Pertence ao Código de Processo Civil (Lei n.º 41/2013, de 26 de Junho)
Este artigo estabelece o que acontece quando o réu (a pessoa acusada) não apresenta a caução (garantia financeira ou de bens) que o tribunal ordenou, no prazo definido. Se isso suceder, o autor (quem moveu a ação) pode pedir ao juiz que aplique uma penalidade prevista na lei ou que registar uma hipoteca sobre bens do réu como garantia. Se a caução envolver móveis ou direitos que não podem ser hipotecados, pode exigir-se a apreensão desses bens, que funcionam como penhor. O artigo protege também o réu: se os bens que o autor quer usar como garantia forem excessivos para a dívida em causa, o juiz pode, a seu pedido, reduzir a garantia ao necessário. Isto significa que a lei tenta equilibrar os interesses de ambas as partes no processo.
Um tribunal condena um réu a pagar uma dívida e ordena que ele apresente caução de 10 000€ no prazo de 30 dias. O réu não o faz. O autor pode então requerer que se registar uma hipoteca sobre a casa do réu ou que se procedar à apreensão de bens móveis de valor equivalente para garantir o pagamento.
Um tribunal ordena que um réu afete o seu automóvel como caução. O réu não cumpre. O carro pode ser apreendido e entregue a um depositário, funcionando como penhor até ao cumprimento da obrigação ou fim do processo.
O autor pretende que cinco propriedades do réu sejam hipotecadas para garantir uma dívida de 5 000€. O réu pede ao juiz que reduza esta garantia. O tribunal, verificando que é excessiva, ordena que apenas um imóvel seja hipotecado, bastando para proteger o credor.
Faz a tua pergunta em linguagem natural. A IA pesquisa em legislação consolidada e jurisprudência portuguesa e devolve resposta fundamentada com referências.
Grátis para começar · sem cartão de crédito
Este conteúdo tem fins meramente informativos e não constitui aconselhamento jurídico. Para questões específicas do seu caso, consulte um advogado qualificado inscrito na Ordem dos Advogados. A TogaAI é uma ferramenta de apoio à prática jurídica e não substitui o julgamento profissional de um advogado.