Pertence ao Lei Geral Tributária (DL n.º 398/98, de 17 de Dezembro)
Este artigo estabelece os fundamentos que justificam a existência de três tipos de tributos em Portugal. Os impostos baseiam-se na capacidade de cada pessoa ou entidade pagar, medida através do seu rendimento, do uso que faz desse rendimento, ou do seu património. As taxas financiam serviços públicos concretos que o Estado presta, a utilização de bens públicos, ou a remoção de obstáculos legais. As contribuições especiais aplicam-se quando alguém obtém benefícios diretos ou valorização dos seus bens graças a obras públicas, novos serviços, ou pelo desgaste especial que causa em bens públicos. O artigo define, portanto, o critério de justiça subjacente a cada tipo de tributação: quem paga deve ter capacidade para isso, receber serviços, ou ter aproveitado benefícios concretos.
Um trabalhador paga IRS porque tem rendimento que lhe permite contribuir para despesas públicas. A taxa varia conforme seu rendimento anual. Baseia-se na capacidade contributiva: quanto mais ganha, mais contribui. Não precisa de receber um serviço específico em troca; paga porque tem meios.
Uma cafetaria paga uma taxa anual por ocupar espaço público com esplanada. Esta taxa não se baseia no seu lucro, mas no serviço concreto que a autarquia presta: manutenção, limpeza e segurança dessa área. Quem usa o espaço público, paga pelo uso específico.
Um proprietário cuja casa se valoriza significativamente após a construção de uma estação de comboio próxima pode ser sujeito a uma contribuição especial. Baseia-se no benefício direto obtido: a obra pública aumentou o valor do seu imóvel, logo contribui com parte desse ganho.
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