Pertence ao Código de Processo Penal (DL n.º 78/87, de 17 de Fevereiro)
Este artigo estabelece as regras sobre como devem ser redigidos os documentos e actos processuais no processo penal. Exige que os textos sejam perfeitamente legíveis, sem espaços em branco não utilizados, entrelinhas, rasuras ou emendas que não sejam claramente assinaladas. Permite a utilização de máquinas de escrever, computadores e formulários pré-impressos, desde que se certifique a revisão integral antes da assinatura. Autoriza também assinatura electrónica certificada. Se um documento for ilegível, qualquer participante pode solicitar a sua transcrição dactilográfica sem custos. As abreviaturas devem ser claras e inequívocas. Os números e datas podem ser em algarismos, excepto penas e indemnizações que devem ser por extenso. Obrigatoriamente, deve constar a data completa (dia, mês, ano), o local do acto, e quando afecte liberdades fundamentais, a hora de início e conclusão.
Um polícia redige uma denúncia num computador. Antes de assinar, revê completamente o documento e identifica-se como autor. O documento contém a data completa (15 de Março de 2024), local (esquadra de X), e como afecta liberdades fundamentais, menciona a hora de início e fim (14h30 a 15h15). Não há rasuras nem espaços vazios.
Um advogado recebe uma sentença com letra manuscrita muito difícil de ler. Sem custos, pode solicitar ao tribunal a transcrição dactilográfica do documento. O tribunal procede à transcrição para garantir que o acto processual fica completamente legível e claro.
Uma notificação é redigida utilizando um formulário pré-impresso electrónico, completado com dados específicos do caso. O funcionário assina electronicamente com certificado digital válido. O sistema registou automaticamente a data (10 de Janeiro de 2024), hora (09h45) e local (tribunal central).
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Este conteúdo tem fins meramente informativos e não constitui aconselhamento jurídico. Para questões específicas do seu caso, consulte um advogado qualificado inscrito na Ordem dos Advogados. A TogaAI é uma ferramenta de apoio à prática jurídica e não substitui o julgamento profissional de um advogado.