Livro II · DIREITO DAS OBRIGAÇÕESTítulo II · Dos contratos em especialCapítulo I · Compra e vendaSecção VII · Venda a contento e venda sujeita a prova

Artigo 924.ºSegunda modalidade de venda a contento

Pertence ao Código Civil (DL n.º 47344/66, de 25 de Novembro)

Resumo em linguagem claraGerado por IA · revisto contra texto oficial

Este artigo regula a modalidade de venda a contento em que o comprador pode desistir da compra se o bem não lhe agradar. Quando as partes acordam nesta condição, aplicam-se as regras gerais dos contratos com condição resolutória (artigos 432.º e seguintes). A entrega do bem ao comprador não impede que este mude de ideias e resolva o contrato, devolvendo-o. O vendedor tem direito a fixar um prazo razoável para o comprador decidir, caso o contrato ou os costumes não estabeleçam prazo específico. Este prazo protege o vendedor, evitando incerteza indefinida sobre se a venda se concretiza. Trata-se de uma proteção ao comprador, que ganha tempo para avaliar se o bem satisfaz as suas expectativas, mantendo flexibilidade na decisão.

Quando se aplica — exemplos práticos

Compra de móvel com direito de arrependimento

Um cliente compra um sofá numa loja mediante acordo de «contento». O sofá é entregue em casa, mas passadas duas semanas o cliente decide que não gosta da cor no seu espaço. Pode devolver o sofá e cancelar a compra, desde que dentro do prazo acordado (ex.: 30 dias). A entrega não significa venda definitiva.

Aquisição de obra de arte com apreciação prévia

Um colecionador adquire uma pintura com condição de contento, tendo 15 dias para a analisar. O vendedor estabelece este prazo como razoável. Se, após análise, o colecionador considerar que a obra não corresponde às expectativas, pode devolver e receber o dinheiro de volta, respeitando o prazo.

Venda de equipamento técnico com teste

Uma empresa compra máquinaria a um fornecedor com direito de contento para testar o funcionamento. O contrato não especifica prazo. O vendedor fixa 10 dias como período razoável para o comprador testar e decidir. Decorrido este tempo, a venda é definitiva.

Texto oficial

Ver no PGDL ↗
1. Se as partes estiverem de acordo sobre a resolução da compra e venda no caso de a coisa não agradar ao comprador, é aplicável ao contrato o disposto nos artigos 432.º e seguintes. 2. A entrega da coisa não impede a resolução do contrato. 3. O vendedor pode fixar um prazo razoável para a resolução, se nenhum for estabelecido pelo contrato ou, no silêncio deste, pelos usos.
68 palavras · ID 775A0924
Assistente jurídico TOGA

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