Pertence ao Código do Trabalho (Lei n.º 7/2009, de 12 de Fevereiro)
Este artigo define as responsabilidades do Conselho Económico e Social (CES) na gestão da arbitragem laboral. O presidente do CES participa na criação das listas oficiais de árbitros que podem ser chamados para resolver conflitos coletivos. O CES realiza sorteios para designar árbitros quando é necessário arbitragem — por exemplo, em disputas sobre a denúncia de convenções coletivas, suspensão de períodos pós-vigência, ou arbitragens obrigatórias e necessárias. Além disso, o CES assegura o funcionamento prático destes processos: paga os honorários e despesas dos árbitros e peritos, e oferece apoio técnico e administrativo ao tribunal arbitral. Isto significa que o CES é, essencialmente, o gestor operacional da arbitragem laboral em Portugal, garantindo que estes processos funcionam sem depender de recursos privados ou de uma das partes envolvidas no conflito.
Uma empresa e um sindicato entram em desacordo sobre a denúncia de uma convenção coletiva de trabalho. Ambas as partes concordam que a questão vá a arbitragem. O CES efetua um sorteio da lista de árbitros disponíveis, designando um terceiro imparcial. O CES paga todos os custos — honorários do árbitro, deslocações, e apoio administrativo.
Durante negociações de um novo acordo coletivo, as partes chegam a um impasse total em questões essenciais. A lei determina que seja feita arbitragem obrigatória. O CES sorteia um árbitro da sua lista e assume todas as despesas operacionais, mantendo o processo independente e imparcial.
O presidente do CES trabalha com outras entidades para estabelecer e manter a lista oficial de árbitros qualificados em direito laboral e relações coletivas. Esta lista garante que, quando surge a necessidade de arbitragem, existem profissionais preparados e reconhecidos disponíveis para o processo.
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Este conteúdo tem fins meramente informativos e não constitui aconselhamento jurídico. Para questões específicas do seu caso, consulte um advogado qualificado inscrito na Ordem dos Advogados. A TogaAI é uma ferramenta de apoio à prática jurídica e não substitui o julgamento profissional de um advogado.