Pertence ao Código de Processo Penal (DL n.º 78/87, de 17 de Fevereiro)
Este artigo estabelece as regras sobre como os assistentes (vítimas ou seus herdeiros que se constituem no processo penal) devem ser representados em tribunal. A regra principal é que todos os assistentes são obrigatoriamente representados por advogado. Quando há vários assistentes, normalmente um único advogado representa todos eles. Se não concordarem na escolha do advogado, é o juiz quem decide qual será o representante. No entanto, existem exceções importantes: se os assistentes têm interesses que se contradizem mutuamente, ou se foram vítimas de crimes diferentes, cada grupo pode constituir o seu próprio advogado. Mas nenhuma pessoa pode ter mais de um advogado a representá-la. Além disso, os assistentes têm o direito de serem acompanhados por um advogado quando participam em qualquer ato do processo.
A mãe e os dois filhos adultos de uma pessoa falecida constituem-se assistentes no processo contra o presumível autor do homicídio. Como os três têm o mesmo interesse (justiça pelo falecimento), um único advogado pode representar todos eles, sem necessidade de cada um ter o seu próprio representante judicial.
Numa ação penal por burla, tanto a vítima da burla como o seu cônjuge pretendem constituir-se assistentes, mas discordam sobre a indemnização que pretendem. Como têm interesses incompatíveis, cada um deles pode escolher um advogado diferente para os representar, sem estar vinculado ao advogado do outro.
Um arguido é acusado de roubo e agressão. A vítima do roubo e a vítima da agressão, pessoas diferentes, constituem-se assistentes. Como os crimes são distintos, cada vítima pode ter o seu próprio advogado, formando dois grupos de representação separados.
Faz a tua pergunta em linguagem natural. A IA pesquisa em legislação consolidada e jurisprudência portuguesa e devolve resposta fundamentada com referências.
Grátis para começar · sem cartão de crédito
Este conteúdo tem fins meramente informativos e não constitui aconselhamento jurídico. Para questões específicas do seu caso, consulte um advogado qualificado inscrito na Ordem dos Advogados. A TogaAI é uma ferramenta de apoio à prática jurídica e não substitui o julgamento profissional de um advogado.