Pertence ao Código Civil (DL n.º 47344/66, de 25 de Novembro)
Este artigo estabelece qual a lei aplicável quando uma pessoa actua em nome de outra (representação). A regra geral é que se aplica a lei do país onde o representante exerce os poderes. No entanto, existem excepções importantes: se o representante actua num país diferente do que foi indicado e a outra parte o sabe, aplica-se a lei do país onde o representado vive habitualmente. Se o representante é um profissional (como um advogado ou agente imobiliário) e a outra parte o sabe, aplica-se a lei do seu domicílio profissional. Quando se trata de compra, venda ou gestão de imóveis, aplica-se sempre a lei do país onde os bens estão localizados. Este artigo é importante em situações internacionais, porque ajuda a determinar que direitos e obrigações tem cada pessoa quando existe representação envolvida.
Um português vende um apartamento em Lisboa através de um agente imobiliário espanhol residente em Madrid. Embora o agente trabalhe em Espanha, como a lei diz respeito a bens imóveis em Portugal, aplicar-se-á a lei portuguesa. Isto garante que os direitos sobre a propriedade são regulados pela lei do país onde o imóvel existe.
Um empresário português dá procuração a um sócio residente em França para negociar um contrato comercial em Paris. Se o terceiro francês souber que a procuração é para representar alguém residente em Portugal, aplicar-se-á a lei portuguesa, não a francesa, porque a residência habitual do representado é Portugal.
Um cliente contrata um advogado português que tem escritório em Lisboa para o representar numa negociação em Bruxelas. Como o advogado actua profissionalmente e a outra parte o sabe, aplica-se a lei portuguesa (lei do domicílio profissional), independentemente de a negociação ocorrer na Bélgica.
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Este conteúdo tem fins meramente informativos e não constitui aconselhamento jurídico. Para questões específicas do seu caso, consulte um advogado qualificado inscrito na Ordem dos Advogados. A TogaAI é uma ferramenta de apoio à prática jurídica e não substitui o julgamento profissional de um advogado.