Pertence ao Código de Processo Penal (DL n.º 78/87, de 17 de Fevereiro)
Este artigo regulamenta como o Supremo Tribunal de Justiça decide quando um tribunal fica impedido de funcionar ou obstruído no exercício das suas funções. Qualquer das partes interessadas (tribunal afetado, Ministério Público, arguido, assistente ou partes civis) pode pedir ao Supremo que atribua a competência a outro tribunal. O pedido deve incluir toda a informação relevante. Normalmente, o pedido não para o processo em curso, mas o Supremo pode decidir suspender os atos processuais se considerar apropriado. Se o pedido for aprovado, o novo tribunal decide quais os atos já realizados que permanecem válidos. Se for uma parte (arguido, assistente ou partes civis) a fazer um pedido claramente sem fundamento, essa parte tem de pagar uma multa entre 6 e 20 Unidades de Conta.
Um tribunal fica impedido de continuar um julgamento porque o juiz tem relação de parentesco com uma das partes. O Ministério Público pede ao Supremo que transfira o caso para outro tribunal. O Supremo decide qual tribunal fica competente e se os atos já realizados (audiências, provas) podem manter-se válidos ou precisam repetir-se.
Um arguido pede repetidamente ao Supremo que mude o julgamento de tribunal, mas sem motivos legítimos. Se o Supremo considerar o pedido claramente sem fundamento, condena o arguido a pagar uma multa entre 6 e 20 Unidades de Conta pelos custos desnecessários.
Há um pedido para mudar o tribunal competente. O requerente mostra circunstâncias muito graves que justificam parar o processo enquanto se aguarda decisão. O tribunal pode aceitar e suspender os atos processuais, permitindo apenas atos urgentes até se resolver a atribuição de competência.
Faz a tua pergunta em linguagem natural. A IA pesquisa em legislação consolidada e jurisprudência portuguesa e devolve resposta fundamentada com referências.
Grátis para começar · sem cartão de crédito
Este conteúdo tem fins meramente informativos e não constitui aconselhamento jurídico. Para questões específicas do seu caso, consulte um advogado qualificado inscrito na Ordem dos Advogados. A TogaAI é uma ferramenta de apoio à prática jurídica e não substitui o julgamento profissional de um advogado.