Pertence ao Código das Sociedades Comerciais (DL n.º 262/86, de 02 de Setembro)
Este artigo estabelece as regras sobre como uma sociedade comercial pode distribuir bens (como lucros ou reservas) aos seus sócios. A regra principal é clara: nenhuma distribuição pode acontecer sem uma deliberação (decisão) dos sócios, exceto nos casos que a lei expressamente permite. No entanto, o artigo dá aos administradores um poder importante: se tiverem razões fundadas para acreditar que a deliberação viola regras legais sobre distribuições (por exemplo, porque o património social entretanto diminuiu ou as contas aprovadas têm erros graves), podem recusar cumprir essa deliberação. Quando isso acontece, têm 8 dias para pedir ao tribunal que investigue se havia motivo legal para essa recusa. O artigo também protege os sócios: quem impugnar uma distribuição de má fé pode ser responsabilizado pelos prejuízos causados aos outros sócios pelo atraso.
Os sócios aprovam uma distribuição de lucros de 100 mil euros baseada no balanço. Porém, o administrador identifica erros graves nas contas que, corrigidos, mostram que o lucro seria apenas 40 mil euros. O administrador pode recusar a distribuição e pedir inquérito judicial, evitando distribuir mais do que a sociedade realmente ganhou.
Um sócio minoritário impugna judicialmente uma distribuição de lucros aprovada por maioria, sem fundamento real. Meses depois, a ação é rejeitada. Se ficar provado que agiu de má fé apenas para prejudicar os outros sócios, terá de indemnizá-los pelos prejuízos causados pela demora da distribuição.
A assembleia delibera distribuir reservas quando o património da sociedade é robusto. Porém, antes de executar a distribuição, a empresa sofre perdas significativas inesperadas. O administrador pode recusar executar, pois as novas circunstâncias tornaram a distribuição ilícita segundo as regras legais de solvência.
Faz a tua pergunta em linguagem natural. A IA pesquisa em legislação consolidada e jurisprudência portuguesa e devolve resposta fundamentada com referências.
Grátis para começar · sem cartão de crédito
Este conteúdo tem fins meramente informativos e não constitui aconselhamento jurídico. Para questões específicas do seu caso, consulte um advogado qualificado inscrito na Ordem dos Advogados. A TogaAI é uma ferramenta de apoio à prática jurídica e não substitui o julgamento profissional de um advogado.