Pertence ao Código das Sociedades Comerciais (DL n.º 262/86, de 02 de Setembro)
Este artigo protege os titulares de obrigações convertíveis em acções, impedindo que a sociedade emitente realize certas operações enquanto existir a possibilidade de conversão. O objetivo é garantir que esses obrigacionistas não vejam o valor da sua conversão diminuído por decisões da empresa. A sociedade fica proibida de alterar a distribuição de lucros, distribuir as suas próprias acções, amortizar acções ou reduzir capital por reembolso. Contudo, permite operações específicas — como emissão de novas obrigações convertíveis, aumento de capital ou distribuição de reservas — desde que os direitos dos obrigacionistas sejam preservados de forma igual à dos accionistas. Se o capital reduzir por perdas, os direitos dos obrigacionistas que optem por conversão ajustam-se proporcionalmente. Para empresas em mercados regulados, é admissível usar cláusulas de reajustamento automático da relação de conversão como alternativa de proteção.
Uma empresa emite obrigações convertíveis em acções. Três meses depois, a administração quer distribuir gratuitamente acções próprias aos accionistas. Isto é proibido enquanto alguém puder converter as obrigações, pois prejudicaria esses titulares. A empresa só pode prosseguir após o prazo de conversão expirar completamente.
Uma sociedade com obrigações convertíveis ativas deseja aumentar capital social mediante novas entradas dos accionistas. Isto é permitido, mas deve assegurar que os obrigacionistas ganham o mesmo direito de subscrição que os accionistas atuais, mantendo a paridade de tratamento.
Uma empresa sofre prejuízos e reduz o seu capital social. Um obrigacionista que depois opte por converter verá os seus direitos reduzidos proporcionalmente às perdas, como se tivesse sido accionista desde a emissão das obrigações.
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Este conteúdo tem fins meramente informativos e não constitui aconselhamento jurídico. Para questões específicas do seu caso, consulte um advogado qualificado inscrito na Ordem dos Advogados. A TogaAI é uma ferramenta de apoio à prática jurídica e não substitui o julgamento profissional de um advogado.