Livro I · Da ação, das partes e do tribunalTítulo IV · Do tribunalCapítulo III · Da competência internaSecção IV · Competência em razão do território

Artigo 77.º(art.º 81.º CPC 1961) Extinção de privilégios sobre navios

Pertence ao Código de Processo Civil (Lei n.º 41/2013, de 26 de Junho)

Resumo em linguagem claraGerado por IA · revisto contra texto oficial

Este artigo estabelece a regra de competência territorial para ações judiciais que visam declarar um navio livre de privilégios (encargos e dívidas anteriores). Quando alguém compra um navio, quer de forma gratuita quer mediante pagamento, pode haver débitos ou direitos de terceiros sobre a embarcação. Para obter uma sentença que declare o navio desembaraçado dessas obrigações, a ação deve ser intentada no tribunal do porto onde o navio estava ancorado ou atracado no momento exato em que a compra se concretizou. Esta regra facilita a administração da justiça ao vincular o processo ao local geográfico onde a embarcação se encontrava, tornando mais prático reunir provas, contactar testemunhas e consultar registos portuários. É uma norma técnica de organização processual que afeta principalmente compradores de navios, armadores e credores com direitos sobre embarcações.

Quando se aplica — exemplos práticos

Compra de barco usado em Lisboa

Um comerciante compra um barco de pesca que estava atracado no porto de Lisboa. Descobre depois que o vendedor anterior tinha dívidas bancárias sobre a embarcação. Para obter uma sentença que declare o barco livre dessas dívidas, deve propor a ação no tribunal de Lisboa, pois era lá que o navio estava surto no momento da compra.

Herança de navio em Leixões

Uma pessoa herda um navio que estava fundeado no porto de Leixões. A herança pode estar onerada com débitos ou hipotecas. Para limpar o registo e demonstrar propriedade clara, a ação deve ser proposta no tribunal da jurisdição de Leixões, local onde a embarcação se encontrava quando a sucessão se abriu.

Compra de embarcação internacionalizada

Um empresário português compra um navio que estava temporariamente no porto do Porto. Embora negocie a venda via contrato internacional, a ação para extinção de privilégios deve ser proposta no tribunal do Porto, independentemente de a compra ter sido negociada noutro local ou país.

Texto oficial

Ver no PGDL ↗
A ação para ser julgado livre de privilégios um navio adquirido por título gratuito ou oneroso é proposta no tribunal do porto onde o navio se achasse surto no momento da aquisição.
32 palavras · ID 1959A0077
Assistente jurídico TOGA

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