biens de l’adulte; Article 5
b) de déterminer la loi applicable par ces autorités dans 1 — Les autorités, tant judiciaires qu’administratives,
l’exercice de leur compétence; de l’Etat contractant de la résidence habituelle de l’adulte
c) de déterminer la loi applicable à la représentation sont compétentes pour prendre des mesures tendant à la
de l’adulte; protection de sa personne ou de ses biens.
d) d’assurer la reconnaissance et l’exécution des mesu- 2 — En cas de changement de la résidence habituelle de
res de protection dans tous les Etats contractants; l’adulte dans un autre Etat contractant, sont compétentes les
e) d’établir entre les autorités des Etats contractants la autorités de l’Etat de la nouvelle résidence habituelle.
coopération nécessaire à la réalisation des objectifs de la
Convention. Article 6
Article 2 1 — Pour les adultes qui sont réfugiés et ceux qui, par
suite de troubles survenant dans leur pays, sont internatio-
1 — Au sens de la présente Convention, un adulte est nalement déplacés, les autorités de l’Etat contractant sur
une personne ayant atteint l’âge de 18 ans. le territoire duquel ces adultes sont présents du fait de leur
2 — La Convention s’applique également aux mesures déplacement exercent la compétence prévue à l’article 5,
concernant un adulte qui n’avait pas atteint l’âge de 18 ans paragraphe premier.
lorsqu’elles ont été prises. 2 — La disposition du paragraphe précédent s’applique
également aux adultes dont la résidence habituelle ne peut
Article 3 être établie.
Les mesures prévues à l’article premier peuvent porter Article 7
notamment sur:
1 — Sauf pour les adultes qui sont réfugiés ou qui, par
a) la détermination de l’incapacité et l’institution d’un suite de troubles survenant dans l’Etat de leur nationalité,
régime de protection; sont internationalement déplacés, les autorités d’un Etat
b) la mise de l’adulte sous la sauvegarde d’une autorité contractant dont l’adulte possède la nationalité sont com-
judiciaire ou administrative; pétentes pour prendre des mesures tendant à la protection
c) la tutelle, la curatelle et les institutions analogues; de sa personne ou de ses biens, si elles considèrent qu’elles
d) la désignation et les fonctions de toute personne ou sont mieux à même d’apprécier l’intérêt de l’adulte et après
organisme chargé de s’occuper de la personne ou des biens avoir avisé les autorités compétentes en vertu des articles 5
de l’adulte, de le représenter ou de l’assister; ou 6, paragraphe 2.
e) le placement de l’adulte dans un établissement ou 2 — Cette compétence ne peut être exercée si les auto-
tout autre lieu où sa protection peut être assurée; rités compétentes en vertu des articles 5, 6, paragraphe 2,
f) l’administration, la conservation ou la disposition des ou 8 ont informé les autorités de l’Etat national de l’adulte
biens de l’adulte; qu’elles ont pris toutes les mesures requises par la situation
g) l’autorisation d’une intervention ponctuelle pour la ou décidé qu’aucune mesure ne devait être prise ou qu’une
protection de la personne ou des biens de l’adulte. procédure est pendante devant elles.
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3 — Les mesures prises en vertu du paragraphe premier possible, les autorités de l’Etat contractant de la résidence
cessent d’avoir effet dès que les autorités compétentes habituelle de l’adulte.
en vertu des articles 5, 6, paragraphe 2, ou 8 ont pris des
mesures requises par la situation ou ont décidé qu’il n’y Article 11
a pas lieu de prendre des mesures. Ces autorités en infor-
1 — A titre d’exception, les autorités d’un Etat contractant
ment les autorités ayant pris les mesures en application du
sur le territoire duquel l’adulte est présent sont compétentes
paragraphe premier.
pour prendre des mesures concernant la protection de la
Article 8 personne de l’adulte, ayant un caractère temporaire et une
1 — Les autorités de l’Etat contractant ayant compé- efficacité territoriale restreinte à cet Etat, pour autant que
tence en vertu des articles 5 ou 6, si elles considèrent que ces mesures soient compatibles avec celles déjà prises par
tel est l’intérêt de l’adulte, peuvent, de leur propre initiative les autorités compétentes en vertu des articles 5 à 8 et après
ou à la demande de l’autorité d’un autre Etat contractant, avoir avisé les autorités compétentes en vertu de l’article 5.
requérir les autorités de l’un des Etats mentionnés au pa- 2 — Les mesures prises en application du paragraphe
ragraphe 2 de prendre des mesures tendant à la protection précédent à l’égard d’un adulte ayant sa résidence habi-
de la personne ou des biens de l’adulte. La requête peut tuelle dans un Etat contractant cessent d’avoir effet dès
porter sur tout ou partie de cette protection. que les autorités compétentes en vertu des articles 5 à 8
2 — Les Etats contractants dont une autorité peut être se sont prononcées sur les mesures que pourrait exiger la
requise dans les conditions fixées au paragraphe précédent situation.
sont: Article 12
a) un Etat dont l’adulte possède la nationalité; Sous réserve de l’article 7, paragraphe 3, les mesures
b) l’Etat de la précédente résidence habituelle de prises en application des articles 5 à 9 restent en vigueur
l’adulte; dans les limites qui sont les leurs, même lorsqu’un chan-
c) un Etat dans lequel sont situés des biens de gement des circonstances a fait disparaître l’élément sur
l’adulte; lequel était fondée la compétence, tant que les autorités
d) l’Etat dont les autorités ont été choisies par écrit compétentes en vertu de la Convention ne les ont pas
par l’adulte pour prendre des mesures tendant à sa pro- modifiées, remplacées ou levées.
tection;
e) l’Etat de la résidence habituelle d’une personne proche
de l’adulte disposée à prendre en charge sa protection; CHAPITRE III
f) l’Etat sur le territoire duquel l’adulte est présent, en Loi applicable
ce qui concerne la protection de sa personne.
Article 13
3 — Dans le cas où l’autorité désignée en vertu des
dispositions des paragraphes précédents n’accepte pas 1 — Dans l’exercice de la compétence qui leur est at-
sa compétence, les autorités de l’Etat contractant ayant tribuée par les dispositions du chapitre II, les autorités des
compétence en vertu des articles 5 ou 6 conservent la Etats contractants appliquent leur loi.
compétence. 2 — Toutefois, dans la mesure où la protection de la
personne ou des biens de l’adulte le requiert, elles peuvent
Article 9 exceptionnellement appliquer ou prendre en considération
Les autorités d’un Etat contractant dans lequel se trou- la loi d’un autre Etat avec lequel la situation présente un
vent des biens de l’adulte sont compétentes pour prendre lien étroit.
des mesures de protection relatives à ces biens, pour autant Article 14
que ces mesures soient compatibles avec celles prises par
les autorités compétentes en vertu des articles 5 à 8. Lorsqu’une mesure prise dans un Etat contractant est
mise en œuvre dans un autre Etat contractant, les conditions
Article 10 de son application sont régies par la loi de cet autre Etat.
1 — Dans tous les cas d’urgence, les autorités de chaque Article 15
Etat contractant sur le territoire duquel se trouvent l’adulte
ou des biens lui appartenant sont compétentes pour prendre 1 — L’existence, l’étendue, la modification et
les mesures de protection nécessaires. l’extinction des pouvoirs de représentation conférés par
2 — Les mesures prises en application du paragraphe un adulte, soit par un accord soit par un acte unilatéral,
précédent à l’égard d’un adulte ayant sa résidence habi- pour être exercés lorsque cet adulte sera hors d’état de
tuelle dans un Etat contractant cessent d’avoir effet dès pourvoir à ses intérêts, sont régies par la loi de l’Etat de la
que les autorités compétentes en vertu des articles 5 à 9 résidence habituelle de l’adulte au moment de l’accord ou
ont pris les mesures exigées par la situation. de l’acte unilatéral, à moins qu’une des lois mentionnées
au paragraphe 2 ait été désignée expressément par écrit.
3 — Les mesures prises en application du paragraphe
2 — Les Etats dont la loi peut être désignée sont les
premier à l’égard d’un adulte ayant sa résidence habi-
suivants:
tuelle dans un Etat non contractant cessent d’avoir effet
dans chaque Etat contractant dès qu’y sont reconnues les a) un Etat dont l’adulte possède la nationalité;
mesures exigées par la situation, prises par les autorités b) l’Etat d’une résidence habituelle précédente de
d’un autre Etat. l’adulte;
4 — Les autorités ayant pris des mesures en application c) un Etat dans lequel sont situés des biens de l’adulte,
du paragraphe premier en informent, dans la mesure du pour ce qui concerne ces biens.
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3 — Les modalités d’exercice de ces pouvoirs de re- qu’ait été donnée à l’adulte la possibilité d’être entendu,
présentation sont régies par la loi de l’Etat où ils sont en violation des principes fondamentaux de procédure de
exercés. l’Etat requis;
Article 16 c) si la reconnaissance est manifestement contraire à
l’ordre public de l’Etat requis ou est contraire à une dis-
Les pouvoirs de représentation prévus à l’article 15, position de la loi de cet Etat dont l’application s’impose
lorsqu’ils ne sont pas exercés de manière à assurer su- quelle que soit la loi qui serait autrement applicable;
ffisamment la protection de la personne ou des biens de d) si la mesure est incompatible avec une mesure prise
l’adulte, peuvent être retirés ou modifiés par des mesures postérieurement dans un Etat non contractant qui aurait
prises par une autorité ayant compétence selon la Con- été compétent en vertu des articles 5 à 9, lorsque cette
vention. Pour retirer ou modifier ces pouvoirs de repré- dernière mesure réunit les conditions nécessaires à sa re-
sentation, la loi déterminée à l’article 15 doit être prise en connaissance dans l’Etat requis;
considération dans la mesure du possible. e) si la procédure prévue à l’article 33 n’a pas été res-
pectée.
Article 17 Article 23
1 — La validité d’un acte passé entre un tiers et une Sans préjudice de l’article 22, paragraphe premier, toute
autre personne qui aurait la qualité de représentant de personne intéressée peut demander aux autorités compé-
l’adulte selon la loi de l’Etat où l’acte a été passé ne peut tentes d’un Etat contractant qu’il soit statué sur la recon-
être contestée, ni la responsabilité du tiers engagée, pour naissance ou la non-reconnaissance d’une mesure prise
le seul motif que l’autre personne n’avait pas la qualité de dans un autre Etat contractant. La procédure est régie par
représentant en vertu de la loi désignée par les dispositions la loi de l’Etat requis.
du présent chapitre, sauf si le tiers savait ou devait savoir
que cette qualité était régie par cette loi. Article 24
2 — Le paragraphe précédent ne s’applique que dans L’autorité de l’Etat requis est liée par les constatations
le cas où l’acte a été passé entre personnes présentes sur de fait sur lesquelles l’autorité de l’Etat qui a pris la mesure
le territoire d’un même Etat. a fondé sa compétence.
Article 18 Article 25
Les dispositions du présent chapitre sont applicables 1 — Si les mesures prises dans un Etat contractant et qui
même si la loi qu’elles désignent est celle d’un Etat non y sont exécutoires comportent des actes d’exécution dans
contractant. un autre Etat contractant, elles sont, dans cet autre Etat,
déclarées exécutoires ou enregistrées aux fins d’exécution,
Article 19 sur requête de toute partie intéressée, selon la procédure
prévue par la loi de cet Etat.
Au sens du présent chapitre, le terme «loi» désigne le 2 — Chaque Etat contractant applique à la déclaration
droit en vigueur dans un Etat, à l’exclusion des règles de d’exequatur ou à l’enregistrement une procédure simple
conflit de lois. et rapide.
Article 20 3 — La déclaration d’exequatur ou l’enregistrement
ne peuvent être refusés que pour l’un des motifs prévus à
Le présent chapitre ne porte pas atteinte aux dispositions l’article 22, paragraphe 2.
de la loi de l’Etat dans lequel la protection de l’adulte doit
être assurée, dont l’application s’impose quelle que soit la Article 26
loi qui serait autrement applicable.
Sous réserve de ce qui est nécessaire pour l’application
Article 21 des articles qui précèdent, l’autorité de l’Etat requis ne
procédera à aucune révision au fond de la mesure prise.
L’application de la loi désignée par les dispositions du
présent chapitre ne peut être écartée que si cette application Article 27
est manifestement contraire à l’ordre public.
Les mesures prises dans un Etat contractant, qui sont
déclarées exécutoires ou enregistrées aux fins d’exécution
CHAPITRE IV dans un autre Etat contractant, y sont mises à exécution
comme si elles avaient été prises par les autorités de cet
Reconnaissance et exécution autre Etat. La mise à exécution des mesures se fait con-
formément à la loi de l’Etat requis dans les limites qui y
Article 22 sont prévues.
1 — Les mesures prises par les autorités d’un Etat con-
tractant sont reconnues de plein droit dans les autres Etats CHAPITRE V
contractants.
2 — Toutefois, la reconnaissance peut être refusée: Coopération
a) si la mesure a été prise par une autorité dont la com-
Article 28
pétence n’était pas fondée sur un chef de compétence prévu
ou conforme aux dispositions du chapitre II; 1 — Chaque Etat contractant désigne une Autorité
b) si la mesure a été prise, hors le cas d’urgence, dans centrale chargée de satisfaire aux obligations qui lui sont
le cadre d’une procédure judiciaire ou administrative, sans imposées par la Convention.
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2 — Un Etat fédéral, un Etat dans lequel plusieurs sys- assurée, et que ce placement aura lieu dans un autre Etat
tèmes de droit sont en vigueur ou un Etat ayant des unités contractant, elle consulte au préalable l’Autorité centrale
territoriales autonomes est libre de désigner plus d’une ou une autre autorité compétente de ce dernier Etat. Elle
Autorité centrale et de spécifier l’étendue territoriale ou lui communique à cet effet un rapport sur l’adulte et les
personnelle de leurs fonctions. L’Etat qui fait usage de cette motifs de sa proposition sur le placement.
faculté désigne l’Autorité centrale à laquelle toute com- 2 — La décision de placement ne peut être prise dans
munication peut être adressée en vue de sa transmission à l’Etat requérant si l’Autorité centrale ou une autre autorité
l’Autorité centrale compétente au sein de cet Etat. compétente de l’Etat requis manifeste son opposition dans
un délai raisonnable.
Article 29
1 — Les Autorités centrales doivent coopérer entre elles Article 34
et promouvoir la coopération entre les autorités compé- Dans le cas où l’adulte est exposé à un grave danger, les
tentes de leur Etat pour réaliser les objectifs de la Con- autorités compétentes de l’Etat contractant dans lequel des
vention. mesures de protection de cet adulte ont été prises ou sont
2 — Elles prennent, dans le cadre de l’application de en voie de l’être, si elles sont informées du changement
la Convention, les dispositions appropriées pour fournir de résidence ou de la présence de l’adulte dans un autre
des informations sur leur législation, ainsi que sur les ser- Etat, avisent les autorités de cet Etat de ce danger et des
vices disponibles dans leur Etat en matière de protection mesures prises ou en cours d’examen.
de l’adulte.
Article 35
Article 30
Une autorité ne peut demander ou transmettre des in-
L’Autorité centrale d’un Etat contractant prend, soit formations en application de ce chapitre si elle est d’avis
directement, soit avec le concours d’autorités publiques qu’une telle demande ou transmission pourrait mettre en
ou d’autres organismes, toutes dispositions appropriées danger la personne ou les biens de l’adulte, ou constituer
pour: une menace grave pour la liberté ou la vie d’un membre
a) faciliter les communications, par tous les moyens, de sa famille.
entre les autorités compétentes dans les situations auxquel-
les s’applique la Convention; Article 36
b) aider, sur demande d’une autorité compétente d’un 1 — Sans préjudice de la possibilité de réclamer
autre Etat contractant, à localiser l’adulte lorsqu’il paraît des frais raisonnables correspondant aux services
que celui-ci est présent sur le territoire de l’Etat requis et fournis, les Autorités centrales et les autres autorités
a besoin de protection. publiques des Etats contractants supportent leurs frais
découlant de l’application des dispositions du présent
Article 31 chapitre.
Les autorités compétentes d’un Etat contractant peuvent 2 — Un Etat contractant peut conclure des accords avec
encourager, soit directement, soit par l’entremise d’autres un ou plusieurs autres Etats contractants sur la répartition
organismes, l’utilisation de la médiation, de la conciliation des frais.
ou de tout autre mode analogue permettant les ententes à
l’amiable sur la protection de la personne ou des biens Article 37
de l’adulte, dans les situations auxquelles s’applique la Tout Etat contractant pourra conclure avec un ou plu-
Convention. sieurs autres Etats contractants des accords en vue de
favoriser dans leurs rapports réciproques l’application
Article 32 du présent chapitre. Les Etats qui ont conclu de tels ac-
1 — Lorsqu’une mesure de protection est envisagée, cords en transmettront une copie au dépositaire de la
les autorités compétentes en vertu de la Convention peu- Convention.
vent, si la situation de l’adulte l’exige, demander à toute
autorité d’un autre Etat contractant qui détient des in- CHAPITRE VI
formations utiles pour la protection de l’adulte de les lui
communiquer. Dispositions générales
2 — Chaque Etat contractant peut déclarer que les
demandes prévues au paragraphe premier ne pourront Article 38
être acheminées que par l’intermédiaire de son Autorité
1 — Les autorités de l’Etat contractant dans lequel une
centrale.
mesure de protection a été prise ou un pouvoir de repré-
3 — Les autorités compétentes d’un Etat contractant
sentation confirmé peuvent délivrer à toute personne à qui
peuvent demander aux autorités d’un autre Etat contractant
est confiée la protection de la personne ou des biens de
de prêter leur assistance à la mise en œuvre de mesures de
l’adulte, à sa demande, un certificat indiquant sa qualité
protection prises en application de la Convention.
et les pouvoirs qui lui sont conférés.
2 — La qualité et les pouvoirs indiqués par le certificat
Article 33
sont tenus pour établis, à la date du certificat, sauf preuve
1 — Lorsque l’autorité compétente en vertu des ar- contraire.
ticles 5 à 8 envisage le placement de l’adulte dans un 3 — Chaque Etat contractant désigne les autorités ha-
établissement ou tout autre lieu où sa protection peut être bilitées à établir le certificat.
Diário da República, 1.ª série — N.º 116 — 19 de junho de 2014 3165
Article 39 — l’unité territoriale d’un Etat avec laquelle l’adulte
présente le lien le plus étroit si l’adulte a choisi les autorités
Les données personnelles rassemblées ou transmises
de cet Etat sans spécifier l’unité territoriale dans l’Etat;
conformément à la Convention ne peuvent être utilisées
à d’autres fins que celles pour lesquelles elles ont été ras-
semblées ou transmises. f) toute référence à la loi d’un Etat avec lequel la situa-
tion présente un lien étroit vise la loi d’une unité territoriale
avec laquelle la situation présente un lien étroit;
Article 40
g) toute référence à la loi, à la procédure ou à l’autorité
Les autorités auxquelles des informations sont trans- de l’Etat où une mesure a été prise vise la loi ou la procé-
mises en assurent la confidentialité conformément à la dure en vigueur dans cette unité territoriale ou l’autorité
loi de leur Etat. de l’unité territoriale dans laquelle cette mesure a été prise;
h) toute référence à la loi, à la procédure ou à l’autorité
Article 41 de l’Etat requis vise la loi ou la procédure en vigueur dans
cette unité territoriale ou l’autorité de l’unité territoriale
Les documents transmis ou délivrés en application de
dans laquelle la reconnaissance ou l’exécution est invo-
la Convention sont dispensés de toute légalisation ou de
quée;
toute formalité analogue.
i) toute référence à l’Etat de la mise en œuvre de la
mesure de protection vise l’unité territoriale de la mise
Article 42
en œuvre de la mesure;
Chaque Etat contractant peut désigner les autorités à j) toute référence aux organismes ou autorités de cet
qui les demandes prévues aux articles 8 et 33 doivent être Etat, autres que les Autorités centrales, vise les organis-
envoyées. mes ou autorités habilités à agir dans l’unité territoriale
concernée.
Article 43
1 — Les désignations mentionnées aux articles 28 Article 46
et 42 seront communiquées au Bureau Permanent de la Pour identifier la loi applicable en vertu du chapitre III,
Conférence de La Haye de droit international privé au lorsqu’un Etat comprend deux ou plusieurs unités ter-
plus tard à la date du dépôt de l’instrument de ratifica- ritoriales dont chacune a son propre système de droit
tion, d’acceptation ou d’approbation de la Convention ou un ensemble de règles ayant trait aux questions ré-
ou de l’adhésion à celle-ci. Les modifications de ces gies par la présente Convention, les règles suivantes
désignations seront également communiquées au Bureau s’appliquent:
Permanent.
2 — La déclaration mentionnée à l’article 32, paragra- a) en présence de règles en vigueur dans cet Etat iden-
phe 2, est faite au dépositaire de la Convention. tifiant l’unité territoriale dont la loi est applicable, la loi
de cette unité s’applique;
Article 44 b) en l’absence de telles règles, la loi de l’unité ter-
ritoriale définie selon les dispositions de l’article 45
Un Etat contractant dans lequel des systèmes de droit s’applique.
ou des ensembles de règles différents s’appliquent en ma-
tière de protection de la personne ou des biens de l’adulte Article 47
n’est pas tenu d’appliquer les règles de la Convention aux
conflits concernant uniquement ces différents systèmes ou Pour identifier la loi applicable en vertu du chapitre III,
ensembles de règles. lorsqu’un Etat comprend deux ou plusieurs systèmes de
droit ou ensembles de règles applicables à des catégories
Article 45 différentes de personnes pour les questions régies par la
présente Convention, les règles suivantes s’appliquent:
Au regard d’un Etat dans lequel deux ou plusieurs
systèmes de droit ou ensembles de règles ayant trait aux a) en présence de règles en vigueur dans cet Etat
questions régies par la présente Convention s’appliquent identifiant laquelle de ces lois est applicable, cette loi
dans des unités territoriales différentes: s’applique;
b) en l’absence de telles règles, la loi du système ou de
a) toute référence à la résidence habituelle dans cet Etat l’ensemble de règles avec lequel l’adulte présente le lien
vise la résidence habituelle dans une unité territoriale; le plus étroit s’applique.
b) toute référence à la présence de l’adulte dans cet Etat
vise la présence de l’adulte dans une unité territoriale; Article 48
c) toute référence à la situation des biens de l’adulte
dans cet Etat vise la situation des biens de l’adulte dans Dans les rapports entre les Etats contractants, la pré-
une unité territoriale; sente Convention remplace la Convention concernant
d) toute référence à l’Etat dont l’adulte possède la natio- l’interdiction et les mesures de protection analogues, sig-
nalité vise l’unité territoriale désignée par la loi de cet Etat née à La Haye le 17 juillet 1905.
ou, en l’absence de règles pertinentes, l’unité territoriale
avec laquelle l’adulte présente le lien le plus étroit; Article 49
e) toute référence à l’Etat dont les autorités ont été choi-
1 — La Convention ne déroge pas aux instruments in-
sies par l’adulte vise:
ternationaux auxquels des Etats contractants sont Parties
— l’unité territoriale si l’adulte a choisi les autorités de et qui contiennent des dispositions sur les matières réglées
cette unité territoriale; par la présente Convention, à moins qu’une déclaration
3166 Diário da República, 1.ª série — N.º 116 — 19 de junho de 2014
contraire ne soit faite par les Etats liés par de tels instru- Article 54
ments.
1 — Tout autre Etat pourra adhérer à la Convention
2 — La Convention n’affecte pas la possibilité pour un après son entrée en vigueur en vertu de l’article 57, pa-
ou plusieurs Etats contractants de conclure des accords ragraphe 1.
qui contiennent, en ce qui concerne les adultes résidant 2 — L’instrument d’adhésion sera déposé auprès du
habituellement dans l’un des Etats Parties à de tels accords, dépositaire.
des dispositions sur les matières réglées par la présente 3 — L’adhésion n’aura d’effet que dans les rap-
Convention. ports entre l’Etat adhérant et les Etats contractants qui
3 — Les accords à conclure par un ou plusieurs Etats n’auront pas élevé d’objection à son encontre dans les
contractants sur des matières réglées par la présente Con- six mois après la réception de la notification prévue à
vention n’affectent pas, dans les rapports de ces Etats avec l’article 59, lettre b). Une telle objection pourra éga-
les autres Etats contractants, l’application des dispositions lement être élevée par tout Etat au moment d’une rati-
de la présente Convention. fication, acceptation ou approbation de la Convention,
4 — Les paragraphes précédents s’appliquent égale- postérieure à l’adhésion. Ces objections seront notifiées
ment aux lois uniformes reposant sur l’existence entre les au dépositaire.
Etats concernés de liens spéciaux, notamment de nature Article 55
régionale.
1 — Un Etat qui comprend deux ou plusieurs unités
Article 50 territoriales dans lesquelles des systèmes de droit différents
s’appliquent aux matières régies par la présente Convention
1 — La Convention ne s’applique qu’aux mesures prises pourra, au moment de la signature, de la ratification, de
dans un Etat après l’entrée en vigueur de la Convention l’acceptation, de l’approbation ou de l’adhésion, déclarer
pour cet Etat. que la Convention s’appliquera à toutes ses unités territo-
2 — La Convention s’applique à la reconnaissance et à riales ou seulement à l’une ou à plusieurs d’entre elles, et
l’exécution des mesures prises après son entrée en vigueur pourra à tout moment modifier cette déclaration en faisant
dans les rapports entre l’Etat où les mesures ont été prises une nouvelle déclaration.
et l’Etat requis. 2 — Ces déclarations seront notifiées au dépositaire et
3 — La Convention s’applique à compter de son entrée indiqueront expressément les unités territoriales auxquelles
en vigueur dans un Etat contractant aux pouvoirs de re- la Convention s’applique.
présentation conférés antérieurement dans des conditions 3 — Si un Etat ne fait pas de déclaration en vertu du
correspondant à celles prévues à l’article 15. présent article, la Convention s’appliquera à l’ensemble
du territoire de cet Etat.
Article 51
Article 56
1 — Toute communication à l’Autorité centrale ou à
toute autre autorité d’un Etat contractant est adressée 1 — Tout Etat contractant pourra, au plus tard au mo-
dans la langue originale et accompagnée d’une tra- ment de la ratification, de l’acceptation, de l’approbation
duction dans la langue officielle ou l’une des langues ou de l’adhésion, ou au moment d’une déclaration faite en
officielles de cet Etat ou, lorsque cette traduction est vertu de l’article 55, faire la réserve prévue à l’article 51,
difficilement réalisable, d’une traduction en français paragraphe 2. Aucune autre réserve ne sera admise.
ou en anglais. 2 — Tout Etat pourra, à tout moment, retirer la réserve
2 — Toutefois, un Etat contractant pourra, en faisant qu’il aura faite. Ce retrait sera notifié au dépositaire.
une réserve conformément à l’article 56, s’opposer à 3 — L’effet de la réserve cessera le premier jour du troi-
l’utilisation soit du français, soit de l’anglais. sième mois du calendrier après la notification mentionnée
au paragraphe précédent.
Article 52
Article 57
Le Secrétaire général de la Conférence de La Haye de
droit international privé convoque périodiquement une 1 — La Convention entrera en vigueur le premier jour
Commission spéciale afin d’examiner le fonctionnement du mois suivant l’expiration d’une période de trois mois
pratique de la Convention. après le dépôt du troisième instrument de ratification,
d’acceptation ou d’approbation prévu par l’article 53.
2 — Par la suite, la Convention entrera en vigueur:
CHAPITRE VII a) pour chaque Etat ratifiant, acceptant ou approu-
Clauses finales vant postérieurement, le premier jour du mois suivant
l’expiration d’une période de trois mois après le dépôt de
Article 53 son instrument de ratification, d’acceptation, d’approbation
ou d’adhésion;
1 — La Convention est ouverte à la signature des Etats b) pour chaque Etat adhérant, le premier jour du mois
qui étaient Membres de la Conférence de La Haye de droit suivant l’expiration d’une période de trois mois après
international privé le 2 octobre 1999. l’expiration du délai de six mois prévu à l’article 54, pa-
2 — Elle sera ratifiée, acceptée ou approuvée et les ragraphe 3;
instruments de ratification, d’acceptation ou d’approbation c) pour les unités territoriales auxquelles la Convention
seront déposés auprès du Ministère des Affaires Etran- a été étendue conformément à l’article 55, le premier jour
gères du Royaume des Pays-Bas, dépositaire de la Con- du mois suivant l’expiration d’une période de trois mois
vention. après la notification visée dans cet article.
Diário da República, 1.ª série — N.º 116 — 19 de junho de 2014 3167
Article 58 have agreed on the following provisions:
1 — Tout Etat Partie à la Convention pourra dé-
noncer celle-ci par une notification adressée par écrit CHAPTER I
au dépositaire. La dénonciation pourra se limiter à
certaines unités territoriales auxquelles s’applique la Scope of the Convention
Convention. Article 1
2 — La dénonciation prendra effet le premier jour du
mois suivant l’expiration d’une période de douze mois 1 — This Convention applies to the protection in inter-
après la date de réception de la notification par le déposi- national situations of adults who, by reason of an impair-
taire. Lorsqu’une période plus longue pour la prise d’effet ment or insufficiency of their personal faculties, are not
de la dénonciation est spécifiée dans la notification, la in a position to protect their interests.
dénonciation prendra effet à l’expiration de la période en 2 — Its objects are:
question. a) to determine the State whose authorities have juris-
diction to take measures directed to the protection of the
Article 59 person or property of the adult;
Le dépositaire notifiera aux Etats membres de la Confé- b) to determine which law is to be applied by such
rence de La Haye de droit international privé, ainsi qu’aux authorities in exercising their jurisdiction;
Etats qui auront adhéré conformément aux dispositions c) to determine the law applicable to representation of
de l’article 54: the adult;
d) to provide for the recognition and enforcement of
a) les signatures, ratifications, acceptations et approba- such measures of protection in all Contracting States;
tions visées à l’article 53; e) to establish such co-operation between the authorities
b) les adhésions et les objections aux adhésions visées of the Contracting States as may be necessary in order to
à l’article 54; achieve the purposes of this Convention.
c) la date à laquelle la Convention entrera en vigueur
conformément aux dispositions de l’article 57; Article 2
d) les déclarations mentionnées aux articles 32, para-
1 — For the purposes of this Convention, an adult is a
graphe 2, et 55;
person who has reached the age of 18 years.
e) les accords mentionnés à l’article 37;
2 — The Convention applies also to measures in respect
f) la réserve visée à l’article 51, paragraphe 2, et son
of an adult who had not reached the age of 18 years at the
retrait prévu à l’article 56, paragraphe 2;
time the measures were taken.
g) les dénonciations visées à l’article 58.
Article 3
En foi de quoi, les soussignés, dûment autorisés, ont
signé la présente Convention. The measures referred to in article 1 may deal in par-
ticular with:
Fait à La Haye, le treize janvier 2000, en français et a) the determination of incapacity and the institution of
en anglais, les deux textes faisant également foi, en un a protective regime;
seul exemplaire, qui sera déposé dans les archives du b) the placing of the adult under the protection of a
Gouvernement du Royaume des Pays-Bas et dont une judicial or administrative authority;
copie certifiée conforme sera remise, par la voie diplo- c) guardianship, curatorship and analogous institutions;
matique, à chacun des Etats membres de la Conférence d) the designation and functions of any person or body
de La Haye de droit international privé le 2 octobre having charge of the adult’s person or property, represen-
1999. ting or assisting the adult;
e) the placement of the adult in an establishment or other
place where protection can be provided;
CONVENTION ON THE INTERNATIONAL f) the administration, conservation or disposal of the
PROTECTION OF ADULTS adult’s property;
The States signatory to the present Convention: g) the authorisation of a specific intervention for the
protection of the person or property of the adult.
Considering the need to provide for the protection in
international situations of adults who, by reason of an Article 4
impairment or insufficiency of their personal faculties, are
not in a position to protect their interests; 1 — The Convention does not apply to:
Wishing to avoid conflicts between their legal sys- a) maintenance obligations;
tems in respect of jurisdiction, applicable law, recog- b) the formation, annulment and dissolution of marriage
nition and enforcement of measures for the protection or any similar relationship, as well as legal separation;
of adults; c) property regimes in respect of marriage or any similar
Recalling the importance of international co-operation relationship;
for the protection of adults; d) trusts or succession;
Affirming that the interests of the adult and respect e) social security;
for his or her dignity and autonomy are to be primary f) public measures of a general nature in matters of
considerations; health;
3168 Diário da República, 1.ª série — N.º 116 — 19 de junho de 2014
g) measures taken in respect of a person as a result of on an application by the authority of another Contracting
penal offences committed by that person; State, request the authorities of one of the States mentioned
h) decisions on the right of asylum and on immigra- in paragraph 2 to take measures for the protection of the
tion; person or property of the adult. The request may relate to
i) measures directed solely to public safety. all or some aspects of such protection.
2 — The Contracting States whose authorities may be
2 — Paragraph 1 does not affect, in respect of the mat- addressed as provided in the preceding paragraph are:
ters referred to therein, the entitlement of a person to act a) State of which the adult is a national;
as the representative of the adult. b) the State of the preceding habitual residence of the
adult;
CHAPTER II c) a State in which property of the adult is located;
d) the State whose authorities have been chosen in wri-
Jurisdiction ting by the adult to take measures directed to his or her
protection;
Article 5 e) the State of the habitual residence of a person close
1 — The judicial or administrative authorities of the to the adult prepared to undertake his or her protection;
Contracting State of the habitual residence of the adult have f) the State in whose territory the adult is present, with
jurisdiction to take measures directed to the protection of regard to the protection of the person of the adult.
the adult’s person or property.
2 — In case of a change of the adult’s habitual residence 3 — In case the authority designated pursuant to the
to another Contracting State, the authorities of the State of preceding paragraphs does not accept its jurisdiction, the
the new habitual residence have jurisdiction. authorities of the Contracting State having jurisdiction
under article 5 or article 6 retain jurisdiction.
Article 6
Article 9
1 — For adults who are refugees and those who, due to
disturbances occurring in their country, are internationally The authorities of a Contracting State where property of
displaced, the authorities of the Contracting State on the the adult is situated have jurisdiction to take measures of
territory of which these adults are present as a result of protection concerning that property, to the extent that such
their displacement have the jurisdiction provided for in measures are compatible with those taken by the authorities
article 5, paragraph 1. having jurisdiction under articles 5 to 8.
2 — The provisions of the preceding paragraph also
apply to adults whose habitual residence cannot be esta- Article 10
blished. 1 — In all cases of urgency, the authorities of any Con-
tracting State in whose territory the adult or property be-
Article 7 longing to the adult is present have jurisdiction to take any
1 — Except for adults who are refugees or who, due necessary measures of protection.
to disturbances occurring in their State of nationality, are 2 — The measures taken under the preceding paragraph
internationally displaced, the authorities of a Contracting with regard to an adult habitually resident in a Contracting
State of which the adult is a national have jurisdiction to State shall lapse as soon as the authorities which have
take measures for the protection of the person or property jurisdiction under articles 5 to 9 have taken the measures
of the adult if they consider that they are in a better position required by the situation.
to assess the interests of the adult, and after advising the 3 — The measures taken under paragraph 1 with regard
authorities having jurisdiction under article 5 or article 6, to an adult who is habitually resident in a non-Contracting
paragraph 2. State shall lapse in each Contracting State as soon as mea-
2 — This jurisdiction shall not be exercised if the au- sures required by the situation and taken by the authorities
thorities having jurisdiction under article 5, article 6, pa- of another State are recognised in the Contracting State
ragraph 2, or article 8 have informed the authorities of the in question.
State of which the adult is a national that they have taken 4 — The authorities which have taken measures under
the measures required by the situation or have decided paragraph 1 shall, if possible, inform the authorities of the
that no measures should be taken or that proceedings are Contracting State of the habitual residence of the adult of
pending before them. the measures taken.
3 — The measures taken under paragraph 1 shall lapse Article 11
as soon as the authorities having jurisdiction under article 5,
article 6, paragraph 2, or article 8 have taken measures re- 1 — By way of exception, the authorities of a Con-
quired by the situation or have decided that no measures tracting State in whose territory the adult is present have
are to be taken. These authorities shall inform accordingly jurisdiction to take measures of a temporary character
the authorities which have taken measures in accordance for the protection of the person of the adult which have a
with paragraph 1. territorial effect limited to the State in question, in so far
as such measures are compatible with those already taken
Article 8 by the authorities which have jurisdiction under articles 5
to 8, and after advising the authorities having jurisdiction
1 — The authorities of a Contracting State having juris- under article 5.
diction under article 5 or article 6, if they consider that such 2 — The measures taken under the preceding paragraph
is in the interests of the adult, may, on their own motion or with regard to an adult habitually resident in a Contracting
Diário da República, 1.ª série — N.º 116 — 19 de junho de 2014 3169
State shall lapse as soon as the authorities which have Article 17
jurisdiction under articles 5 to 8 have taken a decision
in respect of the measures of protection which may be 1 — The validity of a transaction entered into between
required by the situation. a third party and another person who would be entitled to
act as the adult’s representative under the law of the State
Article 12 where the transaction was concluded cannot be contes-
ted, and the third party cannot be held liable, on the sole
Subject to article 7, paragraph 3, the measures taken in ground that the other person was not entitled to act as the
application of articles 5 to 9 remain in force according to adult’s representative under the law designated by the
their terms, even if a change of circumstances has elimi- provisions of this chapter, unless the third party knew or
nated the basis upon which jurisdiction was founded, so should have known that such capacity was governed by
long as the authorities which have jurisdiction under the the latter law.
Convention have not modified, replaced or terminated 2 — The preceding paragraph applies only if the tran-
such measures. saction was entered into between persons present on the
territory of the same State.
CHAPTER III Article 18
Applicable law The provisions of this chapter apply even if the law de-
signated by them is the law of a non-Contracting State.
Article 13
1 — In exercising their jurisdiction under the provisions Article 19
of chapter II, the authorities of the Contracting States shall In this chapter the term «law» means the law in force
apply their own law. in a State other than its choice of law rules.
2 — However, in so far as the protection of the person or
the property of the adult requires, they may exceptionally Article 20
apply or take into consideration the law of another State
with which the situation has a substantial connection. This chapter does not prevent the application of those
provisions of the law of the State in which the adult is to
Article 14 be protected where the application of such provisions is
mandatory whatever law would otherwise be applicable.
Where a measure taken in one Contracting State is im-
plemented in another Contracting State, the conditions of
Article 21
its implementation are governed by the law of that other
State. The application of the law designated by the provisions
of this chapter can be refused only if this application would
Article 15 be manifestly contrary to public policy.
1 — The existence, extent, modification and extinction
of powers of representation granted by an adult, either CHAPTER IV
under an agreement or by a unilateral act, to be exerci-
sed when such adult is not in a position to protect his or Recognition and enforcement
her interests, are governed by the law of the State of the
adult’s habitual residence at the time of the agreement or Article 22
act, unless one of the laws mentioned in paragraph 2 has 1 — The measures taken by the authorities of a Con-
been designated expressly in writing. tracting State shall be recognised by operation of law in
2 — The States whose laws may be designated are: all other Contracting States.
a) a State of which the adult is a national; 2 — Recognition may however be refused:
b) the State of a former habitual residence of the a) if the measure was taken by an authority whose ju-
adult; risdiction was not based on, or was not in accordance
c) a State in which property of the adult is located, with with, one of the grounds provided for by the provisions
respect to that property. of chapter II;
b) if the measure was taken, except in a case of urgency,
3 — The manner of exercise of such powers of repre- in the context of a judicial or administrative proceeding,
sentation is governed by the law of the State in which they without the adult having been provided the opportunity to
are exercised. be heard, in violation of fundamental principles of proce-
dure of the requested State;
Article 16 c) if such recognition is manifestly contrary to public
Where powers of representation referred to in article 15 policy of the requested State, or conflicts with a provision
are not exercised in a manner sufficient to guarantee the of the law of that State which is mandatory whatever law
protection of the person or property of the adult, they would otherwise be applicable;
may be withdrawn or modified by measures taken by an d) if the measure is incompatible with a later measure
authority having jurisdiction under the Convention. Where taken in a non-Contracting State which would have had
such powers of representation are withdrawn or modified, jurisdiction under articles 5 to 9, where this later measure
the law referred to in article 15 should be taken into con- fulfils the requirements for recognition in the requested
sideration to the extent possible. State;
3170 Diário da República, 1.ª série — N.º 116 — 19 de junho de 2014
e) if the procedure provided in article 33 has not been Article 29
complied with.
1 — Central Authorities shall co-operate with each
other and promote co-operation amongst the competent
Article 23 authorities in their States to achieve the purposes of the
Without prejudice to article 22, paragraph 1, any inte- Convention.
rested person may request from the competent authorities 2 — They shall, in connection with the application of the
of a Contracting State that they decide on the recognition Convention, take appropriate steps to provide information
or non-recognition of a measure taken in another Con- as to the laws of, and services available in, their States
tracting State. The procedure is governed by the law of relating to the protection of adults.
the requested State.
Article 30
Article 24 The Central Authority of a Contracting State, either
The authority of the requested State is bound by the directly or through public authorities or other bodies, shall
findings of fact on which the authority of the State where take all appropriate steps to:
the measure was taken based its jurisdiction. a) facilitate communications, by every means, between
the competent authorities in situations to which the Con-
Article 25 vention applies;
1 — If measures taken in one Contracting State and b) provide, on the request of a competent authority of
enforceable there require enforcement in another Contrac- another Contracting State, assistance in discovering the
ting State, they shall, upon request by an interested party, whereabouts of an adult where it appears that the adult may
be declared enforceable or registered for the purpose of be present and in need of protection within the territory of
enforcement in that other State according to the procedure the requested State.
provided in the law of the latter State. Article 31
2 — Each Contracting State shall apply to the decla-
ration of enforceability or registration a simple and rapid The competent authorities of a Contracting State may
procedure. encourage, either directly or through other bodies, the use
3 — The declaration of enforceability or registra- of mediation, conciliation or similar means to achieve
tion may be refused only for one of the reasons set out agreed solutions for the protection of the person or pro-
in article 22, paragraph 2. perty of the adult in situations to which the Convention
applies.
Article 26 Article 32
Without prejudice to such review as is necessary in 1 — Where a measure of protection is contemplated,
the application of the preceding articles, there shall be no the competent authorities under the Convention, if the
review of the merits of the measure taken. situation of the adult so requires, may request any autho-
rity of another Contracting State which has information
Article 27 relevant to the protection of the adult to communicate
such information.
Measures taken in one Contracting State and declared 2 — A Contracting State may declare that requests under
enforceable, or registered for the purpose of enforcement, paragraph 1 shall be communicated to its authorities only
in another Contracting State shall be enforced in the latter through its Central Authority.
State as if they had been taken by the authorities of that 3 — The competent authorities of a Contracting State
State. Enforcement takes place in accordance with the may request the authorities of another Contracting State
law of the requested State to the extent provided by such to assist in the implementation of measures of protection
law. taken under this Convention.
Article 33
CHAPTER V
1 — If an authority having jurisdiction under articles 5
Co-operation to 8 contemplates the placement of the adult in an establish-
ment or other place where protection can be provided, and
Article 28 if such placement is to take place in another Contracting
1 — A Contracting State shall designate a Central Au- State, it shall first consult with the Central Authority or
thority to discharge the duties which are imposed by the other competent authority of the latter State. To that effect
Convention on such authorities. it shall transmit a report on the adult together with the
2 — Federal States, States with more than one system reasons for the proposed placement.
of law or States having autonomous territorial units 2 — The decision on the placement may not be made
shall be free to appoint more than one Central Authority in the requesting State if the Central Authority or other
and to specify the territorial or personal extent of their competent authority of the requested State indicates its
opposition within a reasonable time.
functions. Where a State has appointed more than one
Central Authority, it shall designate the Central Au-
Article 34
thority to which any communication may be addressed
for transmission to the appropriate Central Authority In any case where the adult is exposed to a serious
within that State. danger, the competent authorities of the Contracting State
Diário da República, 1.ª série — N.º 116 — 19 de junho de 2014 3171
where measures for the protection of the adult have been Article 42
taken or are under consideration, if they are informed that
the adult’s residence has changed to, or that the adult is Each Contracting State may designate the authorities
present in, another State, shall inform the authorities of that to which requests under article 8 and article 33 are to be
other State about the danger involved and the measures addressed.
taken or under consideration.
Article 43
Article 35 1 — The designations referred to in article 28 and ar-
An authority shall not request or transmit any informa- ticle 42 shall be communicated to the Permanent Bureau
tion under this chapter if to do so would, in its opinion, be of the Hague Conference on Private International Law
likely to place the adult’s person or property in danger, or not later than the date of the deposit of the instrument of
constitute a serious threat to the liberty or life of a member ratification, acceptance or approval of the Convention or
of the adult’s family. of accession thereto. Any modifications thereof shall also
be communicated to the Permanent Bureau.
Article 36 2 — The declaration referred to in article 32, paragraph 2,
1 — Without prejudice to the possibility of imposing shall be made to the depositary of the Convention.
reasonable charges for the provision of services, Central
Authorities and other public authorities of Contracting Article 44
States shall bear their own costs in applying the provisions A Contracting State in which different systems of law
of this chapter. or sets of rules of law apply to the protection of the person
2 — Any Contracting State may enter into agreements or property of the adult shall not be bound to apply the
with one or more other Contracting States concerning the rules of the Convention to conflicts solely between such
allocation of charges. different systems or sets of rules of law.
Article 37 Article 45
Any Contracting State may enter into agreements with In relation to a State in which two or more systems
one or more other Contracting States with a view to impro- of law or sets of rules of law with regard to any matter
ving the application of this chapter in their mutual relations. dealt with in this Convention apply in different territorial
The States which have concluded such an agreement shall units:
transmit a copy to the depositary of the Convention.
a) any reference to habitual residence in that State shall
be construed as referring to habitual residence in a terri-
CHAPTER VI torial unit;
b) any reference to the presence of the adult in that State
General provisions shall be construed as referring to presence in a territorial
unit;
Article 38 c) any reference to the location of property of the adult
1 — The authorities of the Contracting State where a in that State shall be construed as referring to location of
measure of protection has been taken or a power of repre- property of the adult in a territorial unit;
sentation confirmed may deliver to the person entrusted d) any reference to the State of which the adult is a
with protection of the adult’s person or property, on request, national shall be construed as referring to the territorial
a certificate indicating the capacity in which that person unit designated by the law of that State or, in the absence
is entitled to act and the powers conferred. of relevant rules, to the territorial unit with which the adult
2 — The capacity and powers indicated in the certificate has the closest connection;
are presumed to be vested in that person as of the date of e) any reference to the State whose authorities have
the certificate, in the absence of proof to the contrary. been chosen by the adult shall be construed:
3 — Each Contracting State shall designate the autho-
— as referring to the territorial unit if the adult has
rities competent to draw up the certificate.
chosen the authorities of this territorial unit;
— as referring to the territorial unit with which the
Article 39
adult has the closest connection if the adult has chosen
Personal data gathered or transmitted under the Con- the authorities of the State without specifying a particular
vention shall be used only for the purposes for which they territorial unit within the State;
were gathered or transmitted.
f) any reference to the law of a State with which the
Article 40 situation has a substantial connection shall be construed
as referring to the law of a territorial unit with which the
The authorities to whom information is transmitted shall
situation has a substantial connection;
ensure its confidentiality, in accordance with the law of
g) any reference to the law or procedure or authority
their State.
of the State in which a measure has been taken shall be
construed as referring to the law or procedure in force in
Article 41
such territorial unit or authority of the territorial unit in
All documents forwarded or delivered under this Con- which such measure was taken;
vention shall be exempt from legalisation or any analogous h) any reference to the law or procedure or authority
formality. of the requested State shall be construed as referring to
3172 Diário da República, 1.ª série — N.º 116 — 19 de junho de 2014
the law or procedure in force in such territorial unit or Article 50
authority of the territorial unit in which recognition or
1 — The Convention shall apply to measures only if
enforcement is sought; they are taken in a State after the Convention has entered
i) any reference to the State where a measure of protec- into force for that State.
tion is to be implemented shall be construed as referring 2 — The Convention shall apply to the recognition and
to the territorial unit where the measure is to be imple- enforcement of measures taken after its entry into force
mented; as between the State where the measures have been taken
j) any reference to bodies or authorities of that State, and the requested State.
other than Central Authorities, shall be construed as re- 3 — The Convention shall apply from the time of its
ferring to those authorised to act in the relevant territorial entry into force in a Contracting State to powers of repre-
unit. sentation previously granted under conditions correspon-
ding to those set out in article 15.
Article 46
For the purpose of identifying the applicable law under Article 51
chapter III, in relation to a State which comprises two or 1 — Any communication sent to the Central Authority
more territorial units each of which has its own system of or to another authority of a Contracting State shall be
law or set of rules of law in respect of matters covered by in the original language, and shall be accompanied by a
this Convention, the following rules apply: translation into the official language or one of the official
a) if there are rules in force in such a State identifying languages of the other State or, where that is not feasible,
which territorial unit’s law is applicable, the law of that a translation into French or English.
unit applies; 2 — However, a Contracting State may, by making a
b) in the absence of such rules, the law of the relevant reservation in accordance with article 56, object to the use
of either French or English, but not both.
territorial unit as defined in article 45 applies.
Article 52
Article 47
The Secretary General of the Hague Conference on
For the purpose of identifying the applicable law under Private International Law shall at regular intervals convoke
chapter III, in relation to a State which has two or more a Special Commission in order to review the practical
systems of law or sets of rules of law applicable to different operation of the Convention.
categories of persons in respect of matters covered by this
Convention, the following rules apply:
CHAPTER VII
a) if there are rules in force in such a State identifying
which among such laws applies, that law applies; Final clauses
b) in the absence of such rules, the law of the system or
the set of rules of law with which the adult has the closest Article 53
connection applies.
1 — The Convention shall be open for signature by the
States which were Members of the Hague Conference on
Article 48
Private International Law on 2 October 1999.
In relations between the Contracting States this Conven- 2 — It shall be ratified, accepted or approved and the
tion replaces the Convention concernant l’interdiction et instruments of ratification, acceptance or approval shall be
les mesures de protection analogues, signed at The Hague deposited with the Ministry of Foreign Affairs of the King-
17 July 1905. dom of the Netherlands, depositary of the Convention.
Article 49 Article 54
1 — The Convention does not affect any other interna- 1 — Any other State may accede to the Convention
tional instrument to which Contracting States are Parties after it has entered into force in accordance with article 57,
and which contains provisions on matters governed by this paragraph 1.
Convention, unless a contrary declaration is made by the 2 — The instrument of accession shall be deposited
States Parties to such instrument. with the depositary.
2 — This Convention does not affect the possibility for 3 — Such accession shall have effect only as regards the
one or more Contracting States to conclude agreements relations between the acceding State and those Contracting
which contain, in respect of adults habitually resident in States which have not raised an objection to its accession in
any of the States Parties to such agreements, provisions the six months after the receipt of the notification referred
on matters governed by this Convention. to in sub-paragraph b) of article 59. Such an objection may
3 — Agreements to be concluded by one or more Con- also be raised by States at the time when they ratify, accept
tracting States on matters within the scope of this Conven- or approve the Convention after an accession. Any such
tion do not affect, in the relationship of such States with objection shall be notified to the depositary.
other Contracting States, the application of the provisions
of this Convention. Article 55
4 — The preceding paragraphs also apply to uniform 1 — If a State has two or more territorial units in which
laws based on special ties of a regional or other nature different systems of law are applicable in relation to matters
between the States concerned. dealt with in this Convention, it may at the time of signa-
Diário da República, 1.ª série — N.º 116 — 19 de junho de 2014 3173
ture, ratification, acceptance, approval or accession declare b) the accessions and objections raised to accessions
that the Convention shall extend to all its territorial units or referred to in article 54;
only to one or more of them and may modify this declara- c) the date on which the Convention enters into force
tion by submitting another declaration at any time. in accordance with article 57;
2 — Any such declaration shall be notified to the depo- d) the declarations referred to in article 32, paragraph 2,
sitary and shall state expressly the territorial units to which and article 55;
the Convention applies. e) the agreements referred to in article 37;
3 — If a State makes no declaration under this article, f) the reservation referred to in article 51, paragraph 2,
the Convention is to extend to all territorial units of that and the withdrawal referred to in article 56, paragraph 2;
State. g) the denunciations referred to in article 58.
Article 56 In witness whereof the undersigned, being duly autho-
rised thereto, have signed this Convention.
1 — Any State may, not later than the time of ratifi-
cation, acceptance, approval or accession, or at the time Done at The Hague, on the 13th day of January, 2000,
of making a declaration in terms of article 55, make the in the English and French languages, both texts being
reservation provided for in article 51, paragraph 2. No equally authentic, in a single copy which shall be deposited
other reservation shall be permitted. in the archives of the Government of the Kingdom of the
2 — Any State may at any time withdraw the reserva- Netherlands, and of which a certified copy shall be sent,
tion it has made. The withdrawal shall be notified to the through diplomatic channels, to each of the States Members
depositary. of the Hague Conference on Private International Law on
3 — The reservation shall cease to have effect on the 2 October 2009.
first day of the third calendar month after the notification
referred to in the preceding paragraph. CONVENÇÃO RELATIVA À PROTEÇÃO INTERNACIONAL
DE ADULTOS
Article 57
Os Estados signatários da presente Convenção:
1 — The Convention shall enter into force on the first
day of the month following the expiration of three months Considerando a necessidade de assegurar, em situações
after the deposit of the third instrument of ratification, de caráter internacional, a proteção de adultos que, devido
acceptance or approval referred to in article 53. a uma deficiência ou insuficiência das suas capacidades
2 — Thereafter the Convention shall enter into force: pessoais, não estão em condições de defender os seus
interesses;
a) for each State ratifying, accepting or approving it Desejando evitar conflitos entre os seus sistemas jurídi-
subsequently, on the first day of the month following the cos em matéria de competência, lei aplicável, reconheci-
expiration of three months after the deposit of its instru- mento e execução de medidas de proteção de adultos;
ment of ratification, acceptance, approval or accession; Recordando a importância da cooperação internacional
b) for each State acceding, on the first day of the month para a proteção de adultos;
following the expiration of three months after the expi- Afirmando que os interesses do adulto e o respeito pela
ration of the period of six months provided in article 54, sua dignidade e autonomia devem ser considerações fun-
paragraph 3; damentais;
c) for a territorial unit to which the Convention has been acordam nas seguintes disposições:
extended in conformity with article 55, on the first day of
the month following the expiration of three months after
the notification referred to in that article. CAPÍTULO I
Article 58 Âmbito de aplicação da Convenção
1 — A State Party to the Convention may denounce it Artigo 1.º
by a notification in writing addressed to the depositary. The
denunciation may be limited to certain territorial units to 1 — A presente Convenção aplica-se, em situações de ca-
which the Convention applies. ráter internacional, à proteção de adultos que, devido a uma
2 — The denunciation takes effect on the first day of the deficiência ou insuficiência das suas capacidades pessoais,
month following the expiration of twelve months after the não estão em condições de defender os seus interesses.
notification is received by the depositary. Where a longer 2 — Ela tem por objeto:
period for the denunciation to take effect is specified in a) Determinar o Estado cujas autoridades são compe-
the notification, the denunciation takes effect upon the tentes para adotar medidas de proteção da pessoa ou dos
expiration of such longer period. bens do adulto;
b) Determinar a lei que deverá ser aplicada por essas
Article 59 autoridades no exercício da sua competência;
The depositary shall notify the States Members of the c) Determinar a lei aplicável à representação do
Hague Conference on Private International Law and the adulto;
States which have acceded in accordance with article 54 d) Assegurar o reconhecimento e a execução dessas
of the following: medidas de proteção em todos os Estados Contratantes;
e) Estabelecer entre as autoridades dos Estados Con-
a) the signatures, ratifications, acceptances and appro- tratantes a cooperação que for necessária para alcançar os
vals referred to in article 53; objetivos da Convenção.
3174 Diário da República, 1.ª série — N.º 116 — 19 de junho de 2014
Artigo 2.º Artigo 6.º
1 — Para efeitos da presente Convenção, considera- 1 — No caso dos adultos que são refugiados e daqueles
-se adulto uma pessoa que tenha atingido a idade de que, devido a situações de distúrbio no seu país, se en-
18 anos. contram internacionalmente deslocados, são competentes
2 — A Convenção também se aplica às medidas relati- ao abrigo do n.º 1 do artigo 5.º as autoridades do Estado
vas a um adulto que não tenha atingido a idade de 18 anos Contratante em cujo território se encontram esses adultos
no momento em que as medidas foram adotadas. em consequência da sua deslocação.
2 — O disposto no número anterior também se aplica
Artigo 3.º aos adultos cuja residência habitual não possa ser deter-
minada.
As medidas referidas no artigo 1.º podem, em especial,
incidir sobre: Artigo 7.º
a) A determinação da incapacidade e a instituição de 1 — Exceto quanto aos adultos que são refugiados ou
um regime de proteção; que, devido a situações de distúrbio no Estado da sua na-
b) A colocação do adulto à guarda de uma autoridade cionalidade, se encontram internacionalmente deslocados,
judiciária ou administrativa; as autoridades de um Estado Contratante de que o adulto é
c) A tutela, a curatela e instituições análogas; nacional são competentes para adotar medidas de proteção
d) A designação e as funções de qualquer pessoa ou da pessoa ou dos bens do adulto, se considerarem que estão
organismo encarregados da pessoa ou dos bens do adulto, melhor posicionadas para avaliar os interesses do adulto,
e depois de terem avisado as autoridades competentes ao
bem como da sua representação ou assistência;
abrigo do artigo 5.º ou do n.º 2 do artigo 6.º
e) A colocação do adulto numa instituição ou noutro
2 — Esta competência não deverá ser exercida se as
local onde a sua proteção pode ser assegurada;
autoridades que são competentes nos termos do artigo 5.º,
f) A administração, conservação ou alienação dos bens
do n.º 2 do artigo 6.º ou do artigo 8.º tiverem comunicado
do adulto; às autoridades do Estado de que o adulto é nacional que
g) A autorização de uma intervenção específica para adotaram as medidas exigidas pela situação ou decidiram
proteção da pessoa ou dos bens do adulto. que não deveriam ser adotadas quaisquer medidas ou que
têm processos pendentes.
Artigo 4.º 3 — As medidas adotadas ao abrigo do n.º 1 cessam
1 — A Convenção não se aplica: logo que as autoridades que são competentes nos termos
do artigo 5.º, do n.º 2 do artigo 6.º ou do artigo 8.º tenham
a) Às obrigações alimentares; adotado as medidas exigidas pela situação ou tenham de-
b) À realização, anulação e dissolução do casamento cidido não adotar quaisquer medidas. Estas autoridades
ou de qualquer relação análoga, bem como à separação deverão informar em conformidade as autoridades que
judicial de pessoas e bens; adotaram medidas nos termos do n.º 1.
c) Aos regimes de bens do casamento ou de qualquer
relação análoga; Artigo 8.º
d) Aos fideicomissos e às sucessões;
e) À segurança social; 1 — Se as autoridades de um Estado Contratante, que
f) A medidas públicas de caráter geral em matéria de são competentes nos termos do artigo 5.º ou 6.º, consi-
saúde; derarem que tal é do interesse do adulto, podem, por sua
g) A medidas adotadas em relação a uma pessoa em con- própria iniciativa ou a pedido da autoridade de um outro
sequência de infrações penais praticadas por essa pessoa; Estado Contratante, solicitar às autoridades de um dos
h) A decisões em matéria de direito de asilo e de imi- Estados referidos no n.º 2 que adotem medidas de proteção
gração; da pessoa ou dos bens do adulto. O pedido pode referir-se
i) A medidas que visam apenas manter a segurança a todos ou apenas a alguns dos aspetos dessa proteção.
pública. 2 — Os Estados Contratantes cujas autoridades podem ser
requeridas nas condições previstas no número anterior são:
2 — No que respeita às matérias referidas no n.º 1, este a) Um Estado de que o adulto é nacional;
último não prejudica o direito de uma pessoa agir na qua- b) O Estado onde antes o adulto residia habitual-
lidade de representante do adulto. mente;
c) Um Estado no qual se encontrem bens do adulto;
d) O Estado cujas autoridades foram escolhidas, por
CAPÍTULO II
escrito, pelo adulto para adotarem medidas tendentes à
Competência sua proteção;
e) O Estado onde resida habitualmente uma pessoa
Artigo 5.º próxima do adulto que esteja disposta a assumir a sua
proteção;
1 — As autoridades judiciárias ou administrativas do f) O Estado em cujo território se encontra o adulto, no
Estado Contratante onde o adulto tem a sua residência que diz respeito à proteção da sua pessoa.
habitual são competentes para adotar medidas tendentes
à proteção da pessoa ou dos bens do adulto. 3 — Se a autoridade designada nos termos dos números
2 — Em caso de mudança da residência habitual do anteriores não aceitar a sua competência, as autoridades do
adulto para outro Estado Contratante, são competentes as Estado Contratante competentes nos termos do artigo 5.º
autoridades do Estado da nova residência habitual. ou 6.º mantêm a competência.
Diário da República, 1.ª série — N.º 116 — 19 de junho de 2014 3175
Artigo 9.º 2 — Contudo, na medida em que a proteção da pessoa
ou os bens do adulto o exija, eles podem, excecionalmente,
As autoridades de um Estado Contratante onde se en-
aplicar ou ter em consideração a lei de outro Estado com o
contrem bens do adulto são competentes para adotar me-
qual a situação apresente uma conexão relevante.
didas de proteção relativamente a esses bens, desde que
essas medidas sejam compatíveis com aquelas que foram
adotadas pelas autoridades competentes nos termos dos Artigo 14.º
artigos 5.º a 8.º Sempre que uma medida adotada num Estado Contra-
Artigo 10.º tante é aplicada num outro Estado Contratante, as condições
da sua aplicação regem-se pela lei desse outro Estado.
1 — Em caso de urgência, as autoridades de qualquer
Estado Contratante em cujo território se encontrem o adulto Artigo 15.º
ou bens que lhe pertençam são competentes para adotar as
medidas de proteção necessárias. 1 — A existência, extensão, modificação e extinção
2 — As medidas adotadas ao abrigo do número anterior dos poderes representativos conferidos por um adulto, ao
relativamente a um adulto que resida habitualmente num abrigo de um acordo ou através de um ato unilateral, para
Estado Contratante cessam logo que as autoridades que serem exercidos quando ele não estiver em condições de
sejam competentes nos termos dos artigos 5.º a 9.º adotem proteger os seus interesses, regem-se pela lei do Estado
as medidas exigidas pela situação. onde o adulto tem a sua residência habitual no momento do
3 — As medidas adotadas ao abrigo do n.º 1 relativa- acordo ou do ato, salvo se uma das leis referidas no n.º 2
mente a um adulto que resida habitualmente num Estado tiver sido designada expressamente por escrito.
não Contratante cessam em cada Estado Contratante logo 2 — Os Estados cujas leis podem ser designadas são:
que as medidas exigidas pela situação e adotadas pelas a) Um Estado de que o adulto é nacional;
autoridades de um outro Estado tenham sido reconhecidas b) O Estado onde antes o adulto residia habitualmente;
no Estado Contratante em questão. c) Um Estado no qual se encontrem bens do adulto, em
4 — As autoridades que adotaram medidas ao abrigo relação a esses bens.
do n.º 1 deverão, na medida do possível, informar as au-
toridades do Estado Contratante, no qual o adulto tem a 3 — A forma de exercício desses poderes representati-
sua residência habitual, das medidas adotadas. vos rege-se pela lei do Estado no qual são exercidos.
Artigo 11.º Artigo 16.º
1 — Excecionalmente, as autoridades de um Estado Quando os poderes representativos referidos no ar-
Contratante em cujo território se encontra o adulto são tigo 15.º não são exercidos de forma a garantir a proteção
competentes para adotar medidas de caráter provisório, da pessoa ou dos bens do adulto, podem ser retirados ou
as quais têm eficácia territorial restringida a esse Estado, alterados mediante medidas adotadas por uma autoridade
tendentes a proteger a pessoa do adulto, desde que essas com competência nos termos da Convenção. Caso esses
medidas sejam compatíveis com aquelas que já foram poderes representativos sejam retirados ou alterados, a lei
adotadas pelas autoridades competentes nos termos dos referida no artigo 15.º deverá tanto quanto possível ser tida
artigos 5.º a 8.º, e depois de terem avisado as autoridades
em consideração.
competentes nos termos do artigo 5.º
2 — As medidas adotadas ao abrigo do número an-
terior em relação a um adulto que resida habitualmente Artigo 17.º
num Estado Contratante cessam logo que as autoridades 1 — Não pode ser contestada a validade de um ato
competentes nos termos dos artigos 5.º a 8.º tomem uma celebrado entre um terceiro e uma pessoa que possua a
decisão em relação às medidas de proteção que a situação qualidade de representante segundo a lei do Estado onde foi
pode vir a exigir. celebrado o ato, nem pode o terceiro ser responsabilizado,
apenas com base no facto da outra pessoa não possuir a
Artigo 12.º qualidade de representante em virtude da lei designada
Sob reserva do n.º 3 do artigo 7.º, as medidas adotadas pelas disposições do presente capítulo, a menos que o
em aplicação dos artigos 5.º a 9.º permanecem em vigor terceiro soubesse ou devesse ter sabido que essa qualidade
dentro dos respetivos limites, ainda que o facto que ser- se regia por essa lei.
via de base à competência tenha sido eliminado por uma 2 — O número anterior aplica-se apenas nos casos em
alteração de circunstâncias, desde que as autoridades que que o ato foi celebrado entre pessoas que se encontram no
têm competência ao abrigo da Convenção não tenham território do mesmo Estado.
modificado, substituído ou posto termo a essas medidas.
Artigo 18.º
CAPÍTULO III As disposições do presente capítulo aplicam-se ainda
que a lei por elas designada seja a lei de um Estado não
Lei aplicável Contratante.
Artigo 13.º Artigo 19.º
1 — No exercício da competência que lhes é atribuída Para efeitos do presente capítulo, entende-se por «lei»,
nos termos do disposto no capítulo II, as autoridades dos o Direito em vigor num Estado, à exceção das suas normas
Estados Contratantes deverão aplicar a sua própria lei. de conflitos de leis.
3176 Diário da República, 1.ª série — N.º 116 — 19 de junho de 2014
Artigo 20.º 2 — Cada Estado Contratante deverá aplicar um pro-
cedimento simples e rápido à declaração de exequatur ou
Este capítulo não impede a aplicação das disposições
de registo.
da lei do Estado, no qual o adulto deve ser protegido, nos
3 — A declaração de exequatur ou de registo só pode
casos em que a aplicação dessas disposições é obrigatória,
ser recusada com base num dos motivos previstos no n.º 2
seja qual for a lei que de outro modo seria aplicável.
do artigo 22.º
Artigo 21.º
Artigo 26.º
A aplicação da lei designada pelas disposições do pre-
Sem prejuízo da análise necessária para a aplicação dos
sente capítulo só pode ser recusada se essa aplicação for
artigos anteriores, não haverá análise quanto ao mérito da
manifestamente contrária à ordem pública.
medida adotada.
CAPÍTULO IV Artigo 27.º
Reconhecimento e execução As medidas adotadas num Estado Contratante e de-
claradas executórias, ou registadas para fins da execução
Artigo 22.º num outro Estado Contratante, deverão ser executadas
nesse mesmo Estado, como se tivessem sido adotadas
1 — As medidas adotadas pelas autoridades de um Es- pelas suas autoridades. A execução deverá ocorrer em
tado Contratante são reconhecidas de pleno direito em conformidade com a lei do Estado requerido, nos termos
todos os outros Estados Contratantes. previstos nessa lei.
2 — O reconhecimento pode no entanto ser recusado:
a) Se a medida tiver sido adotada por uma autoridade CAPÍTULO V
cuja competência não tinha por base ou não estava em
conformidade com um dos fundamentos previstos no ca- Cooperação
pítulo II;
b) Se, exceto em caso de urgência, a medida tiver sido Artigo 28.º
adotada no âmbito de um processo judicial ou adminis-
1 — Cada Estado Contratante deverá designar uma au-
trativo, sem que tenha sido dado ao adulto a possibilidade
toridade central para exercer as funções que lhe incumbem
de ser ouvido, em violação de princípios fundamentais de
nos termos da Convenção.
processo do Estado requerido;
2 — Os Estados federais, os Estados que possuem mais
c) Se o reconhecimento for manifestamente contrário à
do que um sistema jurídico ou os Estados com unidades
ordem pública do Estado requerido ou ao disposto na lei
territoriais autónomas podem designar mais do que uma
desse Estado, cuja aplicação é obrigatória, seja qual for a
autoridade central e especificar o âmbito territorial ou
lei que de outro modo seria aplicável;
pessoal das suas funções. Quando um Estado designar
d) Se a medida for incompatível com uma medida ado-
mais do que uma Autoridade Central, deverá designar a
tada posteriormente num Estado não Contratante, que teria
Autoridade Central à qual pode ser dirigida qualquer co-
competência nos termos dos artigos 5.º a 9.º, nos casos em
municação tendo em vista a sua transmissão à Autoridade
que esta última medida preenche os requisitos exigidos
Central competente nesse Estado.
para o seu reconhecimento no Estado requerido;
e) Se não tiver sido respeitado o procedimento previsto
no artigo 33.º Artigo 29.º
Artigo 23.º 1 — As Autoridades Centrais deverão cooperar entre si
e promover a cooperação entre as autoridades competentes
Sem prejuízo do n.º 1 do artigo 22.º, qualquer pessoa dos respetivos Estados a fim de atingir os objetivos da
interessada pode solicitar às autoridades competentes de Convenção.
um Estado Contratante que decidam sobre o reconheci- 2 — No que se refere à aplicação da Convenção, elas
mento ou não reconhecimento de uma medida adotada deverão adotar as medidas adequadas para prestar infor-
num outro Estado Contratante. O procedimento rege-se mações sobre as leis existentes nos respetivos Estados
pela lei do Estado requerido. e os serviços aí disponíveis em matéria de proteção de
adultos.
Artigo 24.º
Artigo 30.º
A autoridade do Estado requerido está vinculada à ma-
téria de facto na qual a autoridade do Estado, no qual foi A Autoridade Central de um Estado Contratante deverá,
adotada a medida, baseou a sua competência. diretamente ou através de autoridades públicas ou de outros
organismos, adotar todas as medidas apropriadas para:
Artigo 25.º
a) Facilitar a comunicação, por todos os meios, entre as
1 — Se as medidas adotadas e executórias num Estado autoridades competentes em situações às quais se aplica
Contratante exigem execução num outro Estado Contra- a Convenção;
tante, deverão, a pedido de qualquer parte interessada, ser b) A pedido de uma autoridade competente de outro
declaradas executórias ou registadas para fins da execução Estado Contratante, ajudar a descobrir o paradeiro de um
nesse outro Estado de acordo com o procedimento previsto adulto sempre que se afigure que o adulto pode estar no
na lei desse mesmo Estado. território do Estado requerido e precisar de proteção.
Diário da República, 1.ª série — N.º 116 — 19 de junho de 2014 3177
Artigo 31.º 2 — Qualquer Estado Contratante pode concluir acor-
dos com vista à repartição de encargos com um ou mais
As autoridades competentes de um Estado Contratante
Estados Contratantes.
podem encorajar, diretamente ou através de outros organis-
mos, o recurso à mediação, à conciliação ou a outro meio
Artigo 37.º
análogo a fim de obter soluções acordadas para a proteção
da pessoa ou dos bens do adulto em situações às quais se Com vista a melhorar a aplicação do presente capí-
aplica a Convenção. tulo nas suas relações mútuas, qualquer Estado Contra-
tante pode concluir acordos com um ou mais Estados
Artigo 32.º Contratantes. Os Estados que tenham concluído esses
acordos deverão transmitir uma cópia ao depositário da
1 — Sempre que esteja a ser ponderada uma medida
Convenção.
de proteção e se a situação do adulto assim o exigir, as
autoridades competentes nos termos da Convenção podem
solicitar a qualquer autoridade de outro Estado Contra- CAPÍTULO VI
tante que tenha informações pertinentes para a proteção
do adulto que lhe transmita essas informações. Disposições gerais
2 — Um Estado Contratante pode declarar que os
pedidos formulados nos termos do n.º 1 só podem ser Artigo 38.º
transmitidos às suas autoridades por intermédio da sua 1 — As autoridades do Estado Contratante no qual foi
Autoridade Central. adotada uma medida de proteção ou confirmado um poder
3 — As autoridades competentes de um Estado Contra- representativo pode, a pedido, emitir à pessoa a quem
tante podem pedir às autoridades de outro Estado Contra- foi confiada a proteção da pessoa ou dos bens do adulto
tante auxílio na aplicação das medidas de proteção adotadas um certificado que indica a qualidade em que a pessoa
ao abrigo da presente Convenção. se encontra autorizada a agir e os poderes que lhe foram
atribuídos.
Artigo 33.º 2 — Na falta de prova em contrário, presume-se que
1 — Se uma autoridade competente nos termos dos essa pessoa ficou investida na qualidade e dos poderes
artigos 5.º a 8.º ponderar colocar um adulto num esta- indicados no certificado a partir da data do mesmo.
belecimento ou noutro local onde a proteção pode ser 3 — Cada Estado Contratante deverá designar as auto-
assegurada, e ocorrendo essa colocação noutro Estado ridades competentes para emitir o certificado.
Contratante, deverá, em primeiro lugar, consultar a Au-
toridade Central ou outra autoridade competente desse Artigo 39.º
Estado. Para esse efeito, deverá transmitir um relatório Os dados pessoais recolhidos ou transmitidos ao abrigo
sobre o adulto, com indicação dos motivos da proposta da Convenção deverão ser utilizados apenas para os fins
de colocação. para os quais foram recolhidos ou transmitidos.
2 — A decisão sobre a colocação não pode ser feita
no Estado requerente, se a Autoridade Central ou outra Artigo 40.º
autoridade competente do Estado requerido manifestar a
sua oposição num prazo razoável. As autoridades às quais é transmitida a informação de-
verão assegurar a sua confidencialidade, em conformidade
Artigo 34.º com a lei do seu Estado.
Nos casos em que o adulto é exposto a um perigo grave, Artigo 41.º
se as autoridades competentes do Estado Contratante, no
qual foram adotadas ou estão a ser ponderadas medidas Todos os documentos transmitidos ou emitidos ao abrigo
de proteção do adulto, forem informadas da mudança de da presente Convenção deverão estar dispensados de lega-
residência do adulto para outro Estado ou de que ele se lização ou de qualquer formalidade análoga.
encontra nesse outro Estado, deverão informar as respetivas
autoridades sobre o perigo envolvido e as medidas que Artigo 42.º
foram adotadas ou estão a ser ponderadas.
Cada Estado Contratante pode designar as autoridades
às quais deverão ser dirigidos os pedidos previstos nos
Artigo 35.º
artigos 8.º e 33.º
Uma autoridade não deverá solicitar ou transmitir qual-
quer informação ao abrigo do presente capítulo se, na sua Artigo 43.º
opinião, ao fazê-lo, pudesse colocar em perigo a pessoa
1 — As designações referidas nos artigos 28.º e 42.º
ou os bens do adulto, ou constituir uma ameaça séria à
deverão ser comunicadas ao Secretariado Permanente
liberdade ou à vida de um membro da família do adulto.
da Conferência da Haia de Direito Internacional Privado
o mais tardar aquando do depósito do instrumento de
Artigo 36.º
ratificação, aceitação ou aprovação da Convenção ou de
1 — Sem prejuízo da possibilidade de fixarem taxas ra- adesão à mesma. Quaisquer alterações nessas designa-
zoáveis pela prestação de serviços, as autoridades centrais ções também deverão ser comunicadas ao Secretariado
e outras autoridades públicas dos Estados Contratantes Permanente.
deverão suportar as suas respetivas despesas decorrentes 2 — A declaração referida no n.º 2 do artigo 32.º deverá
da aplicação do disposto no presente capítulo. ser feita ao depositário da Convenção.
3178 Diário da República, 1.ª série — N.º 116 — 19 de junho de 2014
Artigo 44.º Artigo 46.º
Um Estado Contratante no qual se aplicam sistemas Para efeitos de determinação da lei aplicável ao abrigo
jurídicos ou conjuntos de normas diferentes em matéria de do capítulo III, aplicam-se em relação a um Estado que
proteção da pessoa ou dos bens do adulto não deverá ser tenha duas ou mais unidades territoriais, cada uma com
obrigado a aplicar as regras da Convenção aos conflitos o seu próprio sistema jurídico ou um conjunto de normas
relacionados unicamente com esses diferentes sistemas relativas às matérias reguladas pela presente Convenção,
jurídicos ou conjuntos de normas. as seguintes regras:
a) Se nesse Estado estiverem em vigor regras que iden-
Artigo 45.º tifiquem a lei da unidade territorial que é aplicável, é a lei
Em relação a um Estado que possua, relativamente a dessa unidade que se aplica;
qualquer matéria tratada na presente Convenção, dois ou b) Na ausência de tais regras, aplica-se a lei da unidade
mais sistemas jurídicos ou conjuntos de normas aplicáveis territorial pertinente, tal como definido no artigo 45.º
em diferentes unidades territoriais:
Artigo 47.º
a) Qualquer referência à residência habitual nesse Es-
tado deverá ser interpretada como sendo uma referência à Para efeitos de determinação da lei aplicável ao abrigo
residência habitual numa unidade territorial; do capítulo III, aplicam-se em relação a um Estado que
b) Qualquer referência à presença do adulto nesse Es- possua dois ou mais sistemas jurídicos ou conjuntos de
tado deverá ser interpretada como sendo uma referência à normas aplicáveis a diferentes categorias de pessoas,
presença do adulto numa unidade territorial; quanto às matérias reguladas pela presente Convenção,
c) Qualquer referência à localização de bens do adulto as seguintes regras:
nesse Estado deverá ser interpretada como sendo uma a) Se nesse Estado estiverem em vigor regras que iden-
referência à localização de bens do adulto numa unidade tifiquem a lei aplicável, é esta última que se aplica;
territorial; b) Na ausência de tais regras, aplica-se a lei do sistema
d) Qualquer referência ao Estado de que o adulto é na- ou o conjunto de normas com o qual o adulto apresente a
cional deverá ser interpretada como sendo uma referência conexão mais estreita.
à unidade territorial designada pela lei desse Estado ou, na
ausência de regras pertinentes, à unidade territorial com a Artigo 48.º
qual o adulto apresenta a conexão mais estreita;
e) Qualquer referência ao Estado cujas autoridades fo- Nas relações entre os Estados Contratantes, a presente
ram escolhidas pelo adulto deverá ser interpretada como Convenção substitui a Convenção relativa à Interdição e
sendo uma referência à: às Providências de Proteção Análogas, assinada na Haia,
a 17 de julho de 1905.
— Unidade territorial se o adulto tiver escolhido as
autoridades dessa unidade territorial; Artigo 49.º
— Unidade territorial com a qual o adulto apresente a
conexão mais estreita se o adulto tiver escolhido as au- 1 — A Convenção não afeta nenhum outro instrumento
toridades do Estado, sem especificar nenhuma unidade internacional no qual os Estados Contratantes sejam parte
territorial em particular nesse Estado; e que contenham disposições sobre as matérias reguladas
pela presente Convenção, salvo declaração em contrário
f) Qualquer referência à lei de um Estado com o qual a feita pelos Estados Partes nesse instrumento.
situação apresente uma conexão relevante deverá ser inter- 2 — A presente Convenção não prejudica a possibi-
pretada como sendo uma referência à lei de uma unidade lidade de um ou mais Estados Contratantes concluírem
territorial com a qual a situação apresente uma conexão acordos que contenham, relativamente a adultos habitual-
relevante; mente residentes em qualquer um dos Estados Partes
g) Qualquer referência à lei, ao procedimento ou à auto- nesses acordos, disposições sobre as matérias reguladas
ridade do Estado no qual foi adotada a medida deverá ser pela presente Convenção.
interpretada como sendo uma referência à lei ou ao proce- 3 — Os acordos a serem concluídos por um ou mais Es-
dimento vigentes na unidade territorial ou à autoridade da tados Contratantes nos domínios abrangidos pela presente
unidade territorial na qual foi adotada medida; Convenção não prejudicam a aplicação das disposições
h) Qualquer referência à lei, ao procedimento ou à au- da presente Convenção nas relações desses Estados com
toridade do Estado requerido deverá ser interpretada como outros Estados Contratantes.
sendo uma referência à lei ou ao procedimento vigentes 4 — O disposto nos números anteriores também se
nessa unidade territorial ou à autoridade da unidade ter- aplica às leis uniformes baseadas em laços especiais, de
ritorial na qual se pretende obter o reconhecimento ou a natureza regional ou outra, existentes entre os Estados
execução; visados.
i) Qualquer referência ao Estado no qual deverá ser
aplicada uma medida de proteção deverá ser interpretada Artigo 50.º
como sendo uma referência à unidade territorial na qual a 1 — A Convenção aplica-se apenas às medidas que
medida deverá ser aplicada; tenham sido adotadas num Estado após a entrada em vigor
j) Qualquer referência a órgãos ou autoridades desse da Convenção para esse Estado.
Estado, que não as autoridades centrais, deverá ser in- 2 — A Convenção aplica-se ao reconhecimento e à
terpretada como sendo uma referência aos órgãos e às execução das medidas adotadas após a sua entrada em
autoridades autorizadas a agir na unidade territorial em vigor entre o Estado onde elas foram adotadas e o Estado
causa. requerido.
Diário da República, 1.ª série — N.º 116 — 19 de junho de 2014 3179
3 — A partir da sua entrada em vigor num Estado Con- 2 — Qualquer declaração desta natureza deverá ser
tratante, a Convenção aplica-se aos poderes representati- notificada ao depositário e deverá indicar expressamente
vos, concedidos anteriormente, em condições idênticas às as unidades territoriais às quais se aplica a presente Con-
previstas no artigo 15.º venção.
3 — Se um Estado não fizer nenhuma declaração nos
Artigo 51.º termos do presente artigo, a Convenção aplica-se a todas
1 — Qualquer comunicação deverá ser enviada na lín- as unidades territoriais desse Estado.
gua original à autoridade central ou a outra autoridade de
um Estado Contratante e acompanhada de uma tradução na Artigo 56.º
ou numa das línguas oficiais do outro Estado ou, quando 1 — Qualquer Estado pode, o mais tardar aquando da
tal não seja praticável, de uma tradução em francês ou ratificação, aceitação, aprovação ou adesão, ou aquando de
inglês. uma declaração feita nos termos do artigo 55.º, formular
2 — No entanto, ao formular uma reserva em confor- a reserva prevista no n.º 2 do artigo 51.º Não é admitida
midade com o artigo 56.º, um Estado Contratante pode nenhuma outra reserva.
opor-se à utilização do francês ou do inglês, mas não de 2 — Qualquer Estado pode, a qualquer momento, retirar
ambos. a reserva que formulou. A retirada deverá ser notificada
ao depositário.
Artigo 52.º 3 — Os efeitos da reserva cessam no 1.º dia do 3.º mês
O Secretário-Geral da Conferência da Haia de Direito do calendário após a notificação referida no número an-
Internacional Privado deverá convocar periodicamente terior.
uma Comissão Especial para analisar a aplicação prática
da Convenção. Artigo 57.º
1 — A Convenção entra em vigor no 1.º dia do mês
CAPÍTULO VII seguinte ao termo de três meses após o depósito do ter-
ceiro instrumento de ratificação, aceitação ou aprovação
Claúsulas finais previsto no artigo 53.º
2 — Subsequentemente, a Convenção entra em vigor
Artigo 53.º para:
1 — A Convenção está aberta à assinatura dos Estados a) Cada Estado que a ratifique, aceite ou aprove pos-
que eram membros da Conferência da Haia de Direito teriormente, no 1.º dia do mês seguinte ao termo de três
Internacional Privado em 2 de outubro de 1999. meses após o depósito do seu instrumento de ratificação,
2 — Ela deverá ser ratificada, aceite ou aprovada e aceitação, aprovação ou adesão;
os instrumentos de ratificação, aceitação ou aprovação b) Cada Estado aderente, no 1.º dia do mês seguinte ao
deverão ser depositados junto do Ministério dos Negócios termo de três meses após o termo do período de seis meses
Estrangeiros do Reino dos Países Baixos, o depositário da previsto no n.º 3 do artigo 54.º;
Convenção. c) Uma unidade territorial à qual foi estendida a apli-
cação da Convenção em conformidade com o artigo 55.º,
Artigo 54.º no 1.º dia do mês seguinte ao termo de três meses após a
1 — Qualquer outro Estado pode aderir à Convenção notificação referida nesse mesmo artigo.
após a sua entrada em vigor de acordo com o n.º 1 do
artigo 57.º Artigo 58.º
2 — O instrumento de adesão deverá ser depositado 1 — Um Estado Parte na Convenção pode denunciá-la
junto do depositário. mediante notificação escrita ao depositário. A denúncia
3 — Essa adesão só produz efeitos nas relações entre o pode ser limitada a certas unidades territoriais às quais se
Estado aderente e os Estados Contratantes que não tiverem aplica a Convenção.
levantado qualquer objeção à sua adesão nos seis meses 2 — A denúncia produz efeitos no 1.º dia do mês se-
após a receção da notificação referida na alínea b) do ar- guinte ao termo de um período de 12 meses após receção
tigo 59.º Essa objeção também pode ser levantada pelos da notificação pelo depositário. Sempre que na notifica-
Estados aquando da ratificação, aceitação ou aprovação ção seja indicado um período mais longo para o início de
da Convenção após uma adesão. Estas objeções deverão produção de efeitos da denúncia, esta produz efeitos após
ser notificadas ao depositário. o termo desse período mais longo.
Artigo 55.º Artigo 59.º
1 — Se um Estado tiver duas ou mais unidades terri- O depositário deverá notificar os Estados membros da
toriais nas quais se aplicam sistemas jurídicos diferentes Conferência da Haia de Direito Internacional Privado e
às matérias reguladas pela presente Convenção, pode, os Estados que a ela tenham aderido em conformidade
aquando da assinatura, ratificação, aceitação, aprovação com o artigo 54.º:
ou adesão, declarar que a Convenção se aplica a todas as
suas unidades territoriais ou somente a uma ou mais des- a) Das assinaturas, ratificações, aceitações e aprovações
sas unidades, podendo, em qualquer momento, modificar referidas no artigo 53.º;
essa declaração, mediante a apresentação de uma outra b) Das adesões e das objeções às adesões referidas no
declaração. artigo 54.º;
3180 Diário da República, 1.ª série — N.º 116 — 19 de junho de 2014
c) Da data de entrada em vigor da Convenção em con- Reaffirming the conservation principles of the Con-
formidade com o artigo 57.º; vention on the Conservation of Antarctic Marine Living
d) Das declarações referidas no n.º 2.º do artigo 32.º e Resources;
no artigo 55.º; Convinced that the development of a comprehensive
e) Dos acordos referidos no artigo 37.º; regime for the protection of the Antarctic environment and
f) Da reserva referida no n.º 2 do artigo 51.º e da retirada dependent and associated ecosystems is in the interest of
referida no n.º 2 do artigo 56.º; mankind as a whole;
g) Das denúncias referidas no artigo 58.º Desiring to supplement the Antarctic Treaty to this end;
Em fé do que os abaixo assinados, devidamente autori- have agreed as follows:
zados para o efeito, assinaram a presente Convenção.
Article 1
Feita na Haia, a 13 de janeiro de 2000, num único exem- Definitions
plar, nas línguas inglesa e francesa, sendo ambos os tex-
tos igualmente autênticos, que deverá ser depositado no For the purposes of this Protocol:
arquivo do Governo do Reino dos Países Baixos, e cuja (a) «The Antarctic Treaty» means the Antarctic Treaty
cópia certificada deverá ser remetida, por via diplomática, done at Washington on 1 December 1959;
a cada um dos Estados membros da Conferencia da Haia (b) «Antarctic Treaty area» means the area to which the
de Direito Internacional Privado em 2 de outubro de 1999. provisions of the Antarctic Treaty apply in accordance with
article VI of that Treaty;
(c) «Antarctic Treaty Consultative Meetings» means the
meetings referred to in article IX of the Antarctic Treaty;
Resolução da Assembleia da República n.º 53/2014 (d) «Antarctic Treaty Consultative Parties» means the
Contracting Parties to the Antarctic Treaty entitled to ap-
APROVA O PROTOCOLO AO TRATADO PARA A ANTÁRTIDA point representatives to participate in the meetings referred
SOBRE A PROTEÇÃO DO MEIO AMBIENTE, to in article IX of that Treaty;
ADOTADO EM MADRID, EM 4 DE OUTUBRO DE 1991
(e) «Antarctic Treaty system» means the Antarctic Tre-
A Assembleia da República resolve, nos termos da alí- aty, the measures in effect under that Treaty, its associated
nea i) do artigo 161.º e do n.º 5 do artigo 166.º da Cons- separate international instruments in force and the measu-
tituição, aprovar o Protocolo ao Tratado para a Antártida res in effect under those instruments;
sobre a Proteção do Meio Ambiente, adotado em Madrid, (f) «Arbitral Tribunal» means the Arbitral Tribunal es-
em 4 de outubro de 1991, cujo texto, na versão autenticada tablished in accordance with the Schedule to this Protocol,
na língua inglesa, bem como a respetiva tradução para a which forms an integral part thereof;
língua portuguesa, se publicam em anexo. (g) «Committee» means the Committee for Environ-
mental Protection established in accordance with article 11.
Aprovada em 2 de maio de 2014.
A Presidente da Assembleia da República, Maria da Article 2
Assunção A. Esteves. Objective and designation
PROTOCOL ON ENVIRONMENTAL PROTECTION The Parties commit themselves to the comprehensive
TO THE ANTARCTIC TREATY protection of the Antarctic environment and dependent and
associated ecosystems and hereby designate Antarctica as
Preamble a natural reserve, devoted to peace and science.
The States Parties to this Protocol to the Antarctic Treaty, Article 3
hereinafter referred to as the Parties:
Environmental principles
Convinced of the need to enhance the protection of
the Antarctic environment and dependent and associated 1 — The protection of the Antarctic environment and
ecosystems; dependent and associated ecosystems and the intrinsic
Convinced of the need to strengthen the Antarctic Treaty value of Antarctica, including its wilderness and aesthetic
system so as to ensure that Antarctica shall continue forever values and its value as an area for the conduct of scientific
to be used exclusively for peaceful purposes and shall not research, in particular research essential to understanding
become the scene or object of international discord; the global environment, shall be fundamental considera-
Bearing in mind the special legal and political status of tions in the planning and conduct of all activities in the
Antarctica and the special responsibility of the Antarctic Antarctic Treaty area.
Treaty Consultative Parties to ensure that all activities in 2 — To this end:
Antarctica are consistent with the purposes and principles (a) activities in the Antarctic Treaty area shall be plan-
of the Antarctic Treaty; ned and conducted so as to limit adverse impacts on the
Recalling the designation of Antarctica as a Special Antarctic environment and dependent and associated
Conservation Area and other measures adopted under the ecosystems;
Antarctic Treaty system to protect the Antarctic environ- (b) activities in the Antarctic Treaty area shall be planned
ment and dependent and associated ecosystems; and conducted so as to avoid:
Acknowledging further the unique opportunities An-
tarctica offers for scientific monitoring of and research on (i) adverse effects on climate or weather patterns;
processes of global as well as regional importance; (ii) significant adverse effects on air or water quality;
Diário da República, 1.ª série — N.º 116 — 19 de junho de 2014 3181
(iii) significant changes in the atmospheric, terrestrial (b) be modified, suspended or cancelled if they result in
(including aquatic), glacial or marine environments; or threaten to result in impacts upon the Antarctic environ-
(iv) detrimental changes in the distribution, abundance ment or dependent or associated ecosystems inconsistent
or productivity of species or populations of species of with those principles.
fauna and flora;
(v) further jeopardy to endangered or threatened species Article 4
or populations of such species; or Relationship with the other components
(vi) degradation of, or substantial risk to, areas of bio- of the Antarctic Treaty system
logical, scientific, historic, aesthetic or wilderness signi-
ficance; 1 — This Protocol shall supplement the Antarctic Treaty
and shall neither modify nor amend that Treaty.
(c) activities in the Antarctic Treaty area shall be plan- 2 — Nothing in this Protocol shall derogate from the
ned and conducted on the basis of information sufficient rights and obligations of the Parties to this Protocol un-
der the other international instruments in force within the
to allow prior assessments of, and informed judgments
Antarctic Treaty system.
about, their possible impacts on the Antarctic environment
and dependent and associated ecosystems and on the value
Article 5
of Antarctica for the conduct of scientific research; such
judgments shall take account of: Consistency with the other components
of the Antarctic Treaty system
(i) the scope of the activity, including its area, duration
and intensity; The Parties shall consult and co-operate with the Con-
(ii) the cumulative impacts of the activity, both by itself tracting Parties to the other international instruments in
and in combination with other activities in the Antarctic force within the Antarctic Treaty system and their respec-
Treaty area; tive institutions with a view to ensuring the achievement of
(iii) whether the activity will detrimentally affect any the objectives and principles of this Protocol and avoiding
other activity in the Antarctic Treaty area; any interference with the achievement of the objectives
(iv) whether technology and procedures are available to and principles of those instruments or any inconsistency
provide for environmentally safe operations; between the implementation of those instruments and of
this Protocol.
(v) whether there exists the capacity to monitor key
environmental parameters and ecosystem components so Article 6
as to identify and provide early warning of any adverse Co-operation
effects of the activity and to provide for such modification
of operating procedures as may be necessary in the light 1 — The Parties shall co-operate in the planning and
of the results of monitoring or increased knowledge of conduct of activities in the Antarctic Treaty area. To this
the Antarctic environment and dependent and associated end, each Party shall endeavour to:
ecosystems; and (a) promote co-operative programmes of scientific, te-
(vi) whether there exists the capacity to respond promp- chnical and educational value, concerning the protection
tly and effectively to accidents, particularly those with of the Antarctic environment and dependent and associated
potential environmental effects; ecosystems;
(b) provide appropriate assistance to other Parties in the
(d) regular and effective monitoring shall take place preparation of environmental impact assessments;
to allow assessment of the impacts of ongoing activities, (c) provide to other Parties upon request information
including the verification of predicted impacts; relevant to any potential environmental risk and assistance
(e) regular and effective monitoring shall take place to to minimize the effects of accidents which may damage
facilitate early detection of the possible unforeseen effects the Antarctic environment or dependent and associated
of activities carried on both within and outside the Antarctic ecosystems;
Treaty area on the Antarctic environment and dependent (d) consult with other Parties with regard to the choice
and associated ecosystems. of sites for prospective stations and other facilities so as
to avoid the cumulative impacts caused by their excessive
3 — Activities shall be planned and conducted in concentration in any location;
the Antarctic Treaty area so as to accord priority to (e) where appropriate, undertake joint expeditions and
scientific research and to preserve the value of An- share the use of stations and other facilities; and
tarctica as an area for the conduct of such research, (f) carry out such steps as may be agreed upon at An-
including research essential to understanding the glo- tarctic Treaty Consultative Meetings.
bal environment.
4 — Activities undertaken in the Antarctic Treaty 2 — Each Party undertakes, to the extent possible, to
area pursuant to scientific research programmes, tou- share information that may be helpful to other Parties in
rism and all other governmental and non-governmental planning and conducting their activities in the Antarctic
activities in the Antarctic Treaty area for which advance Treaty area, with a view to the protection of the Antarctic
notice is required in accordance with article VII (5) environment and dependent and associated ecosystems.
of the Antarctic Treaty, including associated logistic 3 — The Parties shall co-operate with those Parties
support activities, shall: which may exercise jurisdiction in areas adjacent to the
Antarctic Treaty area with a view to ensuring that activities
(a) take place in a manner consistent with the principles in the Antarctic Treaty area do not have adverse environ-
in this article; and mental impacts on those areas.
3182 Diário da República, 1.ª série — N.º 116 — 19 de junho de 2014
Article 7 Article 10
Prohibition of mineral resource activities Antarctic Treaty Consultative Meetings
Any activity relating to mineral resources, other than 1 — Antarctic Treaty Consultative Meetings shall, dra-
scientific research, shall be prohibited. wing upon the best scientific and technical advice avai-
lable:
Article 8 (a) define, in accordance with the provisions of this
Environmental impact assessment Protocol, the general policy for the comprehensive pro-
tection of the Antarctic environment and dependent and
1 — Proposed activities referred to in paragraph 2 be- associated ecosystems; and
low shall be subject to the procedures set out in annex I (b) adopt measures under article IX of the Antarctic
for prior assessment of the impacts of those activities on Treaty for the implementation of this Protocol.
the Antarctic environment or on dependent or associated
ecosystems according to whether those activities are iden- 2 — Antarctic Treaty Consultative Meetings shall re-
tified as having: view the work of the Committee and shall draw fully upon
(a) less than a minor or transitory impact; its advice and recommendations in carrying out the tasks
(b) a minor or transitory impact; or referred to in paragraph 1 above, as well as upon the advice
(c) more than a minor or transitory impact. of the Scientific Committee on Antarctic Research.
2 — Each Party shall ensure that the assessment pro- Article 11
cedures set out in annex I are applied in the planning pro- Committee for Environmental Protection
cesses leading to decisions about any activities undertaken
in the Antarctic Treaty area pursuant to scientific research 1 — There is hereby established the Committee for En-
programmes, tourism and all other governmental and vironmental Protection.
non-governmental activities in the Antarctic Treaty area 2 — Each Party shall be entitled to be a member of the
for which advance notice is required under article VII (5) of Committee and to appoint a representative who may be
the Antarctic Treaty, including associated logistic support accompanied by experts and advisers.
activities. 3 — Observer status in the Committee shall be open to
3 — The assessment procedures set out in annex I shall any Contracting Party to the Antarctic Treaty which is not
apply to any change in an activity whether the change a Party to this Protocol.
arises from an increase or decrease in the intensity of 4 — The Committee shall invite the President of the
an existing activity, from the addition of an activity, the Scientific Committee on Antarctic Research and the Chair-
decommissioning of a facility, or otherwise. man of the Scientific Committee for the Conservation
4 — Where activities are planned jointly by more than of Antarctic Marine Living Resources to participate as
one Party, the Parties involved shall nominate one of their observers at its sessions. The Committee may also, with
number to coordinate the implementation of the environ- the approval of the Antarctic Treaty Consultative Meeting,
mental impact assessment procedures set out in annex I. invite such other relevant scientific, environmental and
technical organisations which can contribute to its work
Article 9 to participate as observers at its sessions.
5 — The Committee shall present a report on each of
Annexes its sessions to the Antarctic Treaty Consultative Meeting.
1 — The annexes to this Protocol shall form an integral The report shall cover all matters considered at the session
part thereof. and shall reflect the views expressed. The report shall be
2 — Annexes, additional to annexes I-IV, may be adop- circulated to the Parties and to observers attending the
ted and become effective in accordance with article IX of session, and shall thereupon be made publicly available.
the Antarctic Treaty. 6 — The Committee shall adopt its rules of proce-
3 — Amendments and modifications to annexes may be dure which shall be subject to approval by the Antarctic
adopted and become effective in accordance with article IX Treaty Consultative Meeting.
of the Antarctic Treaty, provided that any annex may itself
make provision for amendments and modifications to be- Article 12
come effective on an accelerated basis. Functions of the Committee
4 — Annexes and any amendments and modifications
thereto which have become effective in accordance with 1 — The functions of the Committee shall be to provide
paragraphs 2 and 3 above shall, unless an annex itself advice and formulate recommendations to the Parties in
provides otherwise in respect of the entry into effect of connection with the implementation of this Protocol, in-
any amendment or modification thereto, become effective cluding the operation of its annexes, for consideration at
for a Contracting Party to the Antarctic Treaty which is Antarctic Treaty Consultative Meetings, and to perform
not an Antarctic Treaty Consultative Party, or which was such other functions as may be referred to it by the An-
not an Antarctic Treaty Consultative Party at the time of tarctic Treaty Consultative Meetings. In particular, it shall
provide advice on:
the adoption, when notice of approval of that Contracting
Party has been received by the Depository. (a) the effectiveness of measures taken pursuant to this
5 — Annexes shall, except to the extent that an annex Protocol;
provides otherwise, be subject to the procedures for dispute (b) the need to update, strengthen or otherwise improve
settlement set out in articles 18 to 20. such measures;
Diário da República, 1.ª série — N.º 116 — 19 de junho de 2014 3183
(c) the need for additional measures, including the need res to be established by an Antarctic Treaty Consultative
for additional annexes, where appropriate; Meeting.
(d) the application and implementation of the environ-
mental impact assessment procedures set out in article 8 3 — Parties shall co-operate fully with observers under-
and annex I; taking inspections, and shall ensure that during inspections,
(e) means of minimising or mitigating environmental observers are given access to all parts of stations, installa-
impacts of activities in the Antarctic Treaty area; tions, equipment, ships and aircraft open to inspection
(f) procedures for situations requiring urgent action, under article VII (3) of the Antarctic Treaty, as well as to all
including response action in environmental emergencies; records maintained thereon which are called for pursuant
(g) the operation and further elaboration of the Antarctic to this Protocol.
Protected Area system; 4 — Reports of inspections shall be sent to the Parties
(h) inspection procedures, including formats for ins- whose stations, installations, equipment, ships or aircraft
pection reports and checklists for the conduct of inspec- are covered by the reports. After those Parties have been
tions; given the opportunity to comment, the reports and any
(i) the collection, archiving, exchange and evaluation of comments thereon shall be circulated to all the Parties
information related to environmental protection; and to the Committee, considered at the next Antarctic
(j) the state of the Antarctic environment; and Treaty Consultative Meeting, and thereafter made publicly
(k) the need for scientific research, including environ- available.
mental monitoring, related to the implementation of this Article 15
Protocol.
Emergency response action
2 — In carrying out its functions, the Committee shall, 1 — In order to respond to environmental emergencies
as appropriate, consult with the Scientific Committee in the Antarctic Treaty area, each Party agrees to:
on Antarctic Research, the Scientific Committee for the
Conservation of Antarctic Marine Living Resources and (a) provide for prompt and effective response action to
other relevant scientific, environmental and technical or- such emergencies which might arise in the performance
ganizations. of scientific research programmes, tourism and all other
governmental and non-governmental activities in the An-
Article 13 tarctic Treaty area for which advance notice is required
Compliance with this Protocol under article VII (5) of the Antarctic Treaty, including as-
sociated logistic support activities; and
1 — Each Party shall take appropriate measures within (b) establish contingency plans for response to incidents
its competence, including the adoption of laws and regu- with potential adverse effects on the Antarctic environment
lations, administrative actions and enforcement measures, or dependent and associated ecosystems.
to ensure compliance with this Protocol.
2 — Each Party shall exert appropriate efforts, consis- 2 — To this end, the Parties shall:
tent with the Charter of the United Nations, to the end that
no one engages in any activity contrary to this Protocol. (a) co-operate in the formulation and implementation
3 — Each Party shall notify all other Parties of the me- of such contingency plans; and
asures it takes pursuant to paragraphs 1 and 2 above. (b) establish procedures for immediate notification of,
4 — Each Party shall draw the attention of all other and co-operative response to, environmental emergen-
Parties to any activity which in its opinion affects the cies.
implementation of the objectives and principles of this
Protocol. 3 — In the implementation of this article, the Parties
5 — The Antarctic Treaty Consultative Meetings shall shall draw upon the advice of the appropriate international
draw the attention of any State which is not a Party to organisations.
this Protocol to any activity undertaken by that State, its Article 16
agencies, instrumentalities, natural or juridical persons, Liability
ships, aircraft or other means of transport which affects
the implementation of the objectives and principles of Consistent with the objectives of this Protocol for the
this Protocol. comprehensive protection of the Antarctic environment and
Article 14 dependent and associated ecosystems, the Parties undertake
to elaborate rules and procedures relating to liability for
Inspection damage arising from activities taking place in the Antarctic
1 — In order to promote the protection of the Antarctic Treaty area and covered by this Protocol. Those rules and
environment and dependent and associated ecosystems, procedures shall be included in one or more annexes to be
and to ensure compliance with this Protocol, the Antarctic adopted in accordance with article 9 (2).
Treaty Consultative Parties shall arrange, individually or
collectively, for inspections by observers to be made in Article 17
accordance with article VII of the Antarctic Treaty. Annual report by Parties
2 — Observers are:
1 — Each Party shall report annually on the steps
(a) observers designated by any Antarctic Treaty Con- taken to implement this Protocol. Such reports shall
sultative Party who shall be nationals of that Party; and include notifications made in accordance with arti-
(b) any observers designated at Antarctic Treaty Con- cle 13 (3), contingency plans established in accordance
sultative Meetings to carry out inspections under procedu- with article 15 and any other notifications and infor-
3184 Diário da República, 1.ª série — N.º 116 — 19 de junho de 2014
mation called for pursuant to this Protocol for which extent that an annex provides otherwise, the provisions
there is no other provision concerning the circulation of any annex or, insofar as it relates to these articles and
and exchange of information. provisions, article 13, have not agreed on a means for
2 — Reports made in accordance with paragraph 1 resolving it within 12 months of the request for consul-
above shall be circulated to all Parties and to the Com- tation pursuant to article 18, the dispute shall be referred,
mittee, considered at the next Antarctic Treaty Consultative at the request of any party to the dispute, for settlement in
Meeting, and made publicly available. accordance with the procedure determined by article 19 (4)
and (5).
Article 18 2 — The Arbitral Tribunal shall not be competent to
Dispute settlement
decide or rule upon any matter within the scope of article IV
of the Antarctic Treaty. In addition, nothing in this Protocol
If a dispute arises concerning the interpretation or ap- shall be interpreted as conferring competence or jurisdiction
plication of this Protocol, the parties to the dispute shall, on the International Court of Justice or any other tribunal
at the request of any one of them, consult among themsel- established for the purpose of settling disputes between
ves as soon as possible with a view to having the dispute Parties to decide or otherwise rule upon any matter within
resolved by negotiation, inquiry, mediation, conciliation, the scope of article IV of the Antarctic Treaty.
arbitration, judicial settlement or other peaceful means to
which the parties to the dispute agree. Article 21
Article 19 Signature
Choice of dispute settlement procedure This Protocol shall be open for signature at Madrid on
the 4th of October 1991 and thereafter at Washington until
1 — Each Party, when signing, ratifying, accepting, the 3rd of October 1992 by any State which is a Contracting
approving or acceding to this Protocol, or at any time there- Party to the Antarctic Treaty.
after, may choose, by written declaration, one or both of the
following means for the settlement of disputes concerning Article 22
the interpretation or application of articles 7, 8 and 15 and,
except to the extent that an annex provides otherwise, the Ratification, acceptance, approval or accession
provisions of any annex and, insofar as it relates to these 1 — This Protocol is subject to ratification, acceptance
articles and provisions, article 13: or approval by signatory States.
(a) the International Court of Justice; 2 — After the 3rd of October 1992 this Protocol shall
(b) the Arbitral Tribunal. be open for accession by any State which is a Contracting
Party to the Antarctic Treaty.
2 — A declaration made under paragraph 1 above shall 3 — Instruments of ratification, acceptance, approval
not affect the operation of article 18 and article 20 (2). or accession shall be deposited with the Government of
3 — A Party which has not made a declaration under the United States of America, hereby designated as the
paragraph 1 above or in respect of which a declaration is Depositary.
no longer in force shall be deemed to have accepted the 4 — After the date on which this Protocol has entered
competence of the Arbitral Tribunal. into force, the Antarctic Treaty Consultative Parties
4 — If the parties to a dispute have accepted the same shall not act upon a notification regarding the entitle-
means for the settlement of a dispute, the dispute may ment of a Contracting Party to the Antarctic Treaty to
be submitted only to that procedure, unless the parties appoint representatives to participate in Antarctic Treaty
otherwise agree. Consultative Meetings in accordance with article IX (2)
5 — If the parties to a dispute have not accepted the same of the Antarctic Treaty unless that Contracting Party
means for the settlement of a dispute, or if they have both has first ratified, accepted, approved or acceded to this
accepted both means, the dispute may be submitted only Protocol.
to the Arbitral Tribunal, unless the parties otherwise agree.
6 — A declaration made under paragraph 1 above shall Article 23
remain in force until it expires in accordance with its terms Entry into force
or until three months after written notice of revocation has
been deposited with the Depositary. 1 — This Protocol shall enter into force on the thirtieth
7 — A new declaration, a notice of revocation or the day following the date of deposit of instruments of rati-
expiry of a declaration shall not in any way affect proce- fication, acceptance, approval or accession by all States
edings pending before the International Court of Justice which are Antarctic Treaty Consultative Parties at the date
or the Arbitral Tribunal, unless the parties to the dispute on which this Protocol is adopted.
otherwise agree. 2 — For each Contracting Party to the Antarctic Treaty
8 — Declarations and notices referred to in this article which, subsequent to the date of entry into force of this
shall be deposited with the Depositary who shall transmit Protocol, deposits an instrument of ratification, acceptance,
copies thereof to all Parties. approval or accession, this Protocol shall enter into force
on the thirtieth day following such deposit.
Article 20
Dispute settlement procedure
Article 24
Reservations
1 — If the parties to a dispute concerning the interpre-
tation or application of articles 7, 8 or 15 or, except to the Reservations to this Protocol shall not be permitted.
Diário da República, 1.ª série — N.º 116 — 19 de junho de 2014 3185
Article 25 tic, shall be deposited in the archives of the Government
Modification or amendment
of the United States of America, which shall transmit duly
certified copies thereof to all Contracting Parties to the
1 — Without prejudice to the provisions of article 9, Antarctic Treaty.
this Protocol may be modified or amended at any time in 2 — This Protocol shall be registered by the Deposi-
accordance with the procedures set forth in article XII (1) tary pursuant to article 102 of the Charter of the United
(a) and (b) of the Antarctic Treaty. Nations.
2 — If, after the expiration of 50 years from the date
of entry into force of this Protocol, any of the Antarctic Schedule to the Protocol
Treaty Consultative Parties so requests by a communi-
cation addressed to the Depositary, a conference shall be Arbitration
held as soon as practicable to review the operation of this
Protocol. Article 1
3 — A modification or amendment proposed at any
Review Conference called pursuant to paragraph 2 above 1 — The Arbitral Tribunal shall be constituted and shall
shall be adopted by a majority of the Parties, including function in accordance with the Protocol, including this
¾ of the States which are Antarctic Treaty Consultative Schedule.
Parties at the time of adoption of this Protocol. 2 — The Secretary referred to in this Schedule is the Se-
4 — A modification or amendment adopted pursuant to cretary General of the Permanent Court of Arbitration.
paragraph 3 above shall enter into force upon ratification,
acceptance, approval or accession by ¾ of the Antarctic Article 2
Treaty Consultative Parties, including ratification, accep- 1 — Each Party shall be entitled to designate up to three
tance, approval or accession by all States which are An- Arbitrators, at least one of whom shall be designated within
tarctic Treaty Consultative Parties at the time of adoption three months of the entry into force of the Protocol for that
of this Protocol. Party. Each Arbitrator shall be experienced in Antarctic
5 — (a) With respect to article 7, the prohibition on affairs, have thorough knowledge of international law
Antarctic mineral resource activities contained therein shall
and enjoy the highest reputation for fairness, competence
continue unless there is in force a binding legal regime
and integrity. The names of the persons so designated
on Antarctic mineral resource activities that includes an
agreed means for determining whether, and, if so, under shall constitute the list of Arbitrators. Each Party shall at
which conditions, any such activities would be accepta- all times maintain the name of at least one Arbitrator on
ble. This regime shall fully safeguard the interests of all the list.
States referred to in article IV of the Antarctic Treaty and 2 — Subject to paragraph 3 below, an Arbitrator desig-
apply the principles thereof. Therefore, if a modification nated by a Party shall remain on the list for a period of five
or amendment to article 7 is proposed at a Review Con- years and shall be eligible for redesignation by that Party
ference referred to in paragraph 2 above, it shall include for additional five year periods.
such a binding legal regime. 3 — A Party which designated an Arbitrator may wi-
(b) If any such modification or amendment has not ente- thdraw the name of that Arbitrator from the list. If an
red into force within 3 years of the date of its adoption, any Arbitrator dies or if a Party for any reason withdraws
Party may at any time thereafter notify to the Depositary from the list the name of an Arbitrator designated by it,
of its withdrawal from this Protocol, and such withdrawal the Party which designated the Arbitrator in question shall
shall take effect 2 years after receipt of the notification by notify the Secretary promptly. An Arbitrator whose name
the Depositary. is withdrawn from the list shall continue to serve on any
Arbitral Tribunal to which that Arbitrator has been ap-
Article 26 pointed until the completion of proceedings before the
Arbitral Tribunal.
Notifications by the Depositary
4 — The Secretary shall ensure that an up-to-date list
The Depositary shall notify all Contracting Parties to is maintained of the Arbitrators designated pursuant to
the Antarctic Treaty of the following: this article.
(a) signatures of this Protocol and the deposit of ins- Article 3
truments of ratification, acceptance, approval or acces- 1 — The Arbitral Tribunal shall be composed of three
sion; Arbitrators who shall be appointed as follows:
(b) the date of entry into force of this Protocol and any
additional annex thereto; (a) The party to the dispute commencing the proceedings
(c) the date of entry into force of any amendment or shall appoint one Arbitrator, who may be its national, from
modification to this Protocol; the list referred to in article 2. This appointment shall be
(d) the deposit of declarations and notices pursuant to included in the notification referred to in article 4.
article 19; and (b) Within 40 days of the receipt of that notification,
(e) any notification received pursuant to article 25 (5) (b). the other party to the dispute shall appoint the second
Arbitrator, who may be its national, from the list referred
Article 27 to in article 2.
(c) Within 60 days of the appointment of the second
Authentic texts and registration with the United Nations
Arbitrator, the parties to the dispute shall appoint by
1 — This Protocol, done in the English, French, Russian agreement the third Arbitrator from the list referred to in
and Spanish languages, each version being equally authen- article 2.
3186 Diário da República, 1.ª série — N.º 116 — 19 de junho de 2014
The third Arbitrator shall not be either a national of 2 — The parties to the dispute shall comply promptly with
a party to the dispute, or a person designated for the list any provisional measures prescribed under paragraph 1 (b)
referred to in article 2 by a party to the dispute, or of the above pending an award under article 10.
same nationality as either of the first two Arbitrators. The 3 — Notwithstanding the time period in article 20 of
third Arbitrator shall be the Chairperson of the Arbitral the Protocol, a party to a dispute may at any time, by no-
Tribunal. tification to the other party or parties to the dispute and to
(d) If the second Arbitrator has not been appointed wi- the Secretary in accordance with article 4, request that the
thin the prescribed period, or if the parties to the dispute Arbitral Tribunal be constituted as a matter of exceptional
have not reached agreement within the prescribed period urgency to indicate or prescribe emergency provisional
on the appointment of the third Arbitrator, the Arbitrator measures in accordance with this article. In such case, the
or Arbitrators shall be appointed, at the request of any Arbitral Tribunal shall be constituted as soon as possible
party to the dispute and within 30 days of the receipt of in accordance with article 3, except that the time periods
such request, by the President of the International Court in article 3 (1) (b), (c) and (d) shall be reduced to 14 days
of Justice from the list referred to in article 2 and subject in each case. The Arbitral Tribunal shall decide upon the
to the conditions prescribed in subparagraphs (b) and (c) request for emergency provisional measures within two
above. In performing the functions accorded him or her in months of the appointment of its Chairperson.
this subparagraph, the President of the Court shall consult 4 — Following a decision by the Arbitral Tribunal upon
the parties to the dispute. a request for emergency provisional measures in accor-
(e) If the President of the International Court of Justice dance with paragraph 3 above, settlement of the dispute
is unable to perform the functions accorded him or her in shall proceed in accordance with articles 18, 19 and 20 of
subparagraph (d) above or is a national of a party to the dis- the Protocol.
pute, the functions shall be performed by the Vice-President
of the Court, except that if the Vice-President is unable to Article 7
perform the functions or is a national of a party to the Any Party which believes it has a legal interest, whe-
dispute the functions shall be performed by the next most ther general or individual, which may be substantially
senior member of the Court who is available and is not a affected by the award of an Arbitral Tribunal, may, unless
national of a party to the dispute. the Arbitral Tribunal decides otherwise, intervene in the
proceedings.
2 — Any vacancy shall be filled in the manner prescri- Article 8
bed for the initial appointment.
3 — In any dispute involving more than two Parties, The parties to the dispute shall facilitate the work of the
those Parties having the same interest shall appoint one Arbitral Tribunal and, in particular, in accordance with their
Arbitrator by agreement within the period specified in law and using all means at their disposal, shall provide it
paragraph l (b) above. with all relevant documents and information, and enable
it, when necessary, to call witnesses or experts and receive
Article 4 their evidence.
The party to the dispute commencing proceedings shall Article 9
so notify the other party or parties to the dispute and the If one of the parties to the dispute does not appear before
Secretary in writing. Such notification shall include a sta- the Arbitral Tribunal or fails to defend its case, any other
tement of the claim and the grounds on which it is based. party to the dispute may request the Arbitral Tribunal to
The notification shall be transmitted by the Secretary to continue the proceedings and make its award.
all Parties.
Article 5 Article 10
1 — Unless the parties to the dispute agree otherwise, 1 — The Arbitral Tribunal shall, on the basis of the
arbitration shall take place at The Hague, where the records provisions of the Protocol and other applicable rules and
of the Arbitral Tribunal shall be kept. The Arbitral Tribunal principles of international law that are not incompatible
shall adopt its own rules of procedure. Such rules shall with such provisions, decide such disputes as are submit-
ensure that each party to the dispute has a full opportunity ted to it.
to be heard and to present its case and shall also ensure that 2 — The Arbitral Tribunal may decide, ex aequo et
the proceedings are conducted expeditiously. bono, a dispute submitted to it, if the parties to the dispute
2 — The Arbitral Tribunal may hear and decide coun- so agree.
terclaims arising out of the dispute. Article 11
Article 6 1 — Before making its award, the Arbitral Tribunal
shall satisfy itself that it has competence in respect of the
1 — The Arbitral Tribunal, where it considers that prima dispute and that the claim or counterclaim is well founded
facie it has jurisdiction under the Protocol, may: in fact and law.
(a) at the request of any party to a dispute, indicate such 2 — The award shall be accompanied by a statement of
provisional measures as it considers necessary to preserve reasons for the decision and shall be communicated to the
the respective rights of the parties to the dispute; Secretary who shall transmit it to all Parties.
(b) prescribe any provisional measures which it con- 3 — The award shall be final and binding on the par-
siders appropriate under the circumstances to prevent se- ties to the dispute and on any Party which intervened
rious harm to the Antarctic environment or dependent or in the proceedings and shall be complied with without
associated ecosystems. delay. The Arbitral Tribunal shall interpret the award at
Diário da República, 1.ª série — N.º 116 — 19 de junho de 2014 3187
the request of a party to the dispute or of any intervening 2 — If an Initial Environmental Evaluation indicates
Party. that a proposed activity is likely to have no more than
4 — The award shall have no binding force except in a minor or transitory impact, the activity may proceed,
respect of that particular case. provided that appropriate procedures, which may include
5 — Unless the Arbitral Tribunal decides otherwise, the monitoring, are put in place to assess and verify the impact
expenses of the Arbitral Tribunal, including the remune- of the activity.
ration of the Arbitrators, shall be borne by the parties to Article 3
the dispute in equal shares.
Comprehensive environmental evaluation
Article 12 1 — If an Initial Environmental Evaluation indicates
All decisions of the Arbitral Tribunal, including those or if it is otherwise determined that a proposed activity is
referred to in articles 5, 6 and 11, shall be made by a ma- likely to have more than a minor or transitory impact, a
jority of the Arbitrators who may not abstain from voting. Comprehensive Environmental Evaluation shall be pre-
pared.
Article 13 2 — A Comprehensive Environmental Evaluation shall
include:
1 — This Schedule may be amended or modified
by a measure adopted in accordance with article IX (1) (a) a description of the proposed activity including its
of the Antarctic Treaty. Unless the measure specifies purpose, location, duration and intensity, and possible
otherwise, the amendment or modification shall be de- alternatives to the activity, including the alternative of
emed to have been approved, and shall become effec- not proceeding, and the consequences of those alterna-
tive, one year after the close of the Antarctic Treaty tives;
Consultative Meeting at which it was adopted, unless (b) a description of the initial environmental reference
one or more of the Antarctic Treaty Consultative Parties state with which predicted changes are to be compared and
notifies the Depositary, within that time period, that it a prediction of the future environmental reference state in
wishes an extension of that period or that it is unable the absence of the proposed activity;
to approve the measure. (c) a description of the methods and data used to forecast
2 — Any amendment or modification of this Schedule the impacts of the proposed activity;
which becomes effective in accordance with paragraph 1 (d) estimation of the nature, extent, duration, and inten-
above shall thereafter become effective as to any other sity of the likely direct impacts of the proposed activity;
Party when notice of approval by it has been received by (e) consideration of possible indirect or second order
the Depositary. impacts of the proposed activity;
(f) consideration of cumulative impacts of the proposed
ANNEX I TO THE PROTOCOL ON ENVIRONMENTAL
activity in the light of existing activities and other known
PROTECTION TO THE ANTARCTIC TREATY planned activities;
(g) identification of measures, including monitoring
Environmental impact assessment programmes, that could be taken to minimise or mitigate
impacts of the proposed activity and to detect unforeseen
Article 1 impacts and that could provide early warning of any ad-
verse effects of the activity as well as to deal promptly and
Preliminary stage effectively with accidents;
1 — The environmental impacts of proposed activities (h) identification of unavoidable impacts of the propo-
referred to in article 8 of the Protocol shall, before their sed activity;
commencement, be considered in accordance with appro- (i) consideration of the effects of the proposed activity
priate national procedures. on the conduct of scientific research and on other existing
2 — If an activity is determined as having less than uses and values;
a minor or transitory impact, the activity may proceed (j) an identification of gaps in knowledge and uncer-
forthwith. tainties encountered in compiling the information required
under this paragraph;
Article 2
(k) a non-technical summary of the information provided
Initial environmental evaluation under this paragraph; and
1 — Unless it has been determined that an activity will (l) the name and address of the person or organization
which prepared the Comprehensive Environmental Evalua-
have less than a minor or transitory impact, or unless
tion and the address to which comments thereon should
a Comprehensive Environmental Evaluation is being
be directed.
prepared in accordance with article 3, an Initial Envi-
ronmental Evaluation shall be prepared. It shall contain
sufficient detail to assess whether a proposed activity 3 — The draft Comprehensive Environmental Evalua-
may have more than a minor or transitory impact and tion shall be made publicly available and shall be circulated
shall include: to all Parties, which shall also make it publicly available,
for comment. A period of 90 days shall be allowed for the
(a) a description of the proposed activity, including its receipt of comments.
purpose, location, duration and intensity; and 4 — The draft Comprehensive Environmental Evalu-
(b) consideration of alternatives to the proposed activity ation shall be forwarded to the Committee at the same
and any impacts that the activity may have, including con- time as it is circulated to the Parties, and at least 120 days
sideration of cumulative impacts in the light of existing before the next Antarctic Treaty Consultative Meeting, for
and known planned activities. consideration as appropriate.
3188 Diário da República, 1.ª série — N.º 116 — 19 de junho de 2014
5 — No final decision shall be taken to proceed with 2 — Any Initial Environmental Evaluation prepared
the proposed activity in the Antarctic Treaty area unless in accordance with article 2 shall be made available on
there has been an opportunity for consideration of the request.
draft Comprehensive Environmental Evaluation by the
Antarctic Treaty Consultative Meeting on the advice of Article 7
the Committee, provided that no decision to proceed with Cases of emergency
a proposed activity shall be delayed through the operation
of this paragraph for longer than 15 months from the date 1 — This annex shall not apply in cases of emergency
of circulation of the draft Comprehensive Environmental relating to the safety of human life or of ships, aircraft or
Evaluation. equipment and facilities of high value, or the protection
6 — A final Comprehensive Environmental Evaluation of the environment, which require an activity to be un-
shall address and shall include or summarise comments dertaken without completion of the procedures set out in
received on the draft Comprehensive Environmental Evalu- this annex.
ation. The final Comprehensive Environmental Evaluation, 2 — Notice of activities undertaken in cases of emer-
notice of any decisions relating thereto, and any evaluation gency, which would otherwise have required preparation
of the significance of the predicted impacts in relation to of a Comprehensive Environmental Evaluation, shall be
the advantages of the proposed activity, shall be circulated circulated immediately to all Parties and to the Committee
to all Parties, which shall also make them publicly avai- and a full explanation of the activities carried out shall be
lable, at least 60 days before the commencement of the provided within 90 days of those activities.
proposed activity in the Antarctic Treaty area.
Article 8
Article 4 Amendment or modification
Decisions to be based on comprehensive 1 — This annex may be amended or modified by
environmental evaluations a measure adopted in accordance with article IX (1)
Any decision on whether a proposed activity, to which of the Antarctic Treaty. Unless the measure specifies
article 3 applies, should proceed, and, if so, whether in otherwise, the amendment or modification shall be
its original or in a modified form, shall be based on the deemed to have been approved, and shall become effec-
Comprehensive Environmental Evaluation as well as other tive, one year after the close of the Antarctic Treaty
relevant considerations. Consultative Meeting at which it was adopted, unless
one or more of the Antarctic Treaty Consultative Par-
Article 5 ties notifies the Depositary, within that period, that it
wishes an extension of that period or that it is unable
Monitoring to approve the measure.
1 — Procedures shall be put in place, including ap- 2 — Any amendment or modification of this annex
propriate monitoring of key environmental indicators, to which becomes effective in accordance with paragraph 1
assess and verify the impact of any activity that proceeds above shall thereafter become effective as to any other
following the completion of a Comprehensive Environ- Party when notice of approval by it has been received by
the Depositary.
mental Evaluation.
2 — The procedures referred to in paragraph 1 above
and in article 2 (2) shall be designed to provide a regular ANNEX II TO THE PROTOCOL ON ENVIRONMENTAL
and verifiable record of the impacts of the activity in order, PROTECTION TO THE ANTARCTIC TREATY
inter alia, to:
Conservation of antarctic fauna and flora
(a) enable assessments to be made of the extent to which
such impacts are consistent with the Protocol; and Article 1
(b) provide information useful for minimising or mi-
tigating impacts, and, where appropriate, information on Definitions
the need for suspension, cancellation or modification of For the purposes of this annex:
the activity.
Article 6 (a) «native mammal» means any member of any spe-
cies belonging to the Class Mammalia, indigenous to the
Circulation of information Antarctic Treaty area or occurring there seasonally through
1 — The following information shall be circulated to the natural migrations;
Parties, forwarded to the Committee and made publicly (b) «native bird» means any member, at any stage of
available: its life cycle (including eggs), of any species of the Class
Aves indigenous to the Antarctic Treaty area or occurring
(a) a description of the procedures referred to in there seasonally through natural migrations;
article 1; (c) «native plant» means any terrestrial or freshwater
(b) an annual list of any Initial Environmental Eva- vegetation, including bryophytes, lichens, fungi and
luations prepared in accordance with article 2 and any algae, at any stage of its life cycle (including seeds,
decisions taken in consequence thereof; and other propagules), indigenous to the Antarctic
(c) significant information obtained, and any action Treaty area;
taken in consequence thereof, from procedures put in place (d) «native invertebrate» means any terrestrial or
in accordance with articles 2 (2) and 5; and freshwater invertebrate, at any stage of its life cycle, in-
(d) information referred to in article 3 (6). digenous to the Antarctic Treaty area;
Diário da República, 1.ª série — N.º 116 — 19 de junho de 2014 3189
(e) «appropriate authority» means any person or (b) only small numbers of native mammals or birds are
agency authorized by a Party to issue permits under killed and in no case more native mammals or birds are
this annex; killed from local populations than can, in combination with
(f) «permit» means a formal permission in writing issued other permitted takings, normally be replaced by natural
by an appropriate authority; reproduction in the following season; and
(g) «take» or «taking» means to kill, injure, capture, (c) the diversity of species, as well as the habitats es-
handle or molest, a native mammal or bird, or to remove sential to their existence, and the balance of the ecologi-
or damage such quantities of native plants that their cal systems existing within the Antarctic Treaty area are
local distribution or abundance would be significantly maintained.
affected;
(h) «harmful interference» means: 4 — Any species of native mammals, birds and plants
listed in appendix A to this annex shall be designated «Spe-
(i) flying or landing helicopters or other aircraft in a cially Protected Species», and shall be accorded special
manner that disturbs concentrations of birds and seals; protection by the Parties.
(ii) using vehicles or vessels, including hovercraft and 5 — A permit shall not be issued to take a Specially
small boats, in a manner that disturbs concentrations of Protected Species unless the taking:
birds and seals;
(iii) using explosives or firearms in a manner that dis- (a) is for a compelling scientific purpose;
turbs concentrations of birds and seals; (b) will not jeopardize the survival or recovery of that
(iv) wilfully disturbing breeding or moulting birds or species or local population; and
concentrations of birds and seals by persons on foot; (c) uses non-lethal techniques where appropriate.
(v) significantly damaging concentrations of native
terrestrial plants by landing aircraft, driving vehicles, or 6 — All taking of native mammals and birds shall be
walking on them, or by other means; and done in the manner that involves the least degree of pain
(vi) any activity that results in the significant adverse and suffering practicable.
modification of habitats of any species or population of
native mammal, bird, plant or invertebrate. Article 4
Introduction of non-native species, parasites and diseases
(i) «International Convention for the Regulation of
Whaling» means the Convention done at Washington on 1 — No species of animal or plant not native to the
2 December 1946. Antarctic Treaty area shall be introduced onto land or ice
Article 2 shelves, or into water in the Antarctic Treaty area except
in accordance with a permit.
Cases of emergency 2 — Dogs shall not be introduced onto land or ice shel-
1 — This annex shall not apply in cases of emergency ves and dogs currently in those areas shall be removed by
relating to the safety of human life or of ships, aircraft, or April 1, 1994.
3 — Permits under paragraph 1 above shall be issued to
equipment and facilities of high value, or the protection
allow the importation only of the animals and plants listed
of the environment.
in appendix B to this annex and shall specify the species,
2 — Notice of activities undertaken in cases of emer-
numbers and, if appropriate, age and sex and precautions
gency shall be circulated immediately to all Parties and
to be taken to prevent escape or contact with native fauna
to the Committee.
and flora.
Article 3 4 — Any plant or animal for which a permit has been
Protection of native fauna and flora issued in accordance with paragraphs 1 and 3 above, shall,
prior to expiration of the permit, be removed from the
1 — Taking or harmful interference shall be prohibited, Antarctic Treaty area or be disposed of by incineration
except in accordance with a permit. or equally effective means that eliminates risk to native
2 — Such permits shall specify the authorized activity, fauna or flora. The permit shall specify this obligation.
including when, where and by whom it is to be conducted Any other plant or animal introduced into the Antarctic
and shall be issued only in the following circumstances: Treaty area not native to that area, including any progeny,
(a) to provide specimens for scientific study or scientific shall be removed or disposed of, by incineration or by
information; equally effective means, so as to be rendered sterile,
(b) to provide specimens for museums, herbaria, zoolo- unless it is determined that they pose no risk to native
gical and botanical gardens, or other educational or cultural flora or fauna.
institutions or uses; and 5 — Nothing in this article shall apply to the impor-
(c) to provide for unavoidable consequences of scientific tation of food into the Antarctic Treaty area provided
activities not otherwise authorized under sub-paragraphs (a) that no live animals are imported for this purpose and
or (b) above, or of the construction and operation of scien- all plants and animal parts and products are kept under
tific support facilities. carefully controlled conditions and disposed of in ac-
cordance with annex III to the Protocol and appendix C
3 — The issue of such permits shall be limited so as to this annex.
to ensure that: 6 — Each Party shall require that precautions, inclu-
ding those listed in appendix C to this annex, be taken to
(a) no more native mammals, birds, or plants are taken prevent the introduction of micro-organisms (e.g., viruses,
than are strictly necessary to meet the purposes set forth bacteria, parasites, yeasts, fungi) not present in the native
in paragraph 2 above; fauna and flora.
3190 Diário da República, 1.ª série — N.º 116 — 19 de junho de 2014
Article 5 APPENDICES TO THE ANNEX
Information Appendix A
Each Party shall prepare and make available informa-
tion setting forth, in particular, prohibited activities and Specially protected species
providing lists of Specially Protected Species and relevant Ommatophoca rossii, Ross Seal.
Protected Areas to all those persons present in or intending
to enter the Antarctic Treaty area with a view to ensuring Appendix B
that such persons understand and observe the provisions
of this annex. Importation of animals and plants
Article 6 The following animals and plants may be imported into
Exchange of information the Antarctic Treaty area in accordance with permits issued
under article 4 of this annex:
1 — The Parties shall make arrangements for:
(a) domestic plants; and
(a) collecting and exchanging records (including re- (b) laboratory animals and plants including viruses,
cords of permits) and statistics concerning the numbers or
bacteria, yeasts and fungi.
quantities of each species of native mammal, bird or plant
taken annually in the Antarctic Treaty area; Appendix C
(b) obtaining and exchanging information as to the status
of native mammals, birds, plants, and invertebrates in the Precautions to prevent introductions of micro-organisms
Antarctic Treaty area, and the extent to which any species
or population needs protection; 1 — Poultry. — No live poultry or other living birds
(c) establishing a common form in which this infor- shall be brought into the Antarctic Treaty area. Before
mation shall be submitted by Parties in accordance with dressed poultry is packaged for shipment to the Antarctic
paragraph 2 below. Treaty area, it shall be inspected for evidence of disease,
such as Newcastle’s Disease, tuberculosis, and yeast infec-
2 — Each Party shall inform the other Parties as well as tion. Any poultry or parts not consumed shall be removed
the Committee before the end of November of each year from the Antarctic Treaty area or disposed of by incine-
of any step taken pursuant to paragraph 1 above and of the ration or equivalent means that eliminates risks to native
number and nature of permits issued under this annex in flora and fauna.
the preceding period of 1st July to 30th June. 2 — The importation of non-sterile soil shall be avoided
to the maximum extent practicable.
Article 7
ANNEX III TO THE PROTOCOL ON ENVIRONMENTAL
Relationship with other agreements outside PROTECTION TO THE ANTARCTIC TREATY
the Antarctic Treaty System
Nothing in this annex shall derogate from the rights and Waste disposal and waste management
obligations of Parties under the International Convention
for the Regulation of Whaling. Article 1
General obligations
Article 8
1 — This annex shall apply to activities undertaken in
Review
the Antarctic Treaty area pursuant to scientific research
The Parties shall keep under continuing review measures programmes, tourism and all other governmental and non-
for the conservation of Antarctic fauna and flora, taking governmental activities in the Antarctic Treaty area for
into account any recommendations from the Committee. which advance notice is required under article VII (5) of
the Antarctic Treaty, including associated logistic support
Article 9 activities.
2 — The amount of wastes produced or disposed of in
Amendment or modification
the Antarctic Treaty area shall be reduced as far as prac-
1 — This annex may be amended or modified by a ticable so as to minimise impact on the Antarctic envi-
measure adopted in accordance with article IX (1) of the ronment and to minimise interference with the natural
Antarctic Treaty. Unless the measure specifies otherwise, values of Antarctica, with scientific research and with
the amendment or modification shall be deemed to have other uses of Antarctica which are consistent with the
been approved, and shall become effective, one year after Antarctic Treaty.
the close of the Antarctic Treaty Consultative Meeting at 3 — Waste storage, disposal and removal from the An-
which it was adopted, unless one or more of the Antarctic tarctic Treaty area, as well as recycling and source reduc-
Treaty Consultative Parties notifies the Depositary, within tion, shall be essential considerations in the planning and
that time period, that it wishes an extension of that period conduct of activities in the Antarctic Treaty area.
or that it is unable to approve the measure. 4 — Wastes removed from the Antarctic Treaty area
2 — Any amendment or modification of this annex shall, to the maximum extent practicable, be returned to
which becomes effective in accordance with paragraph 1 the country from which the activities generating the waste
above shall thereafter become effective as to any other were organized or to any other country in which arrange-
Party when notice of approval by it has been received by ments have been made for the disposal of such wastes in
the Depositary. accordance with relevant international agreements.
Diário da República, 1.ª série — N.º 116 — 19 de junho de 2014 3191
5 — Past and present waste disposal sites on land and inter alia, the Committee and the Scientific Committee
abandoned work sites of Antarctic activities shall be cle- on Antarctic Research shall be taken into account. The
aned up by the generator of such wastes and the user of solid residue of such incineration shall be removed from
such sites. This obligation shall not be interpreted as re- the Antarctic Treaty area.
quiring: 2 — All open burning of wastes shall be phased out
as soon as practicable, but no later than the end of the
(a) the removal of any structure designated as a historic 1998/1999 season. Pending the completion of such
site or monument; or phase-out, when it is necessary to dispose of wastes by
(b) the removal of any structure or waste material in open burning, allowance shall be made for the wind direc-
circumstances where the removal by any practical option tion and speed and the type of wastes to be burnt to limit
would result in greater adverse environmental impact than particulate deposition and to avoid such deposition over
leaving the structure or waste material in its existing lo- areas of special biological, scientific, historic, aesthetic
cation. or wilderness significance including, in particular, areas
accorded protection under the Antarctic Treaty.
Article 2
Waste disposal by removal from the Antarctic Treaty area Article 4
1 — The following wastes, if generated after entry into Other waste disposal on land
force of this annex, shall be removed from the Antarctic 1 — Wastes not removed or disposed of in accordance
Treaty area by the generator of such wastes: with articles 2 and 3 shall not be disposed of onto ice-free
(a) radio-active materials; areas or into fresh water systems.
(b) electrical batteries; 2 — Sewage, domestic liquid wastes and other liquid
(c) fuel, both liquid and solid; wastes not removed from the Antarctic Treaty area in
(d) wastes containing harmful levels of heavy metals or accordance with article 2, shall, to the maximum extent
acutely toxic or harmful persistent compounds; practicable, not be disposed of onto sea ice, ice shelves
(e) poly-vinyl chloride (PVC), polyurethane foam, or the grounded ice-sheet, provided that such wastes
polystyrene foam, rubber and lubricating oils, treated tim- which are generated by stations located inland on ice
bers and other products which contain additives that could shelves or on the grounded ice-sheet may be disposed
produce harmful emissions if incinerated; of in deep ice pits where such disposal is the only prac-
(f) all other plastic wastes, except low density polyethy- ticable option. Such pits shall not be located on known
lene containers (such as bags for storing wastes), provided ice-flow lines which terminate at ice-free areas or in
that such containers shall be incinerated in accordance areas of high ablation.
with article 3 (1); 3 — Wastes generated at field camps shall, to the ma-
(g) fuel drums; and ximum extent practicable, be removed by the generator of
(h) other solid, non-combustible wastes; such wastes to supporting stations or ships for disposal in
accordance with this annex.
provided that the obligation to remove drums and solid
non-combustible wastes contained in subparagraphs (g) Article 5
and (h) above shall not apply in circumstances where the
Disposal of waste in the sea
removal of such wastes by any practical option would result
in greater adverse environmental impact than leaving them 1 — Sewage and domestic liquid wastes may be dis-
in their existing locations. charged directly into the sea, taking into account the as-
similative capacity of the receiving marine environment
2 — Liquid wastes which are not covered by paragraph 1 and provided that:
above and sewage and domestic liquid wastes, shall, to the
maximum extent practicable, be removed from the Antarc- (a) such discharge is located, wherever practicable,
tic Treaty area by the generator of such wastes. where conditions exist for initial dilution and rapid dis-
3 — The following wastes shall be removed from the persal; and
Antarctic Treaty area by the generator of such wastes, (b) large quantities of such wastes (generated in a sta-
unless incinerated, autoclaved or otherwise treated to be tion where the average weekly occupancy over the austral
made sterile: summer is approximately 30 individuals or more) shall be
treated at least by maceration.
(a) residues of carcasses of imported animals;
(b) laboratory culture of micro-organisms and plant 2 — The by-product of sewage treatment by the Rotary
pathogens; and Biological Contacter process or similar processes may be
(c) introduced avian products. disposed of into the sea provided that such disposal does
not adversely affect the local environment, and provided
Article 3 also that any such disposal at sea shall be in accordance
Waste disposal by incineration
with annex IV to the Protocol.
1 — Subject to paragraph 2 below, combustible wastes, Article 6
other than those referred to in article 2 (1), which are not
Storage of waste
removed from the Antarctic Treaty area shall be burnt in
incinerators which to the maximum extent practicable All wastes to be removed from the Antarctic Treaty area,
reduce harmful emissions. Any emission standards and or otherwise disposed of, shall be stored in such a way as
equipment guidelines which may be recommended by, to prevent their dispersal into the environment.
3192 Diário da República, 1.ª série — N.º 116 — 19 de junho de 2014
Article 7 3 — The Committee may review waste management
Prohibited products
plans and reports thereon and may offer comments, inclu-
ding suggestions for minimising impacts and modifications
No polychlorinated biphenyls (PCBs), non-sterile soil, and improvement to the plans, for the consideration of
polystyrene beads, chips or similar forms of packaging, or the Parties.
pesticides (other than those required for scientific, medical 4 — The Parties may exchange information and provide
or hygiene purposes) shall be introduced onto land or ice advice on, inter alia, available low waste technologies,
shelves or into water in the Antarctic Treaty area. reconversion of existing installations, special requirements
for effluents, and appropriate disposal and discharge me-
Article 8 thods.
Waste management planning Article 10
1 — Each Party which itself conducts activities in the Management practices
Antarctic Treaty area shall, in respect of those activities, Each Party shall:
establish a waste disposal classification system as a basis
for recording wastes and to facilitate studies aimed at eva- (a) designate a waste management official to develop
luating the environmental impacts of scientific activity and and monitor waste management plans; in the field, this
associated logistic support. To that end, wastes produced responsibility shall be delegated to an appropriate person
shall be classified as: at each site;
(b) ensure that members of its expeditions receive trai-
(a) sewage and domestic liquid wastes (Group 1); ning designed to limit the impact of its operations on the
(b) other liquid wastes and chemicals, including fuels Antarctic environment and to inform them of requirements
and lubricants (Group 2); of this annex; and
(c) solids to be combusted (Group 3); (c) discourage the use of poly-vinyl chloride (PVC)
(d) other solid wastes (Group 4); and products and ensure that its expeditions to the Antarctic
(e) radioactive material (Group 5). Treaty are advised of any PVC products they may introduce
into that area in order that these products may be removed
2 — In order to reduce further the impact of waste on subsequently in accordance with this annex.
the Antarctic environment, each such Party shall prepare
and annually review and update its waste management Article 11
plans (including waste reduction, storage and disposal),
Review
specifying for each fixed site, for field camps generally,
and for each ship (other than small boats that are part of This annex shall be subject to regular review in order to
the operations of fixed sites or of ships and taking into ensure that it is updated to reflect improvement in waste
account existing management plans for ships): disposal technology and procedures and to ensure thereby
maximum protection of the Antarctic environment.
(a) programmes for cleaning up existing waste disposal
sites and abandoned work sites;
Article 12
(b) current and planned waste management arrange-
ments, including final disposal; Cases of emergency
(c) current and planned arrangements for analysing the 1 — This annex shall not apply in cases of emergency
environmental effects of waste and waste management; relating to the safety of human life or of ships, aircraft or
and equipment and facilities of high value or the protection of
(d) other efforts to minimise any environmental effects the environment.
of wastes and waste management. 2 — Notice of activities undertaken in cases of emer-
gency shall be circulated immediately to all Parties and
3 — Each such Party shall, as far as is practicable, also to the Committee.
prepare an inventory of locations of past activities (such as
traverses, field depots, field bases, crashed aircraft) before Article 13
the information is lost, so that such locations can be taken
into account in planning future scientific programmes Amendment or modification
(such as snow chemistry, pollutants in lichens or ice core 1 — This annex may be amended or modified by a
drilling). measure adopted in accordance with article IX (1) of the
Article 9 Antarctic Treaty. Unless the measure specifies otherwise,
Circulation and review of waste management plans
the amendment or modification shall be deemed to have
been approved, and shall become effective, one year after
1 — The waste management plans prepared in accor- the close of the Antarctic Treaty Consultative Meeting at
dance with article 8, reports on their implementation, which it was adopted, unless one or more of the Antarctic
and the inventories referred to in article 8 (3), shall be Treaty Consultative Parties notifies the Depositary, within
included in the annual exchanges of information in ac- that time period, that it wishes an extension of that period
cordance with articles III and VII of the Antarctic Treaty or that it is unable to approve the amendment.
and related Recommendations under article IX of the 2 — Any amendment or modification of this annex
Antarctic Treaty. which becomes effective in accordance with paragraph 1
2 — Each Party shall send copies of its waste mana- above shall thereafter become effective as to any other
gement plans, and reports on their implementation and Party when notice of approval by it has been received by
review, to the Committee. the Depositary.
Diário da República, 1.ª série — N.º 116 — 19 de junho de 2014 3193
ANNEX IV TO THE PROTOCOL ON ENVIRONMENTAL (b) the discharge into the sea of substances containing
PROTECTION TO THE ANTARCTIC TREATY oil which are being used for the purpose of combating spe-
cific pollution incidents in order to minimise the damage
Prevention of marine pollution from pollution.
Article 1 Article 4
Definitions Discharge of noxious liquid substances
For the purposes of this annex: The discharge into the sea of any noxious liquid subs-
(a) «discharge» means any release howsoever caused tance, and any other chemical or other substances, in
from a ship and includes any escape, disposal, spilling, quantities or concentrations that are harmful to the marine
leaking, pumping, emitting or emptying; environment, shall be prohibited.
(b) «garbage» means all kinds of victual, domestic
and operational waste excluding fresh fish and parts Article 5
thereof, generated during the normal operation of the Disposal of garbage
ship, except those substances which are covered by
articles 3 and 4; 1 — The disposal into the sea of all plastics, including
(c) «MARPOL 73/78» means the International Conven- but not limited to synthetic ropes, synthetic fishing nets,
tion for the Prevention of Pollution from Ships, 1973, as and plastic garbage bags, shall be prohibited.
amended by the Protocol of 1978 relating thereto and by 2 — The disposal into the sea of all other garbage, inclu-
any other amendment in force thereafter; ding paper products, rags, glass, metal, bottles, crockery,
(d) «noxious liquid substance» means any noxious liquid incineration ash, dunnage, lining and packing materials,
substance as defined in annex II of MARPOL 73/78; shall be prohibited.
(e) «oil» means petroleum in any form including crude 3 — The disposal into the sea of food wastes may be
oil, fuel oil, sludge, oil refuse and refined oil products permitted when they have been passed through a commi-
(other than petrochemicals which are subject to the pro- nuter or grinder, provided that such disposal shall, except
visions of article 4); in cases permitted under annex V of MARPOL 73/78, be
(f) «oily mixture» means a mixture with any oil con- made as far as practicable from land and ice shelves but in
tent; and any case not less than 12 nautical miles from the nearest
(g) «ship» means a vessel of any type whatsoever ope- land or ice shelf. Such comminuted or ground food wastes
rating in the marine environment and includes hydrofoil shall be capable of passing through a screen with openings
boats, air-cushion vehicles, submersibles, floating craft no greater than 25 millimeters.
and fixed or floating platforms. 4 — When a substance or material covered by this arti-
cle is mixed with other such substance or material for dis-
Article 2 charge or disposal, having different disposal or discharge
requirements, the most stringent disposal or discharge
Application
requirements shall apply.
This annex applies, with respect to each Party, to ships 5 — The provisions of paragraphs 1 and 2 above shall
entitled to fly its flag and to any other ship engaged in or not apply to:
supporting its Antarctic operations, while operating in the (a) the escape of garbage resulting from damage to a
Antarctic Treaty area. ship or its equipment provided all reasonable precautions
have been taken, before and after the occurrence of the
Article 3 damage, for the purpose of preventing or minimising the
Discharge of oil escape; or
(b) the accidental loss of synthetic fishing nets, provi-
1 — Any discharge into the sea of oil or oily mix- ded all reasonable precautions have been taken to prevent
ture shall be prohibited, except in cases permitted under such loss.
annex I of MARPOL 73/78. While operating in the Antarc-
tic Treaty area, ships shall retain on board all sludge, dirty
6 — The Parties shall, where appropriate, require the
ballast, tank washing waters and other oily residues and
use of garbage record books.
mixtures which may not be discharged into the sea. Ships
shall discharge these residues only outside the Antarctic
Article 6
Treaty area, at reception facilities or as otherwise permitted
under annex I of MARPOL 73/78. Discharge of sewage
2 — This article shall not apply to:
1 — Except where it would unduly impair Antarctic
(a) the discharge into the sea of oil or oily mixture re- operations:
sulting from damage to a ship or its equipment:
(a) each Party shall eliminate all discharge into the sea
(i) provided that all reasonable precautions have been of untreated sewage («sewage» being defined in annex IV
taken after the occurrence of the damage or discovery of of MARPOL 73/78) within 12 nautical miles of land or
the discharge for the purpose of preventing or minimising ice shelves;
the discharge; and (b) beyond such distance, sewage stored in a holding
(ii) except if the owner or the Master acted either with tank shall not be discharged instantaneously but at a mode-
intent to cause damage, or recklessly and with the know- rate rate and, where practicable, while the ship is en route
ledge that damage would probably result; or at a speed of no less than 4 knots.
3194 Diário da República, 1.ª série — N.º 116 — 19 de junho de 2014
This paragraph does not apply to ships certified to carry service. However, each Party shall ensure by the adoption
not more than 10 persons. of appropriate measures not impairing the operations or
operational capabilities of such ships owned or operated
2 — The Parties shall, where appropriate, require the by it, that such ships act in a manner consistent, so far as
use of sewage record books. is reasonable and practicable, with this annex.
2 — In applying paragraph 1 above, each Party shall
Article 7 take into account the importance of protecting the Antarctic
environment.
Cases of emergency
3 — Each Party shall inform the other Parties of how
1 — Articles 3, 4, 5 and 6 of this annex shall not apply it implements this provision.
in cases of emergency relating to the safety of a ship and 4 — The dispute settlement procedure set out in arti-
those on board or saving life at sea. cles 18 to 20 of the Protocol shall not apply to this article.
2 — Notice of activities undertaken in cases of emer-
gency shall be circulated immediately to all Parties and Article 12
to the Committee. Preventive measures and emergency
Article 8 preparedness and response
Effect on dependent and associated ecosystems 1 — In order to respond more effectively to marine
In implementing the provisions of this annex, due con- pollution emergencies or the threat thereof in the Antarctic
sideration shall be given to the need to avoid detrimental Treaty area, the Parties, in accordance with article 15 of
effects on dependent and associated ecosystems, outside the Protocol, shall develop contingency plans for marine
the Antarctic Treaty area. pollution response in the Antarctic Treaty area, including
contingency plans for ships (other than small boats that are
Article 9 part of the operations of fixed sites or of ships) operating
in the Antarctic Treaty area, particularly ships carrying
Ship retention capacity and reception facilities oil as cargo, and for oil spills, originating from coastal
1 — Each Party shall undertake to ensure that all ships installations, which enter into the marine environment.
entitled to fly its flag and any other ship engaged in or To this end they shall:
supporting its Antarctic operations, before entering the (a) co-operate in the formulation and implementation
Antarctic Treaty area, are fitted with a tank or tanks of such plans; and
of sufficient capacity on board for the retention of all (b) draw on the advice of the Committee, the Inter-
sludge, dirty ballast, tank washing water and other oily national Maritime Organization and other international
residues and mixtures, and have sufficient capacity on organizations.
board for the retention of garbage, while operating in the
Antarctic Treaty area and have concluded arrangements 2 — The Parties shall also establish procedures for
to discharge such oily residues and garbage at a recep- cooperative response to pollution emergencies and shall
tion facility after leaving that area. Ships shall also have take appropriate response actions in accordance with such
sufficient capacity on board for the retention of noxious procedures.
liquid substances. Article 13
2 — Each Party at whose ports ships depart en route
to or arrive from the Antarctic Treaty area undertakes to Review
ensure that as soon as practicable adequate facilities are The Parties shall keep under continuous review the
provided for the reception of all sludge, dirty ballast, tank provisions of this annex and other measures to prevent,
washing water, other oily residues and mixtures, and gar- reduce and respond to pollution of the Antarctic marine
bage from ships, without causing undue delay, and accor- environment, including any amendments and new regu-
ding to the needs of the ships using them. lations adopted under MARPOL 73/78, with a view to
3 — Parties operating ships which depart to or arrive achieving the objectives of this annex.
from the Antarctic Treaty area at ports of other Parties shall
consult with those Parties with a view to ensuring that the Article 14
establishment of port reception facilities does not place
an inequitable burden on Parties adjacent to the Antarctic Relationship with MARPOL 73/78
Treaty area. With respect to those Parties which are also Parties to
Article 10 MARPOL 73/78, nothing in this annex shall derogate from
Design, construction, manning and equipment of ships the specific rights and obligations thereunder.
In the design, construction, manning and equipment Article 15
of ships engaged in or supporting Antarctic operations,
each Party shall take into account the objectives of this Amendment or modification
annex. 1 — This annex may be amended or modified by a
Article 11 measure adopted in accordance with article IX (1) of the
Antarctic Treaty. Unless the measure specifies otherwise,
Sovereign immunity
the amendment or modification shall be deemed to have
1 — This annex shall not apply to any warship, naval au- been approved, and shall become effective, one year after
xiliary or other ship owned or operated by a State and used, the close of the Antarctic Treaty Consultative Meeting at
for the time being, only on government non-commercial which it was adopted, unless one or more of the Antarctic
Diário da República, 1.ª série — N.º 116 — 19 de junho de 2014 3195
Treaty Consultative Parties notifies the Depositary, within (f) examples of outstanding geological, glaciological or
that time period, that it wishes an extension of that period geomorphological features;
or that it is unable to approve the measure. (g) areas of outstanding aesthetic and wilderness va-
2 — Any amendment or modification of this annex lue;
which becomes effective in accordance with paragraph 1 (h) sites or monuments of recognised historic value;
above shall thereafter become effective as to any other and
Party when notice of approval by it has been received by (i) such other areas as may be appropriate to protect the
the Depositary. values set out in paragraph 1 above.
ANNEX TO RECOMMENDATION XVI-10 3 — Specially Protected Areas and Sites of Special
Scientific Interest designated as such by past Antarctic
ANNEX V TO THE PROTOCOL ON ENVIRONMENTAL Treaty Consultative Meetings are hereby designated as
PROTECTION TO THE ANTARCTIC
TREATY AREA PROTECTION AND MANAGEMENT
Antarctic Specially Protected Areas and shall be renamed
and renumbered accordingly.
Article 1 4 — Entry into an Antarctic Specially Protected Area
shall be prohibited except in accordance with a permit
Definitions issued under article 7.
For the purposes of this annex:
Article 4
(a) «appropriate authority» means any person or
Antarctic specially managed areas
agency authorised by a Party to issue permits under
this annex; 1 — Any area, including any marine area, where activi-
(b) «permit» means a formal permission in writing is- ties are being conducted or may in the future be conducted,
sued by an appropriate authority; may be designated as an Antarctic Specially Managed Area
(c) «Management Plan» means a plan to manage the to assist in the planning and co-ordination of activities,
activities and protect the special value or values in an An- avoid possible conflicts, improve cooperation between
tarctic Specially Protected Area or an Antarctic Specially Parties or minimise environmental impacts.
Managed Area. 2 — Antarctic Specially Managed Areas may include:
(a) areas where activities pose risks of mutual interfe-
Article 2 rence or cumulative environmental impacts; and
Objectives (b) sites or monuments of recognised historic value.
For the purposes set out in this annex, any area, 3 — Entry into an Antarctic Specially Managed Area
including any marine area, may be designated as an shall not require a permit.
Antarctic Specially Protected Area or an Antarctic 4 — Notwithstanding paragraph 3 above, an Antarctic
Specially Managed Area. Activities in those Areas shall Specially Managed Area may contain one or more An-
be prohibited, restricted or managed in accordance tarctic Specially Protected Areas, entry into which shall
with Management Plans adopted under the provisions be prohibited except in accordance with a permit issued
of this annex. under article 7.
Article 3 Article 5
Antarctic specially protected areas Management plans
1 — Any area, including any marine area, may be desig- 1 — Any Party, the Committee, the Scientific Com-
nated as an Antarctic Specially Protected Area to protect mittee for Antarctic Research or the Commission for the
outstanding environmental, scientific, historic, aesthetic Conservation of Antarctic Marine Living Resources may
or wilderness values, any combination of those values, or propose an area for designation as an Antarctic Specially
ongoing or planned scientific research. Protected Area or an Antarctic Specially Managed Area by
2 — Parties shall seek to identify, within a systematic submitting a proposed Management Plan to the Antarctic
environmental-geographical framework, and to include in Treaty Consultative Meeting.
the series of Antarctic Specially Protected Areas: 2 — The area proposed for designation shall be of su-
(a) areas kept inviolate from human interference so that fficient size to protect the values for which the special
future comparisons may be possible with localities that protection or management is required.
have been affected by human activities; 3 — Proposed Management Plans shall include, as ap-
(b) representative examples of major terrestrial, inclu- propriate:
ding glacial and aquatic, ecosystems and marine ecosys- (a) a description of the value or values for which special
tems; protection or management is required;
(c) areas with important or unusual assemblages of (b) a statement of the aims and objectives of the Ma-
species, including major colonies of breeding native birds nagement Plan for the protection or management of those
or mammals; values;
(d) the type locality or only known habitat of any spe- (c) management activities which are to be undertaken
cies; to protect the values for which special protection or ma-
(e) areas of particular interest to ongoing or planned nagement is required;
scientific research; (d) a period of designation, if any;
3196 Diário da República, 1.ª série — N.º 116 — 19 de junho de 2014
(e) a description of the area, including: (k) provisions relating to the circumstances in which
Parties should seek to exchange information in advance
(i) the geographical co-ordinates, boundary markers and
of activities which they propose to conduct.
natural features that delineate the area;
(ii) access to the area by land, sea or air including ma-
rine approaches and anchorages, pedestrian and vehicular Article 6
routes within the area, and aircraft routes and landing Designation procedures
areas;
1 — Proposed Management Plans shall be forwarded
(iii) the location of structures, including scientific sta-
to the Committee, the Scientific Committee on Antarctic
tions, research or refuge facilities, both within the area
and near to it; and Research and, as appropriate, to the Commission for the
(iv) the location in or near the area of other Antarctic Conservation of Antarctic Marine Living Resources. In
Specially Protected Areas or Antarctic Specially Managed formulating its advice to the Antarctic Treaty Consulta-
Areas designated under this annex, or other protected areas tive Meeting, the Committee shall take into account any
designated in accordance with measures adopted under comments provided by the Scientific Committee on An-
other components of the Antarctic Treaty system; tarctic Research and, as appropriate, by the Commission
for the Conservation of Antarctic Marine Living Resour-
(f) the identification of zones within the area, in which ces. Thereafter Management Plans may be approved by
activities are to be prohibited, restricted or managed for the Antarctic Treaty Consultative Parties by a measure
the purpose of achieving the aims and objectives referred adopted at an Antarctic Treaty Consultative Meeting in
to in subparagraph (b) above; accordance with article IX (1) of the Antarctic Treaty.
(g) maps and photographs that show clearly the boun- Unless the measure specifies otherwise, the Plan shall
dary of the area in relation to surrounding features and key be deemed to have been approved 90 days after the close
features within the area; of the Antarctic Treaty Consultative Meeting at which
(h) supporting documentation; it was adopted, unless one or more of the Consultative
(i) in respect of an area proposed for designation as an Parties notifies the Depositary, within that time period,
Antarctic Specially Protected Area, a clear description of that it wishes an extension of that period or is unable to
the conditions under which permits may be granted by the approve the measure.
appropriate authority regarding: 2 — Having regard to the provisions of articles 4 and 5
of the Protocol, no marine area shall be designated as an
(i) access to and movement within or over the area; Antarctic Specially Protected Area or an Antarctic Spe-
(ii) activities which are or may be conducted within the cially Managed Area without the prior approval of the
area, including restrictions on time and place; Commission for the Conservation of Antarctic Marine
(iii) the installation, modification, or removal of struc- Living Resources.
tures; 3 — Designation of an Antarctic Specially Protected
(iv) the location of field camps; Area or an Antarctic Specially Managed Area shall be for
(v) restrictions on materials and organisms which may an indefinite period unless the Management Plan provides
be brought into the area; otherwise. A review of a Management Plan shall be ini-
(vi) the taking of or harmful interference with native tiated at least every five years. The Plan shall be updated
flora and fauna; as necessary.
(vii) the collection or removal of anything not brought 4 — Management Plans may be amended or revoked
into the area by the permit-holder; in accordance with paragraph 1 above.
(viii) the disposal of waste; 5 — Upon approval Management Plans shall be cir-
(ix) measures that may be necessary to ensure that the culated promptly by the Depositary to all Parties. The
aims and objectives of the Management Plan can continue Depositary shall maintain a record of all currently ap-
to be met; and proved Management Plans.
(x) requirements for reports to be made to the appro-
priate authority regarding visits to the area; Article 7
(j) in respect of an area proposed for designation as Permits
an Antarctic Specially Managed Area, a code of conduct 1 — Each Party shall appoint an appropriate authority
regarding: to issue permits to enter and engage in activities within
(i) access to and movement within or over the area; an Antarctic Specially Protected Area in accordance
(ii) activities which are or may be conducted within the with the requirements of the Management Plan relating
area, including restrictions on time and place; to that Area. The permit shall be accompanied by the
(iii) the installation, modification, or removal of struc- relevant sections of the Management Plan and shall spe-
tures; cify the extent and location of the Area, the authorised
(iv) the location of field camps; activities and when, where and by whom the activities
(v) the taking of or harmful interference with native are authorised and any other conditions imposed by the
flora and fauna; Management Plan.
(vi) the collection or removal of anything not brought 2 — In the case of a Specially Protected Area de-
into the area by the visitor; signated as such by past Antarctic Treaty Consultative
(vii) the disposal of waste; and Meetings which does not have a Management Plan, the
(viii) any requirements for reports to be made to the appropriate authority may issue a permit for a compelling
appropriate authority regarding visits to the area; and scientific purpose which cannot be served elsewhere and
Diário da República, 1.ª série — N.º 116 — 19 de junho de 2014 3197
which will not jeopardise the natural ecological system Article 10
in that Area. Exchange of information
3 — Each Party shall require a permit-holder to carry
a copy of the permit while in the Antarctic Specially 1 — The Parties shall make arrangements for:
Protected Area concerned.
(a) collecting and exchanging records, including records
of permits and reports of visits, including inspection visits,
Article 8 to Antarctic Specially Protected Areas and reports of ins-
Historic sites and monuments pection visits to Antarctic Specially Managed Areas;
(b) obtaining and exchanging information on any signifi-
1 — Sites or monuments of recognised historic value
cant change or damage to any Antarctic Specially Managed
which have been designated as Antarctic Specially Protec-
Area, Antarctic Specially Protected Area or Historic Site
ted Areas or Antarctic Specially Managed Areas, or which
or Monument; and
are located within such Areas, shall be listed as Historic
(c) establishing common forms in which records and
Sites and Monuments.
information shall be submitted by Parties in accordance
2 — Any Party may propose a site or monument of
with paragraph 2 below.
recognised historic value which has not been designated
as an Antarctic Specially Protected Area or an Antarctic
Specially Managed Area, or which is not located within 2 — Each Party shall inform the other Parties and the
such an Area, for listing as a Historic Site or Monument. Committee before the end of November of each year of
The proposal for listing may be approved by the Antarctic the number and nature of permits issued under this annex
Treaty Consultative Parties by a measure adopted at an in the preceding period of 1st July to 30th June.
Antarctic Treaty Consultative Meeting in accordance 3 — Each Party conducting, funding or authorising re-
with article IX (1) of the Antarctic Treaty. Unless the search or other activities in Antarctic Specially Protected
measure specifies otherwise, the proposal shall be de- Areas or Antarctic Specially Managed Areas shall maintain
emed to have been approved 90 days after the close of a record of such activities and in the annual exchange of
the Antarctic Treaty Consultative Meeting at which it information in accordance with the Antarctic Treaty shall
was adopted, unless one or more of the Consultative provide summary descriptions of the activities conducted
Parties notifies the Depositary, within that time period, by persons subject to its jurisdiction in such areas in the
that it wishes an extension of that period or is unable to preceding year.
approve the measure. 4 — Each Party shall inform the other Parties and the
3 — Existing Historic Sites and Monuments which have Committee before the end of November each year of me-
been listed as such by previous Antarctic Treaty Consulta- asures it has taken to implement this annex, including
tive Meetings shall be included in the list of Historic Sites any site inspections and any steps it has taken to address
and Monuments under this article. instances of activities in contravention of the provisions of
4 — Listed Historic Sites and Monuments shall not be the approved Management Plan for an Antarctic Specially
damaged, removed or destroyed. Protected Area or Antarctic Specially Managed Area.
5 — The list of Historic Sites and Monuments may
be amended in accordance with paragraph 2 above. The Article 11
Depositary shall maintain a list of current Historic Sites Cases of emergency
and Monuments.
1 — The restrictions laid down and authorised by this
Article 9 annex shall not apply in cases of emergency involving
Information and publicity safety of human life or of ships, aircraft, or equipment
and facilities of high value or the protection of the envi-
1 — With a view to ensuring that all persons visiting or ronment.
proposing to visit Antarctica understand and observe the 2 — Notice of activities undertaken in cases of emer-
provisions of this annex, each Party shall make available gency shall be circulated immediately to all Parties and
information setting forth, in particular: to the Committee.
(a) the location of Antarctic Specially Protected Areas Article 12
and Antarctic Specially Managed Areas;
Amendment or modification
(b) listing and maps of those Areas;
(c) the Management Plans, including listings of prohi- 1 — This annex may be amended or modified by a
bitions relevant to each Area; measure adopted in accordance with article IX (1) of the
(d) the location of Historic Sites and Monuments and Antarctic Treaty. Unless the measure specifies otherwise,
any relevant prohibition or restriction. the amendment or modification shall be deemed to have
been approved, and shall become effective, one year after
2 — Each Party shall ensure that the location and, if the close of the Antarctic Treaty Consultative Meeting at
possible, the limits, of Antarctic Specially Protected Areas, which it was adopted, unless one or more of the Antarctic
Antarctic Specially Managed Areas and Historic Sites and Treaty Consultative Parties notifies the Depositary, within
Monuments are shown on its topographic maps, hydrogra- that time period, that it wishes an extension of that period
phic charts and in other relevant publications. or that it is unable to approve the measure.
3 — Parties shall co-operate to ensure that, where 2 — Any amendment or modification of this annex
appropriate, the boundaries of Antarctic Specially Pro- which becomes effective in accordance with paragraph 1
tected Areas, Antarctic Specially Managed Areas and above shall thereafter become effective as to any other
Historic Sites and Monuments are suitably marked on Party when notice of approval by it has been received by
the site. the Depositary.
3198 Diário da República, 1.ª série — N.º 116 — 19 de junho de 2014
PROTOCOLO AO TRATADO PARA A ANTÁRTIDA presente Protocolo, e que se consideram parte integrante
SOBRE A PROTEÇÃO AO MEIO AMBIENTE deste;
g) «Comité» significa o Comité para a Proteção do Meio
Preâmbulo Ambiente estabelecido de acordo com o artigo 11.º
Os Estados Parte do Protocolo ao Tratado para a Antár-
tida, doravante referidos como Partes: Artigo 2.º
Objetivo e designação
Convencidos da necessidade de melhorar a proteção
do meio ambiente antártico e do ecossistema que lhe está As Partes comprometem-se a uma proteção abrangente
associado; do meio ambiente antártico e do ecossistema que lhe está
Convencidos da necessidade de reforçar o sistema do associado e por este meio designam a Antártida como uma
Tratado para a Antártida por forma a assegurar que a An- reserva natural, consagrada à paz e à ciência.
tártida continue a ser utilizada sempre exclusivamente
para fins pacíficos e que não se torne palco ou objeto de Artigo 3.º
discórdia internacional;
Princípios do meio ambiente
Tendo em conta o estatuto legal e político especial da
Antártida, bem como a especial responsabilidade das Partes 1 — A proteção do meio ambiente antártico e o ecos-
Consultivas do Tratado para a Antártida de assegurar que sistema que lhe está associado, bem como o valor intrín-
todas as atividades na Antártida estão de acordo com as seco da Antártida, incluindo os valores da vida natural e
finalidades e princípios do Tratado para a Antártida; estética e o seu valor como uma área para a condução da
Apelando à designação da Antártida como uma área investigação científica, em particular investigação fun-
de Conservação Especial e a outras medidas adotadas damental para a compreensão do meio ambiente global,
nos termos do sistema do Tratado para a Antártida para serão fundamentais para as considerações no planeamento
proteger o meio ambiente antártico e o ecossistema que e condução de todas as atividades na área do Tratado para
lhe está associado; a Antártida.
Reconhecendo ainda as oportunidades únicas que a 2 — Para este efeito:
Antártida oferece para a monitorização científica e inves-
tigação de processos de importância global, bem como a) As atividades na área do Tratado para a Antártida
regional; devem ser planeadas e realizadas de forma a limitar os
Reafirmando a preservação dos princípios da Conven- impactes adversos no meio ambiente antártico e no ecos-
ção sobre a Conservação dos Recursos Vivos Marinhos sistema que lhe está associado;
Antárticos; b) As atividades na área do Tratado para a Antártida
Convencidos que o desenvolvimento de um sistema devem ser planeadas e conduzidas de forma a evitar:
abrangente para a proteção do meio ambiente da Antártida i) Os efeitos adversos sobre os padrões climáticos e
e ecossistemas dependentes e associados é do interesse da meteorológicos;
humanidade no seu conjunto; ii) Os efeitos adversos significativos na qualidade do
Desejando complementar o Tratado para a Antártida ar e da água;
com vista à realização do seu fim; iii) As alterações significativas no meio ambiente at-
mosférico, terrestre (incluindo aquático), glaciário ou
concordaram com o seguinte: marinho;
iv) As alterações prejudiciais na distribuição, abundância
Artigo 1.º ou produtividade das espécies ou população de espécies
Definições
de fauna e flora;
v) Os riscos adicionais para espécies ou populações
Para efeitos do presente Protocolo: dessas espécies em vias de extinção ou ameaçadas;
vi) A degradação ou o risco substancial de degradação
a) «O Tratado para a Antártida» significa o Tratado para
de áreas de interesse biológico, científico, histórico, es-
a Antártida assinado em Washington em 1 de dezembro
tético ou natural;
de 1959;
b) «Área do Tratado para a Antártida» significa a área
c) As atividades na área do Tratado para a Antártida
à qual se aplicam as disposições legais do Tratado para a
devem ser planeadas e conduzidas com base em informa-
Antártida, de acordo com o artigo VI do Tratado;
ção suficiente que permita avaliações prévias e decisões
c) «Reuniões Consultivas do Tratado para a Antártida»
esclarecidas sobre a sua possibilidade de impacte no meio
significam as reuniões referidas no artigo IX do Tratado
ambiente antártico e no ecossistema que lhe está associado,
para a Antártida;
assim como no valor da Antártida para a condução de in-
d) «Partes Consultivas do Tratado para a Antártida»
vestigação científica. Tais decisões devem ter em conta:
significam todas as Partes Contratantes do Tratado para a
Antártida com direito a designar representantes para par- i) O âmbito da atividade, incluindo a área, duração e
ticipar nas reuniões referidas no artigo IX do Tratado; intensidade;
e) «Sistema do Tratado para a Antártida» significa o ii) Os impactes cumulativos da atividade, ambos pela
Tratado para a Antártida, as medidas em vigor nos termos própria e pela combinação com outras atividades na área
do Tratado, os instrumentos internacionais separados asso- do Tratado para a Antártida;
ciados em vigor e as medidas em vigor nos termos destes iii) Se a atividade afetará prejudicialmente alguma ati-
instrumentos; vidade na área do Tratado para a Antártida;
f) «Tribunal Arbitral» significa o Tribunal Arbitral esta- iv) Se a tecnologia e os procedimentos disponíveis per-
belecido de acordo com os prazos previstos no apêndice do mitem operações ambientalmente seguras;
Diário da República, 1.ª série — N.º 116 — 19 de junho de 2014 3199
v) Se existe capacidade para monitorizar os parâmetros Artigo 6.º
ambientais chave e elementos do ecossistema, por forma Cooperação
a identificar e fornecer um alerta precoce de quaisquer
efeitos adversos da atividade e providenciar as necessárias 1 — As Partes devem cooperar no planeamento e con-
modificações dos procedimentos operacionais à luz dos dução de atividades na área do Tratado para a Antártida.
resultados da monitorização ou do acréscimo do conhe- Para o efeito, cada Parte deve envidar esforços para:
cimento sobre o meio ambiente antártico e ecossistemas
a) Promover programas de cooperação de valores
dependentes e associados; e
científicos, técnicos e educativos, relativos à proteção
vi) Se existe capacidade para, pronta e efetivamente,
do meio ambiente antártico e ecossistemas dependentes
responder a acidentes, em particular aqueles com potenciais
e associados;
efeitos no ambiente;
b) Proporcionar uma assistência apropriada às ou-
tras Partes na preparação das avaliações de impacte
d) A observação regular e efetiva deve ter lugar para
ambiental;
permitir a avaliação dos impactes de atividades em curso,
c) Facultar às outras Partes, a pedido destas, informa-
incluindo a verificação de efeitos previsíveis;
ção relevante para qualquer risco potencial para o meio
e) A observação regular e eficaz deve ter lugar para
ambiente e assistência para minimizar os efeitos de aci-
facilitar a deteção precoce de possíveis efeitos imprevis-
dentes que possam danificar o meio ambiente antártico ou
tos de atividades exercidas no meio ambiente antártico e
ecossistemas dependentes e associados;
ecossistemas dependentes e associados dentro e fora da
d) Consultar as outras Partes no que respeita à escolha
área do Tratado para a Antártida.
de locais para futuras estações e outras instalações de
forma a evitar os impactes cumulativos causados pela sua
3 — As atividades devem ser planeadas e conduzidas
concentração excessiva em qualquer local;
na área do Tratado para a Antártida, de modo a conceder
e) Realizar expedições conjuntas e partilhar o uso de
prioridade à investigação científica e preservar o valor da
estações e outras instalações, quando apropriado, e
Antártida enquanto área para a condução de tal investiga-
f) Adotar as medidas necessárias, que podem ser acor-
ção, incluindo a investigação essencial para a compreensão
dadas nas Reuniões Consultivas do Tratado para a An-
do ambiente global.
tártida.
4 — As atividades realizadas na área do Tratado para
a Antártida, em conformidade com os programas de
investigação científica, turismo e todas as outras ativi- 2 — Cada Parte compromete-se, na medida do possível,
dades governamentais e não-governamentais na área do a partilhar informações que possam ser úteis para as outras
Tratado para a Antártida para as quais é requerido aviso Partes no planeamento e na condução das suas atividades
prévio, nos termos do artigo VII, n.º 5, do Tratado para na área do Tratado para a Antártida, com vista à proteção
a Antártida, incluindo as atividades de apoio logístico do meio ambiente antártico e ecossistemas dependentes
associadas, devem: e associados.
3 — As Partes devem cooperar com as Partes que
a) Realizar-se de forma consistente com os princípios possam exercer jurisdição nas áreas adjacentes à área do
do presente artigo; e Tratado para a Antártida, com vista a assegurar que as
b) Ser alteradas, suspensas ou canceladas, se resultarem atividades na área do Tratado para a Antártida não têm
ou vierem a resultar em impactes sobre o meio ambiente impactes ambientais adversos sobre essas áreas.
antártico ou ecossistemas dependentes e associados, con-
trários a estes princípios. Artigo 7.º
Proibição de atividades associadas a recursos minerais
Artigo 4.º
Relação com os outros elementos do sistema Qualquer atividade relacionada com recursos minerais,
do Tratado para a Antártida salvo a investigação científica, deve ser proibida.
1 — O presente Protocolo complementa o Tratado para Artigo 8.º
a Antártida e não deve modificar nem alterar este Tratado.
2 — Os direitos e obrigações das Partes deste Protocolo, Avaliação de impacte ambiental
constituídos ao abrigo de instrumentos internacionais em 1 — As atividades propostas, referidas no n.º 2 do pre-
vigor no âmbito do sistema do Tratado para a Antártida, sente artigo, devem ser sujeitas aos procedimentos esta-
não devem ser derrogados pelo presente Protocolo. belecidos no anexo I para avaliação prévia dos impactes
dessas atividades sobre o meio ambiente antártico ou
Artigo 5.º ecossistemas dependentes e associados, conforme essas
Consistência com outros elementos do Tratado para a Antártida atividades são identificadas como tendo:
As Partes devem consultar e cooperar com as Partes a) Menos que um impacte mínimo ou transitório;
Contratantes de outros instrumentos internacionais em b) Um impacte mínimo ou transitório, ou
vigor no âmbito do sistema do Tratado para a Antártida c) Mais do que um impacte mínimo ou transitório.
e suas respetivas instituições com vista a assegurar a rea-
lização dos objetivos e princípios do presente Protocolo, 2 — Cada Parte deve assegurar que os procedimentos
e evitando qualquer interferência com a realização dos de avaliação estabelecidos no anexo I são aplicados nos
objetivos e princípios desses instrumentos ou qualquer processos de planeamento, conduzindo a decisões sobre
inconsistência entre a implementação desses instrumen- quaisquer atividades realizadas na área do Tratado para
tos e do presente Protocolo. a Antártida, em conformidade com os programas de in-
3200 Diário da República, 1.ª série — N.º 116 — 19 de junho de 2014
vestigação científica, turismo e todas as outras atividades Artigo 11.º
governamentais e não-governamentais na área do Tratado Comité para a Proteção do Meio Ambiente
para a Antártida para as quais é requerido aviso prévio,
nos termos do artigo VII, n.º 5 do Tratado para a Antártida, 1 — É estabelecido o Comité para a Proteção do Meio
incluindo as atividades de apoio logístico associadas. Ambiente.
3 — Os procedimentos de avaliação estabelecidos no 2 — Cada Parte tem o direito a ser membro do Comité e
anexo I devem aplicar-se a qualquer mudança numa ati- a designar um representante, que poderá ser acompanhado
vidade, quer esta resulte de um aumento ou diminuição por peritos e conselheiros.
na intensidade de uma atividade existente, da adição de 3 — O estatuto de observador no Comité deve estar
uma atividade, da desmantelação de uma instalação, ou aberto a qualquer outra Parte Contratante do Tratado para
outras causas. a Antártida, que não seja Parte deste Protocolo.
4 — Quando as atividades são planeadas em conjunto 4 — O Comité deverá convidar o Presidente do Comité
por mais do que uma Parte, as Partes envolvidas devem Científico para a Investigação Antártica e o Presidente do
nomear uma Parte para coordenar a implementação dos Comité Científico para a Conservação dos Recursos Ma-
procedimentos de avaliação do impacte ambiental, es- rinhos Vivos Antárticos para participar como observadores
tabelecidos no anexo I. nas suas sessões. O Comité pode também, com a aprovação
da Reunião Consultiva do Tratado para a Antártida, con-
Artigo 9.º vidar para participar como observadores nas suas sessões
outras organizações científicas, ambientais e técnicas re-
Anexos
levantes, que possam contribuir para o seu trabalho.
1 — Os anexos ao presente Protocolo são parte inte- 5 — O Comité deve apresentar um relatório sobre cada
grante deste. uma das suas sessões na Reunião Consultiva do Tratado
2 — Os anexos adicionais aos anexos I-IV podem ser para a Antártida. O relatório deve abranger todas as ma-
adotados e entram em vigor em conformidade com o térias discutidas na sessão e refletir os pontos de vista
artigo IX do Tratado para a Antártida. apresentados. O relatório deve ser distribuído às Partes e
3 — As emendas/revisões e as modificações aos ane- observadores presentes na sessão, e deverá posteriormente
xos podem ser adotadas e entram em vigor nos termos do ser disponibilizado ao público.
artigo IX do Tratado para a Antártida, a não ser que o anexo 6 — O Comité deve adotar o seu Regulamento Interno,
contenha uma disposição relativa às emendas/revisões e que estará sujeito à aprovação pela Reunião Consultiva do
modificações a entrar em vigor de modo mais célere. Tratado para a Antártida.
4 — Os anexos e quaisquer emendas e modificações aos
mesmos que entrem em vigor em conformidade com os Artigo 12.º
n.os 2 e 3 do presente artigo, salvo quando o próprio anexo Funções do Comité
contenha uma disposição contrária em relação à entrada em
vigor de qualquer emenda ou modificação, devem entrar 1 — As funções do Comité devem ser aconselhar e for-
em vigor para uma Parte Contratante do Tratado para a mular recomendações às Partes no âmbito da implementa-
Antártida, que não é Parte Consultiva do Tratado para a ção do presente Protocolo, incluindo o funcionamento dos
Antártida, ou que no momento da adoção do anexo não seus anexos, para apreciação nas Reuniões Consultivas do
era Parte Consultiva do Tratado para a Antártida, quando Tratado para a Antártida, bem como executar outras fun-
a notificação da aprovação dessa Parte Contratante seja ções que possam ser indicadas pelas Reuniões Consultivas
recebida pelo Depositário. do Tratado para a Antártida. Em particular, deve prestar
5 — Os anexos devem, exceto na medida em que um aconselhamento sobre:
anexo dispuser em contrário, estar sujeitos aos procedi-
a) A eficácia das medidas tomadas ao abrigo do presente
mentos de resolução de litígios previstos nos artigos 18.º
Protocolo;
a 20.º
b) A necessidade de atualizar, reforçar ou aperfeiçoar
Artigo 10.º tais medidas;
Reuniões Consultivas do Tratado para a Antártida c) A necessidade de medidas complementares, incluindo
a necessidade de anexos adicionais, quando adequado;
1 — As Reuniões Consultivas do Tratado para a Antár- d) A aplicação e implementação dos procedimentos de
tida devem, com base no melhor aconselhamento científico avaliação de impacte ambiental estabelecidos no artigo 8.º
e técnico disponível: e no anexo I;
a) Definir, em conformidade com as disposições do pre- e) Os meios para minimizar ou mitigar os impactes
sente Protocolo, a política geral para a proteção abrangente ambientais das atividades na área do Tratado para a An-
do meio ambiente antártico e ecossistemas dependentes e tártida;
associados, e f) Os procedimentos a aplicar em situações que exigem
b) Adotar medidas para a implementação do presente medidas urgentes, incluindo as ações de resposta a emer-
Protocolo, ao abrigo do artigo IX do Tratado para a An- gências ambientais;
tártida. g) O funcionamento e desenvolvimento do sistema de
Área Antártica Protegida;
2 — As Reuniões Consultivas do Tratado para a Antár- h) Os procedimentos de inspeção, incluindo modelos
tida devem rever o trabalho do Comité e devem aproveitar dos relatórios de inspeção e listas de controlo para a con-
os seus conselhos e recomendações para a execução das dução de inspeções;
tarefas referidas no n.º 1 do presente artigo, bem como i) A recolha, arquivo, intercâmbio e avaliação de infor-
sobre o parecer do Comité Científico para a Investigação mação relacionada com a proteção do meio ambiente;
Antártica. j) O estado do meio ambiente antártico; e
Diário da República, 1.ª série — N.º 116 — 19 de junho de 2014 3201
k) A necessidade de investigação científica, incluindo navios ou aeronaves se encontrem abrangidos pelos rela-
monitorização ambiental, relacionada com a implementa- tórios. Após ter sido facultada às Partes a possibilidade de
ção do presente Protocolo. comentar, os relatórios e comentários sobre os mesmos
devem ser distribuídos por todas as Partes e ao Comité,
2 — No exercício das suas funções, o Comité deve con- sendo considerados na Reunião Consultiva do Tratado para
sultar, conforme o caso, o Comité Científico para a Inves- a Antártida seguinte e, posteriormente, disponibilizados
tigação Antártica, o Comité Científico para a Conservação ao público.
dos Recursos Marinhos Vivos Antárticos e outras organi- Artigo 15.º
zações científicas, ambientais e técnicas relevantes.
Ação de resposta a emergência
Artigo 13.º 1 — A fim de responder a emergências ambientais na
Cumprimento do Protocolo área do Tratado para a Antártida, cada Parte concorda
em:
1 — Cada Parte deve tomar as medidas apropriadas no
âmbito da sua competência, incluindo a adoção de leis e a) Providenciar ações de resposta pronta e efetiva a
regulamentos, atos administrativos e medidas de execução, situações de emergência que possam surgir na execução
para assegurar o cumprimento do presente Protocolo. de programas de investigação científica, turismo e todas as
2 — Cada Parte deve exercer os esforços apropriados, outras atividades governamentais e não-governamentais na
de acordo com a Carta das Nações Unidas, para que não área do Tratado para a Antártida para as quais é requerido
se envolva em qualquer atividade contrária ao presente aviso prévio, nos termos do artigo VII, n.º 5, do Tratado
Protocolo. para a Antártida, incluindo atividades de apoio logístico
3 — Cada Parte deve notificar todas as outras Partes das associadas; e
medidas que adotar nos termos dos n.os 1 e 2 do presente b) Estabelecer planos de contingência para resposta a
artigo. incidentes com potenciais efeitos adversos sobre o meio
4 — Cada Parte deve chamar a atenção de todas as ambiente antártico ou ecossistemas dependentes e asso-
outras Partes para qualquer atividade que, na sua opinião, ciados.
afete a implementação dos objetivos e princípios do pre-
sente Protocolo. 2 — Para este efeito, as Partes devem:
5 — As Reuniões Consultivas do Tratado para a Antár-
tida devem chamar a atenção de qualquer Estado que não a) Cooperar na formulação e implementação de planos
seja Parte do presente Protocolo sobre qualquer atividade de contingência; e
realizada por este Estado, as suas agências, instrumentos, b) Estabelecer procedimentos para a notificação ime-
pessoas físicas ou jurídicas, navios, aeronaves ou outros diata, e resposta cooperativa, a emergências ambientais.
meios de transporte que afetem a implementação dos ob-
jetivos e princípios do presente Protocolo. 3 — Na aplicação do presente artigo, as partes devem
recorrer à assessoria das organizações internacionais apro-
Artigo 14.º priadas.
Inspeção Artigo 16.º
Responsabilidade
1 — A fim de promover a proteção do meio ambiente
antártico, bem como ecossistemas dependentes e associa- Em conformidade com os objetivos do presente Proto-
dos, e de assegurar o cumprimento do presente Protocolo, colo para a proteção abrangente do meio ambiente antár-
as Partes Consultivas do Tratado para a Antártida devem, tico e ecossistemas dependentes e associados, as Partes
individual ou coletivamente, adotar medidas para a rea- comprometem-se a elaborar regras e procedimentos relati-
lização de inspeções por observadores, de acordo com o vos à responsabilidade por danos decorrentes de atividades
artigo VII do Tratado para a Antártida. ocorridas na área do Tratado para a Antártida e abrangidas
2 — São observadores: pelo presente Protocolo. Essas regras e procedimentos
a) Os observadores designados por qualquer Parte devem ser incluídos em um ou mais anexos a adotar em
Consultiva do Tratado para a Antártida, que devem ser conformidade com o artigo 9.º, n.º 2.
nacionais daquela Parte, e
b) Quaisquer observadores designados nas Reuniões Artigo 17.º
Consultivas do Tratado para a Antártida para realizar ins- Relatório anual das Partes
peções ao abrigo dos procedimentos a estabelecer por uma
Reunião Consultiva do Tratado para a Antártida. 1 — Cada Parte deve apresentar um relatório anual so-
bre as medidas tomadas para implementação do presente
3 — As Partes devem cooperar plenamente com os ob- Protocolo. Esses relatórios devem incluir as notificações
servadores que realizam as inspeções, e devem garantir feitas em conformidade com o artigo 13.º, n.º 3, os planos
que durante as mesmas os observadores têm acesso a todas de contingência estabelecidos em conformidade com o
as partes das estações, instalações, equipamentos, navios artigo 15.º e quaisquer outras notificações e informação
e aeronaves abertos à inspeção nos termos do artigo VII, pedida ao abrigo do presente Protocolo, para as quais não
n.º 3 do Tratado para a Antártida, bem como a todos os exista nenhuma outra disposição relativa à circulação e ao
respetivos registos conservados nos termos do presente intercâmbio de informação.
Protocolo. 2 — Os relatórios elaborados, em conformidade com
4 — Os relatórios das inspeções devem ser enviados o n.º 1 do presente artigo, devem ser distribuídos a todas
para as Partes cujas estações, instalações, equipamentos, as Partes e ao Comité, sendo considerados nas Reuniões
3202 Diário da República, 1.ª série — N.º 116 — 19 de junho de 2014
Consultivas do Tratado para a Antártida seguintes e, pos- disposições, o artigo 13.º, não concordarem com o meio
teriormente, disponibilizados ao público. de resolução do litígio no prazo de 12 meses do pedido
de consulta nos termos do artigo 18.º, o litígio deve ser
Artigo 18.º encaminhado a pedido de qualquer das Partes em litígio
Resolução de litígios
para resolução, em conformidade com o procedimento
determinado pelo artigo 19.º, n.os 4 e 5.
Em caso de litígio relativo à interpretação ou aplicação 2 — O Tribunal Arbitral não tem competência para de-
do presente Protocolo, as Partes no litígio devem, a pedido cidir ou pronunciar-se sobre qualquer assunto no âmbito do
de qualquer uma delas, consultar-se entre si com a maior artigo IV do Tratado para a Antártida. Além disso, nenhuma
brevidade possível, com vista a resolver o litígio por ne- expressão no presente Protocolo deve ser interpretada como
gociação, investigação, mediação, conciliação, arbitragem, conferindo competência ou jurisdição ao Tribunal Interna-
resolução judicial ou outro meio pacífico que as Partes em cional de Justiça ou a qualquer outro Tribunal criado com o
litígio acordem entre si. objetivo de resolução de litígios entre as Partes para decidir
ou não pronunciar-se sobre qualquer questão do âmbito do
Artigo 19.º artigo IV do Tratado para a Antártida.
Escolha do procedimento de resolução de litígios
Artigo 21.º
1 — Cada Parte, ao assinar, ratificar, aceitar, aprovar
ou aderir ao presente Protocolo, ou em qualquer momento Assinatura
posterior, pode optar, por declaração escrita, por um ou O presente Protocolo deve estar aberto para assinatura
ambos dos seguintes meios para a resolução de litígios de qualquer Estado que seja Parte Contratante do Tratado
relativos à interpretação ou aplicação dos artigos 7.º, 8.º para a Antártida em Madrid no dia 4 de outubro de 1991 e,
e 15.º e, exceto na medida em que um anexo estabeleça o posteriormente, em Washington até 3 de outubro de 1992.
contrário, as disposições de qualquer anexo e, no que se
refere a estes artigos e disposições, o artigo 13.º: Artigo 22.º
a) O Tribunal Internacional de Justiça; Ratificação, aceitação, aprovação ou adesão
b) O Tribunal Arbitral.
1 — O presente Protocolo está sujeito a ratificação,
2 — A declaração feita nos termos do n.º 1 não deve aceitação ou aprovação pelos Estados signatários.
afetar o funcionamento do artigo 18.º e do artigo 20.º, n.º 2. 2 — Após o dia 3 de outubro de 1992 este Protocolo
3 — A Parte que não tenha formulado uma declaração deve estar aberto à adesão de qualquer Estado que seja
nos termos do n.º 1, ou em respeito a uma declaração que Parte Contratante do Tratado para a Antártida.
não se encontre mais em vigor, considera-se como tendo 3 — Os instrumentos de ratificação, aceitação, aprova-
aceite a competência do Tribunal Arbitral. ção ou adesão devem ser depositados junto do Governo
4 — Se as Partes em litígio aceitarem o mesmo meio dos Estados Unidos da América, designado como Depo-
para a sua resolução, o litígio apenas pode ser submetido sitário.
a esse procedimento, salvo se as Partes acordarem em 4 — Após a data de entrada em vigor do presente Pro-
sentido contrário. tocolo, as Partes Consultivas do Tratado para a Antártida
5 — Se as partes em litígio não aceitarem o mesmo não devem pronunciar-se sobre uma notificação relativa
meio para a sua resolução, ou se estas aceitarem ambos ao direito de uma Parte Contratante do Tratado para a An-
os meios, o litígio apenas poderá ser apresentado no Tri- tártida nomear representantes para participar nas Reuniões
bunal Arbitral, salvo se as Partes acordarem em sentido Consultivas do Tratado para a Antártida, em conformidade
contrário. com o artigo IX, n.º 2, do Tratado para a Antártida, desde
6 — Uma declaração feita nos termos do n.º 1 do pre- que essa Parte Contratante tenha primeiro ratificado, aceite,
sente artigo deve permanecer em vigor até que expire de aprovado ou aderido ao presente Protocolo.
acordo com seus próprios termos ou até três meses após a
notificação escrita de revogação ter sido depositada junto Artigo 23.º
do Depositário. Entrada em vigor
7 — Uma nova declaração, uma notificação de revo-
gação ou a cessação de vigência de uma declaração não 1 — O presente Protocolo entra em vigor no trigésimo
deve prejudicar, de alguma forma, os processos pendentes dia após a data de depósito dos instrumentos de ratificação,
perante o Tribunal Internacional de Justiça ou o Tribunal aceitação, aprovação ou adesão de todos os Estados que
Arbitral, salvo se as Partes em litígio acordarem em sen- são Partes Consultivas do Tratado para a Antártida à data
tido contrário. em que este Protocolo é adotado.
8 — As declarações e notificações referidas no presente 2 — Para cada uma das Partes Contratantes do Tratado
artigo devem ser depositadas junto do Depositário, que para a Antártida que, posteriormente à data de entrada em
enviará cópia das mesmas a todas as Partes. vigor do presente Protocolo, depositar um instrumento de
ratificação, aceitação, aprovação ou adesão, o Protocolo
Artigo 20.º entra em vigor no 30.º dia seguinte ao do depósito.
Procedimento de resolução de litígio
Artigo 24.º
1 — Se as partes em litígio relativo à interpretação ou Reservas
aplicação dos artigos 7.º, 8.º ou 15.º ou, exceto na medida
em que um anexo disponha em contrário, as disposições Não devem ser permitidas reservas ao presente Pro-
de qualquer anexo ou, desde que se refira a estes artigos e tocolo.
Diário da República, 1.ª série — N.º 116 — 19 de junho de 2014 3203
Artigo 25.º deve ser depositado nos arquivos do Governo dos Estados
Modificação ou emenda
Unidos da América, que deve enviar cópias devidamente
autenticadas a todas as Partes Contratantes do Tratado
1 — Sem prejuízo do disposto no artigo 9.º, o presente para a Antártida.
Protocolo pode ser modificado ou emendado a qualquer 2 — Este Protocolo deve ser registado pelo Depositário,
momento, em conformidade com os procedimentos esta- nos termos do artigo 102.º da Carta das Nações Unidas.
belecidos no artigo XII, n.º 1, alíneas a) e b), do Tratado
para a Antártida. ANEXO AO PROTOCOLO
2 — Se, após o termo de 50 anos contados desde a data
de entrada em vigor do presente Protocolo, qualquer uma Arbitragem
das Partes Consultivas do Tratado para a Antártida o reque-
rer por meio de uma comunicação dirigida ao Depositário, Artigo 1.º
deve ser realizada uma Conferência logo que possível para
1 — O Tribunal Arbitral deve ser constituído e deve
rever o funcionamento do presente Protocolo.
3 — Uma modificação ou emenda proposta em qualquer funcionar de acordo com o Protocolo, incluindo este
Conferência de Revisão, requerida nos termos do n.º 2 anexo.
do presente artigo, deve ser adotada por uma maioria das 2 — O Secretário a que se refere o presente anexo é o
Partes, incluindo três quartos dos Estados que são Partes Secretário-Geral do Tribunal de Arbitragem Permanente.
Consultivas do Tratado para a Antártida no momento da
adoção do presente Protocolo. Artigo 2.º
4 — Uma modificação ou emenda adotada nos termos 1 — Cada Parte deve ter o direito de designar até três
do n.º 3, deve entrar em vigor após ratificação, aceitação, árbitros, sendo que pelo menos um dos árbitros deve ser
aprovação ou adesão de três quartos das Partes Consulti- designado no prazo de três meses desde a entrada em vigor
vas do Tratado para a Antártida, incluindo a ratificação, do Protocolo para essa Parte. Cada árbitro deve ter experiên-
aceitação, aprovação ou adesão de todos os Estados que cia em assuntos relativos à Antártida, ter conhecimento
são Partes Consultivas do Tratado para a Antártida no profundo do direito internacional e possuir a mais alta
momento da adoção da presente Protocolo. reputação pela sua imparcialidade, competência e inte-
5 — a) No que respeita ao artigo 7.º, a proibição de ati- gridade. Os nomes das pessoas assim designadas devem
vidades sobre os recursos minerais antárticos nele contidos constituir a lista de árbitros. Cada Parte deverá sempre
deve continuar, salvo esteja em vigor um regime jurídico manter o nome de pelo menos um árbitro na lista.
vinculativo sobre as atividades de recursos minerais antár- 2 — Sem prejuízo do n.º 3, um árbitro designado por
ticos que inclua um meio comum para determinar se tais uma Parte deve permanecer na lista por um período de
atividades são aceitáveis, e, em caso afirmativo, em que cinco anos e pode ser elegível para nova designação pela
condições. Este regime deve salvaguardar plenamente os Parte por períodos adicionais de cinco anos.
interesses de todos os Estados referidos no artigo IV do Tra- 3 — A Parte que tiver designado um árbitro poderá reti-
tado para a Antártida e aplicar os seus princípios. Portanto, rar o nome desse árbitro da lista. Se um árbitro falecer ou
se uma modificação ou emenda ao artigo 7.º for proposta se uma Parte, por qualquer motivo, retirar da lista o nome
numa Conferência de Revisão, nos termos do n.º 2, esta
de um árbitro por si designado, a Parte que designou o
deve incluir o mencionado regime jurídico vinculativo.
b) Se uma modificação ou emenda não entrar em vigor árbitro em questão deve notificar o Secretário prontamente.
no prazo de 3 anos desde a data da sua adoção, qualquer O árbitro, cujo nome é retirado da lista, deve continuar a
Parte pode a qualquer momento posterior notificar o De- servir em qualquer Tribunal Arbitral para o qual tenha sido
positário da sua retirada do presente Protocolo, e esta re- nomeado até à conclusão do processo perante o Tribunal
tirada terá efeito dois anos após a receção da notificação Arbitral.
pelo Depositário. 4 — O Secretário deve assegurar a atualização da lista
dos árbitros designados nos termos do presente artigo.
Artigo 26.º
Notificações pelo Depositário Artigo 3.º
O Depositário deve notificar todas as Partes Contratan- 1 — O Tribunal Arbitral deverá ser composto por três
tes do Tratado para a Antártida do seguinte: árbitros, que serão designados da seguinte forma:
a) Assinaturas do presente Protocolo e o depósito dos ins- a) A Parte em litígio, no início do processo, deve desig-
trumentos de ratificação, aceitação, aprovação ou adesão; nar um árbitro, que pode ser seu nacional, a partir da lista
b) A data de entrada em vigor do presente Protocolo e referida no artigo 2.º. Esta designação deve ser incluída
de qualquer anexo adicional; na notificação prevista no artigo 4.º
c) A data de entrada em vigor de qualquer emenda ou b) No prazo de 40 dias após a receção da notificação,
modificação do presente Protocolo; a outra Parte em litígio deve nomear o segundo árbitro,
d) O depósito das declarações e avisos nos termos do que pode ser seu nacional, a partir da lista referida no
artigo 19.º; e artigo 2.º
e) De qualquer notificação recebida nos termos do ar- c) No prazo de 60 dias após a nomeação do segundo
tigo 25.º, n.º 5, alínea b). árbitro, as Partes em litígio deverão nomear de comum
acordo o terceiro árbitro da lista referida no artigo 2.º
Artigo 27.º O terceiro árbitro não deve ser nacional de uma Parte
Textos autênticos e registos das Nações Unidas
em litígio, ou uma pessoa designada para a lista referida no
artigo 2.º por uma das Partes em litígio, ou da mesma na-
1 — O presente Protocolo, redigido em inglês, francês, cionalidade que um dos dois primeiros árbitros. O terceiro
russo e espanhol, sendo cada versão igualmente autêntica, árbitro deve ser o Presidente do Tribunal Arbitral.
3204 Diário da República, 1.ª série — N.º 116 — 19 de junho de 2014
d) Se o segundo árbitro não tiver sido nomeado dentro do Arbitral seja constituído com urgência excecional para
prazo fixado, ou se as Partes em litígio não tiverem chegado indicar ou prescrever medidas provisórias de emergência
a acordo no período prescrito para a nomeação do terceiro em conformidade com o presente artigo. Nesse caso, o
árbitro, o árbitro ou árbitros devem ser nomeados, a pedido Tribunal Arbitral deve ser constituído assim que possível,
de qualquer das Partes em litígio e dentro de 30 dias desde a em conformidade com o artigo 3.º, sendo que os prazos
receção de tal pedido, pelo Presidente do Tribunal Internacio- previstos no artigo 3.º, n.º 1, alíneas b), c) e d), devem ser
nal de Justiça a partir da lista referida no artigo 2.º e sujeita reduzidos para 14 dias em cada caso. O Tribunal Arbi-
às condições prescritas nas alíneas b) e c). No desempenho tral deve decidir sobre o pedido de aplicação de medidas
das funções que lhe são atribuídas no presente parágrafo, o provisórias de emergência no prazo de dois meses após a
Presidente do Tribunal deve consultar as partes em litígio. nomeação do seu Presidente.
e) Se o Presidente do Tribunal Internacional de Justiça 4 — Após uma decisão do Tribunal Arbitral sobre o
for incapaz de realizar as funções que lhe são atribuídas na pedido de aplicação de medidas provisórias de emergência,
alínea d) ou for nacional de uma das Partes em litígio, as em conformidade com o n.º 3, a resolução do litígio deve
funções devem ser exercidas pelo Vice-Presidente do Tri-
bunal; exceto se o vice-presidente for incapaz de executar prosseguir em conformidade com os artigos 18.º, 19.º e
as funções ou for nacional de uma das Partes em litígio, as 20.º do Protocolo.
funções devem ser executadas pelo membro mais antigo Artigo 7.º
do Tribunal que estiver disponível e que não seja nacional Qualquer Parte que considere ter um interesse jurídico,
de uma das Partes em litígio.
geral ou individual, que possa ser substancialmente afetado
pela decisão de um Tribunal Arbitral poderá, salvo se o
2 — Qualquer vaga deve ser preenchida da forma pre-
vista para a nomeação inicial. Tribunal Arbitral decida em contrário, intervir no processo.
3 — Em qualquer litígio que envolva mais do que duas
Partes, as Partes que partilham o mesmo interesse devem Artigo 8.º
nomear um árbitro por acordo dentro do período fixado As Partes em litígio devem colaborar com o trabalho
na alínea b) do n.º 1 do presente artigo. do Tribunal Arbitral e, em particular, de acordo com a
sua lei e usando todos os meios à sua disposição, devem
Artigo 4.º providenciar todos os documentos e informações rele-
A Parte em litígio que iniciar o processo deve notificar vantes e autorizar o Tribunal Arbitral, quando necessá-
a outra Parte ou Partes em litígio e o Secretário por escrito. rio, a notificar testemunhas ou peritos e receber os seus
A notificação deve incluir uma declaração do pedido e depoimentos.
os fundamentos em que se baseia. A notificação deve ser Artigo 9.º
transmitida pelo Secretário a todas as Partes.
Se uma das Partes em litígio não comparecer perante o
Artigo 5.º Tribunal Arbitral ou não defender o seu pedido, qualquer
outra Parte em litígio pode requerer ao Tribunal Arbitral
1 — Sem prejuízo do acordo em contrário das Partes, a para prosseguir o processo e proferir a sentença.
arbitragem terá lugar na Haia, onde os registos do Tribunal
Arbitral devem ser mantidos. O Tribunal Arbitral deve Artigo 10.º
adotar o seu regulamento interno. Tais regras devem asse-
gurar que cada Parte em litígio tem plena oportunidade de 1 — O Tribunal Arbitral deve, com base nas disposições
ser ouvida e de expor o seu caso, bem como garantir que do Protocolo e outras normas e princípios de Direito Inter-
o processo seja conduzido de forma expedita. nacional que não sejam incompatíveis com tais disposições,
2 — O Tribunal Arbitral pode ouvir e decidir dos pedi- decidir os litígios que lhe sejam submetidos.
dos reconvencionais decorrentes do litígio. 2 — Se as Partes em litígio assim acordarem o Tribunal
Arbitral pode decidir, ex aequo et bono, um litígio que lhe
Artigo 6.º seja apresentado.
1 — O Tribunal Arbitral, quando, prima facie, se consi- Artigo 11.º
dera ter jurisdição nos termos do presente Protocolo, pode: 1 — Antes de proferir a sentença, o Tribunal Arbitral
a) A pedido de qualquer uma das Partes em litígio, deve certificar-se de que tem competência em relação ao
indicar as medidas provisórias que considere neces- litígio e que o pedido ou reconvenção está fundamentado
sárias para preservar os respetivos direitos das Partes de facto e de direito.
em litígio; 2 — A sentença deve ser acompanhada de uma expo-
b) Ordenar as medidas provisórias que considere apro- sição dos motivos da decisão e deve ser comunicada ao
priadas às circunstâncias para prevenir danos graves no Secretário que deve transmiti-la a todas as Partes.
meio ambiente antártico ou ecossistemas que lhe estão 3 — A sentença deve ser final e vinculativa para as
associados. Partes em litígio e para qualquer Parte interveniente no
processo, e deve ser cumprida sem dilação. O Tribunal
2 — As Partes em litígio devem cumprir prontamente Arbitral deve interpretar a sentença, a pedido de uma das
quaisquer medidas provisórias prescritas de acordo com a Partes em litígio ou de qualquer Parte interveniente.
alínea b) do n.º 1 do presente artigo, aguardando a sentença 4 — A sentença terá carácter obrigatório apenas para o
nos termos do artigo 10.º caso concreto a que se aplique.
3 — Não obstante o prazo definido no artigo 20.º do 5 — Salvo se o Tribunal Arbitral decidir em contrário,
Protocolo, a Parte em litígio pode, a todo o tempo, me- as despesas do Tribunal Arbitral, incluindo os honorários
diante notificação à outra Parte ou Partes em litígio e ao dos árbitros, devem ser igualmente divididas pelas Partes
Secretário nos termos do artigo 4.º, solicitar que o Tribunal em litígio.
Diário da República, 1.ª série — N.º 116 — 19 de junho de 2014 3205
Artigo 12.º Artigo 3.º
Todas as decisões do Tribunal Arbitral, incluindo as re- Avaliação Ambiental Global
feridas nos artigos 5.º, 6.º e 11.º, devem ser tomadas por 1 — Se uma Avaliação Ambiental Inicial indica ou se
maioria dos árbitros, não podendo estes abster-se de votar. é, por outro lado, determinado que é provável que a ativi-
dade proposta produza um impacte maior que mínimo ou
Artigo 13.º transitório, deve ser preparada uma Avaliação Ambiental
1 — O presente anexo pode ser emendado ou modifi- Global.
cado por uma medida adotada de acordo com o artigo IX, 2 — Uma Avaliação Ambiental Global deve incluir:
n.º 1 do Tratado para a Antártida. Salvo se a medida dis- a) Uma descrição da atividade proposta, incluindo o seu
puser em contrário, a emenda ou modificação deve ser objetivo, localização, duração e intensidade, e as alterna-
considerada aprovada, e deve entrar em vigor um ano tivas possíveis para a atividade, incluindo a alternativa de
após o encerramento da Reunião Consultiva do Tratado não a realizar, e as consequências dessas alternativas;
para a Antártida em que foi adotada, a não ser que uma b) Uma descrição do estado ambiental de referência
ou mais Partes Consultivas do Tratado para a Antártida inicial com o qual as mudanças previstas são comparadas
notifique o Depositário, dentro desse prazo, declarando e uma previsão do estado ambiental de referência futura
que pretende uma prorrogação do prazo ou que é incapaz na ausência da atividade proposta;
de aprovar a medida. c) Uma descrição dos métodos e dados utilizados para
2 — Qualquer emenda ou modificação do presente prever os impactes da atividade proposta;
anexo que entre em vigor de acordo com o número an- d) Uma estimativa da natureza, extensão, duração e
terior deverá entrar em vigor para qualquer outra Parte intensidade dos impactes diretos prováveis da atividade
quando o Depositário tiver recebido a notificação da sua proposta;
aprovação. e) A consideração de eventuais impactes indiretos ou
secundários da atividade proposta;
ANEXO I AO PROTOCOLO AO TRATADO PARA A ANTÁRTIDA f) A consideração de impactes cumulativos da atividade
SOBRE A PROTEÇÃO AO MEIO AMBIENTE
proposta à luz das atividades existentes e outras atividades
Avaliação de impacte ambiental planeadas das quais se tenha conhecimento;
g) A identificação de medidas, incluindo programas de
Artigo 1.º monitorização, que poderiam ser acionados para minimizar
ou mitigar os impactes da atividade proposta e para detetar
Fase preliminar impactes imprevistos e que poderiam fornecer alerta an-
1 — Os impactes ambientais das atividades propostas tecipado de quaisquer efeitos adversos da atividade, bem
referidas no artigo 8.º do Protocolo devem, antes de seu como fazer face a acidentes de forma célere e eficaz;
início, ser considerados de acordo com os procedimentos h) A identificação dos impactes inevitáveis da atividade
nacionais adequados. proposta;
2 — Se for determinado que uma atividade tem um i) A consideração dos efeitos da atividade proposta na
impacte menor que mínimo ou transitório, a atividade pode condução da investigação científica e noutros usos e va-
ser imediatamente iniciada. lores existentes;
j) Uma identificação de lacunas no conhecimento e das
Artigo 2.º dúvidas encontradas na compilação da informação exigida
no presente número;
Avaliação Ambiental Inicial k) Um resumo não técnico da informação fornecida no
1 — Deve ser preparada uma Avaliação Ambiental âmbito do presente número; e
Inicial, exceto quando se determine que uma atividade l) O nome e o endereço da pessoa ou organização que
deverá ter um impacte menor que mínimo ou transitório, elaborou a Avaliação Ambiental Global e o endereço para
ou que uma Avaliação Ambiental Global se encontra em o qual as observações devem ser remetidas.
preparação de acordo com o artigo 3.º A avaliação Ambien-
tal Inicial deve conter detalhes suficientes que permitam 3 — O projeto de Avaliação Ambiental Global deve
avaliar se a atividade proposta pode ter um impacte maior ser disponibilizado publicamente e distribuído a todas
que mínimo ou transitório, e deve incluir: as Partes, que devem também proceder à sua divulgação
pública para comentários. Deve ser concedido um prazo
a) Uma descrição da atividade proposta, incluindo o seu de 90 dias para a receção dos comentários.
objetivo, localização, duração e intensidade; e 4 — O projeto de Avaliação Ambiental Global deve ser
b) A consideração de alternativas para a atividade enviado ao Comité para apreciação, e simultaneamente
proposta e quaisquer impactes que estas possam cau- distribuído a todas as Partes, pelo menos 120 dias antes
sar, incluindo a consideração de impactes cumulativos da próxima Reunião Consultiva do Tratado para a Antár-
à luz das atividades atuais e das atividades planeadas tida.
conhecidas. 5 — Não deve ser tomada qualquer decisão final
de prosseguir a atividade proposta na área do Tratado
2 — Se uma Avaliação Ambiental Inicial indica que é para a Antártida sem que tenha havido oportunidade de
provável que a atividade proposta não produza um impacte apreciar o projeto de Avaliação Ambiental Global numa
maior que mínimo ou transitório, a atividade pode ser ini- Reunião Consultiva do Tratado para a Antártida, sob
ciada, desde que os procedimentos adequados, que podem parecer do Comité, desde que a decisão de prosseguir a
incluir a monitorização, sejam colocados em prática para atividade proposta não seja adiada, devido à aplicação
avaliar e verificar o impacte da atividade. do presente número, por mais de 15 meses a partir da
3206 Diário da República, 1.ª série — N.º 116 — 19 de junho de 2014
data de circulação do projeto de Avaliação Ambiental humana ou de navios, aeronaves ou equipamentos e
Global. instalações de valor elevado, ou à proteção do am-
6 — A Avaliação Ambiental Global final deve tratar e biente, os quais exigem a execução de uma atividade
incluir ou resumir os comentários recebidos sobre o projeto sem a realização dos procedimentos estabelecidos no
de Avaliação Ambiental Global. A Avaliação Ambiental presente anexo.
Global final, o anúncio de quaisquer decisões relativas à 2 — A notificação das atividades realizadas em ca-
mesma, bem como qualquer avaliação da relevância dos sos de emergência, que de outro modo teriam exigido
impactes previstos em relação às vantagens da atividade a preparação de uma Avaliação Ambiental Global,
proposta devem ser distribuídos a todas as Partes, que deve ser enviada imediatamente a todas as Partes e
devem disponibilizá-los ao público, pelo menos 60 dias ao Comité, e no prazo de 90 dias deve ser ainda for-
antes do início da atividade proposta na área para o Tratado necida uma explicação detalhada sobre as atividades
para a Antártida. realizadas.
Artigo 4.º
Artigo 8.º
Decisões a tomar com base na Avaliação Ambiental Global
Emenda ou modificação
A decisão sobre se uma atividade proposta, à qual se
aplica o artigo 3.º, deve realizar-se, e, em caso afirmativo, 1 — O presente anexo poderá ser emendado ou modi-
se na sua forma original ou modificada, deve ser baseada ficado por uma medida adotada de acordo com o artigo IX,
na Avaliação Ambiental Global, bem como noutras con- n.º 1 do Tratado para a Antártida. Salvo quando a medida
siderações pertinentes. dispuser em contrário, a emenda ou modificação deve ser
considerada aprovada e deve entrar em vigor um ano após
Artigo 5.º o encerramento da Reunião Consultiva do Tratado para a
Antártida em que foi adotada, salvo se uma ou mais Partes
Monitorização
Consultivas do Tratado para a Antártida notificarem o De-
1 — Após a conclusão de uma Avaliação Ambien- positário, dentro do prazo referido, da sua vontade de pror-
tal Global, devem ser postos em prática procedimentos rogar o prazo ou da incapacidade de aprovar a medida.
que incluem a monitorização apropriada dos indicadores 2 — Qualquer emenda ou modificação do presente
ambientais-chave, para avaliar e verificar o impacte de anexo, que entre em vigor nos termos do número anterior,
qualquer atividade realizada. deve entrar em vigor para qualquer outra Parte quando a
2 — Os procedimentos referidos no número anterior e notificação da sua aprovação for recebida pelo Depositário.
no artigo 2.º, n.º 2, devem ser concebidos para fornecer
um registo regular e verificável dos impactes da atividade, ANEXO II AO PROTOCOLO AO TRATADO PARA A ANTÁRTIDA
de modo a, inter alia: SOBRE A PROTEÇÃO AO MEIO AMBIENTE
a) Possibilitar a realização de avaliações para aferir Conservação da fauna e flora antárticas
da conformidade dos referidos impactes ao definido no
Protocolo; e Artigo 1.º
b) Fornecer informação útil para minimizar ou miti-
gar os impactes, e, quando adequado, informação sobre a Definições
necessidade de suspensão, cancelamento ou modificação Para efeitos do presente anexo:
da atividade.
a) «Mamífero nativo» significa qualquer membro de
Artigo 6.º qualquer espécie pertencente à Classe Mamíferos, autóc-
Circulação da informação tone da área do Tratado para a Antártida, ou que existe
sazonalmente naquela área devido a migrações naturais;
1 — Deve ser distribuída às Partes, enviada ao Comité b) «Ave nativa» significa qualquer membro, em qual-
e disponibilizada ao público a seguinte informação: quer fase do seu ciclo de vida (incluindo ovos), de qualquer
a) Uma descrição dos procedimentos referidos no ar- espécie da Classe Aves autóctone da área do Tratado para a
tigo 1.º; Antártida ou que existe sazonalmente naquela área devido
b) Uma lista anual de todas as Avaliações Ambientais a migrações naturais;
Iniciais preparadas nos termos do artigo 2.º e quaisquer c) «Planta nativa» significa qualquer vegetação terrestre
decisões tomadas em consequência das mesmas; ou de água doce, incluindo briófitos, líquenes, fungos e
c) A informação relevante obtida e qualquer ação to- algas, em qualquer fase do seu ciclo de vida (incluindo
mada em consequência desta, a partir de procedimentos sementes e outros propágulos), autóctone da área do Tra-
instituídos nos termos dos artigos 2.º, n.º 2, e 5.º; e tado para a Antártida;
d) A informação referida no artigo 3.º, n.º 6. d) «Invertebrado nativo» significa qualquer invertebrado
terrestre ou de água doce, em qualquer fase do seu ciclo de
2 — Qualquer Avaliação Ambiental Inicial, preparada vida, autóctone da área do Tratado para a Antártida;
em conformidade com o artigo 2.º, deve ser disponibili- e) «Autoridade competente» significa qualquer pessoa
zada mediante solicitação. ou órgão autorizado por uma Parte a emitir licenças ao
abrigo do presente anexo;
Artigo 7.º f) «Licença» significa uma autorização formal escrita,
emitida por uma autoridade competente;
Casos de emergência
g) «Lesar» ou «colher» significa matar, ferir, capturar,
1 — O presente anexo não é aplicável aos casos manipular ou molestar um mamífero ou ave nativos, ou
de emergência relacionados com a segurança da vida remover ou danificar plantas nativas em tais quantidades,
Diário da República, 1.ª série — N.º 116 — 19 de junho de 2014 3207
que a sua distribuição local ou abundância sejam signifi- populações locais do que as que possam, em combinação
cativamente afetadas; com outras lesões permitidas, ser normalmente substituídas
h) «Interferência prejudicial» significa: por reprodução natural na estação seguinte; e
c) A diversidade das espécies, bem como os habitats
i) O voo, a aterragem de helicópteros ou outras aerona-
essenciais para a sua existência, e o equilíbrio dos sistemas
ves que perturbem as concentrações das aves e focas;
ecológicos existentes na área do Tratado para a Antártida
ii) A utilização de veículos ou embarcações, inclusive
são mantidos.
embarcações do tipo hovercraft e pequenos barcos que
perturbem as concentrações de aves e focas;
4 — Qualquer espécie de mamíferos, aves e plantas
iii) A utilização de explosivos ou armas de fogo que
nativos enumerada no apêndice A deste anexo deve ser
perturbem as concentrações de aves e focas;
designada por «Espécie Especialmente Protegida», e alvo
iv) A perturbação intencional das crias ou de aves em
de proteção especial pelas Partes.
fase de mudança de penas e das concentrações de aves e
5 — Não deve ser emitida uma licença para lesar uma
focas, por pessoas a pé;
Espécie Especialmente Protegida, salvo quando lesar:
v) Os danos significativos provocados pela aterragem
de aeronaves, pela condução de veículos, por caminhar, a) Se destine a um propósito científico fundamentado;
ou por outros meios, sobre concentrações de plantas ter- b) Não prejudique a sobrevivência ou a recuperação
restres nativas; e dessa espécie ou população local, e
vi) Qualquer atividade que resulte na modificação c) Utilize técnicas não letais, quando apropriado.
significativa adversa de habitats de qualquer espécie ou
população de mamíferos nativos, aves, plantas ou inver- 6 — Todas as formas de lesão de mamíferos e aves
tebrados. nativos devem ser realizadas de modo a provocar a menor
intensidade possível de dor e sofrimento.
i) «Convenção Internacional para a Regulação da Ati-
vidade Baleeira» significa a Convenção assinada em Wa- Artigo 4.º
shington em 2 de dezembro de 1946.
Introdução de espécies não nativas, parasitas e doenças
Artigo 2.º 1 — Não deve ser introduzida qualquer espécie animal
Casos de emergência ou planta não nativa da área do Tratado para a Antártida no
território ou nas plataformas de gelo, ou na água na área do
1 — O presente anexo não é aplicável aos casos de Tratado para a Antártida, exceto quando em conformidade
emergência relacionados com a segurança da vida humana com uma licença.
ou de navios, aeronaves ou equipamentos e instalações de 2 — Não devem ser introduzidos cães, no território
valor elevado, ou à proteção do ambiente. ou nas plataformas de gelo, e os cães que se encontram
2 — A notificação das atividades realizadas em casos atualmente nessas áreas devem ser removidos até 1 de
de emergência deve ser enviada imediatamente a todas as abril de 1994.
Partes e ao Comité. 3 — As licenças emitidas nos termos do n.º 1 devem
Artigo 3.º permitir a importação apenas dos animais e plantas enume-
Proteção da flora e fauna nativas
rados no apêndice B do presente anexo, e devem especificar
as espécies, números e, se adequado, a idade e o sexo, e
1 — É proibido lesar ou interferir prejudicialmente, as precauções a serem tomadas para impedir a fuga ou
exceto quando se encontra em conformidade com uma contacto com a fauna e a flora nativas.
licença. 4 — Qualquer planta ou animal para o qual a licença foi
2 — As licenças devem especificar a atividade autori- emitida, em conformidade com os n.os 1 e 3, deve, antes
zada, incluindo quando, onde e por quem será conduzida do vencimento da licença, ser retirado da área do Tratado
e só podem ser emitidas nas seguintes condições: para a Antártida ou eliminado por incineração ou por meio
a) Para fornecer espécies para estudo ou informação igualmente eficaz que elimine o risco para a fauna ou flora
científica; nativas. A licença deve especificar esta obrigação. Qual-
b) Para fornecer espécies para museus, herbários, jardins quer outra planta ou animal não nativo introduzido na área
zoológicos e botânicos, ou outras instituições ou utilizações do Tratado para a Antártida, incluindo toda a descendência,
de educação ou cultura; e deve ser removido ou eliminado, por incineração ou meio
c) Para prever as consequências inevitáveis das ativida- igualmente eficaz, como seja a esterilização, desde que
des científicas que de outro modo não seriam autorizadas se determine que não representam risco para a flora ou
no âmbito das alíneas a) ou b) do presente número, ou fauna nativas.
da construção e funcionamento de instalações de suporte 5 — O presente artigo não se aplica à importação de
científico. alimentos para a área do Tratado para a Antártida, desde
que não sejam importados animais vivos para fins alimen-
tares e que todas as plantas, partes de animais e produtos
3 — A concessão destas licenças deve ser limitada de
sejam mantidos sob condições cuidadosamente controladas
forma a assegurar que:
e eliminados de acordo com o anexo III ao Protocolo e
a) Não são lesados mais mamíferos, aves ou plantas apêndice C do presente anexo.
nativos do que os estritamente necessários para cumprir 6 — Cada Parte deve exigir que sejam tomadas precau-
os fins previstos no número anterior; ções, incluindo as enumeradas no apêndice C do presente
b) Apenas um pequeno número de mamíferos ou aves anexo, para evitar a introdução de microrganismos (por
nativos podem ser mortos e em nenhuma circunstância exemplo vírus, bactérias, parasitas, leveduras, fungos) não
podem ser mortos mais mamíferos ou aves nativos das presentes na fauna e flora nativas.
3208 Diário da República, 1.ª série — N.º 116 — 19 de junho de 2014
Artigo 5.º APÊNDICES AO ANEXO
Informação Apêndice A
Cada Parte deve preparar e divulgar a informação dispo-
nível estabelecendo, em particular, atividades proibidas e Espécies especialmente protegidas
facultando listas das Espécies Especialmente Protegidas e Ommatophoca rossii, Foca de Ross.
áreas protegidas relevantes para todas as pessoas presentes
ou que pretendam entrar na área do Tratado para a Antár-
Apêndice B
tida, com vista a assegurar que as mesmas compreendem
e cumprem as disposições do presente anexo.
Importação de animais e plantas
Artigo 6.º Os seguintes animais e plantas podem ser importados
Intercâmbio de informação para a área do Tratado para a Antártida, de acordo com
as licenças emitidas ao abrigo do artigo 4.º do presente
1 — As Partes devem tomar medidas para: anexo:
a) Recolher e trocar registos (inclusive registos de licen- a) Plantas domésticas; e
ças) e estatísticas referentes aos números ou quantidades de b) Animais e plantas de laboratório, incluindo vírus,
cada espécie de mamíferos, aves ou plantas nativos lesados bactérias, leveduras e fungos.
anualmente na área do Tratado para a Antártida;
b) Obter e trocar informações quanto ao estado dos Apêndice C
mamíferos, aves, plantas e invertebrados nativos na área
do Tratado para a Antártida, e ao nível de necessidade de Precauções para prevenir a introdução de microrganismos
proteção de qualquer espécie ou população;
c) Estabelecer um formulário comum no qual essas 1 — Aves domésticas. — As aves domésticas vivas ou
informações devem ser apresentadas pelas Partes, em con- outras aves vivas não devem ser levadas para a área do
formidade com o n.º 2. Tratado para a Antártida. As aves domésticas, antes de
serem embaladas para embarque para a área do Tratado
2 — Cada Parte deverá informar as outras Partes, bem para a Antártida, devem ser inspecionadas para deteção
como o Comité, antes do final de Novembro de cada ano de doença, como a Doença de Newcastle, tuberculose e
sobre qualquer passo dado, nos termos do n.º 1, bem como infeção por leveduras. Quaisquer aves domésticas ou as
do número e da natureza das licenças emitidas ao abrigo suas partes não consumidas devem ser removidas da área
do presente anexo, no período precedente de 1 de julho a do Tratado para a Antártida ou eliminadas por incineração
30 de junho. ou outro meio equivalente que elimine os riscos para a
Artigo 7.º flora e a fauna nativas.
Relação com outros acordos fora do Sistema
2 — Deve ser evitada ao máximo a importação de solo
do Tratado para a Antártida não estéril.
As disposições do presente anexo não derrogam os di- ANEXO III AO PROTOCOLO AO TRATADO PARA A ANTÁRTIDA
reitos e obrigações das Partes constituídas nos termos da SOBRE A PROTEÇÃO AO MEIO AMBIENTE
Convenção Internacional para a Regulação da Atividade
Baleeira. Eliminação de resíduos e gestão de resíduos
Artigo 8.º
Artigo 1.º
Revisão
Obrigações gerais
As Partes devem manter sob revisão contínua as medi-
das para a conservação da fauna e flora antárticas, tendo 1 — O presente anexo aplica-se às atividades desen-
em conta quaisquer recomendações do Comité. volvidas na área do Tratado para a Antártida no âmbito
dos programas de investigação científica, de turismo e
Artigo 9.º de todas as atividades de órgãos governamentais e não-
-governamentais, incluindo as atividades logísticas asso-
Emenda ou modificação ciadas, na área do Tratado para a Antártida, para as quais
1 — O presente anexo poderá ser emendado ou modi- é requerido aviso prévio nos termos do artigo VII, n.º 5, do
ficado por uma medida adotada de acordo com o artigo IX, Tratado para a Antártida.
n.º 1, do Tratado para a Antártida. Salvo quando a medida 2 — A quantidade de resíduos produzidos ou eliminados
dispuser em contrário, a emenda ou modificação deve ser na área do Tratado para a Antártida deve ser reduzida tanto
considerada aprovada e deve entrar em vigor um ano após quanto possível, por forma a minimizar o impacte sobre o
o encerramento da Reunião Consultiva do Tratado para a ambiente antártico e minimizar a sua interferência com os
Antártida em que foi adotada, salvo se uma ou mais Par- valores naturais da Antártida, com a investigação científica
tes Consultivas do Tratado para a Antártida notificarem o e com outras utilizações da Antártida, que são conformes
Depositário, dentro do prazo referido, da sua vontade de ao Tratado para a Antártida.
prorrogar o prazo ou da incapacidade de aprovar a medida. 3 — O armazenamento de resíduos, a sua eliminação e
2 — Qualquer emenda ou modificação do presente remoção da área do Tratado para a Antártida, bem como
anexo, que entre em vigor nos termos do número anterior, a reciclagem e redução da fonte devem ser considerações
deve entrar em vigor para qualquer outra Parte quando a essenciais no planeamento e condução de atividades na
notificação da sua aprovação for recebida pelo Depositário. área do Tratado para a Antártida.
Diário da República, 1.ª série — N.º 116 — 19 de junho de 2014 3209
4 — Os resíduos removidos da área do Tratado para a Artigo 3.º
Antártida devem, até ao seu limite máximo possível, ser Eliminação de resíduos por incineração
devolvidos ao país onde as atividades geradoras de resíduos
foram organizadas, ou a qualquer outro país no qual foram 1 — Os resíduos combustíveis, sujeitos ao n.º 2, com
tomadas medidas para a eliminação destes resíduos, em exceção dos referidos no artigo 2.º, n.º 1, que não são
conformidade com os acordos internacionais relevantes. removidos da área do Tratado para a Antártida devem ser
5 — As instalações terrestres de eliminação de resíduos, queimados em incineradores que reduzam, na medida do
passadas e presentes, e as instalações de trabalho de ati- possível, as emissões nocivas. Todas as normas de emissão
vidades antárticas abandonadas deverão ser limpas pelos e orientações de equipamento que possam ser recomenda-
geradores de resíduos e utilizadores destas instalações. Esta das, inter alia, pelo Comité e pelo Comité Científico sobre
obrigação não deve ser interpretada como exigindo: Investigação Antártica devem ser tidas em consideração.
Os resíduos sólidos resultantes dessa incineração devem
a) A remoção de qualquer estrutura designada como ser removidos da área do Tratado para a Antártida.
local histórico ou monumento; ou 2 — Todas as incinerações de resíduos a céu aberto
b) A remoção de qualquer estrutura ou resíduo material devem ser eliminadas o mais rápido possível, mas sem ul-
em circunstâncias em que a opção prática de remoção re- trapassar o final da época 1998/1999. Enquanto se aguarda
sulte num maior impacte ambiental adverso do que aquele a conclusão de tal eliminação, sempre que for necessário
que se produziria ao deixar a estrutura ou os resíduos incinerar resíduos a céu aberto, a permissão deve ser emi-
materiais nos locais já existentes. tida com base na direção e velocidade dos ventos e do tipo
de resíduos a queimar, para limitar o depósito de partículas
Artigo 2.º e evitar tais depósitos em áreas de especial relevância bio-
Eliminação de resíduos por remoção da área lógica, científica, histórica, estética ou natural incluindo
do Tratado para a Antártida em particular, as áreas de proteção ao abrigo do Tratado
para a Antártida.
1 — Os seguintes resíduos, se gerados após a entrada em
vigor do presente anexo, devem ser removidos da área do Artigo 4.º
Tratado para a Antártida pelo gerador de tais resíduos: Outras eliminações de resíduos em terra
a) Materiais radioativos; 1 — Os resíduos não removidos ou eliminados de
b) Baterias elétricas; acordo com os artigos 2.º e 3.º, não devem ser eliminados
c) Combustíveis líquidos e sólidos; em áreas livres de gelo ou em sistemas de água doce.
d) Resíduos que contenham níveis perigosos de metais 2 — Os esgotos, os resíduos líquidos domésticos e ou-
pesados, ou altamente tóxicos, ou compostos persistentes tros resíduos líquidos não removidos da área do Tratado
prejudiciais; para a Antártida, de acordo com o artigo 2.º, devem, na
e) Cloreto de polivinil (PVC), espuma de poliuretano, medida do possível, não ser eliminados para o gelo ma-
espuma de poliestireno, borracha e óleos lubrificantes, rinho, plataformas de gelo ou para as calotes glaciárias,
madeiras tratadas e outros produtos que contenham adi- desde que tais resíduos, que são gerados por estações lo-
tivos que possam produzir emissões perigosas se inci- calizadas no interior de plataformas de gelo ou nas calotes
nerados; glaciárias, possam ser eliminados em poços profundos no
f) Todos os outros resíduos plásticos, exceto os reci- gelo, onde tal eliminação seja a única opção viável. Tais
pientes de polietileno de baixa densidade (como sacos poços não devem ser localizados em fluxos glaciários
para armazenar resíduos), desde que tais recipientes sejam conhecidos que desaguem em áreas livres de gelo ou em
incinerados em conformidade com o artigo 3.º, n.º 1; áreas de elevada ablação.
g) Tambores de combustível; e 3 — Os resíduos produzidos em acampamentos devem,
h) Outros resíduos sólidos não combustíveis; na medida do possível, ser removidos pelo gerador de tais
resíduos para as estações de apoio ou navios para elimina-
desde que a obrigação de remover os tambores e resíduos ção, em conformidade com o presente anexo.
sólidos não combustíveis, enumerados nas alíneas g) e
h), não seja aplicável em circunstâncias nas quais a opção Artigo 5.º
prática de remoção desses resíduos resulte num maior im-
Eliminação de resíduos no mar
pacte ambiental adverso do que aquele que se produziria
ao deixá-los nos locais já existentes. 1 — Os esgotos e os resíduos líquidos domésticos de-
vem ser descarregados diretamente para o mar, tendo em
2 — Os resíduos líquidos que não se encontrem abran- conta a capacidade de assimilação do meio ambiente ma-
gidos pelo n.º 1 e os esgotos e resíduos líquidos domés- rinho recetor e desde que:
ticos devem, na medida do possível, ser removidos da
área do Tratado para a Antártida pelo gerador de tais a) Tal descarga ocorra, sempre que possível, onde exis-
resíduos. tem condições para uma diluição inicial e uma rápida
3 — Os seguintes resíduos devem ser removidos da dispersão, e
b) As quantidades grandes de tais resíduos (gerados
área do Tratado para a Antártida pelos seus geradores, a
numa estação onde a média de ocupação semanal durante
não ser que sejam incinerados, submetidos a autoclave ou
o verão austral seja de aproximadamente 30 indivíduos ou
tratados de forma a serem esterilizados:
mais) devem ser tratadas, pelo menos, por maceração.
a) Os resíduos de carcaças de animais importados;
b) A cultura de laboratório de microrganismos e de 2 — O subproduto do tratamento de esgotos pelo pro-
plantas patogénicas; e cesso de Reator Biológico Rotativo de Contacto ou pro-
c) Os produtos avícolas introduzidos. cessos similares pode ser eliminado no mar desde que
3210 Diário da República, 1.ª série — N.º 116 — 19 de junho de 2014
tal eliminação não afete adversamente o meio ambiente deração no planeamento de futuros programas científicos
local, e desde que qualquer eliminação no mar esteja em (como química da neve, contaminantes nos líquenes ou
conformidade com o anexo IV do Protocolo. perfuração para obtenção de núcleos de gelo).
Artigo 6.º Artigo 9.º
Armazenamento de resíduos Distribuição e revisão dos planos de gestão dos resíduos
Todos os resíduos que devam ser removidos da área 1 — Os planos de gestão de resíduos elaborados de
do Tratado para a Antártida, ou eliminados, devem ser acordo com o artigo 8.º, os relatórios sobre a sua imple-
armazenados de forma a prevenir a sua dispersão no meio mentação e os inventários mencionados no artigo 8.º, n.º 3,
ambiente. devem ser incluídos nos intercâmbios anuais de informação
Artigo 7.º de acordo com os artigos III e VII do Tratado para a Antártida
e das Recomendações adotadas de acordo com o disposto
Produtos proibidos no artigo IX do Tratado para a Antártida.
Bifenilos policlorados (PCBs), solos não estéreis, par- 2 — Cada Parte deve enviar ao Comité cópias dos seus
tículas de poliestireno, lascas ou tipos de embalagens si- planos de gestão de resíduos e relatórios sobre a sua im-
milares, ou pesticidas (exceto aqueles que se destinam a plementação e revisão.
finalidades científicas, médicas ou higiénicas) não devem 3 — O Comité pode rever os planos de gestão de re-
ser introduzidos no território ou plataformas de gelo ou síduos e os relatórios sobre os mesmos e pode tecer co-
nas águas da área do Tratado para a Antártida. mentários, incluindo sugestões para minimizar impactes
e modificações e melhorias dos planos, para consideração
Artigo 8.º das Partes.
4 — As Partes podem trocar informação e prestar acon-
Planeamento de gestão dos resíduos selhamento sobre, inter alia, tecnologias disponíveis pouco
1 — Cada Parte que conduz ela mesma atividades na poluentes, reconversão de instalações existentes, requisitos
área do Tratado para a Antártida deve, no que respeita a especiais para efluentes e métodos apropriados de elimi-
essas atividades, estabelecer um sistema de classificação nação e descarga.
de eliminação dos resíduos que sirva de base para o registo Artigo 10.º
dos resíduos e que facilite os estudos necessários para a Práticas de gestão
avaliação do impacte ambiental das atividades científicas
e do apoio logístico associado. Para esse fim, os resíduos Cada Parte deve:
produzidos devem ser classificados como: a) Designar um responsável pela gestão de resíduos para
a) Esgotos e resíduos líquidos domésticos (Grupo 1); desenvolver e monitorizar os planos de gestão dos resíduos;
b) Outros resíduos líquidos e químicos, incluídos com- no terreno, essa responsabilidade deve ser delegada a uma
bustíveis e lubrificantes (Grupo 2); pessoa competente em cada local;
c) Resíduos sólidos a serem incinerados (Grupo 3); b) Assegurar que os membros das suas expedições rece-
d) Outros resíduos sólidos (Grupo 4); e bam treino destinado a limitar o impacte das suas operações
e) Material radioativo (Grupo 5). no meio ambiente antártico e informá-los das exigências
do presente anexo; e
2 — A fim de reduzir mais o impacte dos resíduos sobre c) Desaconselhar a utilização de produtos de cloreto
o meio ambiente da Antártida, cada Parte deve preparar, de polivinil (PVC) e assegurar que as suas expedições na
rever e atualizar anualmente os planos de gestão dos resí- área do Tratado para a Antártida sejam aconselhadas sobre
duos (incluindo redução, armazenamento e eliminação de qualquer produto de PVC que possa ser introduzido nesta
resíduos), especificando para cada local predeterminado, área, de maneira a que estes produtos possam ser subsequen-
geralmente acampamentos, e para cada navio (à exceção temente removidos de acordo com o presente anexo.
das embarcações pequenas ou de navios que sejam parte
das operações em sítios predeterminados e levando em Artigo 11.º
conta os planos de gestão existentes para navios): Revisão
a) Os programas de limpeza das instalações de elimina- O presente anexo deve ser sujeito a revisões regulares de
ção de resíduos e de locais de trabalho abandonados; forma a assegurar que a sua atualização reflita os progres-
b) As disposições para a gestão de resíduos tanto atuais sos realizados na tecnologia e procedimentos de eliminação
quanto planeadas, incluindo a sua eliminação final; de resíduos e assegurar, assim, a máxima proteção do meio
c) As disposições atuais e planeadas para analisar os ambiente antártico.
efeitos no meio ambiente dos resíduos e da gestão de re-
síduos; e Artigo 12.º
d) Outros esforços para minimizar qualquer efeito
Casos de emergência
produzido no meio ambiente pelos resíduos e gestão dos
resíduos. 1 — O presente anexo não é aplicável em casos de
emergência relacionados com a segurança da vida humana
3 — Cada Parte deve, na medida em que for praticável, ou de navios, aeronaves ou equipamentos e instalações de
preparar igualmente um inventário dos locais de atividades valor elevado ou à proteção do ambiente.
passadas (como travessias, depósitos de campo, bases de 2 — Uma notificação das atividades realizadas em casos
campo, aeronaves acidentadas), antes que a informação se de emergência deve ser distribuída imediatamente a todas
perca, a fim de que esses locais possam ser tidos em consi- as Partes e ao Comité.
Diário da República, 1.ª série — N.º 116 — 19 de junho de 2014 3211
Artigo 13.º Artigo 3.º
Emenda ou modificação Descarga de petróleo
1 — O presente anexo poderá ser emendado ou modifi- 1 — Qualquer descarga no mar de petróleo ou mis-
cado por uma medida adotada de acordo com o artigo IX, tura de combustível deve ser proibida, exceto nos casos
n.º 1 do Tratado para a Antártida. Salvo quando a medida permitidos pelo anexo I da MARPOL 73/78. Durante a
dispuser em contrário, a emenda ou modificação deve operação na área do Tratado para a Antártida, os navios
ser considerada aprovada e deve entrar em vigor um ano devem reter a bordo todos os lodos, lastros sujos, águas
após o encerramento da Reunião Consultiva do Tratado de lavagem dos tanques e outros resíduos e misturas de
para a Antártida em que foi adotada, salvo se uma ou mais combustível que não podem ser descarregadas para o mar.
Partes Consultivas do Tratado para a Antártida notificarem Os navios devem descarregar estes resíduos apenas fora
o Depositário, dentro do prazo referido, da sua vontade da área do Tratado para a Antártida, em instalações de
de prorrogar o prazo ou da incapacidade de aprovar a receção ou na forma autorizada nos termos do anexo I
medida. da MARPOL 73/78.
2 — Qualquer emenda ou modificação do presente 2 — O presente artigo não se aplica:
anexo, que entre em vigor nos termos do número anterior,
a) À descarga no mar de petróleo ou mistura de com-
deve entrar em vigor para qualquer outra Parte quando a
bustível resultantes de danos no navio ou no seu equipa-
notificação da sua aprovação for recebida pelo Deposi-
mento:
tário.
i) Desde que tenham sido tomadas todas as precauções
ANEXO IV AO PROTOCOLO AO TRATADO PARA A ANTÁRTIDA razoáveis após a ocorrência de avaria ou deteção da des-
SOBRE A PROTEÇÃO AO MEIO AMBIENTE carga, a fim de prevenir ou minimizar a descarga; e
ii) Salvo se o proprietário ou o Capitão tiver agido inten-
Prevenção da poluição marinha cionalmente para provocar a avaria, ou negligentemente e
com conhecimento de que poderia provavelmente ocorrer
Artigo 1.º avaria; ou
Definições
b) À descarga no mar de substâncias que contêm pe-
Para efeitos do presente anexo: tróleo que são utilizadas com o propósito de combater
a) «Descarga» significa qualquer forma de derrama- incidentes específicos de poluição a fim de minimizar os
mento causado por um navio e inclui qualquer fuga, eli- danos da poluição.
minação, derrame, vazamento, bombeamento, emissão Artigo 4.º
ou esvaziamento;
Descarga de substâncias líquidas nocivas
b) «Lixo» significa todos os tipos de resíduos alimen-
tares, domésticos e operacionais, excluindo peixe fresco A descarga no mar de qualquer substância líquida no-
e suas partes, gerados durante a operação normal do na- civa, e de qualquer outro produto químico ou substância,
vio, exceto aquelas substâncias que são cobertas pelos em quantidades ou concentrações que são prejudiciais para
artigos 3.º e 4.º; o meio ambiente marinho, deve ser proibida.
c) «MARPOL 73/78» significa a Convenção Interna-
cional para a Prevenção da Poluição por Navios, de 1973, Artigo 5.º
alterada pelo Protocolo de 1978 relativo à Convenção e
Eliminação de lixo
por qualquer outra emenda em vigor posterior;
d) «Substância líquida nociva» significa qualquer 1 — A eliminação no mar de todos os plásticos, in-
substância líquida nociva como definida no anexo II da cluindo mas não se limitando a cordas sintéticas, redes
MARPOL 73/78; de pesca sintéticas, e sacos de lixo de plástico, deve ser
e) «Petróleo» significa o petróleo sob qualquer forma, proibida.
incluindo crude, fuelóleo, lodos, resíduos petrolíferos e 2 — A eliminação no mar de todo o outro lixo, incluindo
produtos de petróleo refinados (exceto petroquímicos su- produtos de papel, trapos, vidro, metal, garrafas, loiça,
jeitos às disposições do artigo 4.º); cinzas de incineração, tábuas, forros e materiais de em-
f) «Mistura de combustível» significa uma mistura com balagem, deve ser proibida.
qualquer teor de petróleo; e 3 — A eliminação no mar de resíduos alimentares pode
g) «Navio» significa uma embarcação de qualquer tipo ser permitida quando estes foram passados por um tritura-
que opere no meio ambiente marinho e inclui embarcações dor ou moedor, desde que tal eliminação, exceto em casos
de sustentação dinâmica, veículos de sustentação por ar, autorizados nos termos do anexo V da MARPOL 73/78,
submersíveis, estruturas flutuantes e plataformas fixas ou seja realizada tanto quanto possível o mais afastada de
flutuantes. terra e de plataformas de gelo, mas em qualquer caso a
uma distância não inferior a 12 milhas náuticas de terra
Artigo 2.º ou plataforma de gelo mais próximas. Esses resíduos
alimentares triturados ou moídos devem ser capazes de
Aplicação
passar através de um crivo com aberturas não superiores
O presente anexo aplica-se, com respeito a cada Parte, a 25 milímetros.
aos navios autorizados a hastear a sua bandeira e a qual- 4 — Quando uma substância ou material abrangido
quer outro navio envolvido ou apoiando operações na pelo presente artigo é misturado com qualquer outra
Antártida, enquanto operam na área do Tratado para a substância ou material para descarga ou eliminação,
Antártida. tendo a eliminação ou descarga diferentes requisitos,
3212 Diário da República, 1.ª série — N.º 116 — 19 de junho de 2014
devem ser aplicados os requisitos de eliminação ou des- operam na área do Tratado para a Antártida e concluem
carga mais exigentes. a organização da descarga de resíduos de combustíveis e
5 — O disposto nos n.os 1 e 2 não é aplicável: lixo numa instalação de receção depois de deixar essa área.
Os navios devem também dispor de capacidade suficiente
a) À evasão de lixo resultante de avaria no navio ou no a bordo para a retenção de substâncias líquidas nocivas.
seu equipamento, desde que tenham sido tomadas todas 2 — Cada Parte, cujos portos sejam utilizados por navios
as precauções razoáveis, antes e depois da ocorrência de que partem ou chegam da área do Tratado para a Antártida,
avaria, a fim de prevenir ou minimizar a evasão, ou compromete-se a assegurar que, logo que possível, são
b) À perda acidental de redes de pesca sintéticas, desde disponibilizadas instalações adequadas para a receção de
que tenham sido tomadas todas as precauções razoáveis todos os lodos, lastros sujos, águas de lavagem de tanques
para prevenir essa perda. e outros resíduos e misturas de combustíveis, e lixo dos
navios, sem causar atrasos indevidos e de acordo com as
6 — As Partes devem, sempre que necessário, exigir o necessidades dos navios que as utilizam.
uso de livros de registo de lixo. 3 — As Partes que operam navios que partem ou che-
gam da área do Tratado para a Antártida a portos de outras
Artigo 6.º Partes devem consultar essas Partes, com vista a assegurar
que o estabelecimento de meios portuários de receção não
Descarga de esgoto resulta num encargo não equitativo para as Partes adjacen-
1 — Exceto quando compromete indevidamente as ope- tes à área do Tratado para a Antártida.
rações na Antártida:
Artigo 10.º
a) Cada Parte deve eliminar no mar todas as descargas
de esgotos sem tratamento («Esgoto» definido nos termos Desenho, construção, tripulação e equipamento dos navios
do anexo IV da MARPOL 73/78), dentro de 12 milhas No desenho, construção, tripulação e equipamento de
náuticas de terra ou das plataformas de gelo; navios envolvidos ou de apoio a operações na Antártida,
b) Além dessa distância, o esgoto armazenado num cada Parte deve ter em consideração os objetivos do pre-
tanque de retenção não deve ser descarregado instantanea- sente anexo.
mente, mas a um ritmo moderado e, sempre que possível,
Artigo 11.º
enquanto o navio estiver a navegar a uma velocidade não
inferior a 4 nós. Imunidade soberana
Esta alínea não se aplica aos navios certificados para o 1 — O presente anexo não deve ser aplicado aos navios
transporte de não mais que 10 pessoas. de guerra, navios auxiliares ou outros navios da proprie-
dade de um Estado ou por si operados e utilizados, nessa
2 — As Partes devem, sempre que necessário, exigir o medida, unicamente em serviço oficial não comercial.
uso de livros de registo de esgoto. No entanto, cada Parte deve assegurar, pela adoção de
medidas adequadas, que não prejudica as operações ou a
Artigo 7.º capacidade operacional de tais navios da sua propriedade,
Casos de emergência ou nos quais opere, atuando tais navios, na medida do razoá-
vel e possível, em conformidade com o presente anexo.
1 — Os artigos 3.º, 4.º, 5.º e 6.º do presente anexo não 2 — De acordo com o n.º 1, cada Parte deve ter em
se aplicam em casos de emergência relacionados com a consideração a importância de proteger o meio ambiente
segurança do navio e as pessoas a bordo ou a salvaguarda antártico.
de vidas humanas no mar. 3 — Cada Parte deve informar as outras Partes de como
2 — A notificação das atividades realizadas em casos implementa esta disposição.
de emergência deverá ser enviada imediatamente a todas 4 — A resolução de litígios estabelecida nos artigos 18.º a
as Partes e ao Comité. 20.º do Protocolo não deve ser aplicável ao presente artigo.
Artigo 8.º Artigo 12.º
Efeitos nos ecossistemas dependentes e associados Medidas de prevenção e preparação e resposta a emergências
Na implementação das disposições do presente anexo, 1 — Com vista a responder mais eficazmente às emergên-
deve ser dada devida consideração à necessidade de evitar cias de poluição marinha ou às ameaças na área do Tratado
efeitos prejudiciais sobre os ecossistemas dependentes e para a Antártida, as Partes, em conformidade com o ar-
associados, fora da área do Tratado para a Antártida. tigo 15.º do Protocolo, devem desenvolver planos de contin-
gência para resposta à poluição marinha na área do Tratado
Artigo 9.º para a Antártida, incluindo planos de contingência para os
Capacidade de retenção do navio e instalações de receção navios (exceto as pequenas embarcações que fazem parte
das operações de locais fixos ou de navios) que operam na
1 — Cada uma das Partes compromete-se a assegurar área do Tratado para a Antártida, particularmente os navios
que todos os navios autorizados a hastear a sua bandeira que transportam como carga petróleo, e para derramamen-
e qualquer outro navio envolvido ou apoiando operações tos de petróleo, provenientes de instalações costeiras, que
na Antártida, antes de entrar na área do Tratado para a penetram no meio ambiente marinho. Para este fim, devem:
Antártida, estão equipados com um ou vários tanques com
capacidade suficiente a bordo para a retenção de todos os a) Cooperar na formulação e implementação de tais
lodos, lastros contaminados, água de lavagem de tanques planos, e
e outros resíduos ou misturas de combustíveis, e têm capa- b) Recorrer ao parecer do Comité, da Organização Ma-
cidade suficiente a bordo para a retenção de lixo, enquanto rítima Internacional e outras organizações internacionais.
Diário da República, 1.ª série — N.º 116 — 19 de junho de 2014 3213
2 — As Partes devem ainda estabelecer procedimentos Artigo 2.º
para cooperar na resposta a emergências de poluição e de- Objetivos
vem tomar ações de resposta adequadas em conformidade
com tais procedimentos. De acordo com os fins previstos no presente anexo, qual-
quer área, inclusive qualquer área marinha, pode ser desig-
Artigo 13.º nada como uma Área Antártica Especialmente Protegida ou
uma Área Antártica Especialmente Gerida. As atividades
Revisão nessas zonas devem ser proibidas, restringidas ou geridas
As Partes devem manter sob contínua revisão as dis- de acordo com os Planos de Gestão adotados ao abrigo
posições do presente anexo e outras medidas para evitar, das disposições do presente anexo.
reduzir e responder à poluição do meio ambiente marinho
da Antártida, incluindo quaisquer emendas e novos regu- Artigo 3.º
lamentos adotados nos termos do MARPOL 73/78, com Áreas Antárticas Especialmente Protegidas
vista a alcançar os objetivos do presente anexo.
1 — Qualquer área, incluindo qualquer área marinha,
Artigo 14.º pode ser designada como uma Área Antártica Especial-
mente Protegida para proteger os valores excecionais
Relação com a MARPOL 73/78 ambientais, científicos, históricos, estéticos ou naturais,
Com respeito às Partes que são também Partes da qualquer combinação destes valores, ou a investigação
MARPOL 73/78, o presente anexo não deve prejudicar científica em curso ou planeada.
nenhum dos direitos e obrigações constituídos à luz da 2 — As Partes devem procurar identificar, dentro de
referida Convenção. um quadro sistemático geográfico-ambiental, e incluir nas
séries das Áreas Antárticas Especialmente Protegidas:
Artigo 15.º
a) As áreas mantidas invioladas pela interferência
Emenda ou modificação humana para que futuras comparações possam ser
1 — O presente anexo poderá ser emendado ou modifi- possíveis com localidades que foram afetadas pelas
cado por uma medida adotada de acordo com o artigo IX, atividades humanas;
n.º 1, do Tratado para a Antártida. Salvo quando a medida b) Os exemplos representativos de grandes ecossistemas
dispuser em contrário, a emenda ou modificação deve terrestres, incluindo glaciários e aquáticos, e ecossistemas
ser considerada aprovada e deve entrar em vigor um ano marinhos;
após o encerramento da Reunião Consultiva do Tratado c) As áreas com agrupamentos de espécies importantes
para a Antártida em que foi adotada, salvo se uma ou mais ou invulgares, incluindo as principais colónias de repro-
Partes Consultivas do Tratado para a Antártida notificarem dução de aves e mamíferos nativos;
o Depositário, dentro do prazo referido, da sua vontade d) A localidade típica ou o habitat único conhecido de
de prorrogar o prazo ou da incapacidade de aprovar a qualquer espécie;
medida. e) As áreas de interesse especial para investigação cien-
2 — Qualquer emenda ou modificação do presente tífica em curso ou planeada;
anexo, que entre em vigor nos termos do número anterior, f) Os exemplos de características geológicas, glacioló-
deve entrar em vigor para qualquer outra Parte quando a gicas ou geomorfológicas excecionais;
notificação da sua aprovação for recebida pelo Deposi- g) As áreas de excecional valor estético e natural;
tário. h) Os sítios ou monumentos de reconhecido valor his-
tórico; e
ANEXO À RECOMENDAÇÃO XVI-10 i) Outras áreas que possam ser adequadas para proteger
os valores estabelecidos no n.º 1.
ANEXO V AO PROTOCOLO AO TRATADO PARA A ANTÁRTIDA 3 — As Áreas Especialmente Protegidas e os Locais
SOBRE A PROTEÇÃO AO MEIO AMBIENTE de Especial Interesse Científico designados como tal por
anteriores Reuniões Consultivas do Tratado para a An-
Proteção e gestão de áreas tártida são doravante designados como Áreas Antárticas
Especialmente Protegidas, e devem ser renomeados e renu-
Artigo 1.º merados em conformidade.
4 — A entrada numa Área Antártica Especialmente Pro-
Definições tegida deve ser proibida, exceto quando permitida por uma
Para efeitos do presente anexo: autorização emitida nos termos do artigo 7.º
a) «Autoridade competente» significa qualquer pessoa Artigo 4.º
ou órgão autorizado por uma Parte a emitir licenças ao Áreas Antárticas Especialmente Geridas
abrigo do presente anexo;
b) «Licença» significa uma autorização formal por es- 1 — Qualquer área, incluindo uma área marinha, onde
crito emitida por uma autoridade competente; as atividades são conduzidas atual ou futuramente, pode ser
c) «Plano de Gestão» significa um plano para gerir as designada como uma Área Antártica Especialmente Gerida
atividades e proteger o valor ou valores especiais numa por forma a apoiar o planeamento e coordenação de ativi-
Área Antártica Especialmente Protegida ou uma Área An- dades, evitar possíveis conflitos, melhorar a cooperação
tártica Especialmente Gerida. entre as Partes ou minimizar impactes ambientais.
3214 Diário da República, 1.ª série — N.º 116 — 19 de junho de 2014
2 — As Áreas Antárticas Especialmente Geridas podem h) A documentação de apoio;
incluir: i) No que respeita a uma área proposta para designa-
ção como uma Área Antártica Especialmente Protegida,
a) As Áreas onde as atividades coloquem riscos de im-
uma descrição clara das condições nos termos das quais
pactes ambientais de interferência mútua ou cumulativa;
a licença pode ser concedida pela autoridade competente,
b) Os locais ou monumentos de reconhecido valor his-
tórico. no que respeita:
i) Ao acesso a e à circulação dentro ou sobre a área;
3 — O acesso às Áreas Antárticas Especialmente Ge- ii) Às atividades que são ou podem ser conduzidas den-
ridas não deve exigir licença. tro da área, incluindo restrições de tempo e lugar;
4 — Não obstante o n.º 3, uma Área Antártica Especial- iii) À instalação, modificação ou remoção de estruturas;
mente Gerida pode conter uma ou mais Áreas Antárticas iv) À localização dos acampamentos;
Especialmente Protegidas, sendo que o seu acesso deve v) Às restrições a materiais e organismos que podem
ser proibido, exceto em conformidade com uma licença ser introduzidos na área;
emitida nos termos do artigo 7.º vi) À retirada ou interferência prejudicial na flora e
fauna nativas;
Artigo 5.º vii) À recolha ou remoção de algo que não foi levado
Planos de Gestão para a área pelo titular da licença;
viii) À eliminação de resíduos;
1 — Qualquer Parte, o Comité, o Comité Científico para ix) Às medidas que possam ser necessárias para asse-
a Investigação Antártica ou a Comissão para a Conservação gurar que as finalidades e objetivos do Plano de Gestão
dos Recursos Vivos Marinhos Antárticos pode propor a possam continuar a ser alcançados; e
designação de uma área como Área Antártica Especial- x) Aos requisitos para os relatórios a apresentar à auto-
mente Protegida ou uma Área Antártica Especialmente ridade competente, relativos às visitas à área;
Gerida através da submissão de uma proposta de Plano
de Gestão a propor na Reunião Consultiva do Tratado j) No que respeita a uma área proposta para designação
para a Antártida. como uma Área Antártica Especialmente Gerida, um có-
2 — A área proposta para designação deve ter uma di- digo de conduta sobre:
mensão suficiente para proteger os valores para os quais
é necessária a proteção ou a gestão especial. i) O acesso e circulação dentro ou sobre a área;
3 — Os Planos de Gestão propostos devem incluir, se ii) As atividades que são ou podem ser conduzidas den-
necessário: tro da área, incluindo restrições de tempo e lugar;
iii) A instalação, modificação ou remoção de estrutu-
a) Uma descrição do valor ou valores para os quais a ras;
proteção ou a gestão especial é requerida; iv) A localização dos campos de acampamento;
b) Uma declaração das finalidades e dos objetivos do v) A retirada ou interferência prejudicial na flora e fauna
Plano de Gestão para a proteção ou gestão desses valores; nativas;
c) As atividades de gestão a ser tomadas para proteger vi) A recolha ou remoção de algo que não foi levado
os valores para os quais a proteção ou a gestão especial para a área pelo titular da licença;
é requerida; vii) A eliminação de resíduos; e
d) Um período de designação, se existir; viii) Os requisitos para os relatórios a apresentar à au-
e) Uma descrição da área, incluindo: toridade competente, relativos às visitas à área; e
i) As coordenadas geográficas, marcas de fronteira e
características naturais que delineiam a área; k) As disposições relativas às circunstâncias em que as
ii) O acesso à área por terra, por mar ou por ar, incluindo Partes devem procurar o intercâmbio de informação antes
abordagens marítimas e ancoradouros, por pedestres, e das atividades que se propõem conduzir.
rotas de veículos dentro da área, bem como rotas de aero-
naves e áreas de aterragem; Artigo 6.º
iii) A localização de estruturas, incluindo estações cien- Procedimentos de designação
tíficas, de investigação ou instalações de refúgio, dentro
e perto da área; e 1 — Os Planos de Gestão propostos devem ser enca-
iv) A localização na ou perto da área de outras Áreas minhados ao Comité, ao Comité Científico sobre Inves-
Antárticas Especialmente Protegidas ou Áreas Antár- tigação Antártica e, quando apropriado, à Comissão para
ticas Especialmente Geridas designadas ao abrigo do a Conservação dos Recursos Vivos Marinhos Antárticos.
presente anexo, ou outras áreas protegidas designadas Na formulação do seu parecer à Reunião Consultiva do
em conformidade com as medidas adotadas no âmbito Tratado para a Antártida, o Comité deve ter em considera-
de outros componentes do sistema do Tratado para a ção qualquer comentário fornecido pelo Comité Científico
Antártida; sobre Investigação Antártica e, quando apropriado, pela
Comissão para a Conservação dos Recursos Vivos Ma-
f) A identificação de zonas dentro da área, em que as rinhos Antárticos. Posteriormente, os Planos de Gestão
atividades são proibidas, restringidas ou geridas com o podem ser aprovados pelas Partes Consultivas do Tratado
propósito de alcançar as finalidades e os objetivos referidos para a Antártida por uma medida adotada numa Reunião
na alínea b) do presente artigo; Consultiva do Tratado para a Antártida, nos termos do
g) Os mapas e fotografias que mostrem claramente os artigo IX, n.º 1, do Tratado para a Antártida. Salvo quando
limites da área em relação às caraterísticas envolventes e a medida dispuser em contrário, o Plano deve ser consi-
caraterísticas fundamentais dentro da área; derado aprovado 90 dias após o encerramento da Reunião
Diário da República, 1.ª série — N.º 116 — 19 de junho de 2014 3215
Consultiva do Tratado para a Antártida em que foi adotado, Reunião Consultiva do Tratado para a Antártida, em con-
salvo se uma ou mais Partes Consultivas do Tratado para formidade com o artigo IX, n.º 1, do Tratado para a Antár-
a Antártida notificarem o Depositário, dentro do prazo tida. Salvo se a medida dispuser em contrário, a proposta
referido, da sua vontade de prorrogar o prazo ou da inca- será considerada aprovada 90 dias após o encerramento da
pacidade de aprovar a medida. Reunião Consultiva do Tratado para a Antártida em que
2 — Tendo em conta as disposições dos artigos 4.º e 5.º foi adotada, exceto se uma ou mais Partes Consultivas do
do Protocolo, nenhuma área marinha deve ser designada Tratado para a Antártida notificarem o Depositário, dentro
como uma Área Antártica Especialmente Protegida ou do prazo referido, da sua vontade de prorrogar o prazo ou
uma Área Antártica Especialmente Gerida sem a prévia da incapacidade de aprovar a medida.
aprovação da Comissão para a Conservação dos Recursos 3 — Os Locais e Monumentos Históricos existentes que
Vivos Marinhos Antárticos. foram previamente enumerados como tal por anteriores
3 — A designação de uma Área Antártica Especialmente Reuniões Consultivas do Tratado para a Antártida devem
Protegida ou uma Área Antártica Especialmente Gerida ser incluídos na lista de Locais e Monumentos Históricos
deve ser concedida por um período indeterminado, salvo se do presente artigo.
o Plano de Gestão dispuser em contrário. Uma revisão do 4 — Os Locais e Monumentos Históricos enumerados
Plano de Gestão deve ser iniciada pelo menos a cada cinco não devem ser danificados, removidos ou destruídos.
anos. O Plano deve ser atualizado conforme necessário. 5 — A lista dos Locais e Monumentos Históricos pode
4 — Os Planos de Gestão podem ser emendados ou ser emendada em conformidade com o n.º 2. O Depositário
revogados nos termos do n.º 1. deverá manter uma lista dos atuais Locais e Monumentos
5 — Mediante aprovação, os Planos de Gestão devem Históricos.
ser distribuídos prontamente pelo Depositário a todas as Artigo 9.º
Partes. O Depositário deve manter um registo de todos os
Informação e publicidade
Planos de Gestão presentemente aprovados.
1 — Com vista a assegurar que todos aqueles que vi-
Artigo 7.º sitam ou pretendem visitar a Antártida compreendem e
Licenças cumprem as disposições do presente anexo, cada Parte deve
disponibilizar informação que estabeleça, em particular:
1 — Cada Parte deve designar uma autoridade compe-
tente para emitir as licenças para entrar e empreender em a) A localização das Áreas Antárticas Especialmente
atividades dentro de uma Área Antártica Especialmente Protegidas e das Áreas Antárticas Especialmente Geri-
Protegida, de acordo com os requisitos do Plano de Ges- das;
tão relativos a essa área. A licença deve ser acompanhada b) Listagem e mapas dessas Áreas;
pelas secções relevantes do Plano de Gestão e deve es- c) Os Planos de Gestão, incluindo listagens das proibi-
pecificar a extensão e localização da área, as atividades ções relevantes a cada área;
autorizadas e quando, onde e por quem as atividades são d) A localização dos Locais e Monumentos Históricos
autorizadas e quaisquer outras condições impostas pelo e qualquer proibição ou restrição relevante.
Plano de Gestão.
2 — No caso de uma Área Especialmente Protegida, 2 — Cada Parte deve garantir que a localização e, se
assim designada em anteriores Reuniões Consultivas do possível, os limites das Áreas Antárticas Especialmente
Tratado para a Antártida, que não tenha um Plano de Ges- Protegidas, das Áreas Antárticas Especialmente Geridas e
tão, a autoridade competente pode emitir uma licença para dos Locais e Monumentos Históricos sejam indicados nos
um objetivo científico que não pode ser satisfeito em outro seus mapas topográficos, cartas hidrográficas e em outras
local e que não prejudique o sistema ecológico natural publicações relevantes.
nessa área. 3 — As Partes devem cooperar para garantir que,
3 — Cada Parte deve exigir ao titular da licença para ter quando necessário, os limites das Áreas Antárticas Es-
em sua posse uma cópia da licença, enquanto se encontra pecialmente Protegidas, das Áreas Antárticas Especial-
na Área Antártica Especialmente Protegida. mente Geridas e dos Locais e Monumentos Históricos
estão devidamente assinalados no local.
Artigo 8.º
Artigo 10.º
Locais e Monumentos Históricos
Intercâmbio de informação
1 — Os locais ou monumentos de reconhecido valor
histórico que foram designados como Áreas Antárticas 1 — As Partes devem adotar disposições para:
Especialmente Protegidas ou Áreas Antárticas Especial- a) Recolher e trocar registos, incluindo registos de licen-
mente Geridas, ou que estão localizados dentro dessas ças e relatórios de visitas, incluindo as visitas de inspeção
Áreas, devem ser listados como Locais Históricos e Mo- às Áreas Antárticas Especialmente Protegidas e relatórios
numentos. de visitas de inspeção às Áreas Antárticas Especialmente
2 — Qualquer Parte pode propor um local ou monu- Geridas;
mento de reconhecido valor histórico que não tenha sido b) Obter e trocar informações sobre qualquer mudança
designado como uma Área Antártica Especialmente Prote- ou dano significativo a qualquer Área Antártica Especial-
gida ou uma Área Antártica Especialmente Gerida, ou que mente Gerida, Área Antártica Especialmente Protegida ou
não está localizado dentro de tal Área, para ser enumerado Local ou Monumento Histórico; e
como um Local ou Monumento Histórico. A proposta de c) Estabelecer formulários comuns em que os registos
alistamento pode ser aprovada pelas Partes Consultivas do e informações devem ser submetidos pelas Partes, em
Tratado para a Antártida por uma medida adotada numa conformidade com o n.º 2.
3216 Diário da República, 1.ª série — N.º 116 — 19 de junho de 2014
2 — Cada Parte deve informar as outras Partes e o Comité alínea f) do n.º 1 do artigo 5.º do Decreto-Lei n.º 241/2007,
antes do final do mês de novembro de cada ano, do nú- de 21 de junho, e ainda os elementos que integram os
mero e natureza das licenças emitidas ao abrigo do presente órgãos executivos das Associações Humanitárias de Bom-
anexo, no período precedente de 1 de julho a 30 de junho. beiros e da Liga dos Bombeiros Portugueses, nos termos
3 — Cada Parte que conduza, financie ou autorize do artigo 45.º do mesmo diploma.
investigação ou outras atividades em Áreas Antárticas Com a publicação do Decreto-Lei n.º 249/2012,
Especialmente Protegidas ou Áreas Antárticas Especial- de 21 de novembro e do Decreto-Lei n.º 248/2012,
mente Geridas deve manter um registo de tais atividades de 21 de novembro, que introduziram alterações
e no intercâmbio anual de informação, em conformidade ao Decreto-Lei n.º 241/2007, de 21 de junho, e ao
com o Tratado para a Antártida, deve fornecer descrições Decreto-Lei n.º 247/2007, de 27 de junho, respetivamente,
sumárias das atividades conduzidas por pessoas sujeitas à o direito ao seguro de acidentes pessoais foi alargado aos
sua jurisdição nessas áreas, no ano anterior. elementos que integram os quadros de reserva e honra
4 — Cada Parte deve informar as outras Partes, e o Co- dos Corpos de Bombeiros, conforme estabelece o n.º 3 do
mité antes do final de novembro de cada ano, das medidas artigo 5.º do Decreto-Lei n.º 249/2012, de 21 de novem-
tomadas para implementar este anexo, incluindo quaisquer bro, conjugado com o n.º 8 do artigo 14.º e com o n.º 8
inspeções locais, bem como quaisquer medidas tomadas do artigo 15.º, ambos do Decreto-Lei n.º 248/2012, de
para tratar os casos de atividades em condições contrárias 21 de novembro, e ainda aos infantes e cadetes, conforme
às disposições do Plano de Gestão aprovado para uma estabelece o n.º 7 do artigo 29.º do mesmo diploma.
Área Antártica Especialmente Protegida ou Área Antártica Face ao exposto, no intuito de proceder ao seu alarga-
Especialmente Gerida. mento e colmatar as lacunas verificadas, importa proceder
à revogação da Portaria n.º 1163/2009, de 06 de outubro,
Artigo 11.º e aprovar novo diploma regulamentar sobre a mesma ma-
téria.
Casos de emergência
Foram ouvidas a Associação Nacional de Municípios
1 — As restrições constituídas e autorizadas ao abrigo Portugueses, a Liga dos Bombeiros Portugueses, o Con-
do presente anexo não devem ser aplicáveis aos casos de selho Nacional de Bombeiros e o Instituto de Seguros de
emergência envolvendo a segurança da vida humana ou de Portugal.
navios, aeronaves ou equipamento e instalações de valor Assim:
elevado ou a proteção do meio ambiente. Ao abrigo do n.º 2 do artigo 23.º do Decreto-Lei
2 — Uma notificação das atividades realizadas em n.º 241/2007, de 21 de junho, alterado pelo Decreto-Lei
casos de emergência deve ser enviada imediatamente a n.º 249/2012, de 21 de novembro.
todas as Partes e ao Comité. Manda o Governo, pela Ministra de Estado e das Fi-
nanças e pelo Ministro da Administração Interna, o se-
Artigo 12.º guinte:
Emenda ou modificação Artigo 1.º
Objeto e âmbito
1 — O presente anexo poderá ser emendado ou modi-
ficado por uma medida adotada de acordo com o artigo IX, 1 — A presente portaria fixa as condições mínimas do
n.º 1, do Tratado para a Antártida. Salvo quando a medida seguro de acidentes pessoais dos bombeiros profissionais e
dispuser em contrário, a emenda ou modificação deve ser voluntários, incluindo os limites de capital seguro e riscos
considerada aprovada e deve entrar em vigor um ano após cobertos.
o encerramento da Reunião Consultiva do Tratado para a 2 — O seguro abrange os acidentes pessoais dos bom-
Antártida em que foi adotada, salvo se uma ou mais Par- beiros não cobertos por seguros de acidentes de trabalho
tes Consultivas do Tratado para a Antártida notificarem o ou pelo regime dos acidentes em serviço dos trabalhadores
Depositário, dentro do prazo referido, da sua vontade de que exercem funções públicas.
prorrogar o prazo ou da incapacidade de aprovar a medida.
2 — Qualquer emenda ou modificação do presente Artigo 2.º
anexo, que entre em vigor nos termos do número an-
Encargos
terior, deve entrar em vigor para qualquer outra Parte
quando a notificação da sua aprovação for recebida pelo Os municípios suportam os encargos do seguro de aci-
Depositário. dentes pessoais dos bombeiros profissionais e voluntários
dos diversos quadros dos corpos de bombeiros, e ainda dos
infantes e cadetes e dos elementos que integram os órgãos
executivos das associações humanitárias de bombeiros.
MINISTÉRIOS DAS FINANÇAS
E DA ADMINISTRAÇÃO INTERNA Artigo 3.º
Riscos e capital seguro