Pertence ao Código do Trabalho (Lei n.º 7/2009, de 12 de Fevereiro)
Este artigo permite que o Governo, através de um documento chamado portaria de extensão, aplique as regras de uma convenção colectiva (acordo entre patrões e sindicatos) a empresas e trabalhadores que não fizeram parte dessa negociação. A intenção é criar igualdade de condições num sector. Por exemplo, se patrões e sindicatos acordarem salários e horários para o comércio a retalho, o Governo pode ordenar que todas as lojas da região cumpram o mesmo, mesmo as que não participaram no acordo. Mas isto só acontece se as situações económicas e sociais forem semelhantes. A extensão pode ser total (aplicar tudo) ou parcial (aplicar apenas algumas cláusulas). O Governo deve justificar que a extensão é socialmente e economicamente equilibrada.
Um sindicato e associações de restaurantes acordam novos salários mínimos e benefícios. O Governo estende estas regras a todos os restaurantes do país através de portaria. Agora até restaurantes pequenos que não participaram na negociação devem cumprir os mesmos salários, criando equidade no sector.
Uma convenção colectiva da construção define segurança no trabalho e valores de horas extras. A Governo estende apenas as cláusulas de segurança a todas as empresas de construção, mas não o valor das horas extras, porque a situação económica é muito variável entre obras.
Um sindicato tenta estender um acordo de indústria automóvel a oficinas de reparação independentes. O Governo recusa porque as realidades económicas são muito distintas: grandes fábricas versus pequenas oficinas familiares. A justificação não se cumpre.
Faz a tua pergunta em linguagem natural. A IA pesquisa em legislação consolidada e jurisprudência portuguesa e devolve resposta fundamentada com referências.
Grátis para começar · sem cartão de crédito
Este conteúdo tem fins meramente informativos e não constitui aconselhamento jurídico. Para questões específicas do seu caso, consulte um advogado qualificado inscrito na Ordem dos Advogados. A TogaAI é uma ferramenta de apoio à prática jurídica e não substitui o julgamento profissional de um advogado.