Livro III · DIREITO DAS COISASTítulo I · Da posseCapítulo IV · Efeitos da posse

Artigo 1271.ºFrutos na posse de má fé

Pertence ao Código Civil (DL n.º 47344/66, de 25 de Novembro)

Resumo em linguagem claraGerado por IA · revisto contra texto oficial

Este artigo estabelece as consequências jurídicas para quem possui um bem sabendo que não lhe pertence (posse de má fé). O possuidor de má fé é obrigado a devolver todos os frutos que o bem produziu enquanto esteve na sua posse — como colheitas de uma terra, rendas de um imóvel alugado, ou lucros de um negócio. Mas há mais: além de restituir esses frutos reais, responde também pelo valor dos frutos que um proprietário cuidadoso poderia ter obtido se tivesse feito uma boa gestão do bem. Isto significa que se o possuidor de má fé foi negligente ou deixou a propriedade improdutiva, terá de compensar o proprietário pelo que deixou de ganhar. Esta disposição protege o proprietário legítimo, garantindo que quem possui indevidamente não se enriquece injustamente à sua custa.

Quando se aplica — exemplos práticos

Ocupação irregular de prédio rústico

Um indivíduo ocupa terreno alheio durante três anos e cultiva-o, colhendo frutas e cereais. Mesmo que o proprietário recupere o terreno, o ocupante de má fé deve entregar toda a colheita obtida. Se o proprietário provar que poderia ter colhido mais com melhor gestão, o ocupante ainda responde por essa diferença.

Aluguel não autorizado de imóvel

Uma pessoa arrendava apartamento alheio sem permissão, recebendo rendas dos inquilinos. Descoberto o facto, deve devolver todas as rendas cobradas ao proprietário legítimo. Se a renda poderia ter sido superior com publicidade adequada, responde também pela diferença.

Exploração de negócio possuído ilegitimamente

Alguém opera comércio numa loja que não lhe pertence, auferindo lucros. Deve restituir todos esses lucros e, se tiver tido gestão deficiente, paga ainda pelo lucro razoável que um comerciante diligente teria obtido.

Texto oficial

Ver no PGDL ↗
O possuidor de má fé deve restituir os frutos que a coisa produziu até ao termo da posse e responde, além disso, pelo valor daqueles que um proprietário diligente poderia ter obtido.
32 palavras · ID 775A1271
Assistente jurídico TOGA

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