Pertence ao Código de Processo Penal (DL n.º 78/87, de 17 de Fevereiro)
Este artigo estabelece que qualquer pessoa detida deve ser libertada imediatamente quando se verifica que a detenção foi feita por engano na identificação da pessoa, quando foi realizada fora das situações legalmente permitidas, ou quando deixou de existir razão para manter a pessoa detida. A libertação é uma obrigação imediata de quem ordenou a detenção ou de quem a pessoa foi apresentada. O procedimento difere conforme quem detém: se for uma entidade não judiciária (como polícia), deve elaborar um relatório breve e enviá-lo imediatamente ao Ministério Público; se for um tribunal ou juiz, a libertação deve ser acompanhada de uma decisão escrita (despacho). O objetivo é proteger as pessoas contra detenções indevidas ou desnecessárias, garantindo que ninguém fica privado de liberdade sem justificação legal válida.
A polícia detém uma pessoa por suspeita de roubo, mas ao chegar à esquadra e verificar a documentação, percebe que deteve o cidadão errado. A lei obriga à libertação imediata. A polícia elabora um relatório sobre o erro e envia-o ao Ministério Público.
Alguém é detido numa operação policial, mas depois constata-se que não havia sequer suspeita razoável para justificar essa detenção. A entidade responsável deve libertar imediatamente a pessoa. Se foi um juiz, emite um despacho de libertação.
Uma pessoa é detida legitimamente por suspeita de crime grave, mas durante a detenção surge informação que prova a sua inocência ou que o crime nunca existiu. A detenção torna-se desnecessária, obrigando à libertação imediata e às formalidades legais conforme a entidade.
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