Pertence ao Código das Sociedades Comerciais (DL n.º 262/86, de 02 de Setembro)
Este artigo protege terceiros que contratam com uma sociedade comercial ainda não registada (por quotas, anónima ou em comandita por acções). Durante o período entre a assinatura do contrato de sociedade e o seu registo definitivo, qualquer negócio realizado em nome dessa sociedade cria responsabilidades bem definidas. Quem agir como representante da sociedade responde de forma ilimitada e solidária — ou seja, pode ser reclamado pelo valor integral da dívida. Os sócios que autorizem esses negócios têm igual responsabilidade ilimitada. Os restantes sócios respondem apenas até ao montante que prometeram investir, mais os lucros ou reservas que já tenham recebido. Existe, porém, uma excepção importante: se o contrato deixar explicitamente claro que o negócio só é válido depois do registo da sociedade e se a própria sociedade (uma vez registada) aceitar as obrigações, então o regime de responsabilidades não se aplica.
Uma sociedade em constituição compra máquinas a um fornecedor. O gerente actua em nome da sociedade não registada. Se a empresa não pagar, o fornecedor pode reclamar o valor total ao gerente ou aos sócios que autorizaram a compra. Os sócios sem autorização só respondem pelas suas quotas prometidas.
Uma sociedade em constituição aluga um espaço comercial, mas o contrato de aluguel especifica expressamente: "válido apenas após registo da sociedade no CRCCOM". Neste caso, o régime de responsabilidades pessoais do artigo 40.º não se aplica enquanto a sociedade não estiver registada.
A sociedade ainda não registada obtém financiamento bancário para capital circulante. O sócio que assinou o empréstimo em representação responde ilimitadamente. O banco pode executar esse sócio pessoalmente se a sociedade não cumprir a obrigação.
Faz a tua pergunta em linguagem natural. A IA pesquisa em legislação consolidada e jurisprudência portuguesa e devolve resposta fundamentada com referências.
Grátis para começar · sem cartão de crédito
Este conteúdo tem fins meramente informativos e não constitui aconselhamento jurídico. Para questões específicas do seu caso, consulte um advogado qualificado inscrito na Ordem dos Advogados. A TogaAI é uma ferramenta de apoio à prática jurídica e não substitui o julgamento profissional de um advogado.