Boletim do Trabalho e Emprego

Contrato coletivo entre a GROQUIFAR - Associação de Grossistas de Produtos Químicos e Farmacêuticos e a Federação Intersindical das Indústrias Metalúrgicas, Químicas, Eléctricas, Farmacêutica, Celulos

Data
2026-07-15
Meio processual
REGULAMENTAÇÃO COLETIVA DO TRABALHO
Tipo
Convenções Coletivas

Sumário

Contrato coletivo entre a GROQUIFAR - Associação de Grossistas de Produtos Químicos e Farmacêuticos e a Federação Intersindical das Indústrias Metalúrgicas, Químicas, Eléctricas, Farmacêutica, Celulose, Papel, Gráfica, Imprensa, energia e Minas - FIEQUIMETAL - Alteração salarial e outras e texto consolidado

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Contrato coletivo entre a GROQUIFAR - Associação de Grossistas de Produtos Químicos e Farmacêuticos e a Federação Intersindical das Indústrias Metalúrgicas, Químicas, Eléctricas, Farmacêutica, Celulose, Papel, Gráfica, Imprensa, energia e Minas - FIEQUIMETAL - Alteração salarial e outras e texto consolidado Revisão salarial e outras ao CCT para o comércio e distribuição de produtos farmacêuticos e/ou veteriná- rios, com publicação do texto consolidado no Boletim do Trabalho e Emprego, n.º 29, de 8 de agosto de 2023, e última alteração publicada no Boletim do Trabalho e Emprego, n.º 25, de 8 de julho de 2025. CAPÍTULO I Área, âmbito, vigência e denúncia do CCT Cláusula 1.ª Designação das entidades celebrantes O presente CCT é celebrado, por um lado, entre a GROQUIFAR - Associação de Grossistas de Produtos Químicos e Farmacêuticos e, por outro lado, pela FIEQUIMETAL - Federação Intersindical das Indústrias Metalúrgicas, Químicas, Elétricas, Farmacêutica, Celulose, Papel, Gráfica, Imprensa, Energia e Minas, bem como pelas associações sindicais por esta representada e outorgantes do CCT. Cláusula 2.ª Área e âmbito O presente CCT aplica-se em todo o território nacional à atividade comercial grossista de produtos farma- cêuticos e/ou veterinários e obriga, por um lado, as empresas inscritas na divisão farmacêutica e/ou na divisão veterinária da GROQUIFAR - Associação de Grossistas de Produtos Químicos e Farmacêuticos que tenham como atividade principal a comercialização e a distribuição de produtos farmacêuticos e/ou veterinários e, por outro lado, os trabalhadores ao serviço daquelas empresas, filiados nas associações sindicais outorgantes, que desempenhem funções inerentes às categorias e profissões previstas nesta convenção. Cláusula 3.ª Vigência, denúncia e revisão 1- O presente CCT entra em vigor no dia 1 do mês seguinte ao da sua publicação no Boletim do Trabalho e Emprego e terá um prazo de vigência de 24 meses, salvo o disposto no número seguinte. 2- O prazo de vigência da tabela de remunerações mínimas e das cláusulas de expressão pecuniária é o constante do anexo IV. 3- O presente CCT pode ser denunciado ou objeto de proposta de revisão por qualquer das partes, decorridos que sejam 20 ou 9 meses do início da respetiva vigência, conforme se trate de situações previstas no número 1 ou no número 2 da presente cláusula, com a antecedência de pelo menos 30 dias em relação ao final do res- petivo prazo de vigência. 4- A parte que recebe a denúncia ou a proposta de revisão deve responder no prazo de 30 dias após a data da sua receção, devendo a resposta, devidamente fundamentada, exprimir pelo menos uma posição relativa a todas as matérias da proposta, aceitando, recusando ou contrapondo. BTE 26 | 203 Boletim do Trabalho e Emprego 26 15 julho 2026 5- As negociações têm a duração de 30 dias, findos os quais as partes decidirão da sua continuação ou da passagem à fase seguinte do processo de negociação coletiva de trabalho. ANEXO IV Tabela salarial e cláusulas de expressão pecuniária 1 - Tabela salarial (em vigor de 1 de janeiro a 31 de dezembro de 2026) Grupo Categorias profissionais Remuneração base mínima I Diretor de serviços 1 637,00 € Chefe de serviços II 1 398,00 € Diretor técnico coordenador Analista de sistemas III Diretor técnico 1 255,00 € Técnico de contabilidade Chefe de secção Encarregado-geral IV Técnico especializado 1 219,00 € Técnico de informática II Tesoureiro Delegado comercial Encarregado Secretário de direção V 1 116,00 € Técnico administrativo II Técnico de informática I Técnico estagiário Técnico administrativo I Técnico de manutenção e conservação Caixa VI 1 020,00 € Técnico de computador Técnico de secretariado Técnico de vendas Assistente administrativo II Empregado de serviços externos VII Embalador-encarregado 995,00 € Motorista de pesados Operador de logística III Assistente administrativo I Motorista de ligeiros VIII 988,00 € Assistente de atendimento e apoio ao cliente II Operador de logística II Assistente de atendimento e apoio ao cliente I Ajudante de motorista IX Distribuidor 978,00 € Operador de logística I Telefonista/Rececionista Assistente administrativo estagiário X Embalador de armazém (mais de 1 ano) 968,00 € Operador de máquinas (mais de 1 ano) BTE 26 | 204 Boletim do Trabalho e Emprego 26 15 julho 2026 Grupo Categorias profissionais Remuneração base mínima Auxiliar administrativo (mais de 1 ano) Embalador de armazém (menos de 1 ano) XI 958,00 € Operador de logístico estagiário Operador de máquinas (menos de 1 ano) Auxiliar administrativo (menos de 1 ano) XII Servente de armazém 948,00 € Trabalhador de limpeza XIII Praticante 920,00 € Adicionalmente, aplica-se um aumento de 3,5 % à retribuição base dos trabalhadores que aufiram remune- ração superior à prevista na tabela salarial para o respetivo grupo. 2 - Cláusulas de expressão pecuniária (em vigor de 1 de janeiro a 31 de dezembro de 2026) – Cláusula 28.ª «Deslocações em serviço» - 16,97 €; – Cláusula 29.ª «Viagens em serviço» - 73,44 €; – Cláusula 49.ª «Diuturnidades» - 9,00 €; – Cláusula 53.ª «Subsídio de refeição» - 10,20 €; – Cláusula 56.ª «Abono para falhas» - 48,69 €. Declaração Para cumprimento do disposto na alínea g) do número 1 do artigo 492.º, conjugado com o artigo 496.º do Código do Trabalho, serão potencialmente abrangidos pela presente convenção coletiva de trabalho 60 empre- sas e 1500 trabalhadores. Lisboa, 8 de maio de 2026. Pela GROQUIFAR - Associação de Grossistas de Produtos Químicos e Farmacêuticos: Catarina dos Reis Barreiros, na qualidade de mandatária. Pela Federação Intersindical das Indústrias Metalúrgicas, Químicas, Eléctricas, Farmacêutica, Celulose, Papel, Gráfica, Imprensa, Energia e Minas - FIEQUIMETAL, em representação das seguintes estruturas sin- dicais: – SITE-NORTE - Sindicato dos Trabalhadores das Indústrias Transformadoras, Energia e Atividades do Ambiente do Norte; – SITE-CN - Sindicato dos Trabalhadores das Indústrias Transformadoras, Energia e Atividades do Am- biente do Centro Norte; – SITE-CSRA - Sindicato dos Trabalhadores das Indústrias Transformadoras, Energia e Atividades do Am- biente do Centro Sul e Regiões Autónomas; – SITE-SUL - Sindicato dos Trabalhadores das Indústrias Transformadoras, Energia e Atividades do Am- biente do Sul; – SIESI - Sindicato das Indústrias Elétricas do Sul e Ilhas; – Sindicato dos Trabalhadores das Indústrias Metalúrgicas e Metalomecânicas do Distrito de Viana do Castelo; – Sindicato dos Trabalhadores da Indústria Mineira; – Sindicato dos Trabalhadores Rodoviários e Atividades Metalúrgicas da Região Autónoma da Madeira. Mário Matos, na qualidade de mandatário. Benny Freitas, na qualidade de mandatário. BTE 26 | 205 Boletim do Trabalho e Emprego 26 15 julho 2026 Texto consolidado Revisão do texto publicado no Boletim do Trabalho e Emprego, n.º 29, de 8 de agosto de 2023, com última revisão publicada no Boletim do Trabalho e Emprego, n.º 25, de 8 de julho de 2025. CAPÍTULO I Área, âmbito, vigência e denúncia do CCT Cláusula 1.ª Designação das entidades celebrantes O presente CCT é celebrado, por um lado, entre a GROQUIFAR - Associação de Grossistas de Produtos Químicos e Farmacêuticos e, por outro lado, pela FIEQUIMETAL - Federação Intersindical das Indústrias Metalúrgicas, Químicas, Elétricas, Farmacêutica, Celulose, Papel, Gráfica, Imprensa, Energia e Minas, bem como pelas associações sindicais por esta representada e outorgantes do CCT. Cláusula 2.ª Área e âmbito O presente CCT aplica-se em todo o território nacional à atividade comercial grossista de produtos farma- cêuticos e/ou veterinários e obriga, por um lado, as empresas inscritas na divisão farmacêutica e/ou na divisão veterinária da GROQUIFAR - Associação de Grossistas de Produtos Químicos e Farmacêuticos que tenham como atividade principal a comercialização e a distribuição de produtos farmacêuticos e/ou veterinários e, por outro lado, os trabalhadores ao serviço daquelas empresas, filiados nas associações sindicais outorgantes, que desempenhem funções inerentes às categorias e profissões previstas nesta convenção. Cláusula 3.ª Vigência, denúncia e revisão 1- O presente CCT entra em vigor no dia 1 do mês seguinte ao da sua publicação no Boletim do Trabalho e Emprego e terá um prazo de vigência de 24 meses, salvo o disposto no número seguinte. 2- O prazo de vigência da tabela de remunerações mínimas e das cláusulas de expressão pecuniária é o constante do Anexo IV. 3- O presente CCT pode ser denunciado ou objeto de proposta de revisão por qualquer das partes, decorridos que sejam 20 ou 9 meses do início da respetiva vigência, conforme se trate de situações previstas no número 1 ou no número 2 da presente cláusula, com a antecedência de, pelo menos, 30 dias em relação ao final do respetivo prazo de vigência. 4- A parte que recebe a denúncia ou a proposta de revisão deve responder no prazo de 30 dias após a data da sua receção, devendo a resposta, devidamente fundamentada, exprimir pelo menos uma posição relativa a todas as matérias da proposta, aceitando, recusando ou contrapondo. 5- As negociações têm a duração de 30 dias, findos os quais as partes decidirão da sua continuação ou da passagem à fase seguinte do processo de negociação coletiva de trabalho. 6- O presente CCT, decorridos os prazos de vigência constantes nos precedentes números 1 e 2, renovar-se-á automaticamente por iguais períodos, salvo se for denunciado por qualquer das partes, caso em que se aplicará o disposto nos números 4 e 5 desta cláusula e o disposto na lei. BTE 26 | 206 Boletim do Trabalho e Emprego 26 15 julho 2026 CAPÍTULO II Constituição da relação de trabalho SECÇÃO I Admissão e enquadramento profissionais Cláusula 4.ª Condições específicas de admissão Sempre que o exercício de determinada atividade profissional se encontre legalmente condicionada à posse de carteira profissional, certificado de aptidão profissional, quando obrigatório para o exercício da profissão, ou título com valor legal equivalente, a sua falta determina a nulidade do contrato de trabalho. Cláusula 5.ª Recrutamento 1- Sem prejuízo de a empresa poder efetuar admissões diretas do exterior, o preenchimento de postos de trabalho faz-se prioritariamente por recrutamento interno, podendo o trabalhador sujeitar-se a um período de dois a quatro meses de estágio, durante o qual qualquer das partes poderá tomar a iniciativa do regresso à situação anterior. 2- São condições de preferência na admissão a formação profissional adequada ao posto de trabalho e a certificação profissional. Cláusula 6.ª Classificação e enquadramento profissionais 1- Os trabalhadores abrangidos por este contrato deverão ser classificados, segundo as funções efectiva e predominantemente desempenhadas, numa das categorias profissionais constantes do anexo II do presente CCT. 2- As entidades empregadoras poderão utilizar outras designações profissionais, nomeadamente por razões de organização interna ou representação externa, mas sem prejuízo da sua equiparação, para efeitos de enqua- dramento profissional e de retribuição, a uma das categorias e carreiras previstas neste CCT. 3- As carreiras profissionais são as previstas no anexo II, processando-se a evolução profissional nos termos previstos no anexo III. Cláusula 7.ª Desempenho de funções 1- O trabalhador deve exercer uma atividade correspondente à categoria para que foi contratado. 2- A entidade empregadora pode encarregar o trabalhador de desempenhar outras atividades para as quais tenha qualificação e capacidade e que tenham afinidade ou ligação funcional com as que correspondem à sua função normal, ainda que não compreendidas na definição da categoria respetiva, desde que o exercício das mesmas não implique a sua desvalorização profissional. 3- O disposto no número anterior só é aplicável se o desempenho das funções inerentes à sua categoria pro- fissional normal se mantiver como atividade principal do trabalhador, não podendo, em caso algum, as ativida- des exercidas acessoriamente determinar a sua desvalorização profissional ou a diminuição da sua retribuição. 4- No caso de às atividades acessoriamente exercidas corresponder retribuição mais elevada, o trabalhador terá direito a esta enquanto o exercício de tais atividades se mantiver. 5- Salvo estipulação em contrário, a entidade empregadora pode, quando o interesse da empresa o exija, encarregar temporariamente o trabalhador de funções não compreendidas na atividade contratada, desde que a ordem de alteração seja justificada, com indicação do tempo previsível e tal alteração não implique diminuição da retribuição, nem modificação substancial da posição do trabalhador. 6- Quando aos serviços temporariamente desempenhados, nos termos do número anterior, corresponder um tratamento mais favorável, o trabalhador terá direito a esse tratamento. BTE 26 | 207 Boletim do Trabalho e Emprego 26 15 julho 2026 Cláusula 8.ª Substituição temporária 1- Sempre que um trabalhador substitua outro de categoria profissional igual ou superior à sua, passará a receber a retribuição fixada neste CCT para essa profissão desde que a substituição tenha duração igual ou superior a meio dia de trabalho, sem prejuízo no disposto do número seguinte, desde que a substituição tenha duração igual ou superior a um dia de trabalho. 2- No caso de o substituto assegurar a prestação de trabalho do substituído com igual qualidade, quantidade e natureza, terá direito a receber, durante o período da substituição, a retribuição do substituído. 3- Quando, terminado o impedimento cuja duração seja igual ou superior à referida no número um, não se verifique o regresso do substituído ao seu lugar, seja qual for o motivo, o substituto passa à categoria do subs- tituído se, quinze dias após o conhecimento do termo do impedimento pela entidade empregadora, esta não comunicar ao trabalhador substituto que regressa às suas anteriores funções e retribuição. 4- Os efeitos previstos no número anterior nunca se poderão verificar em relação a profissões ou categorias profissionais para as quais sejam exigidas condições específicas que o trabalhador substituto não possua. SECÇÃO II Do contrato de trabalho Cláusula 9.ª Contrato de trabalho 1- O contrato de trabalho deverá constar de documento escrito e assinado por ambas as partes, em duplicado, sendo um exemplar para a empresa e outro para o trabalhador, e deverá conter, sem prejuízo das exigências materiais e de forma previstas para a celebração de contratos a termo, os seguintes elementos: a) Identificação dos outorgantes; b) Categoria profissional do trabalhador; c) Período normal de trabalho; d) Retribuição; e) Local de trabalho; f) Condições particulares de trabalho, quando existam; g) Data de início do contrato. 2- No ato de admissão serão fornecidos ao trabalhador os regulamentos internos da empresa, caso existam. Cláusula 10.ª Período experimental 1- Nos contratos de trabalho por tempo indeterminado haverá, salvo estipulação expressa em contrário, um período experimental com a duração máxima de: a) 90 dias, para os trabalhadores enquadrados nos grupos VII a XIII do anexo II; b) 180 dias, para os trabalhadores enquadrados nos grupos IV a VI, do anexo II; c) 240 dias, para os trabalhadores enquadrados nos grupos I a III, do anexo II. 2- O disposto no número anterior não prejudica a aplicação de outros regimes especiais de duração do pe- ríodo experimental previstos expressamente na lei. 3- Para os trabalhadores contratados a termo, seja qual for o seu enquadramento salarial, o período experi- mental será de 30 dias, ou de 15 dias se o contrato tiver duração inferior a 6 meses. 4- Durante o período experimental, salvo acordo escrito em contrário, qualquer das partes pode rescindir o contrato de trabalho sem aviso prévio e sem necessidade de invocação de justa causa, não havendo direito a qualquer indemnização. 5- Tendo o período experimental durado mais de 60 dias, para denunciar o contrato nos termos previstos no número anterior, a empresa tem de dar um aviso prévio de 10 dias ou pagar ao trabalhador uma importância correspondente. 6- Por acordo escrito entre as partes o período experimental pode ser eliminado ou diminuída a sua duração. BTE 26 | 208 Boletim do Trabalho e Emprego 26 15 julho 2026 Cláusula 11.ª Contrato de trabalho a termo 1- A celebração de contratos de trabalho a termo só é admitida nas situações e com as formalidades previstas na Lei, para fazer face a necessidades temporárias da empresa e apenas pelo período estritamente necessário à satisfação dessas necessidades. 2- Para além das situações previstas no número anterior, pode ser celebrado um contrato a termo nos casos previstos na lei. 3- As normas deste CCT são aplicáveis aos trabalhadores contratados a termo, exceto se se mostrarem in- compatíveis com a duração do contrato. 4- Os trabalhadores contratados a termo, em igualdade de condições com outros candidatos, têm preferência na admissão para postos de trabalho efetivos na empresa. Cláusula 12.ª Produção de efeitos do contrato a termo em casos especiais No caso de o contrato a termo ser celebrado com o fundamento na necessidade de substituir, directa ou indirectamente, um trabalhador que se encontre impedido de trabalhar, nomeadamente, por doença, acidente de trabalho, férias ou licença, o início e a cessação de produção de efeitos do contrato a termo podem ser esti- pulados de acordo com os seguintes limites: a) O contrato a termo poderá iniciar a sua produção de efeitos até ao máximo de 30 dias antes do início da ausência do trabalhador, no caso de esta ser previsível; b) A cessação do contrato a termo pode ocorrer até ao limite de 30 dias a contar do regresso, ou cessação do impedimento, do trabalhador substituído. Cláusula 13.ª Exercício de funções em regime de comissão de serviço 1- Podem ser exercidos em regime de comissão de serviço os cargos de administração ou equivalentes, de direção dependentes da administração ou da gerência, e as funções de secretariado pessoal relativas aos titulares desses cargos, bem como, atendendo à especial relação de confiança que pressupõem, as funções de director de serviços e de director técnico. 2- A prestação de trabalho ao abrigo do regime previsto no número anterior depende de acordo escrito entre a entidade empregadora e o trabalhador nos termos legais. CAPÍTULO III Dos deveres laborais Cláusula 14.ª Deveres do empregador Sem prejuízo de outras obrigações, o empregador deve: a) Cumprir e fazer cumprir as disposições do presente contrato e dos regulamentos internos da empresa; b) Respeitar e tratar com urbanidade e probidade o trabalhador; c) Pagar pontualmente a retribuição, que deve ser justa e adequada ao trabalho; d) Proporcionar boas condições de trabalho, tanto do ponto de vista físico como moral; e) Contribuir para a elevação do nível de produtividade do trabalhador, nomeadamente proporcionando-lhe formação profissional; f) Facilitar aos trabalhadores-estudantes a frequência de cursos nos termos legais; g) Respeitar a autonomia técnica do trabalhador que exerça atividades cuja regulamentação profissional a exija; h) Possibilitar o exercício de cargos em organizações representativas dos trabalhadores; i) Prevenir riscos e doenças profissionais, tendo em conta a proteção da segurança e saúde do trabalhador, devendo indemnizá-lo dos prejuízos resultantes de acidentes de trabalho; j) Adotar, no que se refere à higiene, segurança e saúde no trabalho, as medidas que decorram, para a empre- sa, estabelecimento ou atividade, da aplicação das prescrições legais e convencionais vigentes; BTE 26 | 209 Boletim do Trabalho e Emprego 26 15 julho 2026 k) Fornecer ao trabalhador a informação e a formação adequadas à prevenção de riscos de acidente e doença; l) Manter permanentemente atualizado o registo do pessoal em cada um dos seus estabelecimentos, com indicação dos nomes, datas de nascimento e admissão, modalidades dos contratos, categorias, promoções, retribuições, datas de início e termo das férias e faltas que impliquem perda da retribuição ou diminuição dos dias de férias, esclarecendo o trabalhador que o solicite sobre todos os aspetos do seu processo individual; m) Prestar ao sindicato todos os esclarecimentos de natureza profissional que lhe sejam pedidos sobre os trabalhadores ao seu serviço, desde que nele inscritos, e sobre quaisquer outros factos que se relacionem com o cumprimento do presente contrato. Cláusula 14.ª-A Proibição de assédio e discriminação 1- É proibida a prática de assédio e discriminação nos locais de trabalho. 2- Entende-se por assédio o comportamento indesejado, nomeadamente o baseado em fator de discrimina- ção, praticado aquando do acesso ao emprego ou no próprio emprego, trabalho ou formação profissional, com o objetivo ou o efeito de perturbar ou constranger a pessoa, afetar a sua dignidade, ou de lhe criar um ambiente intimidativo, hostil, degradante, humilhante ou desestabilizador. 3- O empregador não pode praticar qualquer discriminação, direta ou indireta, baseada, nomeadamente, na ascendência, idade, sexo, orientação sexual, estado civil, situação familiar, património genético, capacidade de trabalho reduzida, deficiência ou doença crónica, nacionalidade, origem étnica, religião, convicções políticas ou ideológicas e filiação sindical. 4- Sempre que tiver conhecimento de atos ou situações que possam consubstanciar a prática de assédio, a entidade empregadora desencadeará a competente ação disciplinar, mediante a instauração de um inquérito prévio ou de um processo disciplinar. 5- Todas as diligências desencadeadas devem assegurar internamente, quer na relação com colegas, quer com os destinatários dos serviços da entidade empregadora, o devido tratamento dos dados pessoais e a reser- va da privacidade das pessoas envolvidas. Cláusula 15.ª Deveres do trabalhador 1- Sem prejuízo de outras obrigações, o trabalhador deve: a) Cumprir as disposições do presente contrato e os regulamentos internos da empresa; b) Respeitar e tratar com urbanidade e probidade o empregador, os superiores hierárquicos, os companheiros de trabalho e as demais pessoas que estejam ou entrem em relação com a empresa; c) Comparecer ao serviço com assiduidade e pontualidade; d) Realizar o trabalho com zelo e diligência; e) Cumprir as ordens e instruções do empregador em tudo o que respeite à execução e disciplina do trabalho, salvo na medida em que se mostrem contrárias aos seus direitos e garantias; f) Guardar lealdade à empresa, nomeadamente não negociando por conta própria ou alheia em concorrência com ela, nem divulgando informações referentes à sua organização, métodos de produção ou negócios; g) Velar pela conservação e boa utilização dos bens relacionados com o seu trabalho que lhe forem confiados pela empresa; h) Promover ou executar todos os atos tendentes à melhoria da produtividade da empresa; i) Frequentar os cursos de aperfeiçoamento ou de formação profissional que a empresa promova ou subsidie; j) Cooperar, na empresa, estabelecimento ou serviço, para a melhoria do sistema de segurança, higiene e saúde no trabalho, nomeadamente por intermédio dos representantes dos trabalhadores eleitos para esse fim; k) Cumprir as prescrições de segurança, higiene e saúde no trabalho estabelecidas nas disposições legais e neste CCT, bem como as ordens dadas pelo empregador. 2- O dever de obediência, a que se refere a alínea e) do número anterior, respeita tanto às ordens e instruções dadas diretamente pelo empregador como às emanadas dos superiores hierárquicos do trabalhador, dentro dos poderes que por aquele lhes forem atribuídos. Cláusula 16.ª Garantias do trabalhador 1- É proibido ao empregador: BTE 26 | 210 Boletim do Trabalho e Emprego 26 15 julho 2026 a) Opor-se, por qualquer forma, a que o trabalhador exerça os seus direitos, bem como despedi-lo, aplicar- -lhe outras sanções, ou tratá-lo desfavoravelmente por causa desse exercício; b) Obstar, injustificadamente, à prestação efetiva do trabalho; c) Exercer pressão sobre o trabalhador para que atue no sentido de influir desfavoravelmente nas condições de trabalho dele ou dos companheiros; d) Diminuir a retribuição, salvo nos casos previstos na lei e no presente CCT; e) Baixar a categoria do trabalhador, salvo nos casos previstos na lei e no presente CCT. f) Transferir o trabalhador para outro local de trabalho, salvo nos casos previstos neste CCT, ou quando haja acordo; g) Ceder trabalhadores do quadro de pessoal próprio para utilização de terceiros que sobre esses trabalhado- res exerçam os poderes de autoridade e direção próprios do empregador ou por pessoa por ele indicada, salvo nos casos previstos na lei; h) Obrigar o trabalhador a adquirir bens ou a utilizar serviços fornecidos pela empresa ou por pessoa por ela indicada; i) Explorar, com fins lucrativos, quaisquer cantinas, refeitórios, economatos ou outros estabelecimentos di- retamente relacionados com o trabalho, para fornecimento de bens ou prestação de serviços aos trabalhadores; j) Fazer cessar o contrato e readmitir o trabalhador, mesmo com o seu acordo, havendo o propósito de o prejudicar em direitos ou garantias decorrentes da antiguidade. 2- A prática, por parte da entidade empregadora, de qualquer ato culposo em contravenção das garantias dos trabalhadores, confere ao trabalhador, nos termos legais, a faculdade de rescindir o contrato, com direito a ser indemnizado. CAPÍTULO IV Da duração e organização do tempo de trabalho Cláusula 17.ª Noção de tempo de trabalho Considera-se tempo de trabalho qualquer período durante o qual o trabalhador está a desempenhar a ativi- dade profissional ou permanece adstrito à realização da prestação, bem como as interrupções e os intervalos expressamente previstos na lei e neste CCT como compreendidos no tempo de trabalho. Cláusula 18.ª Duração do trabalho 1- O período normal de trabalho semanal não poderá ser superior a 8 horas por dia e a 40 horas por semana, sem prejuízo dos períodos de menor duração já acordados entre entidades empregadoras e trabalhadores. 2- O período de trabalho diário deverá ser interrompido por um período de descanso não inferior a trinta minutos nem superior a duas horas, de modo que os trabalhadores não prestem mais de cinco horas de trabalho consecutivo. Cláusula 19.ª Horário de trabalho 1- Entende-se por horário de trabalho a determinação das horas de início e do termo de período normal de trabalho diário ou, no caso de horário flexível, dos limites estabelecidos nas alíneas a) e b) do número 1 da cláusula 20.ª, bem como os intervalos de descanso. 2- Compete à empresa estabelecer o horário de trabalho do pessoal ao seu serviço, dentro dos condiciona- lismos legais. 3- A fixação dos horários de trabalho e todas as suas alterações devem ser sempre precedidas de consulta aos trabalhadores afetados e seus representantes, nos termos legais. Cláusula 20.ª Horário flexível 1- Poderão ser praticados por acordo, em certas atividades definidas pela entidade empregadora, horários flexíveis, desde que sejam observados os seguintes princípios: BTE 26 | 211 Boletim do Trabalho e Emprego 26 15 julho 2026 a) Definição de um período fixo, durante o qual é obrigatória a presença do trabalhador que pratique o regi- me de horário flexível; b) Definição de uma flexibilidade no horário que pode abranger o início do período normal de trabalho diá- rio, o intervalo de descanso e/ou o termo do período normal de trabalho diário; c) O limite máximo de prestação consecutiva do trabalho em cada período diário de trabalho não poderá ultrapassar 6 horas consecutivas; d) O intervalo de descanso não pode ser inferior a 30 minutos, sem prejuízo do disposto na alínea a); e) O trabalhador deverá completar o número de horas de trabalho correspondente à soma do período normal de trabalho diário, durante o período de referência fixado, que pode ser a do dia, semana ou mês, não podendo exceder esse limite, salvo se correspondendo a trabalho suplementar que expressamente lhe seja solicitado pelo empregador, o qual será objeto de registo nos termos legais. 2- A prática de regime previsto na presente cláusula não isenta o trabalhador da obrigação de presença quan- do tal lhe seja determinado pela entidade empregadora ou, nos termos definidos por aquela, quando tal se torne necessário a fim de que seja assegurado o normal funcionamento dos serviços. Cláusula 21.ª Isenção de horário 1- Para além dos casos previstos na lei, podem as entidades empregadoras acordar a prestação de trabalho em regime de isenção de horário de trabalho com trabalhadores que exerçam funções suscetíveis de serem exercidas em regime de comissão de serviço, bem como aqueles que desempenhem funções de chefia ou de coordenação de outros trabalhadores ou cuja atividade seja exercida regularmente fora do estabelecimento. 2- Os trabalhadores que exercem a profissão de motorista e ou distribuidor podem por esse facto ter regime de isenção de horário de trabalho, mas apenas num dos regimes previstos nas alíneas b) e c) do número seguin- te, sem prejuízo de outros casos previstos na lei. 3- Nos termos do que for acordado, a isenção de horário pode compreender as seguintes modalidades: a) Não sujeição aos limites máximos dos períodos normais de trabalho; b) Possibilidade de alargamento da prestação a um determinado número de horas, por dia ou por semana; c) Observância dos períodos normais de trabalho acordados, que não podem exceder o limite previsto na cláusula 18.ª 4- A isenção não prejudica o direito do trabalhador aos dias de descanso semanal e aos feriados previstos neste CCT, bem como ao período mínimo de descanso diário, nos termos da lei. 5- O acordo previsto nos números 1 e 3 deve observar a forma escrita e conter a modalidade legal de isenção de horário de trabalho adotada, bem como o regime de retribuição inerente. 6- Os trabalhadores isentos de horário de trabalho têm direito ao subsídio previsto na cláusula 55.ª («Subsídio de IHT»), sem prejuízo de possibilidade de renúncia nos casos previstos na lei. Cláusula 22.ª Descanso semanal e complementar Os trabalhadores têm direito a um dia de descanso semanal obrigatório e a um dia de descanso semanal complementar, que coincidirão, respetivamente, com o domingo e o sábado, salvo nos casos de empresas ou serviços que funcionem ao fim-de-semana, nos quais os dias de descanso serão os que constarem dos respeti- vos mapas de horário de trabalho ou das escalas de serviço. Cláusula 23.ª Trabalho suplementar 1- Considera-se trabalho suplementar o prestado fora do horário de trabalho. 2- O trabalho suplementar só poderá ser prestado: a) Quando a empresa tenha de fazer face a acréscimos eventuais e transitórios de trabalho que não justifi- quem a admissão de trabalhador; b) Havendo motivo de força maior ou quando se torne indispensável para prevenir ou reparar prejuízos graves para a empresa ou para a sua viabilidade. 3- O trabalhador é obrigado a realizar a prestação de trabalho suplementar, salvo quando, havendo motivos atendíveis, expressamente solicite a sua dispensa. 4- A empresa fica obrigada a assegurar o transporte no regresso do trabalhador à sua residência após a exe- cução de trabalho suplementar, desde que não haja transportes públicos para o efeito, nos 30 minutos seguintes ao termo do trabalho. BTE 26 | 212 Boletim do Trabalho e Emprego 26 15 julho 2026 5- Quando o trabalhador prestar trabalho suplementar em dias de descanso semanal ou feriados, a entidade empregadora é obrigada a custear o transporte. 6- Sempre que a prestação de trabalho suplementar em continuação do período normal de trabalho diário se prolongue, pelo menos, até às 20h00 e tenha a duração mínima de duas horas, a empresa terá de assegurar ou pagar o jantar. 7- Quando o trabalhador prestar trabalho suplementar, não poderá entrar novamente ao serviço, sem que antes tenham decorrido 12 horas. Cláusula 24.ª Limites de trabalho suplementar 1- Nos casos previstos na alínea a) do número 2 da cláusula anterior, cada trabalhador não pode prestar mais de duas horas diárias de trabalho suplementar por dia normal de trabalho, e oito horas diárias em dia de descanso semanal ou feriado, não podendo ultrapassar as 200 horas por ano. 2- O disposto no número anterior aplica-se, igualmente, aos trabalhadores a tempo parcial, na proporção do horário semanal estabelecido. Cláusula 25.ª Trabalho suplementar em dias de descanso semanal e feriados 1- O trabalho suplementar em dias de descanso semanal ou feriados só pode ser prestado nas seguintes condições: a) Quando a entidade empregadora tenha de fazer face a acréscimos de trabalho; b) Quando a entidade empregadora esteja na iminência de prejuízos importantes ou se verifiquem casos de força maior. 2- A prestação de trabalho suplementar em dia útil, em dia de descanso semanal complementar e em dia feriado confere ao trabalhador o direito a um descanso compensatório retribuído, correspondente a 25 % das horas de trabalho suplementar realizado, o qual se vencerá logo que perfizer um número de horas igual ao período normal de trabalho diário, devendo ser gozado nos 90 dias seguintes. 3- O trabalho suplementar prestado em dia de descanso semanal obrigatório dá ao trabalhador direito a des- cansar um dia completo nos sete dias seguintes, sem prejuízo da retribuição normal. 4- Na falta de acordo, o dia de descanso compensatório será fixado pela empresa. 5- Por acordo entre a empresa e o trabalhador, o descanso compensatório devido por trabalho suplementar não prestado em dias de descanso semanal obrigatório, pode ser substituído por prestação de trabalho retribuí- do com um acréscimo não inferior a 100 %. Cláusula 26.ª Trabalho noturno 1- Considera-se noturno o trabalho prestado no período que decorre entre as 20h00 e as 7h00. 2- Considera-se, também, como noturno, o trabalho prestado em antecipação ou em prolongamento de um período de, pelo menos, sete horas de trabalho noturno que compreenda o período entre as 0h00 e as 5h00, e até ao limite total de onze horas. 3- O trabalho noturno será pago nos termos da cláusula 54.ª («Retribuição do trabalho noturno») e 52.ª («Retribuição de trabalho suplementar»). CAPÍTULO V Local de trabalho e deslocações em serviço Cláusula 27.ª Local habitual de trabalho - Princípio geral 1- O local habitual de trabalho deverá ser definido pela empresa no ato de admissão de cada trabalhador, entendendo-se, para o efeito, como o local para onde o trabalhador irá exercer a sua atividade e para o qual foi contratado. 2- Salvo a ocorrência de motivos ponderosos devidamente fundamentados, nenhum trabalhador pode ser obrigado a realizar deslocações que não lhe permitam o regresso diário à sua residência. BTE 26 | 213 Boletim do Trabalho e Emprego 26 15 julho 2026 3- O disposto no número anterior não abrange os trabalhadores que, por inerência das suas funções, tenham de realizar deslocações. Cláusula 27.ª-A Teletrabalho 1- O regime de teletrabalho resulta de acordo escrito, nos termos e com o conteúdo previsto na legislação em vigor. 2- O empregador é responsável pela disponibilização ao trabalhador dos equipamentos e sistemas necessá- rios à realização do trabalho e à interação trabalhador-empregador, devendo o acordo para prestação de teletra- balho celebrado especificar se são fornecidos diretamente ou adquiridos pelo trabalhador, com a concordância do empregador acerca das suas características e preços. 3- São integralmente compensadas pelo empregador todas as despesas adicionais que, comprovadamente, o trabalhador suporte como direta consequência da aquisição ou uso dos equipamentos e sistemas informáticos ou telemáticos necessários à realização do trabalho, nos termos do número anterior, incluindo os acréscimos de custos de energia e da rede instalada no local de trabalho em condições de velocidade compatível com as necessidades de comunicação de serviço, assim como os custos de manutenção dos mesmos equipamentos e sistemas. 4- Para efeitos do presente artigo, consideram-se despesas adicionais as correspondentes à aquisição de bens e ou serviços de que o trabalhador não dispunha antes da celebração do acordo para prestação de teletrabalho, assim como as determinadas por comparação com as despesas homólogas do trabalhador no último mês de trabalho em regime presencial. 5- O trabalhador em regime de teletrabalho tem os mesmos direitos e deveres dos demais trabalhadores da empresa com a mesma categoria ou com função idêntica, nomeadamente no que se refere à formação, promo- ção na carreira, limites da duração do trabalho, períodos de descanso, incluindo férias pagas, proteção da saúde e segurança no trabalho, reparação de acidentes de trabalho e doenças profissionais, e acesso à informação das estruturas representativas dos trabalhadores. 6- Deve ser garantida a privacidade dos trabalhadores, não permitindo em nenhuma circunstância o acesso por meios digitais a informação confidencial do trabalho no contexto pessoal e familiar. 7- Nas demais disposições relativas à prestação de teletrabalho aplica-se a legislação em vigor. Cláusula 28.ª Deslocações e pagamento 1- A empresa assegurará ao trabalhador, sempre que este se desloque em serviço, o meio de transporte e/ou pagamento das inerentes despesas. 2- A viatura do trabalhador poderá ser por este utilizada na deslocação em serviço, desde que a empresa e o trabalhador nisso hajam acordado. 3- No caso específico dos trabalhadores em regime total ou predominantemente externo, quando utilizem, com o acordo da entidade empregadora, a sua viatura própria, ser-lhe-á garantido o custeio do trajeto normal da deslocação, contando este a partir de e até à sua casa. 4- Quando os trabalhadores referidos no número anterior habitem fora da área concelhia da sua cidade base e esta for uma das cidades de Lisboa, Porto ou Coimbra, não serão consideradas em serviço as deslocações entre a casa do trabalhador e os limites concelhios daquela cidade. 5- Quando o trabalhador utilizar viatura própria ao serviço da empresa, com a concordância expressa desta, de forma esporádica ou regular, será reembolsado por cada quilómetro percorrido pelo valor que em cada ano é estabelecido para a administração pública e pelo valor das portagens efetivamente pagas. 6- Quando, devido a deslocações em serviço, o trabalhador ficar impossibilitado de tomar a refeição nas condições em que normalmente o faz, a empresa abonar-lhe-á a importância no montante referido no anexo IV, número 2. 7- O início e o termo da deslocação em serviço deverão ter lugar dentro do período normal de trabalho. Cláusula 29.ª Viagem em serviço 1- Quando em viagem de serviço, em território nacional, que, pelo seu raio de ação, a acordar entre a em- presa e o trabalhador, não permita o regresso diário deste, o trabalhador terá direito ao pagamento uma quantia diária no montante definido no anexo IV, número 2, para as despesas de alojamento e alimentação. BTE 26 | 214 Boletim do Trabalho e Emprego 26 15 julho 2026 2- A viagem em serviço referida no número anterior não deverá ser superior a 21 dias seguidos, sem prejuízo dos casos especiais a acordar, por escrito, entre o trabalhador e a empresa. 3- As viagens em serviço às Regiões Autónomas e ao estrangeiro deverão ser objeto de acordo escrito entre a empresa e o trabalhador, o qual não poderá fixar condições inferiores às estipuladas neste CCT. 4- Após uma das viagens referidas no número anterior, o trabalhador terá direito a 1 dia de descanso quando aquela tenha sido superior a 21 dias seguidos, e a 1 dia de descanso suplementar por cada 30 dias seguidos, quando a viagem haja tido a duração global superior a 60 dias seguidos. Cláusula 30.ª Encontro de contas O disposto nas cláusulas anteriores entende-se sem prejuízo de encontro de contas com eventual subsídio de almoço que o trabalhador aufira. Cláusula 31.ª Cobertura dos riscos de doença 1- Durante o período de deslocação, os encargos com a assistência médica, medicamentosa e hospitalar que, em razão do local em que o trabalho seja prestado, deixa, eventualmente, de ser assegurado aos trabalhadores pela Segurança Social ou não lhes sejam, igualmente, garantidos por qualquer entidade seguradora, deverão ser cobertos pelas empresas que, para tanto, assumirão as obrigações que competiriam à Segurança Social se os trabalhadores não estivessem deslocados, a menos que tal se deva à inércia do trabalhador, nomeadamente a falta de credencial adequada. 2- Durante os períodos de doença comprovados por atestado médico, o trabalhador deslocado terá ainda direito ao pagamento da viagem de regresso, se esta for prescrita pelo médico que o assistiu. 3- O trabalhador deslocado, sempre que não possa comparecer ao serviço por motivo de doença, deverá avisar no mais curto espaço de tempo possível a empresa, sem o que a falta será considerada injustificada. 4- Em caso de morte do trabalhador em deslocação, a entidade empregadora pagará todas as despesas de transporte e trâmites legais para o local de residência. Cláusula 32.ª Local de férias dos trabalhadores deslocados 1- Para efeitos de férias, a entidade empregadora assegurará aos trabalhadores deslocados o custo da viagem de ida e volta, pela via mais rápida, para e do local donde foi deslocado se, relativamente ao gozo de férias imediatamente anteriores, houverem decorrido pelo menos: a) Seis meses para os deslocados em território nacional; b) Um ano, para os trabalhadores deslocados no estrangeiro, sendo neste caso o período referido às últimas férias gozadas. 2- Durante as férias os trabalhadores terão apenas direito à sua retribuição como se não estivessem deslo- cados. 3- Não será contado como férias o tempo necessário ao trabalhador para o regresso, pela via mais rápida, ao local donde foi deslocado, e subsequente retorno, pela mesma via, ao local de deslocação. CAPÍTULO VI Férias, feriados, faltas e licenças SECÇÃO I Férias Cláusula 33.ª Direito a férias 1- O direito a férias reporta-se ao trabalho prestado no ano civil anterior e vence-se no dia 1 de janeiro de cada ano, salvo o disposto no número seguinte. BTE 26 | 215 Boletim do Trabalho e Emprego 26 15 julho 2026 2- No ano da contratação, o trabalhador tem direito, após seis meses completos de execução do contrato, a gozar 2 dias úteis de férias por cada mês de duração do contrato, até ao máximo de 20 dias úteis. 3- No caso de sobrevir o termo do ano civil antes de decorrido o prazo referido no número anterior, ou antes de gozado o direito a férias, pode o trabalhador usufruí-lo até 30 de junho do ano civil subsequente. 4- O direito a férias é irrenunciável e o seu gozo efetivo não pode ser substituído, fora dos casos expressa- mente previstos na lei, por qualquer compensação económica ou outra, ainda que com o acordo do trabalhador. Cláusula 34.ª Duração do período de férias 1- Os trabalhadores abrangidos por este contrato terão direito a gozar em cada ano civil, sem prejuízo da retribuição normal, um período de férias igual a vinte e dois dias úteis. 2- A duração do período de férias é aumentada no caso de o trabalhador não ter faltado ou na eventualidade de ter apenas faltas justificadas, no ano a que as férias se reportam, nos seguintes termos: a) Três dias de férias, até ao máximo de uma falta ou dois meios dias; b) Dois dias de férias, até ao máximo de duas faltas ou quatro meios dias; c) Um dia de férias, até ao máximo de três faltas ou seis meios dias. 3- Para efeitos do número anterior desta cláusula, não relevam como faltas: a) As ausências a título de licença por maternidade, incluindo as ausências em que a lei permite que o pai goze a licença em substituição da mãe, paternidade, aborto e adoção; b) Os créditos de horas legalmente concedidos aos delegados e dirigentes sindicais, aos membros das co- missões de trabalhadores e aos representantes dos trabalhadores para a segurança, higiene e saúde no trabalho; c) As dadas por motivo de doença profissional ou doença do foro oncológico. 4- O trabalhador admitido com contrato cuja duração total não atinja seis meses tem direito a gozar 2 dias úteis de férias por cada mês completo de duração do contrato, nos termos da lei. Cláusula 35.ª Marcação do período de férias 1- A época de férias deverá ser escolhida de comum acordo entre o trabalhador e a entidade empregadora. 2- Na falta de acordo, caberá à entidade empregadora marcar as férias, sem prejuízo da consulta aos órgãos representativos dos trabalhadores envolvidos, bem como elaborar o respetivo mapa, nos termos da lei. 3- As férias devem ser gozadas seguidas, podendo, todavia, a entidade empregadora e o trabalhador acordar em que sejam gozadas interpoladamente, desde que salvaguardado, no mínimo, um período de 10 dias úteis consecutivos. 4- Os trabalhadores que pertençam ao mesmo agregado familiar ou vivam em união de facto ou economia comum, e se encontrem ao serviço da mesma entidade empregadora devem gozar férias simultaneamente, salvo se houver prejuízo grave para a empresa. 5- A entidade empregadora elaborará um mapa de férias definitivo, que será afixado nos locais de trabalho, entre 15 de abril e 31 de outubro do ano em que as férias vão ser gozadas. Cláusula 36.ª Alteração de marcação do período de férias 1- Se, depois de marcado o período de férias, exigências imperiosas do funcionamento da empresa determi- narem o adiamento ou a interrupção das férias já iniciadas, o trabalhador tem direito a ser indemnizado pela entidade empregadora dos prejuízos que comprovadamente haja sofrido, na pressuposição de que gozaria integralmente as férias na época fixada. 2- A interrupção das férias não poderá prejudicar o gozo seguido de metade do período a que o trabalhador tenha direito. 3- Haverá lugar a alteração do período de férias sempre que o trabalhador, na data prevista para o seu início, esteja temporariamente impedido por facto que não lhe seja imputável. Cláusula 37.ª Violação do direito a férias No caso de a entidade empregadora obstar com culpa ao gozo das férias nos termos previstos no presente contrato, o trabalhador receberá, a título de compensação, o triplo da retribuição correspondente ao período em falta, que deverá obrigatoriamente ser gozado no 1.º trimestre do ano civil subsequente. BTE 26 | 216 Boletim do Trabalho e Emprego 26 15 julho 2026 SECÇÃO II Feriados Cláusula 38.ª Feriados 1- São considerados feriados obrigatórios os como tal previstos na lei. 2- O feriado de Sexta-Feira Santa pode ser observado em outro dia com significado local no período da Páscoa. 3- São, ainda, considerados feriados, a Terça-Feira de Carnaval e o feriado municipal da localidade onde se situa o estabelecimento ou, quando este não existir, o feriado distrital. SECÇÃO III Faltas Cláusula 39.ª Definição de falta 1- Falta é a ausência do trabalhador no local de trabalho e durante o período em que devia desempenhar a atividade a que está adstrito. 2- Nos casos de ausência do trabalhador por períodos inferiores ao período de trabalho a que está obrigado, os respetivos tempos são adicionados para determinação dos períodos normais de trabalho diário em falta. Cláusula 40.ª Tipos de faltas 1- As faltas podem ser justificadas ou injustificadas. 2- São consideradas justificadas as seguintes faltas: a) As dadas por altura do casamento, durante 15 dias seguidos; b) As motivadas por falecimento de cônjuge, parente ou afim, nos termos do artigo 40.º-A; c) As motivadas pela prestação de provas em estabelecimento de ensino, nos termos da legislação especial; d) As motivadas por impossibilidade de prestar trabalho devido a facto não imputável ao trabalhador, no- meadamente observância de prescrição médica no seguimento de recurso a técnica de procriação medicamente assistida, doença, acidente ou cumprimento de obrigação legal; e) As motivadas pela necessidade de prestação de assistência inadiável e imprescindível a filho, a neto ou a membro do seu agregado familiar, nos termos previstos na lei; f) As motivadas pelo acompanhamento de grávida que se desloque a unidade hospitalar localizada fora da ilha de residência para realização de parto, nos termos previstos na lei; g) As ausências não superiores a quatro horas e só pelo tempo estritamente necessário, justificadas pelo res- ponsável pela educação de menor, uma vez por trimestre, para deslocação à escola tendo em vista inteirar-se da situação educativa por cada filho; h) As dadas pelos trabalhadores eleitos para as estruturas de representação coletiva, nos termos deste CCT e da lei; i) As dadas por candidatos a eleições para cargos públicos, durante o período legal da respetiva campanha eleitoral, nos termos da lei; j) As autorizadas ou aprovadas pela empresa; k) As que por lei forem como tal qualificadas. 3- Às ausências resultantes do exercício da atividade de bombeiros voluntários e doação de sangue é apli- cável o respetivo regime legal. Cláusula 40.ª-A Faltas por motivo de falecimento de cônjuge, parente ou afim 1- O trabalhador pode faltar justificadamente: a) Até vinte dias consecutivos, por falecimento de descendente ou afim no 1.º grau na linha reta; BTE 26 | 217 Boletim do Trabalho e Emprego 26 15 julho 2026 b) Até vinte dias consecutivos, por falecimento de cônjuge não separado de pessoas e bens, ou de parente ou afim ascendente no 1.º grau na linha reta; c) Até dois dias consecutivos, por falecimento de outro parente ou afim na linha reta ou no 2.º grau da linha colateral. 2- Aplica-se o disposto na alínea b) do número anterior em caso de falecimento de pessoa que viva em união de facto ou economia comum com o trabalhador. Cláusula 41.ª Comunicação das faltas 1- As faltas justificadas, quando previsíveis, serão obrigatoriamente comunicadas à empresa com a antece- dência mínima de cinco dias, incluindo-se neste prazo o dia da comunicação. 2- As faltas por motivo de casamento do trabalhador deverão ser comunicadas com a antecedência mínima de 15 dias. 3- Quando imprevistas, as faltas serão obrigatoriamente comunicadas à empresa logo que possível. 4- A comunicação tem de ser renovada sempre que haja prorrogação do período de falta. 5- A empresa pode exigir do trabalhador, durante a ausência e até 15 dias após a comunicação da falta, prova dos factos invocados para a justificação. 6- O não cumprimento do disposto nos números anteriores torna as faltas injustificadas. Cláusula 42.ª Consequências das faltas justificadas 1- As faltas justificadas não determinam a perda ou prejuízo de quaisquer direitos ou regalias do trabalhador, salvo o disposto na lei e no número seguinte. 2- Sem prejuízo do disposto da lei, determinam perda de retribuição as seguintes faltas, ainda que justifica- das: a) Por motivo de doença, desde que o trabalhador beneficie de um regime de Segurança Social de proteção na doença; b) Por motivo de acidente no trabalho, desde que o trabalhador tenha direito a qualquer subsídio ou seguro; c) As previstas na alínea k) do número 2 da cláusula 40.ª (Tipos de faltas), quando excedam o limite legal. d) As autorizadas ou aprovadas pela empresa com menção expressa de desconto na retribuição. Cláusula 43.ª Efeitos das faltas no direito a férias As faltas, justificadas ou não justificadas, quando determinem perda de retribuição, podem ser substituídas, se o trabalhador expressamente assim o preferir, por dias de férias, na proporção de um dia de férias por cada dia de falta, desde que seja salvaguardado o gozo efetivo de 20 dias úteis de férias ou da correspondente pro- porção, se se tratar de férias no ano de admissão. SECÇÃO IV Licença sem retribuição Cláusula 44.ª Licença sem retribuição 1- A entidade empregadora pode conceder ao trabalhador, a pedido deste, licença sem retribuição. 2- O trabalhador tem, ainda, direito a licença sem retribuição de longa duração para frequência de cursos ministrados em estabelecimento de ensino, ou de formação ministrados sob responsabilidade de uma institui- ção de ensino ou de formação profissional, bem como para assistência a filhos menores, nos termos legalmente estabelecidos. 3- A empresa pode recusar a concessão da licença prevista no número anterior nos termos da lei. 4- O trabalhador beneficiário da licença sem retribuição mantém o direito ao lugar e o período de ausência conta-se para efeitos de antiguidade. 5- Durante o período de licença sem retribuição mantêm-se os direitos, deveres e garantias da empresa e do trabalhador, na medida em que não pressuponham a efetiva prestação de trabalho. BTE 26 | 218 Boletim do Trabalho e Emprego 26 15 julho 2026 CAPÍTULO VII Da retribuição e outras prestações pecuniárias Cláusula 45.ª Definição de retribuição 1- Só se considera retribuição aquilo a que nos termos do contrato, das normas que o regem ou dos usos, o trabalhador tem direito como contrapartida do seu trabalho. 2- A retribuição compreende a retribuição base e todas as outras prestações regulares e periódicas feitas, direta ou indiretamente, em dinheiro ou em espécie. 3- O valor da retribuição horária será calculado segundo a seguinte fórmula: Rh = (Rm x 12) / (n x 52) sendo: Rh = Retribuição horária; Rm = Retribuição mensal; n = Período normal de trabalho semanal. Cláusula 46.ª Pagamento da retribuição 1- O pagamento da retribuição do trabalho deve ser efetuado até ao termo do período de trabalho diário do último dia útil de cada mês. 2- No ato de pagamento da retribuição, a empresa deve facultar ao trabalhador documento do qual conste a identificação daquela e o nome completo deste, o número de inscrição na instituição de Segurança Social respetiva, a categoria profissional, o período a que respeita a retribuição, discriminando a retribuição base e as demais prestações, os descontos e deduções efetuados e o montante líquido a receber. 3- O pagamento será sempre feito ao mês, qualquer que seja o horário e a categoria do trabalhador. Cláusula 47.ª Retribuição mínima A todos os trabalhadores são asseguradas as retribuições mínimas previstas na tabela constante do número 1 do anexo IV. Cláusula 48.ª Retribuição mista 1- Os trabalhadores poderão receber uma retribuição mista, isto é, constituída por uma parte certa e outra variável. 2- Para determinar o valor da retribuição variável, designadamente para o cálculo dos subsídios de férias e de Natal, tomar-se-á como tal a média dos valores que o trabalhador recebeu ou tinha direito a receber nos últimos doze meses ou no tempo de execução do contrato, se este tiver durado menos tempo. Cláusula 49.ª Diuturnidades 1- Os trabalhadores têm direito a uma diuturnidade no montante constante do anexo IV, por cada quatro anos de permanência ao serviço da mesma entidade empregadora e na mesma profissão ou categoria profissional, até ao limite de seis diuturnidades. 2- As diuturnidades acrescem à retribuição efetiva. 3- Para o limite de seis diuturnidades fixado no número 1, contam as diuturnidades devidas e vencidas por força da regulamentação coletiva anteriormente aplicável. BTE 26 | 219 Boletim do Trabalho e Emprego 26 15 julho 2026 Cláusula 50.ª Subsídio de férias 1- A entidade empregadora pagará a todos os trabalhadores, antes do início das férias, e, se possível, com a antecedência de 15 dias, um subsídio igual à retribuição correspondente ao período de férias, sem prejuízo da retribuição normal. 2- Este subsídio beneficiará sempre de qualquer aumento de retribuição que se efetue até ao início das férias. 3- O aumento de férias previsto no número 2 da cláusula 34.ª (Duração do período de férias), não tem con- sequências no montante de subsídio de férias. Cláusula 51.ª Subsídio de Natal 1- Os trabalhadores têm direito a receber pelo Natal um subsídio correspondente a um mês de retribuição normal. 2- No ano da admissão, os trabalhadores que se mantenham ao serviço em 31 de dezembro, mas cujo con- trato não tenha atingido a duração de um ano, receberão a importância proporcional aos meses que medeiam entre a data da sua admissão e 31 de dezembro, considerando-se como mês completo qualquer fração igual ou superior a quinze dias. 3- Cessando o contrato de trabalho, a empresa pagará ao trabalhador a parte do subsídio de Natal proporcio- nal ao número de meses completos de serviço prestado no ano da cessação. 4- Suspendendo-se o contrato de trabalho por impedimento prolongado do trabalhador, este terá direito: a) No ano da suspensão, a um subsídio de Natal de montante proporcional ao número de meses completos de serviço prestado nesse ano; b) No ano de regresso à prestação do trabalho, a um subsídio de Natal de montante proporcional ao número de meses completos de serviço até 31 de dezembro, a contar da data do regresso. 5- O subsídio de Natal deverá ser pago, em regra, até ao dia 30 de novembro. Cláusula 52.ª Retribuição de trabalho suplementar 1- O trabalho suplementar dá direito a um acréscimo de retribuição, correspondente à retribuição base acres- cida das seguintes percentagens: a) 50 % para as horas suplementares diurnas; b) 150 % para as horas suplementares noturnas. 2- O trabalho suplementar prestado em dia de descanso semanal ou em dia feriado dá direito a um acréscimo de retribuição, correspondente à retribuição base acrescida, respetivamente, de 150 % e de 100 %. 3- O acréscimo referido na alínea b) do número 1 inclui a retribuição especial por trabalho noturno. Cláusula 53.ª Subsídio de refeição 1- Os trabalhadores abrangidos pelo presente CCT terão direito a um subsídio de refeição no valor previsto no anexo IV, número 2, por cada dia completo de trabalho efetivamente prestado. a) O trabalhador a tempo parcial tem direito ao subsídio de refeição previsto no número anterior ou, caso lhe seja mais favorável, ao definido pelos usos da empresa, exceto quando a sua prestação de trabalho diária seja inferior a cinco horas, sendo então calculado em proporção do respetivo período normal de trabalho semanal; b) O valor deste subsídio não será considerado para o cálculo da remuneração de férias e subsídios de férias e de Natal; c) Não terão direito ao subsídio previsto no número 1 os trabalhadores ao serviço de empresas que forneçam integralmente refeições ou nelas comparticipem com montante não inferior ao previsto para aquele subsídio. Cláusula 54.ª Retribuição do trabalho noturno O trabalho noturno será retribuído, sem prejuízo do disposto na cláusula 55.ª, com o acréscimo de 25 % do valor da retribuição horária a que dá direito o trabalho equivalente prestado durante o dia. BTE 26 | 220 Boletim do Trabalho e Emprego 26 15 julho 2026 Cláusula 55.ª Subsídio por IHT A retribuição especial mínima devida pela isenção de horário de trabalho, em referência às modalidades previstas nas alíneas do número 3 da cláusula 21.ª (Isenção de horário de trabalho), é a seguinte: d) 25 % da retribuição base mensal, para as situações previstas nas alíneas a) e b); e) 10 % da retribuição base mensal para as situações previstas na alínea c). Cláusula 56.ª Abono para falhas 1- Os trabalhadores que exerçam, como atividade principal, funções de pagamento ou recebimento em nu- merário, têm direito a um abono mensal para falhas no montante definido no anexo IV, número 2, enquanto se mantiverem no exercício dessas funções. 2- Sempre que os trabalhadores referidos no número anterior sejam substituídos nas funções citadas, o traba- lhador substituto terá direito ao abono para falhas na proporção do tempo de substituição e enquanto esta durar. 3- O abono previsto nesta cláusula não será considerado para efeitos da retribuição de férias e subsídios de férias e de Natal. CAPÍTULO VIII Da disciplina Cláusula 57.ª Poder disciplinar 1- A empresa tem poder disciplinar sobre os trabalhadores ao seu serviço, relativamente às infrações por estes praticadas e exerce-o de acordo com as normas estabelecidas na lei e neste CCT. 2- O poder disciplinar é exercido pela entidade empregadora ou pelo superior hierárquico do trabalhador, nos termos previamente estabelecidos por aquela. Cláusula 58.ª Sanções disciplinares 1- As sanções disciplinares aplicáveis no âmbito deste CCT são as seguintes: a) Repreensão; b) Repreensão registada; c) Perda de dias de férias; d) Suspensão do trabalho com perda da retribuição e de antiguidade; e) Despedimento sem qualquer indemnização ou compensação. 2- A perda de dias de férias não pode pôr em causa o gozo de 20 dias úteis de férias. 3- A suspensão do trabalho com perda de retribuição não pode exceder 20 dias por cada infracção e, em cada ano civil, o total de 60 dias. 4- Para efeitos de graduação das sanções disciplinares, deverá atender-se à natureza e gravidade da infração, ao grau de culpa, ao comportamento do trabalhador, à sua personalidade e às condições particulares de serviço em que possa ter-se encontrado no momento da infração, à prática disciplinar da empresa e demais circuns- tâncias relevantes. 5- A sanção disciplinar não prejudica o direito de a empresa exigir indemnização por prejuízos ou de pro- mover a aplicação de sanção penal a que a infração eventualmente dê lugar. Cláusula 59.ª Procedimento e prescrição 1- Nenhuma sanção disciplinar pode ser aplicada sem audiência prévia, por escrito, do trabalhador. A sanção de despedimento só pode ser aplicada nos termos do regime legal respetivo. 2- O procedimento disciplinar só pode exercer-se nos 60 dias subsequentes àquele em que o empregador, ou o superior hierárquico com competência disciplinar, teve conhecimento da infração e da pessoa do infrator. BTE 26 | 221 Boletim do Trabalho e Emprego 26 15 julho 2026 3- Iniciado o procedimento disciplinar, pode o empregador suspender o trabalhador, se a presença deste se mostrar inconveniente, mas não pode suspender o pagamento da retribuição. 4- A aplicação da sanção só pode ter lugar nos três meses subsequentes à decisão. 5- A infração disciplinar prescreve ao fim de um ano a contar do momento em que teve lugar, salvo se os factos constituírem igualmente crime, caso em que são aplicáveis os prazos prescricionais da lei penal ou logo que cesse o contrato de trabalho. CAPÍTULO IX Cessação do contrato de trabalho Cláusula 60.ª Cessação do contrato de trabalho 1- O regime de cessação do contrato de trabalho é aquele que consta da legislação em vigor e no disposto nas cláusulas deste capítulo. 2- O contrato de trabalho pode cessar por: a) Rescisão por qualquer das partes durante o período experimental; b) Caducidade; c) Revogação por acordo das partes; d) Despedimento por facto imputável ao trabalhador; e) Despedimento coletivo; f) Despedimento por extinção do posto de trabalho; g) Despedimento por inadaptação; h) Resolução com justa causa, promovida pelo trabalhador; i) Denúncia por iniciativa do trabalhador. 3- Cessando o contrato de trabalho, por qualquer forma, o trabalhador tem direito a receber: a) O subsídio de Natal proporcional aos meses de trabalho prestado no ano da cessação; b) A retribuição correspondente às férias vencidas e não gozadas, bem como o respetivo subsídio; c) A retribuição correspondente a um período de férias proporcional aos meses de trabalho prestado no ano da cessação, bem como o respetivo subsídio. 4- Da aplicação do disposto nas alíneas b) e c) do número anterior, ao contrato cuja duração não atinja, por qualquer causa, 12 meses, não pode resultar um período de férias superior ao proporcional à duração do vín- culo, sendo esse período considerado para efeitos de retribuição, subsídio e antiguidade. 5- Para efeitos no disposto nas alíneas a) e b) do número 3, bem como para efeitos do cálculo de quaisquer compensações a que o trabalhador tenha direito em consequência da cessação do contrato de trabalho, o pe- ríodo de férias não gozadas por motivo de cessação do contrato de trabalho conta-se sempre para efeitos de antiguidade. Cláusula 61.ª Certificado de trabalho 1- Em qualquer caso de cessação do contrato de trabalho, a entidade empregadora deverá entregar ao tra- balhador um certificado de trabalho donde conste o tempo durante o qual esteve ao serviço e o cargo ou os cargos que desempenhou. 2- O certificado não pode conter quaisquer outras referências, salvo pedido escrito do trabalhador nesse sentido. 3- Além do certificado de trabalho, o empregador é obrigado a entregar ao trabalhador outros documentos destinados a fins oficiais que por aquele devam ser emitidos e que este solicite, designadamente os previstos na legislação de Segurança Social. BTE 26 | 222 Boletim do Trabalho e Emprego 26 15 julho 2026 CAPÍTULO X Parentalidade Cláusula 62.ª Proteção na parentalidade 1- Para efeitos do regime de proteção na parentalidade previsto neste CCT, no Código do Trabalho e legisla- ção complementar, consideram-se abrangidos os trabalhadores que informem o empregador, por escrito e com comprovativo adequado, da sua situação. 2- O regime previsto neste capítulo é ainda integrado pelas disposições legais sobre a matéria, designada- mente as mais favoráveis ao trabalhador. Cláusula 63.ª Licença parental 1- A licença parental compreende as seguintes modalidades: a) Licença parental inicial; b) Licença parental inicial exclusiva da mãe; c) Licença parental inicial a gozar pelo pai por impossibilidade da mãe; d) Licença parental exclusiva do pai; e) Licença parental complementar. 2- A licença parental, em qualquer das modalidades, terá a duração e obedecerá aos condicionalismos esti- pulados pela lei. 3- Sempre que o pai ou a mãe trabalhadores o desejarem, têm direito a gozar as suas férias anuais imediata- mente antes ou após a licença parental. Cláusula 64.ª Licença parental inicial exclusiva da mãe 1- A mãe trabalhadora pode gozar até 30 dias da licença parental inicial antes do parto. 2- É obrigatório o gozo, por parte da mãe trabalhadora, de 42 dias consecutivos de licença a seguir ao parto. Cláusula 65.ª Licença parental inicial exclusiva do pai 1- É obrigatório o gozo pelo pai trabalhador de uma licença parental de 28 dias, seguidos ou interpolados de no mínimo 7 dias, nos 42 dias seguintes ao nascimento da criança, 7 dos quais gozados de modo consecutivo imediatamente a seguir a este. 2- Após o gozo da licença a que alude o número anterior, o pai trabalhador tem ainda direito a 7 dias de licença, seguidos ou interpolados, desde que gozados em simultâneo com o gozo da licença parental inicial por parte da mãe. 3- No caso de nascimentos múltiplos, à licença prevista nos números anteriores acrescem dois dias por cada gémeo além do primeiro. Cláusula 66.ª Dispensas para consultas, amamentação e aleitação 1- A trabalhadora grávida tem direito a dispensa do trabalho para se deslocar a consultas pré-natais, pelo tempo e número de vezes necessários e justificados. 2- O pai tem direito a três dispensas do trabalho para acompanhar a trabalhadora às consultas pré-natais, devidamente comprovadas. 3- A mãe que, comprovadamente, amamenta o filho tem direito, para esse efeito, a ser dispensada em cada dia de trabalho por dois períodos distintos de duração máxima de uma hora cada, acrescida de 30 minutos por cada gémeo além do primeiro, durante todo o tempo que durar a amamentação, sem perda de retribuição. 4- No caso de não haver amamentação, a mãe ou o pai trabalhadores têm direito, por decisão conjunta, a uma dispensa diária por dois períodos distintos com a duração máxima de uma hora cada para aleitação aos BTE 26 | 223 Boletim do Trabalho e Emprego 26 15 julho 2026 filhos, até 12 meses após o parto, salvo se outro regime for acordado entre o trabalhador e a empresa, sem perda da retribuição. Cláusula 67.ª Proteção da segurança e saúde 1- Sem prejuízo de outras obrigações previstas na lei, em atividades suscetíveis de apresentarem risco espe- cífico de exposição a agentes, processos ou condições de trabalho, o empregador deve avaliar a natureza, grau e duração da exposição da trabalhadora grávida, puérpera ou lactante, de modo a determinar qualquer risco para a sua segurança e saúde e as repercussões sobre a gravidez ou amamentação, informando a trabalhadora dos resultados dessa avaliação, bem como das medidas de proteção adotadas. 2- Se a avaliação revelar qualquer risco para a segurança e saúde da trabalhadora ou repercussões sobre a gravidez ou amamentação, deve o empregador tomar as medidas necessárias para evitar a exposição das tra- balhadoras a esses riscos, nomeadamente: a) Adaptar as condições de trabalho; b) Em caso de impossibilidade de adaptação ou esta se mostrar demorada ou demasiado onerosa, atribuir à trabalhadora grávida, puérpera ou lactante outras tarefas compatíveis com o seu estado e categoria profissio- nal; c) Se a adoção das medidas anteriores se revelarem inviáveis, a trabalhadora fica dispensada da prestação do trabalho, durante todo o período necessário para evitar a exposição aos riscos. 3- As trabalhadoras ficam dispensadas da prestação de trabalho suplementar ou noturno, nos termos legal- mente previstos. Cláusula 68.ª Faltas para assistência a filho 1- Os trabalhadores têm direito a faltar ao trabalho para prestar assistência inadiável e imprescindível, em caso de doença ou acidente, a filho menor de 12 anos, até um limite máximo de 30 dias por ano. 2- Em caso de hospitalização, o direito a faltar estende-se pelo período em que aquela durar, se se tratar de menor de 12 anos, mas não pode ser exercido simultaneamente pelo pai ou pela mãe. 3- Os trabalhadores podem faltar ao trabalho para prestar assistência inadiável e imprescindível, em caso de doença ou acidente, a filho com 12 ou mais anos de idade que, no caso de ser maior, terá de fazer parte do seu agregado familiar, até um limite máximo de 15 dias por ano. 4- O disposto nos números 1 e 2 aplica-se, independentemente da idade, caso o filho seja portador de defi- ciência ou doença crónica. 5- Ao número de dias previstos nos números 1 e 3, acresce um dia por cada filho além do primeiro. Cláusula 69.ª Regime de licenças, faltas e dispensas 1- Não determinam perda de quaisquer direitos e são consideradas como prestação efetiva de serviço, salvo quanto à retribuição, podendo os trabalhadores beneficiar dos subsídios atribuídos pela Segurança Social, as ausências ao trabalho resultantes de: a) Licença em situação de risco clínico durante a gravidez; b) Licença por interrupção de gravidez; c) Licença parental, em qualquer das modalidades; d) Licença por adoção; e) Licença parental complementar, em qualquer das modalidades; f) Falta para assistência a filho; g) Falta para assistência a neto; h) Dispensa de prestação de trabalho no período noturno; i) Dispensa da prestação de trabalho por parte de trabalhadora grávida, puérpera ou lactante, por motivo de proteção da sua segurança e saúde; j) Dispensa para avaliação para adoção. 2- As dispensas para consulta pré-natal, amamentação ou aleitação não determinam perda de quaisquer direitos, incluindo a retribuição, e são consideradas como prestação efetiva de serviço. BTE 26 | 224 Boletim do Trabalho e Emprego 26 15 julho 2026 CAPÍTULO XI Da formação profissional Cláusula 70.ª Formação profissional - Princípios gerais 1- A formação profissional consubstancia um direito e um dever, quer das empresas quer dos trabalhadores, e visa o desenvolvimento certificado das qualificações dos trabalhadores e o incremento da produtividade e da competitividade das empresas. 2- A aquisição de novos conhecimentos e competências profissionais no âmbito de programas de formação ou aprendizagem promovidos pela empresa ou por iniciativa do trabalhador, desde que ligados à sua atividade profissional, será tida em conta na evolução profissional do trabalhador. 3- As empresas devem elaborar planos de formação, anuais ou plurianuais, com base no diagnóstico das necessidades de qualificação dos trabalhadores, os quais devem ser objeto de prévia informação e consulta aos trabalhadores e aos seus representantes, nos termos legais. Cláusula 71.ª Formação contínua 1- Os planos de formação contínua têm de abranger, em cada ano, um mínimo de 10 % do total dos traba- lhadores efetivos da empresa. 2- No âmbito da formação contínua certificada, será assegurado a cada trabalhador um mínimo de trinta e cinco horas anuais de formação, aferidas em períodos de referência de 3 anos. 3- O trabalhador pode utilizar o crédito de horas estabelecido no número anterior se a formação não for assegurada pela empresa ao longo de três anos por motivo a esta imputável, mediante comunicação prévia mínima de dez dias. 4- O conteúdo da formação referida no número 3 é escolhido pelo trabalhador, devendo ter correspondência com a sua atividade ou respeitar a qualificações básicas em tecnologia de informação e comunicação, seguran- ça, higiene e saúde no trabalho ou em línguas estrangeiras. 5- O crédito de horas para formação referido nos números anteriores confere o direito à retribuição e conta como tempo de serviço efetivo. 6- Cessando o contrato de trabalho, o trabalhador tem direito a receber a retribuição correspondente ao cré- dito de horas para a formação que não lhe tenha sido proporcionado. Cláusula 72.ª Formação no local de trabalho 1- A formação no local de trabalho será computada no número mínimo de horas de formação exigida pela lei, desde que observados os requisitos legais para o efeito e conste de registo próprio com indicação dos se- guintes elementos: a) Dia em que ocorreu a ação de formação; b) Duração da ação de formação; c) Objetivos da ação de formação; d) Conteúdo da ação de formação; e) Resultados da avaliação da formação; f) Identificação do(s) formador(es); g) Lista de presença assinada pelos trabalhadores/formandos. 2- Nos casos previstos no número anterior, deverá ser entregue ao trabalhador, pela entidade formadora, um certificado de formação relativo ao módulo ou ação de formação de que o trabalhador beneficiou, do qual deverão constar, nomeadamente, os elementos informativos constantes das alíneas a) a f) do número anterior. Cláusula 73.ª Formação por iniciativa dos trabalhadores 1- Os trabalhadores que, por sua iniciativa, frequentem cursos ou ações de formação profissional certificada inferiores a seis meses, que não se incluam no plano anual de formação da empresa, podem beneficiar de li- cenças sem retribuição, nos termos da lei. BTE 26 | 225 Boletim do Trabalho e Emprego 26 15 julho 2026 2- Por acordo com a entidade empregadora, o trabalhador pode beneficiar de licença de curta duração para formação profissional certificada, sem prejuízo da retribuição e demais regalias, que abranja parte ou a tota- lidade do período diário ou semanal de trabalho, cuja duração será imputada em 50 % no número mínimo de horas de formação previsto na cláusula anterior. 3- A frequência dos cursos ou ações previstos nesta cláusula deve ser comunicada à entidade empregadora com a antecedência possível ou logo que o trabalhador tenha conhecimento da sua admissão no curso ou ação. Cláusula 74.ª Trabalhadores-estudantes Os trabalhadores-estudantes beneficiam dos direitos previstos na lei, nomeadamente em matéria de dis- pensa ao trabalho, faltas justificadas, férias e licenças, estando igualmente adstritos ao cumprimento das obri- gações nela previstas. CAPÍTULO XII Segurança, higiene, prevenção e saúde no trabalho Cláusula 75.ª Segurança, higiene, e saúde no trabalho 1- As empresas assegurarão condições adequadas em matéria de segurança, higiene e saúde no trabalho, garantindo a necessária formação, informação e consulta aos trabalhadores e seus representantes, no cumpri- mento das normas legais aplicáveis. 2- A organização da segurança, higiene e saúde no trabalho nas modalidades previstas na lei, é da respon- sabilidade das empresas e visa a prevenção dos riscos profissionais e a promoção da saúde dos trabalhadores. 3- A duração de ações de formação em segurança, higiene e saúde no trabalho será computada no número mínimo de horas de formação anual exigida pela lei. 4- Os representantes dos trabalhadores nos domínios da segurança, higiene e saúde no trabalho são eleitos nos termos previstos na lei. Cláusula 76.ª Saúde no trabalho 1- As empresas assegurarão, diretamente, em colaboração com outras empresas ou através da modalidade de serviço externo, a atividade de vigilância da saúde no trabalho que respeite o legalmente estabelecido sobre a matéria e esteja dotado de meios técnicos e humanos necessários para a execução das tarefas que lhe incumbem. 2- O serviço de saúde no trabalho, de carácter essencialmente preventivo, tem por finalidade assegurar a vi- gilância adequada da saúde e condições de higiene dos trabalhadores em função dos riscos a que se encontram expostos no local de trabalho. 3- Os trabalhadores ficam obrigados a submeter-se aos exames médicos de saúde previstos na lei, bem como aos de carácter preventivo que venham a ser determinados pelos serviços de saúde no trabalho. Cláusula 77.ª Trabalhadores com capacidade de trabalho reduzida 1- Ao trabalhador com capacidade de trabalho reduzida deverão ser proporcionadas condições de prestação da atividade adequadas à sua situação, nomeadamente no que respeita à adaptação dos postos de trabalho, nos termos da lei. 2- Em caso de incapacidade parcial permanente proveniente de doença profissional ou acidente de trabalho ao serviço da empresa, será esta obrigada a proceder, nos termos da lei, à reconversão do trabalhador afetado para função compatível com o respetivo estado. 3- Em caso de incapacidade parcial temporária, proveniente de doença profissional ou acidente de trabalho ao serviço da empresa, o trabalhador não poderá prestar serviços que prejudiquem a sua recuperação, de acor- do com as entidades competentes, mantendo sempre o direito à retribuição que auferia anteriormente se esta for superior à correspondente às funções desempenhadas. BTE 26 | 226 Boletim do Trabalho e Emprego 26 15 julho 2026 Cláusula 78.ª Consumo abusivo de álcool ou substâncias psicotrópicas 1- As empresas, quando considerarem adequado, podem promover ações de sensibilização e prevenção no domínio do uso/abuso de álcool ou substâncias psicotrópicas. 2- Em complemento das ações de sensibilização e prevenção referidas no número anterior, as empresas po- derão criar, através de regulamentação interna elaborada nos termos da lei e com os condicionalismos nela pre- vistos, medidas de controlo ao consumo abusivo de álcool ou de substâncias psicotrópicas pelos trabalhadores. 3- As regulamentações internas de cada empresa poderão considerar como motivos para ação disciplinar as seguintes situações: a) A recusa injustificada do trabalhador à realização dos testes de álcool ou substâncias psicotrópicas; b) A obtenção repetida de resultados reveladores de consumo excessivo de álcool ou de uso indevido de substâncias psicotrópicas. 4- Considera-se consumo excessivo de álcool aquele que for superior ao limite estabelecido para a condução automóvel. 5- Considera-se uso indevido de substâncias psicotrópicas, aquele que não se mostre em conformidade com prescrição médica que o justifique. 6- Os resultados das análises efetuadas apenas podem ser divulgados ao trabalhador, médico dos serviços de vigilância da saúde no trabalho, e ao superior hierárquico com competência disciplinar, salvaguardando para os devidos efeitos os direitos de personalidade estabelecidos na lei. 7- Em caso algum, a pretexto do controlo do consumo abusivo de álcool ou substâncias psicotrópicas, po- dem as empresas proceder a outras análises que não as previstas nesta cláusula. CAPÍTULO XIII Dos direitos sindicais Cláusula 79.ª Direito à atividade sindical 1- Os dirigentes e os delegados sindicais gozam dos direitos constantes na lei e neste CCT. 2- Os trabalhadores e as associações sindicais têm direito a desenvolver atividade sindical no interior das empresas, nomeadamente através de delegados sindicais, comissões sindicais e comissões intersindicais, nos termos previstos na lei. Cláusula 80.ª Quotização sindical 1- O empregador obriga-se a enviar aos sindicatos outorgantes, até ao décimo quinto dia do mês seguinte a que respeitam, o produto das quotas dos trabalhadores, desde que estes manifestem expressamente essa von- tade mediante declaração escrita. 2- O valor da quota sindical é o que a cada momento for estabelecido pelos estatutos dos sindicatos, cabendo a estes informar a empresa da percentagem estatuída e respetiva base de incidência. CAPÍTULO XIV Da interpretação, integração e resolução dos conflitos Cláusula 81.ª Comissão paritária 1- As partes outorgantes constituirão uma comissão paritária formada por quatro elementos, sendo dois em representação da associação patronal e dois em representação dos sindicatos signatários, com competência para interpretar e integrar as disposições desta convenção. BTE 26 | 227 Boletim do Trabalho e Emprego 26 15 julho 2026 2- A comissão paritária funciona mediante convocação por escrito de qualquer das partes contratantes de- vendo as reuniões ser fixadas com cinco dias de antecedência mínima, com indicação de agenda de trabalhos e do local, dia e hora da reunião. 3- A comissão paritária só pode deliberar desde que esteja presente metade dos representantes de cada parte. 4- As deliberações são tomadas por unanimidade e depositadas e publicadas no Boletim do Trabalho e Emprego, considerando-se, a partir desta e para todos os efeitos, parte integrante deste CCT. 5- As partes comunicarão uma à outra, dentro de 20 dias a contar da publicação desta convenção, a identifi- cação dos respetivos representantes. 6- A substituição de representantes é lícita a todo o tempo, mas só produz efeitos 15 dias após a sua comu- nicação à outra parte. Cláusula 82.ª Conciliação, mediação e arbitragem As partes contratantes comprometem-se a tentar dirimir os conflitos emergentes da celebração, aplicação e revisão do presente CCT pelo recurso à conciliação, mediação ou arbitragem voluntária. CAPÍTULO XV Disposições finais e transitórias Cláusula 83.ª Manutenção de direitos e regalias adquiridos Da aplicação do presente CCT não poderão resultar quaisquer prejuízos para os trabalhadores, designada- mente baixa de categoria ou grau ou diminuição de retribuição. Cláusula 84.ª Revogação da regulamentação anterior e carácter globalmente mais favorável do CCT 1- Com a entrada em vigor do presente contrato, é revogado o contrato coletivo de trabalho celebrado entre os outorgantes, publicado no Boletim do Trabalho e Emprego, n.º 29, de 8 de agosto de 2023 e, bem assim, toda a regulamentação coletiva de trabalho que fosse aplicável à área e âmbito consignada na cláusula 2.ª 2- Os outorgantes do presente CCT consideram que o mesmo consagra um regime globalmente mais favo- rável do que o previsto nos instrumentos de regulamentação coletiva anteriores e ora revogados. ANEXO I Definição de funções Ajudante de motorista - Acompanha o motorista; vigia e indica as manobras; arruma as mercadorias no veículo, podendo fazer a sua distribuição e a cobrança correspondente no ato da entrega. Analista de sistemas - Concebe e projeta, no âmbito do tratamento automático da informação, os sistemas que melhor respondam aos fins em vista, tendo em conta os meios de tratamento disponíveis. Pode dirigir a instalação dos sistemas de tratamento automático da informação ou coordenar a preparação dos programas. Assistente administrativo - Executa tarefas relacionadas com o expediente geral da empresa, de acordo com procedimentos estabelecidos. Procede ao tratamento adequado de correspondência e documentação, re- gistando e atualizando a informação e os dados necessários à gestão de uma ou mais áreas da empresa. Atende, informa ou encaminha o público interno ou externo à empresa. Assistente de atendimento e apoio ao cliente - Assegura, com o recurso a meios de comunicação e/ou tecnologias de informação, predominantemente funções de atendimento e apoio ao cliente, recebendo nomea- damente, notas de encomenda e/ou efetuando operações de telemarketing. Auxiliar administrativo - Anuncia, acompanha e informa os visitantes; executa serviços de reprodução e endereçamento de documentos, bem como serviços gerais internos não especificados. Recebe e faz a entrega de mensagens, correspondência e objetos inerentes ao serviço interno e externo. BTE 26 | 228 Boletim do Trabalho e Emprego 26 15 julho 2026 Caixa - Tem a seu cargo as operações de caixa e registo do movimento relativo a transações respeitantes à gestão da empresa. Pode preparar os fundos destinados a serem depositados e tomar as disposições necessárias para os levantamentos. Chefe de secção - Desempenha, sob a orientação do seu superior hierárquico funções de chefia, coordena- ção e supervisão e ou controle da execução do trabalho efetuado por um grupo de trabalhadores. Chefe de serviços - Desempenha, sob a orientação do seu superior hierárquico, funções de chefia, coorde- nação e supervisão e ou controle da execução do trabalho efetuado por outros trabalhadores de um setor ou setores da empresa. Delegado comercial - Promove bens e serviços junto de clientes ou potenciais clientes. Pode receber en- comendas. Observa os produtos quanto à sua aceitação pelo público, estuda meios eficazes de publicidade, pesquisa e implementa medidas visando incrementar as vendas. Pode, quanto de tal seja incumbido, organizar e participar em exposições. Diretor de serviços - Organiza e dirige, nos limites dos poderes de que está investido, as atividades da empresa ou de um ou vários dos seus departamentos ou serviços. Diretor técnico - Trabalhador que exerce a direção técnica, assegurando a qualidade das atividades desen- volvidas nos termos previstos na lei. Nota - Quando exerça funções de coordenação sobre outros trabalhadores que exerçam as funções de direção técnica, é classificado como diretor técnico coordenador. Distribuidor - Executa serviços externos, distribuindo as mercadorias por clientes ou setores de vendas. Pode arrumar, acondicionar e ou desembalar os produtos, com vista à sua expedição ou armazenamento. Embalador de armazém - Acondiciona, desembala e movimenta os produtos através de meios manuais ou mecânicos, com vista à sua expedição ou armazenamento; aplica rótulos ou etiquetas nas embalagens para a sua conveniente identificação. Embalador-encarregado - Orienta um grupo de trabalhadores segundo diretrizes fixadas superiormente, exigindo conhecimentos dos processos de atuação no setor de embalagem. Empregado de serviços externos - Procede fora do escritório a cobranças, pagamentos, depósitos e le- vantamentos em instituições financeiras. Procede, complementar ou acessoriamente, à recolha e entrega de documentos e correspondência. Encarregado - Orienta um grupo de trabalhadores segundo diretrizes fixadas superiormente, exigindo conhecimentos dos processos de atuação. Encarregado geral - Desempenha, sob a orientação do seu superior hierárquico, funções de chefia, coorde- nação e supervisão e ou controlo da execução do trabalho efetuado e de toda a atividade da unidade funcional, assumindo a responsabilidade pelo seu bom funcionamento. Motorista - Conduz veículos automóveis, zela pela sua boa conservação e pela carga que transporta e dis- tribui, podendo, também, se necessário, orientar a sua carga e descarga. Operador de logística - Trabalhador responsável pelas operações de entrada, saída e trânsito de mercado- rias e outros materiais, executando ou fiscalizando os respetivos documentos; recebe e satisfaz as encomendas feitas pelos clientes. Colabora com o seu superior hierárquico na organização material do armazém e respon- sabiliza-se pela arrumação, reposição e conservação das mercadorias e ou materiais, verificando também os respetivos prazos de validade. Trata de toda a documentação inerente à atividade do armazém e colabora na execução de inventários. Confere mercadorias ou produtos, com vista ao seu acondicionamento ou expedição, podendo registar a sua entrada ou saída. Operador de máquinas - Manobra ou utiliza máquinas simples no armazém ou estabelecimento, nomeada- mente: Empilhadores, monta-cargas e balanças ou básculas. Praticante - Trabalhador com idade inferior a 18 anos de idade que, reunindo os requisitos legais para o efeito, desempenhe uma atividade profissional de telefonista/rececionista, de servente de armazém, de auxiliar administrativo ou de assistente de atendimento comercial. Nota - A denominação de praticante será completada consoante as funções desempenhas. Por exemplo: Praticante de telefonista/ rececionista. Secretário(a) de direção - Ocupa-se do secretariado específico da administração ou direção da empresa. Entre outras, competem-lhe normalmente as seguintes funções: Redigir atas das reuniões de trabalho; as- segurar por sua própria iniciativa o trabalho de rotina diário do gabinete; providenciar pela realização das assembleias-gerais, reuniões de trabalho, contratos e escrituras e manter atualizada a agenda de trabalho dos profissionais que secretaria. BTE 26 | 229 Boletim do Trabalho e Emprego 26 15 julho 2026 Servente de armazém - Executa, no estabelecimento ou armazém, tarefas indiferenciadas não necessitando de formação profissional específica. Técnico administrativo - Para além das funções de assistente administrativo, organiza e executa atividades técnico-administrativas especializadas no âmbito de uma ou mais áreas funcionais da empresa que requeiram conhecimentos técnicos específicos e tomada de decisões correntes. Pode elaborar estudos relacionados com as áreas funcionais a que esteja afeto. Pode orientar ou coordenar funcionalmente a atividades de outros pro- fissionais administrativos. Técnico de computador - Trabalhador que se ocupa da conservação, manutenção e reparação de hardware e software dos computadores. Técnico de contabilidade - Organiza e classifica os documentos contabilísticos da empresa. Efetua o re- gisto das operações contabilísticas, utilizando aplicações informáticas e documentos. Prepara, para a gestão da empresa, a documentação necessária ao cumprimento das obrigações legais e ao controlo das atividades. Recolhe dados necessários à elaboração, pela gestão, de relatórios periódicos da situação económico-financei- ra da empresa, nomeadamente, orçamentos, planos de ação, inventários e relatórios. Técnico especializado - Executa tarefas de natureza técnica no âmbito da sua qualificação profissional inerentes ao setor da empresa a que está adstrito, segundo as diretrizes definidas pelos superiores hierárquicos. Orienta, sob o ponto de vista técnico, outros trabalhadores. Técnico estagiário - Executa tarefas de natureza técnica no âmbito da sua qualificação profissional ineren- tes ao setor da empresa a que está adstrito, sobre a supervisão e acompanhamento de um superior hierárquico. Técnico de informática - Trabalhador que, a partir de especificações recebidas, instala, mantém e coordena o funcionamento de diverso software, hardware e sistemas de telecomunicações, a fim de criar um ambiente informático estável que responda às necessidades da empresa. Pode integrar equipas de desenvolvimento na área da informática, concebendo, adaptando e implementando aplicações. Mantém um suporte ativo ao utili- zador, executando treino específico e participando em programas de formação. Técnico de manutenção e conservação - Instala, conserva, afina e repara todo o tipo de máquinas e instala- ções, assegurando a inspeção periódica do seu funcionamento. Guia-se por esquemas e outras especificações técnicas. Técnico de secretariado - Assegura a organização e execução das atividades de secretariado e de apoio a um ou vários serviços ou setores da empresa, gerindo a agenda de trabalhos e tomando decisões correntes. Secretaria reuniões e assegura a elaboração das respetivas atas, utilizando os meios tecnológicos adequados ao desempenho da sua função. Técnico de vendas - É o trabalhador que, detentor de bons conhecimentos dos produtos e serviços da em- presa, da concorrência e do mercado, prepara, promove e efetua ações de venda em função dos objetivos da empresa e tendo em vista a satisfação das necessidades dos clientes. Assegura o serviço de apoio ao cliente e colabora na identificação e localização de potenciais oportunidades de negócio. Telefonista/Rececionista - Presta serviço numa central telefónica, transmitindo aos telefones internos as chamadas recebidas e estabelecendo ligações internas ou para o exterior. Responde a pedidos de informações telefónicas e desempenha outras tarefas, nomeadamente as relacionadas com a receção, encaminhamento de visitantes, abertura, distribuição e registo de correspondência. Tesoureiro - Dirige a tesouraria, tendo a responsabilidade dos valores que lhe estão confiados; verifica as diversas caixas e confere as respetivas existências. Prepara os fundos para serem depositados nos bancos e toma as disposições necessárias para as operações financeiras. Verifica, periodicamente, se o montante dos va- lores coincide com o que os livros indicam. Pode, por vezes, autorizar certas despesas e executar outras tarefas relacionadas com as operações financeiras. Elabora os orçamentos de tesouraria. Trabalhador de limpeza - Executa tarefas relacionadas com limpeza, lavagem e arrumação. BTE 26 | 230 Boletim do Trabalho e Emprego 26 15 julho 2026 ANEXO II Enquadramento profissional Grupo Categorias profissionais I Diretor de serviços Chefe de serviços II Diretor técnico coordenador Analista de sistemas III Diretor técnico Técnico de contabilidade Chefe de secção Encarregado-geral IV Técnico especializado Técnico de informática II Tesoureiro Delegado comercial Encarregado Secretário de direção V Técnico administrativo II Técnico de informática I Técnico estagiário Técnico administrativo I Técnico de manutenção e conservação Caixa VI Técnico de computador Técnico de secretariado Técnico de vendas Assistente administrativo II Empregado de serviços externos VII Embalador-encarregado Motorista de pesados Operador de logística III Assistente administrativo I Motorista de ligeiros VIII Assistente de atendimento e apoio ao cliente II Operador de logística II Assistente de atendimento e apoio ao cliente I Ajudante de motorista IX Distribuidor Operador de logística I Telefonista/Rececionista Assistente administrativo estagiário X Embalador de armazém (mais de 1 ano) Operador de máquinas (mais de 1 ano) Auxiliar administrativo (mais de 1 ano) Embalador de armazém (menos de 1 ano) XI Operador de logística estagiário Operador de máquinas (menos de 1 ano) BTE 26 | 231 Boletim do Trabalho e Emprego 26 15 julho 2026 Grupo Categorias profissionais Auxiliar administrativo (menos de 1 ano) XII Servente de armazém Trabalhador de limpeza XIII Praticante ANEXO III Evolução na carreira profissional 1 - Operadores de logística De A Condições a satisfazer Completar 1 ano de permanência na Operador de logística estagiário Operador de logística I categoria. Completar 3 anos de permanência na Operador de logística I Operador de logística II categoria. Completar 4 anos de permanência na Operador de logística II Operador de logística III categoria. 2 -Assistentes de atendimento e apoio ao cliente De A Condições a satisfazer Assistente de atendimento e Assistente de atendimento e Completar 1 ano na categoria de assisten- apoio ao cliente I apoio ao cliente II te de atendimento e apoio ao cliente I. 3 - Trabalhadores administrativos De A Condições a satisfazer Assistente administrativo Completar 1 ano de permanência na Assistente administrativo I estagiário categoria. Completar 3 anos de permanência na Assistente administrativo I Assistente administrativo II categoria. Completar 4 anos de permanência na Assistente administrativo II Técnico administrativo I categoria. Técnico administrativo I Técnico administrativo II Progressão por mérito. 4 - Técnicos De A Condições a satisfazer Completar 1 ano na categoria de técnico Técnico estagiário Técnico especializado estagiário. Completar 1 ano na categoria de técnico Técnico de informática I Técnico de informática II de informática I. BTE 26 | 232 Boletim do Trabalho e Emprego 26 15 julho 2026 ANEXO IV Tabela salarial e cláusulas de expressão pecuniária 1 - Tabela salarial (em vigor de 1 de janeiro a 31 de dezembro de 2026) Grupo Categorias profissionais Remuneração base mínima I Diretor de serviços 1 637,00 € Chefe de serviços II 1 398,00 € Diretor técnico coordenador Analista de sistemas III Diretor técnico 1 255,00 € Técnico de contabilidade Chefe de secção Encarregado-geral IV Técnico especializado 1 219,00 € Técnico de informática II Tesoureiro Delegado comercial Encarregado Secretário de direção V 1 116,00 € Técnico administrativo II Técnico de informática I Técnico estagiário Técnico administrativo I Técnico de manutenção e conservação Caixa VI 1 020,00 € Técnico de computador Técnico de secretariado Técnico de vendas Assistente administrativo II Empregado de serviços externos VII Embalador-encarregado 995,00 € Motorista de pesados Operador de logística III Assistente administrativo I Motorista de ligeiros VIII 988,00 € Assistente de atendimento e apoio ao cliente II Operador de logística II Assistente de atendimento e apoio ao cliente I Ajudante de motorista IX Distribuidor 978,00 € Operador de logística I Telefonista/Rececionista Assistente administrativo estagiário X Embalador de armazém (mais de 1 ano) 968,00 € Operador de máquinas (mais de 1 ano) Auxiliar administrativo (mais de 1 ano) Embalador de armazém (menos de 1 ano) XI 958,00 € Operador de logística estagiário Operador de máquinas (menos de 1 ano) BTE 26 | 233 Boletim do Trabalho e Emprego 26 15 julho 2026 Grupo Categorias profissionais Remuneração base mínima Auxiliar administrativo (menos de 1 ano) XII Servente de armazém 948,00 € Trabalhador de limpeza XIII Praticante 920,00 € Adicionalmente, aplica-se um aumento de 3,5 % à retribuição base dos trabalhadores que aufiram remune- ração superior à prevista na tabela salarial para o respetivo grupo. 2 - Cláusulas de expressão pecuniária (em vigor de 1 de janeiro a 31 de dezembro de 2026) – Cláusula 28.ª «Deslocações em serviço» - 16,97 €; – Cláusula 29.ª «Viagens em serviço» - 73,44 €; – Cláusula 49.ª «Diuturnidades» - 9,00 €; – Cláusula 53.ª «Subsídio de refeição» - 10,20 €; – Cláusula 56.ª «Abono para falhas» - 48,69 €. Declaração Para cumprimento do disposto na alínea g) do número 1 do artigo 492.º, conjugado com o artigo 496.º do Código do Trabalho, serão potencialmente abrangidos pela presente convenção coletiva de trabalho 50 empre- sas e 1000 trabalhadores. Lisboa, 8 de maio de 2026. Pela GROQUIFAR - Associação de Grossistas de Produtos Químicos e Farmacêuticos: Catarina dos Reis Barreiros, na qualidade de mandatária. Pela Federação Intersindical das Indústrias Metalúrgicas, Químicas, Eléctricas, Farmacêutica, Celulose, Papel, Gráfica, Imprensa, Energia e Minas - FIEQUIMETAL, em representação das seguintes estruturas sin- dicais: – SITE-NORTE - Sindicato dos Trabalhadores das Indústrias Transformadoras, Energia e Atividades do Ambiente do Norte; – SITE-CN - Sindicato dos Trabalhadores das Indústrias Transformadoras, Energia e Atividades do Am- biente do Centro Norte; – SITE-CSRA - Sindicato dos Trabalhadores das Indústrias Transformadoras, Energia e Atividades do Am- biente do Centro Sul e Regiões Autónomas; – SITE-SUL - Sindicato dos Trabalhadores das Indústrias Transformadoras, Energia e Atividades do Am- biente do Sul; – SIESI - Sindicato das Indústrias Elétricas do Sul e Ilhas; – Sindicato dos Trabalhadores das Indústrias Metalúrgicas e Metalomecânicas do Distrito de Viana do Castelo; – Sindicato dos Trabalhadores da Indústria Mineira; – Sindicato dos Trabalhadores Rodoviários e Atividades Metalúrgicas da Região Autónoma da Madeira. Mário Matos, na qualidade de mandatário. Benny Freitas, na qualidade de mandatário. Depositado a 29 de junho de 2026, a fl. 144 do livro n.º 13, com o n.º 149/2026, nos termos do artigo 494.º do Código do Trabalho, aprovado pela Lei n.º 7/2009, de 12 de fevereiro. BTE 26 | 234 Boletim do Trabalho e Emprego 26 15 julho 2026 PRIVADO
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