Pertence ao Código de Processo Civil (Lei n.º 41/2013, de 26 de Junho)
Este artigo estabelece as regras sobre o que acontece quando um advogado ou representante em tribunal não tem autorização válida (procuração) ou essa autorização tem problemas — por exemplo, está incompleta, expirada ou assinada incorretamente. A parte adversária ou o juiz podem apontar este problema a qualquer momento do processo. Quando isto acontece, o juiz dá um prazo para corrigir a situação. Se não for corrigido, tudo o que o representante fez até então fica sem valor legal — como se nunca tivesse sido feito. Além disso, o representante tem de pagar as despesas do processo e pode ainda ser obrigado a pagar indemnização pelos danos causados, se agiu com culpa. Se o problema foi o representante ter ultrapassado os seus limites de autorização, o tribunal informa a Ordem dos Advogados sobre o incidente.
Uma empresa envia um advogado para apresentar uma defesa em tribunal, mas a procuração dada pelo cliente tem data de caducidade expirada há meses. O juiz deteta isto ou a outra parte avisa. O tribunal fixa um prazo para a empresa renovar a procuração. Se não o fizer, a defesa apresentada fica sem efeito e o advogado pode ser condenado ao pagamento das custas.
Uma procuração autoriza um advogado apenas a representar numa ação sobre contrato. O advogado, por engano ou propositadamente, também faz pedidos sobre matérias não autorizadas. O tribunal identifica o excesso, invalida essas ações extras e notifica a Ordem dos Advogados do sucedido.
Um representante comparece e age em nome de alguém, mas não tem procuração válida registada. A parte contrária questiona isto. O tribunal dá prazo para apresentar o documento. Se não aparecer, todas as diligências feitas ficam anuladas e o representante responde pelas custas e prejuízos.
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Este conteúdo tem fins meramente informativos e não constitui aconselhamento jurídico. Para questões específicas do seu caso, consulte um advogado qualificado inscrito na Ordem dos Advogados. A TogaAI é uma ferramenta de apoio à prática jurídica e não substitui o julgamento profissional de um advogado.