Pertence ao Código de Processo Penal (DL n.º 78/87, de 17 de Fevereiro)
Este artigo estabelece como o tribunal pode declarar que um documento apresentado durante um processo é falso. O tribunal pode fazer isso por sua própria iniciativa ou quando alguém o pede, mesmo que a sentença seja absolutória (inocência). Para chegar a essa conclusão, o tribunal pode ordenar investigações e ouvir provas se considerar necessário. A declaração de falsidade aparece na parte dispositiva da sentença, ou seja, na parte que decide efetivamente. As partes podem recorrer dessa decisão sobre falsidade da mesma forma que recorrem do resto da sentença. Quando o tribunal suspeita fundadamente que um documento é falso, tem de informar o Ministério Público, enviando uma cópia do documento, para que investigações criminais possam eventualmente ser iniciadas. Isto garante que documentos fraudulentos não passem despercebidos e que haja responsabilização penal.
Um acusado é absolvido num processo de fraude, mas o tribunal detecta irregularidades numa assinatura no contrato apresentado como prova. O tribunal pode, mesmo absolvendo o acusado, declarar esse contrato como falso no dispositivo da sentença e informar o Ministério Público para investigação criminal do documento.
Numa ação de divórcio, uma das partes questiona a autenticidade de um documento bancário do outro cônjuge. O tribunal aceita o requerimento, pode realizar perícia para verificar se é realmente falso, e incluir essa conclusão na sentença, comunicando o Ministério Público se suspeitar de falsificação.
Durante um julgamento, surge evidência de que uma carta apresentada como antiga foi recentemente produzida. O tribunal, oficiosamente, ordena análise técnica, declara o documento falso na sentença e remete o caso ao Ministério Público para possível investigação e acusação por falsificação.
Faz a tua pergunta em linguagem natural. A IA pesquisa em legislação consolidada e jurisprudência portuguesa e devolve resposta fundamentada com referências.
Grátis para começar · sem cartão de crédito
Este conteúdo tem fins meramente informativos e não constitui aconselhamento jurídico. Para questões específicas do seu caso, consulte um advogado qualificado inscrito na Ordem dos Advogados. A TogaAI é uma ferramenta de apoio à prática jurídica e não substitui o julgamento profissional de um advogado.