Texto integral (8463 palavras)
Acordam os Árbitros José Pedro Carvalho (Árbitro Presidente), Clotilde Celorico Palma e António Nunes do Reis, designados pelo Conselho Deontológico do Centro de Arbitragem Administrativa para formarem Tribunal Arbitral na seguinte
DECISÃO ARBITRAL
I – RELATÓRIO
No dia 20 de Março de 2014, o A..., pessoa colectiva de direito público local, contribuinte fiscal número …, com sede no …, …-…, ..., apresentou pedido de constituição de tribunal arbitral, ao abrigo das disposições conjugadas dos artigos 2.º e 10.º do Decreto-Lei n.º 10/2011, de 20 de Janeiro, que aprovou o Regime Jurídico da Arbitragem em Matéria Tributária, com a redação introduzida pelo artigo 228.º da Lei n.º 66-B/2012, de 31 de Dezembro (doravante, abreviadamente designado RJAT), visando a declaração de ilegalidade do indeferimento dos actos de autoliquidação de IVA dos anos de 2008 e 2009, correspondente a um montante de imposto que entendeu pago a mais, no valor de €64.046,33, e do pedido de revisão oficiosa que apresentou relativamente aos mesmos.
Para fundamentar o seu pedido alega o Requerente, em síntese, que verificou que, nos anos de 2008 e 2009, havia limitado indevidamente o exercício do seu direito à dedução relativo ao IVA incorrido nos recursos de utilização “mista”, também designados por “recursos comuns”, tendo por conseguinte suportado IVA que, de acordo com as regras deste imposto, seria recuperável, o que agora pretende ver corrigido.
No dia 24 de Março, o pedido de constituição do tribunal arbitral foi aceite e automaticamente notificado à AT.
O Requerente não procedeu à nomeação de árbitro, pelo que, ao abrigo do disposto na alínea a) do n.º 2 do artigo 6.º e da alínea b) do n.º 1 do artigo 11.º do RJAT, o Senhor Presidente do Conselho Deontológico do CAAD designou os signatários como árbitros do tribunal arbitral colectivo, que comunicaram a aceitação do encargo no prazo aplicável.
Em 13 de Maio de 2014, as partes foram notificadas dessas designações, não tendo manifestado vontade de recusar qualquer delas.
Em conformidade com o preceituado na alínea c) do n.º 1 do artigo 11.º do RJAT, o Tribunal Arbitral colectivo foi constituído em 28 de Maio de 2014.
No dia 26 de Junho de 2014, a Requerida, devidamente notificada para o efeito, apresentou a sua resposta defendendo-se por excepção e por impugnação.
O Requerente, devidamente notificado para o efeito, pronunciou-se por escrito quanto às excepções deduzidas pela Requerida na sua resposta, pugnando pela respectiva improcedência.
Posteriormente, notificadas para o efeito, ambas as partes vieram aos autos comunicar que prescindiam da realização da reunião a que alude o artigo 18.º do RJAT, pelo que a realização da primeira reunião do Tribunal Arbitral, nos termos e para os efeitos do disposto no artigo 18.º do RJAT, foi dispensada, atendendo a que, no caso, não se verificava qualquer das finalidades que legalmente lhe estão cometidas, e que o processo arbitral se rege pelos princípios da economia processual e proibição da prática de actos inúteis.
Subsequentemente, o Requerente e a Requerida apresentaram, de forma sucessiva, as respectivas alegações escritas, nas quais mantiveram e desenvolveram as posições anteriormente assumidas e defendidas nos seus articulados.
Por despacho de 16/10/2014 foi prorrogado o prazo de apresentação da decisão final dos presentes autos até ao dia 31/10/2014.
O Tribunal Arbitral é materialmente competente e encontra-se regularmente constituído, nos termos dos artigos 2.º, n.º 1, alínea a), 5º. e 6.º, n.º 1, do RJAT.
As partes têm personalidade e capacidade judiciárias, são legítimas e estão legalmente representadas, nos termos dos artigos 4.º e 10.º do RJAT e artigo 1.º da Portaria n.º 112-A/2011, de 22 de Março.
O processo não enferma de nulidades.
Assim, não há qualquer obstáculo à apreciação do mérito da causa.
Tudo visto, cumpre proferir
II. DECISÃO
A. MATÉRIA DE FACTO
A.1. Factos dados como provados
1- O Requerente é uma pessoa colectiva de direito público local, cuja actividade consiste na prossecução das suas atribuições municipais nas mais diversas áreas de actividade, encontrando-se enquadrado, para efeitos de Imposto sobre o Valor Acrescentado (“IVA”), no regime normal mensal.
2- Na prossecução das suas atribuições, o Requerente realiza um vasto conjunto de operações inseridas no âmbito dos seus poderes de autoridade, as quais são excluídas da sujeição a IVA ao abrigo do disposto no n.º 2 do artigo 2.º do Código do IVA.
3- Realiza também o Requerente um conjunto de operações, quer sejam transmissões de bens, quer sejam prestações de serviços, que não se encontram enquadradas no âmbito dos seus poderes de autoridade, estando por isso sujeitas a IVA nos termos gerais do Código deste imposto (ainda que, parte dessa actividade, esteja isenta daquele imposto, nomeadamente o arrendamento de habitações sociais).
4- Na sequência de uma revisão de procedimentos interna, o Requerente verificou que, nos anos de 2008 e 2009, havia limitado o exercício do seu direito à dedução relativo ao IVA incorrido nos recursos utilizados, indistintamente, para a actividade do Requerente como um todo, quer tributada quer não tributada em IVA.
5- Assim, e na sequência da revisão de procedimentos efectuada apurou imposto suportado em excesso (i.e., não deduzido) no valor de € 64.046,33 (€ 33.122,49 para o ano de 2008 e € 30.923,84 para o ano de 2009), incorrido na aquisição dos recursos comuns, tendo apurado, para os anos de 2008 e de 2009, um montante de imposto incorrido de € 603.471,48 e € 553.141,42, respetivamente.
6- Não foi considerado no apuramento do IVA em causa, o imposto suportado na aquisição de bens e serviços que foram utilizados para a actividade do Requerente que é isenta ou não sujeita a imposto (como escolas, sinais de trânsito, construção/pavimentação/arranjos urbanísticos realizados em estradas e habitações sociais), sendo que, quanto a esses recursos, o respectivo IVA foi integralmente assumido como um custo pelo Requerente.
7- O Requerente calculou as percentagens de dedução, relativas aos anos de 2008 e 2009, as quais ascenderam a 6% para cada um dos anos, conforme cálculos que constam dos documentos 3 e 4 do pedido de revisão oficiosa[1].
8- No cálculo do IVA a recuperar foi tido em conta que parte do IVA incorrido apenas é dedutível em 50% (como ocorre com o IVA suportado na aquisição de gasóleo).
9- Tendo em vista recuperar o IVA que entendeu suportado em excesso nos anos de 2008 e de 2009, o Requerente apresentou, no dia 20 de Dezembro de 2012, um pedido de revisão oficiosa.
10- O Requerente, com o pedido de revisão oficiosa, apresentou dois documentos (um para o ano de 2008 e outro para o ano de 2009 – doc. 1 e 2 do pedido de revisão oficiosa[2]) onde discriminou todos os documentos justificativos do imposto relevado para o apuramento referido, indicando, para cada um deles:
i. A respectiva conta do POC;
ii. A designação da respectiva conta do POC;
iii. O número de documento;
iv. O número interno;
v. O número da ordem de pagamento;
vi. A respectiva data de emissão;
vii. O valor contabilizado;
viii. A base tributável;
ix. O IVA incorrido; e
x. O IVA a deduzir adicionalmente.
11- As facturas que contêm os valores de IVA aos quais o Requerente aplicou o método do prorata, e que integram a listagem referida no ponto que antecede, encontravam-se arquivadas nas instalações do Requerente, disponíveis para consulta, por parte da Autoridade Tributária.
12- No pedido de revisão oficiosa, o Requerente manifestou a sua inteira disponibilidade para esclarecer quaisquer questões que existam relativamente ao pedido por si apresentado, bem como para disponibilizar toda e qualquer informação adicional que a Autoridade Tributária tivesse por necessária ou conveniente.
13- No dia 19 de Dezembro de 2013, o Requerente foi notificado pela Autoridade Tributária, através do Ofício n.º …, de 16 de Dezembro de 2013, do indeferimento do pedido de revisão oficiosa apresentado.
14- Do referido despacho de indeferimento consta, para além do mais, o seguinte:
“O pedido de revisão oficiosa dos atos tributários foi efetuado em 2012-12-20, no Serviço de Finanças de ..., pelo que face ao nº 1 do artigo 22° do CIVA e ao nº 1 do artigo 78º da LGT, para as autoliquidações do IVA ocorridas nos meses de Janeiro a Novembro de 2008, o pedido de revisão oficiosa é intempestivo. Para os meses de Dezembro de 2008 a Dezembro de 2009, nos termos do n.º 1 do artigo 78° embora o pedido se enquadre no conceito de autoliquidação do IVA, os atos tributários em causa já não podem ser revistos, uma vez que há norma especial fixando limite para o exercício do direito à dedução.”
15- O pedido de constituição do presente Tribunal arbitral foi apresentado em 20 de Março de 2014.
A.2. Factos dados como não provados
Com relevo para a decisão, não existem factos que devam considerar-se como não provados.
A.3. Fundamentação da matéria de facto provada e não provada
Relativamente à matéria de facto o Tribunal não tem que se pronunciar sobre tudo o que foi alegado pelas partes, cabendo-lhe, sim, o dever de selecionar os factos que importam para a decisão e discriminar a matéria provada da não provada (cfr. art.º 123.º, n.º 2, do CPPT e artigo 607.º, n.º 3 do CPC, aplicáveis ex vi artigo 29.º, n.º 1, alíneas a) e e), do RJAT).
Deste modo, os factos pertinentes para o julgamento da causa são escolhidos e recortados em função da sua relevância jurídica, a qual é estabelecida em atenção às várias soluções plausíveis da(s) questão(ões) de Direito (cfr. anterior artigo 511.º, n.º 1, do CPC, correspondente ao atual artigo 596.º, aplicável ex vi do artigo 29.º, n.º 1, alínea e), do RJAT).
Assim, tendo em consideração as posições assumidas pelas partes, a prova documental e o PA juntos aos autos, consideraram-se provados, com relevo para a decisão, os factos acima elencados, tendo ainda sido considerado a falta de contestação especificada dos factos integrantes dos pontos 4 a 9, e 11, que foi livremente apreciada, como dispõe o artigo 110.º/6 do CPPT, tendo em conta um juízo de normalidade fundado na experiência comum das coisas.
B. DO DIREITO
Como questão prévia ao conhecimento do mérito do pedido formulado pelo Requerente, questiona a AT:
- a competência deste Tribunal arbitral em razão da matéria;
- a tempestividade do pedido de revisão oficiosa relativamente à autoliquidação do exercício de 2008;
Vejamos cada uma destas questões.
*
Argumenta a ATA, em primeiro lugar, que sendo objecto da presente lide processual um acto de autoliquidação, e tendo essa lide sido precedida de pedido de revisão oficiosa, e não de reclamação graciosa, não será este Tribunal Arbitral competente para o seu conhecimento.
Fundamenta a AT o seu entendimento no disposto no artigo 2.º/a) da Portaria 112.º-A/2011, de 22 de Março, que exclui dos litígios cognoscíveis pelos tribunais arbitrais em funcionamento no CAAD, as “Pretensões relativas à declaração de ilegalidade de actos de autoliquidação, de retenção na fonte e de pagamento por conta que não tenham sido precedidos de recurso à via administrativa nos termos dos artigos 131.º a 133.º do Código de Procedimento e de Processo Tributário”.
Entende a AT, face a este normativo, que o mesmo deve ser entendido na sua literalidade, proscrevendo do âmbito da jurisdição arbitral tributária as pretensões relativas à declaração de ilegalidade de actos de autoliquidação que não tenham sido precedidas de reclamação nos termos das referidas normas do CPPT.
Toda a argumentação da AT na matéria, contudo, acaba por se reconduzir a sustentar que foi intenção do legislador restringir a competência da jurisdição arbitral tributária, no que ao conhecimento de ilegalidades de actos de autoliquidação diz respeito, unicamente às situações em que exista uma reclamação apresentada nos termos dos artigos 131.º a 133.º do Código de Procedimento e de Processo Tributário, porquanto é isso que diz no texto da norma interpretada.
Sempre ressalvado o respeito devido, não se descortina, de entre as razões oferecidas pela AT, uma razão substancial que explique a racionalidade do entendimento que sustenta. Efetivamente, não se descortina qualquer razão substancial – e a AT nada apresenta nesse sentido – para que, atentos os condicionalismos e especificidades próprios de cada um dos meios graciosos em causa, nos mesmos termos em que os tribunais tributários estão vinculados, não seja cognoscível em sede arbitral a legalidade dos actos de autoliquidação.
Por outro lado, mesmo uma leitura literalística da norma em questão, desde que devidamente contextualizada, não conduz inexoravelmente ao resultado defendido pela AT nos autos.
Com efeito, a expressão empregue por tal norma é paralela à própria norma do artigo 131.º/1 do CPPT, o que deverá ser compreendido como uma concretização da assumida, e pacificamente reconhecida, intenção legislativa de que o processo arbitral tributário constitua um meio processual alternativo ao processo de impugnação judicial.
A norma da alínea a) do artigo 2.º da Portaria 112.º-A/2011, de 22 de Março, deverá também ser entendida como explicando-se pela circunstância de, na sua ausência – e face ao teor do artigo 2.º do RJAT – se perfilar como possível a impugnação direta de actos de autoliquidação, sem precedência de pronúncia administrativa prévia. Ou seja: tendo em conta que face ao RJAT não se configurava como necessária qualquer intervenção administrativa prévia à impugnação arbitral de uma autoliquidação, o teor da portaria deve ser interpretado como equiparando – nesta matéria – o processo arbitral tributário ao processo de impugnação judicial e não, como decorreria da posição sustentada pela AT, passar do 80 para o 8, pegando numa impugnabilidade mais ampla do que a possível nos Tribunais Tributários, e transmutando-a numa mais restrita.
Assim, razão alguma se vê – e, uma vez mais, nenhum subsídio a AT dá nesse sentido – para que se interprete de forma diferente uma e outra norma, tanto mais que a letra da norma da Portaria 112.º-A/2011, de 22 de Março, acaba por ser menos restritiva que a do CPPT, na medida em que não integra a expressão “obrigatoriamente”, nem se refere a “reclamação graciosa” mas a “via administrativa”. Daí que seja possível uma leitura da própria letra da lei que se contenha no sentido de que apenas está afastado do âmbito da jurisdição arbitral tributária o conhecimento de pretensões relativas à declaração de ilegalidade de actos de autoliquidação, de retenção na fonte e de pagamento por conta que não tenham sido precedidos de recurso à via administrativa em termos compatíveis com os artigos 131.º a 133.º do Código de Procedimento e de Processo Tributário.
E é esta a leitura que se subscreve, na sequência do Acórdão proferido no processo 42/2012T do CAAD, e jurisprudência arbitral subsequente.
Deve, deste modo, improceder a exceção da incompetência do Tribunal Arbitral, invocada pela AT.
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Seguidamente, e reconhecendo que o objecto mediato do presente processo arbitral é integrado pelos actos de autoliquidação identificados pelo Requerente no seu requerimento inicial, questiona a AT a tempestividade da presente lide, por ter expirado, há muito, o prazo de 90 dias contado desde o termo do prazo legal para o respectivo pagamento voluntário.
Aponta, correctamente, a AT que “a "tempestividade" do pedido apenas poderia fundar-se na existência de um qualquer meio de impugnação gracioso do acto de autoliquidação onde tivesse sido proferida decisão a negar/indeferir, total ou parcialmente, as pretensões aí formuladas pelo sujeito passivo de imposto (naquilo que constituiria um acto de segundo grau).”.
Entende, ainda, a AT, que o pedido de revisão oficiosa apresentado pelo Requerente, não incidiu sobre a legalidade de qualquer autoliquidação, tendo o Requerente pedido, unicamente, autorização para a regularização de IVA dos anos de 2008 e 2009, pelo que será insusceptível de interferir com o prazo de impugnação das referidas autoliquidações.
Antes de prosseguir, diga-se desde logo que não terão aplicabilidade aqui as normas invocadas pela AT relativamente à limitação dos poderes de cognição do tribunal, uma vez que são normas que se aplicam – exclusivamente – ao processo judicial, e não já às fases de procedimento tributário que o precedem.
Ou seja: as limitações aos poderes de cognição do Tribunal decorrem do pedido (e da causa de pedir) tal como condensados no requerimento inicial do processo tributário (sem prejuízo das alterações subsequentes que àqueles sejam permitidas), e não face ao pedido ou pedidos (ou causa/causas de pedir) formulados nas fases de procedimento tributário que, eventualmente, o hajam precedido.
Isto que vem de se dizer não preclude, todavia, que como a AT aponta, “a "tempestividade" do pedido apenas poderia fundar-se na existência de um qualquer meio de impugnação gracioso do acto de autoliquidação onde tivesse sido proferida decisão a negar/indeferir, total ou parcialmente, as pretensões aí formuladas pelo sujeito passivo de imposto (naquilo que constituiria um acto de segundo grau).”, e que, como tal, seja efectivamente relevante apurar se o pedido de revisão oficiosa (meio de impugnação gracioso) incidiu mesmo sobre os actos de autoliquidação impugnados, e respectiva legalidade ou se, pelo contrário, teve exclusivamente outro objecto, que não aquele.
Ora, a resposta a esta questão não poderá deixar de ir no primeiro dos sentidos apontados, o que é revelado pela mera leitura da decisão do pedido de revisão oficiosa, que, para além do mais, diz a fls. 5/6:
“O pedido de revisão oficiosa dos atos tributários foi efetuado em 2012-12-20, no Serviço de Finanças de ..., pelo que face ao nº 1 do artigo 22° do CIVA e ao nº 1 do artigo 78º da LGT, para as autoliquidações do IVA ocorridas nos meses de Janeiro a Novembro de 2008, o pedido de revisão oficiosa é intempestivo. Para os meses de Dezembro de 2008 a Dezembro de 2009, nos termos do n.º 1 do artigo 78° embora o pedido se enquadre no conceito de autoliquidação do IVA, os atos tributários em causa já não podem ser revistos, uma vez que há norma especial fixando limite para o exercício do direito à dedução.”.
Torna-se assim claro que o pedido de revisão oficiosa não só incidiu sobre os actos de autoliquidação indicados pelo Requerente, como apreciou a respectiva legalidade no que diz respeito aos actos de autoliquidação de Dezembro de 2008 a Dezembro de 2009.
Deste modo, existindo, efectivamente e ao contrário do que sugere a AT, um “meio de impugnação gracioso do acto de autoliquidação”, no caso o pedido de revisão oficiosa, onde foi “proferida decisão a negar/indeferir, total ou parcialmente, as pretensões aí formuladas pelo sujeito passivo de imposto”, e tendo o presente pedido de pronúncia arbitral sido apresentado dentro do prazo legalmente previsto, por referência a tal acto, deve considerar-se tempestiva a presente lide.
***
Aqui chegados, torna-se possível, então, abordar a questão de fundo submetida a este Tribunal Arbitral, que se prende com aferir se assiste ou não razão ao decido pelo AT no pedido de revisão oficiosa apresentado pelo Requerente.
Nesta matéria haverá desde logo que concluir que relativamente aos actos de autoliquidação de IVA anteriores a Dezembro de 2008, assiste integralmente razão à AT, no decidido em sede de pedido de revisão oficiosa, já que tal pedido foi apresentado a 20-12-2012, tendo nessa altura decorrido já o prazo de quatro anos contados da liquidação, fixado no n.º 1 do artigo 78.º da LGT.
Relativamente às restantes autoliquidações em causa nos autos, cumpre então apurar se, efectivamente, como entende a AT, há uma norma especial fixando um limite genérico de dois anos para o exercício do direito à dedução, ou se, antes, aquele limite genérico se situa no prazo geral de 4 anos, ressalvados casos especiais.
A este propósito, dispõe o artigo 22.º do CIVA que:
“1 - O direito à dedução nasce no momento em que o imposto dedutível se torna exigível, de acordo com o estabelecido pelos artigos 7.º e 8.º, efetuando-se mediante subtracção ao montante global do imposto devido pelas operações tributáveis do sujeito passivo, durante um período de declaração, do montante do imposto dedutível, exigível durante o mesmo período.
2 - Sem prejuízo do disposto no artigo 78.º, a dedução deve ser efectuada na declaração do período ou de período posterior àquele em que se tiver verificado a recepção das facturas ou de recibo de pagamento do IVA que fizer parte das declarações de importação.
3 — Se a recepção dos documentos referidos no número anterior tiver lugar em período de declaração diferente do da respectiva emissão, pode a dedução efectuar-se, se ainda for possível, no período de declaração em que aquela emissão teve lugar.”.
Já o artigo 98.º do CIVA refere que:
“1 — Quando, por motivos imputáveis aos serviços, tenha sido liquidado imposto superior ao devido, procede-se à revisão oficiosa nos termos do artigo 78.º da lei geral tributária.
2 — Sem prejuízo de disposições especiais, o direito à dedução ou ao reembolso do imposto entregue em excesso só pode ser exercido até ao decurso de quatro anos após o nascimento do direito à dedução ou pagamento em excesso do imposto, respectivamente.”.
Por sua vez, o artigo 76.º do mesmo Código refere, para além do mais, que:
“(...) 2 — Se, depois de efectuado o registo referido no artigo 45.º, for anulada a operação ou reduzido o seu valor tributável em consequência de invalidade, resolução, rescisão ou redução do contrato, pela devolução de mercadorias ou pela concessão de abatimentos ou descontos, o fornecedor do bem ou prestador do serviço pode efectuar a dedução do correspondente imposto até ao final do período de imposto seguinte àquele em que se verificarem as circunstâncias que determinaram a anulação da liquidação ou a redução do seu valor tributável.
(...) 6 — A correcção de erros materiais ou de cálculo no registo a que se referem os artigos 44.º a 51.º e 65.º, nas declarações mencionadas no artigo 41.º e nas guias ou declarações mencionadas nas alíneas b) e c) do n.º 1 do artigo 67.º é facultativa quando resultar imposto a favor do sujeito passivo, mas só pode ser efectuada no prazo de dois anos, que, no caso do exercício do direito à dedução, é contado a partir do nascimento do respectivo direito nos termos do n.º 1 do artigo 22.º, sendo obrigatória quando resulte imposto a favor do Estado.”
Como decorre das normas transcritas, em regra a dedução do imposto deve ser efectuada, em conformidade com o previsto no artigo 22.º do CIVA, na “declaração do período em que se tiver verificado a recepção das facturas. Contudo, poderá ser exercido o direito à dedução em momentos posteriores”, estabelecendo o artigo 98.º/2, do CIVA, um limite máximo de quatro anos quanto ao exercício do direito à dedução, prazo este que se configura como um prazo geral, só aplicável quando não esteja previsto um prazo especial como é o caso do previsto no respectivo artigo 78.º/6. Neste contexto importa aferir, nos casos em que, nos termos de disposições que especialmente o prevejam, a dedução não é efectuada na declaração do período em que se tiver verificado a recepção das facturas, se se verificam ou não os pressupostos de aplicação dos referidos prazos, podendo, nesse caso, aceitar-se como legítimo o exercício do direito à dedução.
Ou seja, em suma, a regra é a de que a dedução do IVA tem de ser feita na declaração periódica correspondente ao período em que o IVA a deduzir foi suportado, e não, livremente, em qualquer outra declaração periódica subsequente, já que tal é a forma adequada a assegurar que o IVA é deduzido no mesmo período em que é suportado.
Não se deve, em qualquer caso, perder de vista que o exercício do direito à dedução do IVA é um direito fundamental que assegura a neutralidade do IVA, só devendo ser restringido em situações excepcionais.
Com efeito, tal como o Tribunal de Justiça da União Europeia tem vindo sucessivamente a salientar, e conforme resulta da redacção dos artigos 167.° e 179.°/1, da Directiva IVA, o direito à dedução é exercido, em princípio, durante o mesmo período em que se constituiu, ou seja, no momento em que o imposto se torna exigível. Contudo, nos termos do disposto nos respectivos artigos 180.° e 182.°, o sujeito passivo pode ser autorizado a proceder à dedução do IVA, mesmo que não tenha exercido o seu direito durante o período em que esse direito se constituiu, sem prejuízo da observância de determinadas condições e regras fixadas pelas regulamentações nacionais (v., neste sentido, Acórdão de 8 de Maio de 2008, Proc. C-95/07, Caso Ecotrade, Colect., p. I 03457, n.os 42 e 43).
Isto é, os sujeitos passivos podem, em situações que o justifiquem, ser autorizados a proceder à dedução, mesmo que não tenham exercido o seu direito durante o período em que esse direito surgiu. Contudo, nesse caso, o seu direito à dedução fica dependente de determinadas condições e modalidades fixadas pelos Estados membros.
Neste contexto, o TJUE tem vindo a notar que a possibilidade de exercer o direito à dedução sem limites temporais contraria o princípio da segurança jurídica, que exige que a situação fiscal do sujeito passivo, atentos os seus direitos e obrigações face à Administração Fiscal, não seja indefinidamente susceptível de ser posta em causa, pelo que não acolhe a tese segundo a qual o direito à dedução, tal como o direito à liquidação, não pode ser associado a um prazo de caducidade. A este propósito, o TJUE invoca os princípios da eficácia e da equivalência. No tocante ao primeiro, nota que o prazo de caducidade previsto não pode, por si só, tornar praticamente impossível ou excessivamente difícil o exercício do direito à dedução, quanto ao segundo, tem vindo a analisar se nas situações submetidas à sua apreciação há uma equivalência entre o prazo de caducidade concedido aos sujeitos passivos e o prazo concedido à Administração Fiscal para proceder a correcções, tendo concluído, inclusive que, este princípio não é contrariado pelo facto de, em conformidade com a regulamentação nacional, a Administração Fiscal dispor, para exigir a cobrança do IVA devido, de um prazo mais longo do que aquele que é concedido aos sujeitos passivos para solicitarem a sua dedução (cfr., Caso Ecotrade, já cit., n.ºs 43 a 49).
Como nota, embora os Estados membros tenham a faculdade de adoptar, ao abrigo do disposto no artigo 273.° da Diretiva IVA, medidas para assegurar a cobrança exacta do imposto e evitar a fraude, estas não devem, contudo, ir além do que é necessário para atingir tais objectivos e não devem pôr em causa a neutralidade do IVA (veja-se, nomeadamente, Acórdão de 21 de Outubro de 2010, Caso Nidera, Proc. C‑385/09, Colet., p. I‑10385, n.° 49).
É este o contexto em que, na legislação nacional, se permite que, nomeadamente, ocorrendo um erro material ou de cálculo, que tenha ocorrido em prejuízo do sujeito passivo, o mesmo possa ser corrigido no prazo fixado no artigo 78.º/6 do CIVA.
Outros tipos de erros poderão ser corrigidos mediante a apresentação de declaração de substituição[3], caso tal ainda seja, nos termos legais, possível, ou, não o sendo, mediante pedido de revisão oficiosa, nos termos do artigo 78.º da LGT, desde que verificados, igualmente, os correspondentes pressupostos, o que, de resto, decorre directamente do disposto no artigo 98.º do CIVA, acima transcrito.
Não se subscreve, assim, a tese, sustentada pela AT, de que o pedido de revisão oficiosa, nos termos do artigo 78.º da LGT, relativamente a erro de direito relacionado com o direito à dedução em autoliquidações de IVA, apenas se poderá efectuar no prazo fixado no n.º 6 do artigo 78.º do CIVA[4]. Com efeito, na situação regulada por tal norma – correcção de erros materiais ou de cálculo – não será, de todo, necessário formular qualquer pedido de revisão oficiosa, já que aquela norma do artigo 78.º/6 do CIVA integra uma previsão própria de correcção do erro, motivador do correspondente procedimento, inexistindo qualquer relação entre este e o pedido de revisão oficiosa regulado no artigo 78.º da LGT, para o qual o artigo 98.º do CIVA expressamente remete.
Para além da correcção de erros materiais ou de cálculo, também serão atendíveis factos supervenientes, nos termos regulados pelo n.º 2 do artigo 78.º do CIVA. Cumpre, contudo, ter bem presente a todo o tempo, que uma coisa será um erro (um desfasamento entre a realidade representada na declaração periódica e a realidade – erro de facto – ou o direito) e outra coisa é a ocorrência superveniente de um facto (uma alteração na realidade), que acarreta uma alteração no imposto a suportar ou deduzir, sendo que é a estas últimas situações que a referida norma do artigo 78.º/2 do CIVA se reporta.
No presente caso, manifestamente, o que ocorreu foi, não a superveniência de qualquer facto, mas, antes, um erro – não material ou de cálculo, como o qualifica a AT – mas de direito, que se terá traduzido na qualificação como não dedutível de imposto que, a posteriori, o Requerente se terá vindo a aperceber que, afinal, o seria.
Assim, e como é bom de ver, entre a apresentação das declarações periódicas correspondentes ao momento em que as despesas, entretanto entendidas como dedutíveis, foram suportadas, e a apresentação das declarações onde aquelas mesmas despesas foram deduzidas, não ocorreu qualquer alteração na realidade (muito menos alguma das descritas no n.º 2 do artigo 78.º do CIVA). O que ocorreu foi que o Requerente se consciencializou, entretanto, que o enquadramento jurídico que fez das despesas por si incorridas – no que à sua dedutibilidade diz respeito – não teria sido o correcto, ou seja, que havia laborado em erro.
Deste modo, não será o erro em causa corrigível nos termos do n.º 2 do artigo 78.º do CIVA, desde logo porquanto tal norma não se destina à correcção de erros, assim, como não será corrigível nos termos do n.º 6 do mesmo artigo, uma vez que não se trata de erro de cálculo (não se traduz na incorrecta articulação de parcelas integrantes de operações aritméticas), nem de um erro material (uma divergência entre o que foi escrito e o que, manifestamente, se queria ter escrito no momento em que se escreveu).
A correcção da situação em causa nos autos (erro de direito na autoliquidação), face a todo o acima exposto, sempre teria de ocorrer por referência à declaração periódica em que o imposto a deduzir foi suportado, se, e nas condições em que legalmente a alteração desta – por iniciativa do contribuinte ou, oficiosamente, pela AT, ainda que a pedido daquele – se possa legalmente dar.
E foi precisamente isso que aconteceu, relativamente às autoliquidações dos meses de Dezembro de 2008 a Dezembro de 2009, relativamente às quais ocorreu um pedido de revisão oficiosa, nas condições legalmente admitidas, como se viu atrás
Assim, não se corroborando o entendimento de que, in casu, há uma norma especial fixando genericamente o limite de dois anos para o exercício do direito à dedução, mas, antes, que aquele limite se situa no prazo geral de 4 anos prescrito pela norma do n.º 2 do artigo 98.º do CIVA, sendo que no caso não se verifica qualquer situação de especialidade (designadamente erro de cálculo ou material), e decorrendo dos factos dados como provados a adequação do pro rata sustentado pelo Requerente no seu pedido de revisão oficiosa, deverá o presente pedido arbitral ser julgado procedente relativamente às autoliquidações de IVA de Dezembro de 2008 a Dezembro de 2009, com todas as devidas e legais consequências.
Fazendo aqui o Tribunal esforço que competiria às partes (no caso, ao Requerente) fazer, discriminam-se de seguida, os documentos e respectivo imposto suportado indevidamente, no total de € 2050,72 referente ao mês de Dezembro de 2008:
Conta POC Designação N.º Doc. N.º interno NOP Data VC BT IVA IVA a ded.
62106
Assistência Técnica
…
…
…
01-12-2008
137,68
114,73
22,95
1,38
31630201
Acessorios/materiais - p/ Equip. Informatico
…/2008
…
…
02-12-2008
28,44
23,70
4,74
0,28
31630201
Acessorios/materiais - p/ Equip. Informatico
…/2008
…
…
02-12-2008
217,80
181,50
36,30
2,18
31630201
Acessorios/materiais - p/ Equip. Informatico
…/2008
…
…
02-12-2008
120,24
100,20
20,04
1,20
423
Equipamento básico
…
…
…
02-12-2008
3.311,28
2.759,40
551,88
33,11
62106
Assistência Técnica
…
…
…
02-12-2008
179,10
149,25
29,85
1,79
62220
Formação
…/2008
…
…
02-12-2008
25,00
25,00
0,00
0,00
62220
Formação
…/2008
…
…
02-12-2008
25,00
25,00
0,00
0,00
62220
Formação
…/2008
…
…
02-12-2008
25,00
25,00
0,00
0,00
62220
Formação
…/2008
…
…
02-12-2008
25,00
25,00
0,00
0,00
62220
Formação
…/2008
…
…
02-12-2008
25,00
25,00
0,00
0,00
62220
Formação
…/2008
…
…
02-12-2008
25,00
25,00
0,00
0,00
62220
Formação
…/2008
…
…
02-12-2008
25,00
25,00
0,00
0,00
62236
Trabalhos especializados
…
…
…
02-12-2008
4.500,00
3.750,00
750,00
45,00
622121
Gasóleo
…
n/a
…
02-12-2008
132,68
110,57
22,11
0,66
31630113
Consumiveis - Combustiveis
…
…
…
03-12-2008
18.235,08
15.195,90
3.039,18
91,18
31630219
Outros
…
…
…
03-12-2008
133,00
110,83
22,17
1,33
622982
Outros
…
…
…
03-12-2008
36,86
30,72
6,14
0,37
622982
Outros
…
…
…
03-12-2008
61,44
51,20
10,24
0,61
622112
Instalações
NOVEMBRO/2008
…
…
03-12-2008
1,79
1,70
0,09
0,01
622112
Instalações
NOVEMBRO/2008
…
..
03-12-2008
16,11
15,34
0,77
0,05
622112
Instalações
NOVEMBRO/2008
…
…
03-12-2008
1.923,94
1.832,32
91,62
5,50
622112
Instalações
NOVEMBRO/2008
…
…
03-12-2008
211,75
201,67
10,08
0,60
622112
Instalações
NOVEMBRO/2008
…
…
03-12-2008
87,71
83,53
4,18
0,25
62233
Publicidade e propaganda
2008…
…
…
03-12-2008
672,00
560,00
112,00
6,72
622982
Outros
2008…
…
…
03-12-2008
72,00
60,00
12,00
0,72
622982
Outros
2008…
…
…
03-12-2008
36,00
30,00
6,00
0,36
622982
Outros
…
…
...
03-12-2008
1.000,00
1.000,00
0,00
0,00
622121
Gasóleo
…
n/a
…
03-12-2008
20,51
17,09
3,42
0,10
622121
Gasóleo
…
n/a
…
03-12-2008
20,00
16,67
3,33
0,10
31630219
Outros
…
…
…
04-12-2008
7,50
6,25
1,25
0,08
62213
Água
…
…
…
04-12-2008
426,42
406,11
20,31
1,22
62213
Água
…
…
…
04-12-2008
15.723,98
14.975,22
748,76
44,93
62213
Água
…
…
…
04-12-2008
17.808,21
16.960,20
848,01
50,88
62213
Água
…
…
…
04-12-2008
3.277,62
3.121,54
156,08
9,36
62236
Trabalhos especializados
…
…
…
04-12-2008
3.600,00
3.000,00
600,00
36,00
62299
Outros
DEZ/2008
..
…
04-12-2008
197,50
197,50
0,00
0,00
63211
Empr.públicas municipais e intermunicipais
…
n/a
n/a
04-12-2008
(337,75)
(321,67)
(16,08)
(0,97)
316301031
Consumiveis - Consumos de Secretaria
…/2008
…
…
05-12-2008
51,55
42,96
8,59
0,52
31630219
Outros
…
…
…
05-12-2008
6,00
5,00
1,00
0,06
622982
Outros
…
…
…
05-12-2008
1.198,20
998,50
199,70
11,98
62219
Rendas e alugueres
2008….
…
…
05-12-2008
117,70
98,08
19,62
1,18
62219
Rendas e alugueres
2008….
…
…
05-12-2008
647,25
539,37
107,88
6,47
622982
Outros
N…
…
…
05-12-2008
262,50
262,50
0,00
0,00
622982
Outros
N….
…
…
05-12-2008
262,50
262,50
0,00
0,00
62219
Rendas e alugueres
2008…
…
…
05-12-2008
576,00
480,00
96,00
5,76
622982
Outros
2008…
…
…
05-12-2008
60,32
50,27
10,05
0,60
622982
Outros
…
…
…
05-12-2008
40,66
33,88
6,78
0,41
622982
Outros
…
…
…
08-12-2008
300,00
250,00
50,00
3,00
622982
Outros
FS…
…
…
08-12-2008
1,36
1,13
0,23
0,01
316101
Materias-primas - Materiais de Construção
…
…
…
09-12-2008
403,20
336,00
67,20
4,03
316201
Materias Subsidiarias - Materiais de Construção
…
…
…
09-12-2008
4,80
4,00
0,80
0,05
31630215
Acess./Materiais - Material de Carpintaria
…
…
…
09-12-2008
240,00
200,00
40,00
2,40
316101
Materias-primas - Materiais de Construção
…
…
…
09-12-2008
11.257,58
9.381,32
1.876,26
112,58
62106
Assistência Técnica
…
…
….
09-12-2008
107,74
89,78
17,96
1,08
622982
Outros
2008…
…
…
09-12-2008
306,13
255,11
51,02
3,06
622982
Outros
2008/…
…
…
09-12-2008
3.000,00
2.500,00
500,00
30,00
31630113
Consumíveis - Combustíveis
….
…
…
10-12-2008
511,00
425,83
85,17
5,11
316101
Matérias-primas - Materiais de Construção
…
…
…
10-12-2008
316,32
263,60
52,72
3,16
316101
Matérias-primas - Materiais de Construção
…
…
…
10-12-2008
150,72
125,60
25,12
1,51
316301031
Consumíveis - Consumos de Secretaria
…
…
…
10-12-2008
367,84
306,53
61,31
3,68
316301031
Consumíveis - Consumos de Secretaria
…
…
…
10-12-2008
496,16
413,47
82,69
4,96
31630102
Consumíveis - Eletricidade
…
…
s\\ OP
10-12-2008
18,00
15,00
3,00
0,18
31630219
Outros
…
…
…
10-12-2008
6,00
5,00
1,00
0,06
62222
Comunicação
…
n/a
…
10-12-2008
415,43
346,19
69,24
4,15
62222
Comunicação
…
n/a
…
10-12-2008
583,98
486,65
97,33
5,84
316301031
Consumíveis - Consumos de Secretaria
…
…
…
11-12-2008
612,00
510,00
102,00
6,12
4422102
Instalações de serviços
…
…
…
12-12-2008
26.155,50
24.910,00
1.245,50
74,73
442220518
Construção da Cidade Desportiva de ...
…
…
…
12-12-2008
56.301,00
53.620,00
2.681,00
160,86
442220507
Construção do Complexo Desportivo de ...
…
…
…
12-12-2008
87.028,99
82.884,75
4.144,24
248,65
442220518
Construção da Cidade Desportiva de ...
…
…
…
12-12-2008
51.678,46
49.217,58
2.460,88
147,65
622982
Outros
…/B
…
…
12-12-2008
126,00
105,00
21,00
1,26
622121
Gasóleo
…
n/a
…
12-12-2008
20,00
16,67
3,33
0,10
31630102
Consumíveis - Eletricidade
..
…
…
13-12-2008
35,71
29,76
5,95
0,36
31630102
Consumíveis - Eletricidade
…
…
…
13-12-2008
35,71
29,76
5,95
0,36
31630102
Consumiveis - Electricidade
7620
6906
477
13-12-2008
214,27
178,56
35,71
2,14
31630102
Consumiveis - Electricidade
7620
6906
477
13-12-2008
0,06
0,05
0,01
0,00
31630102
Consumiveis - Electricidade
7621
6907
476
13-12-2008
339,48
282,90
56,58
3,39
31630106
Consumiveis - Rega, Jardins e Prod. Químicos
F.37157
6936
510
15-12-2008
75,06
62,55
12,51
0,75
31630113
Consumiveis - Combustiveis
25675
7027
346
15-12-2008
40,00
33,33
6,67
0,40
31630218
Acessorios/Materiais - Outros
167
6977
617
15-12-2008
62,16
51,80
10,36
0,62
31630218
Acessorios/Materiais - Outros
168
6978
617
15-12-2008
88,62
73,85
14,77
0,89
31630218
Acessorios/Materiais - Outros
169
6979
617
15-12-2008
162,67
135,56
27,11
1,63
31630218
Acessorios/Materiais - Outros
170
6980
617
15-12-2008
131,04
109,20
21,84
1,31
62219
Rendas e alugueres
102319
6824
5454
15-12-2008
1.020,00
850,00
170,00
10,20
62233
Publicidade e propaganda
9820
6913
5520
15-12-2008
720,00
600,00
120,00
7,20
622982
Outros
16
7147
1388
15-12-2008
3.000,00
2.500,00
500,00
30,00
622982
Outros
17
7148
1699
15-12-2008
3.000,00
2.500,00
500,00
30,00
622982
Outros
18
7149
860
15-12-2008
3.000,00
2.500,00
500,00
30,00
622982
Outros
19
7150
1699
15-12-2008
864,00
720,00
144,00
8,64
622982
Outros
20
7151
1699
15-12-2008
1.200,00
1.000,00
200,00
12,00
31630113
Consumiveis - Combustiveis
3/1101
7192
852
16-12-2008
511,00
425,83
85,17
5,11
31630104
Consumiveis - Limpeza, Higiene e Conforto
90878
7007
668
16-12-2008
177,00
147,50
29,50
1,77
31630202
Acessorios/materiais - p/ Material de Escritorio
18093
7000
363
16-12-2008
12,00
10,00
2,00
0,12
316301031
Consumiveis - Consumos de Secretaria
18093
7000
363
16-12-2008
57,20
47,67
9,53
0,57
31630203
Acessorios/materiais - Ferramentas e Utensilios
997
n/a
n/a
16-12-2008
(13,26)
(11,05)
(2,21)
(0,13)
31630106
Consumiveis - Rega, Jardins e Prod. Químicos
999
n/a
n/a
16-12-2008
(23,22)
(19,35)
(3,87)
(0,23)
31630115
Consumiveis - outros
596
1888
1789
16-12-2008
11,75
11,19
0,56
0,03
622982
Outros
2611169215
6699
5384
16-12-2008
36,86
30,72
6,14
0,37
622982
Outros
2611169219
6653
5350
16-12-2008
36,86
30,72
6,14
0,37
622982
Outros
2611169222
6654
5351
16-12-2008
36,86
30,72
6,14
0,37
622982
Outros
2611169224
6655
5352
16-12-2008
36,86
30,72
6,14
0,37
62233
Publicidade e propaganda
1568
6912
5521
16-12-2008
114,00
95,00
19,00
1,14
62102
Espectáculos culturais e recreativos
293
6910
5519
16-12-2008
900,00
750,00
150,00
9,00
31630113
Consumiveis - Combustiveis
2230735716
6993
17
17-12-2008
16.807,25
14.006,04
2.801,21
84,04
31630105
Consumiveis - Saude
453
6962
341
17-12-2008
37,28
35,50
1,78
0,11
31630105
Consumiveis - Saude
453
6962
341
17-12-2008
237,00
197,50
39,50
2,37
31630104
Consumiveis - Limpeza, Higiene e Conforto
453
6962
341
17-12-2008
118,80
99,00
19,80
1,19
31630201
Acessorios/materiais - p/ Equip. Informatico
200800464
6820
462
17-12-2008
26,64
22,20
4,44
0,27
62233
Publicidade e propaganda
55/2008
7160
631
17-12-2008
2.400,00
2.000,00
400,00
24,00
62222
Comunicação
5346
n/a
5346
17-12-2008
73,72
61,43
12,29
0,74
62222
Comunicação
5346
n/a
5346
17-12-2008
19,07
15,89
3,18
0,19
62222
Comunicação
5346
n/a
5346
17-12-2008
1.984,54
1.653,78
330,76
19,85
62222
Comunicação
5346
n/a
5346
17-12-2008
350,54
292,12
58,42
3,51
62222
Comunicação
5346
n/a
5346
17-12-2008
972,59
810,49
162,10
9,73
62222
Comunicação
5353
n/a
5353
17-12-2008
29,65
24,71
4,94
0,30
62222
Comunicação
5353
n/a
5353
17-12-2008
1.117,48
931,23
186,25
11,17
622982
Outros
2847
…
5504
18-12-2008
20,17
16,81
3,36
0,20
622112
Instalações
5364
n/a
5364
18-12-2008
71,40
68,00
3,40
0,20
622112
Instalações
5364
n/a
5364
18-12-2008
1,80
1,71
0,09
0,01
622112
Instalações
5368
n/a
5368
18-12-2008
850,91
810,39
40,52
2,43
622112
Instalações
5368
n/a
5368
18-12-2008
1,80
1,71
0,09
0,01
622112
Instalações
5368
n/a
5368
18-12-2008
1.040,69
991,13
49,56
2,97
622112
Instalações
5368
n/a
5368
18-12-2008
3,60
3,42
0,18
0,01
622112
Instalações
5368
n/a
5368
18-12-2008
6.734,86
6.414,15
320,71
19,24
622112
Instalações
5368
n/a
5368
18-12-2008
9,00
8,55
0,45
0,03
622112
Instalações
5368
n/a
5368
18-12-2008
8.150,20
7.762,10
388,10
23,29
622112
Instalações
5368
n/a
5368
18-12-2008
5,40
5,13
0,27
0,02
62222
Comunicação
5374
n/a
5374
18-12-2008
448,50
373,75
74,75
4,49
622982
Outros
5375
n/a
5375
18-12-2008
50,01
41,68
8,34
0,50
31630106
Consumiveis - Rega, Jardins e Prod. Químicos
F.38229
7025
510
19-12-2008
100,08
83,40
16,68
1,00
316101
Materias-primas - Materiais de Construcao
2549/20081
7197
979
19-12-2008
1.340,64
1.117,20
223,44
13,41
316101
Materias-primas - Materiais de Construcao
2555/20081
7196
979
19-12-2008
300,29
250,24
50,05
3,00
62299
Outros
25/A
6881
5495
19-12-2008
101,50
96,67
4,83
0,29
622121
Gasóleo
5395
n/a
5395
19-12-2008
178,33
148,61
29,72
0,89
62106
Assistência Técnica
28820903
641
1122
19-12-2008
43,20
36,00
7,20
0,43
62106
Assistência Técnica
28820904
642
1122
19-12-2008
43,20
36,00
7,20
0,43
62106
Assistência Técnica
28820905
643
1122
19-12-2008
43,20
36,00
7,20
0,43
62106
Assistência Técnica
28820911
644
1122
19-12-2008
43,20
36,00
7,20
0,43
62232
Conservação e reparação
464
229
494
19-12-2008
420,00
350,00
70,00
4,20
31630219
Outros
56248
6882
5497
20-12-2008
26,78
22,32
4,46
0,27
316101
Materias-primas - Materiais de Construcao
2573/20081
7195
979
22-12-2008
445,46
371,22
74,24
4,45
316101
Materias-primas - Materiais de Construcao
106408
7199
1111
22-12-2008
162,43
135,36
27,07
1,62
622982
Outros
1159
7201
934
22-12-2008
272,60
227,17
45,43
2,73
622982
Outros
1159
7201
934
22-12-2008
2.247,40
1.872,83
374,57
22,47
622112
Instalações
5416
n/a
5416
22-12-2008
68,01
64,77
3,24
0,19
622112
Instalações
5416
n/a
5416
22-12-2008
1,80
1,71
0,09
0,01
622112
Instalações
5416
n/a
5416
22-12-2008
1.344,10
1.280,10
64,00
3,84
622112
Instalações
5416
n/a
5416
22-12-2008
16,20
15,43
0,77
0,05
622112
Instalações
5416
n/a
5416
22-12-2008
1.922,52
1.830,97
91,55
5,49
622112
Instalações
5416
n/a
5416
22-12-2008
36,00
34,29
1,71
0,10
622112
Instalações
5416
n/a
5416
22-12-2008
8.706,97
8.292,35
414,62
24,88
622112
Instalações
5416
n/a
5416
22-12-2008
190,80
181,71
9,09
0,55
62222
Comunicação
5440
n/a
5440
22-12-2008
44,71
37,26
7,45
0,45
62222
Comunicação
5440
n/a
5440
22-12-2008
60,41
50,34
10,07
0,60
316101
Materias-primas - Materiais de Construcao
2576/20081
7198
979
23-12-2008
288,00
240,00
48,00
2,88
316301031
Consumiveis - Consumos de Secretaria
39546
168
509
23-12-2008
66,00
55,00
11,00
0,66
31630106
Consumiveis - Rega, Jardins e Prod. Químicos
F.38266
402
974
23-12-2008
37,54
31,28
6,26
0,38
31630106
Consumiveis - Rega, Jardins e Prod. Químicos
F.38267
403
974
23-12-2008
37,54
31,28
6,26
0,38
426
Equipamento administrativo
1030
n/a
n/a
23-12-2008
(144,00)
(120,00)
(24,00)
(1,44)
62233
Publicidade e propaganda
616
7202
580
23-12-2008
300,00
250,00
50,00
3,00
622982
Outros
5441
n/a
5441
23-12-2008
1.870,92
1.559,10
311,82
18,71
62222
Comunicação
39546
168
509
23-12-2008
5,34
4,45
0,89
0,05
43224
Estudos e Projectos Cidade Desportiva
2008575/20083
7187
939
24-12-2008
4.416,00
3.680,00
736,00
44,16
426
Equipamento administrativo
80410
180
926
24-12-2008
1.324,80
1.104,00
220,80
13,25
62232
Conservação e reparação
200800474
7002
462
24-12-2008
48,00
40,00
8,00
0,48
316101
Materias-primas - Materiais de Construcao
2595/20081
7194
979
26-12-2008
226,08
188,40
37,68
2,26
31630102
Consumiveis - Electricidade
7915
7167
476
26-12-2008
323,58
269,65
53,93
3,24
31630102
Consumiveis - Electricidade
7916
7168
476
26-12-2008
31,06
25,88
5,18
0,31
31630102
Consumiveis - Electricidade
7917
7169
477
26-12-2008
258,74
215,62
43,12
2,59
31630102
Consumiveis - Electricidade
7917
7169
477
26-12-2008
51,60
43,00
8,60
0,52
31630102
Consumiveis - Electricidade
7917
7169
477
26-12-2008
51,76
43,13
8,63
0,52
31630102
Consumiveis - Electricidade
7917
7169
477
26-12-2008
49,68
41,40
8,28
0,50
31630102
Consumiveis - Electricidade
7917
7169
477
26-12-2008
27,72
23,10
4,62
0,28
622982
Outros
7916
7168
476
26-12-2008
49,20
41,00
8,20
0,49
622982
Outros
7917
7169
477
26-12-2008
69,01
57,51
11,50
0,69
31630113
Consumiveis - Combustiveis
3/1118
7191
852
29-12-2008
438,00
365,00
73,00
4,38
31630102
Consumiveis - Electricidade
7921
7170
476
29-12-2008
18,00
15,00
3,00
0,18
31630115
Consumiveis - outros
2632
242
892
29-12-2008
8,00
6,67
1,33
0,08
31630115
Consumiveis - outros
2632
242
892
29-12-2008
37,06
30,88
6,18
0,37
316101
Materias-primas - Materiais de Construcao
106413
594
1111
29-12-2008
88,99
74,16
14,83
0,89
316101
Materias-primas - Materiais de Construcao
106413
594
1111
29-12-2008
85,51
71,26
14,25
0,86
31630203
Acessorios/materiais - Ferramentas e Utensilios
8291828
968
1103
29-12-2008
8,98
8,98
0,00
0,00
31630113
Consumiveis - Combustiveis
2230750221
218
422
29-12-2008
14.640,91
12.200,76
2.440,15
73,20
622982
Outros
301161364
6923
5523
29-12-2008
86,02
71,68
14,34
0,86
622982
Outros
301161389
6925
5524
29-12-2008
61,44
51,20
10,24
0,61
622982
Outros
301161412
6927
5525
29-12-2008
110,59
92,16
18,43
1,11
622982
Outros
301161461
6928
5526
29-12-2008
61,44
51,20
10,24
0,61
622982
Outros
301161486
6924
5522
29-12-2008
61,44
51,20
10,24
0,61
622982
Outros
301161501
6929
5527
29-12-2008
36,86
30,72
6,14
0,37
622982
Outros
301161559
6932
5528
29-12-2008
61,44
51,20
10,24
0,61
622982
Outros
301162685
6937
5530
29-12-2008
61,44
51,20
10,24
0,61
622982
Outros
301162741
6934
5529
29-12-2008
110,59
92,16
18,43
1,11
622982
Outros
301162822
6939
5532
29-12-2008
110,59
92,16
18,43
1,11
622982
Outros
301162993
6938
5531
29-12-2008
86,02
71,68
14,34
0,86
622982
Outros
3905
7005
90
29-12-2008
875,70
834,00
41,70
2,50
622982
Outros
7921
7170
476
29-12-2008
0,24
0,20
0,04
0,00
6881
Servicos bancários/comissões
5467
n/a
5467
29-12-2008
9,00
7,50
1,50
0,09
6881
Servicos bancários/comissões
5487
n/a
5487
29-12-2008
8,40
7,00
1,40
0,08
62222
Comunicação
5534
n/a
5534
29-12-2008
35,40
29,50
5,90
0,35
62222
Comunicação
5534
n/a
5534
29-12-2008
35,28
29,40
5,88
0,35
62222
Comunicação
5534
n/a
5534
29-12-2008
35,28
29,40
5,88
0,35
62225
Transportes de mercadorias
19232
4566
s\\ OP
29-12-2008
1,98
1,65
0,33
0,02
622982
Outros
312390/C
3187
3647
29-12-2008
3.360,00
3.200,00
160,00
9,60
31630203
Acessorios/materiais - Ferramentas e Utensilios
FS320612
222
1127
30-12-2008
4,80
4,00
0,80
0,05
316301031
Consumiveis - Consumos de Secretaria
804197
362
1139
30-12-2008
513,36
427,80
85,56
5,13
442220518
Construção da Cidade Desportivade ...
633
3823
30-12-2008
22.597,05
21.521,00
1.076,05
64,56
62222
Comunicação
5535
n/a
5535
30-12-2008
45,60
38,00
7,60
0,46
62222
Comunicação
5535
n/a
5535
30-12-2008
45,60
38,00
7,60
0,46
62222
Comunicação
5535
n/a
5535
30-12-2008
45,60
38,00
7,60
0,46
62222
Comunicação
5536
n/a
5536
30-12-2008
2.486,82
2.072,35
414,47
24,87
622982
Outros
5538
n/a
5538
30-12-2008
50,62
42,18
8,44
0,51
622982
Outros
5538
n/a
5538
30-12-2008
50,62
42,18
8,44
0,51
62213
Água
1049
n/a
n/a
30-12-2008
(416,79)
(396,94)
(19,85)
(1,19)
62213
Água
1049
n/a
n/a
30-12-2008
(2.311,38)
(2.201,31)
(110,07)
(6,60)
62213
Água
1049
n/a
n/a
30-12-2008
(163,31)
(155,53)
(7,78)
(0,47)
622982
Outros
1057
n/a
n/a
30-12-2008
(2,27)
(1,88)
(0,39)
(0,02)
622982
Outros
1057
n/a
n/a
30-12-2008
(687,72)
(568,36)
(119,36)
(7,16)
622982
Outros
1058
n/a
n/a
30-12-2008
(474,97)
(424,08)
(50,89)
(3,05)
622982
Outros
2611173518
3
6
30-12-2008
36,86
30,72
6,14
0,37
622982
Outros
2800260
277
1101
30-12-2008
810,24
675,20
135,04
8,10
622982
Outros
2800260
277
1101
30-12-2008
522,00
435,00
87,00
5,22
622982
Outros
2008000437
28
135
30-12-2008
48,00
40,00
8,00
0,48
622982
Outros
P3746
1204
1989
30-12-2008
40,66
33,88
6,78
0,41
622982
Outros
1000306
578
971
30-12-2008
2.066,40
1.722,00
344,40
20,66
31630218
Acessorios/Materiais - Outros
171
7190
617
31-12-2008
200,40
167,00
33,40
2,00
31630218
Acessorios/Materiais - Outros
172
7189
617
31-12-2008
258,98
215,82
43,16
2,59
31630218
Acessorios/Materiais - Outros
173
7188
617
31-12-2008
517,97
431,64
86,33
5,18
31630102
Consumiveis - Electricidade
1072
n/a
n/a
31-12-2008
(18,00)
(15,00)
(3,00)
(0,18)
316102
Materias-primas - Materiais Metalurgia e Serralhar
803810
239
897
31-12-2008
38,88
32,40
6,48
0,39
316102
Materias-primas - Materiais Metalurgia e Serralhar
803810
239
897
31-12-2008
23,76
19,80
3,96
0,24
316102
Materias-primas - Materiais Metalurgia e Serralhar
803810
239
897
31-12-2008
1,33
1,11
0,22
0,01
316102
Materias-primas - Materiais Metalurgia e Serralhar
803811
240
897
31-12-2008
3,79
3,16
0,63
0,04
31630102
Consumiveis - Electricidade
7929
158
937
31-12-2008
258,74
215,62
43,12
2,59
31630102
Consumiveis - Electricidade
7929
158
937
31-12-2008
167,64
139,70
27,94
1,68
31630102
Consumiveis - Electricidade
7929
158
937
31-12-2008
489,89
408,24
81,65
4,90
31630102
Consumiveis - Electricidade
7929
158
937
31-12-2008
484,44
403,70
80,74
4,84
31630219
Outros
23783
268
1048
31-12-2008
37,50
31,25
6,25
0,38
31630219
Outros
23783
268
1048
31-12-2008
262,50
218,75
43,75
2,63
622982
Outros
1070
n/a
n/a
31-12-2008
(29,00)
(27,62)
(1,38)
(0,08)
622982
Outros
2611173619
4
7
31-12-2008
36,86
30,72
6,14
0,37
622982
Outros
2611173625
2
5
31-12-2008
36,86
30,72
6,14
0,37
622982
Outros
2611173745
1
4
31-12-2008
61,44
51,20
10,24
0,61
62232
Conservação e reparação
820161
233
897
31-12-2008
87,84
73,20
14,64
0,88
62232
Conservação e reparação
820162
234
897
31-12-2008
81,00
67,50
13,50
0,81
62232
Conservação e reparação
820163
235
897
31-12-2008
48,24
40,20
8,04
0,48
622112
Instalações
DEZEMBRO/2008
45
198
31-12-2008
21,48
20,46
1,02
0,06
622112
Instalações
DEZEMBRO/2008
45
198
31-12-2008
5.935,62
5.652,97
282,65
16,96
622112
Instalações
DEZEMBRO/2008
45
198
31-12-2008
3,58
3,41
0,17
0,01
622112
Instalações
DEZEMBRO/2008
45
198
31-12-2008
287,68
273,98
13,70
0,82
622112
Instalações
DEZEMBRO/2008
45
198
31-12-2008
12,53
11,93
0,60
0,04
62233
Publicidade e propaganda
A166
658
1141
31-12-2008
360,00
300,00
60,00
3,60
62222
Comunicação
97918658
36
159
31-12-2008
468,00
390,00
78,00
4,68
622982
Outros
492/A
1679
1259
31-12-2008
90,60
86,29
4,31
0,26
622982
Outros
492/A
1679
1259
31-12-2008
29,20
27,81
1,39
0,08
62232
Conservação e reparação
98
637
973
31-12-2008
3.600,00
3.000,00
600,00
36,00
*
C. DECISÃO
Termos em que se decide neste Tribunal Arbitral:
a) Julgar procedente o pedido de pronúncia arbitral relativamente às autoliquidações de IVA do Requerente de Dezembro de 2012 a Dezembro de 2009, e, em consequência, anulá-las parcialmente, nos montantes de IVA indevidamente suportado nas mesmas, correspondente, respectivamente, aos montantes de € 2050,72 (Dezembro 2008) e € 30.923,84 (Janeiro a Dezembro de 2009);
b) Julgar improcedente o pedido de pronúncia arbitral relativamente às autoliquidações de IVA do Requerente de Janeiro a Novembro de 2008, e, em consequência, manter os correspondentes actos tributários;
c) Condenar o Requerente e a AT nas custas do processo, no montante, respectivamente, de €1.187,28 e de €1.260.72, tendo-se em conta o já pago.
D. Valor do processo
Fixa-se o valor do processo em €64.046,33, nos termos do artigo 97.º-A, n.º 1, a), do Código de Procedimento e de Processo Tributário, aplicável por força das alíneas a) e b) do n.º 1 do artigo 29.º do RJAT e do n.º 2 do artigo 3.º do Regulamento de Custas nos Processos de Arbitragem Tributária.
E. Custas
Fixa-se o valor da taxa de arbitragem em €2.448.00, nos termos da Tabela I do Regulamento das Custas dos Processos de Arbitragem Tributária, a pagar pelo Requerente e AT, na medida dos respectivos decaimentos acima fixado, uma vez que o pedido foi apenas parcialmente procedente, nos termos dos artigos 12.º, n.º 2, e 22.º, n.º 4, ambos do RJAT, e artigo 4.º, n.º 4, do citado Regulamento.
Notifique-se.
Lisboa
30 de Outubro de 2014
O Árbitro Presidente
(José Pedro Carvalho - Relator)
O Árbitro Vogal
(Clotilde Celorico Palma)
O Árbitro Vogal
(António Nunes do Reis)
[1] Que aqui e dão reproduzidos, devendo acompanhar todas as notificações legalmente necessárias do presente acórdão, que não às partes que deles têm já conhecimento pessoal.
[2] Que aqui e dão reproduzidos, devendo acompanhar todas as notificações legalmente necessárias do presente acórdão, que não às partes, que deles têm já conhecimento pessoal.
[3] Cfr. neste sentido o Ac. do STA de 02-10-2010, proferido no processo 0256/10, disponível em www.dgsi.pt.
[4] Neste sentido, cfr. o Ac. proferido no processo 117/2013T do CAAD, disponível em www.caad.org.pt.