Pertence ao Código de Processo Civil (Lei n.º 41/2013, de 26 de Junho)
Este artigo estabelece os únicos motivos pelos quais uma decisão judicial já definitiva (que transitou em julgado) pode ser revista e potencialmente anulada. A revisão é um recurso extraordinário e muito restritivo, apenas disponível em circunstâncias excecionais. Os fundamentos incluem: crime do juiz, falsidade de documentos ou testemunhas que influenciaram a decisão, apresentação de prova nova e decisiva que a parte desconhecia, vício na confissão ou transação, processo à revelia com defeitos na citação, incompatibilidade com decisão de tribunal internacional vinculativo, fraude das partes não detetada, ou responsabilidade civil do Estado. A revisão não permite discutir novamente o mérito do caso, mas apenas corrigir situações gravíssimas onde a justiça foi substancialmente comprometida.
Uma pessoa perde uma ação sobre propriedade de um imóvel. Meses depois, encontra um contrato de compra e venda assinado que prova ser o legítimo dono, documento que ignorava existir no processo anterior. Pode requerer revisão da sentença com base nesta prova nova que é determinante para o caso.
Um réu é condenado à revelia. Posteriormente demonstra que nunca recebeu a citação judicial, apesar de o tribunal ter considerado válida. A falsidade da citação é descoberta e comprovada. Tem direito a pedir revisão da condenação, já que não teve oportunidade de se defender.
Uma sentença portuguesa condena alguém, mas meses depois o Tribunal Europeu dos Direitos Humanos decide que o processo violou direitos fundamentais. A incompatibilidade com esta decisão internacional vinculativa justifica um pedido de revisão em Portugal.
Faz a tua pergunta em linguagem natural. A IA pesquisa em legislação consolidada e jurisprudência portuguesa e devolve resposta fundamentada com referências.
Grátis para começar · sem cartão de crédito
Este conteúdo tem fins meramente informativos e não constitui aconselhamento jurídico. Para questões específicas do seu caso, consulte um advogado qualificado inscrito na Ordem dos Advogados. A TogaAI é uma ferramenta de apoio à prática jurídica e não substitui o julgamento profissional de um advogado.